sábado, 30 de abril de 2016

Revele suas fotos digitais!

Nas últimas postagens tenho falado bastante sobre fotografia digital mas em vários momentos do blog também venho falando que o formato digital não exclui completamente a fotografia analógica. Eu sempre digo que uso uma câmera digital como se tivesse usando uma câmera analógica porque o que realmente muda é o suporte em que a fotografia é registrada. Em vez de ter uma película com uma emulsão fotossensível, temos um chip que é sensibilizado eletronicamente e a foto é  gravada em um cartão de memória. O restante da câmera continua igual, uma câmara escura com um obturador, um diafragma (que geralmente nas 35mm fica na objetiva) e uma objetiva para focar a imagem. Também em alguns casos bateria para alimentar o fotômetro e o flash embutido.
Já que praticamente tudo continua igual, por que não trabalhar de forma também igual ao analógico, revelando suas fotos favoritas?


Na verdade o termo revelação já não é exatamente correto na fotografia digital mas sim impressão pois a fotografia é revelada na hora no LCD da câmera. Revelação acontecia com as câmeras analógicas onde a fotografia era registrada pela película fotossensível e no caso dos negativos com suas cores invertidas, e somente depois de banhos químicos com revelador e fixador é que a foto aparecia no papel fotográfico, ou seja, que era revelada.

Alguns poucos laboratórios ainda preservam o processo químico mesmo na fotografia digital onde ao invés de expor o negativo, inexistente na fotografia digital, é exposta a própria foto no papel fotossensível, não utilizando qualquer tipo de tinta, mas infelizmente a maioria dos laboratórios por uma questão até de custo, preferem trabalhar com impressão das fotografias onde são usadas impressoras jato de tinta de alta definição para o trabalho.

 Não há nada melhor do que ter sua foto favorita em uma mídia em que você possa tocá-la e apreciá-la, sentir além da textura do papel em suas mãos, sentir também as texturas das formas e cores em cada detalhe que salta ao olhar e não uma coisa gélida que é a fotografia digital que por sua vez nada mais é que um amontoado de bits explodindo na sua frente através da luz intensa de um monitor.


Além disso uma fotografia bem impressa ou revelada dura por volta de cem anos, muito mais do que qualquer computador irá durar. Quem já não teve a oportunidade de ver as fotos dos seus avós ou até bisavós reveladas naqueles papéis antigos? Agora me responda, onde está seu primeiro computador? Aposto que completamente desmontado, jogado em um canto do depósito da sua casa, ou pior, no aterro sanitário de sua cidade.

Revelar as fotos também previne a perda da imagem por falha no sistema digital. Imagina você desligar o computador no meio de um trabalho para ir dormir e na manhã tentar ligar ele novamente e ele não dá nenhum sinal de vida ou só fica dando erro e você para corrigir o problema precisar formatá-lo para reinstalar o sistema? Perdeu tudo! E não se engane, isso acontece com muito mais frequência do que você possa imaginar. Uma dica bem interessante é fazer backup das fotos logo após um trabalho importante. Dependendo também podemos deixar as fotos no cartão de memória até precisar usa-lo novamente enquanto providenciamos uma outra mídia para backup.


Existem grupos de fotografia que são voltados a fotografia analógica, tem fórum de discussões na internet e até realizam passeios pela cidade. Só procurar por eles na internet.

Da mesma forma existem grupos que mesmo não sendo voltados exatamente para fotografia analógica mas proporcionam o "foto escambo". Ele é realizado geralmente após uma saída fotográfica onde os participantes revelam suas fotos em papel fotográfico e as trocam com a dos outros participantes. Uma experiência muito interessante que recomendo demais a todos vocês participarem!

E você, já participou de algum grupo desses? Deixe sua experiência aqui nos comentários!

Na próxima dica vou falar como não ter surpresas na revelação de suas fotos.

Até lá!

*A 2ª foto usada como ilustração (Palácio da Justiça) também está na exposição "10 Anos de caminhada noturna" que no momento dessa dica está sendo realizada e ficará até dia 30 de Abril de 2016 na estação Jardim São Paulo da linha Azul do metrô.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Mobgrafia: A fotografia com celular, porque não?

Olá pessoal.

Sei que já falei sobre isso em postagem anterior mas vou voltar ao assunto.
Nos últimos tempos com a evolução dos dispositivos móveis tornou-se mais fácil fazer ótimas fotos apenas utilizando o celular sem depender de outros dispositivos e até mesmo do computador. Tanto que para isso foi criado um novo termo dentro da fotografia, a Mobgrafia.
A Mobgrafia tem como conceito onde desde a captura da fotografia e até sua finalização é feita através de dispositivos móveis como celulares, smartphones e tablets.

Não é impossível conseguir boas imagens como essa abaixo usando apenas um smartphone.


Quem acerta qual dessas duas fotografias abaixo foi feita com smartphone ou uma câmera DSLR?


Ficou na dúvida não é? Quem disse que foi a de cima ERROU!

Muito, mas muito mais importante que o equipamento ou termos técnicos, é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo que faz a fotografia. Ponha isso em mente e saía para fotografar apenas com seu celular.



Uma vantagem bem interessante em usar seu smartphone ou tablet na hora de fotografar é que você fica independente de outro equipamento, você faz tudo nele mesmo, desde a edição, tratamento até o envio seja para sua rede social ou até mesmo enviar uma foto com urgência para uma agência de notícias graças a sua conectividade onde as câmeras de verdade estão apenas engatinhando.


Claro que os dispositivos mobiles ainda tem algumas limitações, mas novamente, é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo que faz a fotografia. O equipamento fotográfico é apenas um acessório que possibilita a captura daquele momento. Aliás estou sentindo o cheirinho gostoso desse chocolate quente da fotografia enquanto escrevo isso, e olha que essa foto foi feita com um celular.
 E você, já saiu para fotografar apenas com seu celular? Deixe nos comentários sua experiência!

Até a próxima dica!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Fotografando na chuva

Olá pessoal.

No última postagem tivemos a oportunidade de falar um pouco de fotografia contemplativa com Yuri Bittar e dessa vez vamos fazer uma coisa um pouco parecida, vamos contemplar a chuva.

Aproveitando  entrando no mês de Março e estamos no final da temporada de chuvas assim como diz a famosa música de Tom Jobim, vou dar essa dica.  Já pensou em fotografar na chuva?


 Não é porque o dia está "ruim" que devemos deixar de fotografar, muito pelo contrário.

Na chuva podemos pegar os reflexos nas poças d´água, os pingos caindo dos telhados e criar texturas com eles nos vidros das janelas, calhas de chuva que mais parecem cachoeiras e também os reflexos das luzes no asfalto além das pessoas se protegendo com seus coloridos guarda-chuvas. Além disso as cores, principalmente das plantas, ficam mais intensas.



É um mundo novo em um lugar conhecido, você irá se surpreender assim como a foto de um raio no início de uma tempestade atingindo um prédio.

Raio


Os únicos cuidados que devemos ter é com o chão molhado, principalmente cerâmicos e terra que podem se tornar muito escorregadios e de não molhar nosso equipamento de forma alguma. Existem "capas de chuva" para câmeras mas o ideal é sempre estar em um lugar coberto e levar um paninho caso respingue alguma coisa no seu equipamento.

E você, topa explorar esse interessante novo e molhado mundo?

Deixe aqui o resultado das suas fotos nos comentários, vamos adorar ver!

Até mais!

sábado, 30 de janeiro de 2016

1ª Fotoentrevista - Fotografia contemplativa com Yuri Bittar

Olá pessoal.
Mais um ano começando e como disse na postagem de fim de ano esse ano vamos ter muitas novidades aqui no blog.
Para o primeira postagem do ano vamos estrear mais um quadro, a "Fotoentrevista".
Para estrear em grande estilo vamos falar sobre uma vertente bem interessante mas pouco conhecida da fotografia, a Fotografia Contemplativa. Para isso vamos conversar com o Historiador, Designer, Fotógrafo e organizador do Grupo Fotocultura, Yuri Bittar.



Fotodica: Olá Yuri, Como começou seu interesse por fotografia?

Yuri: Aos 18 anos, quando entrei na faculdade de design.


Fotodica: O que te atraiu na fotografia?

Yuri: Acho que no começo foi a “coisa” toda, o equipamento, a técnica, a arte, a aura. Mas depois o que me manteve na fotografia, o que se tornou minha paixão, foi a capacidade de mostrar o oculto dentro da realidade, mostrar o que está lá mas a maioria das pessoas não percebe, enfim, a capacidade da fotografia de expandir a nossa percepção do mundo.


Fotodica: Quais os temas que você mais gosta em retratar nas suas fotografias?

Yuri: Na fotografia de rua gosto do comum, pessoas normais em situações cotidianas, que em alguns momentos se tornam uma imagem especial, sou um discípulo de Cartier-Bresson. Gosto de buscar relação entre as pessoas e a geometria da cidade.
Já a fotografia contemplativa me leva à surpresas pois não prevê o que será fotografado.

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Fotodica: O que é fotografia contemplativa?

Yuri: A fotografia contemplativa é, acima de tudo, um fazer, e não o resultado. Podemos definir como fotografar usando apenas a percepção, sem conceitos, numa atitude aberta, curiosa, sem julgamento e sem ansiedade. É como uma meditação com fotografia, tem origem no budismo, mas não é uma prática religiosa. 


Foto: Yuri Bittar

 Fotodica: Quando você começou e o que te levou a praticar fotografia contemplativa?

Yuri: Soube dessa prática por acaso, quando uma amiga chamada Bel Barbiellini perguntou se uma foto minha era Miksang, que é outro nome dado à Fotografia Contemplativa. Fiquei curioso com a palavra e fui procurar, e de cara gostei muito. Achei à princípio uma boa forma de me desestressar, e foi mesmo. Depois uma série de coincidências foram me “empurrando” para a prática da Fotografia Contemplativa, acho que era algo que eu tinha de fazer mesmo. 


Foto: Yuri Bittar


Fotodica: Você que trouxe a fotografia contemplativa aqui para o Brasil? Conte um pouco da história da fotografia contemplativa aqui no Brasil.

Yuri: Não fui eu que trouxe e não sei dizer quem começou. Mas em 2012 o Carlos Inada, da Dharma Art, trouxe o Andy Karr, um dos fundadores da Fotografia Contemplativa, para realizar uma oficina em São Paulo. Participei dessa oficina e foi um marco para mim, e acho que pode ser considerada uma data fundadora da Fotografia Contemplativa no Brasil. 



Foto: Yuri Bittar


Fotodica: Você dá cursos de fotografia contemplativa?

Yuri: Sim, chamo de oficinas pois tem curta duração e um caráter muito prático. Já realizei aproximadamente 20 edições, em diferentes contextos e até fora de São Paulo. Temos agenda e outras informações no site http://www.fotografiacontemplativa.com.br .


Fotodica: Além do curso de fotografia contemplativa você dá outros tipos de cursos?

Yuri: Faço desde 2008 cursos básicos de fotografia e de fotografia de rua.


Fotodica: Você também promove encontros fotográficos, como funcionam esses encontros?

Yuri: As Saídas FOTOCULTURA, que acontecem desde 2008, tem por objetivo trazer todos os interessados em fotografia para a prática, para as ruas da cidade, explorando o espaço urbano, sempre com uma proposta cultural. Assim procuramos unir fotografia, cultura e cidadania.


Fotodica:  O que é preciso para participar desses encontros?

Yuri: É um evento TOTALMENTE livre e gratuito, onde todo tipo de fotógrafo é bem vindo.


Fotodica: Tem algum tema pré-definido ou o pessoal fotografa o que quiser?

Yuri: A cada saída temos um tema diferente, e patrocinadores que oferecem prêmios.


Fotodica: Como o pessoal que gosta de fotografia pode saber onde esses encontros acontecem, tem algum site?

Yuri:


Fotodica: - Além dos cursos e encontros fotográficos você gostaria de falar de algum outro projeto?

Yuri: Temos um projeto social, são aulas de fotografia, voluntárias e gratuitas, para crianças e jovens dentro de um hospital de câncer infantil. Se chama Fotocultura para Todos. Sempre precisamos de ajuda, especialmente de doação de câmeras para nossas aulas. Mais detalhes em 
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Fotodica: Como aqui é um blog sobre dicas de fotografia, deixe uma dica para quem está ou quer começar nesse mundo da fotografia.

Yuri: A grande dica na fotografai é pensar, estudar e praticar muito. É preciso adquirir cultura visual, técnica e experiência, para que tudo isso se conjugue na hora do clique, de forma natural. Um bom fotógrafo é aquele tem, a cada foto, uma história a contar.


Fotodica: Para finalizar deixe um recado para o pessoal.

Yuri: Percebam que a fotografia é uma arte poderosa, pode transformar sua vida e mudar algo no mundo, use-a com capricho e ética, e vamos fotografar!


Abaixo estão os sites do nosso entrevistado Yuri Bittar, da primeira Fotoentrevista do blog Fotodica.


Site Fotocultura: www.fotocultura.net
Fotografia Contemplativa: www.fotografiacontemplativa.com.br/

Muito obrigado Yuri por conceder essa valiosa entrevista!

Então pessoal, gostaram da Fotoentrevista com Yuri Bittar? Deixe aqui nos comentários e compartilhe com os amigos!

Grande abraço e até a próxima!
 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Resumo 2015

Olá pessoal!

Mais um ano chegando ao fim e agora vou falar um pouco do que aconteceu nesse ano com o "Blog Fotodica"



O Blog Fotodica começou em 03 de Agosto de 2011 com menos de 20 visitas mensais.Hoje não para de crescer, das 500 visitas mensais em média que tivemos em 2014 passamos para mais de 700 ao longo desse ano. Só nesse último mês de Dezembro estamos caminhando para quase mil visitas e agora conto com vocês para bater essa meta e dobrar a meta ( :-P ) compartilhando com os amigos!

Com publicações mensais desde 2014, ano que deixou de ser quinzenal, o BLOG FOTODICA sempre leva conhecimento para qualquer pessoa sempre com uma linguagem simples e direta.

Em 2015 falamos sobre fotografia HDR, também falamos um pouco mais das diferenças entre fotografar em RAW ou JPEG, e quais são as diferenças fotografando com câmeras cropadas ou Full Frame. Tiramos também algumas dúvidas sobre fotografia com flash dedicado que é uma dúvida muito recorrente, tanto que as cinco postagens mais vistas são sobre flash dedicado e a postagem mais vista desde o começo do blog é a dica sobre velocidade de sincronismo do flash. Se você ainda tem dúvidas sobre o tema, deixe aqui nos comentários.

Como novidade estreamos o "Canal Fotodica" no Youtube que é para dar dicas interessantes e em vídeo. Até o momento o canal possui apenas um vídeo sobre como montar um soft box caseiro que rendeu até um vídeo com erros de gravação muito engraçado, teve até luta contra fita adesiva!

Esse ano vão continuar as dicas mensais todo dia 30 e quem sabe a primeira entrevista do "Blog Fotodica". Também vamos continuar com as "videodicas" no "Canal Fotodica" no Youtube. Vai ser um ano de experiências e bem interessante. Também vamos ter dúvidas do pessoal respondidas aqui no blog com o tema "Fotodica Responde". Então deixe suas dúvidas aqui nos comentários que logo farei o "Fotodica Responde nº1"! Estamos também abertos a sugestões para melhorar cada vez mais o BLOG FOTODICA.

Também não deixe de nos seguir e compartilhar com os amigos hein!

Por fim desejo a todos um 2016 com muita PAZ, SAÚDE, SUCESSO, e porque não ótimas FOTOGRAFIAS junto com o Blog FOTODICA!

Grande Abraço e 2016 tem mais!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pricipais diferenças entre cameras Full Frame e Cropadas

Olá.

No começo do "Blog Fotodica" falei da diferença das câmeras digitais Full Frame que são aquelas com o sensor do tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm (24mm X 36mm) e das câmeras cropadas que possuem um sensor menor. Se quiser ver a postagem anterior Clique Aqui.


Muitas pessoas, principalmente que estão começando agora na fotografia não entenderam bem o conceito por trás disso e agora, depois de mais de sete anos de fotografia, tive a oportunidade de trabalhar realmente com câmeras full frame e por isso vou explicar novamente as duas principais diferenças entre os dois tipos de câmeras com um pouco mais de detalhes mas nada muito profundo.

A principal diferença entre os dois tipos de câmeras é o tamanho do sensor. Nas câmeras full frame eles têm o tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm que mede 24mm de "altura" por 36mm de "largura", enquanto as câmeras chamadas cropadas tem o sensor menor que isso sendo o mais comum tem o sensor 1,6 ou 1,5 vezes menor do que os da full frame e isso chama-se fator de corte.

Mas o que isso influência na captura da foto?
A mais perceptível influência é no ângulo de visão (reparem que falei ângulo e não distância focal) da objetiva.

As objetivas nas câmeras cropadas por tem um sensor menor vão ter um menor ângulo de visão equivalente a uma objetiva de distância focal mais longa em uma câmera Full Frame. Reparem nas imagens abaixo:

Objetiva 50mm "Camera Cropada"
Objetiva 85mm "Camera Full Frame"

As duas fotos foram feitas com a abertura de f/1.8 a 90cm de distância do objeto mas na câmera full frame foi usada uma objetiva 85mm já câmera cropada foi usada uma objetiva 50mm mas porque ambas parecem ter sido feitas com a mesma distância focal? Vou explicar.

Veja a ilustração abaixo:


As objetivas são pensadas para serem usadas em câmeras full frame, quando o sensor é menor parte das bordas da fotografia são perdidas pois não consegue captá-las e isso é representado pela parte cinza da ilustração e isso chama-se fator de corte.

Existem também objetivas que são especiais para câmeras cropadas mas sua distância focal é pensada como se fossem usadas em câmeras full frame, e isso tem um motivo.

Para calcular a equivalência do ângulo de visão da objetiva em uma câmera cropada devemos multiplicar a distância focal original pelo fator de corte que é quantas vezes o sensor da câmera cropada é menor.

Em todos os exemplos foi usada uma câmera que tem um sensor de tamanho APS-C que é 1.6X menor que o sensor da camera full frame combinada com uma objetiva 50mm para obter uma equivalência a distância focal próxima da objetiva 85mm usada na câmera full frame. Então vamos fazer a conta.

Objetiva 50mm X 1.6 do fator de corte = Equivale ao ângulo de visão de uma objetiva 80mm montada em uma câmera full frame. Simplificando essa conta fica assim:

50mm X 1.6 = 80mm

Objetivas por exemplo 50mm sempre vão ser 50mm mesmo quando usadas em câmeras croparadas quando em câmeras full frame pois sempre vão entregar a mesma imagem para o sensor seja ele qual for. Observe novamente as fotos abaixo:

recorte 100% 50mm em "câmera cropada"

recorte 100% 85mm em "câmera Full Frame"

Nesse exemplo eu quis mostrar que mesmo a primeira vista as fotos que pareciam quase iguais possuem grandes diferenças influenciadas pelas características da objetiva que foi usada como profundidade de campo, distorção e achatamento de planos.

No exemplo as duas fotos foram feitas com abertura f/1.8, limite da objetiva 85mm que foi usada na câmera full frame. Perceba como a palavra MACRO está nítida nas duas fotografias mas que na foto tirada com a 85mm a profundidade de campo é muito mais rasa já começando a desfocar a chavinha do auto foco enquanto a feita com a 50mm na cropada ela ainda está bem nítida.

Já a distorção é menos perceptível pois grande parte ocorre nas bordas da fotografia e como na cropada as bordas são perdidas fica menos evidenciado mas não quer dizer que essa característica também foi perdida pois no restante da fotografia ela se mantém.

Agora volte nas duas primeiras fotos de exemplo. Perceba como o fundo da fotografia que foi feita com a 85mm está bem mais próximo mesmo parecendo que o assunto está na mesma distância. Isso deve-se ao achatamento de planos. Quanto maior a distância focal da objetiva maior é o achatamento de planos. Por isso também que não devemos fazer retratos de alguém com grande angular pois corre o risco da pessoa fotografada parecer que tem nariz de Pinóquio.

Outra característica muito bem-vinda é que por conta do sensor maior a câmera Full Frame trabalha muito melhor com a questão de ruído na fotografia.

Nas duas fotos em 100% que mostrei acima perceba que na foto feita com a câmera cropada tem muito mais ruído que na que fiz com a câmera full frame. Isso se deve principalmente porque as "células" que compõem o sensor (fotodiodos) serem bem maiores facilitando a captura da luz.

Essas são as duas principais diferenças entre câmeras Full Frame e Cropadas.

E você, tem algo a acrescentar ou quer comentar sobre o tópico? Deixe sua mensagem abaixo e não deixe de seguir o "BLOG FOTODICA"!

Até a próxima!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

1ª Videodica do Canal Fotodica - Softbox para flash dedicado

Olá pessoal,

Para comemorar os quatro anos do "Blog Fotodica" completados em Agosto desse ano, resolvi criar um Canal de vídeos no Youtube, o "Canal Fotodica" onde darei dicas de fotografia variadas e não só as dicas que são publicadas aqui.

Para inaugurar o canal e como muitos de vocês me pedem dicas para flash vou mostrar como fazer uma softbox para flash dedicado só que de material reciclado.

Muito usado em ensaios a softbox serve para deixar a luz do flash mais suave diminuindo as sombras mas ao mesmo tempo concentrada no ponto desejado, diferente do difusor onde a luz se espalha pelo ambiente.

Para fazer a softbox de material reciclado você vai precisar do seguinte material:

1 caixa de papelão pequena.
1 folha de papel alumínio.
2 folhas de papel toalha ou manteiga
1 rolo de fita adesiva
1 tesoura ou estilete
1 régua
1 caneta permanente, usada para escrita em CD

Quer saber como fazer a montagem do softbox? Então clique no link abaixo para ver o vídeo!

MONTAGEM DO SOFTBOX.

Ah, não deixe de se inscrever no canal e compartilhar com os amigos, ok!

Se você gostou da ideia e quiser mais dicas em vídeo deixe nos comentários!

Só um aviso, as dicas no "BLOG FOTODICA" continuarão a ser publicadas todo dia 30 de cada mês e por isso não deixe de dar sempre uma passadinha por aqui!

Abraço e até a próxima dica!