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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Fotografia Criativa - Macrofotografia sem objetiva macro

Olá.

Mais uma dica que como realizar fotografia criativa.
Quantas vezes já não quisermos ter uma objetiva macro para fotografar aquele inseto ou os detalhes daquela linda flor?

Santana

Podemos fazer isso sem precisar ter uma objetiva específica para esse tipo de foto.
O modo mais comum é desencaixar a objetiva da câmera e usa-la ao contrário, com isso você conseguirá chegar mais próximo do objeto e com a ampliação conseguida você conseguirá simular uma objetiva para fotografias macro.

Borboletário de Osasco

Com a objetiva solta você virará ela ao contrario e encostará no encaixe (mas ela não vai encaixar obviamente) e então é só ir para frente e para trás para realizar o foco e fazer a foto pois como pode-se ver na foto acima a profundidade de campo é muito critica.

Régua
Essa operação trará dois riscos, uma é da objetiva cair de suas mãos e outra de sujar o sensor já que na hora do disparo o sensor vai estar exposto quase que por completo.

Outra opção é usar duas objetivas quase que da mesma forma.

Com uma objetiva encaixada normalmente você protegerá o elemento frontal com um filtro UV pro exemplo e nela você apoiará uma segunda objetiva ao contrário dando um resultado muito parecido da dica anterior. Claro que da mesma forma a profundidade de campo será bem rasa além dessa técnica só funcionar bem com foco manual. Além disso dependendo da combinação de objetiva escolhida pode não funcionar. no caso usei uma 85mm f/1.8 e uma 75-300mm F/4 - 5.6 combinado com uma 55mm que funcionaram relativamente bem.
Dependendo das objetivas você pode transformar sua câmera quase em um microscópio!  Veja abaixo as fotos!

Pixels de um painel LED Full HD 32" (85mm + 55mm invertida)
"Olho" de uma nota de R$2 antiga (75mm + 55mm invertida)
Textura da mesma nota de R$2 (300mm + 55mm invertida)
Até a próxima dica!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Parasol (lens hood).

Um dos acessórios mais imprescindíveis na fotografia e que o pessoal da pouca ou nenhuma importância por ser apenas uma peça de plástico pintado é o parasol.


O Parasol basicamente serve para bloquear reflexos do sol ou de luzes indesejados na parte interna da objetiva. Eles são encaixados na frente da objetiva. Dependendo da objetiva eles podem ser rosqueados ou encaixados através do sistema de baioneta e podem ser do tipo tulipa que são mais comuns em objetivas "zoom" e grande angulares ou parasol cilíndrico que são comuns em teleobjetivas como na 75-300 abaixo. Cada objetiva possui seu parasol específico por isso o ideal é sempre comprar o original.

Parasol Tulipa


Parasol Cilíndrico
O parasol protege as fotografias de incidência de luzes indesejadas. Essas luzes geram reflexos na parte interna da objetiva que são percebidos através de círculos de cores chamados flare como na foto abaixo e já explicado em postagem anterior.

Flare
Esses reflexos causam a perda de contraste na fotografia e dificultam a focagem automática da câmera tornando-a impossível.

Também evitam um outro problema muito parecido com o Flare que é o Glare que é quando toda a foto perde contraste e nitidez principalmente nas bordas devido a incidência de luz no elemento frontal da objetiva mas não causando os círculos de luz. Abaixo vou dar um exemplo comparativo simulando uma foto com e sem o problema.

Foto sem defeito

Foto com defeito
Como parasol protege das luzes indesejadas o balanço de branco é conseguido mais corretamente.

Bons parasois também possuem um acabamento interno aveludado bloqueando qualquer reflexo dele próprio na objetiva.


Além do parasol ajudar na qualidade da imagem ele também ajuda a proteger fisicamente a objetiva de pancadas leves no elemento frontal porque ele é o "primeiro a chegar" no obstáculo absorvendo parte do impacto evitando danos ou mesmo a quebra do elemento frontal por isso o ideal é sempre deixá-lo na objetiva mesmo que não haja sol, devemos apenas ter cuidado quando fotografarmos com flash embutido pois o parasol pode interferir no disparo do flash criando uma imensa sombra na fotografia. Como falei no início muitos "fotógrafos" desprezam sua importante função e apenas usam ele apenas por estética para que a câmera pareça maior e mais profissional mas viu como é importante o uso do Parasol?

Até a próxima dica!

sábado, 30 de agosto de 2014

Fotografando a Lua

Resolvi dar essa dica agora devido a um fenômeno que ocorrerá esse mês com a Lua, a Superlua.


A Superlua ocorre todo ano e esse ano já tivemos duas Superlua e agora em Setembro esse fenômeno vai ocorrer pela terceira vez.

Esse fenômeno acontece devido a maior aproximação do satélite a Terra dando a impressão de uma lua bem maior e mais brilhante e é uma ótima oportunidade de fotografá-la.

Fotografar a Lua não é muito complicado mas existem alguns detalhes que devemos levar em consideração ao fotografar esse satélite natural que NÃO tem luz própria.

A primeira dica é esquecer um pouco dos modos automáticos da câmera. Geralmente quando esses modos são usados você conseguirá a imagem de uma bola branca no céu sem nenhum detalhe e não é isso que queremos, certo?


Isso acontece devido o fotômetro da câmera ser "enganado" pelo preto do céu. Teoricamente o fotômetro está tentando compensar a escuridão do céu e ele não sabe que o ponto brilhante no céu tem detalhes que pretendíamos preservar.

Para isso não ocorrer devemos mudar a câmera para o modo manual e seguir uma "tabela" de fotometria para a lua. Claro que deve ocorrer variações devido ao céu estar mais nublado ou com poluição mas vale como uma referência.

Na lua cheia sem nuvens no céu atrapalhando seu brilho, por incrível que pareça fotografamos ela em ISO 100, 1/250s de velocidade e f 5,6 de abertura. Parece a fotometria que fazemos na luz do dia não? Isso garante uma fotografia muito bem exposta preservando detalhes como as crateras e manchas existentes na superfície lunar como na foto de abertura dessa postagem.
Na luas 4º minguante e 4º crescente onde ela não aparece por completa temos que compensar na velocidade. Geralmente a velocidade fica entre 1 e 1 1/2 pontos mais lenta para que a lua não se torne excessivamente acinzentada.
Na foto abaixo eu mostro como deve ficar, ela está quase cheia mas dá para ter uma noção.


A segunda dica é sempre usar a maior distância focal de sua objetiva para que ela não pareça um minúsculo pontinho no céu. Geralmente acima de 300mm é o ideal. Também devemos usar um tripé ou apoiar a câmera em alguma superfície pois é muito difícil segurar a câmera nessas condições.

Uma regrinha muito usada para quem fotografa com teleobjetivas longas é que você consegue segurar o mesmo tempo de sua distância focal. Não entendeu? Vou tentar explicar.
Se você tem uma teleobjetiva de 300mm você teoricamente vai conseguir fazer uma foto sem tremer na velocidade de 1/300s. Se tiver uma objetiva de 500mm vai conseguir fotografar sem problemas em 1/500s de velocidade do obturador e assim por diante.

Fotos simples da Lua a internet já está saturada, que tal tentar algo diferente fazendo uma composição diferente com ela?

Para fazer isso devemos ir a um lugar alto logo no fim da tarde, um pouco longe da cidade e principalmente dos prédios e da poluição das luzes da cidade, pegue a teleobjetiva com a maior distância focal que tiver a disposição e aguarde a lua começar a aparecer no horizonte. Nesse ponto é onde ela estará mais próxima da Terra dando impressão de grandeza.
Como a teleobjetiva achata os planos como já expliquei em postagens anteriores ela vai parecer mais próxima e maior ainda. Um efeito muito interessante de reproduzir.
Na foto abaixo fiz uma simulação de uma foto com esse efeito.


Nas próximas Superluas que vão ocorrer nos dias 8 e 28 de Setembro vocês já vão estar preparados para fazerem lindas fotos desse fenômeno.

Até mais!

sábado, 30 de novembro de 2013

Fotos de Paisagem.

Normalmente a primeira coisa que fotografamos, seja por testar uma câmera nova ou por ser de fácil acesso é alguma paisagem por ai.

Luz do Sol

Muitas câmeras, principalmente as compactas possui o modo de cena Paisagem facilitando o trabalho.

Esse modo automático altera a profundidade de campo fechando o diafragma o máximo possível e alterando a resposta das cores para que o azul do céu e o verde das folhagens apareçam mais e em algumas câmeras um pouquinho mais avançadas elas alteram a resposta dinâmica para que o céu não estoure tanto deixando completamente branco. Nesse modo muitas câmeras deixam as cores foto muito "artificiais".

Para ter mais controle sobre a fotografia é muito interessante fazer a foto em modo manual disponível em pouquíssimas compactas e em todas as DSLR.

26ª fotocultura: São Vicente

Para fotografar manualmente é um pouquinho mais complicado para se obter um resultado excepcional mas compensa.

Primeiro temos que ver como está o clima e o que quero passar para o espectador naquela fotografia.

O ideal seria usar um tripé mas podemos fazer segurando a câmera na mão pois normalmente a velocidade do obturador é alta.

Como no modo automático podemos usar o obturador bem fechado para conseguir uma maior profundidade de campo mas ai vai uma dica. As objetivas têm um ponto em que elas começam a perder definição por causa da refração dando o efeito inverso que queremos.

Podemos então usar a técnica de distância hiperfocal que falei em umas das postagens anteriores para temos o máximo de nitidez na distância que queremos. Use sempre ISO baixo para preservar os detalhes da imagem.

Para as cores ficarem bem legais é interessante usar o filtro polarizador para ressaltar as cores do céu e as cores das folhagens.
Ponte Pêncil

Para fazer a fotometria que é um pouco difícil acertar é interessante medir o céu primeiro e depois o chão para que o céu não saia estourado na fotografia acabando com ela. Para que o céu não estoure ele ter que ficar no máximo dois pontos do fotômetro zerado. No chão é a mesma coisa só que com a fotometria negativa, se a medição der abaixo de -2 como -3 ou -4 por exemplo o chão ficará muito escuro. A vantagem de não estourar o céu é que podemos salvar mais facilmente a parte escura da foto mas dificilmente podemos salvar a área estourada caso precisemos além do céu ficar mais bonito.
Para ficar ideal temos que escolher onde vai ficar o horizonte na composição. Nunca deixe o horizonte bem no meio da foto. Também temos que observar se o horizonte realmente está na bem na horizontal. Um horizonte torto detona a foto inteira. Geralmente câmeras DSLR mais recentes contam com uma ferramenta de nivelamento digital para facilitar o processo.
Use elementos de composição para guiar o olhar do espectador não ficar perdido dentro da fotografia.
Evite fotografar com sol a pino pois as sombras vão ficar muito duras. O ideal para fotografar paisagens é logo no inicio da manhã e no entardecer que é a chamada hora mágica, é nessa hora que a luz mais bonita e confere uma profundidade a mais na fotografia.

Pescadores

O interessante é também usar objetiva grande-angular para esse tipo de fotografia ou para os mais ousados até usar objetivas olho de peixe que confere um aspecto realmente interessante. Mas é preciso prestar mais atenção pois haverá muito mais elementos para serem compostos na foto.


São Paulo Nas Alturas

Então é isso.
Divirtam-se!




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Aberração cromática

Você já ouviu falar no termo aberração cromática?

A aberração cromática (CA) ou Chromatic Aberration em inglês é como uma distorção nas cores da imagem.

Quando fotografamos um objeto com muito contraste como uma árvore em um dia de Sol ou alguma coisa muito brilhante como a grade de alumínio das janelas de alguns prédios podemos perceber que o contorno dos objetos em cena sempre tem algumas "cores intrusas" que não deviam estar lá. Para esse efeito damos o nome de aberração cromática.

Ela acontece principalmente quando fotografamos coisas com alto contraste. Elas geralmente possuem as cores magenta de um lado e verde do outro mas também o azul e amarelo. Esse fenômeno acontece devido a diferente resposta da objetiva para os diferentes comprimento de ondas luminosas que formam as cores.

Existem dois tipos de aberração cromática. A aberração cromática lateral e aberração cromática longitudinal.

A Aberração cromática lateral acontece na periferia da imagem e seu aspecto é parecido quando olhamos através de um prisma e ela não acontece no centro da imagem mas ela é cada vez mais perceptível em direção as bordas.

Observe a foto abaixo:

 
 
Você percebeu a aberração cromática nessa foto? Vou ampliar os cantos onde é mais perceptível o efeito:
 
DETALHE 1
 
 
DETALHE 2

Já a aberração cromática longitudinal aparece nas bordas do objeto como na frente ou atrás do ponto de focagem principalmente em objetos brilhantes.

Também quando fotografamos objetos de alto contraste como folhas das árvores contra um céu azul ou o pássaro embaixo do sol forte como na foto abaixo podem aparecer franjas de cor roxa ou azul que também é conhecido como purple fringe.

 
Perceba como a região do bico do pássaro, na plumagem das asas e a borda do telhado existe uma cor roxa ou azul. Esse que é o purple fringe.
Objetivas mais baratas geralmente tem um problema muito maior de lidar com aberrações cromáticas.

Veja suas fotos com 100% de zoom e repare principalmente nos cantos dela, você vai se surpreender.
Não se desespere, há programas que tentam retirar o máximo desse fenômeno incluindo o mais famoso editor de imagens.

Nas fotos abaixo vamos ver o comparativo entre antes e depois de arrumar esse efeito.

FOTO 01
 
DETALHES

 
 
COLOR FRINGE
 
 

Até mais!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Bokeh

Na postagem passada quando falei das diferenças das objetivas Macro para as comuns falei também de Bokeh e muitas pessoas se confundem com esse termo.

Bokeh (pronuncia-se boquê) vem da palavra japonesa que traduzido livremente para o português significa borrão.

O Bokeh é referido como as áreas fora de foco e distorcidas da imagem.

É muito dificil qualificar o que é bokeh pois não existe uma regra certa para ele mas muitas pessoas utilizam o exame dos círculos de confusão causados pela iluminação fora da área de foco, tanto na frente quanto no fundo da imagem. São pontos de luz que se transformam em círculos na imagem.

Veja na imagem abaixo.

Fonte

O Bokeh é uma forma mais artística de dar destaque para o assunto e por isso é muito usado em retratos.

O Bokeh também é conseguido mais facilmente utilizando objetivas claras ou em teleobjetivas, o ideal é juntar as duas coisas ou seja uma teleobjetiva clara pois enquanto conseguimos o achatamento dos planos numa teleobjetiva ela sendo clara facilita muito obter um belo bokeh.

Existem até objetivas com diafragma circular para que os círculos de confusão continuem redondos. Objetivas mais baratas tem abertura pentagonal e por isso os círculos por exemplo que você vê na imagem acima transformariam-se em pequenos pentágonos.

Também não podemos confundir o bokeh com um simples desfoque como na imagem abaixo.

Sem bokeh

Também não podemos confundir com flare como na foto abaixo.

Flare

Essa foto já não tem o que é considerado como bokeh sendo um simples desfocado por causa da mínima profundidade de campo.

Novamente nas imagens abaixo podemos ver o que é considerado bokeh.



Reparem que a maioria dos pontos de luz se transformaram em circulos e isso é considerado bokeh.

Existem também um jeito de alterar esses círculos de dando a eles formato de coração, estrelas etc.. Mas isso vou falar mais pra frente.

Até mais!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Diferenças das objetivas MACRO.

Outro dia uma pessoa me perguntou se podia usar uma objetiva MACRO para fazer fotos comuns porque ele viu uma outra pessoa fazendo retratos com essa objetiva.

Minha resposta é que pode sim usar uma objetiva macro como se fosse uma objetiva comum.
Pouquíssimas objetivas macro são dedicadas exclusivamente para fazer apenas macrofotografia.

O que muda principalmente em uma objetiva macro para uma objetiva comum é sua qualidade ótica para obter uma distância mínima de foco mais próxima do objeto fotografado proporcionando maior ampliação deste.

Uma objetiva normal produz normalmente uma ampliação entre mais ou menos 0,17x à 0,22x do objeto fotografado no negativo ou sensor. Vamos pegar um exemplo de fotografar um objeto de 5cm por exemplo. No sensor esse mesmo objeto terá um pouco mais de 8mm em uma objetiva de ampliação 0,17x.

Já em uma objetiva MACRO a ampliação normalmente é de 1x, ou seja, o tamanho real do objeto no sensor. Esse mesmo objeto de 5cm terá o mesmo 5cm no sensor o que chamamos normalmente de ampliação real life. Mas ai também que vem o truque das fotos macro. Nenhum sensor ou filme de 35mm tem 5cm em qualquer um dos lados, ou seja o objeto preencherá mais que toda a área da fotografia. Existem também objetivas que ampliam o objeto até 5x o tamanho real mas essas sim dificilmente serviriam para fotos comuns pois elas não conseguem focar o infinito e muitas delas possuem apenas foco manual.

Também com isso temos a questão da profundidade de campo. Quanto mais perto o objeto da objetiva mais crítica se torna a profundidade de campo, qualquer mexidinha pra frente ou para trás resultará em perda de foco.

Uma coisa que devemos notar é que objetivas macro geralmente são mais escuras que objetivas comuns. Um exemplo é uma objetiva 100mm f/2 e sua distância mínima de foco é próximo de 85cm do objeto. Em sua "versão macro" além de ela ser fisicamente maior e bem mais pesada sua abertura será por exemplo de f/2.8 mas podemos chegar à 31cm desse mesmo objeto. Dificilmente é usado a abertura máxima para fotografias macro. Geralmente usa-se f/11, f/16 para esse tipo de fotografia. Enfim elas não são objetivas voltadas para ter grandes aberturas mas sim prezam pela qualidade ótica.

Mesmo ela sendo mais escura sua ótica é geralmente bem superior as objetivas comuns produzindo imagens muito definidas, com poucas aberrações e também o efeito de bokeh é muito mais bonito. Mas tudo isso tem seu preço.

Uma objetiva comum de 100mm com abertura f/2 custaria em média uns R$2000,00. Já a versão macro sendo um ponto mais escura f/2.8 custaria em média uns R$2800,00.  

Essa qualidade ótica superior aliada a menor distância de foco pode ser uma arma de dois gumes já que em retratos de moda qualquer imperfeição na pele da modelo aparecerá acarretando um trabalho de pós processamento para retirá-lo.

Então qual você usaria para fotos "comuns"?

Até mais.

domingo, 15 de setembro de 2013

Zoom ou Fixa, qual usar?

Olá.

Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.


Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.

Objetivas Fixas


Objetivas fixas são menores e mais leves do que objetivas zoom, também são mais baratas.
Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.

Objetivas Zoom

 
 
Objetivas zoom são mais voltadas a serem praticas.
Como ela possui zoom o fotógrafo pode fazer mais fotos com menos movimentos facilitando em muito o trabalho do fotógrafo. Dependendo da objetiva que ele estiver usando ele pode passar de um grande salão a um quartinho sem se preocupar em trocar de objetiva além de poderem produzir efeitos como o panning zoom como expliquei em postagem anterior. Mas tudo tem suas desvantagens. Objetivas zoom baratas além de escuras também possuem aberturas variáveis. Na objetiva da foto acima a abertura máxima vai de f/4 na posição grande angular para f/5.6 em tele (135mm na objetiva da foto).
Existem sim objetivas zoom com abertura constante mas são muito mais caras e essa é sua maior desvantagem além de serem bem mais pesadas. Mas em compensação a qualidade da imagem produzida é relativamente melhor.
Também por trabalharem com distâncias focais variáveis possuem mais distorções principalmente no começo e no fim do zoom e também por terem mais elementos em seu interior além de serem mais pesadas por isso, muitas vezes objetivas mais baratas não produzem imagens de qualidade que superem objetivas fixas.
 
Então qual tipo de objetiva você escolheria, zoom ou fixa?
 
Até mais!