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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016

Olá pessoal.
Como todo ano faço, vou falar um pouco do que aconteceu aqui no blog Fotodica nesse ano de 2016.
O Blog Fotodica continua crescendo divulgando dicas simples sobre fotografia, são mais de mil acessos mensais dando oportunidades a todos de aprender um pouco mais sobre essa linda arte que é desenhar com a luz.
Para começar muito bem o ano já começamos com uma estreia, a Fotoentrevista onde entrevistamos o fotógrafo, designer e historiador Yuri Bittar, que em 2008 realiza passeios fotográficos com seu grupo Fotocultura e também tem um lindo projeto chamado Fotocultura para todos onde realiza trabalhos com crianças em um hospital de câncer aqui em São Paulo. Também falou sobre o que é fotografia contemplativa. Aliás, você pode sugerir entrevistas aqui nos comentários do blog. Para ler a entrevista completa com Yuri Bittar é só clicar aqui:  http://fotodica.blogspot.com.br/2016/01/FotografiaContemplativa.html
Continuando o ano falamos sobre revelação das suas fotografias digitais e de como é bom ter uma coisa palpável ao invés de bits estourando na sua frente.
http://fotodica.blogspot.com/2016/04/ReveleSuasFotos.html
Também saímos um pouco da câmera fotográfica e falamos de um acessório pouco conhecido de quem está começando na fotografia, o fotômetro analógico e de como usá-lo corretamente.
http://fotodica.blogspot.com/2016/06/fotometro.html
No meio do ano começamos a série "Fotografia Criativa" onde usamos materiais e técnicas simples mas criativas para obter excelentes resultados na fotografia que também nos levou agora no fim do ano a começar a falar sobre a verdadeira macrofotografia que vamos nos aprofundar um pouco mais nesse começo de ano para talvez voltar a falar sobre fotografia criativa.
O Blog Fotodica se importa muito com seus leitores e se quiser sugerir dicas, matérias, entrevistas, tirar suas dúvidas ou fazer sua critica é só usar o espaço dos comentários.
Também não deixe de se inscrever para não perder nada e todo dia 30 uma nova dica para vocês!
Que 2017 seja um ano de sucesso e muitas fotos para todos.
Até lá!
Até ano que vem.

 


segunda-feira, 30 de março de 2015

Desvendando o Mistério da Cor do Vestido Camaleão.

Mês passado um vestido deu o que falar na internet e vou aproveitar para falar um pouco mais sobre o que pode ter acontecido para muitas pessoas não terem conseguido definir a cor exata do vestido porque isso tem muito a ver com fotografia principalmente digital. Não vou colocar a foto dele aqui por alguns motivos mas vou descrever o que vejo.

A imagem que foi me enviada continham três fotos do mesmo vestido lado a lado feitas com uma câmera de baixa qualidade parecendo de celular. Essas fotos continham algumas variações de edição que vou falar a seguir.

Na foto que foi colocada mais a esquerda, a que aparece mais dourada quem editou a foto a deixou mais estourada e a deixou bem menos saturada nas cores e isso tirou quase que completamente o azul do vestido parecendo branco. Como ele estourou a foto a luz do ambiente que é amarela invadiu o preto deixando ele dourado.

Na foto do meio que na minha opinião seria a "original" da para se ver que a luz amarela do shopping ou qualquer lugar que o vestido esteja invadiu e interferiu nas listras pretas. Repare que as listras estão um pouco acinzentadas e isso indica superexposição como você pode conferir em minha dica onde falo sobre fotometria além do fundo da foto estar completamente estourado mas isso vou comentar mais a frente.

Na última foto que é da direita o "editor" deu uma leve contrastada na foto e acrescentou uma saturação exagerada para que o azul voltasse com força e isso também fez com que as listras pretas do vestido ficassem realmente pretas.

Também propositadamente o "fotógrafo" e o "editor" nos deixou com pouquíssima informação do fundo da fotografia estourando completamente o fundo da foto e colocando o vestido cobrindo quase toda a foto o que nos dificulta e muito o entendimento da cena e por isso que o vestido parece que muda de cor na mesma iluminação.

Vi alguns comentários de pessoas como neurologistas que diz que a luz muda ao longo do dia e nosso cérebro corrige os tons para o que ele acha o "mais real" possível e isso é verdade mas não analisaram a foto pois o vestido está em um ambiente interno com luz artificial.

Esqueça o vestido e repara na "calçada" como ela muda levemente de tom indicando que essa foto foi editada. Na foto da esquerda a calçada aparece com uma cor mais esmaecida e com pouco contraste a segunda com o tom certo um amarelo mais próximo do tom que conseguiríamos fotografando com luz de tungstênio com o balanço de branco da câmera para a luz do dia. Já na terceira foto repare que essa mesma calçada aparece levemente mais escura e com um tom levemente mais avermelhado típico quando damos um contraste na foto e diminuímos levemente o brilho.

Também a imagem que foi me enviada pode não ser exatamente a mesma da polêmica e apenas a foto com um vestido gerou essa polêmica toda mas mesmo assim o que acontece também é que nossos olhos e nosso cérebro corrigem essas distorções nas cores bem mais eficientemente doque qualquer câmera hoje no mercado e por isso que mesmo mostrando a mesma foto pessoas diferentes veem cores diferentes e por isso a polêmica do vestido mas agora tenho mais uma questão parecida com a do vestido:

O Viaduto Santa Efigênia no Centro de São Paulo está iluminado de amarelo ou  de um tom mais avermelhado?


  Até a próxima!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Luz de Recorte - Rim Light

Olá.

Hoje vou falar de mais uma técnica de contraluz muito usada principalmente em estúdio seja em retratos de produtos ou pessoas é a técnica de luz de recorte também conhecida como Rim Light.



A luz de recorte como o próprio nome já diz é usada principalmente em estúdio para recortar o objeto do fundo e também para dar tridimensionalidade ao que estamos fotografando.

A técnica de luz de recorte é mais facilmente obtida com luz de flash mas também pode-se conseguir bons resultados com luz contínua mas o ideal é ter uma luz mais controlada para facilitar a obtenção do efeito.

O conceito da luz de recorte é uma técnica de contraluz em que temos uma fina camada de luz contornando o objeto de modo que ele se destaque do fundo dando sensação de profundidade principalmente quando usamos um fundo praticamente da mesma cor do objeto como o da foto de exemplo que é um objeto preto com fundo também preto produzindo uma imagem visualmente interessante.

Apenas Flash direto
Flash direto +  Luz de recorte
Apenas Luz de recorte
 No exemplo acima usei o flash embutido da câmera e um flash remoto levemente angulado atrás do objeto virado para a câmera. Usei também um rebatedor prata para suavizar as sobras produzidas pelo contraluz e preencher o lado esquerdo do objeto.  Perceba como a parte de cima e as laterais da câmera ganharam mais destaque. A variação mais usada é a da terceira foto onde desligo o flash frontal e apenas o contorno do objeto aparece e esse efeito é muito bacana.

Abaixo está o esquema das fotos acima, apenas variei entre flash remoto, direto e os dois juntos.

Como falei essa técnica é muito usada com pessoas para dar ênfase na anatomia e também fica muito bonita como luz de cabelo principalmente em modelos de cabelos cacheados. Essa luz também facilita na hora da edição da fotografia quando é preciso trocar o fundo digitalmente por exemplo pois também destaca o modelo do fundo original. Uma pena que não tinha nenhuma modelo disponível para demonstrar o efeito devido ao Natal e fim de ano.

Até a próxima dica!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Resumo 2014

Olá.

Como todo fim de ano vou falar sobre o que aconteceu nesse ano no Blog Fotodica.

Bom, a maior diferença dos anos anteriores foi que o blog deixou de ser quinzenal e passou a ser mensal. Isso para ter maior qualidade nas dicas passadas aqui.

Por mês o Blog Fotodica tem em média mais de 500 visitas sendo que a dica mais visitada foi a em que falo sobre velocidade de sincronismo do flash com mais de 1600 visitas. Aliás as quatro dicas mais visitadas são relacionadas com o uso do flash. Se ainda tiver dúvidas sobre eles que tal me deixar nos comentários?

Até o momento o Blog recebeu mais de 15.000 visitas desde quando começou em Agosto de 2011, um número ainda baixo mas com ajuda e divulgação de vocês espero que esse número cresça muito, aliás foi esse ano que o blog atingiu a marca de 10.000 visitantes.

Esse ano foi falado vários assuntos que sempre geram discussões como caso do uso de celular ao invés de câmeras digitais ou mesmo a diferença entre o sistema digital ou de filme. Falei também sobre o Histograma, aquele gráfico que muitos fotógrafos não entendem para que serve, que no começo parece um verdadeiro bicho de sete cabeças mas que depois de estudado é muito fácil dominá-lo. Também fiz postagens de acordo com o que me perguntavam nas saídas fotográficas como por exemplo de como fazer para tirar foto da lua sem ela parecer uma simples bola branca no céu e também de como produzir fotos legais dos animais de estimação, tudo tentando ser o mais didático possível com imagens de exemplo e com uma linguagem como se eu estivesse conversando cara a cara com vocês.

Também foi feito posts sobre fotografia noturna e fotografia em PB que sempre dão muita repercussão entre os fotógrafos pois são estilos de fotografia difíceis mas muito apreciados.

No próximo ano espero ajuda de vocês para melhorar me enviando suas dúvidas para elaboração das dicas através dos comentários.

O Blog Fotodica continuará a ser mensal e todo dia 30 haverá uma nova dica para vocês. Aliás, que dica gostariam de ver para começar o ano? Deixe nos comentários!

Um grande abraço a todos os leitores, boas festas e feliz ano novo!

domingo, 30 de novembro de 2014

Fotografia em PB (Preto e Branco)

Olá.

Hoje vou falar um pouco sobre fotografia preto e branco.



Rua Fantasma

A fotografia PB como é comumente chamada no meio fotográfico é um estilo de fotografia que consegue exprimir um maior sentimento porque não deixa as distrações das cores influenciarem no contexto da fotografia deixando ainda mais evidente o que o fotógrafo quer transmitir trazendo a tona detalhes  que a fotografia colorida permitia sequer perceber.

Mercadão de São Paulo

Mercadão de São Paulo

Saída fotográfica Fujifilm

Quando a fotografia foi inventada a fotografia era uma limitação pois não existia filmes coloridos. Hoje ela é considerada uma opção artística se tonando um diferencial das fotos coloridas de hoje.


 Gosto muito de fazer fotografias noturnas em PB onde a luz me permite ter um belo contraste entre luz e sombra. Também gosto quando estou fotografando arquitetura ou objetos antigos ou clássicos para explorar os detalhes ao máximo sem ter as cores como distração. Perceba como a estátua na foto abaixo fica escondida na foto colorida e como ela destaca-se muito mais na fotografia em PB.


 

Gosto também quando quero passar um sentimento mais acentuado ou dar maior dramaticidade a cena como a do pobre cachorrinho abaixo.


Abaixo vou dar algumas dicas para a fotografia em PB.

- Estude a luz. Não tenha pressa de fotografar. Uma foto com uma luz bem feita é muito melhor que 100 fotografias com uma luz pobre.

- Abstraia as cores mentalmente. Isso é um exercício constante que lhe ajudará a entender a luz.

- Pense em uma composição onde os detalhes sejam realçados pois eles que dão todo o charme de uma foto em PB.

- Em câmeras digitais fotografe a cores mas sempre pense no resultado em PB.

- Mais uma vez busque sempre os detalhes.

Até mais!











 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Histograma RGB

Continuando a explicação do histograma temos um outro tipo o histograma RGB.
Assim como o histograma de luminância serve para analisarmos a luz da fotografia o histograma RGB serve para analisar o nível de brilho das cores primárias na imagem.

Todas as imagens, do monitor a câmera digital trabalham com três cores primárias e a mistura delas  formam as outras cores. Essas três cores são chamadas de cores aditivas pois misturadas formam o branco. Essas cores são o Red (Vermelho) Green (Verde) e Blue (Azul) ou RGB.

Da mesma forma do histograma de luminância visto na postagem anterior quanto mais para direita os pixels estão do gráfico mais escuras estará aquele canal de cor e quanto mais para a direita mais clara ele será e também igualmente  como acontece no histograma de luminância o gráfico não pode ultrapassar os limites pois também haverá perda de informação naquele canal de cor.


Não é muito difícil ler e com um pouco de prática ficará mais fácil ler os gráficos.

Até mais!

 






 





sábado, 30 de março de 2013

Panning Zoom (Puxada de Zoom)

Na última postagem terminei de falar sobre panning então agora vou falar de outro efeito de panning, o panning zoom.

O principio do efeito o panning zoom é o mesmo do panning comum mas é feito de uma forma quase que totalmente diferente.

Da mesma forma que queremos destacar o objeto fazendo o efeito de panning  movendo a câmera conforme o assunto, dessa vez temos que alterar o zoom da objetiva enquanto capturamos a fotografia.

Fazer isso é um pouco mais complicado do que fazer um panning comum pois o movimento é mais suscetível a tremidas e só dá para fazer esse efeito com objetivas de zoom manual como as objetivas de câmeras reflex.


Com o objeto que queremos dar destaque no centro da fotografia, no caso o porta-guardanapos de uma lanchonete, fazemos o foco e a medição de exposição normalmente nele mas deixando uma velocidade relativamente baixa do obturador.

Então apertamos o disparador e enquanto o obturador estiver aberto alteramos o zoom da objetiva mas tomando cuidado para não mexer a câmera durante esse movimento. Para objetos estáticos o ideal é usar um tripé ou apoiar a câmera em algum lugar. Por questões físicas apenas o centro da foto ficará nítido e o resto aparecerá borrado como na foto acima. Quando puxamos o zoom para mais o efeito é de aproximação como na foto, se tiramos o zoom o efeito é inverso. Quanto mais lenta a velocidade do obturador maior o efeito mas também muito mais fácil de errar o movimento. Também não precisa puxar o zoom até o final ou muito rápido. E uma coisa muito importante CUIDADO PARA NÃO DANIFICAR SUA OBJETIVA .

Então, curtiram a dica?

Até a próxima!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Panning com uso do flash

Na postagem anterior falei de como fazer o efeito panning e agora vou falar a diferença de fazer panning usando flash.



O princípio de fazer o panning com flash é o mesmo do panning comum. Você deve seguir o objeto em movimento com a câmera e disparar no momento apropriado. Com o uso do flash dá para conseguir alguns efeitos a mais como melhorar o contraste da cena.

Como já disse em postagens anteriores o flash congela o movimento pois sua luz é muito rápida, apenas 1/1000 de segundo então devemos tomar cuidado com a potência do flash e exposição da fotografia assim como escolher disparar o flash na primeira ou segunda cortina como também falei anteriormente.

O interessante de usar o flash no momento do panning é que onde a luz do flash chegar com potência suficiente irá congelar o objeto por isso devemos tomar cuidado para que a luz do flash não chegue no fundo da fotografia senão irá ficar tudo bagunçado e confuso.

Devido ao flash também podemos dar mais contraste a cena destaque ao objeto em movimento mas sem deixar o fundo completamente escuro porque ai perderá o sentido de fazer o panning como na foto acima.

É interessante também usar o flash a noite onde na cidade é tudo iluminado deixando os rastros das luzes seja dos postes ou das janelas do apartamento e ainda congelando o objeto em movimento. Dá um efeito muito interessante.

Também precisamos tomar cuidado com o sincronismo de primeira ou segunda cortina principalmente quando o objeto em movimento contiver luzes. Se usar o sincronismo de primeira cortina o flash disparará congelando o movimento logo no começo e depois capturando a luz. Isso significa que o objeto ficará antes das luzes. Se usar o sincronismo de segunda cortina o objeto ficará a frente das luzes pois a câmera irá capturar primeiro as luzes e depois o flash irá disparar congelando o objeto em movimento.

É isso.
Até a próxima postagem!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Panning

Olá!

Vou passar mais uma dica que acho muito interessante o efeito que dá na fotografia. O Panning

Quem já viu aquelas fotos onde o objeto central está nítido e o fundo está completamente borrado?

Esse efeito é obtido através do panning.


O panning consiste em seguir com a câmera o objeto em movimento com a velocidade do obturador relativamente baixa.

Geralmente o assunto são carros, motos, bicicletas enfim, tudo que tiver movimento perpendicular a câmera. Pessoas já são um pouco mais complicadas pois como terá que usar uma velocidade lenta do obturador geralmente devido ao movimento dos passos da pessoa ele aparecerá também borrada, ou perna ou cabeça.

Vejo muitas pessoas tentando fazer panning com câmeras digitais fazendo com que ela dispare no modo continuo (modo brust). Com a prática não é necessário usar esse modo e um disparo simples já dará um resultado incrível.

O segredo do panning também é usar um pouco a imaginação meio que prevendo o futuro.


Vamos dizer que quero fotografar um carro que no momento está parado no farol. Enquanto ele está parado nesse farol tenho um tempo para imaginar onde ele vai passar que é o principal segredo, fazer o foco naquele ponto que ele passará, claro que como ele ainda não está lá o melhor é usar o foco manual para focar naquele ponto exato onde você vai disparar e também não esquecer de fazer a fotometria para conseguir uma exposição correta da cena, mas lembre-se, não adianta nada fazer panning com uma velocidade de 1/250 ou mais alta. O ideal é imaginar também a velocidade que o objeto passará no momento do clique e assim configurar de maneira correta a câmera.

Objetos mais lentos exigem que seja utilizado velocidades mais lentas e objetos mais rápidos velocidades de obturação mais rápidas. Quanto menor a velocidade do obturador mais o efeito ficará pronunciado em contrapartida mais difícil será a estabilização da câmera no momento do panning. Lembre-se que como está usando uma velocidade baixa, todo o movimento que a câmera fizer vai ficar registrado na fotografia. Mas tem um segundo segredo que pode amenizar isso que vou falar em seguida.

Para evitar tremidas na câmera você deverá se posicionar de frente para onde você pretende disparar como se fosse uma foto comum e na hora de seguir o carro por exemplo apenas fazer a rotação do tronco para acompanhá-lo visualizando o objeto pelo visor ótico deixando as pernas voltadas para a posição do clique que geralmente é feita quando o objeto fica bem na sua frente.
Abaixo tentei fazer uma animação para tentar ilustrar o que falei até agora.



Uma outra dica também é se sua câmera permitir, desligar o estabilizador de imagem pois as vezes devido ao movimento ele não conseguirá corrigi-lo dando um pior resultado.

Uma última dica é que você pode fazer composições com as cores e também é muito interessante usar a regra dos terços não deixando o objeto no meio da foto e sim no lado do movimento do carro.
Se ele estiver indo para a direita, deixe ele na parte esquerda da foto e vice-versa.

Até a próxima dica!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Flare

Olá!

Depois de falar do contraluz agora vou falar de um efeito que muitos de vocês devem ter percebido quando tentavam usar a dica. O flare.





Ele parece um defeito mas pode se tornar um efeito interessante se bem usado.
Ele pode servir para dar destaque a um objeto na fotografia pois na parte da fotografia onde existe o flare é o local onde vai chamar mais atenção ou apenas para tornar a fotografia mais interessante. Na fotografia abaixo eu usei o flare propositalmente na composição da fotografia, repare como o flare está direcionado para a estátua.


Para podemos controlar o flare na nossa fotografia precisamos saber como ele ocorre.

O flare é um efeito onde a luz seja do sol que é mais comum ou de qualquer outra fonte luminosa reflete sem controle nos componentes internos da objetiva formando aquelas manchas de luz brilhantes e coloridas. Para evitar o aparecimento do flare existe um acessório chamado para-sol que é encaixado ou rosqueado na frente da objetiva. No caso que queremos o flare não o usaremos.

Para-sol
Também podemos controlar a nitidez do flare! Isso se faz fechando ou abrindo o diafragma. Assim como na fotografia quanto mais fechado o diafragma mais nítido e menor o flare vai ficar, claro que sempre existe uma limitação, mas como é um efeito muito efêmero não dá para falar quanto conseguirá deixá-lo nítido.

Um efeito ruim de usar o flare na fotografia é que ela perderá contraste deixando com as cores lavadas e também será difícil focar o objeto pretendido.

Com treino as fotos sairão do jeito pretendido.

Até a próxima dica!


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Contraluz

Olá pessoal,

Depois de ter feito todo aquele resumo do que tinha falado aqui vou continuar as dicas.

Dessa vez vou falar de uma dica muito interessante, o uso do contraluz na fotografia.



Lembra na última postagem sobre flash onde eu estava controlando a sombra do meu objeto fotografado? Agora vou fazer o contrário, vou escurecer completamente o objeto em primeiro plano e deixar o fundo bem exposto.

O contraluz simples baseia-se nisso, em deixar o objeto principal mais escuro com sua silhueta bem nítida e o fundo da fotografia com a exposição correta ou de vez em quando até acima. Não existe uma regra.

Alias, na fotografia não precisamos mostrar de primeira o que queremos e sim deixar o espectador imaginar o que tem por trás nesse caso por trás das sombras. Desse jeito a fotografia fica muito mais interessante e instigante.

Uma situação muito comum é quando tiramos fotos na praia onde temos toda a iluminação do sol, da areia e ainda as águas do mar servindo como rebatedor da luz do sol. Ou como na foto abaixo de um pássaro pousado no fio de alta tensão onde temos toda a claridade do Sol e do céu azul por trás dele.



Nessa foto onde quis que só aparecesse o contorno do pássaro coloquei a câmera em modo manual, aliás só uso esse modo e apontei para o céu para obter a fotometria e deixei o pássaro com uma exposição de -3 pontos. Então fiz o foco no pássaro para que sua sombra ficasse bem nítida e disparei e o resultado foi esse da foto acima.

Para fazer essa cena em câmeras compactas onde não tem a opção de controles manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Você precisa saber se seu flash está desativado, apontar a câmera para o céu para obter a fotometria e travar a exposição (leia no manual de sua câmera para saber como se faz) e depois você precisa apontar para o pássaro para obter o foco correto depois disso é só disparar sem o auxílio do flash.

Então, gostaram da dica?

Até a próxima!



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Flash Remoto - Parte 5 - Grupos de flash.

Olá. Como foram de passagem de ano?

Vou continuar com mais uma dica de flash remoto.

Da mesma forma que usei dois flashes na postagem anterior sendo que apenas um era remoto realmente, posso fazer grupos de flashes remotos.

A diferença consiste em usar vários flashes remotos e fazer com que cada grupo dispare numa potência diferente.

Essa dica é muito útil para criar diferentes efeitos de luz e sombra e de temperatura de cores caso use um gel de correção de cor em algum deles.

Normalmente os flashes são divididos em grupo A, B, C, D e canal 1, 2, 3, 4 assim por diante

Também essa dica de dividir os flashes em grupo é muito interessante para não ficar toda hora mexendo na configuração deles. Podendo faze o Grupo A disparar mais forte que o B depois posso configurar que o grupo B que usará uma potência maior ou então o grupo A não disparar e o grupo B sim e assim por diante...

Gostaram?

Até a próxima dica! 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Resuminho de fim de ano

Olá pessoal.

Resolvi para esse fim de ano fazer um resumo de tudo o que já falei até agora no blog. Vamos então dar uma olhada como ficou.

35mm (35 milímetros): É quando falamos de câmeras de pequeno formato. Não confundir com câmeras compactas.

Abertura: Controlada pelo diafragma é ele quem controla a quantidade de luz que passará da objetiva para o interior da câmera caracterizada pela letra f. Quanto maior o número menor é a abertura e quanto menor abertura maior será a profundidade de campo.

Autofoco: É um recurso usado para que as câmeras foquem automaticamente. Existem alguns tipos de autofoco. Modo simples onde o foco é travado para aposição do assunto, o contínuo que acompanha o movimento do assunto e o inteligente que é uma mistura entre o simples e o contínuo.
Geralmente o símbolo que acompanha é o AF. O modo contínuo pode ser o AF-C.

Alta luz: É a parte clara da fotografia ao contrário da baixa luz.

ASA / ISO: É uma unidade de grandeza que quanto o filme ou sensor no caso das digitais é sensível a luz, Quanto maior o número mais sensível será. Nas digitais quanto maior o ISO mais ruido aparecera na fotografia. Nos filmes será observado uma quantidade de grãos maiores.

Baixa luz: É a área de sombra na foto. A parte mais escura.

Balanço de branco: Um recurso para usar quando se fotografa conforme a iluminação ambiente para que as cores saiam mais realistas possíveis. Em inglês o termo é White Balance ou WB.

Bateria: Fonte de energia das câmeras.

Brust Mode: É quando a câmera é configurada para disparos contínuos.

Cabo de sincronismo: É um cabo que é utilizado para ligar a câmera ao flash dedicado ou quando a sapata do flash não possua contatos para o mesmo.

Câmeras analógicas: São câmeras que utilizam filme ou emulsões para capturar a fotografia.

Câmeras digitais: São câmeras que usam sensores e processos eletrônicos para capturar as fotografias.

Cartão cinza: É um cartão especial que reflete a cor cinza neutro ou cinza 18%. Ele serve para aferir o fotômetro e fazer o balanço de branco para luz do ambiente.

Cartão de armazenamento: Nas câmeras digitais é onde ficam arquivadas as fotografias.

CCD: Abreviação de Charging Coupled Device. Ele é um tipo de sensor das câmeras digital muito utilizado nas câmeras compactas. Ele é responsável pela captura da fotografia. Sua função é equivalente dos filmes nas câmeras analógicas.

Cinza médio: Ou cinza neutro. É o cinza oferecido pelo cartão cinza. O Cinza 18%.

CMOS: Outro tipo de sensor usado nas câmeras digitais. Ele tem a vantagem de consumir menos energia poupando as baterias das câmeras. Sua função é a mesma do filme fotográfico.

Contraste: Contraste é a diferença entre a parte clara e escura da fotografia

Corpo: É a parte onde ficam alojados os dispositivos da câmera e onde encaixam-se as objetivas.

Composição: É o arranjo dos objetos na fotografia para deixá-la agradável ao olhar do espectador.

Diafragma: É um conjunto de lâminas na objetiva responsável pela quantidade de luz que passará através dela para o interior da câmera e também é responsável pela profundidade de campo. Seu valor é expresso pela letra f. Na anatomia equivaleria a íris do nosso olho.

Difusor: É responsável por espalhar a luz do flash, difundi-la pelo ambiente.

Disparador: Dispositivo responsável pelo disparo da fotografia acionando o obturador.

Distância focal: É a distância entre o meio da objetiva até o plano focal (filme ou sensor). Quanto maior o número menor o angulo de visão da objetiva e maior aproximação.

Distância Hiperfocal: É a distância entre o objeto focado mais próximo com a objetiva focalizada no infinito.

Estabilizador de Imagem:  IS. É um mecanismo geralmente encontrados na objetiva para compensar o movimento das mãos do fotógrafo para ajudar a produzir imagens mais nítidas.

Exposição: É o tempo que a luz incidirá sobre o filme ou sensor. Controlado pelo obturador e geralmente expressos em frações de segundo ex. 1/60, 1/500, 1/2.

Exposição automática: É quando a câmera determina automaticamente a exposição sem interferência do fotógrafo.

Exposição manual: Ao contrário da exposição automática, aqui é o fotógrafo que determina a configuração de exposição.

Fator de corte: Nas câmeras digitais o fator de corte determina quanto a área do sensor de imagem é menor que a do filme 35mm.

Flash: É uma luz auxiliar branca e rápida, tem 1 milésimo de segundo de duração que dispara junto com a câmera para ajudar na iluminação da cena.

Flash dedicado: É o flash que não vem com a câmera. Exclusivo para esse fim.

Flash embutido: É o flash que é integrado ao corpo da câmera.

Flash E-TTL: É um flash completamente automático que usa informações da câmera para disparar com potência correta.

Filme fotográfico: Emulsão sensível a luz com base em gelatina animal e cristais de prata responsável pela captura da luz na formação da fotografia.

Filtro: Pode ser de vidro ou cristal que encaixa na frente da objetiva responsável por alguns efeitos ou correções na fotografia.

Foto subexposta: Aquela foto escura. Que na hora da exposição foi usado um tempo muito curto de exposição a luz.

Foto superposta: Ao contrário da foto sub exposta, é uma foto muito clara onde o tempo de exposição foi demasiadamente longo.

Fotômetro: É um aparelho que mede a quantidade de luz no ambiente para dar um parâmetro para uma exposição correta da fotografia. Pode também estar embutido na câmera fotográfica.

Grande Angular: São objetivas com distância focal menor que 50mm.

Gel de correção de cor: Filtro de material especial de tonalidades distintas encaixado a frente do flash altera a temperatura de cor da luz do flash

ISO: É a sensibilidade do filme ou sensor. Vide ASA

Kelvin: vide Temperatura de cor.

Latitude: É o intervalo que a câmera fotográfica consegue registrar entre o claro e o escuro. Quanto maior a latitude melhor.

Lente: É o Objetiva.

Máquina fotográfica: É a câmera fotográfica em si. Ela pode ser de pequeno, médio ou grande formato.

Macrofotografia: É uma técnica usada para obter fotos de pequenos objetos parecerem maiores.

Negativo: É o filme fotográfico.

Numero "f/": É um número que expressa quanto o diafragma está fechado. Quanto maior o número mais fechado está o diafragma e consequentemente a abertura.

Numero Guia: Ou NG. É o número que todo o flash tem e ele usado para fazer cálculos de potência e distância da luz do flash. (NG / abertura = distância) ou (NG / distância = abertura).

Objetiva: É o nome correto do conjunto de lentes que é usado para focar o objeto. Por isso seu nome.

Objetiva Grande angular: São objetivas cuja distância focal é menor que 50mm

Objetiva Normal: São objetivas com distância focal de 50mm

Objetivas Teleobjetivas: São objetivas com distância focal maior que 50mm

Objetivas Zoom: São aquelas que podem mudar sua distância focal. Ex. 75-300mm

Obturador: O obturador é o dispositivo responsável pelo tempo que o sensor ou o filme é exposto a luz.

Para-sol: Tem a função de bloquear a luz indesejada vindo pelas laterais da objetiva.

Pentaprisma: Conjunto de espelhos que tem a função de fornecer ao fotógrafo a mesma "visão" da objetiva.

Pixel: A menor unidade de formação da imagem.

Plano focal: É onde a imagem é formada dentro da câmera fotográfica. É lá que está o filme ou o sensor de imagem.

Profundidade de campo: É o intervalo onde o foco é aceitavelmente nítido e varia em função da abertura do diafragma.

Sensibilidade: Vide ISO

Temperatura de cor. É a tonalidade da luz do ambiente expressa em Kelvim ou K. Quanto menor o numero K mais quente a luz será.

Velocidade de sincronismo: É a velocidade máxima em que há sincronismo com o disparo do flash.

Bom pessoal, por enquanto é isso.

Uma ótima passagem de ano para vocês e continuem praticando bastante e quero ver o resultado que estão conseguindo lendo as fotodicas. E você quer ter suas fotos de fim de ano publicadas aqui no blog? É só me mandar as fotos do seu fim de ano pelo e-mail blogfotodica@gmail.com com seu nome completo e cidade que publicarei aqui no blog.

Até mais!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Flash Remoto: Parte 3

Olá pessoal, peço desculpas a vocês, mas devido a um problema com a programação do blog essa postagem não entrou no dia que seria dia 15 deste mês, mas não se preocupe, agora tudo voltou ao normal. Todo dia 15 e 30 do mês averá uma nova dica pra vocês.
Vamos lá então.

Como disse na postagem anterior, vou explicar como fiz a foto da flor com o flash remoto.



Com o flash preparado em modo Slave (escravo em inglês) eu medi luz através do fotômetro da câmera normalmente como fosse tirar a foto sem o uso do flash. Vi onde a sombra predominava na cena e a parte que queria ressaltar na imagem, no caso a parte do caule que apareceria completamente preto na foto.

Como a câmera que estava usando permitia usar o flash remoto sem nenhum outro acessório, na própria câmera configurei para usar apenas flash sem fio. O flash embutido não interferiria na foto.


Então para não aparecer muito a luz do flash o coloquei em modo manual e desci a potência dele para 1/32. Isso significa que a luz do flash iria alcançar 6 metros mais ou menos. Como estava em abertura f:8 a luz chegaria apenas a 75cm e a flor como era branca e já estava iluminada pela luz do Sol pouco se notaria o flash e sim a ausência da sombra naquela parte da flor.
 Com o flash na mão esquerda virado um pouco para a parte de trás da flor e já com a câmera configurada previamente na mão direita fiz o disparo e o resultado já conhecem da postagem anterior.



Até a próxima postagem.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Flash Rebatido: rebatedores

Olá pessoal.

Decidi fazer mais uma postagem sobre flash rebatido pois algumas pessoas têm perguntado para mim de como rebater o flash.

O flash rebatido como expliquei anteriormente é o flash que não fica na posição frontal do assunto paralelo a objetiva. Ele é usado em ângulos diferentes. Como expliquei também a luz é uma forma de onda que segue sempre em linha reta por isso é preciso calcular onde ela vai terminar sua trajetória.

Na foto abaixo eu coloquei o flash na posição direta, ou seja paralelo a lente:


Essa posição é que produz a luz mais dura com sobras pronunciadas além de colaborar com efeito de olhos vermelhos.

Abaixo a posição de flash rebatido para o teto.
Repare na foto que apenas rotacionei a cabeça do flash para cima. Muitos flahes tem essa opção. Como a luz dele não está diretamente no assunto as sobras serão menos intensas pois até a luz chegar ao assunto ela já se espalhou no ambiente. Nessa posição é necessário tomar cuidado com sombras indesejadas no assunto pois a luz irá chegar de cima e pouco irá diretamente ao assunto.

Agora muitas pessoas me perguntam e quando não há onde rebater o flash ou está longe da parede ou teto sendo que não querem usar flash direto?

No mercado existem rebatedores para serem encaixados atrás do flash dedicado para que o flash possa ser usado rebatido. Um exemplo é esse da foto abaixo.

Ele vem com um encaixe com uma fita dupla-face para grudar atrás do flash.

Repare na foto da direita de como encaixei ele no meu flash. Quando não quiser usá-lo é só puxar que ele sai.

Com esse rebatedor posso fazer fotos sem me preocupar muito onde rebater o flash para conseguir uma luz mais suave. Repare também de como ele é dobrado nas suas extremidades para que a luz não se perca muito no ambiente. Da até para perceber de como ele não clareou a parte de cima do fundo branco da foto.

Bom por enquanto é isso e continuem mandando suas dúvidas para que possa responder nas próximas postagens.

Até lá!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Flash Rebatido

Olá pessoal!

Além de usar o flash direto que causa no assunto uma luz dura com sombras bem pronunciadas, podemos usa-lo em outra posição, rebatido.

O rebatimento do flash nada mais é que jogar a luz dele em uma superfície antes de chegar no assunto, com isso ganhamos uma luz mais suave. Podemos jogar a luz dele numa parede ou mesmo no teto.

Também podemos usar o flash rebatido para fotografarmos um grupo de pessoas evitando que só o primeiro plano esteja iluminado pela luz do flash.

Como a luz sempre segue uma linha reta fica relativamente fácil posicionar a cabeça do flash para que a luz chegue corretamente ao assunto mas precisamos tomar cuidado com algumas características.

Como estamos trabalhando com uma luz indireta, as sombras podem parecer meio estranhas por isso é bom saber onde a luz vai refletir e os possíveis obstáculos até que ela "termine" sua trajetória

Também temos que tomar cuidado com a textura da superfície pois porque pode ser que a textura por exemplo da parede apareça no assunto. O ideal é sempre usar alguma superfície lisa.

Mais uma coisa que precisamos nos preocupar antes da foto é com a cor da superfície que vai refletir a luz do flash porque também é bem provável que a luz que atingirá o assunto tomará a tonalidade da superfície. O ideal é que ela sege branca.

Espelhos ao contrário que muitos pensam não são bons rebatedores pois não dará o efeito desejado além de absorver muita luz.

Em lojas especializadas existem rebatedores para acoplar no flash dedicado para quando não houver possibilidade de rebatem em outra superfície ou não quiser mesmo usar ele direto.

Para calcular a potência do flash devemos pegar a distância total que a luz percorrerá. Temos que adicionara distância do flash até o teto por exemplo se eu rebatê-lo no teto e mais a distância do teto até o assunto. Dependendo da superfície utilizada podemos ter uma perda de luz. Normalmente calculo que perde-se uns 20% a 25% de luz. Ou seja a potência do flash -25% da superfície.
Sei que dá um trabalho a mais mas a meu ver o resultado é muito melhor.
Até a próxima!

domingo, 15 de julho de 2012

Compesação de exposição do flash

Olá pessoal, como falei na postagem anterior vou falar um pouco de compensação de exposição do flash.

Basicamente compensação de exposição do flash. é a mesma de quando não se utiliza o flash ou seja você pode tomar como base aquilo que expliquei na postagem anterior sobre fotometria.

Quando se fotografa ultilizando um flash E-TTL (também com i-TTL e afins) uma coisa branca, precisamos compensar o flash para que ele dispare mais forte. Nas configurações do flash aparece como um sinal de positivo seguido de alguma fração porque assim como expliquei é a câmera é que vai interpretar a cena e supor que o objeto branco como sendo cinza e não disparando o flash com a potência correta.

Da mesma forma quando estamos fotografando um objeto preto a câmera fará ao contrário, ela disparará o flash com maior potência "estourando" a cena para deixar o objeto preto, cinza. Para que isso não aconteça será necessário compensar negativamente o disparo do flash para que o objeto preto realmente apareça preto na foto.

Mas agora temos uma diferença, é quando fotografamos objetos refletivos.
Quando tentamos fotografar algo muito refletivo, como espelho, ou algo parecido a câmera pode ser enganada pois o brilho do flash que é usado para fazer a medição do E-TTL volta praticamente todo para a câmera deixando a fotometria uma bagunça. O ideal mesmo nessa situação é desligar o flash. Se não tiver jeito de não utilizar o flash ou é usá-lo em modo manual para compensar esse brilho extra ou também nos flashes dedicados no modo de rebatimento.

Espero que tenham entendido nessa pequena noção que passei.

Mas ai você pensa, poxa mas essa dica não deu certo, o fundo da minha foto saiu escurão! A ique entra algumas técnicas de uso do flash como flash de compensação, flash de preenchimento e flash de luz mista. Mas conforme vou dando as dicas vou falando dessas técnicas também.

Até a próxima postagem!

sábado, 30 de junho de 2012

Sincronismo de cortinas

Olá pessoal! Na postagem anterior falei de velocidade de sincronismo, para continuar mais ou menos no assunto resolvi falar primeiro do sincronismo de cortinas. Fiquem calmos que não tem nada a ver com as cortinas da casa e sim de como o flash sincroniza com as cortinas do obturador da câmera.

Em câmeras mais avançadas, mesmo em algumas compactas podemos escolher o sincronismo de 1ª ou 2ª cortina. Isso é para a configuração de quando o flash disparará. Quando escolhemos que ele disparará na primeira cortina significa que quando o obturador acabou de abrir a câmera disparará o flash. Em segunda cortina e logo quando o obturador começa a fechar. Na postagem que falei sobre obturador tem uma animação do obturador funcionando para que entendam melhor.

Geralmente para saber se está fotografando em segunda cortina no flash aparecem um triângulo sobreposto por um outro com preenchimento preto.

O efeito obtido mesmo em frações de segundo é distinto pois a luz do flash congela a cena.  O efeito fica muito mais evidenciado em disparos de baixa velocidade que vou falar de como fazer nas próximas postagens.

Vamos imaginar uma cena básica:

Um carro passando na avenida com os faróis acesos a noite.

Se colocar a configuração do flash em primeira cortina, a luz do flash vai congelar o carro e o farol do carro irá aparecer na frente o carro dando a impressão que ele está no sentido contrário, andando de ré.

Se colocar o sincronismo para a segunda cortina, primeiro vai ser captado os faróis do carro e logo em seguida o flash irá congelar o movimento do carro. ou seja as luzes do carro vão aparecer logo atrás do carro então dando a impressão que ele está andando corretamente para frente.

Próxima postagem vou falar de compensação de exposição com flash.

Até lá!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Flash: Velocidade de sincronismo

Hoje vou falar de uma coisa também muito importante de configuração do flash, a velocidade de sincronismo.

Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.

A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.

Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.

 A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.


Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000  de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.

Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo. 

As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.

Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.


A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.

Até lá! 
 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tabela para flash

Olá pessoal,
Muitas pessoas tem pedido uma forma mais fácil de fotografar com flash manual, então antes de continuar a falar do uso do flash resolvi colocar uma tabelinha para facilitar na hora dos cálculos. Nessa tabela usei o flash que tenho porque ele tem um número guia comum de encontrar com o pessoal que é um NG43. Vale destacar que a distância correta é medindo da fonte luz (no caso o flash) até o assunto e não da câmera até o assunto. Atenção, os valores da tabela estão aproximados.


Para quem não compreendeu a tabela ou dar um exemplo igual na postagem anterior só que usando o exemplo da tabela e também tem dois jeitos de usá-la.

1º Jeito: Vou fotografar alguma coisa a quatro metros de distância com um filme de ISO 100 (lembrando que também vale para as digitais) com o flash no modo manual em potência máxima. Então na tabela procuro onde está o 4m, em seguida desço na linha onde está localizado o ISO 100 e vi que está lá um número 11. Com esse resultado configuro minha câmera na abertura 11 e ai é só disparar que a foto saíra bem exposta.

2º Jeito. Pegando o exemplo acima vou fotografar alguma coisa a 11 metros de distância com o flash em potência máxima e a câmera configurada em ISO 100. Então eu faço o inverso, Vou até onde está o ISO 100 e encaminho o olhar até o número 11 e vejo o número que está escrito na primeira linha da coluna que seria 4. Essa é a abertura que preciso usar para ter uma boa exposição do flash.

Entenderam como se usa essa tabela? Ótimo!

Mas vocês perceberam que falei só na potência máxima? Pois bem, vamos dizer que não está dando certo fotografar na potência máxima, e agora?
Muitos flashes tem um controle manual de potência que funciona como um redutor, ele é representado muitas vezes por frações como 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 1/64 e por ai vai, essas frações é quanto da potência do flash é reduzida.  Na tabela abaixo vou mostrar o que acontece com o número guia quando a potência é reduzida, lembrando que o número guia é a distância que o flash consegue cobrir em ISO 100 e como já expliquei na outra postagem ele é a nossa referência para os cálculos de distância e abertura. Lembrando também que usei um flash com o número guia 43, que é sua potência máxima de 1/1.


Tabela de potência.
*cobertura é quantos metros a luz do flash consegue chegar. O novo NG.

Agora pegando o número que apare em cobertura é só substituir o NG por ele e refazer os cálculos para achar a abertura.
A redução de potência é muito usada para quando queremos fazer alguns "efeitos" na fotografia ou quando excedemos a velocidade de sincronismo que vou falar na próxima postagem.
Até lá!