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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Uma foto valem mais de mil palavras

Olá pessoal.
Na última postagem falei que podemos fotografar apenas um detalhe para que possamos contar uma história. Dessa vez vou me contradizer um pouquinho e falar que as vezes para contarmos uma história mais completa precisamos fotografar o ambiente como um todo.
Veja o exemplo abaixo:



Na foto acima vemos um linda foto de pôr do sol mas além de alguns prédios subspostos (corretamente por sinal) e postes de luz não tem mais nada de informação nessa fotografia para que possamos contar uma história. É uma foto limpa, correta mas simples chegando até ser clichê.

Agora abrindo o ângulo da fotografia podemos quase que contar uma história. Veja:


Podemos falar que o fotógrafo (eu no caso) estava em uma praça com várias pessoas esperando o pôr do sol em um dia ensolarado mas frio devido as pessoas em volta estarem agasalhadas. Podemos perceber também que até a data da foto não havia chovido há algum tempo pois a grama e a terra estavam ressecadas. Apesar do maior ângulo da objetiva a foto não perdeu força pois o Sol continua sendo o assunto principal parecendo uma bola de fogo no horizonte e não apenas um pontinho brilhante no céu. Além disso fiz com que essa foto se tornasse única pois nunca mais as pessoas que aparecem nela vão estar exatamente no mesmo lugar nas mesmas poses. Já a primeira foto com um pouco de sorte posso reproduzi-la no próximo pôr do sol.

E você, o que mais pode contar vendo a foto acima? Invente uma história e deixe aqui nos comentários!

Abraços e até a próxima Fotodica!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Composições "fora da caixinha" - Detalhes

Olá pessoal.
Quando começamos a fotografar costumamos ter uma visão mais comum do mundo, fotografando o que vemos sem alterar nossa perspectiva. Aquilo que vemos é que fotografamos sem pensar. Para me explicar melhor, se fotografamos uma rua, a fotografamos como um todo, se a ideia é fotografar um bosque e no bosque como um todo que vamos fotografar.
Ainda não temos aquele senso apurado em que apenas detalhes ou parte da imagem podem já contar uma história do local ou simplesmente dar "mais força a imagem".

Na imagem abaixo como exemplo não precisamos fotografar a bailarina por inteiro para saber que ela está pronta para dançar com sua sapatilha de ponta relativamente nova. Esse detalhe também mostra que é uma bailarina experiente também devido ao posicionamento correto dos pés. A imagem também mostra que ela não está em um teatro e sim na rua mas mesmo assim podemos esperar uma grande apresentação dela e com a imagem imaginar como foi.



Outro exemplo é porque temos que fotografar um bosque se podemos fotografar seus detalhes para não se tornar outro qualquer? Fotografar sua vida animal é um bom exemplo, apesar da foto estar mostrando um inseto. Essa foto ficou muito mais impressionante do que fotografar o bosque inteiro.


Também podemos apreciar detalhes como a imagem dessa escada que está cheia de formas geométricas na sua composição.


Esse é um dos motivos pelo qual não devemos ter pressa para fotografar e nem usar a câmera como uma metralhadora. Precisamos sempre parar, pensar e imaginar qual foto ou composição para que aquela única fotografia conte a história de um dia inteiro e as vezes uma foto dessa demora bastante para ser feita!

Treine e conseguirá!

Abraços e até a próxima FOTODICA!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Linha do Horizonte na Fotografia

Olá pessoal,

Hoje vou falar de uma coisa básica que cheguei a mencionar quando falei sobre composição mas que muitas vezes é ignorada por alguns e difícil acertar para quem está começando, a linha do horizonte na fotografia.



A linha do horizonte é muito importante na fotografia, ela é quem inicialmente guia a altura da visão do espectador na fotografia.

Um horizonte reto nos dá a sensação de paz e tranquilidade.

Mas vezes por descuido ou por negligência muitas fotografias ficam "tortas" e isso acaba com uma boa fotografia. Veja o exemplo abaixo:

Horizonte torto

Reparem no museu do Ipiranga em São Paulo. Parece que ele está pendendo para a direita, certo que ele estava quase desmoronando mas não chegava a tanto. Hehehhe. Aposto também que você inclinou um pouco a cabeça para o mesmo lado da inclinação da fotografia. Acertei?
 
Mesmo tendo inclinado apenas 2 graus em sentido horário a diferença foi enorme não é mesmo? Não sei para vocês mas para mim é até incomodo olhar para ela. Isso é inadmissível em fotografia de paisagem ou arquitetura por exemplo.

Mas em algumas situações podemos quebrar essa regra.

Quando não temos uma linha do horizonte bem definida, uma coisa que podemos fazer é inclinar realmente a linha do horizonte para dar mais dinamismo a fotografia como no exemplo abaixo que fiz durante a corrida do Moto GP em que aconteceu em Interlagos. Para dar uma sensação de maior velocidade e mais fluidez para a fotografia eu inclinei propositadamente a linha do horizonte.

Reparem que eu a inclinei bastante e não apenas a "entortei".


Agora olhem como ela ficaria originalmente se eu não tivesse inclinado o horizonte:


A fotografia de baixo parece bem mais monótona não é? Além disso na primeira foto que inclinei propositadamente os dois corredores do meio que disputavam para valer a posição ganharam uma ênfase muito maior e parece que o bicho está pegando por lá.

Também outra coisa também muito comum é o pessoal colocar o horizonte bem no meio da foto e isso acaba matando de vez a fotografia. O horizonte tem que estar sempre no terço de baixo ou de cima da fotografia dependendo no que você quer dar mais destaque, se é mais para o céu ou mais para a terra.

Claro que ele não precisa estar exatamente alinhado com o terço escolhido, só não pode estar exatamente no meio da fotografia.

Na fotografia abaixo onde quis que os prédios do fundo coloridos pelo pôr do sol contrastando do acinzentado do céu.

 

Basicamente o horizonte é o que dá o equilíbrio da foto e por isso precisamos nos preocupar se ele está verdadeiramente na horizontal e em qual proporção da imagem ele estará.

Uma ótima dica para isso é usar as linhas do visor da câmera para ajudar nessa composição.

Se você ainda tem dúvidas de como compor melhor o horizonte suas fotografias deixe nos comentários!

Abraço e até mais!

sábado, 30 de agosto de 2014

Fotografando a Lua

Resolvi dar essa dica agora devido a um fenômeno que ocorrerá esse mês com a Lua, a Superlua.


A Superlua ocorre todo ano e esse ano já tivemos duas Superlua e agora em Setembro esse fenômeno vai ocorrer pela terceira vez.

Esse fenômeno acontece devido a maior aproximação do satélite a Terra dando a impressão de uma lua bem maior e mais brilhante e é uma ótima oportunidade de fotografá-la.

Fotografar a Lua não é muito complicado mas existem alguns detalhes que devemos levar em consideração ao fotografar esse satélite natural que NÃO tem luz própria.

A primeira dica é esquecer um pouco dos modos automáticos da câmera. Geralmente quando esses modos são usados você conseguirá a imagem de uma bola branca no céu sem nenhum detalhe e não é isso que queremos, certo?


Isso acontece devido o fotômetro da câmera ser "enganado" pelo preto do céu. Teoricamente o fotômetro está tentando compensar a escuridão do céu e ele não sabe que o ponto brilhante no céu tem detalhes que pretendíamos preservar.

Para isso não ocorrer devemos mudar a câmera para o modo manual e seguir uma "tabela" de fotometria para a lua. Claro que deve ocorrer variações devido ao céu estar mais nublado ou com poluição mas vale como uma referência.

Na lua cheia sem nuvens no céu atrapalhando seu brilho, por incrível que pareça fotografamos ela em ISO 100, 1/250s de velocidade e f 5,6 de abertura. Parece a fotometria que fazemos na luz do dia não? Isso garante uma fotografia muito bem exposta preservando detalhes como as crateras e manchas existentes na superfície lunar como na foto de abertura dessa postagem.
Na luas 4º minguante e 4º crescente onde ela não aparece por completa temos que compensar na velocidade. Geralmente a velocidade fica entre 1 e 1 1/2 pontos mais lenta para que a lua não se torne excessivamente acinzentada.
Na foto abaixo eu mostro como deve ficar, ela está quase cheia mas dá para ter uma noção.


A segunda dica é sempre usar a maior distância focal de sua objetiva para que ela não pareça um minúsculo pontinho no céu. Geralmente acima de 300mm é o ideal. Também devemos usar um tripé ou apoiar a câmera em alguma superfície pois é muito difícil segurar a câmera nessas condições.

Uma regrinha muito usada para quem fotografa com teleobjetivas longas é que você consegue segurar o mesmo tempo de sua distância focal. Não entendeu? Vou tentar explicar.
Se você tem uma teleobjetiva de 300mm você teoricamente vai conseguir fazer uma foto sem tremer na velocidade de 1/300s. Se tiver uma objetiva de 500mm vai conseguir fotografar sem problemas em 1/500s de velocidade do obturador e assim por diante.

Fotos simples da Lua a internet já está saturada, que tal tentar algo diferente fazendo uma composição diferente com ela?

Para fazer isso devemos ir a um lugar alto logo no fim da tarde, um pouco longe da cidade e principalmente dos prédios e da poluição das luzes da cidade, pegue a teleobjetiva com a maior distância focal que tiver a disposição e aguarde a lua começar a aparecer no horizonte. Nesse ponto é onde ela estará mais próxima da Terra dando impressão de grandeza.
Como a teleobjetiva achata os planos como já expliquei em postagens anteriores ela vai parecer mais próxima e maior ainda. Um efeito muito interessante de reproduzir.
Na foto abaixo fiz uma simulação de uma foto com esse efeito.


Nas próximas Superluas que vão ocorrer nos dias 8 e 28 de Setembro vocês já vão estar preparados para fazerem lindas fotos desse fenômeno.

Até mais!

domingo, 15 de abril de 2012

Uso da perspectiva na fotografia

Novamente vou falar mais um pouco sobre linhas e composição que é umas das partes mais importantes da fotografia. Vou falar sobre perspectiva.

Muito usada em pinturas, desenhos, arquitetura e porque não, na fotografia. A perspectiva é usada para dar uma impressão de tridimensionalidade a foto. Aqui vou falar das mais usadas na fotografia.

A foto por si só tem duas dimensões, altura e largura. Com o uso da perspectiva eu consigo dar a impressão de uma 3ª dimensão a foto, a profundidade. Que na realidade nada mais é que uma ilusão de ótica.
Veja a foto abaixo.


Nessa foto você tem ter uma noção da extensão do rio que vai terminar nos prédios lá longe. Longe? Espera ai, a fotografia não é 2D, como pode existir o longe? Bom vou responder.

Nessa foto usei as linhas convergentes formadas pelas margens do rio para dar a noção de profundidade. Você não entendeu ainda? Vou mostrar então:


Reparem que as linhas vão se aproximando umas das outras convergindo para um único ponto no horizonte. O ponto de fuga.

O ponto de fuga é o ponto onde as linhas, chamadas linhas de fuga convergem para o horizonte, é para onde os objetos se estendem e para onde o espectador encaminha o olhar.
Na imagem abaixo, veja que mesmo sendo do mesmo tamanho, as estátuas vão diminuindo conforme vão se afastando dando novamente a sensação de profundidade da cena.


Não viu as linhas? Fácil, olha só.


 Mas pode não existir apenas um ponto de fuga. Veja nessa foto abaixo que existem dois pontos de fuga, uma de cada lado do prédio.



 A fotografia mesmo sendo um objeto de duas dimensões nos fornece informações para que possamos ver as 3 dimensões do objeto fotografado como na foto acima reparamos no tamanho das pessoas em relação as dimensões do edifício.

Claro que existem outras variantes de perspectiva, essas apenas são as mais comumente utilizadas.

Mas também posso brincar com a perspectiva usando que chamamos de perspectiva forçada.
Na foto abaixo eu estava arrumando a antena do prédio porque a TV tava ruim.


Reparem no tamanho do meu dedo em relação ao prédio. Não é photoshop como muitos pensaram na primeira vez que viram essa imagem, é pura técnica em manipular a perspectiva. Legal não é? Mas isso é só nas próximas postagens.

Até a próxima!

*futuras correções nesse post poderão ser feitas.










sexta-feira, 30 de março de 2012

Uso das linhas na fotografia.

Na composição fotográfica o um dos elementos de mais peso são as linhas pois elas juntam a cena e lhe conferem uma atmosfera mais harmônica e guiam o olhar do espectador através da fotografia.

Reparem que na foto abaixo como seu olhar é guiado.


Você primeiro reparou no terço inferior da foto onde estão os pontos de ônibus do terminal, eles guiaram seu olhar até a passarela que está no meio da foto e foi guiado por ela até a parte direita do terço superior você reparou nas janelas dos prédios terminando assim por passear por toda a foto.

Linhas horizontais como a do horizonte ou nos dão a sensação de calma e equilíbrio.




Já linhas verticais são a sensação de força e crescimento.


Linhas em diagonal faz com que haja um direcionamento e também pode nos dar a sensação de profundidade.



 Sobre essa sensação de profundidade vou falar na próxima postagem.


Até lá!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Centralização do assunto.



Olá, lembra que na postagem anterior falei da regra dos terços e que regras podem ser quebradas? Pois bem agora vou dar algumas dicas super básicas de quando é legal quebrar a regra dos terços.

1ª Dica: Assuntos circundados

Clique na foto para abrir
Quando você se depara com uma cena onde o assunto é envolvido por algo você não precisa seguir a regra dos terços. Além de ficar estranho, se colocasse o círculo formado em um dos cantos da foto para seguir a regra dos terços, a foto perderia a força e o sentido. Na foto o detalhe do parapeito do prédio está circundando meu assunto principal que são os prédios da cidade.

2ª Dica: Fotos de Close-ups



Na fotografia em close-ups onde o assunto preenche quase toda a fotografia, principalmente de pessoas ou animais, como por exemplo do gatinho acima que está olhando bem de frente, encarando mesmo, o ideal é que nossos olhos logo encontrem os olhos da personagem fotografada porque instintivamente nós sempre procuramos um meio de comunicação no caso de seres vivos vamos colocar assim, o nosso primeiro meio de comunicação são os olhos (vou falar mais sobre isso quando falar de retratos). Se eu colocasse a cabeça do gatinho em um dos terços a foto ficaria  confusa e o observador demoraria a achar os olhos dele, perdendo-se completamente pois são os olhos que guiam no caminho.

3ª Dica: Fotos Macro



Uma variação das fotos em close-ups são de como tirar fotos macro, como o objeto também preenche praticamente toda a fotografia e o fundo geralmente quando existe é bem desfocado, nesse caso não faz sentido usar a regra dos terços.



4ª Dica: Objetos simétricos.



Quando existe simetria nos objetos da composição o interessante é colocar o assunto no centro da fotografia equilibrando a mesma. No exemplo acima as duas margens do rio são iguais além do céu está refletindo nele como se fosse um espelho. Deixando o rio no meio também consegui dar uma sensação de profundidade na fotografia.

5ª Dica: Linhas convergentes 

Quando temos linhas que convergem em algum ponto na fotografia, é ideal que o pondo de convergência fique no meio da fotografia que nesse caso sempre instintivamente procuramos onde as linhas vão parar. No caso da aranha suas perninhas convergem para o corpo que se encontra no meio da fotografia. Agora se caso o olhar for direto para o corpo as pernas das aranha nos guiarão ao restante da foto.

Por enquanto é isso, até o próxima postagem! 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Regra dos terços

Continuando a falar de composição, existe mais uma dica que ajuda bastante na hora da composição. Na verdade não é uma dica e sim uma regra,  a regra dos terços.



A regra dos terços consiste basicamente em dividir a imagem em nove quadradinhos, como um jogo da velha e colocar as coisas em certo lugares na imagem para que a fique com uma composição mais correta, mais confortável de se observar e também para que o olhar do seu observador passeie pela foto sem tirar a atenção do assunto principal.
Assim como na foto abaixo, eu coloquei as varas de pescar no terço inferior e o mar em outro terço dando um dinamismo na foto em que o observador é instigado a "passear" por toda a foto.


Para ver exatamente que estou falando vou mostrar essa mesma fotografia mas com as linhas imaginárias da regra.




Reparem que além de colocar as varas de pesca no terço inferior elas estão próximas a junção das linhas. Essa junção damos o nome de pontos de ouro. E nesses quatro pontos que o objeto fica em destaque. Claro que não precisa ser exatamente em cima desse ponto, mas quanto mais perto deles melhor.
Agora reparem na mesma cena abaixo só que sem seguir muito a regra dos terços. Reparem que olhar fica travado entre as varas de pescar.  Como no dia em que tirei essa foto nem imaginava em fazer esse blog fiz apenas um recorte na foto anterior para dar esse exemplo.



Ficou um pouco mais incomodo de apreciá-la não é mesmo?

Para quem é iniciante vou dar uma dica para facilitar. Essa regra é uma das mais importantes na fotografia que a maioria das câmeras compactas e as DSLR que possuem o recurso LiveView já fazem as linhas para dividir os terços no próprio display. Se na sua não está ativado leia o manual da câmera ou aperte o botão DISP. que em alguma variação aparecerão as linhas. Que moleza não? Mas como falei o melhor mesmo é o próprio fotógrafo imaginar as linhas e ir acostumando que uma hora vai se tornar instintivo e colocar tudo no seu devido lugar.
Mas lembre-se, regras podem ser quebradas tudo depende da imaginação de quem está tirando a fotografia.

Próxima postagem com mais algumas dicas bem interessantes.

Até mais!



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Composição (segunda parte)

Olá, Como falei anteriormente vou dar algumas dicas básicas de como conseguir a melhor composição de uma imagem.

1º Imagine como será a foto.

Antes de pegar a câmera imagine o que você quer extrair daquela cena que você está observando. Tente observar os detalhes, cores, luzes, textura, enfim, tudo o que você quer que a pessoa que observe a foto sinta. Só então ai pegue a câmera.

2º Aproxime-se do assunto.

Não tenha medo, aproxime-se do assunto que quer retratar. Muitas pessoas utilizam o zoom da câmera quando poderiam estar a menos de um palmo de distância do assunto. Novamente a primeira dica se faz necessária, aproxime-se do assunto para observar os detalhes e só depois veja se é mesmo necessário usar o zoom da câmera como por exemplo fazer com que o fundo fique mais desfocado ou mesmo para diminuir a distorção da objetiva que está usando.

3º Mostre o que você realmente quer.

Já tentou ler um livro todo rabiscado e sem sentido? Ruim não é? Mesma coisa acontece com a fotografia. Tente deixar seu assunto bem destacado na foto. Uma dica é usar um fundo limpo que não chame muita atenção e sem muito "lixo". Se não for possível, desfoque-o Quanto menos o fundo atrapalhar na percepção do seu assunto melhor. Do mesmo modo posso criar um caminho para que leve o olhar do espectador até o assunto e não fique perdido pelo restante da foto.

4º Procure ângulos diferentes.

Nem sempre foto frente a frente são as melhores. Procure outros ângulos. Às vezes uma pequena mudança de posição de câmera fará toda a diferença. As vezes uma foto um pouco de lado dará uma percepção de profundidade, uma foto de baixo para cima dará a sensação de imponência e grandeza ao assunto e do contrário uma foto de cima para baixo dará uma sensação de submissão, fragilidade..
5º Iluminação.

Tente utilizar uma iluminação condizente com o que você quer mostrar na foto. Uma luz bem contrastada dará a sensação de dramaticidade e mistério. Pode-se também brincar com os tons de iluminação para criar uma atmosfera interessante para o seu assunto. Nem sempre uma iluminação como nós enxergamos realmente é a melhor ideia Nessa parte tem que se usar bastante a criatividade.

Na próxima postagem darei mais dicas, então até lá!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Composição (primeira parte)


Alguém se lembra daquele velho ditado onde diz "uma imagem vale mais do que mil palavras"?
Com a fotografia é exatamente isso. Uma foto tem que contar uma história mas imagina ler uma história escrita com linhas todas tortas e difícil se ler. Fica chato e você acaba desistindo não? Assim como uma história boa de ler, precisamos fazer da fotografia uma coisa gostosa de ser observada, que desperte interesse,temos que fazer com que o olhar da pessoa que admira a fotografia passeie por ela, que ela saiba onde a foto foi tirada, que ela sinta o que estava acontecendo no momento daquela captura, do pavor de uma tragédia ou o perfume de uma flor ou mesmo o gosto daquele bolo de chocolate que está em cima da mesa de festa naquela fotografia do aniversário do seu primo completando cinco aninhos. Uma foto com uma composição bem feita dá para fazer tudo isso. Enfim, uma única foto tem que contar uma história inteira como disse em minha primeira postagem aqui nesse blog, também disse que fotografia não é apenas apertar um botão. Lá está o olhar do fotógrafo e sua sensibilidade, tudo tem que transparecer naquela fotografia. De nada adianta uma excelente câmera, dominar a técnica e não deixar a emoção fluir daquele momento para a foto.
Sei que falei que técnica não é tudo, mas alguma podem ajudar a fazer uma ótima fotografia.
Nas próximas postagem vou falar sobre elas.
Aguardem!