Mostrando postagens com marcador fotodicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fotodicas. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de setembro de 2018

Flash Ou LED?


Olá pessoal,

Hoje em dia com a popularização de vídeos produzidos por câmeras DSLR, também se popularizou um outro tipo de iluminação, a iluminação LED.

O LED foi pensado para ser usado na produção de vídeos, mas não impede usá-los em fotografia. 

Diferentemente do flash, a iluminação LED é um tipo de luz continua mas produz uma luz igualmente dura, ou seja, que produz sombras muito projetadas sobre o assunto. Além disso sua cobertura é mais concentrada causando algumas vezes forte vinheta nas fotografias dependendo como é usado.

A princípio o LED parece ser muito fácil de trabalhar, porém em alguns tipos de fotografia apenas.

O LED é interessante para fazer fotos de assuntos estáticos pois ela não congela o assunto como o flash e dependendo do tipo ou tamanho do LED você precisará usar velocidades baixas do obturador pois sua luz é menos potente.

Para fazer retratos e fotos de pessoas esqueça. O LED incomoda demais principalmente se for usado na potência máxima. Já o flash não incomoda tanto e como sua luz é muito rápida, por volta de 1/1000 de segundo o organismo não tem como reagir ao excesso de luz produzido pelo disparo.

O LED pode ser usado juntamente com o flash em algumas ocasiões já que ambos produzem luz branca em locais onde a luz do flash não chega servindo como um complemento quando não se tem um segundo flash a disposição.

Falando em temperatura de cor, alguns tipos de LED já vem com uma gelatina laranja para produzir uma luz mais quente e outros até possibilitam você regular as cores RGB que possibilita obter várias tonalidades de cor. Muito interessante para realizar uam fotografia com iluminação bem criativa.

E você, já pensou em usar iluminação LED nas suas fotografias? Deixe aqui nos comentários sua experiência!

Até mais!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Como evitar surpresas na hora da revelação

Olá.

Como prometi na postagem anterior, hoje vou falar como EVITAR de ter surpresas desagradáveis na hora de revelar suas fotos.

Com o advento da foto digital isso é uma das coisas mais difíceis de conseguir fotografia como ter cores trocadas ou uma foto clara ou escura demais devido a diferentes configurações e calibragens dos diferentes equipamentos, desde a câmera digital até a impressora do laboratório. Para conseguir o resultado esperado existem vários meios. Usando equipamentos específicos que custam centenas e até milhares de reais ou algumas formas que mostrarei aqui porque aqui é um blog sobre dicas simples de fotografia e por isso vou dar as dicas mais simples e baratas de conseguir isso. Pode não ser a correta mas me ajudou muito no começo.

Primeiro de tudo é escolher um laboratório de boa qualidade e de confiança, nada de máquinas automáticas, principalmente minilabs de supermercado que geralmente não tem manutenção alguma.

Após a escolha do laboratório, converse com quem vai realmente revelar suas fotos, o laboratorista, pergunte a ele como calibrar seu monitor para que as cores sejam fieis com aquele laboratório específico. Também pergunte a ele qual espaço de cor a ser utilizado tanto na câmera, se é sRGB ou AdobeRGB por exemplo, pois como expliquei a algum tempo atrás existem diferenças entre eles.

Geralmente o laboratorista lhe dará um "target" como esse abaixo que é um cartãozinho impresso no próprio laboratório com algumas imagens e barras de cores específicos para a calibração do monitor. Também lhe entregará um arquivo com o perfil de cor usado no laboratório para que seu monitor após alguns ajustes fique sincronizado com o perfil de cor do laboratório.


Para calibrar o monitor como já falei em postagens anteriores, você vai instalar o perfil de cor do laboratório no seu computador e pegar o target que lhe foi entregue. Para ser fiel as cores peça ao seu laboratorista que lhe envie o target junto com o perfil de cor. Abra ele no PC e junto com o que lhe foi entregue comece a calibrar seu monitor abrindo os controles da placa de vídeo mexendo no brilho, contraste, RGB, e gamma que deve ficar entre 1.8 e 2.2.  Quando chegar o mais próximo possível do target impresso salve o perfil e seu monitor  que a partir dai estará calibrado com o do laboratório e consequentemente com a impressora do mesmo.



Cada laboratório, mesmo sendo da mesma rede, possui diferenças nos perfis de cores sendo que toda vez que trocar de laboratório é preciso repetir a operação de calibragem do monitor. Aliás mesmo que não troque de laboratório é necessário refazer a calibragem a cada três meses mais ou menos para ter confiabilidade até porque o monitor se desgasta com o tempo alterando essa regulagem.

Sabendo que seu monitor está calibrado, leve algumas fotos para serem impressas mas a primeira coisa que você terá que pedir, que até foi uma dica do meu primeiro professor de fotografia, é que revele as fotografias mas sem correção alguma. Essas fotos impressas tem que estar com as cores também o mais fieis possíveis do que quando você as viu no monitor do computador.

Também é possível que em alguns casos específicos, você leve seu monitor ou computador para que o próprio laboratório faça a calibragem para você.

Outra dica também, esqueça monitores de laptop, notebook ou que seja, eles são feitos para economizar energia e por isso não conseguem entregar toda a gama de cores, somente em raríssimas exceções isso é feito. Também esqueça qualquer monitor barato porque o efeito é parecido com os de notebook não entregando todas as cores. Existem monitores profissionais e especializados que entregam de 97% à 100% de toda a gama de cores e são nesses que é possível confiar.
     
A dica seguinte é que podemos substituir o target por uma foto recém impressa no laboratório escolhido. Geralmente uso uma foto que contenha uma pessoa (não é o caso abaixo) para que o tom de pele seja o mais natural possível. Importante relembrar que a foto usada para calibrar o monitor também não pode ter sofrido correção do laboratório.



Outra maneira mas um pouquinho mais complicada é que na hora que você estiver preparando as fotos para revelação, pegar uma barrinha de escala de cinzas como essa abaixo e usá-la como referencia para o tratamento final das fotos. Então é só pedir para o laboratorista usá-la como referencia na hora da impressão deixando-a em uma das bodas da fotografia também como na foto abaixo. Como essa escala de cinza possui o preto e o branco puros é difícil sair algo errado se quem vai revelar suas fotos se dedicar. Claro que no seu monitor a escala de cinza também deve estar correta, branco branco, preto preto, nada de branco amarelado ou preto esverdeado. Depois podemos pedir para cortar a borda da fotografia para que a escala não saia no trabalho final.




Claro que qualquer monitor seja ele CRT, LCD ou mesmo de LED possui iluminação que dará uma certa diferença, tanto nas cores como no brilho. Nunca fica 100% exato mas se fizer tudo direitinho o resultado será bem aproximado.

A última dica é que você tenha sempre um laboratório de reserva pois caso dê problema no primeiro você sempre terá onde revelar suas fotos.

Até a próxima dica!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Resumo 2015

Olá pessoal!

Mais um ano chegando ao fim e agora vou falar um pouco do que aconteceu nesse ano com o "Blog Fotodica"



O Blog Fotodica começou em 03 de Agosto de 2011 com menos de 20 visitas mensais.Hoje não para de crescer, das 500 visitas mensais em média que tivemos em 2014 passamos para mais de 700 ao longo desse ano. Só nesse último mês de Dezembro estamos caminhando para quase mil visitas e agora conto com vocês para bater essa meta e dobrar a meta ( :-P ) compartilhando com os amigos!

Com publicações mensais desde 2014, ano que deixou de ser quinzenal, o BLOG FOTODICA sempre leva conhecimento para qualquer pessoa sempre com uma linguagem simples e direta.

Em 2015 falamos sobre fotografia HDR, também falamos um pouco mais das diferenças entre fotografar em RAW ou JPEG, e quais são as diferenças fotografando com câmeras cropadas ou Full Frame. Tiramos também algumas dúvidas sobre fotografia com flash dedicado que é uma dúvida muito recorrente, tanto que as cinco postagens mais vistas são sobre flash dedicado e a postagem mais vista desde o começo do blog é a dica sobre velocidade de sincronismo do flash. Se você ainda tem dúvidas sobre o tema, deixe aqui nos comentários.

Como novidade estreamos o "Canal Fotodica" no Youtube que é para dar dicas interessantes e em vídeo. Até o momento o canal possui apenas um vídeo sobre como montar um soft box caseiro que rendeu até um vídeo com erros de gravação muito engraçado, teve até luta contra fita adesiva!

Esse ano vão continuar as dicas mensais todo dia 30 e quem sabe a primeira entrevista do "Blog Fotodica". Também vamos continuar com as "videodicas" no "Canal Fotodica" no Youtube. Vai ser um ano de experiências e bem interessante. Também vamos ter dúvidas do pessoal respondidas aqui no blog com o tema "Fotodica Responde". Então deixe suas dúvidas aqui nos comentários que logo farei o "Fotodica Responde nº1"! Estamos também abertos a sugestões para melhorar cada vez mais o BLOG FOTODICA.

Também não deixe de nos seguir e compartilhar com os amigos hein!

Por fim desejo a todos um 2016 com muita PAZ, SAÚDE, SUCESSO, e porque não ótimas FOTOGRAFIAS junto com o Blog FOTODICA!

Grande Abraço e 2016 tem mais!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Dúvidas sobre Flash.

Olá.
Devido a muitas dúvidas do pessoal sobre flash fotográfico hoje vou responder algumas questões tipo bate papo. Se tiver dúvidas é só continuar lendo. Vamos lá?

Pergunta: Quais são as características da luz do flash?

Resposta: A luz do flash é uma luz dura que produz sombras pronunciadas, completamente branca (5500k) e que o "estouro" dura aproximadamente 1 milésimo de segundo (1/1000).

Pergunta: Quais os tipos mais comuns de flash que existem?

Resposta: Basicamente existem dois tipos de flash, o embutido e o dedicado.

Pergunta: Quais as diferenças entre o flash embutido nas câmeras e o flash dedicado?

Resposta: Os flashes dedicados têm maior flexibilidade na operação, com maiores configurações além de maior potência e menor tempo de reciclagem. 

Flash embutido
Flash dedicado
Pergunta: O que seria o tempo de reciclagem?

Resposta: O tempo de reciclagem é o tempo que o flash demora para estar pronto para o próximo disparo, geralmente o flash dedicado demora em média 3 segundos quando disparado na potência máxima enquanto o flash embutido leva praticamente de sete a quase doze segundos também se disparado na potência máxima.

Pergunta: O que é Número Guia?

Resposta: Também conhecido como a abreviação NG, é um número que cada modelo de flash tem para o fotógrafo se basear e conseguir configurar a potência correta do flash pois ela indica a distância que a luz do flash consegue atingir em ISO 100 na potência máxima. 
Para conseguir regular o flash corretamente o fotógrafo precisa fazer uma pequena conta levando em conta as variáveis como distância do assunto, abertura do diafragma e a potência que seria o número guia do flash. Exemplo:

Número Guia / Diafragma = Distância.

Número Guia / Distância  = Abertura do diafragma.

Distância / Abertura do Diafragma = Potência a ser usada.

Para facilitar vou colocar uma tabelinha abaixo para um flash com NG 43.


No caso de flash com tecnologia TTL esse cálculo é feito automaticamente pela câmera não precisando em um primeiro momento de interferência do fotógrafo.

Pergunta: Como  é feita a medição TTL?

Resposta: Para a medição TTL o flash faz um pré disparo e esse disparo é medido pela câmera que em frações de segundo manda um comando para o flash disparara com mais ou menos intensidade para que o assunto seja corretamente exposto.

Pergunta: O que é velocidade de sincronismo?

Resposta: Velocidade de sincronismo é a velocidade máxima que deve ser configurada no obturador para que a fotografia não fique com problemas por causa da cortina do obturador. Câmeras com obturador de plano focal como são no caso de 99,9% das câmeras reflex digitais (DSLR) essa velocidade varia de 1/160s à 1/250s. Consulte no manual qual a velocidade de sincronismo de sua câmera.

Pergunta: Posso usar uma velocidade mais lenta no obturador?

Resposta: Sim, respeitando a fotometria do ambiente pois o disparo do flash dura apenas 1/1000s e por isso ele congela qualquer movimento, seria como se você tivesse disparado com 1/1000s na velocidade do obturador.

Pergunta: E uma velocidade mais alta que a de sincronismo, posso usar? 

Resposta: Depende, se sua câmera e seu flash permitir a configuração de sincronia de alta velocidade (high Sync Speed) geralmente identificado com um raiozinho seguido de um H, mas essa configuração consome muita bateria do flash pois ele faz vários disparos para conseguir sincronizar com a abertura do obturador.

Pergunta: E o que é sincronismo de segunda cortina, como ele é feito?

Resposta: Ao invés do flash disparar logo que o obturador se abre, o flash irá disparar quando o obturador começa a fechar dando um efeito diferente na fotografia pois primeiro capta o movimento e apenas depois o flash é disparado.

Obturador de plano focal

Agora um pouco de dúvidas sobre técnicas:

Pergunta: Porque quando fotografamos uma pessoa ela as vezes sai com olhos vermelhos na foto?

Resposta: O efeito de olhos vermelhos acontece quando a luz do flash bate no fundo do olho do fotografado que é uma região extremamente vascularizada e acontece com muita frequência quando fotografamos uma pessoa em locais escuros porque a pupila está muito dilatada. Para evitar esse efeito devemos ou fotografar em um ambiente mais claro, ou se sua câmera tiver usar o recurso de redução de olhos vermelhos. Ela ou dispara uma sequencia de flashes antes do flash principal ou emite uma luz intensa para que a pupila do fotografado se feche evitando o efeito. Também podemos usar o recurso de flash rebatido para que a luz do flash não chegue diretamente aos olhos do fotografado.

Pergunta: O que é flash rebatido?

Resposta: Na maioria dos flashes dedicados é possível girar ou inclinar a cabeça (que é a parte onde se encontra a "lâmpada") para que a luz rebata em alguma superfície antes iluminar o assunto. Essa técnica é muito usada para suavizar as sombras provocadas pela luz dura do flash.

Pergunta: Queria suavizar a luz do flash mas não tenho onde rebater, existe algum outro modo que consiga fazer isso?

Resposta: Sim, você pode usar um difusor na frente do flash. Alguns flashes dedicados já vêm embutido uma pequena plaquinha difusora e em outros você precisa comprar a parte um "copinho" difusor. Também existem rebatedores como o a foto abaixo.




Pergunta: Sempre que uso o flash e o fundo da minha fotografia sai completamente escuro, o que estou fazendo de errado?

Resposta: Para que o fundo da sua foto não sair escuro o ideal é usar a técnica chamada de luz mista que consiste em fotometrar o ambiente e usar essas configurações de velocidade de obturador e abertura do diafragma quando for utilizar o flash. Lembrando de não exceder a velocidade de sincronismo do flash.

Pergunta: Posso alterar a cor da luz do meu flash para criar uma luz mais "criativa"?

Resposta: Sim, no mercado existem as chamadas gelatinas que são feitas de um material especial e colorido que colocadas na frente do flash alteram a cor da luz emitida por ele. Elas são muito usadas quando precisa equilibrar a luz ambiente com a do flash.

Pergunta: Posso usar meu flash em um dia ensolarado?

Resposta: Sim, com certeza! Dias ensolarados resultam em luz dura que produz sobras muito intensas e para isso você pode usar a técnica de flash de preenchimento (fill flash) que é uma técnica parecida com a luz mista mas você irá preencher as sombras com a luz do flash. O ideal que nesses casos o flash pareça que não foi disparado e para isso você deverá usar uma potência menor que o necessário (cerca de 1 ponto menos) do que seria para iluminar a cena apenas com o flash.

Pergunta: Em um show, evento ou espetáculo onde a iluminação é precária, posso usar flash?

Resposta: De maneira alguma! A iluminação do palco já é pensada para dar o clima da apresentação e por mais que não pareça ela já é suficiente. Usar o flash nesses casos além de ser uma imensa falta de respeito com os artistas e o público que está assistindo o show. Ele também destrói todo o trabalho do técnico de iluminação pois a luz completamente branca do flash acaba com o clima da apresentação que foi previamente planejado. No caso de palcos que são mais afastados da plateia, a luz do flash por mais potente que seja mal chegará ao destino mas incomodará demais os artistas. Por isso, flash em apresentação NUNCA, Jamais!!!

Espero ter respondido as perguntas, caso você tenha mais alguma, deixe nos comentários!

Até a próxima!

sábado, 30 de maio de 2015

Fotografia HDR - High Dynamic Range

Na última postagem falei sobre o que é alcance dinâmico e como essa característica interfere na fotografia. Dessa vez vou falar sobre uma técnica que é usada para quebrar essa limitação do sensor ou filme, a técnica HDR.

O significado da sigla HDR em inglês é High Dynamic Range, traduzindo para o português Alto Alcance Dinâmico. Ele serve para produzir uma fotografia com uma gama de tons mais alta do que conseguiríamos com uma simples exposição.

Um exemplo onde a técnica HDR é muito usada são em fotografias de paisagem devido ao contraste entre o céu e a terra comumente encontrado nessa situação.

Quem nunca tentou fotografar uma paisagem linda mas que na hora do clique o céu ficou completamente branco, todo estourado e então você tentou compensar isso subexpondo um pouco a fotografia conseguindo um céu lindo mas a terra ficou completamente escura?

Páteo do Collegio - Centro de SP

 O olho humano consegue distinguir uma gama elevadíssima de tons entre as áreas de sombra e luz da cena, já câmeras fotográficas por mais avançadas que sejam não conseguem nem chegar perto disso.

Quem nunca viu aquele Pôr do Sol lindo com montanhas ao fundo com cores bem vivas e definidas? Provavelmente o fotógrafo usou a técnica de HDR para produzir essa imagem.


Para conseguir fazer uma foto em HDR são utilizadas normalmente três fotos idênticas (podem ser usadas mais fotos) mas com exposições diferentes mudando apenas a velocidade do obturador. Geralmente usa-se uma diferença de um, dois ou três pontos entre elas. Uma para conseguir uma foto sub-exposta, uma outra com exposição correta e a última superexposta. Pra simplificar ao máximo, basicamente o HDR é conseguido mesclando as áreas claras da imagem subexposta e as áreas de sombra da imagem superexposta na imagem corretamente exposta que está como base. Fazendo isso é conseguido as melhores informações de cor e luminosidade em cada área da imagem para produzir uma imagem final onde o resultado é uma fotografia com todas as áreas corretamente expostas e de grande variedade tonal.

Veja no exemplo abaixo:


 Foto original corretamente exposta

Perceba que na foto original temos um céu até legal mas com algumas áreas bem estouradas e a grama assim como a parte da entrada do espaço.

 Foto subexposta

Agora na foto subexposta temos um céu mais interessante sem nenhuma parte estar estourada mas em compensação todo o restante da fotografia ficou bem escura, se quisesse realçar só o céu estaria mais ou menos legal mas a intenção originalmente é usar a imagem como um todo.
Foto Superexposta

Já na foto superexposta para conseguir informação nas áreas de sombra não somente o céu ficou completamente estourado mas também a construção quase se confunde com ele de tão branco que ficou.

O único jeito para conseguir informação em tudo é mesclando as três fotos em HDR para conseguirmos o seguinte resultado:

 Foto em HDR

Veja como conseguimos realçar as áreas de sombra da imagem original sem que o céu ficasse completamente estourado. Interessante não é?

Claro que HDR não é colar o céu da subexposta ou a parte da grama da superexposta na foto de base, é mais que isso, novamente ele mescla as melhores informações das áreas de luz, sombras e cor para que foto resultante desse processo tenha uma fotografia com uma gama de tons entre as áreas de alta e baixa luz muito maior se aproximando um pouco mais do que o olho humano consegue distinguir.

Mas muitas pessoas usam HDR não como técnica mas sim como efeito conseguindo alguma coisa parecida com a foto abaixo em que foi utilizado as mesmas três fotos do exemplo acima mas com ajustes completamente exagerados.



Com bons programas de edição de imagem você consegue fazer HDR mas também existem programas específicos para esse fim. Também é possível encontrar o recurso em câmeras digitas e até em celulares!

Existe porém uma restrição. Devido a técnica HDR exigir que você use no mínimo três fotos idênticas ela não funciona em fotos em movimento. Recomenda-se até usar um tripé para que não resulte numa foto aparentemente tremida.

E você ficou com vontade de fazer uma foto HDR? Mostre aqui o resultado deixando nos comentários!

Até mais!

Fotos: Flávio Cabral      Edição HDR: Klaus Jessen

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Calibragem do monitor

Essa semana a foto de um vestido deu o que falar na internet. Ninguém conseguia distinguir a cor exata dele, se era preto e azul ou branco e dourado e aproveitando isso vou falar pouco sobre calibragem de cores no monitor mas vou falar apenas superficialmente sobre isso que é extremamente importante.

Veja a foto abaixo de um ponto extremamente conhecido da cidade de São Paulo o Viaduto Santa Efigênia no centro da cidade simulando a vista da mesma foto mas em dois monitores distintos:

Monitor 1

Monitor 2
 Agora eu te pergunto, qual a cor correta da iluminação do viaduto? Amarelão ou mais dourado?
Não parece a questão do vestido?

Antigamente com fotos analógicas não tínhamos tantos problemas com isso principalmente quando os fotógrafos tinham que mostrar seus trabalhos aos clientes no papel pois depois que saía do laboratório e aprovado pelo fotógrafo era isso que o cliente via exatamente e isso que o fotógrafo moderno precisa resolver antes de ter problemas pois como disse fotografia não é apenas apertar um botão, ele precisa cuidar desde o momento do disparo até a fotografia chegar ao cliente final.

Hoje em dia com o advento das câmeras digitais o fotógrafo já não tem tanto controle doque seu cliente vê a não ser que ele ande com o monitor calibrado mas sabemos que a realidade não é essa.
Hoje seu cliente pode ver no seu monitor e achar a foto linda mas no dia seguinte ele abrirá a mesma foto em sua casa ou na do seu primo e a foto fica com as cores completamente diferentes da que ele viu no seu monitor porque o dele pode estar com uma regulagem diferente, com mais ou menos brilho ou contraste, mais ou menos saturado, com temperatura de cor diferente deixando a foto mais fria ou mais quente e isso é um problema que aflige muitos profissionais mesmo tendo ferramentas para minimizar isso.

Hoje existem além dos perfis de cores que ajudam a minimizar esse problema além equipamentos que calibram o monitor, scanner e impressora para fazer com que a cor que você esteja vendo no monitor seja exatamente a ser impressa. Laboratórios também podem disponibilizar o perfil de cores dos seus equipamentos para fazer a correção. Isso resolve o seu problema com o laboratório mas não resolve muito o problema com seu cliente pois ele invariavelmente principalmente nos dias de hoje com os Tablets e Smartphones ele sempre vai ver as fotos em monitores diferentes e muitos sequer aceitam regulagens e sempre vai ver a tal foto diferente do que quando ele viu a primeira vez quando a achou linda.

Você mesmo pode não estar vendo a foto acima como estou vendo agora no meu monitor e vou fazer um desafio. Vá lá a noite no viaduto Santa Efigênia (Não me responsabilizo por seus equipamentos) e me diga qual foto está com as cores mais parecidas com as cores reais da ponte, a do monitor 1 ou a dor monitor 2 e deixe sua observação nos comentários.

Existe uma ferramenta nos sistemas operacionais que ajudam a calibrar o monitor onde você vai seguindo as orientações para chegar em uma calibragem padrão mas dificilmente alguém executa essa ferramenta e também pode não coincidir com a calibragem do seu laboratório. 

Para isso um jeito bem espartano que pode ser usado como paliativo para calibrar o monitor é você fotografar e sem editar a foto ir até o laboratório de sua confiança e mandar "revelar" a foto sem correção alguma e tendo ela como base calibrar seu monitor mexendo no contraste, brilho, temperatura de cor, tons, RGB (se permitir) aproximando o máximo das cores da fotografia que você acabou de revelar no laboratório pois assim sempre que revelar naquele laboratório suas fotos irão coincidir com a foto que você verá nos monitores que você "calibrou".

O melhor mesmo sem dúvida alguma é investir em um monitor profissional e um colorímetro que a grosso modo é um calibrador de cores para que você não tenha mais dor de cabeça com impressões erradas.

Ah, só para constar, a foto do vestido não é problema de calibragem de monitor mas é uma edição de uma foto em que o "editor" mexeu em coisas básicas mas isso vou falar no próximo post.

Até lá!

domingo, 30 de novembro de 2014

Fotografia em PB (Preto e Branco)

Olá.

Hoje vou falar um pouco sobre fotografia preto e branco.



Rua Fantasma

A fotografia PB como é comumente chamada no meio fotográfico é um estilo de fotografia que consegue exprimir um maior sentimento porque não deixa as distrações das cores influenciarem no contexto da fotografia deixando ainda mais evidente o que o fotógrafo quer transmitir trazendo a tona detalhes  que a fotografia colorida permitia sequer perceber.

Mercadão de São Paulo

Mercadão de São Paulo

Saída fotográfica Fujifilm

Quando a fotografia foi inventada a fotografia era uma limitação pois não existia filmes coloridos. Hoje ela é considerada uma opção artística se tonando um diferencial das fotos coloridas de hoje.


 Gosto muito de fazer fotografias noturnas em PB onde a luz me permite ter um belo contraste entre luz e sombra. Também gosto quando estou fotografando arquitetura ou objetos antigos ou clássicos para explorar os detalhes ao máximo sem ter as cores como distração. Perceba como a estátua na foto abaixo fica escondida na foto colorida e como ela destaca-se muito mais na fotografia em PB.


 

Gosto também quando quero passar um sentimento mais acentuado ou dar maior dramaticidade a cena como a do pobre cachorrinho abaixo.


Abaixo vou dar algumas dicas para a fotografia em PB.

- Estude a luz. Não tenha pressa de fotografar. Uma foto com uma luz bem feita é muito melhor que 100 fotografias com uma luz pobre.

- Abstraia as cores mentalmente. Isso é um exercício constante que lhe ajudará a entender a luz.

- Pense em uma composição onde os detalhes sejam realçados pois eles que dão todo o charme de uma foto em PB.

- Em câmeras digitais fotografe a cores mas sempre pense no resultado em PB.

- Mais uma vez busque sempre os detalhes.

Até mais!