Olá,
Na última postagem comentei que mesmo usando uma objetiva macro de distância focal diferente o resultado seria o mesmo em relação a ampliação do objeto e agora vou explicar porque.
As objetivas só são consideradas macro se ampliarem o objeto, seja no sensor ou no filme, o fator de ampliação tem que ser entre 1X a 10X do tamanho real do objeto fotografado. Como expliquei anteriormente a reprodução de uma formiga de 2cm deve ocupar os mesmos 2cm no sensor de imagem em uma objetiva de ampliação 1X chamada também de "life size".
Agora se eu quiser usar uma objetiva de maior distância focal para ampliar ainda mais os detalhes faria diferença?
Não se a objetiva em questão tiver o mesmo "fator de ampliação" da objetiva de menor distância focal. O que acontece é que uma maior distância focal implica nesse caso de uma maior distância de foco. Não entendeu? Tudo bem, vou tentar explicar de outra forma.
Quanto maior a distância focal da objetiva mais afastado do objeto vou ter que estar para conseguir focar o objeto, lembrando que a ampliação máxima da objetiva é conseguida na menor distância de foco possível.
Por exemplo em uma objetiva macro "life size" 50mm eu preciso estar a 23cm do objeto para conseguir focar o objeto, em uma objetiva 100mm macro também "life size" a distância mínima de foco seria a 30cm que daria praticamente a mesma imagem com a mesma proporção de ampliação no final e é por isso que em fotografia macro a ampliação da objetiva é mais importante que a distância focal.
A diferença de usar objetivas de distâncias focais diferentes está principalmente na profundidade de campo, no assunto e também quanto mais longa a objetiva for mais propenso a tremidas pois além de mais pesadas, quanto maior for a distância focal da objetiva, mais elas "sentem" o tremor da mão do fotógrafo e é por isso que quase todas as fotos macro são utilizados tripés.
ainda restou alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários!
Até a próxima dica!
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quinta-feira, 30 de março de 2017
Macrofotografia: Fator de ampliação da objetiva
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segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Pricipais diferenças entre cameras Full Frame e Cropadas
Olá.
No começo do "Blog Fotodica" falei da diferença das câmeras digitais Full Frame que são aquelas com o sensor do tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm (24mm X 36mm) e das câmeras cropadas que possuem um sensor menor. Se quiser ver a postagem anterior Clique Aqui.
Muitas pessoas, principalmente que estão começando agora na fotografia não entenderam bem o conceito por trás disso e agora, depois de mais de sete anos de fotografia, tive a oportunidade de trabalhar realmente com câmeras full frame e por isso vou explicar novamente as duas principais diferenças entre os dois tipos de câmeras com um pouco mais de detalhes mas nada muito profundo.
A principal diferença entre os dois tipos de câmeras é o tamanho do sensor. Nas câmeras full frame eles têm o tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm que mede 24mm de "altura" por 36mm de "largura", enquanto as câmeras chamadas cropadas tem o sensor menor que isso sendo o mais comum tem o sensor 1,6 ou 1,5 vezes menor do que os da full frame e isso chama-se fator de corte.
Mas o que isso influência na captura da foto?
A mais perceptível influência é no ângulo de visão (reparem que falei ângulo e não distância focal) da objetiva.
As objetivas nas câmeras cropadas por tem um sensor menor vão ter um menor ângulo de visão equivalente a uma objetiva de distância focal mais longa em uma câmera Full Frame. Reparem nas imagens abaixo:
As duas fotos foram feitas com a abertura de f/1.8 a 90cm de distância do objeto mas na câmera full frame foi usada uma objetiva 85mm já câmera cropada foi usada uma objetiva 50mm mas porque ambas parecem ter sido feitas com a mesma distância focal? Vou explicar.
Veja a ilustração abaixo:
As objetivas são pensadas para serem usadas em câmeras full frame, quando o sensor é menor parte das bordas da fotografia são perdidas pois não consegue captá-las e isso é representado pela parte cinza da ilustração e isso chama-se fator de corte.
Existem também objetivas que são especiais para câmeras cropadas mas sua distância focal é pensada como se fossem usadas em câmeras full frame, e isso tem um motivo.
Para calcular a equivalência do ângulo de visão da objetiva em uma câmera cropada devemos multiplicar a distância focal original pelo fator de corte que é quantas vezes o sensor da câmera cropada é menor.
Em todos os exemplos foi usada uma câmera que tem um sensor de tamanho APS-C que é 1.6X menor que o sensor da camera full frame combinada com uma objetiva 50mm para obter uma equivalência a distância focal próxima da objetiva 85mm usada na câmera full frame. Então vamos fazer a conta.
Objetiva 50mm X 1.6 do fator de corte = Equivale ao ângulo de visão de uma objetiva 80mm montada em uma câmera full frame. Simplificando essa conta fica assim:
50mm X 1.6 = 80mm
Objetivas por exemplo 50mm sempre vão ser 50mm mesmo quando usadas em câmeras croparadas quando em câmeras full frame pois sempre vão entregar a mesma imagem para o sensor seja ele qual for. Observe novamente as fotos abaixo:
Nesse exemplo eu quis mostrar que mesmo a primeira vista as fotos que pareciam quase iguais possuem grandes diferenças influenciadas pelas características da objetiva que foi usada como profundidade de campo, distorção e achatamento de planos.
No exemplo as duas fotos foram feitas com abertura f/1.8, limite da objetiva 85mm que foi usada na câmera full frame. Perceba como a palavra MACRO está nítida nas duas fotografias mas que na foto tirada com a 85mm a profundidade de campo é muito mais rasa já começando a desfocar a chavinha do auto foco enquanto a feita com a 50mm na cropada ela ainda está bem nítida.
Já a distorção é menos perceptível pois grande parte ocorre nas bordas da fotografia e como na cropada as bordas são perdidas fica menos evidenciado mas não quer dizer que essa característica também foi perdida pois no restante da fotografia ela se mantém.
Agora volte nas duas primeiras fotos de exemplo. Perceba como o fundo da fotografia que foi feita com a 85mm está bem mais próximo mesmo parecendo que o assunto está na mesma distância. Isso deve-se ao achatamento de planos. Quanto maior a distância focal da objetiva maior é o achatamento de planos. Por isso também que não devemos fazer retratos de alguém com grande angular pois corre o risco da pessoa fotografada parecer que tem nariz de Pinóquio.
Outra característica muito bem-vinda é que por conta do sensor maior a câmera Full Frame trabalha muito melhor com a questão de ruído na fotografia.
Nas duas fotos em 100% que mostrei acima perceba que na foto feita com a câmera cropada tem muito mais ruído que na que fiz com a câmera full frame. Isso se deve principalmente porque as "células" que compõem o sensor (fotodiodos) serem bem maiores facilitando a captura da luz.
Essas são as duas principais diferenças entre câmeras Full Frame e Cropadas.
E você, tem algo a acrescentar ou quer comentar sobre o tópico? Deixe sua mensagem abaixo e não deixe de seguir o "BLOG FOTODICA"!
Até a próxima!
No começo do "Blog Fotodica" falei da diferença das câmeras digitais Full Frame que são aquelas com o sensor do tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm (24mm X 36mm) e das câmeras cropadas que possuem um sensor menor. Se quiser ver a postagem anterior Clique Aqui.
Muitas pessoas, principalmente que estão começando agora na fotografia não entenderam bem o conceito por trás disso e agora, depois de mais de sete anos de fotografia, tive a oportunidade de trabalhar realmente com câmeras full frame e por isso vou explicar novamente as duas principais diferenças entre os dois tipos de câmeras com um pouco mais de detalhes mas nada muito profundo.
A principal diferença entre os dois tipos de câmeras é o tamanho do sensor. Nas câmeras full frame eles têm o tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm que mede 24mm de "altura" por 36mm de "largura", enquanto as câmeras chamadas cropadas tem o sensor menor que isso sendo o mais comum tem o sensor 1,6 ou 1,5 vezes menor do que os da full frame e isso chama-se fator de corte.
Mas o que isso influência na captura da foto?
A mais perceptível influência é no ângulo de visão (reparem que falei ângulo e não distância focal) da objetiva.
As objetivas nas câmeras cropadas por tem um sensor menor vão ter um menor ângulo de visão equivalente a uma objetiva de distância focal mais longa em uma câmera Full Frame. Reparem nas imagens abaixo:
| Objetiva 50mm "Camera Cropada" |
| Objetiva 85mm "Camera Full Frame" |
As duas fotos foram feitas com a abertura de f/1.8 a 90cm de distância do objeto mas na câmera full frame foi usada uma objetiva 85mm já câmera cropada foi usada uma objetiva 50mm mas porque ambas parecem ter sido feitas com a mesma distância focal? Vou explicar.
Veja a ilustração abaixo:
As objetivas são pensadas para serem usadas em câmeras full frame, quando o sensor é menor parte das bordas da fotografia são perdidas pois não consegue captá-las e isso é representado pela parte cinza da ilustração e isso chama-se fator de corte.
Existem também objetivas que são especiais para câmeras cropadas mas sua distância focal é pensada como se fossem usadas em câmeras full frame, e isso tem um motivo.
Para calcular a equivalência do ângulo de visão da objetiva em uma câmera cropada devemos multiplicar a distância focal original pelo fator de corte que é quantas vezes o sensor da câmera cropada é menor.
Em todos os exemplos foi usada uma câmera que tem um sensor de tamanho APS-C que é 1.6X menor que o sensor da camera full frame combinada com uma objetiva 50mm para obter uma equivalência a distância focal próxima da objetiva 85mm usada na câmera full frame. Então vamos fazer a conta.
Objetiva 50mm X 1.6 do fator de corte = Equivale ao ângulo de visão de uma objetiva 80mm montada em uma câmera full frame. Simplificando essa conta fica assim:
50mm X 1.6 = 80mm
Objetivas por exemplo 50mm sempre vão ser 50mm mesmo quando usadas em câmeras croparadas quando em câmeras full frame pois sempre vão entregar a mesma imagem para o sensor seja ele qual for. Observe novamente as fotos abaixo:
![]() |
| recorte 100% 50mm em "câmera cropada" |
![]() |
| recorte 100% 85mm em "câmera Full Frame" |
Nesse exemplo eu quis mostrar que mesmo a primeira vista as fotos que pareciam quase iguais possuem grandes diferenças influenciadas pelas características da objetiva que foi usada como profundidade de campo, distorção e achatamento de planos.
No exemplo as duas fotos foram feitas com abertura f/1.8, limite da objetiva 85mm que foi usada na câmera full frame. Perceba como a palavra MACRO está nítida nas duas fotografias mas que na foto tirada com a 85mm a profundidade de campo é muito mais rasa já começando a desfocar a chavinha do auto foco enquanto a feita com a 50mm na cropada ela ainda está bem nítida.
Já a distorção é menos perceptível pois grande parte ocorre nas bordas da fotografia e como na cropada as bordas são perdidas fica menos evidenciado mas não quer dizer que essa característica também foi perdida pois no restante da fotografia ela se mantém.
Agora volte nas duas primeiras fotos de exemplo. Perceba como o fundo da fotografia que foi feita com a 85mm está bem mais próximo mesmo parecendo que o assunto está na mesma distância. Isso deve-se ao achatamento de planos. Quanto maior a distância focal da objetiva maior é o achatamento de planos. Por isso também que não devemos fazer retratos de alguém com grande angular pois corre o risco da pessoa fotografada parecer que tem nariz de Pinóquio.
Outra característica muito bem-vinda é que por conta do sensor maior a câmera Full Frame trabalha muito melhor com a questão de ruído na fotografia.
Nas duas fotos em 100% que mostrei acima perceba que na foto feita com a câmera cropada tem muito mais ruído que na que fiz com a câmera full frame. Isso se deve principalmente porque as "células" que compõem o sensor (fotodiodos) serem bem maiores facilitando a captura da luz.
Essas são as duas principais diferenças entre câmeras Full Frame e Cropadas.
E você, tem algo a acrescentar ou quer comentar sobre o tópico? Deixe sua mensagem abaixo e não deixe de seguir o "BLOG FOTODICA"!
Até a próxima!
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domingo, 15 de setembro de 2013
Zoom ou Fixa, qual usar?
Olá.
Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.
Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.
Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.
Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.
Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.
Objetivas Fixas
Objetivas fixas são menores e mais leves do que objetivas zoom, também são mais baratas.Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.
Objetivas Zoom
Objetivas zoom são mais voltadas a serem praticas.
Como ela possui zoom o fotógrafo pode fazer mais fotos com menos movimentos facilitando em muito o trabalho do fotógrafo. Dependendo da objetiva que ele estiver usando ele pode passar de um grande salão a um quartinho sem se preocupar em trocar de objetiva além de poderem produzir efeitos como o panning zoom como expliquei em postagem anterior. Mas tudo tem suas desvantagens. Objetivas zoom baratas além de escuras também possuem aberturas variáveis. Na objetiva da foto acima a abertura máxima vai de f/4 na posição grande angular para f/5.6 em tele (135mm na objetiva da foto).
Existem sim objetivas zoom com abertura constante mas são muito mais caras e essa é sua maior desvantagem além de serem bem mais pesadas. Mas em compensação a qualidade da imagem produzida é relativamente melhor.
Também por trabalharem com distâncias focais variáveis possuem mais distorções principalmente no começo e no fim do zoom e também por terem mais elementos em seu interior além de serem mais pesadas por isso, muitas vezes objetivas mais baratas não produzem imagens de qualidade que superem objetivas fixas.
Então qual tipo de objetiva você escolheria, zoom ou fixa?
Até mais!
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Flash: Difusor.
Olá.
Na última postagem do blog falei dos rebatedores para conseguir uma luz menos dura nas fotos, mas também existe outro dispositivo, o difusor.
O difusor como o nome já diz, difunde a luz no ambiente, com isso conseguimos uma luz mais homogênea.
A ideal utilização mesmo dele é quando está se usando uma objetiva de distância focal de 17mm ou menor para que os cantos da fotografia não saiam escuros.
Ele é parecido com uma lente que fica logo na frente da cabeça do flash.
Em muitos flashes dedicados ele fica "escondido" sobre a lente do flash. Ele é uma lâmina plástica toda com ranhuras, bastando apenas puxá-lo para fora para utilizá-lo. Também em muitos modelos de flash ele assume a posição de que você está fotografando com uma objetiva grande-angular mesmo que você não esteja a utilizando pois o flash subentende que você quer maior difusão da luz no momento do disparo.
Existem também a venda difusores que se encaixam na frente do flash parecido com copinhos que tem a mesma função dos embutidos nos flashes mas em alguns casos sendo mais eficazes porque em alguns modelos de flash quando se usa o difusor do flash ele limita a potência para preservar a lente frontal do flash de possíveis queimas devido ao calor gerado na hora do disparo como pode ver na foto abaixo.
Também já ví que existe difusores para flash embutido que é uma lente difusora que encacha-se no corpo da câmera mas desconheço sua eficácia.
E isso ai pessoal. Até a próxima postagem.
Na última postagem do blog falei dos rebatedores para conseguir uma luz menos dura nas fotos, mas também existe outro dispositivo, o difusor.
O difusor como o nome já diz, difunde a luz no ambiente, com isso conseguimos uma luz mais homogênea.
A ideal utilização mesmo dele é quando está se usando uma objetiva de distância focal de 17mm ou menor para que os cantos da fotografia não saiam escuros.
Ele é parecido com uma lente que fica logo na frente da cabeça do flash.
Em muitos flashes dedicados ele fica "escondido" sobre a lente do flash. Ele é uma lâmina plástica toda com ranhuras, bastando apenas puxá-lo para fora para utilizá-lo. Também em muitos modelos de flash ele assume a posição de que você está fotografando com uma objetiva grande-angular mesmo que você não esteja a utilizando pois o flash subentende que você quer maior difusão da luz no momento do disparo.
Existem também a venda difusores que se encaixam na frente do flash parecido com copinhos que tem a mesma função dos embutidos nos flashes mas em alguns casos sendo mais eficazes porque em alguns modelos de flash quando se usa o difusor do flash ele limita a potência para preservar a lente frontal do flash de possíveis queimas devido ao calor gerado na hora do disparo como pode ver na foto abaixo.
Também já ví que existe difusores para flash embutido que é uma lente difusora que encacha-se no corpo da câmera mas desconheço sua eficácia.
E isso ai pessoal. Até a próxima postagem.
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Distância Hiperfocal
| Vale do Anhangabaú - SP |
Como falei no post anterior sobre profundidade de campo, hoje vou falar sobre distância hiperfocal. E também é agora que vocês vão ver como fotografia não é apenas apertar o botão do disparador.
Distância hiperfocal a grosso modo significa aproveitar toda a profundidade de campo no foco infinito e é muito usada para fotografar paisagens. Sabe aquelas fotos em que aparecem tudo em foco desde o primeiro plano até o infinito como na foto da introdução deste post? Então, isso é a distância hiperfocal.
Por questões físicas, uma objetiva não consegue capturar nada além do infinito. Lembra no post anterior que disse que a profundidade de campo se estende do ponto de foco entre a câmera e o fundo? Se eu for por exemplo fotografar uma paisagem provavelmente o foco automático “vai falar” para focar o infinito que tem como símbolo o “oito deitado” ( ∞ ). Como a profundidade também se estende também atrás do ponto de foco essa estaria praticamente perdida. Para que eu consiga aproveitar completamente a profundidade de campo, terei que enganar o foco automático.
Mas atenção, essa dica só vale se usar o foco manual das
objetivas, se tentar focar manualmente com o foco automático ativado você poderá
estragar o motor de foco ok!
Em objetivas fixas antigas existe além das marcações da distância focal e abertura, existe também entre eles ou umas linhas como na foto do exemplo com numerações repetidas dos dois lados ou somente os números como se fosse da abertura. Essa marcação é a escala de profundidade de campo.
![]() |
Infelizmente hoje em dia é muito difícil objetivas que tenham esse recurso.
No exemplo da foto nessa objetiva de 55mm, se eu focar no infinito em f-16 reparem que as linhas passaram do marcador do infinito, ou seja, toda essa faixa não seria aproveitada no primeiro plano.
Mas se eu fazer com que as linhas terminem no infinito terei completamente a profundidade de campo que começaria dos três metros indo até o infinito.
| Distância hiperfocal |
Como estou usando uma abertura bem fechada o desfoque seria bem sutil dando a impressão que tudo está em foco. Se a objetiva não tiver essas linhas, o outro modo de achar a distância hiperfocal e colocar o anel de foco no infinito e ver na escala de profundidade de campo o número no anel de foco em cima da abertura desejada, feito isso, regule o foco para esse número então é não mexer mais na objetiva e tirar a foto. No caso do exemplo abaixo, Escolhi fotografar em f-16. O número que estava logo acima do 16 na escala de profundidade de campo foi o número 4. Então só tive que regular o foco como se eu estivesse tirando uma foto com o assunto a 4 metros de distância e tudo que está entre dois metros e meio até o infinito vai estar nítido.
Esse efeito é muito interessante usando objetivas grande angulares pois a profundidade de campo é muito maior com isso o ponto de onde foi dado o foco fica muito menos pronunciado nesse tipo de objetiva.
Atenção novamente: Essa dica funciona perfeitamente em câmeras de filme ou fullframe, em câmeras cropadas devido ao tamanho do sensor há uma alteração no calculo de profundidade de campo.
Nas objetivas mais novas onde não existe essa marcação podemos contornar o problema. Existe na internet algumas calculadoras de profundidade de campo e distância hiperfocal, infelizmente a grande maioria, se não forem todas são em inglês, mas acho que dá para quebrar o galho.
Existe também infelizmente objetivas que não contem marcação alguma, nem de foco, ai fica praticamente impossível usar essa técnica. Para essas objetivas podemos focar em alguma coisa no meio do caminho, entre o primeiro plano e o fundo. Nem sempre dará certo mas é um jeito.
Abraço e até a próxima dica!
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domingo, 30 de outubro de 2011
Abertura
A abertura de uma objetiva é controlado pelo diafragma. O diafragma é um sistema que consiste em várias laminas de metal existente no interior da objetiva e ele é responsável por regular a quantidade de luz que passará por ela e também pela profundidade de campo.
A regulagem da quantidade de luz da objetiva chamamos de abertura. A Abertura é expressa através de uma relação numérica por exemplo: f-1:1.8. Através dessa relação sabemos se uma objetiva é clara ou escura. Quanto menor for o número mais clara a objetiva será. Por exemplo uma objetiva f-1:1.8 é mais clara do que uma objetiva f-1:5.6, da mesma forma que uma objetiva f-1:4 é mais escura que uma f-1:2. Na hora que queremos nos expressar não precisamos falar da relação inteira, simplesmente dizemos o numeral depois dos dois pontos. em vez de falar abertura 1:1.8 podemos dizer apenas abertura 1-8 (um oito). Na foto abaixo podemos ver como ela é descrita na objetiva:
| Objetiva 50mm com abertura f-1:1.8 |
Também como falei no início podemos regular a profundidade de campo através do diafragma, vou explicar.
Em qualquer tipo de câmera podemos focar apenas em um ponto da imagem, por isso existe a expressão ponto de foco. O ponto onde foi dado o foco sempre será a parte mais nítido da fotografia, o restante da fotografia apenas terá a impressão de foco.
Nas objetivas mais antigas podemos ver na parte superior dela que existem números como 1.8, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, por ai vai, nas câmeras digitais esses números aparecem no display LCD conforme vamos regulando. Quanto maior o número mais profundidade de campo a foto terá. No exemplo abaixo você pode ver duas fotos com aberturas diferentes.
| F 1.8 |
| F 22 |
A profundidade de campo começa do centro onde o foco foi feito, no caso o cachorrinho, se estendendo horizontalmente entre a câmera até o fundo. Na simulação da foto acima podemos ver o que quis dizer.
| Profundidade de campo com abertura f1.8 |
| Profundidade de campo com abertura f22 |
A parte mais clara da imagem é onde terei uma nitidez aceitável.
Para compensar a menor abertura da objetiva precisei usar um tempo de exposição maior e isso é feito através da regulagem do obturador que vou falar nas próximas postagens.
Até lá!
sábado, 15 de outubro de 2011
Fator de corte
Qualquer câmera digital com exceção das câmeras fullframe tem sensores de imagem de menor área do que um quadro do negativo.
O negativo comum de 35mm mede 36mm X 24mm dando uma diagonal de 43mm, aliás é por isso que a objetiva 50mm é considerada normal. Já o sensor usado no exemplo abaixo mede 22,2mm X 14,8mm que dá uma diagonal de 27mm, e é nessa área que será capturada a imagem, isso implica no fator de corte (crop). A parte periférica da imagem que a objetiva “enxerga” não é capturada pelo sensor de imagem e nisso ela não é registrada. Isso não altera a distância focal da objetiva, mas altera seu ângulo de visão. Por exemplo, uma Objetiva 50mm sempre vai se comportar como uma 50mm só que se o sensor for 1.6x menor que o negativo ela terá o ângulo de visão de uma objetiva de 80mm (50mm X 1.6 = 80mm). No visor da câmera você verá o que o sensor está enxergando e o que será capturado.
Abaixo a diferença entre um quadro do negativo e o sensor representado pelo retângulo azul.
| Negativo 35mm X Sensor DSLR APS-C |
Aqui também vemos a mesma foto produzida pelo negativo (ou câmera digital fullframe) e abaixo em um sensor "cropado"
| FOTO COM NEGATIVO (ou digital fullframe) |
| FOTO COM DIGITAL "cropada" |
Mesmo estando na mesma distância do objeto e com a mesma distância focal perceba como perdi as bordas da imagem, inclusive a flor no canto inferior direito. A sensação que dá é que eu usei o zoom da câmera.
Abaixo está a visualização o que foi cortado na imagem. A parte mais escura é o que saiu da imagem. Só a parte mais clara é o que o sensor capturou.
![]() |
| esquema |
Se quisermos ter o ângulo de visão de uma objetiva de 50mm é só dividir a distância focal de 50mm pelo fator de corte do sensor. No caso do exemplo acima será 50mm ÷ 1.6 = 31.25. A objetiva que mais apropriada já que não existe objetiva de 31mm seria a 35mm.
Espero que tenham entendido pois é muito importante saber isso antes de comprar sua próxima câmera e objetiva.
Até mais!
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