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domingo, 1 de setembro de 2019

Dica rápida: Flash

Olá pessoal,
Sei que a postagem está um pouco atrasada mas não podia de deixar uma fotodica.

Essa vai para flash dedicado, mais especificamente flashes que usam pilhas palito.

Evitem deixar pilhas dentro do flash.
Quanto terminar o uso do flash tirem as pilhas para melhor conservação da carga. Isso também evita que as pilhas vazem dentro do flash estragando o equipamento.

Uma outra boa dica é carregar as pilhas no dia anterior do uso, isso garante que você terá pilhas carregadas pronta para o uso, sem surpresas desagradáveis.

Também por experiência própria, pilhas alcalinas duram menos que as recarregáveis. No mínimo duram menos da metade das pilhas recarregáveis com a carga completa.

Pilhas recarregáveis podem ser recarregadas pelo menos uma centena de vezes antes de apresentar algum problema no recarregamento. Isso faz com que o preço mesmo elevado das pilhas recarregáveis compense o menor preço das alcalinas.

Uma última dica é usar sempre o mesmo jogo de pilhas para evitar usar uma mais desgastada que as outras do conjunto mesmo que sejam recarregadas juntas (geralmente flash dedicado usa jogo de quatro pilhas). Também evitem de colocar pilhas com carga máxima com pilhas fracas para evitar danos ao circuito do flash.

Seguindo essas dicas seu flash vai durar muito!

Gostaram dessa diquinha rápida?
Até a próxima!!!

domingo, 31 de março de 2019

A matemática na fotografia

Olá pessoal.

Você gosta de ciências exatas? A fotografia usa muito essa área de estudo, principalmente a matemática e a física.
Pensando friamente na fotografia, ela consiste em realizar vários cálculos para se chegar a um resultado final satisfatório.

Vou aqui abaixo demonstrar alguns cálculos básicos na fotografia.

O mais básico é calcular a exposição que consiste em saber qual a abertura e o tempo de exposição junto com o fator ISO para conseguir a exposição perfeita para aquela quantidade de luz existente no local. Abaixo vou deixar o link da postagem que falo sobre isso:

https://fotodica.blogspot.com/2011/12/fotometria.html

Se estiver usando flash para fazer a fotografia, você deverá calculara a potência a ser utilizada para que a foto não fique estourada ou escura demais. O calculo é relativamente simples.
Todos os flashes tem um Número Guia (NG), que como o próprio nome já diz, é um número que vai te guiar para começar realizar os cálculos. A partir dele você deverá dividir pela distância do objeto a ser fotografado para saber qual a abertura correta da objetiva a ser usada para que se obtenha uma correta exposição.
Esse calculo também pode ser feito "ao contrario" dividindo o NG da objetiva pela abertura da objetiva para saber a distância em que o flash está chegando. Da mesma forma anterior vou deixar o link:

https://fotodica.blogspot.com/2012/05/usando-o-flash.html

Aliás, não falei isso nos parágrafos anteriores, cada ponto de abertura da objetiva deixa entrar o dobro ou a metade da luz. Se você abrir de F4 para F2.8 ela deixará passar o dobro de luz. A consequência dessa ação é que você terá uma menor profundidade de campo. Ou seja, sua fotografia provavelmente terá um fundo mais desfocado que também deverá ser calculado para que a fotografia saia perfeitamente focada em todos os pontos desejados. Ai temos a física agindo.

https://fotodica.blogspot.com/2011/10/abertura.html

Agora se quiser ou precisar ter uma maior profundidade de campo poderá manter minha objetiva mais fechada e compensar ou aumentando o tempo de exposição correndo o risco de sair uma foto tremida ou borrada ou o elevando o ISO que me dará mais ruído na fotografia. A escolha é sua.

Está vendo como uma coisa leva a outra?  Toda essa compensação é feita na base de cálculos matemáticos.

Tudo isso sem falar em regra dos terços, lei ou proporção áurea que já cai em cálculos geométricos fora outras formas cálculos.

O que foi dito aqui é o básico do básico do básico.

Até a próxima com uma nova fotodica!!!

domingo, 30 de setembro de 2018

Flash Ou LED?


Olá pessoal,

Hoje em dia com a popularização de vídeos produzidos por câmeras DSLR, também se popularizou um outro tipo de iluminação, a iluminação LED.

O LED foi pensado para ser usado na produção de vídeos, mas não impede usá-los em fotografia. 

Diferentemente do flash, a iluminação LED é um tipo de luz continua mas produz uma luz igualmente dura, ou seja, que produz sombras muito projetadas sobre o assunto. Além disso sua cobertura é mais concentrada causando algumas vezes forte vinheta nas fotografias dependendo como é usado.

A princípio o LED parece ser muito fácil de trabalhar, porém em alguns tipos de fotografia apenas.

O LED é interessante para fazer fotos de assuntos estáticos pois ela não congela o assunto como o flash e dependendo do tipo ou tamanho do LED você precisará usar velocidades baixas do obturador pois sua luz é menos potente.

Para fazer retratos e fotos de pessoas esqueça. O LED incomoda demais principalmente se for usado na potência máxima. Já o flash não incomoda tanto e como sua luz é muito rápida, por volta de 1/1000 de segundo o organismo não tem como reagir ao excesso de luz produzido pelo disparo.

O LED pode ser usado juntamente com o flash em algumas ocasiões já que ambos produzem luz branca em locais onde a luz do flash não chega servindo como um complemento quando não se tem um segundo flash a disposição.

Falando em temperatura de cor, alguns tipos de LED já vem com uma gelatina laranja para produzir uma luz mais quente e outros até possibilitam você regular as cores RGB que possibilita obter várias tonalidades de cor. Muito interessante para realizar uam fotografia com iluminação bem criativa.

E você, já pensou em usar iluminação LED nas suas fotografias? Deixe aqui nos comentários sua experiência!

Até mais!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Leia o manual!


Hoje vou dar uma dica muito básica mas quase ninguém segue, leia o manual de instruções de sua câmera.

O manual contém dicas preciosas de como funciona o equipamento seja ele qual for. Pode ser do corpo da câmera, de uma lente, do flash, enfim, tudo. E não só isso, ele te ajuda a conservar o equipamento dando dicas de como deve ser feita a limpeza e o acondicionamento.

Muitas perguntas que recebo aqui no blog e também pessoalmente quando vou a encontros de grupos de fotografia são referentes a coisas que estão escritas no manual. Não que eu não goste de responder vocês, muito pelo contrário, eu adoro essa interação.

Ler o manual facilita o entendimento do funcionamento do equipamento. Eu mesmo quando pego um equipamento novo, seja ele qual for, a primeira coisa que faço é ler o manual mesmo que eu saiba como o utilizar. Das minhas câmeras devo ter lido umas dez, quinze vezes de cada uma delas não por conta da língua estrangeira, mas porque é muito importante o estudar para descobrir qual função do equipamento se adapta mais a proposta que você quer realizar.  As vezes você pode misturar duas dicas para que se adeque mais a tarefa que você quer fazer.

No caso dos manuais de equipamentos fotográficos ele até ajuda a ser um fotógrafo melhor dando dicas e sugestões de como realizar aquela foto que você tanto quer.

O manual também é considerado um livro e livro é conhecimento. E você, já leu o manual da sua câmera? Que tal começar agora?

Deixe aqui nos comentários se você já leu manual de seus equipamentos fotográficos ou ficou com aquela preguicinha básica.

Até a próxima dica

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

1ª Videodica do Canal Fotodica - Softbox para flash dedicado

Olá pessoal,

Para comemorar os quatro anos do "Blog Fotodica" completados em Agosto desse ano, resolvi criar um Canal de vídeos no Youtube, o "Canal Fotodica" onde darei dicas de fotografia variadas e não só as dicas que são publicadas aqui.

Para inaugurar o canal e como muitos de vocês me pedem dicas para flash vou mostrar como fazer uma softbox para flash dedicado só que de material reciclado.

Muito usado em ensaios a softbox serve para deixar a luz do flash mais suave diminuindo as sombras mas ao mesmo tempo concentrada no ponto desejado, diferente do difusor onde a luz se espalha pelo ambiente.

Para fazer a softbox de material reciclado você vai precisar do seguinte material:

1 caixa de papelão pequena.
1 folha de papel alumínio.
2 folhas de papel toalha ou manteiga
1 rolo de fita adesiva
1 tesoura ou estilete
1 régua
1 caneta permanente, usada para escrita em CD

Quer saber como fazer a montagem do softbox? Então clique no link abaixo para ver o vídeo!

MONTAGEM DO SOFTBOX.

Ah, não deixe de se inscrever no canal e compartilhar com os amigos, ok!

Se você gostou da ideia e quiser mais dicas em vídeo deixe nos comentários!

Só um aviso, as dicas no "BLOG FOTODICA" continuarão a ser publicadas todo dia 30 de cada mês e por isso não deixe de dar sempre uma passadinha por aqui!

Abraço e até a próxima dica!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Dúvidas sobre Flash.

Olá.
Devido a muitas dúvidas do pessoal sobre flash fotográfico hoje vou responder algumas questões tipo bate papo. Se tiver dúvidas é só continuar lendo. Vamos lá?

Pergunta: Quais são as características da luz do flash?

Resposta: A luz do flash é uma luz dura que produz sombras pronunciadas, completamente branca (5500k) e que o "estouro" dura aproximadamente 1 milésimo de segundo (1/1000).

Pergunta: Quais os tipos mais comuns de flash que existem?

Resposta: Basicamente existem dois tipos de flash, o embutido e o dedicado.

Pergunta: Quais as diferenças entre o flash embutido nas câmeras e o flash dedicado?

Resposta: Os flashes dedicados têm maior flexibilidade na operação, com maiores configurações além de maior potência e menor tempo de reciclagem. 

Flash embutido
Flash dedicado
Pergunta: O que seria o tempo de reciclagem?

Resposta: O tempo de reciclagem é o tempo que o flash demora para estar pronto para o próximo disparo, geralmente o flash dedicado demora em média 3 segundos quando disparado na potência máxima enquanto o flash embutido leva praticamente de sete a quase doze segundos também se disparado na potência máxima.

Pergunta: O que é Número Guia?

Resposta: Também conhecido como a abreviação NG, é um número que cada modelo de flash tem para o fotógrafo se basear e conseguir configurar a potência correta do flash pois ela indica a distância que a luz do flash consegue atingir em ISO 100 na potência máxima. 
Para conseguir regular o flash corretamente o fotógrafo precisa fazer uma pequena conta levando em conta as variáveis como distância do assunto, abertura do diafragma e a potência que seria o número guia do flash. Exemplo:

Número Guia / Diafragma = Distância.

Número Guia / Distância  = Abertura do diafragma.

Distância / Abertura do Diafragma = Potência a ser usada.

Para facilitar vou colocar uma tabelinha abaixo para um flash com NG 43.


No caso de flash com tecnologia TTL esse cálculo é feito automaticamente pela câmera não precisando em um primeiro momento de interferência do fotógrafo.

Pergunta: Como  é feita a medição TTL?

Resposta: Para a medição TTL o flash faz um pré disparo e esse disparo é medido pela câmera que em frações de segundo manda um comando para o flash disparara com mais ou menos intensidade para que o assunto seja corretamente exposto.

Pergunta: O que é velocidade de sincronismo?

Resposta: Velocidade de sincronismo é a velocidade máxima que deve ser configurada no obturador para que a fotografia não fique com problemas por causa da cortina do obturador. Câmeras com obturador de plano focal como são no caso de 99,9% das câmeras reflex digitais (DSLR) essa velocidade varia de 1/160s à 1/250s. Consulte no manual qual a velocidade de sincronismo de sua câmera.

Pergunta: Posso usar uma velocidade mais lenta no obturador?

Resposta: Sim, respeitando a fotometria do ambiente pois o disparo do flash dura apenas 1/1000s e por isso ele congela qualquer movimento, seria como se você tivesse disparado com 1/1000s na velocidade do obturador.

Pergunta: E uma velocidade mais alta que a de sincronismo, posso usar? 

Resposta: Depende, se sua câmera e seu flash permitir a configuração de sincronia de alta velocidade (high Sync Speed) geralmente identificado com um raiozinho seguido de um H, mas essa configuração consome muita bateria do flash pois ele faz vários disparos para conseguir sincronizar com a abertura do obturador.

Pergunta: E o que é sincronismo de segunda cortina, como ele é feito?

Resposta: Ao invés do flash disparar logo que o obturador se abre, o flash irá disparar quando o obturador começa a fechar dando um efeito diferente na fotografia pois primeiro capta o movimento e apenas depois o flash é disparado.

Obturador de plano focal

Agora um pouco de dúvidas sobre técnicas:

Pergunta: Porque quando fotografamos uma pessoa ela as vezes sai com olhos vermelhos na foto?

Resposta: O efeito de olhos vermelhos acontece quando a luz do flash bate no fundo do olho do fotografado que é uma região extremamente vascularizada e acontece com muita frequência quando fotografamos uma pessoa em locais escuros porque a pupila está muito dilatada. Para evitar esse efeito devemos ou fotografar em um ambiente mais claro, ou se sua câmera tiver usar o recurso de redução de olhos vermelhos. Ela ou dispara uma sequencia de flashes antes do flash principal ou emite uma luz intensa para que a pupila do fotografado se feche evitando o efeito. Também podemos usar o recurso de flash rebatido para que a luz do flash não chegue diretamente aos olhos do fotografado.

Pergunta: O que é flash rebatido?

Resposta: Na maioria dos flashes dedicados é possível girar ou inclinar a cabeça (que é a parte onde se encontra a "lâmpada") para que a luz rebata em alguma superfície antes iluminar o assunto. Essa técnica é muito usada para suavizar as sombras provocadas pela luz dura do flash.

Pergunta: Queria suavizar a luz do flash mas não tenho onde rebater, existe algum outro modo que consiga fazer isso?

Resposta: Sim, você pode usar um difusor na frente do flash. Alguns flashes dedicados já vêm embutido uma pequena plaquinha difusora e em outros você precisa comprar a parte um "copinho" difusor. Também existem rebatedores como o a foto abaixo.




Pergunta: Sempre que uso o flash e o fundo da minha fotografia sai completamente escuro, o que estou fazendo de errado?

Resposta: Para que o fundo da sua foto não sair escuro o ideal é usar a técnica chamada de luz mista que consiste em fotometrar o ambiente e usar essas configurações de velocidade de obturador e abertura do diafragma quando for utilizar o flash. Lembrando de não exceder a velocidade de sincronismo do flash.

Pergunta: Posso alterar a cor da luz do meu flash para criar uma luz mais "criativa"?

Resposta: Sim, no mercado existem as chamadas gelatinas que são feitas de um material especial e colorido que colocadas na frente do flash alteram a cor da luz emitida por ele. Elas são muito usadas quando precisa equilibrar a luz ambiente com a do flash.

Pergunta: Posso usar meu flash em um dia ensolarado?

Resposta: Sim, com certeza! Dias ensolarados resultam em luz dura que produz sobras muito intensas e para isso você pode usar a técnica de flash de preenchimento (fill flash) que é uma técnica parecida com a luz mista mas você irá preencher as sombras com a luz do flash. O ideal que nesses casos o flash pareça que não foi disparado e para isso você deverá usar uma potência menor que o necessário (cerca de 1 ponto menos) do que seria para iluminar a cena apenas com o flash.

Pergunta: Em um show, evento ou espetáculo onde a iluminação é precária, posso usar flash?

Resposta: De maneira alguma! A iluminação do palco já é pensada para dar o clima da apresentação e por mais que não pareça ela já é suficiente. Usar o flash nesses casos além de ser uma imensa falta de respeito com os artistas e o público que está assistindo o show. Ele também destrói todo o trabalho do técnico de iluminação pois a luz completamente branca do flash acaba com o clima da apresentação que foi previamente planejado. No caso de palcos que são mais afastados da plateia, a luz do flash por mais potente que seja mal chegará ao destino mas incomodará demais os artistas. Por isso, flash em apresentação NUNCA, Jamais!!!

Espero ter respondido as perguntas, caso você tenha mais alguma, deixe nos comentários!

Até a próxima!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Resumo 2014

Olá.

Como todo fim de ano vou falar sobre o que aconteceu nesse ano no Blog Fotodica.

Bom, a maior diferença dos anos anteriores foi que o blog deixou de ser quinzenal e passou a ser mensal. Isso para ter maior qualidade nas dicas passadas aqui.

Por mês o Blog Fotodica tem em média mais de 500 visitas sendo que a dica mais visitada foi a em que falo sobre velocidade de sincronismo do flash com mais de 1600 visitas. Aliás as quatro dicas mais visitadas são relacionadas com o uso do flash. Se ainda tiver dúvidas sobre eles que tal me deixar nos comentários?

Até o momento o Blog recebeu mais de 15.000 visitas desde quando começou em Agosto de 2011, um número ainda baixo mas com ajuda e divulgação de vocês espero que esse número cresça muito, aliás foi esse ano que o blog atingiu a marca de 10.000 visitantes.

Esse ano foi falado vários assuntos que sempre geram discussões como caso do uso de celular ao invés de câmeras digitais ou mesmo a diferença entre o sistema digital ou de filme. Falei também sobre o Histograma, aquele gráfico que muitos fotógrafos não entendem para que serve, que no começo parece um verdadeiro bicho de sete cabeças mas que depois de estudado é muito fácil dominá-lo. Também fiz postagens de acordo com o que me perguntavam nas saídas fotográficas como por exemplo de como fazer para tirar foto da lua sem ela parecer uma simples bola branca no céu e também de como produzir fotos legais dos animais de estimação, tudo tentando ser o mais didático possível com imagens de exemplo e com uma linguagem como se eu estivesse conversando cara a cara com vocês.

Também foi feito posts sobre fotografia noturna e fotografia em PB que sempre dão muita repercussão entre os fotógrafos pois são estilos de fotografia difíceis mas muito apreciados.

No próximo ano espero ajuda de vocês para melhorar me enviando suas dúvidas para elaboração das dicas através dos comentários.

O Blog Fotodica continuará a ser mensal e todo dia 30 haverá uma nova dica para vocês. Aliás, que dica gostariam de ver para começar o ano? Deixe nos comentários!

Um grande abraço a todos os leitores, boas festas e feliz ano novo!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Fotografia Noturna

Hoje vou falar de uma vertente da fotografia de que gosto muito, a fotografia noturna.
A fotografia noturna nos leva a uma atmosfera completamente diferente dos outros tipos de fotografia porque a nossa matéria prima é muito escassa mas também nos dá uma beleza diferente daquela que achamos na fotografia diurna a começar pelo realce e tom das cores.

Caminhada Noturna

Como não temos um astro no céu iluminando tudo a nossa volta precisamos procurar em outros lugares uma iluminação diferente do que estamos acostumados. Geralmente o que se sobressai nessas horas são os postes de iluminação das ruas ou a fachadas de prédios e é aí que está todo encanto da fotografia noturna.

Caminhada Noturna

Essas luzes artificiais não tem um balanço de branco exato geralmente tendendo a esquentar a foto deixando boa parte da fotografia amarelada devido a esses pontos de luz usarem lâmpadas de vapor de sódio, muito parecido com a tonalidade de lâmpadas de tungstênio. Também temos a iluminação   das fachadas de prédios as luzes das janelas dos apartamentos que ficam mais azuladas devido ao uso de lâmpadas frias já que as incandescentes estão caindo cada vez mais em desuso. Também devido a falta de luz as cores se destacam muito mais a noite. Devido a isso a fotografia terá um outro clima, mais quente, mais "aconchegante" e dramática do que aquela feita a luz do dia.


Theatro Municipal de São Paulo Caminhada Noturna Caminhada Noturna

Além de brincar com as cores é nessa hora que adoro buscar os detalhes dos objetos porque eles estarão mais evidenciados nessa hora devido justamente a iluminação como nas fotos abaixo.

Caminhada Noturna Galeria do Rock Caminhada Noturna Repetição 

Também gosto de brincar com a profundidade de campo com objetivas claras para fazer lindos bokeh com os pontos de luzes atrás do assunto.

Caminhada Noturna Centro de SP

Gosto muito também de fazer fotos em PB a noite pois o clima nesse tipo de foto fica todo especial e dependendo do assunto dá uma dramaticidade a cena.

Rua Fantasma Rua Fantasma Rua Fantasma 

Enfim, fotografia noturna é um estilo muito especial e abaixo vou dar umas dicas para ajudar você a fotografar a noite.

1 - Pense onde você vai fotografar.
Antes de sair a noite com seu equipamento é muito interessante que você conheça e estude o lugar onde você vai fotografar. Passe no local de manhã ainda com a luz do Sol para conhecer os pontos de interesse e estude bem onde você pretende fazer as fotos. Também volte a noite ainda sem o equipamento para estudar a iluminação do local. Não levando o equipamento você não se preocupará em fazer as fotos antes disso.

2 - Pense no que vai fotografar.
Quando você estiver estudando o local pense se você vai fotografar pessoas ou a arquitetura do local e imagine como ficará a cena com aquela iluminação.

3 - A câmera.
Ter uma câmera boa e com estabilizador de imagem e controles manuais de exposição já é de grande ajuda nessas horas.
Você terá mais dificuldades usando uma compacta completamente automática pois ela não está "preparada" para interpretar esse tipo de iluminação deixando sua foto com um aspecto horrível.
Com câmeras com controles manuais a sua vida será bem mais fácil desde que saiba como configurá-la.

4 - Não use flash.
O uso do flash na fotografia noturna é completamente desaconselhável pois acaba com o clima da foto. A bela iluminação noturna será destruída pela luz branca do flash.
Além disso por incrível que pareça sua foto ficará escura porque o flash não terá "amplitude" para iluminar toda a cena deixando o fundo da fotografia completamente negro ou na melhor das hipóteses um pontinhos fracos de luz.
Se não tiver jeito de não usar flash o aconselhável é diminuir a potência do flash apenas para iluminar levemente a cena em primeiro plano e usar uma velocidade baixa do obturador sempre fotometrando a cena por completo. Nas compactas o mesmo efeito é obtido pela opção de sincronia lenta do flash ( O raiozinho do flash seguido por SL) mas cuidado, nessa configuração sua foto pode sair tremida mesmo com o uso do flash.

5 - Objetivas claras.
Para facilitar o ideal é usar objetivas claras para poder elevar a velocidade do obturador e evitar fotos tremidas devido ao seu movimento ou o movimento dos objetos.
Também usando objetivas claras podemos fazer lindos bokeh devido a menor profundidade de campo conseguido por esse tipo de objetiva dando ênfase ao assunto principal.
Também podemos fechar o diafragma para obter lindas paisagens e fazer com que as luzes da cidade pareçam estrelas.

6 - Busque o movimento.
Assim como podemos congelar o movimento podemos capturá-lo.
O interessante nesse tipo de fotografia é buscar o movimento, criar borrões de luzes com os carros em movimento ou mesmo a sombra das pessoas passando pelo local. Dependendo da velocidade do obturador podemos até fazer com que as pessoas "sumam". Além disso na longa exposição você pode brincar com as luzes! Muito interessante.
Também podemos usar a técnica de panning para congelar o objeto em movimento e o fundo da fotografia sair completamente borrado.

7 - Não confie no fotômetro.
O fotômetro nesse tipo de fotografia não será 100% confiável como na fotografia diurna. Geralmente ele nunca ficará no meio, no zero, mas sim por volta de um ponto negativo porque ele é enganado pela iluminação. Mesmo o fotômetro mais preciso é enganado nesse tipo de fotografia. Uma hora você pode estar apontando para a luz e noutra hora para a sombra sem perceber. O jeito é ir testando a melhor configuração.

8 - Use um tripé.
Para fotos noturnas o ideal é usar um tripé mas se você não tiver um você pode improvisar apoiando a câmera em uma mureta ou mesmo no chão buscando novos ângulos. Um disparador remoto também ajuda para evitar que a câmera se mexa na hora do click.

9 - Busque novos ângulos.
O interessante da fotografia noturna é que um ângulo que você não achou interessante de manhã pode se tornar muito interessante a noite com a iluminação diferenciada. Tente!

10 - Busque os detalhes.
Como disse anteriormente os detalhes na luz noturna ficam mais evidenciados e saltará aos olhos do espectador. Assim como você buscou novos ângulos busque um detalhe que pode ter passado desapercebido de manhã.

11 - Faça composições e brinque com as cores.
As cores a noite ficam muito mais evidenciadas.
Postes de luz dão um tom amarelado e as luzes dos apartamentos dão o tom oposto. Além disso objetos e monumentos podem estar com outro tipo de iluminação. Os carros fazem traços de luz em ruas e avenidas. Brinque com a composição!

12 -  Foto em PB.
Fotografia noturna da um clima todo especial a fotografia PB.
Elas ficam muito mais dramáticas além disso você pode usar um ISO alto para simular o grão dos antigos filmes. Muito legal!

A fotografia é um estilo que exige o máximo do fotógrafo mas é bastante recompensador e excitante quando o resultado buscado é alcançado.

Até mais!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Resumo de fim de ano.

Olá pessoal.

Mais um ano acabando e resolvi fazer um pequeno resumo do blog.

Esse ano foi interessante para o blog fotodica.


Esse ano além das dicas básicas de fotografia falamos um pouco sobre técnica de como por exemplo fotografar contraluz, a técnica de panning e também como usar o flare de um jeito criativo na fotografia. Falamos também dos filtros fotográficos e seus efeitos e também dos diferentes tipos de objetivas e terminamos o ano falando sobre fotografia de paisagem e fogos de artifício que acho que vai ser uma dica muito usada no fim de ano.

Agora falando um pouco das estatísticas a dica mais lida foi a em que falo sobre a velocidade de sincronismo do flash seguido em segundo lugar pela dica sobre rebatedores de flash e em terceiro a dica em que falei sobre a distância hiperfocal.

A dica que o pessoal mais comentou mais foi a que falei sobre a tabela para flash em que mostro uma tabela de distância e potência para facilitar o uso do flash em modo manual. Essa dica também foi a quarta mais lida.

Durante um pouco mais de dois anos de existência do blog foram mais de 10.000 visitas mas sempre esperando que esse número cresça cada vez mais e que também conquiste muitos seguidores.

Para tentar conquistar os leitores o blog continuará usando uma linguagem bem simples com dicas fáceis de serem entendidas e também usando exemplos práticos e a partir de agora ele será atualizado uma vez por mês. Todo dia 30 uma nova dica será disponibilizada aos leitores.

Falando em leitores eles também têm vez no blog fotodica seja comentando nas postagens ou até sugerindo novas dicas

Por fim o Blog fotodica deseja a todos os leitores e amantes da arte fotográfica um feliz 2014 com ótimas fotos e muito conhecimento.

Até 2014!




sexta-feira, 15 de março de 2013

Panning com uso do flash

Na postagem anterior falei de como fazer o efeito panning e agora vou falar a diferença de fazer panning usando flash.



O princípio de fazer o panning com flash é o mesmo do panning comum. Você deve seguir o objeto em movimento com a câmera e disparar no momento apropriado. Com o uso do flash dá para conseguir alguns efeitos a mais como melhorar o contraste da cena.

Como já disse em postagens anteriores o flash congela o movimento pois sua luz é muito rápida, apenas 1/1000 de segundo então devemos tomar cuidado com a potência do flash e exposição da fotografia assim como escolher disparar o flash na primeira ou segunda cortina como também falei anteriormente.

O interessante de usar o flash no momento do panning é que onde a luz do flash chegar com potência suficiente irá congelar o objeto por isso devemos tomar cuidado para que a luz do flash não chegue no fundo da fotografia senão irá ficar tudo bagunçado e confuso.

Devido ao flash também podemos dar mais contraste a cena destaque ao objeto em movimento mas sem deixar o fundo completamente escuro porque ai perderá o sentido de fazer o panning como na foto acima.

É interessante também usar o flash a noite onde na cidade é tudo iluminado deixando os rastros das luzes seja dos postes ou das janelas do apartamento e ainda congelando o objeto em movimento. Dá um efeito muito interessante.

Também precisamos tomar cuidado com o sincronismo de primeira ou segunda cortina principalmente quando o objeto em movimento contiver luzes. Se usar o sincronismo de primeira cortina o flash disparará congelando o movimento logo no começo e depois capturando a luz. Isso significa que o objeto ficará antes das luzes. Se usar o sincronismo de segunda cortina o objeto ficará a frente das luzes pois a câmera irá capturar primeiro as luzes e depois o flash irá disparar congelando o objeto em movimento.

É isso.
Até a próxima postagem!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Flash Remoto - Parte 5 - Grupos de flash.

Olá. Como foram de passagem de ano?

Vou continuar com mais uma dica de flash remoto.

Da mesma forma que usei dois flashes na postagem anterior sendo que apenas um era remoto realmente, posso fazer grupos de flashes remotos.

A diferença consiste em usar vários flashes remotos e fazer com que cada grupo dispare numa potência diferente.

Essa dica é muito útil para criar diferentes efeitos de luz e sombra e de temperatura de cores caso use um gel de correção de cor em algum deles.

Normalmente os flashes são divididos em grupo A, B, C, D e canal 1, 2, 3, 4 assim por diante

Também essa dica de dividir os flashes em grupo é muito interessante para não ficar toda hora mexendo na configuração deles. Podendo faze o Grupo A disparar mais forte que o B depois posso configurar que o grupo B que usará uma potência maior ou então o grupo A não disparar e o grupo B sim e assim por diante...

Gostaram?

Até a próxima dica! 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Flash Remoto (introdução)



Olá.

Já falei como usar alguns modos o flash dedicado, agora vou falar de como usar o flash remotamente.




Quando você está desenhando normalmente você escolhe como quer fazer o desenho e que tinta usar.

A tinta na fotografia é a luz e é interessante manipulá-la como quisermos. Utilizando o flash fora da câmera te dará uma melhor liberdade para trabalhar com mais criatividade.



O flash remoto é muito utilizado para mudar a luz ambiente mas da mesma forma que o flash comum é interessante mante-lo invisível ao olho do espectador. Ele é muito usado em fotografia still e retratos para dar ênfase ao que queremos mostrar na foto ou dar profundidade ao objeto fotografado.

Existem várias maneiras de utilizá-lo. Podemos também usar várias configurações de luz utilizando um flash, dois, três... Grupos de flash disparando de jeitos diferentes, enfim, existe uma infinidade de possibilidades. Mas aqui vou falar do básico.

Para poder utilizar o flash fora da câmera podemos usar cabos através de sapatas, fotocélula ou rádio.

Todos têm suas vantagens e desvantagens.

Quando é utilizado o cabo, chamado de cabo de sincronismo PC, você mantém a medição TTL (dependendo da função da câmera ou da sapata) mas perde em mobilidade. Ele é muito utilizado em estúdio por exemplo pois é um ambiente de espaço limitado mas também pode-se usar ele para fazer fotos em locações externas. Nem todas as câmeras e flashes possuem a entrada PC para conectar o cabo.

A fotocélula transmite o comando para o flash disparar através da luz, por isso o nome fotocelula já que foto quer dizer luz. Ele tem o mesmo princípio do controle remoto da TV que comanda a mesma. Experimente filmar o controle remoto com ele apontado para a câmera. Você verá a tal luz. Algumas câmeras já possuem a função sem fios através de infravermelho já incorporada o que facilita muito o uso inclusive com medição TTL do flash remoto o que facilita ainda mais pois dificilmente precisamos fazer cálculos para obter a exposição correta do flash auxiliar. Mas mesmo assim o mais correto é usar o flash em modo manual e fazer os cálculos como expliquei em postagens anteriores para uma correta utilização e aproveitamento da luz.

O terceiro e último equipamento para utilizar o flash remotamente seria o RÁDIO. 


O controle do flash remoto através de rádio seria o mais recomendado em fotos na rua por exemplo. Ele é composto de dois itens, um transmissor que vai na sapata do flash na câmera e um receptor que encaixa no flash ou através do cabo PC. Ele mantém a medição TTL, claro dependendo das funções do transmissor, receptor ou da câmera. Possui a mobilidade suficiente por não utilizar fio algum mas com um porem que dependendo do ambiente o rádio não chega muito longe, em média de 5 a 7 metros sem barreira entre o transmissor e o receptor.

Afinal fotografia não é só apertar o disparador. Boas fotos são feitas em vários minutos ou até em horas de trabalho para conseguir uma única foto excepcional.

 Nas próximas postagens vou dar algumas dicas básicas de como utilizá-lo.

Até lá!

domingo, 30 de setembro de 2012

Gel de correção de cor

Olá,

Como na dica anterior eu falei de flash de preenchimento, hoje vou falar sobre gel de correção de cor.

O gel de correção de cor na verdade não é um gel, é um tipo de plástico colorido especial que encaixado na frente do flash muda a temperatura de cor do mesmo.



Não tente colocar qualquer plástico na frente do flash pois ele pode derreter devido a alta temperatura estragando permanentemente seu precioso flash.

Ele é muito usado em fotografias mais artísticas ou quando a cena tem uma iluminação "feia".

O gel de correção é tipo aqueles filtros coloridos que é colocado na frente das objetivas para alterar a tonalidade da fotografia, mas diferente deles o gel de correção só funciona onde a luz do flash chega.


Quando fotografamos a noite por exemplo a luz da rua deixa nossas fotos com tom amarelado, se dispararmos o flash nessa situação como expliquei na postagem anterior, onde a luz do flash "bate" fica com um tom feio e azulado? Esse é um dos casos que se tivesse com o gel de correção âmbar esse efeito não aconteceria pois o flash também através do gel emitiria uma luz alaranjada.

Existem por ai várias cores de gel de correção mas os mais usados são o CTO, gel de correção laranja para esses tipos de fotos a noite onde a temperatura da luz ambiente chega a 2800k e o FL-D, Gel de correção para luz fluorescente.

Como expliquei em balanço de branco a luz fluorescente emite uma luz esverdeada que é um pouco mais chata de corrigir principalmente se tiver uma segunda fonte de luz na foto como a luz do flash.

Para tirar essa tonalidade verde e o flash não se tornar tão perceptível. O ideal é regular o WB da câmera para fotos com luz fluorescente e disparar com o gel de correção acoplado no flah tendo o resultado uma cena com tons mais corretos. Claro que isso depende de quanto a sua câmera consegue corrigir esse tipo de luz, muitas até precisando usar um balanço de branco personalizado para o ambiente.

Como falei, o gel de correção só faz efeito onde o flash chega e da mesma forma com filtros de qualidade, quanto maior a potência do flash mais o filtro fará efeito. O ideal é equilibrá-lo com a cena e com o efeito pretendido. Também como tudo que é colocado em frente da luz rouba uns pontinhos de luz o uso de gel de correção em frente à luz do flash fará também ele "perder" potência. Ai depende da qualidade e características dos acessórios que são usados.

O Gel de correção também é usado para mudar a temperatura de cor esfriando ou aquecendo a fotografia dando um "ar" diferente na fotografia alterando só a parte onde a luz do flash chega. Também usado em um segundo flash longe da câmera, num flash remoto.

E sobre uso do flash remoto que vou começar a falar nas próximas postagens.

Até lá!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Flash: Difusor.

Olá.

Na última postagem do blog falei dos rebatedores para conseguir uma luz menos dura nas fotos, mas também existe outro dispositivo, o difusor.

O difusor como o nome já diz, difunde a luz no ambiente, com isso conseguimos uma luz mais homogênea.

A ideal utilização mesmo dele é quando está se usando uma objetiva de distância focal de 17mm ou menor para que os cantos da fotografia não saiam escuros.

Ele é parecido com uma lente que fica logo na frente da cabeça do flash.

Em muitos flashes dedicados ele fica "escondido" sobre a lente do flash. Ele é uma lâmina plástica toda com ranhuras, bastando apenas puxá-lo para fora para utilizá-lo. Também em muitos modelos de flash ele assume a posição de que você está fotografando com uma objetiva grande-angular mesmo que você não esteja a utilizando pois o flash subentende que você quer maior difusão da luz no momento do disparo.

Existem também a venda difusores que se encaixam na frente do flash parecido com copinhos que tem a mesma função dos embutidos nos flashes mas em alguns casos sendo mais eficazes porque em alguns modelos de flash quando se usa o difusor do flash ele limita a potência para preservar a lente frontal do flash de possíveis queimas devido ao calor gerado na hora do disparo como pode ver na foto abaixo.

Também já ví que existe difusores para flash embutido que é uma lente difusora que encacha-se no corpo da câmera mas desconheço sua eficácia.

E isso ai pessoal. Até a próxima postagem.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Flash Rebatido: rebatedores

Olá pessoal.

Decidi fazer mais uma postagem sobre flash rebatido pois algumas pessoas têm perguntado para mim de como rebater o flash.

O flash rebatido como expliquei anteriormente é o flash que não fica na posição frontal do assunto paralelo a objetiva. Ele é usado em ângulos diferentes. Como expliquei também a luz é uma forma de onda que segue sempre em linha reta por isso é preciso calcular onde ela vai terminar sua trajetória.

Na foto abaixo eu coloquei o flash na posição direta, ou seja paralelo a lente:


Essa posição é que produz a luz mais dura com sobras pronunciadas além de colaborar com efeito de olhos vermelhos.

Abaixo a posição de flash rebatido para o teto.
Repare na foto que apenas rotacionei a cabeça do flash para cima. Muitos flahes tem essa opção. Como a luz dele não está diretamente no assunto as sobras serão menos intensas pois até a luz chegar ao assunto ela já se espalhou no ambiente. Nessa posição é necessário tomar cuidado com sombras indesejadas no assunto pois a luz irá chegar de cima e pouco irá diretamente ao assunto.

Agora muitas pessoas me perguntam e quando não há onde rebater o flash ou está longe da parede ou teto sendo que não querem usar flash direto?

No mercado existem rebatedores para serem encaixados atrás do flash dedicado para que o flash possa ser usado rebatido. Um exemplo é esse da foto abaixo.

Ele vem com um encaixe com uma fita dupla-face para grudar atrás do flash.

Repare na foto da direita de como encaixei ele no meu flash. Quando não quiser usá-lo é só puxar que ele sai.

Com esse rebatedor posso fazer fotos sem me preocupar muito onde rebater o flash para conseguir uma luz mais suave. Repare também de como ele é dobrado nas suas extremidades para que a luz não se perca muito no ambiente. Da até para perceber de como ele não clareou a parte de cima do fundo branco da foto.

Bom por enquanto é isso e continuem mandando suas dúvidas para que possa responder nas próximas postagens.

Até lá!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Flash Rebatido

Olá pessoal!

Além de usar o flash direto que causa no assunto uma luz dura com sombras bem pronunciadas, podemos usa-lo em outra posição, rebatido.

O rebatimento do flash nada mais é que jogar a luz dele em uma superfície antes de chegar no assunto, com isso ganhamos uma luz mais suave. Podemos jogar a luz dele numa parede ou mesmo no teto.

Também podemos usar o flash rebatido para fotografarmos um grupo de pessoas evitando que só o primeiro plano esteja iluminado pela luz do flash.

Como a luz sempre segue uma linha reta fica relativamente fácil posicionar a cabeça do flash para que a luz chegue corretamente ao assunto mas precisamos tomar cuidado com algumas características.

Como estamos trabalhando com uma luz indireta, as sombras podem parecer meio estranhas por isso é bom saber onde a luz vai refletir e os possíveis obstáculos até que ela "termine" sua trajetória

Também temos que tomar cuidado com a textura da superfície pois porque pode ser que a textura por exemplo da parede apareça no assunto. O ideal é sempre usar alguma superfície lisa.

Mais uma coisa que precisamos nos preocupar antes da foto é com a cor da superfície que vai refletir a luz do flash porque também é bem provável que a luz que atingirá o assunto tomará a tonalidade da superfície. O ideal é que ela sege branca.

Espelhos ao contrário que muitos pensam não são bons rebatedores pois não dará o efeito desejado além de absorver muita luz.

Em lojas especializadas existem rebatedores para acoplar no flash dedicado para quando não houver possibilidade de rebatem em outra superfície ou não quiser mesmo usar ele direto.

Para calcular a potência do flash devemos pegar a distância total que a luz percorrerá. Temos que adicionara distância do flash até o teto por exemplo se eu rebatê-lo no teto e mais a distância do teto até o assunto. Dependendo da superfície utilizada podemos ter uma perda de luz. Normalmente calculo que perde-se uns 20% a 25% de luz. Ou seja a potência do flash -25% da superfície.
Sei que dá um trabalho a mais mas a meu ver o resultado é muito melhor.
Até a próxima!

domingo, 15 de julho de 2012

Compesação de exposição do flash

Olá pessoal, como falei na postagem anterior vou falar um pouco de compensação de exposição do flash.

Basicamente compensação de exposição do flash. é a mesma de quando não se utiliza o flash ou seja você pode tomar como base aquilo que expliquei na postagem anterior sobre fotometria.

Quando se fotografa ultilizando um flash E-TTL (também com i-TTL e afins) uma coisa branca, precisamos compensar o flash para que ele dispare mais forte. Nas configurações do flash aparece como um sinal de positivo seguido de alguma fração porque assim como expliquei é a câmera é que vai interpretar a cena e supor que o objeto branco como sendo cinza e não disparando o flash com a potência correta.

Da mesma forma quando estamos fotografando um objeto preto a câmera fará ao contrário, ela disparará o flash com maior potência "estourando" a cena para deixar o objeto preto, cinza. Para que isso não aconteça será necessário compensar negativamente o disparo do flash para que o objeto preto realmente apareça preto na foto.

Mas agora temos uma diferença, é quando fotografamos objetos refletivos.
Quando tentamos fotografar algo muito refletivo, como espelho, ou algo parecido a câmera pode ser enganada pois o brilho do flash que é usado para fazer a medição do E-TTL volta praticamente todo para a câmera deixando a fotometria uma bagunça. O ideal mesmo nessa situação é desligar o flash. Se não tiver jeito de não utilizar o flash ou é usá-lo em modo manual para compensar esse brilho extra ou também nos flashes dedicados no modo de rebatimento.

Espero que tenham entendido nessa pequena noção que passei.

Mas ai você pensa, poxa mas essa dica não deu certo, o fundo da minha foto saiu escurão! A ique entra algumas técnicas de uso do flash como flash de compensação, flash de preenchimento e flash de luz mista. Mas conforme vou dando as dicas vou falando dessas técnicas também.

Até a próxima postagem!

sábado, 30 de junho de 2012

Sincronismo de cortinas

Olá pessoal! Na postagem anterior falei de velocidade de sincronismo, para continuar mais ou menos no assunto resolvi falar primeiro do sincronismo de cortinas. Fiquem calmos que não tem nada a ver com as cortinas da casa e sim de como o flash sincroniza com as cortinas do obturador da câmera.

Em câmeras mais avançadas, mesmo em algumas compactas podemos escolher o sincronismo de 1ª ou 2ª cortina. Isso é para a configuração de quando o flash disparará. Quando escolhemos que ele disparará na primeira cortina significa que quando o obturador acabou de abrir a câmera disparará o flash. Em segunda cortina e logo quando o obturador começa a fechar. Na postagem que falei sobre obturador tem uma animação do obturador funcionando para que entendam melhor.

Geralmente para saber se está fotografando em segunda cortina no flash aparecem um triângulo sobreposto por um outro com preenchimento preto.

O efeito obtido mesmo em frações de segundo é distinto pois a luz do flash congela a cena.  O efeito fica muito mais evidenciado em disparos de baixa velocidade que vou falar de como fazer nas próximas postagens.

Vamos imaginar uma cena básica:

Um carro passando na avenida com os faróis acesos a noite.

Se colocar a configuração do flash em primeira cortina, a luz do flash vai congelar o carro e o farol do carro irá aparecer na frente o carro dando a impressão que ele está no sentido contrário, andando de ré.

Se colocar o sincronismo para a segunda cortina, primeiro vai ser captado os faróis do carro e logo em seguida o flash irá congelar o movimento do carro. ou seja as luzes do carro vão aparecer logo atrás do carro então dando a impressão que ele está andando corretamente para frente.

Próxima postagem vou falar de compensação de exposição com flash.

Até lá!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Flash: Velocidade de sincronismo

Hoje vou falar de uma coisa também muito importante de configuração do flash, a velocidade de sincronismo.

Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.

A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.

Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.

 A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.


Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000  de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.

Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo. 

As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.

Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.


A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.

Até lá! 
 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tabela para flash

Olá pessoal,
Muitas pessoas tem pedido uma forma mais fácil de fotografar com flash manual, então antes de continuar a falar do uso do flash resolvi colocar uma tabelinha para facilitar na hora dos cálculos. Nessa tabela usei o flash que tenho porque ele tem um número guia comum de encontrar com o pessoal que é um NG43. Vale destacar que a distância correta é medindo da fonte luz (no caso o flash) até o assunto e não da câmera até o assunto. Atenção, os valores da tabela estão aproximados.


Para quem não compreendeu a tabela ou dar um exemplo igual na postagem anterior só que usando o exemplo da tabela e também tem dois jeitos de usá-la.

1º Jeito: Vou fotografar alguma coisa a quatro metros de distância com um filme de ISO 100 (lembrando que também vale para as digitais) com o flash no modo manual em potência máxima. Então na tabela procuro onde está o 4m, em seguida desço na linha onde está localizado o ISO 100 e vi que está lá um número 11. Com esse resultado configuro minha câmera na abertura 11 e ai é só disparar que a foto saíra bem exposta.

2º Jeito. Pegando o exemplo acima vou fotografar alguma coisa a 11 metros de distância com o flash em potência máxima e a câmera configurada em ISO 100. Então eu faço o inverso, Vou até onde está o ISO 100 e encaminho o olhar até o número 11 e vejo o número que está escrito na primeira linha da coluna que seria 4. Essa é a abertura que preciso usar para ter uma boa exposição do flash.

Entenderam como se usa essa tabela? Ótimo!

Mas vocês perceberam que falei só na potência máxima? Pois bem, vamos dizer que não está dando certo fotografar na potência máxima, e agora?
Muitos flashes tem um controle manual de potência que funciona como um redutor, ele é representado muitas vezes por frações como 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 1/64 e por ai vai, essas frações é quanto da potência do flash é reduzida.  Na tabela abaixo vou mostrar o que acontece com o número guia quando a potência é reduzida, lembrando que o número guia é a distância que o flash consegue cobrir em ISO 100 e como já expliquei na outra postagem ele é a nossa referência para os cálculos de distância e abertura. Lembrando também que usei um flash com o número guia 43, que é sua potência máxima de 1/1.


Tabela de potência.
*cobertura é quantos metros a luz do flash consegue chegar. O novo NG.

Agora pegando o número que apare em cobertura é só substituir o NG por ele e refazer os cálculos para achar a abertura.
A redução de potência é muito usada para quando queremos fazer alguns "efeitos" na fotografia ou quando excedemos a velocidade de sincronismo que vou falar na próxima postagem.
Até lá!