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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Leia o manual!


Hoje vou dar uma dica muito básica mas quase ninguém segue, leia o manual de instruções de sua câmera.

O manual contém dicas preciosas de como funciona o equipamento seja ele qual for. Pode ser do corpo da câmera, de uma lente, do flash, enfim, tudo. E não só isso, ele te ajuda a conservar o equipamento dando dicas de como deve ser feita a limpeza e o acondicionamento.

Muitas perguntas que recebo aqui no blog e também pessoalmente quando vou a encontros de grupos de fotografia são referentes a coisas que estão escritas no manual. Não que eu não goste de responder vocês, muito pelo contrário, eu adoro essa interação.

Ler o manual facilita o entendimento do funcionamento do equipamento. Eu mesmo quando pego um equipamento novo, seja ele qual for, a primeira coisa que faço é ler o manual mesmo que eu saiba como o utilizar. Das minhas câmeras devo ter lido umas dez, quinze vezes de cada uma delas não por conta da língua estrangeira, mas porque é muito importante o estudar para descobrir qual função do equipamento se adapta mais a proposta que você quer realizar.  As vezes você pode misturar duas dicas para que se adeque mais a tarefa que você quer fazer.

No caso dos manuais de equipamentos fotográficos ele até ajuda a ser um fotógrafo melhor dando dicas e sugestões de como realizar aquela foto que você tanto quer.

O manual também é considerado um livro e livro é conhecimento. E você, já leu o manual da sua câmera? Que tal começar agora?

Deixe aqui nos comentários se você já leu manual de seus equipamentos fotográficos ou ficou com aquela preguicinha básica.

Até a próxima dica

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Como evitar surpresas na hora da revelação

Olá.

Como prometi na postagem anterior, hoje vou falar como EVITAR de ter surpresas desagradáveis na hora de revelar suas fotos.

Com o advento da foto digital isso é uma das coisas mais difíceis de conseguir fotografia como ter cores trocadas ou uma foto clara ou escura demais devido a diferentes configurações e calibragens dos diferentes equipamentos, desde a câmera digital até a impressora do laboratório. Para conseguir o resultado esperado existem vários meios. Usando equipamentos específicos que custam centenas e até milhares de reais ou algumas formas que mostrarei aqui porque aqui é um blog sobre dicas simples de fotografia e por isso vou dar as dicas mais simples e baratas de conseguir isso. Pode não ser a correta mas me ajudou muito no começo.

Primeiro de tudo é escolher um laboratório de boa qualidade e de confiança, nada de máquinas automáticas, principalmente minilabs de supermercado que geralmente não tem manutenção alguma.

Após a escolha do laboratório, converse com quem vai realmente revelar suas fotos, o laboratorista, pergunte a ele como calibrar seu monitor para que as cores sejam fieis com aquele laboratório específico. Também pergunte a ele qual espaço de cor a ser utilizado tanto na câmera, se é sRGB ou AdobeRGB por exemplo, pois como expliquei a algum tempo atrás existem diferenças entre eles.

Geralmente o laboratorista lhe dará um "target" como esse abaixo que é um cartãozinho impresso no próprio laboratório com algumas imagens e barras de cores específicos para a calibração do monitor. Também lhe entregará um arquivo com o perfil de cor usado no laboratório para que seu monitor após alguns ajustes fique sincronizado com o perfil de cor do laboratório.


Para calibrar o monitor como já falei em postagens anteriores, você vai instalar o perfil de cor do laboratório no seu computador e pegar o target que lhe foi entregue. Para ser fiel as cores peça ao seu laboratorista que lhe envie o target junto com o perfil de cor. Abra ele no PC e junto com o que lhe foi entregue comece a calibrar seu monitor abrindo os controles da placa de vídeo mexendo no brilho, contraste, RGB, e gamma que deve ficar entre 1.8 e 2.2.  Quando chegar o mais próximo possível do target impresso salve o perfil e seu monitor  que a partir dai estará calibrado com o do laboratório e consequentemente com a impressora do mesmo.



Cada laboratório, mesmo sendo da mesma rede, possui diferenças nos perfis de cores sendo que toda vez que trocar de laboratório é preciso repetir a operação de calibragem do monitor. Aliás mesmo que não troque de laboratório é necessário refazer a calibragem a cada três meses mais ou menos para ter confiabilidade até porque o monitor se desgasta com o tempo alterando essa regulagem.

Sabendo que seu monitor está calibrado, leve algumas fotos para serem impressas mas a primeira coisa que você terá que pedir, que até foi uma dica do meu primeiro professor de fotografia, é que revele as fotografias mas sem correção alguma. Essas fotos impressas tem que estar com as cores também o mais fieis possíveis do que quando você as viu no monitor do computador.

Também é possível que em alguns casos específicos, você leve seu monitor ou computador para que o próprio laboratório faça a calibragem para você.

Outra dica também, esqueça monitores de laptop, notebook ou que seja, eles são feitos para economizar energia e por isso não conseguem entregar toda a gama de cores, somente em raríssimas exceções isso é feito. Também esqueça qualquer monitor barato porque o efeito é parecido com os de notebook não entregando todas as cores. Existem monitores profissionais e especializados que entregam de 97% à 100% de toda a gama de cores e são nesses que é possível confiar.
     
A dica seguinte é que podemos substituir o target por uma foto recém impressa no laboratório escolhido. Geralmente uso uma foto que contenha uma pessoa (não é o caso abaixo) para que o tom de pele seja o mais natural possível. Importante relembrar que a foto usada para calibrar o monitor também não pode ter sofrido correção do laboratório.



Outra maneira mas um pouquinho mais complicada é que na hora que você estiver preparando as fotos para revelação, pegar uma barrinha de escala de cinzas como essa abaixo e usá-la como referencia para o tratamento final das fotos. Então é só pedir para o laboratorista usá-la como referencia na hora da impressão deixando-a em uma das bodas da fotografia também como na foto abaixo. Como essa escala de cinza possui o preto e o branco puros é difícil sair algo errado se quem vai revelar suas fotos se dedicar. Claro que no seu monitor a escala de cinza também deve estar correta, branco branco, preto preto, nada de branco amarelado ou preto esverdeado. Depois podemos pedir para cortar a borda da fotografia para que a escala não saia no trabalho final.




Claro que qualquer monitor seja ele CRT, LCD ou mesmo de LED possui iluminação que dará uma certa diferença, tanto nas cores como no brilho. Nunca fica 100% exato mas se fizer tudo direitinho o resultado será bem aproximado.

A última dica é que você tenha sempre um laboratório de reserva pois caso dê problema no primeiro você sempre terá onde revelar suas fotos.

Até a próxima dica!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Calibragem do monitor

Essa semana a foto de um vestido deu o que falar na internet. Ninguém conseguia distinguir a cor exata dele, se era preto e azul ou branco e dourado e aproveitando isso vou falar pouco sobre calibragem de cores no monitor mas vou falar apenas superficialmente sobre isso que é extremamente importante.

Veja a foto abaixo de um ponto extremamente conhecido da cidade de São Paulo o Viaduto Santa Efigênia no centro da cidade simulando a vista da mesma foto mas em dois monitores distintos:

Monitor 1

Monitor 2
 Agora eu te pergunto, qual a cor correta da iluminação do viaduto? Amarelão ou mais dourado?
Não parece a questão do vestido?

Antigamente com fotos analógicas não tínhamos tantos problemas com isso principalmente quando os fotógrafos tinham que mostrar seus trabalhos aos clientes no papel pois depois que saía do laboratório e aprovado pelo fotógrafo era isso que o cliente via exatamente e isso que o fotógrafo moderno precisa resolver antes de ter problemas pois como disse fotografia não é apenas apertar um botão, ele precisa cuidar desde o momento do disparo até a fotografia chegar ao cliente final.

Hoje em dia com o advento das câmeras digitais o fotógrafo já não tem tanto controle doque seu cliente vê a não ser que ele ande com o monitor calibrado mas sabemos que a realidade não é essa.
Hoje seu cliente pode ver no seu monitor e achar a foto linda mas no dia seguinte ele abrirá a mesma foto em sua casa ou na do seu primo e a foto fica com as cores completamente diferentes da que ele viu no seu monitor porque o dele pode estar com uma regulagem diferente, com mais ou menos brilho ou contraste, mais ou menos saturado, com temperatura de cor diferente deixando a foto mais fria ou mais quente e isso é um problema que aflige muitos profissionais mesmo tendo ferramentas para minimizar isso.

Hoje existem além dos perfis de cores que ajudam a minimizar esse problema além equipamentos que calibram o monitor, scanner e impressora para fazer com que a cor que você esteja vendo no monitor seja exatamente a ser impressa. Laboratórios também podem disponibilizar o perfil de cores dos seus equipamentos para fazer a correção. Isso resolve o seu problema com o laboratório mas não resolve muito o problema com seu cliente pois ele invariavelmente principalmente nos dias de hoje com os Tablets e Smartphones ele sempre vai ver as fotos em monitores diferentes e muitos sequer aceitam regulagens e sempre vai ver a tal foto diferente do que quando ele viu a primeira vez quando a achou linda.

Você mesmo pode não estar vendo a foto acima como estou vendo agora no meu monitor e vou fazer um desafio. Vá lá a noite no viaduto Santa Efigênia (Não me responsabilizo por seus equipamentos) e me diga qual foto está com as cores mais parecidas com as cores reais da ponte, a do monitor 1 ou a dor monitor 2 e deixe sua observação nos comentários.

Existe uma ferramenta nos sistemas operacionais que ajudam a calibrar o monitor onde você vai seguindo as orientações para chegar em uma calibragem padrão mas dificilmente alguém executa essa ferramenta e também pode não coincidir com a calibragem do seu laboratório. 

Para isso um jeito bem espartano que pode ser usado como paliativo para calibrar o monitor é você fotografar e sem editar a foto ir até o laboratório de sua confiança e mandar "revelar" a foto sem correção alguma e tendo ela como base calibrar seu monitor mexendo no contraste, brilho, temperatura de cor, tons, RGB (se permitir) aproximando o máximo das cores da fotografia que você acabou de revelar no laboratório pois assim sempre que revelar naquele laboratório suas fotos irão coincidir com a foto que você verá nos monitores que você "calibrou".

O melhor mesmo sem dúvida alguma é investir em um monitor profissional e um colorímetro que a grosso modo é um calibrador de cores para que você não tenha mais dor de cabeça com impressões erradas.

Ah, só para constar, a foto do vestido não é problema de calibragem de monitor mas é uma edição de uma foto em que o "editor" mexeu em coisas básicas mas isso vou falar no próximo post.

Até lá!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Luz de Recorte - Rim Light

Olá.

Hoje vou falar de mais uma técnica de contraluz muito usada principalmente em estúdio seja em retratos de produtos ou pessoas é a técnica de luz de recorte também conhecida como Rim Light.



A luz de recorte como o próprio nome já diz é usada principalmente em estúdio para recortar o objeto do fundo e também para dar tridimensionalidade ao que estamos fotografando.

A técnica de luz de recorte é mais facilmente obtida com luz de flash mas também pode-se conseguir bons resultados com luz contínua mas o ideal é ter uma luz mais controlada para facilitar a obtenção do efeito.

O conceito da luz de recorte é uma técnica de contraluz em que temos uma fina camada de luz contornando o objeto de modo que ele se destaque do fundo dando sensação de profundidade principalmente quando usamos um fundo praticamente da mesma cor do objeto como o da foto de exemplo que é um objeto preto com fundo também preto produzindo uma imagem visualmente interessante.

Apenas Flash direto
Flash direto +  Luz de recorte
Apenas Luz de recorte
 No exemplo acima usei o flash embutido da câmera e um flash remoto levemente angulado atrás do objeto virado para a câmera. Usei também um rebatedor prata para suavizar as sobras produzidas pelo contraluz e preencher o lado esquerdo do objeto.  Perceba como a parte de cima e as laterais da câmera ganharam mais destaque. A variação mais usada é a da terceira foto onde desligo o flash frontal e apenas o contorno do objeto aparece e esse efeito é muito bacana.

Abaixo está o esquema das fotos acima, apenas variei entre flash remoto, direto e os dois juntos.

Como falei essa técnica é muito usada com pessoas para dar ênfase na anatomia e também fica muito bonita como luz de cabelo principalmente em modelos de cabelos cacheados. Essa luz também facilita na hora da edição da fotografia quando é preciso trocar o fundo digitalmente por exemplo pois também destaca o modelo do fundo original. Uma pena que não tinha nenhuma modelo disponível para demonstrar o efeito devido ao Natal e fim de ano.

Até a próxima dica!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Parasol (lens hood).

Um dos acessórios mais imprescindíveis na fotografia e que o pessoal da pouca ou nenhuma importância por ser apenas uma peça de plástico pintado é o parasol.


O Parasol basicamente serve para bloquear reflexos do sol ou de luzes indesejados na parte interna da objetiva. Eles são encaixados na frente da objetiva. Dependendo da objetiva eles podem ser rosqueados ou encaixados através do sistema de baioneta e podem ser do tipo tulipa que são mais comuns em objetivas "zoom" e grande angulares ou parasol cilíndrico que são comuns em teleobjetivas como na 75-300 abaixo. Cada objetiva possui seu parasol específico por isso o ideal é sempre comprar o original.

Parasol Tulipa


Parasol Cilíndrico
O parasol protege as fotografias de incidência de luzes indesejadas. Essas luzes geram reflexos na parte interna da objetiva que são percebidos através de círculos de cores chamados flare como na foto abaixo e já explicado em postagem anterior.

Flare
Esses reflexos causam a perda de contraste na fotografia e dificultam a focagem automática da câmera tornando-a impossível.

Também evitam um outro problema muito parecido com o Flare que é o Glare que é quando toda a foto perde contraste e nitidez principalmente nas bordas devido a incidência de luz no elemento frontal da objetiva mas não causando os círculos de luz. Abaixo vou dar um exemplo comparativo simulando uma foto com e sem o problema.

Foto sem defeito

Foto com defeito
Como parasol protege das luzes indesejadas o balanço de branco é conseguido mais corretamente.

Bons parasois também possuem um acabamento interno aveludado bloqueando qualquer reflexo dele próprio na objetiva.


Além do parasol ajudar na qualidade da imagem ele também ajuda a proteger fisicamente a objetiva de pancadas leves no elemento frontal porque ele é o "primeiro a chegar" no obstáculo absorvendo parte do impacto evitando danos ou mesmo a quebra do elemento frontal por isso o ideal é sempre deixá-lo na objetiva mesmo que não haja sol, devemos apenas ter cuidado quando fotografarmos com flash embutido pois o parasol pode interferir no disparo do flash criando uma imensa sombra na fotografia. Como falei no início muitos "fotógrafos" desprezam sua importante função e apenas usam ele apenas por estética para que a câmera pareça maior e mais profissional mas viu como é importante o uso do Parasol?

Até a próxima dica!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Histograma RGB

Continuando a explicação do histograma temos um outro tipo o histograma RGB.
Assim como o histograma de luminância serve para analisarmos a luz da fotografia o histograma RGB serve para analisar o nível de brilho das cores primárias na imagem.

Todas as imagens, do monitor a câmera digital trabalham com três cores primárias e a mistura delas  formam as outras cores. Essas três cores são chamadas de cores aditivas pois misturadas formam o branco. Essas cores são o Red (Vermelho) Green (Verde) e Blue (Azul) ou RGB.

Da mesma forma do histograma de luminância visto na postagem anterior quanto mais para direita os pixels estão do gráfico mais escuras estará aquele canal de cor e quanto mais para a direita mais clara ele será e também igualmente  como acontece no histograma de luminância o gráfico não pode ultrapassar os limites pois também haverá perda de informação naquele canal de cor.


Não é muito difícil ler e com um pouco de prática ficará mais fácil ler os gráficos.

Até mais!

 






 





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Celular ou câmera digital?

Olá pessoal.
Na última postagem eu falei que nenhum celular se compara em qualidade de imagem com câmera digital e algumas pessoas me procuraram criticando essa afirmação e agora vou explicar alguns motivos.

Lentes:
Os Smartphones e afins com exceção de alguns pouquíssimos possuem lentes com elementos de plástico o que resulta em imagens embaçadas e distorcidas. A qualidade das lentes de cristal está longe de ser alcançada pelos smartphones. Nas câmeras digitais a sempre estudos para que aquela objetiva funcione na sua melhor performance, já nos smartphones sendo uma lente simples estão sujeitas a distorções e flares o que detona a fotografia.

Sensor de imagem:
Os sensores de imagens de câmeras digitais compactas já são muito pequenos e nos celulares chegam a ser menores oque degrada a qualidade da imagem.
Sensores pequenos e muitos Megapixels causam ruído principalmente quando é usado ISOs elevados.
Nos smartphones é praticamente impossível usar ISO acima de 200. Nas câmeras digitais compactas de hoje podemos usar até ISO 800 sem muita perda de qualidade.
Além disso como o sensor do smartphone é minúsculo tudo na foto vai parecer que está em foco pois dificilmente dará para controlar a profundidade de campo.

Zoom:
Geralmente smartphones não possuem zoom ótico mas sim zoom digital que nada mais é que a ampliação da imagem gerada pelo sensor. Esse tipo de zoom degrada demais a imagem deixando até mesmo inutilizável para outros fins como ampliação ou mesmo exibi-la em uma tela maior.
Qualquer câmera digital por piorzinha que seja possui no mínimo 3X de zoom ótico as melhores já estão na casa dos 20X de zoom ótico.

Flash:
Os smartphones mais simples não possuem nem mesmo flash e quando possuem são aquelas aberrações de flash "xenon" em que a foto fica toda azulada e com as bordas escuras pois o flash não possui cobertura suficiente para aquele ângulo de visão.

Processamento de imagem:

Depois que a imagem é capturada antes de ser gravada na memória é feito o processamento da imagem. É nessa etapa em que a câmera interpreta a luz que o sensor capturou e a transforma na imagem propriamente dita.
Nessa fase é que tudo ocorre inclusive a redução de ruído e compactação da imagem e justo ai que mora o problema.
Para compensar o tamanho do sensor e o ruído por ele causado é feita uma redução de ruído muito pesada que ocasiona perda de detalhes da foto além disso é feita a compactação da imagem para que ocupe um espaço menor na memória do aparelho gerando mais perda de qualidade na fotografia.
Compare duas fotos do mesmo tamanho de MP, uma da sua câmera digital e outra de seu smartphone. Aposto que a do smartphone ocupa bem menos espaço em seu disco rígido, acertei?
Isso é feito também para que o processamento da imagem fique mais rápido para compensar o fraco processamento dos smartphones já que o processador do celular está trabalhando paralelamente com outras tarefas como manter seu celular funcionando, verificando sinal, mensagens, chamadas, outros apps abertos etc...

Recursos:
Os celulares mais simples não possuem qualquer recurso fotográfico, não dá para configurar praticamente nada, apenas a resolução da foto e onde ela vai ser salva. Os smartphones mais modernos os recursos até se equivalem a câmeras digitais mas como disse no tópico anterior os smartphones são bem mais lentos demorando para aplicar as configurações pretendidas que na câmera digital é instantaneamente aplicado.

Bateria:
Smartphones já são por si só devoradores de bateria pois eles usam muitos dados e por terem grandes telas de LCD que é a principal fonte de consumo, usando-os como câmera digital a bateria vai embora rapidinho.
Você prefere ficar sem bateria na câmera digital ou no seu smartphone?

Praticidade:
Aqui é o único quesito em que o smartphone ganha temporariamente.
Por ser celular e contar com recursos de câmera digital você não vai precisar levar dois aparelhos no bolso facilitando um pouco a vida. Além disso você pode enviar as fotos que acabou de tirar para e-mail, mensagens, blogs e afins.
Mas espere. Essa vantagem está ficando para trás pois já existem câmeras que fazem a mesma coisa, hoje já existem câmeras que possuem conexão com a internet seja por meio de wi-fi ou 3G apenas não fazem ligações. Também existem samrtcameras que além de possuírem conexão com a internet possuem também o mesmo sistema operacional dos celulares permitindo a instalação de vários aplicativos inclusive de trocas de mensagens de texto.

É como aquela velha frase dizia. Você não pode ser bom em tudo, apenas uma coisa de cada vez.
Imagina um médico que se acha mecânico e aparece com as mãos sujas de graxa para lhe atender no pronto-socorro em uma emergência. Não dá certo né.
Nos smartphones é a mesma coisa, ele pode ser bom para mantê-lo conectado e enviar as fotos para e-mail ou mensagem mas não fará boas fotos para impressão por exemplo.

E você, se convenceu?

Até mais!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Diferenças entre sistemas de câmeras digitais

Olá pessoal!
Outro dia enquanto um amigo e eu estávamos fazendo fotos para o aniversário de São Paulo fomos abordados por uma moça perguntando sobre nossas câmeras digitais já que usávamos câmeras DSLR e qual seria melhor para ela comprar. Não ficou claro o uso que ela queria uma câmera apenas por hobby ou se queria começar a estudar fotografia.


Explicamos a ela justamente o que comentei na primeira postagem desse blog em que disse que cada câmera tem seu uso. Não adianta nada ter uma super câmera se o uso é apenas por hobby ou para usar casualmente em festinhas de família, para isso uma câmera compacta já proporcionará ótimos resultados e investir numa DSLR seria perda de dinheiro mas tudo tem sua vantagem e desvantagens.
No sistema DSLR além do corpo da câmera também é preciso investir em objetivas e acessórios e é isso que deixa a fotografia como hobby muito caro. Imagina que a cada objetiva que você compra podia ter comprado uma ou duas câmeras compactas novinhas. Dificilmente quem usa o sistema DSLR tem apenas um corpo com uma objetiva. 
Além de ser um sistema caro posso citar mais duas desvantagens principalmente para as mulheres: O peso e o tamanho. Levar uma DSLR simples seria o mesmo que levar no mínimo umas 10 câmeras compactas na bolsa se contar que ficará por horas a fio com ela na mão ou no pescoço no fim do dia o peso desse sistema cobra seu preço. Enquanto uma câmera compacta avançada pesa cerca de 180g apenas o corpo de uma DSLR de entrada pesa por vota de 600g mas uma objetiva que normalmente vem junto com o corpo pesa normalmente outros 500g.
As vantagens de ter um sistema DSLR são que proporcionam uma qualidade de imagem superior principalmente em baixa luz devido ao sensor de maior tamanho, processamento praticamente instantâneo da imagem, velocidade de disparo, controles manuais e os diversos acessórios que podemos usar que geralmente são vendidos separadamente como flashes e filtros.
Já nas câmeras compactas as vantagens ficam por conta preço do equipamento, seu tamanho reduzido e sua praticidade pois além de poder levar ela em qualquer cantinho da bolsa e não precisam trocar de objetiva a cada assunto diferente.


Recentemente foi introduzido um novo sistema no mercado, o micro 4/3 (micro four thirds) com o objetivo de diminuir a diferença entre uma câmera compacta para uma DSLR.
O sistema micro 4/3 tem praticamente o tamanho de uma câmera compacta avançada e possui uma melhor qualidade de imagem devido ao sensor maior e também possui o sistema de troca de objetiva assim como nas DSLR. Elas também são muito rápidas no disparo sendo até mais rápidas que muitas DSLR mas muitas são mais lentas na questão de focagem demorando muito mais para focar o objeto. Para ficar próximo ao tamanho de uma câmera compacta o sistema micro 4/3 aboliu o sistema de espelho por isso não é considerada uma DSLR. Para compensar a falta do sistema de espelho as micro 4/3 usam o mesmo sistema das câmeras compactas. Elas mostram a imagem a ser capturada no visor LCD.
Tamanho, peso e velocidade resolvidos faltou resolver a questão preço. O sistema micro 4/3 é tão ou mais caro de manter que o sistema DSLR. O kit do sistema micro 4/3 com corpo e objetiva custa mais caro que um kit DSLR de entrada também composto de corpo e objetiva. Os acessórios além de mais difíceis de encontrar mesmo em lojas especializadas custam bem mais caros do que acessórios do sistema DSLR.
Eu não ia falar de celulares aqui mas vejo que muitas pessoas estão trocando suas câmeras compactas por celulares ou tablets no dia-a-dia.
Celulares por melhores que sejam não são câmeras digitais e custam bem mais que câmeras compactas. Seu sensor minúsculo e sua objetiva geralmente de plástico não proporcionam fotos com qualidade. No visor o aparelho a foto parece que está linda, até se jogar no computador a foto parece bonita mas se for ver a foto em tamanho real (zoom 100%) verá que a foto perdeu muito de seus detalhes mal dando para ver os rostos das pessoas ou detalhes dos objetos. Também por ter um sensor minúsculo as fotos noturnas ficam péssimas.
A única vantagem de fotografar com o celular é que pode-se compartilhar instantaneamente a fotografia com amigos ou colocá-la na internet em qualquer lugar que exista conexão. Vantagens essa que está sumindo pois muitas câmeras já permitem o uso de wi-fi ou até 3G para o mesmo propósito.

Resumindo:

Câmeras compactas: Fotos casuais.
Sistema DSRL: Hobby sério, estudantes de fotografia, trabalhos.
Sistema Micro 4/3: Hobby sério mas muito caro.
Celulares, Smartphones e Tablets: Quando nenhuma das opções acima estiverem disponíveis.

Na verdade mesmo o que vale é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo e não da câmera que ele está usando. Um bom fotógrafo de verdade pode fazer uma foto muito melhor com uma câmera compacta em comparação com um outro que se acha fotografo por ter uma super câmera profissional de dezenas de milhares de reias.
 Pense nisso.


Até a próxima!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Resumo de fim de ano.

Olá pessoal.

Mais um ano acabando e resolvi fazer um pequeno resumo do blog.

Esse ano foi interessante para o blog fotodica.


Esse ano além das dicas básicas de fotografia falamos um pouco sobre técnica de como por exemplo fotografar contraluz, a técnica de panning e também como usar o flare de um jeito criativo na fotografia. Falamos também dos filtros fotográficos e seus efeitos e também dos diferentes tipos de objetivas e terminamos o ano falando sobre fotografia de paisagem e fogos de artifício que acho que vai ser uma dica muito usada no fim de ano.

Agora falando um pouco das estatísticas a dica mais lida foi a em que falo sobre a velocidade de sincronismo do flash seguido em segundo lugar pela dica sobre rebatedores de flash e em terceiro a dica em que falei sobre a distância hiperfocal.

A dica que o pessoal mais comentou mais foi a que falei sobre a tabela para flash em que mostro uma tabela de distância e potência para facilitar o uso do flash em modo manual. Essa dica também foi a quarta mais lida.

Durante um pouco mais de dois anos de existência do blog foram mais de 10.000 visitas mas sempre esperando que esse número cresça cada vez mais e que também conquiste muitos seguidores.

Para tentar conquistar os leitores o blog continuará usando uma linguagem bem simples com dicas fáceis de serem entendidas e também usando exemplos práticos e a partir de agora ele será atualizado uma vez por mês. Todo dia 30 uma nova dica será disponibilizada aos leitores.

Falando em leitores eles também têm vez no blog fotodica seja comentando nas postagens ou até sugerindo novas dicas

Por fim o Blog fotodica deseja a todos os leitores e amantes da arte fotográfica um feliz 2014 com ótimas fotos e muito conhecimento.

Até 2014!




domingo, 15 de dezembro de 2013

Fotografando fogos de artifício.

Fim de ano chegando e agora é uma época propícia para fotografar fogos de artifício.

SP 24H

Para fotografar fogos de artifício basicamente você terá que fazer ao contrário de fotografar paisagem como falei na postagem anterior.

Pra uma foto de fogos ficar bonita o interessante é pegar toda a trajetória dos fogos até a explosão e isso é conseguido abaixando a velocidade do obturador para no mínimo dois segundos.
Dito isso você com certeza precisará de um tripé ou ter um lugar para apoiar a câmera extremamente firme para que saía uma ótima foto.
Raramente você conseguirá uma boa foto de fogos com a câmera na mão como a que fiz nas duas fotos dessa fotodica.

SP 24H

Também o ideal nessa época do ano onde vários pontos da cidade soltam fogos ao mesmo tempo é estar em um lugar alto e com uma objetiva grande angular para que não pegue apenas um mas vários fogos numa mesma cena. O resultado é lindíssimo.

Também o interessante é que a paisagem esteja mais escura possível porque câmera registra luz e sem luz os fogos ganham mais vivacidade.

Para focar podemos usar a técnica da distância hiperfocal para que toda a cena esteja em foco ou usar o foco manual calculando a partir da primeira sequencia de fogos para que você saiba onde focar na segunda série  de fogos e até abusar um pouquinho e dar um close-up em alguma sequencia.

E você, gostou da dica?
Até a próxima!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Diferenças das objetivas MACRO.

Outro dia uma pessoa me perguntou se podia usar uma objetiva MACRO para fazer fotos comuns porque ele viu uma outra pessoa fazendo retratos com essa objetiva.

Minha resposta é que pode sim usar uma objetiva macro como se fosse uma objetiva comum.
Pouquíssimas objetivas macro são dedicadas exclusivamente para fazer apenas macrofotografia.

O que muda principalmente em uma objetiva macro para uma objetiva comum é sua qualidade ótica para obter uma distância mínima de foco mais próxima do objeto fotografado proporcionando maior ampliação deste.

Uma objetiva normal produz normalmente uma ampliação entre mais ou menos 0,17x à 0,22x do objeto fotografado no negativo ou sensor. Vamos pegar um exemplo de fotografar um objeto de 5cm por exemplo. No sensor esse mesmo objeto terá um pouco mais de 8mm em uma objetiva de ampliação 0,17x.

Já em uma objetiva MACRO a ampliação normalmente é de 1x, ou seja, o tamanho real do objeto no sensor. Esse mesmo objeto de 5cm terá o mesmo 5cm no sensor o que chamamos normalmente de ampliação real life. Mas ai também que vem o truque das fotos macro. Nenhum sensor ou filme de 35mm tem 5cm em qualquer um dos lados, ou seja o objeto preencherá mais que toda a área da fotografia. Existem também objetivas que ampliam o objeto até 5x o tamanho real mas essas sim dificilmente serviriam para fotos comuns pois elas não conseguem focar o infinito e muitas delas possuem apenas foco manual.

Também com isso temos a questão da profundidade de campo. Quanto mais perto o objeto da objetiva mais crítica se torna a profundidade de campo, qualquer mexidinha pra frente ou para trás resultará em perda de foco.

Uma coisa que devemos notar é que objetivas macro geralmente são mais escuras que objetivas comuns. Um exemplo é uma objetiva 100mm f/2 e sua distância mínima de foco é próximo de 85cm do objeto. Em sua "versão macro" além de ela ser fisicamente maior e bem mais pesada sua abertura será por exemplo de f/2.8 mas podemos chegar à 31cm desse mesmo objeto. Dificilmente é usado a abertura máxima para fotografias macro. Geralmente usa-se f/11, f/16 para esse tipo de fotografia. Enfim elas não são objetivas voltadas para ter grandes aberturas mas sim prezam pela qualidade ótica.

Mesmo ela sendo mais escura sua ótica é geralmente bem superior as objetivas comuns produzindo imagens muito definidas, com poucas aberrações e também o efeito de bokeh é muito mais bonito. Mas tudo isso tem seu preço.

Uma objetiva comum de 100mm com abertura f/2 custaria em média uns R$2000,00. Já a versão macro sendo um ponto mais escura f/2.8 custaria em média uns R$2800,00.  

Essa qualidade ótica superior aliada a menor distância de foco pode ser uma arma de dois gumes já que em retratos de moda qualquer imperfeição na pele da modelo aparecerá acarretando um trabalho de pós processamento para retirá-lo.

Então qual você usaria para fotos "comuns"?

Até mais.

domingo, 15 de setembro de 2013

Zoom ou Fixa, qual usar?

Olá.

Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.


Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.

Objetivas Fixas


Objetivas fixas são menores e mais leves do que objetivas zoom, também são mais baratas.
Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.

Objetivas Zoom

 
 
Objetivas zoom são mais voltadas a serem praticas.
Como ela possui zoom o fotógrafo pode fazer mais fotos com menos movimentos facilitando em muito o trabalho do fotógrafo. Dependendo da objetiva que ele estiver usando ele pode passar de um grande salão a um quartinho sem se preocupar em trocar de objetiva além de poderem produzir efeitos como o panning zoom como expliquei em postagem anterior. Mas tudo tem suas desvantagens. Objetivas zoom baratas além de escuras também possuem aberturas variáveis. Na objetiva da foto acima a abertura máxima vai de f/4 na posição grande angular para f/5.6 em tele (135mm na objetiva da foto).
Existem sim objetivas zoom com abertura constante mas são muito mais caras e essa é sua maior desvantagem além de serem bem mais pesadas. Mas em compensação a qualidade da imagem produzida é relativamente melhor.
Também por trabalharem com distâncias focais variáveis possuem mais distorções principalmente no começo e no fim do zoom e também por terem mais elementos em seu interior além de serem mais pesadas por isso, muitas vezes objetivas mais baratas não produzem imagens de qualidade que superem objetivas fixas.
 
Então qual tipo de objetiva você escolheria, zoom ou fixa?
 
Até mais!

 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Como conservar seu equipamento.

Olá.

Algumas pessoas me perguntam como guardo meus equipamentos fotográficos para ter eles sempre funcionando perfeitamente.
Isso é um tabu para muitas pessoas que fotografam pois cada um sempre têm sua "receita" ou falam coisas completamente diferentes, até você mesmo que está lendo essa postagem pode não concordar com alguma ou outra coisa. Vou colocar aqui por tópicos para deixar mais fácil de entender mas não por importância pois todos os cuidados são importantes que podem proteger seus equipamentos de milhares de reais.

1- Cuidado com a poeira.

A poeira é uma das maiores inimigas de qualquer equipamento. Ela pode danificar seriamente seu equipamento porque pode grudar onde existe graxa, isso mesmo, sua câmera tem lubrificantes no interior tanto no mecanismo de obturação como no autofoco das objetivas. O ideal é que guarde os equipamentos em lugares limpos e também que sempre de uma passada de pano SECO por todo o equipamento sempre que notar que ele está empoeirado mesmo que não pretenda usá-lo de imediato.

2 - Evite lugares úmidos.

A umidade é umas das piores inimigas principalmente de suas objetivas. A umidade junto com o calor e poeira pode produzir fungos em suas lentes podendo até destruí-la por completo. Já imaginou você ter que simplesmente jogar fora aquela objetiva f/1.2 caríssima? Pois bem proteger o equipamento da umidade é essencial!
Podemos guardar nossos equipamentos dentro de uma caixa organizadora de plástico, aquelas que muitas pessoas utilizam para guardar miudezas e encontradas em casas de decoração ou em hipermercados. Evite usar caixas de madeira ou papelão pois elas retêm umidade. Dentro delas podemos colocar nossos equipamentos e junto deles um desumidificador de ambientes pode ser eletrônico ou sílica-gel que até podem ser achadas em lojas de fotografia. O ideal é que a umidade esteja entre 25 e 50% porque mesmo a baixa umidade pode prejudicar seu equipamento principalmente as borrachas e lubrificantes. Sei de pessoas que compram até um aparelhinho de mede a umidade relativa do ar mas acho que não é para tanto.


3 - Praia e fotografia combinam?

Bom essa pergunta praticamente foi respondida nos tópicos anteriores. Tento cuidado com o equipamento combinam sim mas alguns cuidados a mais são importantes.
Na praia existe bastante umidade então os cuidados nesse caso devem ser redobrados mas nada que impeça de guardar ou usar a câmera em tais lugares.
Também temos o problema da areia que na cidade não temos com tanta evidência. Evite a qualquer custo expor sua câmera a areia pois assim como a poeira e com muito mais facilidade ela pode fazer com que o equipamento trave e depois disso só mesmo levando em uma assistência técnica para resolver o problema e custará caro. Recentemente fui com um grupo de fotógrafos até a baixada santista e vi que várias pessoas tentaram fazer fotos de uma "mini tempestade de areia", grande erro se aquela areia entrar no equipamento pode fazer com que o perca devido ao que expliquei anteriormente.
Também temos o problema terrível da maresia. Ela é a pior situação que pode afetar a câmera. A maresia pode penetrar fundo no equipamento e enferrujar seus componentes dando perda total.
Na praia é a mesma recomendação de guardar o equipamento em uma caixa plástica com desumidificador mas antes fazer uma limpeza completa dele para evitar qualquer resíduo de poeira e areia e sempre que for caminhar na praia com o equipamento que evite de levá-lo exposto, sempre leve no case e apenas quando for fazer as fotos o pegue.

4 - Evite mudanças de repentinas de temperatura

Mudanças bruscas de temperatura podem ser prejudiciais ao seu equipamento fotográfico. Elas podem fazer com que a umidade se condense internamente no equipamento prejudicando como um todo. Não sei se já aconteceu com alguém de quando passa de um lugar quente e repentinamente vai para um lugar frio a objetiva ou a ocular ficou toda embaçada. É isso mesmo que acontece, imagina toda essa umidade dentro do equipamento, nada bom.
Quando ocorrer o fenômeno pare de utilizar a câmera imediatamente, retire a bateria o cartão de memória e a objetiva por alguns minutos aguardando até que a umidade evapore só então volte a utilizar a câmera.
Uma dica para evitar que ocorra a condensação é quando for passar de um lugar frio para um local quente é colocá-la dentro de um saco plástico por alguns minutos para que ela se adapte a nova temperatura antes de utilizá-la novamente.

5 - Não guarde seu equipamento no case.

Da mesma forma que falei no tópico anterior evite guardar seu equipamento no case de transporte. Como o nome já diz ele é apenas para o transporte do equipamento. Tudo bem que ele pode proteger da poeira ou que ele pode ser impermeável mas não é um lugar ideal para guardar seu equipamento. Um caso que aconteceu comigo que uma câmera compacta de filme perdida há anos foi achada em uma gaveta de um armário da dispensa e contrariando todas as expectativas sobreviveu em seu case de borracha sem nada ter acontecido com ela e com o negativo dentro dela mas mesmo assim esse caso de não sofrer danos é raríssimo. É bom evitar.

6 - Retire a bateria!

Esse é outro tabu que é muito comentado não apenas quem tem equipamentos fotográficos mas qualquer pessoa que possua equipamentos com bateria.
O ideal quando não for usar o equipamento por longos períodos, segundo o manual da Canon é guardar a bateria fora da câmera com seu protetor de contatos e descarregada. Mesmo assim o ideal é não deixar ela muito tempo descarregada porque simplesmente ela pode "morrer". Tente usá-la carregando completamente e usando ela até o fim pelo menos uma vez a cada três meses para que não perca sua capacidade de carga. Mesmo os fabricantes dizendo que não existe mais o temido efeito memória que era muito perceptível em telefones sem fio e celulares antigos sempre utilizo a bateria até o fim antes de carregá-la.
Também não esqueça de retirar as pilhas do flash sempre que terminar de usá-lo mesmo de um dia para o outro pois além de consumi-las mesmo sem estar o utilizando elas podem vazar inutilizando o flash e o conserto pode custar bem caro.

7 - Limpe a objetiva.

Mais um tabu. Acho que esse é um dos mais difíceis de ser resolvido também porque já vi várias pessoas falando o inverso da outra mas vamos lá.
Primeiro temos que ter a disposição os seguintes objetos.
Um ambiente bem iluminado ou um ponto de luz para que possamos enxergar a sujeira,
Uma bombinha de ar que muito carinhosamente é chamada de fuc-fuc. É uma pera parecendo com aquele negócio antigão que era usado para colocar óleo em peças mecânicas e máquinas de costura.
Um pincel ultra limpo bem macio
E um papel ou pano de microfibra especial para a limpeza de lentes que podem ser achados tanto em óticas quanto em lojas de equipamentos fotográficos.

Vamos ao procedimento de limpeza.
1 - Primeiro devemos analisar a sujeira embaixo do ponto de luz.
2 - Depois pegamos o fuc-fuc e sopramos as grandes partículas de pó e fuligem do centro para os cantos da objetiva podendo fazer com ela invertida para que o pó caia.
3 - Com o pincel macio tomando muito cuidado passamos da mesma forma que estávamos passando com ar para que sujeiras mais resistentes saiam.
4 - Finalizamos dando o "polimento" com o papel ou o pano de microfibra especial com movimentos circulares do dentro para o canto da objetiva.
5 - Analisamos novamente a objetiva cuidadosamente para ver se não sobrou pó algum que possa interferir em nossas fotografias.


Não use qualquer líquido de limpeza nas objetivas pois podem comprometer o coating (camada protetora) da mesma.
Se a sujeira for resistente demais uma dica que pode parecer estranha no começo mas que a assistência técnica e meu antigo professor de fotografia deram. Depois de jogar o ar com a bombinha fuc-fuc de uma baforada na objetiva e depois do nosso bafo condensado na lente passe o papel de limpeza. Até faz sentido essa dica e usei-a por muito tempo pois em nossos pulmões existe a forma do mais puro H2O, água, claro desde que a pessoa não esteja embriagada ai a fórmula de H2O já passaria para CH3CH2OH... Brincadeira! Mas pode usá-la que funciona. Até é uma maneira de limpar a objetiva quando não se tem nada a mão a não ser um paninho.


8 - Use sua câmera.

Uma das melhores formas de conservar sua câmera por incrível que pareça é usando ela.
Quando se usa a câmera todas as suas engrenagens e não são poucas são limpas e lubrificadas.
Quando não for usá-la por longos períodos tente fazer algumas fotos para que tudo esteja em ordem. Uma dica para isso é quando for carregar a bateria como falei no 6º tópico use a câmera e objetivas nessa ocasião. Uma bateria de uma câmera DSLR de hoje em dia geralmente dão possibilidades de tirar em torno de 1000 fotos. Aproveite também para recordar o que aprendeu exercitando seu conhecimento. Em câmeras de filme podem ser usadas com o sem filme mas recomendo queimar pelo menos um filme. Ah queimar não é botar fogo é fazer fotos mesmo.

Abraço é até a próxima dica!

domingo, 30 de junho de 2013

Filtro Close-up

Olá.

Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.

Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:

 A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.

Agora observem essa segunda foto:


Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.

Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.

As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.

As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.

Até a próxima!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Filtro Polarizador

Filtros Polarizadores são usados para retirar os reflexos de superfícies não metálicas e para dar contraste em fotos de paisagens. Quem já não viu aquela foto em que o céu é de um azul escuro e as folhagens de um verde mais intenso ou daquele laguinho com agua transparente? Esse é o efeito do filtro polarizador e dificilmente conseguido em programas de edição de imagem. Vamos ver como ele consegue fazer isso.
A luz é um tipo de onda ELETROMAGNÉTICA que viaja de forma retilínea ou seja ela sempre viaja em linha reta como vimos no tópico dos flashes. Quando ela reflete em um objeto a luz tende a se dispersar em várias direções . Basicamente o que o polarizador faz é "filtrar" apenas a luz que venha de uma certa direção e eliminar as que vem em outra assim eliminando os reflexos.
Para conseguir esse efeito ele é construido por dois anéis, um deles móvel e dois cristais composto de minúsculos prismas como se fosse uma micro tela que refletem a luz apenas em uma direção. Rotacionando a parte frontal o filtro é conseguido o efeito desejado. Existem dois tipos de filtros polarizadores, os lineares e os circulares (PL-Cir). Filtros lineares são filtros mais antigos e devido ao tipo de construção não permitem o foco automático. Já polarizadores circulares não tem qualquer interferência no foco. Eles não são feitos para ficar o tempo inteiro na objetiva principalmente que filtros de ótima qualidade "roubam"  de 1.5 à 2 pontos de luz. uma foto em que a velocidade estava a 1/125s sem o filtro com o filtro a velocidade cairia para 1/30. Abaixo suas fotos, uma sem polarizador e outra com o filtro.

Sem polarizador

Com polarizador

Perceba que na foto de cima aparecem todos os reflexos das árvores na água e na foto de baixo os reflexos foram quase que totalmente eliminados dando até para perceber mais claramente que até há peixes no laguinho. Esse efeito dificilmente pode ser reproduzido em softwares de edição de imagens.

Uma experiência legal é pegar o filtro polarizador olhar pela parte de trás dele e rotacionar a parte frontal diante de uma TV LCD. Você verá a tela ficando preta conforme rotaciona a parte frontal do filtro. Bacana não é?

Até a próxima!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Panning

Olá!

Vou passar mais uma dica que acho muito interessante o efeito que dá na fotografia. O Panning

Quem já viu aquelas fotos onde o objeto central está nítido e o fundo está completamente borrado?

Esse efeito é obtido através do panning.


O panning consiste em seguir com a câmera o objeto em movimento com a velocidade do obturador relativamente baixa.

Geralmente o assunto são carros, motos, bicicletas enfim, tudo que tiver movimento perpendicular a câmera. Pessoas já são um pouco mais complicadas pois como terá que usar uma velocidade lenta do obturador geralmente devido ao movimento dos passos da pessoa ele aparecerá também borrada, ou perna ou cabeça.

Vejo muitas pessoas tentando fazer panning com câmeras digitais fazendo com que ela dispare no modo continuo (modo brust). Com a prática não é necessário usar esse modo e um disparo simples já dará um resultado incrível.

O segredo do panning também é usar um pouco a imaginação meio que prevendo o futuro.


Vamos dizer que quero fotografar um carro que no momento está parado no farol. Enquanto ele está parado nesse farol tenho um tempo para imaginar onde ele vai passar que é o principal segredo, fazer o foco naquele ponto que ele passará, claro que como ele ainda não está lá o melhor é usar o foco manual para focar naquele ponto exato onde você vai disparar e também não esquecer de fazer a fotometria para conseguir uma exposição correta da cena, mas lembre-se, não adianta nada fazer panning com uma velocidade de 1/250 ou mais alta. O ideal é imaginar também a velocidade que o objeto passará no momento do clique e assim configurar de maneira correta a câmera.

Objetos mais lentos exigem que seja utilizado velocidades mais lentas e objetos mais rápidos velocidades de obturação mais rápidas. Quanto menor a velocidade do obturador mais o efeito ficará pronunciado em contrapartida mais difícil será a estabilização da câmera no momento do panning. Lembre-se que como está usando uma velocidade baixa, todo o movimento que a câmera fizer vai ficar registrado na fotografia. Mas tem um segundo segredo que pode amenizar isso que vou falar em seguida.

Para evitar tremidas na câmera você deverá se posicionar de frente para onde você pretende disparar como se fosse uma foto comum e na hora de seguir o carro por exemplo apenas fazer a rotação do tronco para acompanhá-lo visualizando o objeto pelo visor ótico deixando as pernas voltadas para a posição do clique que geralmente é feita quando o objeto fica bem na sua frente.
Abaixo tentei fazer uma animação para tentar ilustrar o que falei até agora.



Uma outra dica também é se sua câmera permitir, desligar o estabilizador de imagem pois as vezes devido ao movimento ele não conseguirá corrigi-lo dando um pior resultado.

Uma última dica é que você pode fazer composições com as cores e também é muito interessante usar a regra dos terços não deixando o objeto no meio da foto e sim no lado do movimento do carro.
Se ele estiver indo para a direita, deixe ele na parte esquerda da foto e vice-versa.

Até a próxima dica!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Flare

Olá!

Depois de falar do contraluz agora vou falar de um efeito que muitos de vocês devem ter percebido quando tentavam usar a dica. O flare.





Ele parece um defeito mas pode se tornar um efeito interessante se bem usado.
Ele pode servir para dar destaque a um objeto na fotografia pois na parte da fotografia onde existe o flare é o local onde vai chamar mais atenção ou apenas para tornar a fotografia mais interessante. Na fotografia abaixo eu usei o flare propositalmente na composição da fotografia, repare como o flare está direcionado para a estátua.


Para podemos controlar o flare na nossa fotografia precisamos saber como ele ocorre.

O flare é um efeito onde a luz seja do sol que é mais comum ou de qualquer outra fonte luminosa reflete sem controle nos componentes internos da objetiva formando aquelas manchas de luz brilhantes e coloridas. Para evitar o aparecimento do flare existe um acessório chamado para-sol que é encaixado ou rosqueado na frente da objetiva. No caso que queremos o flare não o usaremos.

Para-sol
Também podemos controlar a nitidez do flare! Isso se faz fechando ou abrindo o diafragma. Assim como na fotografia quanto mais fechado o diafragma mais nítido e menor o flare vai ficar, claro que sempre existe uma limitação, mas como é um efeito muito efêmero não dá para falar quanto conseguirá deixá-lo nítido.

Um efeito ruim de usar o flare na fotografia é que ela perderá contraste deixando com as cores lavadas e também será difícil focar o objeto pretendido.

Com treino as fotos sairão do jeito pretendido.

Até a próxima dica!


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Contraluz

Olá pessoal,

Depois de ter feito todo aquele resumo do que tinha falado aqui vou continuar as dicas.

Dessa vez vou falar de uma dica muito interessante, o uso do contraluz na fotografia.



Lembra na última postagem sobre flash onde eu estava controlando a sombra do meu objeto fotografado? Agora vou fazer o contrário, vou escurecer completamente o objeto em primeiro plano e deixar o fundo bem exposto.

O contraluz simples baseia-se nisso, em deixar o objeto principal mais escuro com sua silhueta bem nítida e o fundo da fotografia com a exposição correta ou de vez em quando até acima. Não existe uma regra.

Alias, na fotografia não precisamos mostrar de primeira o que queremos e sim deixar o espectador imaginar o que tem por trás nesse caso por trás das sombras. Desse jeito a fotografia fica muito mais interessante e instigante.

Uma situação muito comum é quando tiramos fotos na praia onde temos toda a iluminação do sol, da areia e ainda as águas do mar servindo como rebatedor da luz do sol. Ou como na foto abaixo de um pássaro pousado no fio de alta tensão onde temos toda a claridade do Sol e do céu azul por trás dele.



Nessa foto onde quis que só aparecesse o contorno do pássaro coloquei a câmera em modo manual, aliás só uso esse modo e apontei para o céu para obter a fotometria e deixei o pássaro com uma exposição de -3 pontos. Então fiz o foco no pássaro para que sua sombra ficasse bem nítida e disparei e o resultado foi esse da foto acima.

Para fazer essa cena em câmeras compactas onde não tem a opção de controles manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Você precisa saber se seu flash está desativado, apontar a câmera para o céu para obter a fotometria e travar a exposição (leia no manual de sua câmera para saber como se faz) e depois você precisa apontar para o pássaro para obter o foco correto depois disso é só disparar sem o auxílio do flash.

Então, gostaram da dica?

Até a próxima!



domingo, 30 de dezembro de 2012

Resuminho de fim de ano

Olá pessoal.

Resolvi para esse fim de ano fazer um resumo de tudo o que já falei até agora no blog. Vamos então dar uma olhada como ficou.

35mm (35 milímetros): É quando falamos de câmeras de pequeno formato. Não confundir com câmeras compactas.

Abertura: Controlada pelo diafragma é ele quem controla a quantidade de luz que passará da objetiva para o interior da câmera caracterizada pela letra f. Quanto maior o número menor é a abertura e quanto menor abertura maior será a profundidade de campo.

Autofoco: É um recurso usado para que as câmeras foquem automaticamente. Existem alguns tipos de autofoco. Modo simples onde o foco é travado para aposição do assunto, o contínuo que acompanha o movimento do assunto e o inteligente que é uma mistura entre o simples e o contínuo.
Geralmente o símbolo que acompanha é o AF. O modo contínuo pode ser o AF-C.

Alta luz: É a parte clara da fotografia ao contrário da baixa luz.

ASA / ISO: É uma unidade de grandeza que quanto o filme ou sensor no caso das digitais é sensível a luz, Quanto maior o número mais sensível será. Nas digitais quanto maior o ISO mais ruido aparecera na fotografia. Nos filmes será observado uma quantidade de grãos maiores.

Baixa luz: É a área de sombra na foto. A parte mais escura.

Balanço de branco: Um recurso para usar quando se fotografa conforme a iluminação ambiente para que as cores saiam mais realistas possíveis. Em inglês o termo é White Balance ou WB.

Bateria: Fonte de energia das câmeras.

Brust Mode: É quando a câmera é configurada para disparos contínuos.

Cabo de sincronismo: É um cabo que é utilizado para ligar a câmera ao flash dedicado ou quando a sapata do flash não possua contatos para o mesmo.

Câmeras analógicas: São câmeras que utilizam filme ou emulsões para capturar a fotografia.

Câmeras digitais: São câmeras que usam sensores e processos eletrônicos para capturar as fotografias.

Cartão cinza: É um cartão especial que reflete a cor cinza neutro ou cinza 18%. Ele serve para aferir o fotômetro e fazer o balanço de branco para luz do ambiente.

Cartão de armazenamento: Nas câmeras digitais é onde ficam arquivadas as fotografias.

CCD: Abreviação de Charging Coupled Device. Ele é um tipo de sensor das câmeras digital muito utilizado nas câmeras compactas. Ele é responsável pela captura da fotografia. Sua função é equivalente dos filmes nas câmeras analógicas.

Cinza médio: Ou cinza neutro. É o cinza oferecido pelo cartão cinza. O Cinza 18%.

CMOS: Outro tipo de sensor usado nas câmeras digitais. Ele tem a vantagem de consumir menos energia poupando as baterias das câmeras. Sua função é a mesma do filme fotográfico.

Contraste: Contraste é a diferença entre a parte clara e escura da fotografia

Corpo: É a parte onde ficam alojados os dispositivos da câmera e onde encaixam-se as objetivas.

Composição: É o arranjo dos objetos na fotografia para deixá-la agradável ao olhar do espectador.

Diafragma: É um conjunto de lâminas na objetiva responsável pela quantidade de luz que passará através dela para o interior da câmera e também é responsável pela profundidade de campo. Seu valor é expresso pela letra f. Na anatomia equivaleria a íris do nosso olho.

Difusor: É responsável por espalhar a luz do flash, difundi-la pelo ambiente.

Disparador: Dispositivo responsável pelo disparo da fotografia acionando o obturador.

Distância focal: É a distância entre o meio da objetiva até o plano focal (filme ou sensor). Quanto maior o número menor o angulo de visão da objetiva e maior aproximação.

Distância Hiperfocal: É a distância entre o objeto focado mais próximo com a objetiva focalizada no infinito.

Estabilizador de Imagem:  IS. É um mecanismo geralmente encontrados na objetiva para compensar o movimento das mãos do fotógrafo para ajudar a produzir imagens mais nítidas.

Exposição: É o tempo que a luz incidirá sobre o filme ou sensor. Controlado pelo obturador e geralmente expressos em frações de segundo ex. 1/60, 1/500, 1/2.

Exposição automática: É quando a câmera determina automaticamente a exposição sem interferência do fotógrafo.

Exposição manual: Ao contrário da exposição automática, aqui é o fotógrafo que determina a configuração de exposição.

Fator de corte: Nas câmeras digitais o fator de corte determina quanto a área do sensor de imagem é menor que a do filme 35mm.

Flash: É uma luz auxiliar branca e rápida, tem 1 milésimo de segundo de duração que dispara junto com a câmera para ajudar na iluminação da cena.

Flash dedicado: É o flash que não vem com a câmera. Exclusivo para esse fim.

Flash embutido: É o flash que é integrado ao corpo da câmera.

Flash E-TTL: É um flash completamente automático que usa informações da câmera para disparar com potência correta.

Filme fotográfico: Emulsão sensível a luz com base em gelatina animal e cristais de prata responsável pela captura da luz na formação da fotografia.

Filtro: Pode ser de vidro ou cristal que encaixa na frente da objetiva responsável por alguns efeitos ou correções na fotografia.

Foto subexposta: Aquela foto escura. Que na hora da exposição foi usado um tempo muito curto de exposição a luz.

Foto superposta: Ao contrário da foto sub exposta, é uma foto muito clara onde o tempo de exposição foi demasiadamente longo.

Fotômetro: É um aparelho que mede a quantidade de luz no ambiente para dar um parâmetro para uma exposição correta da fotografia. Pode também estar embutido na câmera fotográfica.

Grande Angular: São objetivas com distância focal menor que 50mm.

Gel de correção de cor: Filtro de material especial de tonalidades distintas encaixado a frente do flash altera a temperatura de cor da luz do flash

ISO: É a sensibilidade do filme ou sensor. Vide ASA

Kelvin: vide Temperatura de cor.

Latitude: É o intervalo que a câmera fotográfica consegue registrar entre o claro e o escuro. Quanto maior a latitude melhor.

Lente: É o Objetiva.

Máquina fotográfica: É a câmera fotográfica em si. Ela pode ser de pequeno, médio ou grande formato.

Macrofotografia: É uma técnica usada para obter fotos de pequenos objetos parecerem maiores.

Negativo: É o filme fotográfico.

Numero "f/": É um número que expressa quanto o diafragma está fechado. Quanto maior o número mais fechado está o diafragma e consequentemente a abertura.

Numero Guia: Ou NG. É o número que todo o flash tem e ele usado para fazer cálculos de potência e distância da luz do flash. (NG / abertura = distância) ou (NG / distância = abertura).

Objetiva: É o nome correto do conjunto de lentes que é usado para focar o objeto. Por isso seu nome.

Objetiva Grande angular: São objetivas cuja distância focal é menor que 50mm

Objetiva Normal: São objetivas com distância focal de 50mm

Objetivas Teleobjetivas: São objetivas com distância focal maior que 50mm

Objetivas Zoom: São aquelas que podem mudar sua distância focal. Ex. 75-300mm

Obturador: O obturador é o dispositivo responsável pelo tempo que o sensor ou o filme é exposto a luz.

Para-sol: Tem a função de bloquear a luz indesejada vindo pelas laterais da objetiva.

Pentaprisma: Conjunto de espelhos que tem a função de fornecer ao fotógrafo a mesma "visão" da objetiva.

Pixel: A menor unidade de formação da imagem.

Plano focal: É onde a imagem é formada dentro da câmera fotográfica. É lá que está o filme ou o sensor de imagem.

Profundidade de campo: É o intervalo onde o foco é aceitavelmente nítido e varia em função da abertura do diafragma.

Sensibilidade: Vide ISO

Temperatura de cor. É a tonalidade da luz do ambiente expressa em Kelvim ou K. Quanto menor o numero K mais quente a luz será.

Velocidade de sincronismo: É a velocidade máxima em que há sincronismo com o disparo do flash.

Bom pessoal, por enquanto é isso.

Uma ótima passagem de ano para vocês e continuem praticando bastante e quero ver o resultado que estão conseguindo lendo as fotodicas. E você quer ter suas fotos de fim de ano publicadas aqui no blog? É só me mandar as fotos do seu fim de ano pelo e-mail blogfotodica@gmail.com com seu nome completo e cidade que publicarei aqui no blog.

Até mais!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Flash Remoto: Parte 4 - Dois flashes

Olá!

Na postagem anterior eu falei como fiz a foto da flor usando apenas um flash remotamente.
Hoje vou falar como usar dois flashes na cena.

Na primeira foto você vai ver a foto sem uso do flash, fotometria ok e o disparo. Resultou nessa cena.




Muito bem, uma cena boa, com iluminação na "carinha" do boneco mas o que me incomodou um pouco foi a sombra no restante do boneco e também queria algo a mais. Então decidi escurecer o findo da foto

Então parti para uma segunda foto, agora usando o flash embutido. Lembra que falei que quanto menos o flash aparecer na cena melhor? Eu não segui a risca essa recomendação até porque todas as regras, recomendações e leis podem ser quebradas e também quis escurecer um pouco o fundo. Então eu fotometrei o ambiente e fechei quase dois pontos de luz para que o céu se tornasse azul-escuro. Como a velocidade de sincronismo da câmera que estava usando era de 1/250 tive que fechar bem o diafragma. E com o valor que obtive da abertura e da distância do objeto coloquei o flash em modo manual e configurei a potência para apenas o suficiente para o boneco ficar bem exposto.



Mesmo assim não gostei muito do resultado mas estava chegando perto do pretendido. O que não gostei nessa segunda foto foi o brilho que deu na parte onde estava escrito "fotógrafo". Simplesmente a palavra sumiu. Foi ai que pensei numa terceira alternativa, usar o flash fora da câmera para que o brilho do mesmo não atrapalhasse a cena.

Como o flash remoto não podia ficar de frente para o boneco devido ao tamanho e proximidade me dando uma sombra muito dura que não queria naquele momento. Então a alternativa foi de usar o flash remoto com potência suficiente para expor corretamente o boneco mas deixando o resto da cena sub exposta e o flash da câmera que dispararia com menor potência para amenizar a sombra causada pelo flash remoto. E o resultado foi esse aqui.


Como usei o flash remoto um pouco mais alto do que o boneco a luz veio um pouco de cima para baixo e usando o flash embutido com bem menos potência, não chegou a brilhar a parte metálica onde está escrito "fotógrafo".

Então gostaram da dica?
Até mais!