Olá pessoal!
Mais um ano acabando e o Blog Fotodica continua dando dicas fáceis de fotografia para que todos aprendam essa incrível arte.
Esse ano foi um pouco mais difícil para o Blog Fotodica.
Tivemos uma queda de visualizações devido algumas leis aprovadas na Europa mas que mesmo assim refletiu um pouco aqui no blog e também para os criadores de conteúdo mas nada que desanimasse.
O Blog Fotodica continuou dando suas dicas e nesse ano falamos sobre como podemos ser mais criativos na hora de fotografar saindo das fotografias clichês que todos tentam fazer.
Também falamos um pouco sobre iluminação, como a diferença de usar flash ou luz continua de LED na hora de fotografar e as dificuldades de cada uma.
Respondemos também algumas perguntas que sempre são feitas nos comentários ou pessoalmente.
Inauguramos uma nova "seção" onde várias curiosidades são expostas, o Fotocuriosidade. Muito interessante.
Enfim, o Blog Fotodica independente que aconteça, sempre continuará dando as mais variadas dicas de fotografia e por isso precisamos muito, mas muito mesmo de sua ajuda.
Deixe aqui nos comentários quais assuntos de fotografia vocês querem que o Blog fotodica fale e que podem virar curiosidades.
Enfim, um grande abraço a todos os leitores do Blog Fotodica e que tanham um 2019 maravilhoso e com muitas fotografias!
Até o ano que vem!!!
Mostrando postagens com marcador dica de fotografia. Mostrar todas as postagens
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domingo, 30 de dezembro de 2018
Resumo 2018
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Macrofotografia: Intodução
Como na postagem anterior falei sobre como fazer fotografia macro sem ter uma objetiva especializada para isso, dessa vez vou falar da verdadeira Macrofotografia.
A macrofotografia é um "ramo" da fotografia que o principal objetivo é a captura de detalhes de pequenos objetos.
Para quem fotografa apenas objetos comuns é um mundo completamente novo, onde pode-se explorar detalhes e texturas das mais variadas formas, um mundo praticamente invisível para quem não está acostumado a perceber pequenos detalhes em objetos comuns do dia a dia.
A fotografia macro nos faz reaprender a fotografar, pegar o que já sabemos e usar de uma forma muito mais detalhista em todos os sentidos, desde o olhar, a composição, a técnica, enfim, tudo! Cada poeirinha fora de lugar é de extrema importância para se obter uma ótima fotografia macro.
Perceber o movimento de um inseto em um jardim imenso e capturar suas ações através do click.
A macrofotografia nos faz viajar para um mundo minúsculo mas que através da lente pode ficar gigante.
É um estilo de fotografia apaixonante!
Ela nos faz pensar em cada pequeno detalhe, é um estilo de fotografia onde o tempo e a quantidade pouco importa. Podemos demorar horas para fazer apenas uma boa fotografia, um exercício de paciência mas que pode ser recompensado com belas fotografias sem que haja outra igual no mundo inteiro, principalmente para quem trabalha com seres vivos.
Falando em seres vivos, quem começa na macrofotografia geralmente a primeira coisa a ser fotografado são os insetos do jardim de casa que por si já dão ótimos resultados.
Outro assunto também são as flores que explodem com suas lindas cores preenchendo o quadro inteiro e enfatizando seus detalhes.
Também a macrofotografia é muito usada para fotografar objetos e produtos em geral como joias pois trazem a tona todos seus detalhes com pouquíssima ou nenhuma distorção.
Essa foi uma pequena introdução para você já começar a se apaixonar pela macrofotografia. No próximo post vou falar o que realmente é considerado Macrofotografia.
Até lá!
A macrofotografia é um "ramo" da fotografia que o principal objetivo é a captura de detalhes de pequenos objetos.
Para quem fotografa apenas objetos comuns é um mundo completamente novo, onde pode-se explorar detalhes e texturas das mais variadas formas, um mundo praticamente invisível para quem não está acostumado a perceber pequenos detalhes em objetos comuns do dia a dia.
A fotografia macro nos faz reaprender a fotografar, pegar o que já sabemos e usar de uma forma muito mais detalhista em todos os sentidos, desde o olhar, a composição, a técnica, enfim, tudo! Cada poeirinha fora de lugar é de extrema importância para se obter uma ótima fotografia macro.
Perceber o movimento de um inseto em um jardim imenso e capturar suas ações através do click.
A macrofotografia nos faz viajar para um mundo minúsculo mas que através da lente pode ficar gigante.
É um estilo de fotografia apaixonante!
Ela nos faz pensar em cada pequeno detalhe, é um estilo de fotografia onde o tempo e a quantidade pouco importa. Podemos demorar horas para fazer apenas uma boa fotografia, um exercício de paciência mas que pode ser recompensado com belas fotografias sem que haja outra igual no mundo inteiro, principalmente para quem trabalha com seres vivos.
Falando em seres vivos, quem começa na macrofotografia geralmente a primeira coisa a ser fotografado são os insetos do jardim de casa que por si já dão ótimos resultados.
Outro assunto também são as flores que explodem com suas lindas cores preenchendo o quadro inteiro e enfatizando seus detalhes.
Também a macrofotografia é muito usada para fotografar objetos e produtos em geral como joias pois trazem a tona todos seus detalhes com pouquíssima ou nenhuma distorção.
Essa foi uma pequena introdução para você já começar a se apaixonar pela macrofotografia. No próximo post vou falar o que realmente é considerado Macrofotografia.
Até lá!
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terça-feira, 30 de junho de 2015
Dúvidas sobre Flash.
Devido a muitas dúvidas do pessoal sobre flash fotográfico hoje vou responder algumas questões tipo bate papo. Se tiver dúvidas é só continuar lendo. Vamos lá?
Pergunta: Quais são as características da luz do flash?
Resposta: A luz do flash é uma luz dura que produz sombras pronunciadas, completamente branca (5500k) e que o "estouro" dura aproximadamente 1 milésimo de segundo (1/1000).
Pergunta: Quais os tipos mais comuns de flash que existem?
Resposta: Basicamente existem dois tipos de flash, o embutido e o dedicado.
Pergunta: Quais as diferenças entre o flash embutido nas câmeras e o flash dedicado?
Resposta: Os flashes dedicados têm maior flexibilidade na operação, com maiores configurações além de maior potência e menor tempo de reciclagem.
| Flash embutido |
| Flash dedicado |
Pergunta: O que seria o tempo de reciclagem?
Resposta: O tempo de reciclagem é o tempo que o flash demora para estar pronto para o próximo disparo, geralmente o flash dedicado demora em média 3 segundos quando disparado na potência máxima enquanto o flash embutido leva praticamente de sete a quase doze segundos também se disparado na potência máxima.
Pergunta: O que é Número Guia?
Resposta: Também conhecido como a abreviação NG, é um número que cada modelo de flash tem para o fotógrafo se basear e conseguir configurar a potência correta do flash pois ela indica a distância que a luz do flash consegue atingir em ISO 100 na potência máxima.
Para conseguir regular o flash corretamente o fotógrafo precisa fazer uma pequena conta levando em conta as variáveis como distância do assunto, abertura do diafragma e a potência que seria o número guia do flash. Exemplo:
Número Guia / Diafragma = Distância.
Número Guia / Distância = Abertura do diafragma.
Distância / Abertura do Diafragma = Potência a ser usada.
Para facilitar vou colocar uma tabelinha abaixo para um flash com NG 43.
No caso de flash com tecnologia TTL esse cálculo é feito automaticamente pela câmera não precisando em um primeiro momento de interferência do fotógrafo.
Pergunta: Como é feita a medição TTL?
Resposta: Para a medição TTL o flash faz um pré disparo e esse disparo é medido pela câmera que em frações de segundo manda um comando para o flash disparara com mais ou menos intensidade para que o assunto seja corretamente exposto.
Pergunta: O que é velocidade de sincronismo?
Resposta: Velocidade de sincronismo é a velocidade máxima que deve ser configurada no obturador para que a fotografia não fique com problemas por causa da cortina do obturador. Câmeras com obturador de plano focal como são no caso de 99,9% das câmeras reflex digitais (DSLR) essa velocidade varia de 1/160s à 1/250s. Consulte no manual qual a velocidade de sincronismo de sua câmera.
Pergunta: Posso usar uma velocidade mais lenta no obturador?
Resposta: Sim, respeitando a fotometria do ambiente pois o disparo do flash dura apenas 1/1000s e por isso ele congela qualquer movimento, seria como se você tivesse disparado com 1/1000s na velocidade do obturador.
Pergunta: E uma velocidade mais alta que a de sincronismo, posso usar?
Resposta: Depende, se sua câmera e seu flash permitir a configuração de sincronia de alta velocidade (high Sync Speed) geralmente identificado com um raiozinho seguido de um H, mas essa configuração consome muita bateria do flash pois ele faz vários disparos para conseguir sincronizar com a abertura do obturador.
Pergunta: E o que é sincronismo de segunda cortina, como ele é feito?
Resposta: Ao invés do flash disparar logo que o obturador se abre, o flash irá disparar quando o obturador começa a fechar dando um efeito diferente na fotografia pois primeiro capta o movimento e apenas depois o flash é disparado.
![]() |
| Obturador de plano focal |
Agora um pouco de dúvidas sobre técnicas:
Pergunta: Porque quando fotografamos uma pessoa ela as vezes sai com olhos vermelhos na foto?
Resposta: O efeito de olhos vermelhos acontece quando a luz do flash bate no fundo do olho do fotografado que é uma região extremamente vascularizada e acontece com muita frequência quando fotografamos uma pessoa em locais escuros porque a pupila está muito dilatada. Para evitar esse efeito devemos ou fotografar em um ambiente mais claro, ou se sua câmera tiver usar o recurso de redução de olhos vermelhos. Ela ou dispara uma sequencia de flashes antes do flash principal ou emite uma luz intensa para que a pupila do fotografado se feche evitando o efeito. Também podemos usar o recurso de flash rebatido para que a luz do flash não chegue diretamente aos olhos do fotografado.
Pergunta: O que é flash rebatido?
Resposta: Na maioria dos flashes dedicados é possível girar ou inclinar a cabeça (que é a parte onde se encontra a "lâmpada") para que a luz rebata em alguma superfície antes iluminar o assunto. Essa técnica é muito usada para suavizar as sombras provocadas pela luz dura do flash.
Pergunta: Queria suavizar a luz do flash mas não tenho onde rebater, existe algum outro modo que consiga fazer isso?
Pergunta: Sempre que uso o flash e o fundo da minha fotografia sai completamente escuro, o que estou fazendo de errado?
Resposta: Para que o fundo da sua foto não sair escuro o ideal é usar a técnica chamada de luz mista que consiste em fotometrar o ambiente e usar essas configurações de velocidade de obturador e abertura do diafragma quando for utilizar o flash. Lembrando de não exceder a velocidade de sincronismo do flash.
Pergunta: Posso alterar a cor da luz do meu flash para criar uma luz mais "criativa"?
Resposta: Sim, no mercado existem as chamadas gelatinas que são feitas de um material especial e colorido que colocadas na frente do flash alteram a cor da luz emitida por ele. Elas são muito usadas quando precisa equilibrar a luz ambiente com a do flash.
Pergunta: Posso usar meu flash em um dia ensolarado?
Resposta: Sim, com certeza! Dias ensolarados resultam em luz dura que produz sobras muito intensas e para isso você pode usar a técnica de flash de preenchimento (fill flash) que é uma técnica parecida com a luz mista mas você irá preencher as sombras com a luz do flash. O ideal que nesses casos o flash pareça que não foi disparado e para isso você deverá usar uma potência menor que o necessário (cerca de 1 ponto menos) do que seria para iluminar a cena apenas com o flash.
Pergunta: Em um show, evento ou espetáculo onde a iluminação é precária, posso usar flash?
Resposta: De maneira alguma! A iluminação do palco já é pensada para dar o clima da apresentação e por mais que não pareça ela já é suficiente. Usar o flash nesses casos além de ser uma imensa falta de respeito com os artistas e o público que está assistindo o show. Ele também destrói todo o trabalho do técnico de iluminação pois a luz completamente branca do flash acaba com o clima da apresentação que foi previamente planejado. No caso de palcos que são mais afastados da plateia, a luz do flash por mais potente que seja mal chegará ao destino mas incomodará demais os artistas. Por isso, flash em apresentação NUNCA, Jamais!!!
Espero ter respondido as perguntas, caso você tenha mais alguma, deixe nos comentários!
Até a próxima!
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sábado, 30 de agosto de 2014
Fotografando a Lua
Resolvi dar essa dica agora devido a um fenômeno que ocorrerá esse mês com a Lua, a Superlua.
A Superlua ocorre todo ano e esse ano já tivemos duas Superlua e agora em Setembro esse fenômeno vai ocorrer pela terceira vez.
Esse fenômeno acontece devido a maior aproximação do satélite a Terra dando a impressão de uma lua bem maior e mais brilhante e é uma ótima oportunidade de fotografá-la.
Fotografar a Lua não é muito complicado mas existem alguns detalhes que devemos levar em consideração ao fotografar esse satélite natural que NÃO tem luz própria.
A primeira dica é esquecer um pouco dos modos automáticos da câmera. Geralmente quando esses modos são usados você conseguirá a imagem de uma bola branca no céu sem nenhum detalhe e não é isso que queremos, certo?
Isso acontece devido o fotômetro da câmera ser "enganado" pelo preto do céu. Teoricamente o fotômetro está tentando compensar a escuridão do céu e ele não sabe que o ponto brilhante no céu tem detalhes que pretendíamos preservar.
Para isso não ocorrer devemos mudar a câmera para o modo manual e seguir uma "tabela" de fotometria para a lua. Claro que deve ocorrer variações devido ao céu estar mais nublado ou com poluição mas vale como uma referência.
Na lua cheia sem nuvens no céu atrapalhando seu brilho, por incrível que pareça fotografamos ela em ISO 100, 1/250s de velocidade e f 5,6 de abertura. Parece a fotometria que fazemos na luz do dia não? Isso garante uma fotografia muito bem exposta preservando detalhes como as crateras e manchas existentes na superfície lunar como na foto de abertura dessa postagem.
Na luas 4º minguante e 4º crescente onde ela não aparece por completa temos que compensar na velocidade. Geralmente a velocidade fica entre 1 e 1 1/2 pontos mais lenta para que a lua não se torne excessivamente acinzentada.
Na foto abaixo eu mostro como deve ficar, ela está quase cheia mas dá para ter uma noção.
A segunda dica é sempre usar a maior distância focal de sua objetiva para que ela não pareça um minúsculo pontinho no céu. Geralmente acima de 300mm é o ideal. Também devemos usar um tripé ou apoiar a câmera em alguma superfície pois é muito difícil segurar a câmera nessas condições.
Uma regrinha muito usada para quem fotografa com teleobjetivas longas é que você consegue segurar o mesmo tempo de sua distância focal. Não entendeu? Vou tentar explicar.
Se você tem uma teleobjetiva de 300mm você teoricamente vai conseguir fazer uma foto sem tremer na velocidade de 1/300s. Se tiver uma objetiva de 500mm vai conseguir fotografar sem problemas em 1/500s de velocidade do obturador e assim por diante.
Fotos simples da Lua a internet já está saturada, que tal tentar algo diferente fazendo uma composição diferente com ela?
Para fazer isso devemos ir a um lugar alto logo no fim da tarde, um pouco longe da cidade e principalmente dos prédios e da poluição das luzes da cidade, pegue a teleobjetiva com a maior distância focal que tiver a disposição e aguarde a lua começar a aparecer no horizonte. Nesse ponto é onde ela estará mais próxima da Terra dando impressão de grandeza.
Como a teleobjetiva achata os planos como já expliquei em postagens anteriores ela vai parecer mais próxima e maior ainda. Um efeito muito interessante de reproduzir.
Na foto abaixo fiz uma simulação de uma foto com esse efeito.
Nas próximas Superluas que vão ocorrer nos dias 8 e 28 de Setembro vocês já vão estar preparados para fazerem lindas fotos desse fenômeno.
Até mais!
A Superlua ocorre todo ano e esse ano já tivemos duas Superlua e agora em Setembro esse fenômeno vai ocorrer pela terceira vez.
Esse fenômeno acontece devido a maior aproximação do satélite a Terra dando a impressão de uma lua bem maior e mais brilhante e é uma ótima oportunidade de fotografá-la.
Fotografar a Lua não é muito complicado mas existem alguns detalhes que devemos levar em consideração ao fotografar esse satélite natural que NÃO tem luz própria.
A primeira dica é esquecer um pouco dos modos automáticos da câmera. Geralmente quando esses modos são usados você conseguirá a imagem de uma bola branca no céu sem nenhum detalhe e não é isso que queremos, certo?
Isso acontece devido o fotômetro da câmera ser "enganado" pelo preto do céu. Teoricamente o fotômetro está tentando compensar a escuridão do céu e ele não sabe que o ponto brilhante no céu tem detalhes que pretendíamos preservar.
Para isso não ocorrer devemos mudar a câmera para o modo manual e seguir uma "tabela" de fotometria para a lua. Claro que deve ocorrer variações devido ao céu estar mais nublado ou com poluição mas vale como uma referência.
Na lua cheia sem nuvens no céu atrapalhando seu brilho, por incrível que pareça fotografamos ela em ISO 100, 1/250s de velocidade e f 5,6 de abertura. Parece a fotometria que fazemos na luz do dia não? Isso garante uma fotografia muito bem exposta preservando detalhes como as crateras e manchas existentes na superfície lunar como na foto de abertura dessa postagem.
Na luas 4º minguante e 4º crescente onde ela não aparece por completa temos que compensar na velocidade. Geralmente a velocidade fica entre 1 e 1 1/2 pontos mais lenta para que a lua não se torne excessivamente acinzentada.
Na foto abaixo eu mostro como deve ficar, ela está quase cheia mas dá para ter uma noção.
A segunda dica é sempre usar a maior distância focal de sua objetiva para que ela não pareça um minúsculo pontinho no céu. Geralmente acima de 300mm é o ideal. Também devemos usar um tripé ou apoiar a câmera em alguma superfície pois é muito difícil segurar a câmera nessas condições.
Uma regrinha muito usada para quem fotografa com teleobjetivas longas é que você consegue segurar o mesmo tempo de sua distância focal. Não entendeu? Vou tentar explicar.
Se você tem uma teleobjetiva de 300mm você teoricamente vai conseguir fazer uma foto sem tremer na velocidade de 1/300s. Se tiver uma objetiva de 500mm vai conseguir fotografar sem problemas em 1/500s de velocidade do obturador e assim por diante.
Fotos simples da Lua a internet já está saturada, que tal tentar algo diferente fazendo uma composição diferente com ela?
Para fazer isso devemos ir a um lugar alto logo no fim da tarde, um pouco longe da cidade e principalmente dos prédios e da poluição das luzes da cidade, pegue a teleobjetiva com a maior distância focal que tiver a disposição e aguarde a lua começar a aparecer no horizonte. Nesse ponto é onde ela estará mais próxima da Terra dando impressão de grandeza.
Como a teleobjetiva achata os planos como já expliquei em postagens anteriores ela vai parecer mais próxima e maior ainda. Um efeito muito interessante de reproduzir.
Na foto abaixo fiz uma simulação de uma foto com esse efeito.
Nas próximas Superluas que vão ocorrer nos dias 8 e 28 de Setembro vocês já vão estar preparados para fazerem lindas fotos desse fenômeno.
Até mais!
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Histograma RGB
Continuando a explicação do histograma temos um outro tipo o histograma RGB.
Assim como o histograma de luminância serve para analisarmos a luz da fotografia o histograma RGB serve para analisar o nível de brilho das cores primárias na imagem.
Todas as imagens, do monitor a câmera digital trabalham com três cores primárias e a mistura delas formam as outras cores. Essas três cores são chamadas de cores aditivas pois misturadas formam o branco. Essas cores são o Red (Vermelho) Green (Verde) e Blue (Azul) ou RGB.
Da mesma forma do histograma de luminância visto na postagem anterior quanto mais para direita os pixels estão do gráfico mais escuras estará aquele canal de cor e quanto mais para a direita mais clara ele será e também igualmente como acontece no histograma de luminância o gráfico não pode ultrapassar os limites pois também haverá perda de informação naquele canal de cor.
Não é muito difícil ler e com um pouco de prática ficará mais fácil ler os gráficos.
Até mais!
Assim como o histograma de luminância serve para analisarmos a luz da fotografia o histograma RGB serve para analisar o nível de brilho das cores primárias na imagem.
Todas as imagens, do monitor a câmera digital trabalham com três cores primárias e a mistura delas formam as outras cores. Essas três cores são chamadas de cores aditivas pois misturadas formam o branco. Essas cores são o Red (Vermelho) Green (Verde) e Blue (Azul) ou RGB.
Da mesma forma do histograma de luminância visto na postagem anterior quanto mais para direita os pixels estão do gráfico mais escuras estará aquele canal de cor e quanto mais para a direita mais clara ele será e também igualmente como acontece no histograma de luminância o gráfico não pode ultrapassar os limites pois também haverá perda de informação naquele canal de cor.
Não é muito difícil ler e com um pouco de prática ficará mais fácil ler os gráficos.
Até mais!
domingo, 30 de março de 2014
Câmera Digital ou de filme?
No último mês participei de uma saída fotográfica com câmeras analógicas e foi a inspiração para a postagem de hoje, mas o que é melhor, câmera de filme ou digital? Depende do trabalho.
Vou explicar pois cada sistema tem suas vantagens.
Nas câmeras de filme você teria uma quantidade relativamente pequena de fotografias que podiam ser feitas comparando com os enormes cartões de memória. Um rolo de filme 35mm você podia fazer 12, 24 ou 36 fotos apenas e não tinha a grande vantagem das digitais que o usuário pode alterar a sensibilidade ISO, ou seja você tinha que fazer todas as fotos daquele rolo antes de trocar por um mais ou menos sensível. O fotógrafo de antigamente tinha que se planejar antecipadamente sabendo que tipo de filme que iria usar se ia fazer fotos diurnas usava-se um filme de ISO baixo e em fotografias noturnas ou internas ele escolheria um filme de maior ASA.
Outra coisa também é que em câmeras de filme não dá para mudar o balanço de branco no meio do caminho e existia apenas dois tipos de filme, o Daylight que era usado em áreas externas aproveitando a luz do dia e o tungstênio que era usado com iluminação de lâmpadas incandescentes. Desvios nas cores tinham que ser corrigidos no laboratório durante a revelação do negativo.
Também existiam filmes exclusivamente para fotos em preto e branco.
Você também não podia conferir a foto no visor para ver se ficou boa pois não existia. Você tinha que confiar em si mesmo e no fotômetro da câmera ou de mão para saber a exposição correta.
Claro que existia o modo automático ou de prioridade e a própria câmera se encarregava do resto mas se quisesse fotografar em modo manual para ter controle absoluto da fotografia também era possível mas você tinha que dominar toda a técnica fotográfica ou perderia muito dinheiro com rolos e mais rolos de filmes imprestáveis que iriam direto para o lixo.
E são essas as principais vantagens do sistema digital.
Com as digitais hoje você faz uma foto e se não ficou boa você apaga diretamente nela e também pode fazer centenas e até milhares de fotos com apenas um cartão de memória que hoje oferece vários Gigabytes de armazenamento.
Isso deixou muitos fotógrafos preguiçosos ou aqueles fotógrafos que se acham profissionais mas não sabem nada de fotografia nem de sua história ou da técnica fotográfica e apenas apertam um ou dois botões em um equipamento que nem entendem direito como funciona e isso foi o grande mal das câmeras digitais.
Mas se engana que as câmeras digitais sempre foram assim.
As primeiras câmeras digitais tinham resoluções baixíssimas comparadas com as de hoje. Algumas usavam disquetes como forma de armazenamento e tempos depois surgiram câmeras que usavam CDs para tal função e também eram caríssimas. Só depois de algum tempo veio as câmeras que utilizam cartões de memórias como as de hoje mas continuavam caríssimas.
O que poucos entendem é que a câmera digital deve ser usada como qualquer câmera de filme, estudando a cena, a luz, sentindo o ambiente, compondo a fotografia, esperando o momento certo para fazer a foto do dia. O que mudou mesmo com a vinda dos sistemas digitais foi o jeito de como a fotografia é armazenada. Como meu professor de fotografia Ricardo Ferreira dizia, se de cem fotos feitas naquele dia você gostou de apenas uma seu trabalho já foi feito. Claro que se você chegar com uma foto daquele evento de 12 horas que você foi contratado seu contratante vai querer te esganar no fim do dia. Mas também não é para sair disparando a torto e a direito para conseguir mais fotos pois tudo tem um custo e na digital não parece mas é bem alto. Certo que nas analógicas você precisa comprar os filmes e embutir o preço da revelação mas nas digitais você tem que se preocupar com a limpeza do sensor, coisa que não existia nas câmeras de filme e custa relativamente barato mas seria parte do lucro daquele evento. Qualquer câmera, sendo digital ou analógica tem uma vida útil.
A única coisa que realmente muda é a forma de como cada sistema armazena a fotografia, nas analógicas é em uma película fotossensível e na digital é o sensor que faz a captura da imagem e o cartão de memória a guarda.
Geralmente uma câmera digital (DSLR) de entrada tem uma vida útil aproximada de 30.000 cliques, você faz 30 eventos com mil fotos cada e terá que ou mandar para conserto que não é nada barato ou trocar de câmera e nos dois casos ou empata ou custa bem mais caro que uma câmera de filme nova e também antigamente elas duravam muito mais. Hoje em dia você encontra câmeras de 1950, 1960 funcionando perfeitamente, talvez porque não fossem tão exigidas como as digitais de hoje e não são feitas de plástico.
As digitais são boas para quem faz muitas fotos e as analógicas são para quem faz poucas fotos e busca qualidade de impressão. Aliás pouquíssimos "fotógrafos digitais" imprimem suas fotos para ter o prazer de tê-las fisicamente na mão sendo apenas um frio conjunto de bits no computador.
Uma outra vantagem das câmeras de filme é que não é preciso ficar atualizando o equipamento a cada ano como acontece nas digitais pois tudo que você precisa já está lá. E o que seria? Uma excelente objetiva e um ótimo filme, as duas coisas principais da fotografia, de resto seria apenas "perfumaria". O corpo da câmera então serve basicamente para que? Para segurar tudo junto e não deixar passar a luz para o negativo fora de hora, basicamente ela é uma câmara escura e ponto.
Nas digitais não. Os fabricantes ainda não chegaram na qualidade de uma fotografia de filme e atualizam seus equipamentos a cada ano para melhorar e chegar cada vez mais perto de um sistema analógico.
Todas as câmeras DSLR possibilitam gravar arquivos RAW que são arquivos "puros" não compactados equivalentes a "negativos digitais" mas nenhuma ainda chegou a ter a qualidade do negativo com sua riqueza de detalhes, grãos e alcance dinâmico superior. Isso sem contar a imensa qualidade de sistemas de médio o grande formato.
Por melhor que seja, principalmente para os mais experientes, da para distinguir se uma foto feita a partir de sistema analógico ou digital.
Os engenheiros precisam trabalhar com tamanho de arquivo, reprodução das cores, redução de ruídos digitais, velocidade de processamento para que a câmera não fique lenta, um montão de coisas. Nas analógicas você escolhe a objetiva que vai usar, muitas compartilhadas com o sistema digital e o filme (nas digitais são divididas em sensor e cartão de memória) que lhe dará o melhor grão e pronto! Você pode ter um corpo analógico barato mas fará fotos de extrema qualidade se souber fotografar, equivalentes a fotos feitas com câmeras digitais de dezenas de milhares de reais.
Mas nunca se esqueça: Quem faz a foto é você e não a câmera. A câmera é apenas um mero acessório que possibilita o registro daquele momento.
Fotografia não é para ser feita as pressas, fotografia é um momento, um sentimento.
Até mais!
Vou explicar pois cada sistema tem suas vantagens.
Nas câmeras de filme você teria uma quantidade relativamente pequena de fotografias que podiam ser feitas comparando com os enormes cartões de memória. Um rolo de filme 35mm você podia fazer 12, 24 ou 36 fotos apenas e não tinha a grande vantagem das digitais que o usuário pode alterar a sensibilidade ISO, ou seja você tinha que fazer todas as fotos daquele rolo antes de trocar por um mais ou menos sensível. O fotógrafo de antigamente tinha que se planejar antecipadamente sabendo que tipo de filme que iria usar se ia fazer fotos diurnas usava-se um filme de ISO baixo e em fotografias noturnas ou internas ele escolheria um filme de maior ASA.
Outra coisa também é que em câmeras de filme não dá para mudar o balanço de branco no meio do caminho e existia apenas dois tipos de filme, o Daylight que era usado em áreas externas aproveitando a luz do dia e o tungstênio que era usado com iluminação de lâmpadas incandescentes. Desvios nas cores tinham que ser corrigidos no laboratório durante a revelação do negativo.
Também existiam filmes exclusivamente para fotos em preto e branco.
Você também não podia conferir a foto no visor para ver se ficou boa pois não existia. Você tinha que confiar em si mesmo e no fotômetro da câmera ou de mão para saber a exposição correta.
Claro que existia o modo automático ou de prioridade e a própria câmera se encarregava do resto mas se quisesse fotografar em modo manual para ter controle absoluto da fotografia também era possível mas você tinha que dominar toda a técnica fotográfica ou perderia muito dinheiro com rolos e mais rolos de filmes imprestáveis que iriam direto para o lixo.
E são essas as principais vantagens do sistema digital.
Com as digitais hoje você faz uma foto e se não ficou boa você apaga diretamente nela e também pode fazer centenas e até milhares de fotos com apenas um cartão de memória que hoje oferece vários Gigabytes de armazenamento.
Isso deixou muitos fotógrafos preguiçosos ou aqueles fotógrafos que se acham profissionais mas não sabem nada de fotografia nem de sua história ou da técnica fotográfica e apenas apertam um ou dois botões em um equipamento que nem entendem direito como funciona e isso foi o grande mal das câmeras digitais.
Mas se engana que as câmeras digitais sempre foram assim.
As primeiras câmeras digitais tinham resoluções baixíssimas comparadas com as de hoje. Algumas usavam disquetes como forma de armazenamento e tempos depois surgiram câmeras que usavam CDs para tal função e também eram caríssimas. Só depois de algum tempo veio as câmeras que utilizam cartões de memórias como as de hoje mas continuavam caríssimas.
O que poucos entendem é que a câmera digital deve ser usada como qualquer câmera de filme, estudando a cena, a luz, sentindo o ambiente, compondo a fotografia, esperando o momento certo para fazer a foto do dia. O que mudou mesmo com a vinda dos sistemas digitais foi o jeito de como a fotografia é armazenada. Como meu professor de fotografia Ricardo Ferreira dizia, se de cem fotos feitas naquele dia você gostou de apenas uma seu trabalho já foi feito. Claro que se você chegar com uma foto daquele evento de 12 horas que você foi contratado seu contratante vai querer te esganar no fim do dia. Mas também não é para sair disparando a torto e a direito para conseguir mais fotos pois tudo tem um custo e na digital não parece mas é bem alto. Certo que nas analógicas você precisa comprar os filmes e embutir o preço da revelação mas nas digitais você tem que se preocupar com a limpeza do sensor, coisa que não existia nas câmeras de filme e custa relativamente barato mas seria parte do lucro daquele evento. Qualquer câmera, sendo digital ou analógica tem uma vida útil.
A única coisa que realmente muda é a forma de como cada sistema armazena a fotografia, nas analógicas é em uma película fotossensível e na digital é o sensor que faz a captura da imagem e o cartão de memória a guarda.
Geralmente uma câmera digital (DSLR) de entrada tem uma vida útil aproximada de 30.000 cliques, você faz 30 eventos com mil fotos cada e terá que ou mandar para conserto que não é nada barato ou trocar de câmera e nos dois casos ou empata ou custa bem mais caro que uma câmera de filme nova e também antigamente elas duravam muito mais. Hoje em dia você encontra câmeras de 1950, 1960 funcionando perfeitamente, talvez porque não fossem tão exigidas como as digitais de hoje e não são feitas de plástico.
As digitais são boas para quem faz muitas fotos e as analógicas são para quem faz poucas fotos e busca qualidade de impressão. Aliás pouquíssimos "fotógrafos digitais" imprimem suas fotos para ter o prazer de tê-las fisicamente na mão sendo apenas um frio conjunto de bits no computador.
Uma outra vantagem das câmeras de filme é que não é preciso ficar atualizando o equipamento a cada ano como acontece nas digitais pois tudo que você precisa já está lá. E o que seria? Uma excelente objetiva e um ótimo filme, as duas coisas principais da fotografia, de resto seria apenas "perfumaria". O corpo da câmera então serve basicamente para que? Para segurar tudo junto e não deixar passar a luz para o negativo fora de hora, basicamente ela é uma câmara escura e ponto.
Nas digitais não. Os fabricantes ainda não chegaram na qualidade de uma fotografia de filme e atualizam seus equipamentos a cada ano para melhorar e chegar cada vez mais perto de um sistema analógico.
Todas as câmeras DSLR possibilitam gravar arquivos RAW que são arquivos "puros" não compactados equivalentes a "negativos digitais" mas nenhuma ainda chegou a ter a qualidade do negativo com sua riqueza de detalhes, grãos e alcance dinâmico superior. Isso sem contar a imensa qualidade de sistemas de médio o grande formato.
Por melhor que seja, principalmente para os mais experientes, da para distinguir se uma foto feita a partir de sistema analógico ou digital.
Os engenheiros precisam trabalhar com tamanho de arquivo, reprodução das cores, redução de ruídos digitais, velocidade de processamento para que a câmera não fique lenta, um montão de coisas. Nas analógicas você escolhe a objetiva que vai usar, muitas compartilhadas com o sistema digital e o filme (nas digitais são divididas em sensor e cartão de memória) que lhe dará o melhor grão e pronto! Você pode ter um corpo analógico barato mas fará fotos de extrema qualidade se souber fotografar, equivalentes a fotos feitas com câmeras digitais de dezenas de milhares de reais.
Mas nunca se esqueça: Quem faz a foto é você e não a câmera. A câmera é apenas um mero acessório que possibilita o registro daquele momento.
Fotografia não é para ser feita as pressas, fotografia é um momento, um sentimento.
Até mais!
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Celular ou câmera digital?
Olá pessoal.
Na última postagem eu falei que nenhum celular se compara em qualidade de imagem com câmera digital e algumas pessoas me procuraram criticando essa afirmação e agora vou explicar alguns motivos.
Lentes:
Os Smartphones e afins com exceção de alguns pouquíssimos possuem lentes com elementos de plástico o que resulta em imagens embaçadas e distorcidas. A qualidade das lentes de cristal está longe de ser alcançada pelos smartphones. Nas câmeras digitais a sempre estudos para que aquela objetiva funcione na sua melhor performance, já nos smartphones sendo uma lente simples estão sujeitas a distorções e flares o que detona a fotografia.
Sensor de imagem:
Os sensores de imagens de câmeras digitais compactas já são muito pequenos e nos celulares chegam a ser menores oque degrada a qualidade da imagem.
Sensores pequenos e muitos Megapixels causam ruído principalmente quando é usado ISOs elevados.
Nos smartphones é praticamente impossível usar ISO acima de 200. Nas câmeras digitais compactas de hoje podemos usar até ISO 800 sem muita perda de qualidade.
Além disso como o sensor do smartphone é minúsculo tudo na foto vai parecer que está em foco pois dificilmente dará para controlar a profundidade de campo.
Zoom:
Geralmente smartphones não possuem zoom ótico mas sim zoom digital que nada mais é que a ampliação da imagem gerada pelo sensor. Esse tipo de zoom degrada demais a imagem deixando até mesmo inutilizável para outros fins como ampliação ou mesmo exibi-la em uma tela maior.
Qualquer câmera digital por piorzinha que seja possui no mínimo 3X de zoom ótico as melhores já estão na casa dos 20X de zoom ótico.
Flash:
Os smartphones mais simples não possuem nem mesmo flash e quando possuem são aquelas aberrações de flash "xenon" em que a foto fica toda azulada e com as bordas escuras pois o flash não possui cobertura suficiente para aquele ângulo de visão.
Processamento de imagem:
Depois que a imagem é capturada antes de ser gravada na memória é feito o processamento da imagem. É nessa etapa em que a câmera interpreta a luz que o sensor capturou e a transforma na imagem propriamente dita.
Nessa fase é que tudo ocorre inclusive a redução de ruído e compactação da imagem e justo ai que mora o problema.
Para compensar o tamanho do sensor e o ruído por ele causado é feita uma redução de ruído muito pesada que ocasiona perda de detalhes da foto além disso é feita a compactação da imagem para que ocupe um espaço menor na memória do aparelho gerando mais perda de qualidade na fotografia.
Compare duas fotos do mesmo tamanho de MP, uma da sua câmera digital e outra de seu smartphone. Aposto que a do smartphone ocupa bem menos espaço em seu disco rígido, acertei?
Isso é feito também para que o processamento da imagem fique mais rápido para compensar o fraco processamento dos smartphones já que o processador do celular está trabalhando paralelamente com outras tarefas como manter seu celular funcionando, verificando sinal, mensagens, chamadas, outros apps abertos etc...
Recursos:
Os celulares mais simples não possuem qualquer recurso fotográfico, não dá para configurar praticamente nada, apenas a resolução da foto e onde ela vai ser salva. Os smartphones mais modernos os recursos até se equivalem a câmeras digitais mas como disse no tópico anterior os smartphones são bem mais lentos demorando para aplicar as configurações pretendidas que na câmera digital é instantaneamente aplicado.
Bateria:
Smartphones já são por si só devoradores de bateria pois eles usam muitos dados e por terem grandes telas de LCD que é a principal fonte de consumo, usando-os como câmera digital a bateria vai embora rapidinho.
Você prefere ficar sem bateria na câmera digital ou no seu smartphone?
Praticidade:
Aqui é o único quesito em que o smartphone ganha temporariamente.
Por ser celular e contar com recursos de câmera digital você não vai precisar levar dois aparelhos no bolso facilitando um pouco a vida. Além disso você pode enviar as fotos que acabou de tirar para e-mail, mensagens, blogs e afins.
Mas espere. Essa vantagem está ficando para trás pois já existem câmeras que fazem a mesma coisa, hoje já existem câmeras que possuem conexão com a internet seja por meio de wi-fi ou 3G apenas não fazem ligações. Também existem samrtcameras que além de possuírem conexão com a internet possuem também o mesmo sistema operacional dos celulares permitindo a instalação de vários aplicativos inclusive de trocas de mensagens de texto.
É como aquela velha frase dizia. Você não pode ser bom em tudo, apenas uma coisa de cada vez.
Imagina um médico que se acha mecânico e aparece com as mãos sujas de graxa para lhe atender no pronto-socorro em uma emergência. Não dá certo né.
Nos smartphones é a mesma coisa, ele pode ser bom para mantê-lo conectado e enviar as fotos para e-mail ou mensagem mas não fará boas fotos para impressão por exemplo.
E você, se convenceu?
Até mais!
Na última postagem eu falei que nenhum celular se compara em qualidade de imagem com câmera digital e algumas pessoas me procuraram criticando essa afirmação e agora vou explicar alguns motivos.
Lentes:
Os Smartphones e afins com exceção de alguns pouquíssimos possuem lentes com elementos de plástico o que resulta em imagens embaçadas e distorcidas. A qualidade das lentes de cristal está longe de ser alcançada pelos smartphones. Nas câmeras digitais a sempre estudos para que aquela objetiva funcione na sua melhor performance, já nos smartphones sendo uma lente simples estão sujeitas a distorções e flares o que detona a fotografia.
Sensor de imagem:
Os sensores de imagens de câmeras digitais compactas já são muito pequenos e nos celulares chegam a ser menores oque degrada a qualidade da imagem.
Sensores pequenos e muitos Megapixels causam ruído principalmente quando é usado ISOs elevados.
Nos smartphones é praticamente impossível usar ISO acima de 200. Nas câmeras digitais compactas de hoje podemos usar até ISO 800 sem muita perda de qualidade.
Além disso como o sensor do smartphone é minúsculo tudo na foto vai parecer que está em foco pois dificilmente dará para controlar a profundidade de campo.
Zoom:
Geralmente smartphones não possuem zoom ótico mas sim zoom digital que nada mais é que a ampliação da imagem gerada pelo sensor. Esse tipo de zoom degrada demais a imagem deixando até mesmo inutilizável para outros fins como ampliação ou mesmo exibi-la em uma tela maior.
Qualquer câmera digital por piorzinha que seja possui no mínimo 3X de zoom ótico as melhores já estão na casa dos 20X de zoom ótico.
Flash:
Os smartphones mais simples não possuem nem mesmo flash e quando possuem são aquelas aberrações de flash "xenon" em que a foto fica toda azulada e com as bordas escuras pois o flash não possui cobertura suficiente para aquele ângulo de visão.
Processamento de imagem:
Depois que a imagem é capturada antes de ser gravada na memória é feito o processamento da imagem. É nessa etapa em que a câmera interpreta a luz que o sensor capturou e a transforma na imagem propriamente dita.
Nessa fase é que tudo ocorre inclusive a redução de ruído e compactação da imagem e justo ai que mora o problema.
Para compensar o tamanho do sensor e o ruído por ele causado é feita uma redução de ruído muito pesada que ocasiona perda de detalhes da foto além disso é feita a compactação da imagem para que ocupe um espaço menor na memória do aparelho gerando mais perda de qualidade na fotografia.
Compare duas fotos do mesmo tamanho de MP, uma da sua câmera digital e outra de seu smartphone. Aposto que a do smartphone ocupa bem menos espaço em seu disco rígido, acertei?
Isso é feito também para que o processamento da imagem fique mais rápido para compensar o fraco processamento dos smartphones já que o processador do celular está trabalhando paralelamente com outras tarefas como manter seu celular funcionando, verificando sinal, mensagens, chamadas, outros apps abertos etc...
Recursos:
Os celulares mais simples não possuem qualquer recurso fotográfico, não dá para configurar praticamente nada, apenas a resolução da foto e onde ela vai ser salva. Os smartphones mais modernos os recursos até se equivalem a câmeras digitais mas como disse no tópico anterior os smartphones são bem mais lentos demorando para aplicar as configurações pretendidas que na câmera digital é instantaneamente aplicado.
Bateria:
Smartphones já são por si só devoradores de bateria pois eles usam muitos dados e por terem grandes telas de LCD que é a principal fonte de consumo, usando-os como câmera digital a bateria vai embora rapidinho.
Você prefere ficar sem bateria na câmera digital ou no seu smartphone?
Praticidade:
Aqui é o único quesito em que o smartphone ganha temporariamente.
Por ser celular e contar com recursos de câmera digital você não vai precisar levar dois aparelhos no bolso facilitando um pouco a vida. Além disso você pode enviar as fotos que acabou de tirar para e-mail, mensagens, blogs e afins.
Mas espere. Essa vantagem está ficando para trás pois já existem câmeras que fazem a mesma coisa, hoje já existem câmeras que possuem conexão com a internet seja por meio de wi-fi ou 3G apenas não fazem ligações. Também existem samrtcameras que além de possuírem conexão com a internet possuem também o mesmo sistema operacional dos celulares permitindo a instalação de vários aplicativos inclusive de trocas de mensagens de texto.
É como aquela velha frase dizia. Você não pode ser bom em tudo, apenas uma coisa de cada vez.
Imagina um médico que se acha mecânico e aparece com as mãos sujas de graxa para lhe atender no pronto-socorro em uma emergência. Não dá certo né.
Nos smartphones é a mesma coisa, ele pode ser bom para mantê-lo conectado e enviar as fotos para e-mail ou mensagem mas não fará boas fotos para impressão por exemplo.
E você, se convenceu?
Até mais!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Diferenças entre sistemas de câmeras digitais
Outro dia enquanto um amigo e eu estávamos fazendo fotos para o aniversário de São Paulo fomos abordados por uma moça perguntando sobre nossas câmeras digitais já que usávamos câmeras DSLR e qual seria melhor para ela comprar. Não ficou claro o uso que ela queria uma câmera apenas por hobby ou se queria começar a estudar fotografia.
Explicamos a ela justamente o que comentei na primeira postagem desse blog em que disse que cada câmera tem seu uso. Não adianta nada ter uma super câmera se o uso é apenas por hobby ou para usar casualmente em festinhas de família, para isso uma câmera compacta já proporcionará ótimos resultados e investir numa DSLR seria perda de dinheiro mas tudo tem sua vantagem e desvantagens.
No sistema DSLR além do corpo da câmera também é preciso investir em objetivas e acessórios e é isso que deixa a fotografia como hobby muito caro. Imagina que a cada objetiva que você compra podia ter comprado uma ou duas câmeras compactas novinhas. Dificilmente quem usa o sistema DSLR tem apenas um corpo com uma objetiva.
Além de ser um sistema caro posso citar mais duas desvantagens principalmente para as mulheres: O peso e o tamanho. Levar uma DSLR simples seria o mesmo que levar no mínimo umas 10 câmeras compactas na bolsa se contar que ficará por horas a fio com ela na mão ou no pescoço no fim do dia o peso desse sistema cobra seu preço. Enquanto uma câmera compacta avançada pesa cerca de 180g apenas o corpo de uma DSLR de entrada pesa por vota de 600g mas uma objetiva que normalmente vem junto com o corpo pesa normalmente outros 500g.
As vantagens de ter um sistema DSLR são que proporcionam uma qualidade de imagem superior principalmente em baixa luz devido ao sensor de maior tamanho, processamento praticamente instantâneo da imagem, velocidade de disparo, controles manuais e os diversos acessórios que podemos usar que geralmente são vendidos separadamente como flashes e filtros.
Já nas câmeras compactas as vantagens ficam por conta preço do equipamento, seu tamanho reduzido e sua praticidade pois além de poder levar ela em qualquer cantinho da bolsa e não precisam trocar de objetiva a cada assunto diferente.
Recentemente foi introduzido um novo sistema no mercado, o micro 4/3 (micro four thirds) com o objetivo de diminuir a diferença entre uma câmera compacta para uma DSLR.
O sistema micro 4/3 tem praticamente o tamanho de uma câmera compacta avançada e possui uma melhor qualidade de imagem devido ao sensor maior e também possui o sistema de troca de objetiva assim como nas DSLR. Elas também são muito rápidas no disparo sendo até mais rápidas que muitas DSLR mas muitas são mais lentas na questão de focagem demorando muito mais para focar o objeto. Para ficar próximo ao tamanho de uma câmera compacta o sistema micro 4/3 aboliu o sistema de espelho por isso não é considerada uma DSLR. Para compensar a falta do sistema de espelho as micro 4/3 usam o mesmo sistema das câmeras compactas. Elas mostram a imagem a ser capturada no visor LCD.
Tamanho, peso e velocidade resolvidos faltou resolver a questão preço. O sistema micro 4/3 é tão ou mais caro de manter que o sistema DSLR. O kit do sistema micro 4/3 com corpo e objetiva custa mais caro que um kit DSLR de entrada também composto de corpo e objetiva. Os acessórios além de mais difíceis de encontrar mesmo em lojas especializadas custam bem mais caros do que acessórios do sistema DSLR.
Eu não ia falar de celulares aqui mas vejo que muitas pessoas estão trocando suas câmeras compactas por celulares ou tablets no dia-a-dia.
Celulares por melhores que sejam não são câmeras digitais e custam bem mais que câmeras compactas. Seu sensor minúsculo e sua objetiva geralmente de plástico não proporcionam fotos com qualidade. No visor o aparelho a foto parece que está linda, até se jogar no computador a foto parece bonita mas se for ver a foto em tamanho real (zoom 100%) verá que a foto perdeu muito de seus detalhes mal dando para ver os rostos das pessoas ou detalhes dos objetos. Também por ter um sensor minúsculo as fotos noturnas ficam péssimas.
A única vantagem de fotografar com o celular é que pode-se compartilhar instantaneamente a fotografia com amigos ou colocá-la na internet em qualquer lugar que exista conexão. Vantagens essa que está sumindo pois muitas câmeras já permitem o uso de wi-fi ou até 3G para o mesmo propósito.
Resumindo:
Câmeras compactas: Fotos casuais.
Sistema DSRL: Hobby sério, estudantes de fotografia, trabalhos.
Sistema Micro 4/3: Hobby sério mas muito caro.
Celulares, Smartphones e Tablets: Quando nenhuma das opções acima estiverem disponíveis.
Na verdade mesmo o que vale é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo e não da câmera que ele está usando. Um bom fotógrafo de verdade pode fazer uma foto muito melhor com uma câmera compacta em comparação com um outro que se acha fotografo por ter uma super câmera profissional de dezenas de milhares de reias.
Pense nisso.
Até a próxima!
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Resumo de fim de ano.
Olá pessoal.
Mais um ano acabando e resolvi fazer um pequeno resumo do blog.
Esse ano foi interessante para o blog fotodica.
Esse ano além das dicas básicas de fotografia falamos um pouco sobre técnica de como por exemplo fotografar contraluz, a técnica de panning e também como usar o flare de um jeito criativo na fotografia. Falamos também dos filtros fotográficos e seus efeitos e também dos diferentes tipos de objetivas e terminamos o ano falando sobre fotografia de paisagem e fogos de artifício que acho que vai ser uma dica muito usada no fim de ano.
Agora falando um pouco das estatísticas a dica mais lida foi a em que falo sobre a velocidade de sincronismo do flash seguido em segundo lugar pela dica sobre rebatedores de flash e em terceiro a dica em que falei sobre a distância hiperfocal.
A dica que o pessoal mais comentou mais foi a que falei sobre a tabela para flash em que mostro uma tabela de distância e potência para facilitar o uso do flash em modo manual. Essa dica também foi a quarta mais lida.
Durante um pouco mais de dois anos de existência do blog foram mais de 10.000 visitas mas sempre esperando que esse número cresça cada vez mais e que também conquiste muitos seguidores.
Para tentar conquistar os leitores o blog continuará usando uma linguagem bem simples com dicas fáceis de serem entendidas e também usando exemplos práticos e a partir de agora ele será atualizado uma vez por mês. Todo dia 30 uma nova dica será disponibilizada aos leitores.
Falando em leitores eles também têm vez no blog fotodica seja comentando nas postagens ou até sugerindo novas dicas
Por fim o Blog fotodica deseja a todos os leitores e amantes da arte fotográfica um feliz 2014 com ótimas fotos e muito conhecimento.
Até 2014!
Mais um ano acabando e resolvi fazer um pequeno resumo do blog.
Esse ano foi interessante para o blog fotodica.
Esse ano além das dicas básicas de fotografia falamos um pouco sobre técnica de como por exemplo fotografar contraluz, a técnica de panning e também como usar o flare de um jeito criativo na fotografia. Falamos também dos filtros fotográficos e seus efeitos e também dos diferentes tipos de objetivas e terminamos o ano falando sobre fotografia de paisagem e fogos de artifício que acho que vai ser uma dica muito usada no fim de ano.
Agora falando um pouco das estatísticas a dica mais lida foi a em que falo sobre a velocidade de sincronismo do flash seguido em segundo lugar pela dica sobre rebatedores de flash e em terceiro a dica em que falei sobre a distância hiperfocal.
A dica que o pessoal mais comentou mais foi a que falei sobre a tabela para flash em que mostro uma tabela de distância e potência para facilitar o uso do flash em modo manual. Essa dica também foi a quarta mais lida.
Durante um pouco mais de dois anos de existência do blog foram mais de 10.000 visitas mas sempre esperando que esse número cresça cada vez mais e que também conquiste muitos seguidores.
Para tentar conquistar os leitores o blog continuará usando uma linguagem bem simples com dicas fáceis de serem entendidas e também usando exemplos práticos e a partir de agora ele será atualizado uma vez por mês. Todo dia 30 uma nova dica será disponibilizada aos leitores.
Falando em leitores eles também têm vez no blog fotodica seja comentando nas postagens ou até sugerindo novas dicas
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domingo, 15 de dezembro de 2013
Fotografando fogos de artifício.
Fim de ano chegando e agora é uma época propícia para fotografar fogos de artifício.
Para fotografar fogos de artifício basicamente você terá que fazer ao contrário de fotografar paisagem como falei na postagem anterior.
Pra uma foto de fogos ficar bonita o interessante é pegar toda a trajetória dos fogos até a explosão e isso é conseguido abaixando a velocidade do obturador para no mínimo dois segundos.
Dito isso você com certeza precisará de um tripé ou ter um lugar para apoiar a câmera extremamente firme para que saía uma ótima foto.
Raramente você conseguirá uma boa foto de fogos com a câmera na mão como a que fiz nas duas fotos dessa fotodica.
Também o ideal nessa época do ano onde vários pontos da cidade soltam fogos ao mesmo tempo é estar em um lugar alto e com uma objetiva grande angular para que não pegue apenas um mas vários fogos numa mesma cena. O resultado é lindíssimo.
Também o interessante é que a paisagem esteja mais escura possível porque câmera registra luz e sem luz os fogos ganham mais vivacidade.
Para focar podemos usar a técnica da distância hiperfocal para que toda a cena esteja em foco ou usar o foco manual calculando a partir da primeira sequencia de fogos para que você saiba onde focar na segunda série de fogos e até abusar um pouquinho e dar um close-up em alguma sequencia.
E você, gostou da dica?
Até a próxima!
Para fotografar fogos de artifício basicamente você terá que fazer ao contrário de fotografar paisagem como falei na postagem anterior.
Pra uma foto de fogos ficar bonita o interessante é pegar toda a trajetória dos fogos até a explosão e isso é conseguido abaixando a velocidade do obturador para no mínimo dois segundos.
Dito isso você com certeza precisará de um tripé ou ter um lugar para apoiar a câmera extremamente firme para que saía uma ótima foto.
Raramente você conseguirá uma boa foto de fogos com a câmera na mão como a que fiz nas duas fotos dessa fotodica.
Também o ideal nessa época do ano onde vários pontos da cidade soltam fogos ao mesmo tempo é estar em um lugar alto e com uma objetiva grande angular para que não pegue apenas um mas vários fogos numa mesma cena. O resultado é lindíssimo.
Também o interessante é que a paisagem esteja mais escura possível porque câmera registra luz e sem luz os fogos ganham mais vivacidade.
Para focar podemos usar a técnica da distância hiperfocal para que toda a cena esteja em foco ou usar o foco manual calculando a partir da primeira sequencia de fogos para que você saiba onde focar na segunda série de fogos e até abusar um pouquinho e dar um close-up em alguma sequencia.
E você, gostou da dica?
Até a próxima!
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sábado, 30 de novembro de 2013
Fotos de Paisagem.
Normalmente a primeira coisa que fotografamos, seja por testar uma câmera nova ou por ser de fácil acesso é alguma paisagem por ai.
Muitas câmeras, principalmente as compactas possui o modo de cena Paisagem facilitando o trabalho.
Esse modo automático altera a profundidade de campo fechando o diafragma o máximo possível e alterando a resposta das cores para que o azul do céu e o verde das folhagens apareçam mais e em algumas câmeras um pouquinho mais avançadas elas alteram a resposta dinâmica para que o céu não estoure tanto deixando completamente branco. Nesse modo muitas câmeras deixam as cores foto muito "artificiais".
Para ter mais controle sobre a fotografia é muito interessante fazer a foto em modo manual disponível em pouquíssimas compactas e em todas as DSLR.
Para fotografar manualmente é um pouquinho mais complicado para se obter um resultado excepcional mas compensa.
Primeiro temos que ver como está o clima e o que quero passar para o espectador naquela fotografia.
O ideal seria usar um tripé mas podemos fazer segurando a câmera na mão pois normalmente a velocidade do obturador é alta.
Como no modo automático podemos usar o obturador bem fechado para conseguir uma maior profundidade de campo mas ai vai uma dica. As objetivas têm um ponto em que elas começam a perder definição por causa da refração dando o efeito inverso que queremos.
Podemos então usar a técnica de distância hiperfocal que falei em umas das postagens anteriores para temos o máximo de nitidez na distância que queremos. Use sempre ISO baixo para preservar os detalhes da imagem.
Para as cores ficarem bem legais é interessante usar o filtro polarizador para ressaltar as cores do céu e as cores das folhagens.
Para fazer a fotometria que é um pouco difícil acertar é interessante medir o céu primeiro e depois o chão para que o céu não saia estourado na fotografia acabando com ela. Para que o céu não estoure ele ter que ficar no máximo dois pontos do fotômetro zerado. No chão é a mesma coisa só que com a fotometria negativa, se a medição der abaixo de -2 como -3 ou -4 por exemplo o chão ficará muito escuro. A vantagem de não estourar o céu é que podemos salvar mais facilmente a parte escura da foto mas dificilmente podemos salvar a área estourada caso precisemos além do céu ficar mais bonito.
Para ficar ideal temos que escolher onde vai ficar o horizonte na composição. Nunca deixe o horizonte bem no meio da foto. Também temos que observar se o horizonte realmente está na bem na horizontal. Um horizonte torto detona a foto inteira. Geralmente câmeras DSLR mais recentes contam com uma ferramenta de nivelamento digital para facilitar o processo.
Use elementos de composição para guiar o olhar do espectador não ficar perdido dentro da fotografia.
Evite fotografar com sol a pino pois as sombras vão ficar muito duras. O ideal para fotografar paisagens é logo no inicio da manhã e no entardecer que é a chamada hora mágica, é nessa hora que a luz mais bonita e confere uma profundidade a mais na fotografia.
O interessante é também usar objetiva grande-angular para esse tipo de fotografia ou para os mais ousados até usar objetivas olho de peixe que confere um aspecto realmente interessante. Mas é preciso prestar mais atenção pois haverá muito mais elementos para serem compostos na foto.
Então é isso.
Divirtam-se!
Muitas câmeras, principalmente as compactas possui o modo de cena Paisagem facilitando o trabalho.
Esse modo automático altera a profundidade de campo fechando o diafragma o máximo possível e alterando a resposta das cores para que o azul do céu e o verde das folhagens apareçam mais e em algumas câmeras um pouquinho mais avançadas elas alteram a resposta dinâmica para que o céu não estoure tanto deixando completamente branco. Nesse modo muitas câmeras deixam as cores foto muito "artificiais".
Para ter mais controle sobre a fotografia é muito interessante fazer a foto em modo manual disponível em pouquíssimas compactas e em todas as DSLR.
Para fotografar manualmente é um pouquinho mais complicado para se obter um resultado excepcional mas compensa.
Primeiro temos que ver como está o clima e o que quero passar para o espectador naquela fotografia.
O ideal seria usar um tripé mas podemos fazer segurando a câmera na mão pois normalmente a velocidade do obturador é alta.
Como no modo automático podemos usar o obturador bem fechado para conseguir uma maior profundidade de campo mas ai vai uma dica. As objetivas têm um ponto em que elas começam a perder definição por causa da refração dando o efeito inverso que queremos.
Podemos então usar a técnica de distância hiperfocal que falei em umas das postagens anteriores para temos o máximo de nitidez na distância que queremos. Use sempre ISO baixo para preservar os detalhes da imagem.
Para as cores ficarem bem legais é interessante usar o filtro polarizador para ressaltar as cores do céu e as cores das folhagens.
Para fazer a fotometria que é um pouco difícil acertar é interessante medir o céu primeiro e depois o chão para que o céu não saia estourado na fotografia acabando com ela. Para que o céu não estoure ele ter que ficar no máximo dois pontos do fotômetro zerado. No chão é a mesma coisa só que com a fotometria negativa, se a medição der abaixo de -2 como -3 ou -4 por exemplo o chão ficará muito escuro. A vantagem de não estourar o céu é que podemos salvar mais facilmente a parte escura da foto mas dificilmente podemos salvar a área estourada caso precisemos além do céu ficar mais bonito.
Para ficar ideal temos que escolher onde vai ficar o horizonte na composição. Nunca deixe o horizonte bem no meio da foto. Também temos que observar se o horizonte realmente está na bem na horizontal. Um horizonte torto detona a foto inteira. Geralmente câmeras DSLR mais recentes contam com uma ferramenta de nivelamento digital para facilitar o processo.
Use elementos de composição para guiar o olhar do espectador não ficar perdido dentro da fotografia.
Evite fotografar com sol a pino pois as sombras vão ficar muito duras. O ideal para fotografar paisagens é logo no inicio da manhã e no entardecer que é a chamada hora mágica, é nessa hora que a luz mais bonita e confere uma profundidade a mais na fotografia.
O interessante é também usar objetiva grande-angular para esse tipo de fotografia ou para os mais ousados até usar objetivas olho de peixe que confere um aspecto realmente interessante. Mas é preciso prestar mais atenção pois haverá muito mais elementos para serem compostos na foto.
Então é isso.
Divirtam-se!
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Diferenças das objetivas MACRO.
Outro dia uma pessoa me perguntou se podia usar uma objetiva MACRO para fazer fotos comuns porque ele viu uma outra pessoa fazendo retratos com essa objetiva.
Minha resposta é que pode sim usar uma objetiva macro como se fosse uma objetiva comum.
Pouquíssimas objetivas macro são dedicadas exclusivamente para fazer apenas macrofotografia.
O que muda principalmente em uma objetiva macro para uma objetiva comum é sua qualidade ótica para obter uma distância mínima de foco mais próxima do objeto fotografado proporcionando maior ampliação deste.
Uma objetiva normal produz normalmente uma ampliação entre mais ou menos 0,17x à 0,22x do objeto fotografado no negativo ou sensor. Vamos pegar um exemplo de fotografar um objeto de 5cm por exemplo. No sensor esse mesmo objeto terá um pouco mais de 8mm em uma objetiva de ampliação 0,17x.
Já em uma objetiva MACRO a ampliação normalmente é de 1x, ou seja, o tamanho real do objeto no sensor. Esse mesmo objeto de 5cm terá o mesmo 5cm no sensor o que chamamos normalmente de ampliação real life. Mas ai também que vem o truque das fotos macro. Nenhum sensor ou filme de 35mm tem 5cm em qualquer um dos lados, ou seja o objeto preencherá mais que toda a área da fotografia. Existem também objetivas que ampliam o objeto até 5x o tamanho real mas essas sim dificilmente serviriam para fotos comuns pois elas não conseguem focar o infinito e muitas delas possuem apenas foco manual.
Também com isso temos a questão da profundidade de campo. Quanto mais perto o objeto da objetiva mais crítica se torna a profundidade de campo, qualquer mexidinha pra frente ou para trás resultará em perda de foco.
Uma coisa que devemos notar é que objetivas macro geralmente são mais escuras que objetivas comuns. Um exemplo é uma objetiva 100mm f/2 e sua distância mínima de foco é próximo de 85cm do objeto. Em sua "versão macro" além de ela ser fisicamente maior e bem mais pesada sua abertura será por exemplo de f/2.8 mas podemos chegar à 31cm desse mesmo objeto. Dificilmente é usado a abertura máxima para fotografias macro. Geralmente usa-se f/11, f/16 para esse tipo de fotografia. Enfim elas não são objetivas voltadas para ter grandes aberturas mas sim prezam pela qualidade ótica.
Mesmo ela sendo mais escura sua ótica é geralmente bem superior as objetivas comuns produzindo imagens muito definidas, com poucas aberrações e também o efeito de bokeh é muito mais bonito. Mas tudo isso tem seu preço.
Uma objetiva comum de 100mm com abertura f/2 custaria em média uns R$2000,00. Já a versão macro sendo um ponto mais escura f/2.8 custaria em média uns R$2800,00.
Essa qualidade ótica superior aliada a menor distância de foco pode ser uma arma de dois gumes já que em retratos de moda qualquer imperfeição na pele da modelo aparecerá acarretando um trabalho de pós processamento para retirá-lo.
Então qual você usaria para fotos "comuns"?
Até mais.
Minha resposta é que pode sim usar uma objetiva macro como se fosse uma objetiva comum.
Pouquíssimas objetivas macro são dedicadas exclusivamente para fazer apenas macrofotografia.
O que muda principalmente em uma objetiva macro para uma objetiva comum é sua qualidade ótica para obter uma distância mínima de foco mais próxima do objeto fotografado proporcionando maior ampliação deste.
Uma objetiva normal produz normalmente uma ampliação entre mais ou menos 0,17x à 0,22x do objeto fotografado no negativo ou sensor. Vamos pegar um exemplo de fotografar um objeto de 5cm por exemplo. No sensor esse mesmo objeto terá um pouco mais de 8mm em uma objetiva de ampliação 0,17x.
Já em uma objetiva MACRO a ampliação normalmente é de 1x, ou seja, o tamanho real do objeto no sensor. Esse mesmo objeto de 5cm terá o mesmo 5cm no sensor o que chamamos normalmente de ampliação real life. Mas ai também que vem o truque das fotos macro. Nenhum sensor ou filme de 35mm tem 5cm em qualquer um dos lados, ou seja o objeto preencherá mais que toda a área da fotografia. Existem também objetivas que ampliam o objeto até 5x o tamanho real mas essas sim dificilmente serviriam para fotos comuns pois elas não conseguem focar o infinito e muitas delas possuem apenas foco manual.
Também com isso temos a questão da profundidade de campo. Quanto mais perto o objeto da objetiva mais crítica se torna a profundidade de campo, qualquer mexidinha pra frente ou para trás resultará em perda de foco.
Uma coisa que devemos notar é que objetivas macro geralmente são mais escuras que objetivas comuns. Um exemplo é uma objetiva 100mm f/2 e sua distância mínima de foco é próximo de 85cm do objeto. Em sua "versão macro" além de ela ser fisicamente maior e bem mais pesada sua abertura será por exemplo de f/2.8 mas podemos chegar à 31cm desse mesmo objeto. Dificilmente é usado a abertura máxima para fotografias macro. Geralmente usa-se f/11, f/16 para esse tipo de fotografia. Enfim elas não são objetivas voltadas para ter grandes aberturas mas sim prezam pela qualidade ótica.
Mesmo ela sendo mais escura sua ótica é geralmente bem superior as objetivas comuns produzindo imagens muito definidas, com poucas aberrações e também o efeito de bokeh é muito mais bonito. Mas tudo isso tem seu preço.
Uma objetiva comum de 100mm com abertura f/2 custaria em média uns R$2000,00. Já a versão macro sendo um ponto mais escura f/2.8 custaria em média uns R$2800,00.
Essa qualidade ótica superior aliada a menor distância de foco pode ser uma arma de dois gumes já que em retratos de moda qualquer imperfeição na pele da modelo aparecerá acarretando um trabalho de pós processamento para retirá-lo.
Então qual você usaria para fotos "comuns"?
Até mais.
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domingo, 15 de setembro de 2013
Zoom ou Fixa, qual usar?
Olá.
Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.
Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.
Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.
Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.
Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.
Objetivas Fixas
Objetivas fixas são menores e mais leves do que objetivas zoom, também são mais baratas.Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.
Objetivas Zoom
Objetivas zoom são mais voltadas a serem praticas.
Como ela possui zoom o fotógrafo pode fazer mais fotos com menos movimentos facilitando em muito o trabalho do fotógrafo. Dependendo da objetiva que ele estiver usando ele pode passar de um grande salão a um quartinho sem se preocupar em trocar de objetiva além de poderem produzir efeitos como o panning zoom como expliquei em postagem anterior. Mas tudo tem suas desvantagens. Objetivas zoom baratas além de escuras também possuem aberturas variáveis. Na objetiva da foto acima a abertura máxima vai de f/4 na posição grande angular para f/5.6 em tele (135mm na objetiva da foto).
Existem sim objetivas zoom com abertura constante mas são muito mais caras e essa é sua maior desvantagem além de serem bem mais pesadas. Mas em compensação a qualidade da imagem produzida é relativamente melhor.
Também por trabalharem com distâncias focais variáveis possuem mais distorções principalmente no começo e no fim do zoom e também por terem mais elementos em seu interior além de serem mais pesadas por isso, muitas vezes objetivas mais baratas não produzem imagens de qualidade que superem objetivas fixas.
Então qual tipo de objetiva você escolheria, zoom ou fixa?
Até mais!
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Como conservar seu equipamento.
Olá.
Algumas pessoas me perguntam como guardo meus equipamentos fotográficos para ter eles sempre funcionando perfeitamente.
Isso é um tabu para muitas pessoas que fotografam pois cada um sempre têm sua "receita" ou falam coisas completamente diferentes, até você mesmo que está lendo essa postagem pode não concordar com alguma ou outra coisa. Vou colocar aqui por tópicos para deixar mais fácil de entender mas não por importância pois todos os cuidados são importantes que podem proteger seus equipamentos de milhares de reais.
1- Cuidado com a poeira.
A poeira é uma das maiores inimigas de qualquer equipamento. Ela pode danificar seriamente seu equipamento porque pode grudar onde existe graxa, isso mesmo, sua câmera tem lubrificantes no interior tanto no mecanismo de obturação como no autofoco das objetivas. O ideal é que guarde os equipamentos em lugares limpos e também que sempre de uma passada de pano SECO por todo o equipamento sempre que notar que ele está empoeirado mesmo que não pretenda usá-lo de imediato.
2 - Evite lugares úmidos.
A umidade é umas das piores inimigas principalmente de suas objetivas. A umidade junto com o calor e poeira pode produzir fungos em suas lentes podendo até destruí-la por completo. Já imaginou você ter que simplesmente jogar fora aquela objetiva f/1.2 caríssima? Pois bem proteger o equipamento da umidade é essencial!
Podemos guardar nossos equipamentos dentro de uma caixa organizadora de plástico, aquelas que muitas pessoas utilizam para guardar miudezas e encontradas em casas de decoração ou em hipermercados. Evite usar caixas de madeira ou papelão pois elas retêm umidade. Dentro delas podemos colocar nossos equipamentos e junto deles um desumidificador de ambientes pode ser eletrônico ou sílica-gel que até podem ser achadas em lojas de fotografia. O ideal é que a umidade esteja entre 25 e 50% porque mesmo a baixa umidade pode prejudicar seu equipamento principalmente as borrachas e lubrificantes. Sei de pessoas que compram até um aparelhinho de mede a umidade relativa do ar mas acho que não é para tanto.
3 - Praia e fotografia combinam?
Bom essa pergunta praticamente foi respondida nos tópicos anteriores. Tento cuidado com o equipamento combinam sim mas alguns cuidados a mais são importantes.
Na praia existe bastante umidade então os cuidados nesse caso devem ser redobrados mas nada que impeça de guardar ou usar a câmera em tais lugares.
Também temos o problema da areia que na cidade não temos com tanta evidência. Evite a qualquer custo expor sua câmera a areia pois assim como a poeira e com muito mais facilidade ela pode fazer com que o equipamento trave e depois disso só mesmo levando em uma assistência técnica para resolver o problema e custará caro. Recentemente fui com um grupo de fotógrafos até a baixada santista e vi que várias pessoas tentaram fazer fotos de uma "mini tempestade de areia", grande erro se aquela areia entrar no equipamento pode fazer com que o perca devido ao que expliquei anteriormente.
Também temos o problema terrível da maresia. Ela é a pior situação que pode afetar a câmera. A maresia pode penetrar fundo no equipamento e enferrujar seus componentes dando perda total.
Na praia é a mesma recomendação de guardar o equipamento em uma caixa plástica com desumidificador mas antes fazer uma limpeza completa dele para evitar qualquer resíduo de poeira e areia e sempre que for caminhar na praia com o equipamento que evite de levá-lo exposto, sempre leve no case e apenas quando for fazer as fotos o pegue.
4 - Evite mudanças de repentinas de temperatura
Mudanças bruscas de temperatura podem ser prejudiciais ao seu equipamento fotográfico. Elas podem fazer com que a umidade se condense internamente no equipamento prejudicando como um todo. Não sei se já aconteceu com alguém de quando passa de um lugar quente e repentinamente vai para um lugar frio a objetiva ou a ocular ficou toda embaçada. É isso mesmo que acontece, imagina toda essa umidade dentro do equipamento, nada bom.
Quando ocorrer o fenômeno pare de utilizar a câmera imediatamente, retire a bateria o cartão de memória e a objetiva por alguns minutos aguardando até que a umidade evapore só então volte a utilizar a câmera.
Uma dica para evitar que ocorra a condensação é quando for passar de um lugar frio para um local quente é colocá-la dentro de um saco plástico por alguns minutos para que ela se adapte a nova temperatura antes de utilizá-la novamente.
5 - Não guarde seu equipamento no case.
Da mesma forma que falei no tópico anterior evite guardar seu equipamento no case de transporte. Como o nome já diz ele é apenas para o transporte do equipamento. Tudo bem que ele pode proteger da poeira ou que ele pode ser impermeável mas não é um lugar ideal para guardar seu equipamento. Um caso que aconteceu comigo que uma câmera compacta de filme perdida há anos foi achada em uma gaveta de um armário da dispensa e contrariando todas as expectativas sobreviveu em seu case de borracha sem nada ter acontecido com ela e com o negativo dentro dela mas mesmo assim esse caso de não sofrer danos é raríssimo. É bom evitar.
6 - Retire a bateria!
Esse é outro tabu que é muito comentado não apenas quem tem equipamentos fotográficos mas qualquer pessoa que possua equipamentos com bateria.
O ideal quando não for usar o equipamento por longos períodos, segundo o manual da Canon é guardar a bateria fora da câmera com seu protetor de contatos e descarregada. Mesmo assim o ideal é não deixar ela muito tempo descarregada porque simplesmente ela pode "morrer". Tente usá-la carregando completamente e usando ela até o fim pelo menos uma vez a cada três meses para que não perca sua capacidade de carga. Mesmo os fabricantes dizendo que não existe mais o temido efeito memória que era muito perceptível em telefones sem fio e celulares antigos sempre utilizo a bateria até o fim antes de carregá-la.
Também não esqueça de retirar as pilhas do flash sempre que terminar de usá-lo mesmo de um dia para o outro pois além de consumi-las mesmo sem estar o utilizando elas podem vazar inutilizando o flash e o conserto pode custar bem caro.
7 - Limpe a objetiva.
Mais um tabu. Acho que esse é um dos mais difíceis de ser resolvido também porque já vi várias pessoas falando o inverso da outra mas vamos lá.
Primeiro temos que ter a disposição os seguintes objetos.
Um ambiente bem iluminado ou um ponto de luz para que possamos enxergar a sujeira,
Uma bombinha de ar que muito carinhosamente é chamada de fuc-fuc. É uma pera parecendo com aquele negócio antigão que era usado para colocar óleo em peças mecânicas e máquinas de costura.
Um pincel ultra limpo bem macio
E um papel ou pano de microfibra especial para a limpeza de lentes que podem ser achados tanto em óticas quanto em lojas de equipamentos fotográficos.
Vamos ao procedimento de limpeza.
1 - Primeiro devemos analisar a sujeira embaixo do ponto de luz.
2 - Depois pegamos o fuc-fuc e sopramos as grandes partículas de pó e fuligem do centro para os cantos da objetiva podendo fazer com ela invertida para que o pó caia.
3 - Com o pincel macio tomando muito cuidado passamos da mesma forma que estávamos passando com ar para que sujeiras mais resistentes saiam.
4 - Finalizamos dando o "polimento" com o papel ou o pano de microfibra especial com movimentos circulares do dentro para o canto da objetiva.
5 - Analisamos novamente a objetiva cuidadosamente para ver se não sobrou pó algum que possa interferir em nossas fotografias.
Não use qualquer líquido de limpeza nas objetivas pois podem comprometer o coating (camada protetora) da mesma.
Se a sujeira for resistente demais uma dica que pode parecer estranha no começo mas que a assistência técnica e meu antigo professor de fotografia deram. Depois de jogar o ar com a bombinha fuc-fuc de uma baforada na objetiva e depois do nosso bafo condensado na lente passe o papel de limpeza. Até faz sentido essa dica e usei-a por muito tempo pois em nossos pulmões existe a forma do mais puro H2O, água, claro desde que a pessoa não esteja embriagada ai a fórmula de H2O já passaria para CH3CH2OH... Brincadeira! Mas pode usá-la que funciona. Até é uma maneira de limpar a objetiva quando não se tem nada a mão a não ser um paninho.
8 - Use sua câmera.
Uma das melhores formas de conservar sua câmera por incrível que pareça é usando ela.
Quando se usa a câmera todas as suas engrenagens e não são poucas são limpas e lubrificadas.
Quando não for usá-la por longos períodos tente fazer algumas fotos para que tudo esteja em ordem. Uma dica para isso é quando for carregar a bateria como falei no 6º tópico use a câmera e objetivas nessa ocasião. Uma bateria de uma câmera DSLR de hoje em dia geralmente dão possibilidades de tirar em torno de 1000 fotos. Aproveite também para recordar o que aprendeu exercitando seu conhecimento. Em câmeras de filme podem ser usadas com o sem filme mas recomendo queimar pelo menos um filme. Ah queimar não é botar fogo é fazer fotos mesmo.
Abraço é até a próxima dica!
Algumas pessoas me perguntam como guardo meus equipamentos fotográficos para ter eles sempre funcionando perfeitamente.
Isso é um tabu para muitas pessoas que fotografam pois cada um sempre têm sua "receita" ou falam coisas completamente diferentes, até você mesmo que está lendo essa postagem pode não concordar com alguma ou outra coisa. Vou colocar aqui por tópicos para deixar mais fácil de entender mas não por importância pois todos os cuidados são importantes que podem proteger seus equipamentos de milhares de reais.
1- Cuidado com a poeira.
A poeira é uma das maiores inimigas de qualquer equipamento. Ela pode danificar seriamente seu equipamento porque pode grudar onde existe graxa, isso mesmo, sua câmera tem lubrificantes no interior tanto no mecanismo de obturação como no autofoco das objetivas. O ideal é que guarde os equipamentos em lugares limpos e também que sempre de uma passada de pano SECO por todo o equipamento sempre que notar que ele está empoeirado mesmo que não pretenda usá-lo de imediato.
2 - Evite lugares úmidos.
A umidade é umas das piores inimigas principalmente de suas objetivas. A umidade junto com o calor e poeira pode produzir fungos em suas lentes podendo até destruí-la por completo. Já imaginou você ter que simplesmente jogar fora aquela objetiva f/1.2 caríssima? Pois bem proteger o equipamento da umidade é essencial!
Podemos guardar nossos equipamentos dentro de uma caixa organizadora de plástico, aquelas que muitas pessoas utilizam para guardar miudezas e encontradas em casas de decoração ou em hipermercados. Evite usar caixas de madeira ou papelão pois elas retêm umidade. Dentro delas podemos colocar nossos equipamentos e junto deles um desumidificador de ambientes pode ser eletrônico ou sílica-gel que até podem ser achadas em lojas de fotografia. O ideal é que a umidade esteja entre 25 e 50% porque mesmo a baixa umidade pode prejudicar seu equipamento principalmente as borrachas e lubrificantes. Sei de pessoas que compram até um aparelhinho de mede a umidade relativa do ar mas acho que não é para tanto.
3 - Praia e fotografia combinam?
Bom essa pergunta praticamente foi respondida nos tópicos anteriores. Tento cuidado com o equipamento combinam sim mas alguns cuidados a mais são importantes.
Na praia existe bastante umidade então os cuidados nesse caso devem ser redobrados mas nada que impeça de guardar ou usar a câmera em tais lugares.
Também temos o problema da areia que na cidade não temos com tanta evidência. Evite a qualquer custo expor sua câmera a areia pois assim como a poeira e com muito mais facilidade ela pode fazer com que o equipamento trave e depois disso só mesmo levando em uma assistência técnica para resolver o problema e custará caro. Recentemente fui com um grupo de fotógrafos até a baixada santista e vi que várias pessoas tentaram fazer fotos de uma "mini tempestade de areia", grande erro se aquela areia entrar no equipamento pode fazer com que o perca devido ao que expliquei anteriormente.
Também temos o problema terrível da maresia. Ela é a pior situação que pode afetar a câmera. A maresia pode penetrar fundo no equipamento e enferrujar seus componentes dando perda total.
Na praia é a mesma recomendação de guardar o equipamento em uma caixa plástica com desumidificador mas antes fazer uma limpeza completa dele para evitar qualquer resíduo de poeira e areia e sempre que for caminhar na praia com o equipamento que evite de levá-lo exposto, sempre leve no case e apenas quando for fazer as fotos o pegue.
4 - Evite mudanças de repentinas de temperatura
Mudanças bruscas de temperatura podem ser prejudiciais ao seu equipamento fotográfico. Elas podem fazer com que a umidade se condense internamente no equipamento prejudicando como um todo. Não sei se já aconteceu com alguém de quando passa de um lugar quente e repentinamente vai para um lugar frio a objetiva ou a ocular ficou toda embaçada. É isso mesmo que acontece, imagina toda essa umidade dentro do equipamento, nada bom.
Quando ocorrer o fenômeno pare de utilizar a câmera imediatamente, retire a bateria o cartão de memória e a objetiva por alguns minutos aguardando até que a umidade evapore só então volte a utilizar a câmera.
Uma dica para evitar que ocorra a condensação é quando for passar de um lugar frio para um local quente é colocá-la dentro de um saco plástico por alguns minutos para que ela se adapte a nova temperatura antes de utilizá-la novamente.
5 - Não guarde seu equipamento no case.
Da mesma forma que falei no tópico anterior evite guardar seu equipamento no case de transporte. Como o nome já diz ele é apenas para o transporte do equipamento. Tudo bem que ele pode proteger da poeira ou que ele pode ser impermeável mas não é um lugar ideal para guardar seu equipamento. Um caso que aconteceu comigo que uma câmera compacta de filme perdida há anos foi achada em uma gaveta de um armário da dispensa e contrariando todas as expectativas sobreviveu em seu case de borracha sem nada ter acontecido com ela e com o negativo dentro dela mas mesmo assim esse caso de não sofrer danos é raríssimo. É bom evitar.
6 - Retire a bateria!
Esse é outro tabu que é muito comentado não apenas quem tem equipamentos fotográficos mas qualquer pessoa que possua equipamentos com bateria.
O ideal quando não for usar o equipamento por longos períodos, segundo o manual da Canon é guardar a bateria fora da câmera com seu protetor de contatos e descarregada. Mesmo assim o ideal é não deixar ela muito tempo descarregada porque simplesmente ela pode "morrer". Tente usá-la carregando completamente e usando ela até o fim pelo menos uma vez a cada três meses para que não perca sua capacidade de carga. Mesmo os fabricantes dizendo que não existe mais o temido efeito memória que era muito perceptível em telefones sem fio e celulares antigos sempre utilizo a bateria até o fim antes de carregá-la.
Também não esqueça de retirar as pilhas do flash sempre que terminar de usá-lo mesmo de um dia para o outro pois além de consumi-las mesmo sem estar o utilizando elas podem vazar inutilizando o flash e o conserto pode custar bem caro.
7 - Limpe a objetiva.
Mais um tabu. Acho que esse é um dos mais difíceis de ser resolvido também porque já vi várias pessoas falando o inverso da outra mas vamos lá.
Primeiro temos que ter a disposição os seguintes objetos.
Um ambiente bem iluminado ou um ponto de luz para que possamos enxergar a sujeira,
Uma bombinha de ar que muito carinhosamente é chamada de fuc-fuc. É uma pera parecendo com aquele negócio antigão que era usado para colocar óleo em peças mecânicas e máquinas de costura.
Um pincel ultra limpo bem macio
E um papel ou pano de microfibra especial para a limpeza de lentes que podem ser achados tanto em óticas quanto em lojas de equipamentos fotográficos.
Vamos ao procedimento de limpeza.
1 - Primeiro devemos analisar a sujeira embaixo do ponto de luz.
2 - Depois pegamos o fuc-fuc e sopramos as grandes partículas de pó e fuligem do centro para os cantos da objetiva podendo fazer com ela invertida para que o pó caia.
3 - Com o pincel macio tomando muito cuidado passamos da mesma forma que estávamos passando com ar para que sujeiras mais resistentes saiam.
4 - Finalizamos dando o "polimento" com o papel ou o pano de microfibra especial com movimentos circulares do dentro para o canto da objetiva.
5 - Analisamos novamente a objetiva cuidadosamente para ver se não sobrou pó algum que possa interferir em nossas fotografias.
Não use qualquer líquido de limpeza nas objetivas pois podem comprometer o coating (camada protetora) da mesma.
Se a sujeira for resistente demais uma dica que pode parecer estranha no começo mas que a assistência técnica e meu antigo professor de fotografia deram. Depois de jogar o ar com a bombinha fuc-fuc de uma baforada na objetiva e depois do nosso bafo condensado na lente passe o papel de limpeza. Até faz sentido essa dica e usei-a por muito tempo pois em nossos pulmões existe a forma do mais puro H2O, água, claro desde que a pessoa não esteja embriagada ai a fórmula de H2O já passaria para CH3CH2OH... Brincadeira! Mas pode usá-la que funciona. Até é uma maneira de limpar a objetiva quando não se tem nada a mão a não ser um paninho.
8 - Use sua câmera.
Uma das melhores formas de conservar sua câmera por incrível que pareça é usando ela.
Quando se usa a câmera todas as suas engrenagens e não são poucas são limpas e lubrificadas.
Quando não for usá-la por longos períodos tente fazer algumas fotos para que tudo esteja em ordem. Uma dica para isso é quando for carregar a bateria como falei no 6º tópico use a câmera e objetivas nessa ocasião. Uma bateria de uma câmera DSLR de hoje em dia geralmente dão possibilidades de tirar em torno de 1000 fotos. Aproveite também para recordar o que aprendeu exercitando seu conhecimento. Em câmeras de filme podem ser usadas com o sem filme mas recomendo queimar pelo menos um filme. Ah queimar não é botar fogo é fazer fotos mesmo.
Abraço é até a próxima dica!
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Filtro Cross-screen
Agora vou falar de um filtro bem interessante, o filtro cross-screen ou simplesmente cross.
Ele aparentemente parece um filtro UV comum mas olhando atentamente ele possui uma certa textura no cristal, essa textura em pontos de luz incidente como lampadas, faróis de carros etc. dá um efeito na luz como se fosse estrelas como essa da foto abaixo*.
Reparem que todos os pontos de luz em vez de ficarem redondinhos como realmente são seu contorno ganha umas pontinhas para se parecerem com estrelas no céu muito interessante não é? Esse efeito também é conseguido com programas de edição mas tendo o filtro poupa-se todo esse trabalho.
Existem algumas especificações nesse filtro como o cross-4 que cada ponto de luz teria quatro pontas e cross-8 os pontos de luz ficariam com 8 pontas e assim por diante.
Esse filtro é muito usado na época de natal para dar um efeito bem especial as luzinhas coloridas que enfeitam as casas.
Legal não é?
Até a próxima!
*efeito simulado
Ele aparentemente parece um filtro UV comum mas olhando atentamente ele possui uma certa textura no cristal, essa textura em pontos de luz incidente como lampadas, faróis de carros etc. dá um efeito na luz como se fosse estrelas como essa da foto abaixo*.
Reparem que todos os pontos de luz em vez de ficarem redondinhos como realmente são seu contorno ganha umas pontinhas para se parecerem com estrelas no céu muito interessante não é? Esse efeito também é conseguido com programas de edição mas tendo o filtro poupa-se todo esse trabalho.
Existem algumas especificações nesse filtro como o cross-4 que cada ponto de luz teria quatro pontas e cross-8 os pontos de luz ficariam com 8 pontas e assim por diante.
Esse filtro é muito usado na época de natal para dar um efeito bem especial as luzinhas coloridas que enfeitam as casas.
Legal não é?
Até a próxima!
*efeito simulado
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domingo, 30 de junho de 2013
Filtro Close-up
Olá.
Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.
Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:
A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.
Agora observem essa segunda foto:
Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.
Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.
As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.
As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.
Até a próxima!
Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.
Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:
A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.
Agora observem essa segunda foto:
Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.
Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.
As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.
As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.
Até a próxima!
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sábado, 15 de junho de 2013
Filtro ND (Densidade Neutra)
Agora vou falar de mais um filtro muito útil na fotografia, o filtro ND.
Esse filtro não tem efeito algum sobre a fotografia em si mas ele deixa passar MENOS luz para dentro da câmera e isso parece meio controverso na fotografia então porque usá-lo se a luz é o principal elemento para fotografar? Vou explicar alguns casos do uso do filtro ND.
Algumas vezes você já deve ter visto fotos de cachoeiras todas branquinhas onde a água parece uma espuma? Para fazer esse efeito você precisa de uma velocidade baixa do obturador mas como fazer isso em um dia muito claro e sua objetiva não lhe permite uma abertura menor para que você use uma velocidade baixa do obturador como por exemplo 1/5s? Isso é conseguido usando o filtro ND.
Outra situação mais ou menos parecida é quando estamos fotografando pessoas e queremos o fundo mais desfocado possível. Primeiro precisamos de uma objetiva clara digamos com abertura f/1.4 mas ai a velocidade do obturador passa do limite da câmera pois o local está muito claro não lhe permitindo fotografar com abertura máxima da objetiva mesmo com o ISO mais baixo possível. Ai tem duas soluções: Ou fechar o diafragma perdendo o efeito de desfoque pretendido que é muito bacana para retratos ou usando o filtro ND para barrar a luminosidade e usar a máxima abertura que a objetiva lhe permite e conseguir o efeito desejado sem ter que apelar para a pós-produção lhe poupando umas horinhas na frente do computador.
Entenderam? Existem mais alguns usos mas esses dois acho que são os principais.
Agora vou falar um pouco das características dele.
O filtro ND é produzido com um vidro cinza para que não altere as cores da fotografia. Fisicamente parece com o polarizador que vimos na postagem anterior.
Ele também possui graduações. Quando maior o número mais escuro e esse número representa quantas vezes menos luz ele deixa passar.
As graduações são:
ND 2x - deixa passar 50% da luz - 1 ponto menos luz
ND 4x - deixa passar 25% da luz - 2 pontos menos luz
ND 8x - deixa passar 12,5% da luz - 3 pontos menos luz
ND 16x - deixa passar 6.25% da luz - 4 pontos menos luz
Como vimos em fotometria cada ponto de luz representa a metade de luz do anterior.
Eles podem ser usados sozinhos ou em conjunto por exemplo se usar um filtro ND 4x em cima de um ND 2x dará o mesmo efeito se tivesse usado um filtro ND 8x sozinho. A desvantagem de usar esse sistema de empilhamento de filtros é que pode criar vinhetas na fotografia (partes escuras nas bordas da fotografia) principalmente em objetivas grande angulares.
Existem também filtros ND com graduação. O funcionamento é idêntico ao polarizador. Quanto mais você roda a parte da frente do filtro mais ele fica escuro.
Então gostaram da dica do uso do filtro ND?
Até a próxima!
Esse filtro não tem efeito algum sobre a fotografia em si mas ele deixa passar MENOS luz para dentro da câmera e isso parece meio controverso na fotografia então porque usá-lo se a luz é o principal elemento para fotografar? Vou explicar alguns casos do uso do filtro ND.
Algumas vezes você já deve ter visto fotos de cachoeiras todas branquinhas onde a água parece uma espuma? Para fazer esse efeito você precisa de uma velocidade baixa do obturador mas como fazer isso em um dia muito claro e sua objetiva não lhe permite uma abertura menor para que você use uma velocidade baixa do obturador como por exemplo 1/5s? Isso é conseguido usando o filtro ND.
Outra situação mais ou menos parecida é quando estamos fotografando pessoas e queremos o fundo mais desfocado possível. Primeiro precisamos de uma objetiva clara digamos com abertura f/1.4 mas ai a velocidade do obturador passa do limite da câmera pois o local está muito claro não lhe permitindo fotografar com abertura máxima da objetiva mesmo com o ISO mais baixo possível. Ai tem duas soluções: Ou fechar o diafragma perdendo o efeito de desfoque pretendido que é muito bacana para retratos ou usando o filtro ND para barrar a luminosidade e usar a máxima abertura que a objetiva lhe permite e conseguir o efeito desejado sem ter que apelar para a pós-produção lhe poupando umas horinhas na frente do computador.
Entenderam? Existem mais alguns usos mas esses dois acho que são os principais.
Agora vou falar um pouco das características dele.
O filtro ND é produzido com um vidro cinza para que não altere as cores da fotografia. Fisicamente parece com o polarizador que vimos na postagem anterior.
Ele também possui graduações. Quando maior o número mais escuro e esse número representa quantas vezes menos luz ele deixa passar.
As graduações são:
ND 2x - deixa passar 50% da luz - 1 ponto menos luz
ND 4x - deixa passar 25% da luz - 2 pontos menos luz
ND 8x - deixa passar 12,5% da luz - 3 pontos menos luz
ND 16x - deixa passar 6.25% da luz - 4 pontos menos luz
Como vimos em fotometria cada ponto de luz representa a metade de luz do anterior.
Eles podem ser usados sozinhos ou em conjunto por exemplo se usar um filtro ND 4x em cima de um ND 2x dará o mesmo efeito se tivesse usado um filtro ND 8x sozinho. A desvantagem de usar esse sistema de empilhamento de filtros é que pode criar vinhetas na fotografia (partes escuras nas bordas da fotografia) principalmente em objetivas grande angulares.
Existem também filtros ND com graduação. O funcionamento é idêntico ao polarizador. Quanto mais você roda a parte da frente do filtro mais ele fica escuro.
Então gostaram da dica do uso do filtro ND?
Até a próxima!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Filtro Polarizador
Filtros Polarizadores são usados para retirar os reflexos de superfícies não metálicas e para dar contraste em fotos de paisagens. Quem já não viu aquela foto em que o céu é de um azul escuro e as folhagens de um verde mais intenso ou daquele laguinho com agua transparente? Esse é o efeito do filtro polarizador e dificilmente conseguido em programas de edição de imagem. Vamos ver como ele consegue fazer isso.
A luz é um tipo de onda ELETROMAGNÉTICA que viaja de forma retilínea ou seja ela sempre viaja em linha reta como vimos no tópico dos flashes. Quando ela reflete em um objeto a luz tende a se dispersar em várias direções . Basicamente o que o polarizador faz é "filtrar" apenas a luz que venha de uma certa direção e eliminar as que vem em outra assim eliminando os reflexos.
Para conseguir esse efeito ele é construido por dois anéis, um deles móvel e dois cristais composto de minúsculos prismas como se fosse uma micro tela que refletem a luz apenas em uma direção. Rotacionando a parte frontal o filtro é conseguido o efeito desejado. Existem dois tipos de filtros polarizadores, os lineares e os circulares (PL-Cir). Filtros lineares são filtros mais antigos e devido ao tipo de construção não permitem o foco automático. Já polarizadores circulares não tem qualquer interferência no foco. Eles não são feitos para ficar o tempo inteiro na objetiva principalmente que filtros de ótima qualidade "roubam" de 1.5 à 2 pontos de luz. uma foto em que a velocidade estava a 1/125s sem o filtro com o filtro a velocidade cairia para 1/30. Abaixo suas fotos, uma sem polarizador e outra com o filtro.
Perceba que na foto de cima aparecem todos os reflexos das árvores na água e na foto de baixo os reflexos foram quase que totalmente eliminados dando até para perceber mais claramente que até há peixes no laguinho. Esse efeito dificilmente pode ser reproduzido em softwares de edição de imagens.
Uma experiência legal é pegar o filtro polarizador olhar pela parte de trás dele e rotacionar a parte frontal diante de uma TV LCD. Você verá a tela ficando preta conforme rotaciona a parte frontal do filtro. Bacana não é?
Até a próxima!
A luz é um tipo de onda ELETROMAGNÉTICA que viaja de forma retilínea ou seja ela sempre viaja em linha reta como vimos no tópico dos flashes. Quando ela reflete em um objeto a luz tende a se dispersar em várias direções . Basicamente o que o polarizador faz é "filtrar" apenas a luz que venha de uma certa direção e eliminar as que vem em outra assim eliminando os reflexos.
Para conseguir esse efeito ele é construido por dois anéis, um deles móvel e dois cristais composto de minúsculos prismas como se fosse uma micro tela que refletem a luz apenas em uma direção. Rotacionando a parte frontal o filtro é conseguido o efeito desejado. Existem dois tipos de filtros polarizadores, os lineares e os circulares (PL-Cir). Filtros lineares são filtros mais antigos e devido ao tipo de construção não permitem o foco automático. Já polarizadores circulares não tem qualquer interferência no foco. Eles não são feitos para ficar o tempo inteiro na objetiva principalmente que filtros de ótima qualidade "roubam" de 1.5 à 2 pontos de luz. uma foto em que a velocidade estava a 1/125s sem o filtro com o filtro a velocidade cairia para 1/30. Abaixo suas fotos, uma sem polarizador e outra com o filtro.
| Sem polarizador |
| Com polarizador |
Perceba que na foto de cima aparecem todos os reflexos das árvores na água e na foto de baixo os reflexos foram quase que totalmente eliminados dando até para perceber mais claramente que até há peixes no laguinho. Esse efeito dificilmente pode ser reproduzido em softwares de edição de imagens.
Uma experiência legal é pegar o filtro polarizador olhar pela parte de trás dele e rotacionar a parte frontal diante de uma TV LCD. Você verá a tela ficando preta conforme rotaciona a parte frontal do filtro. Bacana não é?
Até a próxima!
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Flavio Cabral,
polarizador
terça-feira, 30 de abril de 2013
Filtros: Características
Continuando a última postagem vou falar um pouco mais das características dos filtros.
A maioria dos filtros de cameras 35mm tem um tamanho específico dependendo da objetiva em que ele vai ser usado. Esse tamanho é o diâmetro da rosca da objetiva em que ele será usado. Essa medida está escrita tanto na objetiva quanto no filtro. Ela pode estar como milímetros (mm) ou o próprio símbolo que o representa: Ø . Por exemplo um filtro de rosca de 58 milímetros pode estar escrito como 58mm ou Ø58mm.
Existem também adaptadores que podem aumentar ou diminuir o tamanho da rosca caso possua um filtro de medida diferente e queira usá-lo.
Outra característica muito importante é saber de que material o filtro é feito. Como ele é colocado a frente da objetiva um filtro de menor qualidade pode comprometer a qualidade da fotografia. Existem filtros de mesmo tamanho e uso de R$30 ou R$300. Não estou dizendo que o mais caro é melhor mas fuja das marcas mais baratas que são produzidos com materiais inferiores e assim comprometendo a fotografia que principalmente nos sensores digitais são mais sensíveis a materiais de baixa qualidade.
Mais uma característica são filtros que possuem um tratamento para evitar reflexos conhecidos como multi-coated. Eles após a fabricação são tratados com produtos que servem para evitar reflexos dos filtros principalmente em sensores digitais e assim se tornando um produto melhor que os que não tem esse tratamento e por isso são um pouco mais caros mas o investimento vale a pena.
Também existem filtros de algumas marcas que possuem uma borda do filtro mais fina que é ideal para usar com objetivas grande-angulares evitando que a borda invada a fotografia eles podem ser reconhecidos pela nomenclatura low profile ou LP.
Por enquanto é isso.
Até a próxima postagem!
A maioria dos filtros de cameras 35mm tem um tamanho específico dependendo da objetiva em que ele vai ser usado. Esse tamanho é o diâmetro da rosca da objetiva em que ele será usado. Essa medida está escrita tanto na objetiva quanto no filtro. Ela pode estar como milímetros (mm) ou o próprio símbolo que o representa: Ø . Por exemplo um filtro de rosca de 58 milímetros pode estar escrito como 58mm ou Ø58mm.
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| Objetiva com rosca 58mm |
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| Filtro 58mm |
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| Objetiva com filtro colocado |
Existem também adaptadores que podem aumentar ou diminuir o tamanho da rosca caso possua um filtro de medida diferente e queira usá-lo.
Outra característica muito importante é saber de que material o filtro é feito. Como ele é colocado a frente da objetiva um filtro de menor qualidade pode comprometer a qualidade da fotografia. Existem filtros de mesmo tamanho e uso de R$30 ou R$300. Não estou dizendo que o mais caro é melhor mas fuja das marcas mais baratas que são produzidos com materiais inferiores e assim comprometendo a fotografia que principalmente nos sensores digitais são mais sensíveis a materiais de baixa qualidade.
Mais uma característica são filtros que possuem um tratamento para evitar reflexos conhecidos como multi-coated. Eles após a fabricação são tratados com produtos que servem para evitar reflexos dos filtros principalmente em sensores digitais e assim se tornando um produto melhor que os que não tem esse tratamento e por isso são um pouco mais caros mas o investimento vale a pena.
Também existem filtros de algumas marcas que possuem uma borda do filtro mais fina que é ideal para usar com objetivas grande-angulares evitando que a borda invada a fotografia eles podem ser reconhecidos pela nomenclatura low profile ou LP.
Por enquanto é isso.
Até a próxima postagem!
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