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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Composições "fora da caixinha" - Detalhes

Olá pessoal.
Quando começamos a fotografar costumamos ter uma visão mais comum do mundo, fotografando o que vemos sem alterar nossa perspectiva. Aquilo que vemos é que fotografamos sem pensar. Para me explicar melhor, se fotografamos uma rua, a fotografamos como um todo, se a ideia é fotografar um bosque e no bosque como um todo que vamos fotografar.
Ainda não temos aquele senso apurado em que apenas detalhes ou parte da imagem podem já contar uma história do local ou simplesmente dar "mais força a imagem".

Na imagem abaixo como exemplo não precisamos fotografar a bailarina por inteiro para saber que ela está pronta para dançar com sua sapatilha de ponta relativamente nova. Esse detalhe também mostra que é uma bailarina experiente também devido ao posicionamento correto dos pés. A imagem também mostra que ela não está em um teatro e sim na rua mas mesmo assim podemos esperar uma grande apresentação dela e com a imagem imaginar como foi.



Outro exemplo é porque temos que fotografar um bosque se podemos fotografar seus detalhes para não se tornar outro qualquer? Fotografar sua vida animal é um bom exemplo, apesar da foto estar mostrando um inseto. Essa foto ficou muito mais impressionante do que fotografar o bosque inteiro.


Também podemos apreciar detalhes como a imagem dessa escada que está cheia de formas geométricas na sua composição.


Esse é um dos motivos pelo qual não devemos ter pressa para fotografar e nem usar a câmera como uma metralhadora. Precisamos sempre parar, pensar e imaginar qual foto ou composição para que aquela única fotografia conte a história de um dia inteiro e as vezes uma foto dessa demora bastante para ser feita!

Treine e conseguirá!

Abraços e até a próxima FOTODICA!

sábado, 30 de abril de 2016

Revele suas fotos digitais!

Nas últimas postagens tenho falado bastante sobre fotografia digital mas em vários momentos do blog também venho falando que o formato digital não exclui completamente a fotografia analógica. Eu sempre digo que uso uma câmera digital como se tivesse usando uma câmera analógica porque o que realmente muda é o suporte em que a fotografia é registrada. Em vez de ter uma película com uma emulsão fotossensível, temos um chip que é sensibilizado eletronicamente e a foto é  gravada em um cartão de memória. O restante da câmera continua igual, uma câmara escura com um obturador, um diafragma (que geralmente nas 35mm fica na objetiva) e uma objetiva para focar a imagem. Também em alguns casos bateria para alimentar o fotômetro e o flash embutido.
Já que praticamente tudo continua igual, por que não trabalhar de forma também igual ao analógico, revelando suas fotos favoritas?


Na verdade o termo revelação já não é exatamente correto na fotografia digital mas sim impressão pois a fotografia é revelada na hora no LCD da câmera. Revelação acontecia com as câmeras analógicas onde a fotografia era registrada pela película fotossensível e no caso dos negativos com suas cores invertidas, e somente depois de banhos químicos com revelador e fixador é que a foto aparecia no papel fotográfico, ou seja, que era revelada.

Alguns poucos laboratórios ainda preservam o processo químico mesmo na fotografia digital onde ao invés de expor o negativo, inexistente na fotografia digital, é exposta a própria foto no papel fotossensível, não utilizando qualquer tipo de tinta, mas infelizmente a maioria dos laboratórios por uma questão até de custo, preferem trabalhar com impressão das fotografias onde são usadas impressoras jato de tinta de alta definição para o trabalho.

 Não há nada melhor do que ter sua foto favorita em uma mídia em que você possa tocá-la e apreciá-la, sentir além da textura do papel em suas mãos, sentir também as texturas das formas e cores em cada detalhe que salta ao olhar e não uma coisa gélida que é a fotografia digital que por sua vez nada mais é que um amontoado de bits explodindo na sua frente através da luz intensa de um monitor.


Além disso uma fotografia bem impressa ou revelada dura por volta de cem anos, muito mais do que qualquer computador irá durar. Quem já não teve a oportunidade de ver as fotos dos seus avós ou até bisavós reveladas naqueles papéis antigos? Agora me responda, onde está seu primeiro computador? Aposto que completamente desmontado, jogado em um canto do depósito da sua casa, ou pior, no aterro sanitário de sua cidade.

Revelar as fotos também previne a perda da imagem por falha no sistema digital. Imagina você desligar o computador no meio de um trabalho para ir dormir e na manhã tentar ligar ele novamente e ele não dá nenhum sinal de vida ou só fica dando erro e você para corrigir o problema precisar formatá-lo para reinstalar o sistema? Perdeu tudo! E não se engane, isso acontece com muito mais frequência do que você possa imaginar. Uma dica bem interessante é fazer backup das fotos logo após um trabalho importante. Dependendo também podemos deixar as fotos no cartão de memória até precisar usa-lo novamente enquanto providenciamos uma outra mídia para backup.


Existem grupos de fotografia que são voltados a fotografia analógica, tem fórum de discussões na internet e até realizam passeios pela cidade. Só procurar por eles na internet.

Da mesma forma existem grupos que mesmo não sendo voltados exatamente para fotografia analógica mas proporcionam o "foto escambo". Ele é realizado geralmente após uma saída fotográfica onde os participantes revelam suas fotos em papel fotográfico e as trocam com a dos outros participantes. Uma experiência muito interessante que recomendo demais a todos vocês participarem!

E você, já participou de algum grupo desses? Deixe sua experiência aqui nos comentários!

Na próxima dica vou falar como não ter surpresas na revelação de suas fotos.

Até lá!

*A 2ª foto usada como ilustração (Palácio da Justiça) também está na exposição "10 Anos de caminhada noturna" que no momento dessa dica está sendo realizada e ficará até dia 30 de Abril de 2016 na estação Jardim São Paulo da linha Azul do metrô.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pricipais diferenças entre cameras Full Frame e Cropadas

Olá.

No começo do "Blog Fotodica" falei da diferença das câmeras digitais Full Frame que são aquelas com o sensor do tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm (24mm X 36mm) e das câmeras cropadas que possuem um sensor menor. Se quiser ver a postagem anterior Clique Aqui.


Muitas pessoas, principalmente que estão começando agora na fotografia não entenderam bem o conceito por trás disso e agora, depois de mais de sete anos de fotografia, tive a oportunidade de trabalhar realmente com câmeras full frame e por isso vou explicar novamente as duas principais diferenças entre os dois tipos de câmeras com um pouco mais de detalhes mas nada muito profundo.

A principal diferença entre os dois tipos de câmeras é o tamanho do sensor. Nas câmeras full frame eles têm o tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm que mede 24mm de "altura" por 36mm de "largura", enquanto as câmeras chamadas cropadas tem o sensor menor que isso sendo o mais comum tem o sensor 1,6 ou 1,5 vezes menor do que os da full frame e isso chama-se fator de corte.

Mas o que isso influência na captura da foto?
A mais perceptível influência é no ângulo de visão (reparem que falei ângulo e não distância focal) da objetiva.

As objetivas nas câmeras cropadas por tem um sensor menor vão ter um menor ângulo de visão equivalente a uma objetiva de distância focal mais longa em uma câmera Full Frame. Reparem nas imagens abaixo:

Objetiva 50mm "Camera Cropada"
Objetiva 85mm "Camera Full Frame"

As duas fotos foram feitas com a abertura de f/1.8 a 90cm de distância do objeto mas na câmera full frame foi usada uma objetiva 85mm já câmera cropada foi usada uma objetiva 50mm mas porque ambas parecem ter sido feitas com a mesma distância focal? Vou explicar.

Veja a ilustração abaixo:


As objetivas são pensadas para serem usadas em câmeras full frame, quando o sensor é menor parte das bordas da fotografia são perdidas pois não consegue captá-las e isso é representado pela parte cinza da ilustração e isso chama-se fator de corte.

Existem também objetivas que são especiais para câmeras cropadas mas sua distância focal é pensada como se fossem usadas em câmeras full frame, e isso tem um motivo.

Para calcular a equivalência do ângulo de visão da objetiva em uma câmera cropada devemos multiplicar a distância focal original pelo fator de corte que é quantas vezes o sensor da câmera cropada é menor.

Em todos os exemplos foi usada uma câmera que tem um sensor de tamanho APS-C que é 1.6X menor que o sensor da camera full frame combinada com uma objetiva 50mm para obter uma equivalência a distância focal próxima da objetiva 85mm usada na câmera full frame. Então vamos fazer a conta.

Objetiva 50mm X 1.6 do fator de corte = Equivale ao ângulo de visão de uma objetiva 80mm montada em uma câmera full frame. Simplificando essa conta fica assim:

50mm X 1.6 = 80mm

Objetivas por exemplo 50mm sempre vão ser 50mm mesmo quando usadas em câmeras croparadas quando em câmeras full frame pois sempre vão entregar a mesma imagem para o sensor seja ele qual for. Observe novamente as fotos abaixo:

recorte 100% 50mm em "câmera cropada"

recorte 100% 85mm em "câmera Full Frame"

Nesse exemplo eu quis mostrar que mesmo a primeira vista as fotos que pareciam quase iguais possuem grandes diferenças influenciadas pelas características da objetiva que foi usada como profundidade de campo, distorção e achatamento de planos.

No exemplo as duas fotos foram feitas com abertura f/1.8, limite da objetiva 85mm que foi usada na câmera full frame. Perceba como a palavra MACRO está nítida nas duas fotografias mas que na foto tirada com a 85mm a profundidade de campo é muito mais rasa já começando a desfocar a chavinha do auto foco enquanto a feita com a 50mm na cropada ela ainda está bem nítida.

Já a distorção é menos perceptível pois grande parte ocorre nas bordas da fotografia e como na cropada as bordas são perdidas fica menos evidenciado mas não quer dizer que essa característica também foi perdida pois no restante da fotografia ela se mantém.

Agora volte nas duas primeiras fotos de exemplo. Perceba como o fundo da fotografia que foi feita com a 85mm está bem mais próximo mesmo parecendo que o assunto está na mesma distância. Isso deve-se ao achatamento de planos. Quanto maior a distância focal da objetiva maior é o achatamento de planos. Por isso também que não devemos fazer retratos de alguém com grande angular pois corre o risco da pessoa fotografada parecer que tem nariz de Pinóquio.

Outra característica muito bem-vinda é que por conta do sensor maior a câmera Full Frame trabalha muito melhor com a questão de ruído na fotografia.

Nas duas fotos em 100% que mostrei acima perceba que na foto feita com a câmera cropada tem muito mais ruído que na que fiz com a câmera full frame. Isso se deve principalmente porque as "células" que compõem o sensor (fotodiodos) serem bem maiores facilitando a captura da luz.

Essas são as duas principais diferenças entre câmeras Full Frame e Cropadas.

E você, tem algo a acrescentar ou quer comentar sobre o tópico? Deixe sua mensagem abaixo e não deixe de seguir o "BLOG FOTODICA"!

Até a próxima!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Parasol (lens hood).

Um dos acessórios mais imprescindíveis na fotografia e que o pessoal da pouca ou nenhuma importância por ser apenas uma peça de plástico pintado é o parasol.


O Parasol basicamente serve para bloquear reflexos do sol ou de luzes indesejados na parte interna da objetiva. Eles são encaixados na frente da objetiva. Dependendo da objetiva eles podem ser rosqueados ou encaixados através do sistema de baioneta e podem ser do tipo tulipa que são mais comuns em objetivas "zoom" e grande angulares ou parasol cilíndrico que são comuns em teleobjetivas como na 75-300 abaixo. Cada objetiva possui seu parasol específico por isso o ideal é sempre comprar o original.

Parasol Tulipa


Parasol Cilíndrico
O parasol protege as fotografias de incidência de luzes indesejadas. Essas luzes geram reflexos na parte interna da objetiva que são percebidos através de círculos de cores chamados flare como na foto abaixo e já explicado em postagem anterior.

Flare
Esses reflexos causam a perda de contraste na fotografia e dificultam a focagem automática da câmera tornando-a impossível.

Também evitam um outro problema muito parecido com o Flare que é o Glare que é quando toda a foto perde contraste e nitidez principalmente nas bordas devido a incidência de luz no elemento frontal da objetiva mas não causando os círculos de luz. Abaixo vou dar um exemplo comparativo simulando uma foto com e sem o problema.

Foto sem defeito

Foto com defeito
Como parasol protege das luzes indesejadas o balanço de branco é conseguido mais corretamente.

Bons parasois também possuem um acabamento interno aveludado bloqueando qualquer reflexo dele próprio na objetiva.


Além do parasol ajudar na qualidade da imagem ele também ajuda a proteger fisicamente a objetiva de pancadas leves no elemento frontal porque ele é o "primeiro a chegar" no obstáculo absorvendo parte do impacto evitando danos ou mesmo a quebra do elemento frontal por isso o ideal é sempre deixá-lo na objetiva mesmo que não haja sol, devemos apenas ter cuidado quando fotografarmos com flash embutido pois o parasol pode interferir no disparo do flash criando uma imensa sombra na fotografia. Como falei no início muitos "fotógrafos" desprezam sua importante função e apenas usam ele apenas por estética para que a câmera pareça maior e mais profissional mas viu como é importante o uso do Parasol?

Até a próxima dica!