Olá.
Aquela velha frase: "A propaganda é a alma do negócio" veio a tona hoje e resolvi escrever esse post.
Você já pensou em divulgar seu trabalho fotográfico além dos amigos e familiares? Como você faz seu marketing?
Essa é uma dica bem bacana para começar no ramo da fotografia e temos uma poderosa ferramenta: A Internet.
Você pode começar sua jornada participando de eventos e saídas fotográficas de grupos e clubes de fotografia sempre divulgando fotos realizadas durante as saídas fotográficas que você participou na página desses grupos principalmente nas redes sociais, evite porém sem um spammer e mandar duzentos comentários com trabalhos apenas seu que não tem haver com o grupo, ou criticar negativamente trabalhos dos outros, isso é uma maneira péssima de começar.
Para divulgação de seu trabalho pessoal você pode também criar sua própria página em alguma rede social e chamar os amigos e pedir para eles compartilhem com os amigos deles e até pedir permissão a outros grupos de fotografia para divulgar sua página, olha que bacana!
Pode também mais para frente criar uma página pessoal própria para dar um ar mais profissional e fazer tanto a rede social quanto a sua página pessoal trabalharem juntos.
O importante é que você sempre mantenha tanto sua página quanto as redes sociais sempre atualizadas e também responder sempre a e-mails e comentários com toda calma e prazer o mais rapidamente possível para não perder contato com seu público. Assim como faço aqui no "Blog Fotodica".
E você, como divulga seu trabalho? Comente aqui!
Mostrando postagens com marcador digital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador digital. Mostrar todas as postagens
sábado, 30 de setembro de 2017
Como você divulga seu traballho de fotografia?
Marcadores:
Brasil,
Brazil,
Canon,
dicas de fotografia,
digital,
divulgação,
Flávio Cabral,
fotodica,
fotografia,
marketing,
São Paulo
Local:
São Paulo, SP, Brasil
domingo, 30 de julho de 2017
Quebrando regras na fotografia
Na postagem anterior de comemoração da 100ª postagem do "Blog Fotodica" eu coloquei a citação de Edward Weston para vocês refletirem onde ele fala sobre seguir regras de composição. "Quando o tema é forçado a se encaixar em padrões preconcebidos, não poderá haver evolução da visão. Seguir regras de composição só leva a repetição tediosa de clichês pictóricos".
O que ele quis dizer é que não devemos seguir estritamente todas as regras para poder criar um novo olhar evoluindo nossa visão e assim nos tornando fotógrafos melhores evitando assim de sempre na mesmice . Não existe uma receita pronta para cada situação. Cada fotógrafo tem que ter sua visão e interpretação da cena e assim fazer a fotografia da melhor maneira que achar que deve ser registrada.
Outra citação que gosto mas infelizmente não lembro onde li e também tem muito haver com isso é "Não fique no óbvio. Quebrar as regras também é uma regra."
Da mesma forma o que tento passar aqui não são regras, são conceitos básicos para se obter o que é considerado uma boa fotografia.
Apesar de usar uma linguagem extremamente simples, as dicas aqui são para serem lidas, interpretadas e usadas por vocês da melhor forma possível melhorando cada vez mais o olhar e a técnica.
E você, costuma quebrar as regras? Deixe aqui nos comentários!
Até mais!
Marcadores:
Brasil,
Brazil,
câmera digital,
Camera fotográfica,
Canon,
dicas de fotografia,
digital,
docas,
equipamento,
Flávio Cabral,
fotodica,
regras,
São Paulo,
técnica
Local:
São Paulo, SP, Brasil
quarta-feira, 30 de março de 2016
Mobgrafia: A fotografia com celular, porque não?
Olá pessoal.
Sei que já falei sobre isso em postagem anterior mas vou voltar ao assunto.
Nos últimos tempos com a evolução dos dispositivos móveis tornou-se mais fácil fazer ótimas fotos apenas utilizando o celular sem depender de outros dispositivos e até mesmo do computador. Tanto que para isso foi criado um novo termo dentro da fotografia, a Mobgrafia.
A Mobgrafia tem como conceito onde desde a captura da fotografia e até sua finalização é feita através de dispositivos móveis como celulares, smartphones e tablets.
Não é impossível conseguir boas imagens como essa abaixo usando apenas um smartphone.
Quem acerta qual dessas duas fotografias abaixo foi feita com smartphone ou uma câmera DSLR?
Ficou na dúvida não é? Quem disse que foi a de cima ERROU!
Muito, mas muito mais importante que o equipamento ou termos técnicos, é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo que faz a fotografia. Ponha isso em mente e saía para fotografar apenas com seu celular.
Uma vantagem bem interessante em usar seu smartphone ou tablet na hora de fotografar é que você fica independente de outro equipamento, você faz tudo nele mesmo, desde a edição, tratamento até o envio seja para sua rede social ou até mesmo enviar uma foto com urgência para uma agência de notícias graças a sua conectividade onde as câmeras de verdade estão apenas engatinhando.
Claro que os dispositivos mobiles ainda tem algumas limitações, mas novamente, é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo que faz a fotografia. O equipamento fotográfico é apenas um acessório que possibilita a captura daquele momento. Aliás estou sentindo o cheirinho gostoso desse chocolate quente da fotografia enquanto escrevo isso, e olha que essa foto foi feita com um celular.
E você, já saiu para fotografar apenas com seu celular? Deixe nos comentários sua experiência!
Até a próxima dica!
Sei que já falei sobre isso em postagem anterior mas vou voltar ao assunto.
Nos últimos tempos com a evolução dos dispositivos móveis tornou-se mais fácil fazer ótimas fotos apenas utilizando o celular sem depender de outros dispositivos e até mesmo do computador. Tanto que para isso foi criado um novo termo dentro da fotografia, a Mobgrafia.
A Mobgrafia tem como conceito onde desde a captura da fotografia e até sua finalização é feita através de dispositivos móveis como celulares, smartphones e tablets.
Não é impossível conseguir boas imagens como essa abaixo usando apenas um smartphone.
Ficou na dúvida não é? Quem disse que foi a de cima ERROU!
Muito, mas muito mais importante que o equipamento ou termos técnicos, é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo que faz a fotografia. Ponha isso em mente e saía para fotografar apenas com seu celular.
Uma vantagem bem interessante em usar seu smartphone ou tablet na hora de fotografar é que você fica independente de outro equipamento, você faz tudo nele mesmo, desde a edição, tratamento até o envio seja para sua rede social ou até mesmo enviar uma foto com urgência para uma agência de notícias graças a sua conectividade onde as câmeras de verdade estão apenas engatinhando.
Claro que os dispositivos mobiles ainda tem algumas limitações, mas novamente, é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo que faz a fotografia. O equipamento fotográfico é apenas um acessório que possibilita a captura daquele momento. Aliás estou sentindo o cheirinho gostoso desse chocolate quente da fotografia enquanto escrevo isso, e olha que essa foto foi feita com um celular.
E você, já saiu para fotografar apenas com seu celular? Deixe nos comentários sua experiência!
Até a próxima dica!
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Ajuste de Dioptria
Olá.
Dessa vez vou falar de uma regulagem da câmera bem interessante principalmente para quem não usa o foco automático.
Você já pegou a câmera de um amigo e não conseguiu fazer foco de jeito algum? Ou já repararam que quase nenhum fotógrafo usa óculos quando está trabalhando?
É porque na própria câmera existe uma regulagem chamada de regulagem de dioptria.
Ela é como se fosse a lente de contato de alguém que tenha problemas de visão como miopia ou hipermetropia e que precisa usar óculos tanto para ver de perto quanto de longe.
Na própria câmera ao lado do visor ótico conhecido também como viewfinder, não o LCD, existe uma pequena rodinha para conseguir executar essa regulagem
Nela existe a marcação de + e -, olhando pelo visor e rodando essa rodinha para baixo e para cima você verá a imagem focando e desfocando no visor. Essa regulagem mexe nos elementos internos do visor como se fosse o sistema de focagem da objetiva.
![]() |
| Sem a ocular |
Essa regulagem existe pois cada pessoa tem um grau diferente nos óculos e vou ensinar fazer a regulagem a seguir.
Para conseguir uma regulagem perfeita você deve olhar para o visor como se fosse fotografar e apertar o botão do obturador até a metade apenas para que as informações nesse visor como abertura, velocidade, ISO e fotômetro apareçam.
Com essas informações visíveis você terá que girar essa rodinha até que essas informações estejam bem nítidas. Quando conseguir deixá-las bem nítidas a regulagem estará terminada.
Essa regulagem não interfere em nada o sistema de foco da câmera, ela serve apenas para que o fotógrafo que precisa usar óculos não precise deles na hora de fotografar.
Muitas pessoas que fotografam esquecem que existe essa regulagem e quando fotografam usando foco manual percebem que suas fotos saem desfocadas mesmo estando nítidas para elas no visor. Chegam ao ponto de até levar a câmera para o conserto quando apenas é uma simples regulagem no visor.
Então, já fez a regulagem na sua?
Até mais!
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Histograma, que bicho é esse?
Olá.
Muitas pessoas tem perguntado para mim o que é aquele gráfico que aparece no canto da imagem e como interpretá-lo.
Esse gráfico é chamado de Histograma e ele mostra a quantidade de pixels em cada área da imagem.
Normalmente a área esquerda do gráfico mostra a região de sombra ou baixa-luzes da imagem, a central ou meio-tons e a área da esquerda a região clara da imagem que são as alta-luzes.
Isso serve para saber se a fotografia vai ficar com a exposição correta no final já que não devemos confiar completamente no LCD.
Por exemplo se eu estiver fotografando uma cena com predomínio branco o gráfico deve ficar com os picos mais para a direita, já para fotos com predomínio de preto os picos devem estar mais para esquerda pois existem mais pixels cobrindo a área escura da foto.
Perceba que nas fotos acima eu mantive a fotometria na câmera e apenas mudei o fundo e com isso os gráficos do histograma também mudaram. Na fotografia com fundo claro o maior pico do gráfico ficou a direita me informando que maior quantidade de pixels na região de alta-luz. Já na foto com fundo escuro o gráfico me mostrou que grande parte dos pixels estavam na região de baixa-luz devido a utilização do fundo preto.
Vamos pegar o Histograma da primeira foto. O Histograma na fotografia basicamente é a representação matemática da luz. Digitalmente a luz é dividida em valores de 0 a 255 onde o zero é o preto e o 255 é o branco puro. Entre eles existe o cinza que seria a casa 127, lembrando que a câmera não enxerga cores, tudo são tons de cinza para ela. Foi por isso que quando usei o fundo branco para fazer a fotografia o gráfico ficou com um pico grande na direita do histograma. O pico a esquerda nesse gráfico que representa os pixels na parte escura que nessa foto são a tampa da objetiva, o acabamento do visor e da alça da câmera.
Também não devemos com que o pico do histograma chegue a "encostar" nas laterais do gráfico pois significa que aquela região está perdendo informações seja na área clara ou escura da fotografia. Também não pode faltar pedaços do gráfico como é muito comum na sub-exposição onde a região direita do gráfico fica uma linha como na primeira foto abaixo.
A primeira foto está sub-exposta onde o fundo branco ficou praticamente cinza e o histograma me mostra que o pico que devia estar na região de alta-luz, a direita do gráfico está na área dos meio-tons, os cinzas. Já a segunda foto está super-exposta onde o fundo preto também ficou acinzentado e novamente o gráfico me mostrou isso quando o pico saiu da região de baixa-luz e também me informou que estou perdendo detalhes nas partes claras da imagem com o pico a direita saindo do gráfico.
O Histograma é útil também para ver se o seu monitor está ajustado. Um exemplo é você vê uma foto bonita e com uma correta exposição no LCD da câmera e quando vai olhar no monitor a foto está escura. Para tirar a prova de qual monitor está mais correto, seja da câmera ou do computador é só dando uma conferida no histograma já que o gráfico é bem preciso para saber se a foto foi realmente bem exposta.
Parece difícil mas com o tempo apenas de "bater o olho" você saberá se a foto está bem exposta.
Até lá!
Muitas pessoas tem perguntado para mim o que é aquele gráfico que aparece no canto da imagem e como interpretá-lo.
Esse gráfico é chamado de Histograma e ele mostra a quantidade de pixels em cada área da imagem.
Normalmente a área esquerda do gráfico mostra a região de sombra ou baixa-luzes da imagem, a central ou meio-tons e a área da esquerda a região clara da imagem que são as alta-luzes.
Isso serve para saber se a fotografia vai ficar com a exposição correta no final já que não devemos confiar completamente no LCD.
Por exemplo se eu estiver fotografando uma cena com predomínio branco o gráfico deve ficar com os picos mais para a direita, já para fotos com predomínio de preto os picos devem estar mais para esquerda pois existem mais pixels cobrindo a área escura da foto.
Perceba que nas fotos acima eu mantive a fotometria na câmera e apenas mudei o fundo e com isso os gráficos do histograma também mudaram. Na fotografia com fundo claro o maior pico do gráfico ficou a direita me informando que maior quantidade de pixels na região de alta-luz. Já na foto com fundo escuro o gráfico me mostrou que grande parte dos pixels estavam na região de baixa-luz devido a utilização do fundo preto.
Vamos pegar o Histograma da primeira foto. O Histograma na fotografia basicamente é a representação matemática da luz. Digitalmente a luz é dividida em valores de 0 a 255 onde o zero é o preto e o 255 é o branco puro. Entre eles existe o cinza que seria a casa 127, lembrando que a câmera não enxerga cores, tudo são tons de cinza para ela. Foi por isso que quando usei o fundo branco para fazer a fotografia o gráfico ficou com um pico grande na direita do histograma. O pico a esquerda nesse gráfico que representa os pixels na parte escura que nessa foto são a tampa da objetiva, o acabamento do visor e da alça da câmera.
Também não devemos com que o pico do histograma chegue a "encostar" nas laterais do gráfico pois significa que aquela região está perdendo informações seja na área clara ou escura da fotografia. Também não pode faltar pedaços do gráfico como é muito comum na sub-exposição onde a região direita do gráfico fica uma linha como na primeira foto abaixo.
A primeira foto está sub-exposta onde o fundo branco ficou praticamente cinza e o histograma me mostra que o pico que devia estar na região de alta-luz, a direita do gráfico está na área dos meio-tons, os cinzas. Já a segunda foto está super-exposta onde o fundo preto também ficou acinzentado e novamente o gráfico me mostrou isso quando o pico saiu da região de baixa-luz e também me informou que estou perdendo detalhes nas partes claras da imagem com o pico a direita saindo do gráfico.
O Histograma é útil também para ver se o seu monitor está ajustado. Um exemplo é você vê uma foto bonita e com uma correta exposição no LCD da câmera e quando vai olhar no monitor a foto está escura. Para tirar a prova de qual monitor está mais correto, seja da câmera ou do computador é só dando uma conferida no histograma já que o gráfico é bem preciso para saber se a foto foi realmente bem exposta.
Parece difícil mas com o tempo apenas de "bater o olho" você saberá se a foto está bem exposta.
Até lá!
Marcadores:
câmera,
Camera fotográfica,
Canon,
dicas de fotografia,
digital,
dslr,
exposição,
Flávio Cabral,
fotodica,
gráfico,
historigrama,
medição,
técnica fotográfica
Local:
São Paulo - SP, Brasil
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Aberração cromática
Você já ouviu falar no termo aberração cromática?
A aberração cromática (CA) ou Chromatic Aberration em inglês é como uma distorção nas cores da imagem.
Quando fotografamos um objeto com muito contraste como uma árvore em um dia de Sol ou alguma coisa muito brilhante como a grade de alumínio das janelas de alguns prédios podemos perceber que o contorno dos objetos em cena sempre tem algumas "cores intrusas" que não deviam estar lá. Para esse efeito damos o nome de aberração cromática.
Ela acontece principalmente quando fotografamos coisas com alto contraste. Elas geralmente possuem as cores magenta de um lado e verde do outro mas também o azul e amarelo. Esse fenômeno acontece devido a diferente resposta da objetiva para os diferentes comprimento de ondas luminosas que formam as cores.
Existem dois tipos de aberração cromática. A aberração cromática lateral e aberração cromática longitudinal.
A Aberração cromática lateral acontece na periferia da imagem e seu aspecto é parecido quando olhamos através de um prisma e ela não acontece no centro da imagem mas ela é cada vez mais perceptível em direção as bordas.
Observe a foto abaixo:
Já a aberração cromática longitudinal aparece nas bordas do objeto como na frente ou atrás do ponto de focagem principalmente em objetos brilhantes.
Também quando fotografamos objetos de alto contraste como folhas das árvores contra um céu azul ou o pássaro embaixo do sol forte como na foto abaixo podem aparecer franjas de cor roxa ou azul que também é conhecido como purple fringe.
Veja suas fotos com 100% de zoom e repare principalmente nos cantos dela, você vai se surpreender.
Não se desespere, há programas que tentam retirar o máximo desse fenômeno incluindo o mais famoso editor de imagens.
Nas fotos abaixo vamos ver o comparativo entre antes e depois de arrumar esse efeito.
Até mais!
A aberração cromática (CA) ou Chromatic Aberration em inglês é como uma distorção nas cores da imagem.
Quando fotografamos um objeto com muito contraste como uma árvore em um dia de Sol ou alguma coisa muito brilhante como a grade de alumínio das janelas de alguns prédios podemos perceber que o contorno dos objetos em cena sempre tem algumas "cores intrusas" que não deviam estar lá. Para esse efeito damos o nome de aberração cromática.
Ela acontece principalmente quando fotografamos coisas com alto contraste. Elas geralmente possuem as cores magenta de um lado e verde do outro mas também o azul e amarelo. Esse fenômeno acontece devido a diferente resposta da objetiva para os diferentes comprimento de ondas luminosas que formam as cores.
Existem dois tipos de aberração cromática. A aberração cromática lateral e aberração cromática longitudinal.
A Aberração cromática lateral acontece na periferia da imagem e seu aspecto é parecido quando olhamos através de um prisma e ela não acontece no centro da imagem mas ela é cada vez mais perceptível em direção as bordas.
Observe a foto abaixo:
Você percebeu a aberração cromática nessa foto? Vou ampliar os cantos onde é mais perceptível o efeito:
DETALHE 1
DETALHE 2
Já a aberração cromática longitudinal aparece nas bordas do objeto como na frente ou atrás do ponto de focagem principalmente em objetos brilhantes.
Também quando fotografamos objetos de alto contraste como folhas das árvores contra um céu azul ou o pássaro embaixo do sol forte como na foto abaixo podem aparecer franjas de cor roxa ou azul que também é conhecido como purple fringe.
Perceba como a região do bico do pássaro, na plumagem das asas e a borda do telhado existe uma cor roxa ou azul. Esse que é o purple fringe.
Objetivas mais baratas geralmente tem um problema muito maior de lidar com aberrações cromáticas.Veja suas fotos com 100% de zoom e repare principalmente nos cantos dela, você vai se surpreender.
Não se desespere, há programas que tentam retirar o máximo desse fenômeno incluindo o mais famoso editor de imagens.
Nas fotos abaixo vamos ver o comparativo entre antes e depois de arrumar esse efeito.
FOTO 01
DETALHES
COLOR FRINGE

Até mais!
Marcadores:
aberração cromática,
Camera,
Camera fotográfica,
câmeras,
Canon,
chromatic aberration,
colors,
cores,
dicas,
dicas de fotografia,
digital,
Flávio Cabral,
fotodica,
objetivas,
purple fringe
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Filtro Cross-screen
Agora vou falar de um filtro bem interessante, o filtro cross-screen ou simplesmente cross.
Ele aparentemente parece um filtro UV comum mas olhando atentamente ele possui uma certa textura no cristal, essa textura em pontos de luz incidente como lampadas, faróis de carros etc. dá um efeito na luz como se fosse estrelas como essa da foto abaixo*.
Reparem que todos os pontos de luz em vez de ficarem redondinhos como realmente são seu contorno ganha umas pontinhas para se parecerem com estrelas no céu muito interessante não é? Esse efeito também é conseguido com programas de edição mas tendo o filtro poupa-se todo esse trabalho.
Existem algumas especificações nesse filtro como o cross-4 que cada ponto de luz teria quatro pontas e cross-8 os pontos de luz ficariam com 8 pontas e assim por diante.
Esse filtro é muito usado na época de natal para dar um efeito bem especial as luzinhas coloridas que enfeitam as casas.
Legal não é?
Até a próxima!
*efeito simulado
Ele aparentemente parece um filtro UV comum mas olhando atentamente ele possui uma certa textura no cristal, essa textura em pontos de luz incidente como lampadas, faróis de carros etc. dá um efeito na luz como se fosse estrelas como essa da foto abaixo*.
Reparem que todos os pontos de luz em vez de ficarem redondinhos como realmente são seu contorno ganha umas pontinhas para se parecerem com estrelas no céu muito interessante não é? Esse efeito também é conseguido com programas de edição mas tendo o filtro poupa-se todo esse trabalho.
Existem algumas especificações nesse filtro como o cross-4 que cada ponto de luz teria quatro pontas e cross-8 os pontos de luz ficariam com 8 pontas e assim por diante.
Esse filtro é muito usado na época de natal para dar um efeito bem especial as luzinhas coloridas que enfeitam as casas.
Legal não é?
Até a próxima!
*efeito simulado
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
dica de fotografia,
dicas,
dicas de fotografia,
digital,
dslr,
efeito,
filtro,
filtro cross-screen,
Flávio Cabral,
fotodica,
fotografia
domingo, 30 de junho de 2013
Filtro Close-up
Olá.
Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.
Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:
A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.
Agora observem essa segunda foto:
Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.
Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.
As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.
As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.
Até a próxima!
Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.
Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:
A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.
Agora observem essa segunda foto:
Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.
Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.
As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.
As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.
Até a próxima!
Marcadores:
Camera fotográfica,
câmeras,
close up,
dica,
dica de fotografia,
dicas,
digital,
dslr,
filtro,
Flavio Cabral,
Flávio Cabral,
fotografia,
macro,
macrofotografia
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Filtro Protetor e Filtro UV
Normalmente quando compramos uma câmera ou objetiva sempre queremos cuidar dela com o máximo de cuidado principalmente que são instrumentos de alta precisão que trabalham com milímetros ou frações de segundo ou seja tudo muito delicado.
Normalmente quando saímos pelas ruas para fotografar queremos que nada aconteça com nosso caro equipamento. Então pensamos em protegê-lo. Compramos bolsas, capas etc... Mas como proteger o elemento frontal da objetiva?
Nas ruas ou lugares menos controlados tempos muita incidência de partículas estranhas que podem acabar com a objetiva em relativamente pouco tempo como poeira, poluição, pedras atiradas por carros e várias impurezas.
Uma boa ideia seria comprar filtros apenas para proteger o elemento frontal da objetiva já que um filtro desse tipo custa dezenas de Reais em contrapartida de ter que comprar uma objetiva de milhares de Reais ou consertá-las.
Filtros protetores não têm efeito algum sobre a fotografia e tem a função exclusiva de protege-las contra esses elementos estranhos que podem acabar riscando a objetiva. Eles são menos comuns de se usar. Normalmente no lugar deles usamos o filtro ultravioleta (UV).
A luz ultravioleta é invisível para nós mas as câmeras digitais são muito sensíveis a ela.
Ela faz com que a fotografia fique com um tom levemente azulado e o filtro tenta corrigir esse efeito deixando as cores e contraste um levemente melhores. Por ele ser transparente a fotometria praticamente não é alterada.
Filtros são ótimos para limpeza e proteção das objetivas que são caríssimas em relação a os filtros mas tem um porém eles podem arruinar a fotografia principalmente usando filtros de baixa qualidade.
Objetivas são projetadas para ter a melhor imagem possível e já possuem camadas protetoras e anti-reflexivas. Filtros, mesmo o de melhor qualidade, pode limitar a nitidez e a definição da fotografia e criar halos e reflexos de luz principalmente quando há um ponto de luz mais concentrado como na foto abaixo.
Minha recomendação é a seguinte: Só use mesmo filtros se for extremamente necessário como na rua. Em lugares mais controlados como em casa ou no estúdio retire-o para conseguir sempre o melhor resultado.
Até a próxima!
Normalmente quando saímos pelas ruas para fotografar queremos que nada aconteça com nosso caro equipamento. Então pensamos em protegê-lo. Compramos bolsas, capas etc... Mas como proteger o elemento frontal da objetiva?
Nas ruas ou lugares menos controlados tempos muita incidência de partículas estranhas que podem acabar com a objetiva em relativamente pouco tempo como poeira, poluição, pedras atiradas por carros e várias impurezas.
Uma boa ideia seria comprar filtros apenas para proteger o elemento frontal da objetiva já que um filtro desse tipo custa dezenas de Reais em contrapartida de ter que comprar uma objetiva de milhares de Reais ou consertá-las.
Filtros protetores não têm efeito algum sobre a fotografia e tem a função exclusiva de protege-las contra esses elementos estranhos que podem acabar riscando a objetiva. Eles são menos comuns de se usar. Normalmente no lugar deles usamos o filtro ultravioleta (UV).
Filtro UV
O Filtro UV tem a função principal de filtrar a luz ultravioleta que existe na atmosfera.
A luz ultravioleta é invisível para nós mas as câmeras digitais são muito sensíveis a ela.
Ela faz com que a fotografia fique com um tom levemente azulado e o filtro tenta corrigir esse efeito deixando as cores e contraste um levemente melhores. Por ele ser transparente a fotometria praticamente não é alterada.
Prós e Contras do uso de filtro
Como tudo, o uso de filtros tem seus prós e contras e não estou falando só dos filtros de proteção e UV mas sim de tudo que se coloca a frente da objetiva.
Objetivas são projetadas para ter a melhor imagem possível e já possuem camadas protetoras e anti-reflexivas. Filtros, mesmo o de melhor qualidade, pode limitar a nitidez e a definição da fotografia e criar halos e reflexos de luz principalmente quando há um ponto de luz mais concentrado como na foto abaixo.
Minha recomendação é a seguinte: Só use mesmo filtros se for extremamente necessário como na rua. Em lugares mais controlados como em casa ou no estúdio retire-o para conseguir sempre o melhor resultado.
Até a próxima!
Marcadores:
câmera,
Canon,
dicas,
dicas de fotografia,
digital,
filtros,
flare,
Flávio Cabral,
fotodica,
objetiva,
proteção,
reflex,
ultra-violeta,
Ultravioleta,
UV
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
O Contraluz
Olá pessoal,
Depois de ter feito todo aquele resumo do que tinha falado aqui vou continuar as dicas.
Dessa vez vou falar de uma dica muito interessante, o uso do contraluz na fotografia.
Lembra na última postagem sobre flash onde eu estava controlando a sombra do meu objeto fotografado? Agora vou fazer o contrário, vou escurecer completamente o objeto em primeiro plano e deixar o fundo bem exposto.
O contraluz simples baseia-se nisso, em deixar o objeto principal mais escuro com sua silhueta bem nítida e o fundo da fotografia com a exposição correta ou de vez em quando até acima. Não existe uma regra.
Alias, na fotografia não precisamos mostrar de primeira o que queremos e sim deixar o espectador imaginar o que tem por trás nesse caso por trás das sombras. Desse jeito a fotografia fica muito mais interessante e instigante.
Uma situação muito comum é quando tiramos fotos na praia onde temos toda a iluminação do sol, da areia e ainda as águas do mar servindo como rebatedor da luz do sol. Ou como na foto abaixo de um pássaro pousado no fio de alta tensão onde temos toda a claridade do Sol e do céu azul por trás dele.
Nessa foto onde quis que só aparecesse o contorno do pássaro coloquei a câmera em modo manual, aliás só uso esse modo e apontei para o céu para obter a fotometria e deixei o pássaro com uma exposição de -3 pontos. Então fiz o foco no pássaro para que sua sombra ficasse bem nítida e disparei e o resultado foi esse da foto acima.
Para fazer essa cena em câmeras compactas onde não tem a opção de controles manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Você precisa saber se seu flash está desativado, apontar a câmera para o céu para obter a fotometria e travar a exposição (leia no manual de sua câmera para saber como se faz) e depois você precisa apontar para o pássaro para obter o foco correto depois disso é só disparar sem o auxílio do flash.
Então, gostaram da dica?
Até a próxima!
Depois de ter feito todo aquele resumo do que tinha falado aqui vou continuar as dicas.
Dessa vez vou falar de uma dica muito interessante, o uso do contraluz na fotografia.
Lembra na última postagem sobre flash onde eu estava controlando a sombra do meu objeto fotografado? Agora vou fazer o contrário, vou escurecer completamente o objeto em primeiro plano e deixar o fundo bem exposto.
O contraluz simples baseia-se nisso, em deixar o objeto principal mais escuro com sua silhueta bem nítida e o fundo da fotografia com a exposição correta ou de vez em quando até acima. Não existe uma regra.
Alias, na fotografia não precisamos mostrar de primeira o que queremos e sim deixar o espectador imaginar o que tem por trás nesse caso por trás das sombras. Desse jeito a fotografia fica muito mais interessante e instigante.
Uma situação muito comum é quando tiramos fotos na praia onde temos toda a iluminação do sol, da areia e ainda as águas do mar servindo como rebatedor da luz do sol. Ou como na foto abaixo de um pássaro pousado no fio de alta tensão onde temos toda a claridade do Sol e do céu azul por trás dele.
Nessa foto onde quis que só aparecesse o contorno do pássaro coloquei a câmera em modo manual, aliás só uso esse modo e apontei para o céu para obter a fotometria e deixei o pássaro com uma exposição de -3 pontos. Então fiz o foco no pássaro para que sua sombra ficasse bem nítida e disparei e o resultado foi esse da foto acima.
Para fazer essa cena em câmeras compactas onde não tem a opção de controles manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Você precisa saber se seu flash está desativado, apontar a câmera para o céu para obter a fotometria e travar a exposição (leia no manual de sua câmera para saber como se faz) e depois você precisa apontar para o pássaro para obter o foco correto depois disso é só disparar sem o auxílio do flash.
Então, gostaram da dica?
Até a próxima!
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
contraluz,
dica de fotografia,
dicas,
digital,
dslr,
Flavio Cabral,
foto,
fotometria
Local:
São Paulo, Brasil
sábado, 15 de dezembro de 2012
Flash Remoto: Parte 4 - Dois flashes
Olá!
Na postagem anterior eu falei como fiz a foto da flor usando apenas um flash remotamente.
Hoje vou falar como usar dois flashes na cena.
Na primeira foto você vai ver a foto sem uso do flash, fotometria ok e o disparo. Resultou nessa cena.
Muito bem, uma cena boa, com iluminação na "carinha" do boneco mas o que me incomodou um pouco foi a sombra no restante do boneco e também queria algo a mais. Então decidi escurecer o findo da foto
Então parti para uma segunda foto, agora usando o flash embutido. Lembra que falei que quanto menos o flash aparecer na cena melhor? Eu não segui a risca essa recomendação até porque todas as regras, recomendações e leis podem ser quebradas e também quis escurecer um pouco o fundo. Então eu fotometrei o ambiente e fechei quase dois pontos de luz para que o céu se tornasse azul-escuro. Como a velocidade de sincronismo da câmera que estava usando era de 1/250 tive que fechar bem o diafragma. E com o valor que obtive da abertura e da distância do objeto coloquei o flash em modo manual e configurei a potência para apenas o suficiente para o boneco ficar bem exposto.
Mesmo assim não gostei muito do resultado mas estava chegando perto do pretendido. O que não gostei nessa segunda foto foi o brilho que deu na parte onde estava escrito "fotógrafo". Simplesmente a palavra sumiu. Foi ai que pensei numa terceira alternativa, usar o flash fora da câmera para que o brilho do mesmo não atrapalhasse a cena.
Como o flash remoto não podia ficar de frente para o boneco devido ao tamanho e proximidade me dando uma sombra muito dura que não queria naquele momento. Então a alternativa foi de usar o flash remoto com potência suficiente para expor corretamente o boneco mas deixando o resto da cena sub exposta e o flash da câmera que dispararia com menor potência para amenizar a sombra causada pelo flash remoto. E o resultado foi esse aqui.
Como usei o flash remoto um pouco mais alto do que o boneco a luz veio um pouco de cima para baixo e usando o flash embutido com bem menos potência, não chegou a brilhar a parte metálica onde está escrito "fotógrafo".
Então gostaram da dica?
Até mais!
Na postagem anterior eu falei como fiz a foto da flor usando apenas um flash remotamente.
Hoje vou falar como usar dois flashes na cena.
Na primeira foto você vai ver a foto sem uso do flash, fotometria ok e o disparo. Resultou nessa cena.
Muito bem, uma cena boa, com iluminação na "carinha" do boneco mas o que me incomodou um pouco foi a sombra no restante do boneco e também queria algo a mais. Então decidi escurecer o findo da foto
Então parti para uma segunda foto, agora usando o flash embutido. Lembra que falei que quanto menos o flash aparecer na cena melhor? Eu não segui a risca essa recomendação até porque todas as regras, recomendações e leis podem ser quebradas e também quis escurecer um pouco o fundo. Então eu fotometrei o ambiente e fechei quase dois pontos de luz para que o céu se tornasse azul-escuro. Como a velocidade de sincronismo da câmera que estava usando era de 1/250 tive que fechar bem o diafragma. E com o valor que obtive da abertura e da distância do objeto coloquei o flash em modo manual e configurei a potência para apenas o suficiente para o boneco ficar bem exposto.
Mesmo assim não gostei muito do resultado mas estava chegando perto do pretendido. O que não gostei nessa segunda foto foi o brilho que deu na parte onde estava escrito "fotógrafo". Simplesmente a palavra sumiu. Foi ai que pensei numa terceira alternativa, usar o flash fora da câmera para que o brilho do mesmo não atrapalhasse a cena.
Como o flash remoto não podia ficar de frente para o boneco devido ao tamanho e proximidade me dando uma sombra muito dura que não queria naquele momento. Então a alternativa foi de usar o flash remoto com potência suficiente para expor corretamente o boneco mas deixando o resto da cena sub exposta e o flash da câmera que dispararia com menor potência para amenizar a sombra causada pelo flash remoto. E o resultado foi esse aqui.
Como usei o flash remoto um pouco mais alto do que o boneco a luz veio um pouco de cima para baixo e usando o flash embutido com bem menos potência, não chegou a brilhar a parte metálica onde está escrito "fotógrafo".
Então gostaram da dica?
Até mais!
Marcadores:
abertura,
Camera fotográfica,
Canon,
diafragma,
dica de fotografia,
dicas,
digital,
dslr,
E-TTL,
ETTL,
flash de preenchimento,
Flavio Cabral,
fotodica,
fotometria,
i-ttl,
iTTL,
radioflash,
velocidade de sincronismo
Local:
São Paulo, Brasil
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Flash Remoto: Parte 2.
Olá!
Continuando a postagem, agora vou mostrar a diferença de quando se trabalha com luz direta, do flash na câmera e da luz do flash remoto.
Repare nas fotos dessa flor:
Na primeira foto usei o flash da câmera mesmo, embutido. Não tinha muito o que fazer no caso. O flash disparou bem no meio da flor apenas para iluminá-la.
Já na segunda foto repare que a iluminação mudou quase que por completo. Dessa vez eu não usei o flash da câmera e sim um flash dedicado com potência baixa na lateral da flor segurando com a mão mesmo, parecendo que tinha uma luz natural entrando pela lateral da flor. Ou seja manipulei a luz como eu bem entendi.
Essa é uma das maneiras que é interessante usar o flash fora da câmera.
Na próxima postagem vou explicar como fiz essa foto.
Até lá!
Continuando a postagem, agora vou mostrar a diferença de quando se trabalha com luz direta, do flash na câmera e da luz do flash remoto.
Repare nas fotos dessa flor:
| Flash direto |
| Flash pela lateral |
Já na segunda foto repare que a iluminação mudou quase que por completo. Dessa vez eu não usei o flash da câmera e sim um flash dedicado com potência baixa na lateral da flor segurando com a mão mesmo, parecendo que tinha uma luz natural entrando pela lateral da flor. Ou seja manipulei a luz como eu bem entendi.
Essa é uma das maneiras que é interessante usar o flash fora da câmera.
Na próxima postagem vou explicar como fiz essa foto.
Até lá!
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
dica de fotografia,
dicas,
digital,
dslr,
E-TTL,
Flavio Cabral,
fotodica,
fotografia,
i-ttl,
iTTL,
TTL
Local:
São Paulo, Brasil
sábado, 15 de setembro de 2012
Flash de preenchimento (Fill flash)
Olá pessoal.
Muitas pessoas pensam que o flash serve só para tirar fotos com pouca ou nenhuma luz o que é uma inverdade.
O flash também pode ser usado em dias com muito sol quando existe aquela luz dura. Ele é usado justamente para preencher as sombras (sem que apareça o disparo, que seria o ideal). O nome dessa técnica é flash de preenchimento ou fill flash em inglês.
Imagine a cena:
Você está fotografando uma pessoa ao meio dia com sol a pino. Como falei a algumas postagens atrás, a luz do sol é umas das luzes que mais produzem sombras, uma luz muito dura. Justamente nas pessoas a pior sombra produzida fica na região dos olhos.
Se tentar tirar uma fotografia de pessoa com esse tipo de luz você matará o retrato devido que a região dos olhos é a alma do retrato. Claro que como já falei, sempre existem exceções.
A única alternativa é usar uma luz artificial para cobrir a região. Geralmente temos o flash da câmera, aliás pode ser qualquer tipo de flash, inclusive o embutido. Então como fazer? Vamos ver.
-Primeiro é preciso medir a luz gral da cena, incluindo as áreas de altas e baixas luzes (A parte mais clara e mais escura da cena) obtendo a correta exposição da cena. Em cima dessa correta exposição devemos seguir os passos a seguir.
-Precisamos ter certeza que a velocidade do obturador não ultrapasse a velocidade de sincronismo do flash. Geralmente quando o flash da câmera é ligado ela própria limita a velocidade do obturador até a máxima de sincronismo.
-Agora com flash TTL (lembre-se, quando falo aqui TTL também quero dizer os flashes E-TTL, i-TTL e afins) temos que compensar a exposição do flash para menos para que dispare com menos força que o necessário para preencher toda a cena. Quanto menos colocamos de exposição menos efeito vai se obter preencher as sobras em contrapartida menos dará para perceber que foi disparado o flash na cena. Aqui precisamos buscar um equilíbrio.
-Nos flashes automáticos sem a medição TTL, suponhamos que obtive a fotometria correta usando f:11 1/125. Vou dar uma "enganada" no flash e dizer que estou fotografando com abertura f:8 na objetiva, mas a objetiva vai continuar em f:11 e então ele vai disparar com 1 ponto a menos de luz.
-Nos flashes manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Além de medir a cena, precisamos calcular quantidade de luz do flash na cena, como expliquei nas primeiras postagens sobre flash e compensar negativamente para que o flash dispare com menos força doque o necessário para quando queremos preencher completamente a cena que como expliquei anteriormente precisamos buscar um equilíbrio para que possamos preencher as sombras sem que de para o espectador perceba o disparo do flash.
Se caso a velocidade do obturador ultrapasse a velocidade de sincronismo, que geralmente acontece em ambientes muito claros, normalmente temos três opções:
-Usar uma abertura menor na objetiva. Mas lembrando que o flash tem uma potência de disparo limitada. Não adianta fotografar uma pessoa a três metros de distância em f:32 com o flash embutido que não funcionará. Precisamos calcular até onde a luz do flash chegará como expliquei anteriormente.
-Usar um ISO mais baixo, mas assim como a dica anterior quanto menor o ISO menos distância a luz do flash alcançará.
-Ou nos flashes mais modernos usar a opção de sincronia rápida (High Speed Synch). Nessa opção a câmera libera para que sejam usadas todas as velocidades do obturador. O inconveniente aqui é que essa opção come as pilhas utilizadas no flash e também não pode ser usada muitas vezes pois o flash quase sempre disparará na potência máxima aquecendo e podendo até resultar na queima do flash.
Até a próxima dica.
Até lá, treinem bastante pois só com a prática e que chegamos perto da perfeição!
Muitas pessoas pensam que o flash serve só para tirar fotos com pouca ou nenhuma luz o que é uma inverdade.
O flash também pode ser usado em dias com muito sol quando existe aquela luz dura. Ele é usado justamente para preencher as sombras (sem que apareça o disparo, que seria o ideal). O nome dessa técnica é flash de preenchimento ou fill flash em inglês.
Imagine a cena:
Você está fotografando uma pessoa ao meio dia com sol a pino. Como falei a algumas postagens atrás, a luz do sol é umas das luzes que mais produzem sombras, uma luz muito dura. Justamente nas pessoas a pior sombra produzida fica na região dos olhos.
Se tentar tirar uma fotografia de pessoa com esse tipo de luz você matará o retrato devido que a região dos olhos é a alma do retrato. Claro que como já falei, sempre existem exceções.
A única alternativa é usar uma luz artificial para cobrir a região. Geralmente temos o flash da câmera, aliás pode ser qualquer tipo de flash, inclusive o embutido. Então como fazer? Vamos ver.
-Primeiro é preciso medir a luz gral da cena, incluindo as áreas de altas e baixas luzes (A parte mais clara e mais escura da cena) obtendo a correta exposição da cena. Em cima dessa correta exposição devemos seguir os passos a seguir.
-Precisamos ter certeza que a velocidade do obturador não ultrapasse a velocidade de sincronismo do flash. Geralmente quando o flash da câmera é ligado ela própria limita a velocidade do obturador até a máxima de sincronismo.
-Agora com flash TTL (lembre-se, quando falo aqui TTL também quero dizer os flashes E-TTL, i-TTL e afins) temos que compensar a exposição do flash para menos para que dispare com menos força que o necessário para preencher toda a cena. Quanto menos colocamos de exposição menos efeito vai se obter preencher as sobras em contrapartida menos dará para perceber que foi disparado o flash na cena. Aqui precisamos buscar um equilíbrio.
-Nos flashes automáticos sem a medição TTL, suponhamos que obtive a fotometria correta usando f:11 1/125. Vou dar uma "enganada" no flash e dizer que estou fotografando com abertura f:8 na objetiva, mas a objetiva vai continuar em f:11 e então ele vai disparar com 1 ponto a menos de luz.
-Nos flashes manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Além de medir a cena, precisamos calcular quantidade de luz do flash na cena, como expliquei nas primeiras postagens sobre flash e compensar negativamente para que o flash dispare com menos força doque o necessário para quando queremos preencher completamente a cena que como expliquei anteriormente precisamos buscar um equilíbrio para que possamos preencher as sombras sem que de para o espectador perceba o disparo do flash.
Se caso a velocidade do obturador ultrapasse a velocidade de sincronismo, que geralmente acontece em ambientes muito claros, normalmente temos três opções:
-Usar uma abertura menor na objetiva. Mas lembrando que o flash tem uma potência de disparo limitada. Não adianta fotografar uma pessoa a três metros de distância em f:32 com o flash embutido que não funcionará. Precisamos calcular até onde a luz do flash chegará como expliquei anteriormente.
-Usar um ISO mais baixo, mas assim como a dica anterior quanto menor o ISO menos distância a luz do flash alcançará.
-Ou nos flashes mais modernos usar a opção de sincronia rápida (High Speed Synch). Nessa opção a câmera libera para que sejam usadas todas as velocidades do obturador. O inconveniente aqui é que essa opção come as pilhas utilizadas no flash e também não pode ser usada muitas vezes pois o flash quase sempre disparará na potência máxima aquecendo e podendo até resultar na queima do flash.
Até a próxima dica.
Até lá, treinem bastante pois só com a prática e que chegamos perto da perfeição!
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
compensação de exposição,
digital,
dslr,
E-TTL,
fill flash,
flash de preenchimento,
Flavio Cabral,
fotodica,
fotografia,
velocidade de sincronismo
Local:
São Paulo, Brasil
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Flash: Difusor.
Olá.
Na última postagem do blog falei dos rebatedores para conseguir uma luz menos dura nas fotos, mas também existe outro dispositivo, o difusor.
O difusor como o nome já diz, difunde a luz no ambiente, com isso conseguimos uma luz mais homogênea.
A ideal utilização mesmo dele é quando está se usando uma objetiva de distância focal de 17mm ou menor para que os cantos da fotografia não saiam escuros.
Ele é parecido com uma lente que fica logo na frente da cabeça do flash.
Em muitos flashes dedicados ele fica "escondido" sobre a lente do flash. Ele é uma lâmina plástica toda com ranhuras, bastando apenas puxá-lo para fora para utilizá-lo. Também em muitos modelos de flash ele assume a posição de que você está fotografando com uma objetiva grande-angular mesmo que você não esteja a utilizando pois o flash subentende que você quer maior difusão da luz no momento do disparo.
Existem também a venda difusores que se encaixam na frente do flash parecido com copinhos que tem a mesma função dos embutidos nos flashes mas em alguns casos sendo mais eficazes porque em alguns modelos de flash quando se usa o difusor do flash ele limita a potência para preservar a lente frontal do flash de possíveis queimas devido ao calor gerado na hora do disparo como pode ver na foto abaixo.
Também já ví que existe difusores para flash embutido que é uma lente difusora que encacha-se no corpo da câmera mas desconheço sua eficácia.
E isso ai pessoal. Até a próxima postagem.
Na última postagem do blog falei dos rebatedores para conseguir uma luz menos dura nas fotos, mas também existe outro dispositivo, o difusor.
O difusor como o nome já diz, difunde a luz no ambiente, com isso conseguimos uma luz mais homogênea.
A ideal utilização mesmo dele é quando está se usando uma objetiva de distância focal de 17mm ou menor para que os cantos da fotografia não saiam escuros.
Ele é parecido com uma lente que fica logo na frente da cabeça do flash.
Em muitos flashes dedicados ele fica "escondido" sobre a lente do flash. Ele é uma lâmina plástica toda com ranhuras, bastando apenas puxá-lo para fora para utilizá-lo. Também em muitos modelos de flash ele assume a posição de que você está fotografando com uma objetiva grande-angular mesmo que você não esteja a utilizando pois o flash subentende que você quer maior difusão da luz no momento do disparo.
Existem também a venda difusores que se encaixam na frente do flash parecido com copinhos que tem a mesma função dos embutidos nos flashes mas em alguns casos sendo mais eficazes porque em alguns modelos de flash quando se usa o difusor do flash ele limita a potência para preservar a lente frontal do flash de possíveis queimas devido ao calor gerado na hora do disparo como pode ver na foto abaixo.
Também já ví que existe difusores para flash embutido que é uma lente difusora que encacha-se no corpo da câmera mas desconheço sua eficácia.
E isso ai pessoal. Até a próxima postagem.
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
dica de fotografia,
dicas,
digital,
distância focal,
dslr,
E-TTL,
ETTL,
flash,
Flavio Cabral,
fotodica,
fotografia
Local:
São Paulo, Brasil
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Flash Rebatido: rebatedores
Olá pessoal.
Decidi fazer mais uma postagem sobre flash rebatido pois algumas pessoas têm perguntado para mim de como rebater o flash.
O flash rebatido como expliquei anteriormente é o flash que não fica na posição frontal do assunto paralelo a objetiva. Ele é usado em ângulos diferentes. Como expliquei também a luz é uma forma de onda que segue sempre em linha reta por isso é preciso calcular onde ela vai terminar sua trajetória.
Na foto abaixo eu coloquei o flash na posição direta, ou seja paralelo a lente:
Essa posição é que produz a luz mais dura com sobras pronunciadas além de colaborar com efeito de olhos vermelhos.
Abaixo a posição de flash rebatido para o teto.
Repare na foto que apenas rotacionei a cabeça do flash para cima. Muitos flahes tem essa opção. Como a luz dele não está diretamente no assunto as sobras serão menos intensas pois até a luz chegar ao assunto ela já se espalhou no ambiente. Nessa posição é necessário tomar cuidado com sombras indesejadas no assunto pois a luz irá chegar de cima e pouco irá diretamente ao assunto.
Agora muitas pessoas me perguntam e quando não há onde rebater o flash ou está longe da parede ou teto sendo que não querem usar flash direto?
No mercado existem rebatedores para serem encaixados atrás do flash dedicado para que o flash possa ser usado rebatido. Um exemplo é esse da foto abaixo.
Ele vem com um encaixe com uma fita dupla-face para grudar atrás do flash.
Repare na foto da direita de como encaixei ele no meu flash. Quando não quiser usá-lo é só puxar que ele sai.
Com esse rebatedor posso fazer fotos sem me preocupar muito onde rebater o flash para conseguir uma luz mais suave. Repare também de como ele é dobrado nas suas extremidades para que a luz não se perca muito no ambiente. Da até para perceber de como ele não clareou a parte de cima do fundo branco da foto.
Bom por enquanto é isso e continuem mandando suas dúvidas para que possa responder nas próximas postagens.
Até lá!
Decidi fazer mais uma postagem sobre flash rebatido pois algumas pessoas têm perguntado para mim de como rebater o flash.
O flash rebatido como expliquei anteriormente é o flash que não fica na posição frontal do assunto paralelo a objetiva. Ele é usado em ângulos diferentes. Como expliquei também a luz é uma forma de onda que segue sempre em linha reta por isso é preciso calcular onde ela vai terminar sua trajetória.
Na foto abaixo eu coloquei o flash na posição direta, ou seja paralelo a lente:
Essa posição é que produz a luz mais dura com sobras pronunciadas além de colaborar com efeito de olhos vermelhos.
Abaixo a posição de flash rebatido para o teto.
Repare na foto que apenas rotacionei a cabeça do flash para cima. Muitos flahes tem essa opção. Como a luz dele não está diretamente no assunto as sobras serão menos intensas pois até a luz chegar ao assunto ela já se espalhou no ambiente. Nessa posição é necessário tomar cuidado com sombras indesejadas no assunto pois a luz irá chegar de cima e pouco irá diretamente ao assunto.
Agora muitas pessoas me perguntam e quando não há onde rebater o flash ou está longe da parede ou teto sendo que não querem usar flash direto?
No mercado existem rebatedores para serem encaixados atrás do flash dedicado para que o flash possa ser usado rebatido. Um exemplo é esse da foto abaixo.
Ele vem com um encaixe com uma fita dupla-face para grudar atrás do flash.
Repare na foto da direita de como encaixei ele no meu flash. Quando não quiser usá-lo é só puxar que ele sai.
Com esse rebatedor posso fazer fotos sem me preocupar muito onde rebater o flash para conseguir uma luz mais suave. Repare também de como ele é dobrado nas suas extremidades para que a luz não se perca muito no ambiente. Da até para perceber de como ele não clareou a parte de cima do fundo branco da foto.
Bom por enquanto é isso e continuem mandando suas dúvidas para que possa responder nas próximas postagens.
Até lá!
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
dica de fotografia,
dicas,
digital,
dslr,
E-TTL,
ETTL,
flash,
flash rebatido,
Flavio Cabral,
foto,
fotodica,
fotografia,
i-ttl,
iTTL,
rebatedores
Local:
São Paulo, Brasil
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Flash Rebatido
Olá pessoal!
Além de usar o flash direto que causa no assunto uma luz dura com sombras bem pronunciadas, podemos usa-lo em outra posição, rebatido.
O rebatimento do flash nada mais é que jogar a luz dele em uma superfície antes de chegar no assunto, com isso ganhamos uma luz mais suave. Podemos jogar a luz dele numa parede ou mesmo no teto.
Também podemos usar o flash rebatido para fotografarmos um grupo de pessoas evitando que só o primeiro plano esteja iluminado pela luz do flash.
Como a luz sempre segue uma linha reta fica relativamente fácil posicionar a cabeça do flash para que a luz chegue corretamente ao assunto mas precisamos tomar cuidado com algumas características.
Como estamos trabalhando com uma luz indireta, as sombras podem parecer meio estranhas por isso é bom saber onde a luz vai refletir e os possíveis obstáculos até que ela "termine" sua trajetória
Também temos que tomar cuidado com a textura da superfície pois porque pode ser que a textura por exemplo da parede apareça no assunto. O ideal é sempre usar alguma superfície lisa.
Mais uma coisa que precisamos nos preocupar antes da foto é com a cor da superfície que vai refletir a luz do flash porque também é bem provável que a luz que atingirá o assunto tomará a tonalidade da superfície. O ideal é que ela sege branca.
Espelhos ao contrário que muitos pensam não são bons rebatedores pois não dará o efeito desejado além de absorver muita luz.
Em lojas especializadas existem rebatedores para acoplar no flash dedicado para quando não houver possibilidade de rebatem em outra superfície ou não quiser mesmo usar ele direto.
Para calcular a potência do flash devemos pegar a distância total que a luz percorrerá. Temos que adicionara distância do flash até o teto por exemplo se eu rebatê-lo no teto e mais a distância do teto até o assunto. Dependendo da superfície utilizada podemos ter uma perda de luz. Normalmente calculo que perde-se uns 20% a 25% de luz. Ou seja a potência do flash -25% da superfície.
Sei que dá um trabalho a mais mas a meu ver o resultado é muito melhor.
Até a próxima!
Além de usar o flash direto que causa no assunto uma luz dura com sombras bem pronunciadas, podemos usa-lo em outra posição, rebatido.
O rebatimento do flash nada mais é que jogar a luz dele em uma superfície antes de chegar no assunto, com isso ganhamos uma luz mais suave. Podemos jogar a luz dele numa parede ou mesmo no teto.
Também podemos usar o flash rebatido para fotografarmos um grupo de pessoas evitando que só o primeiro plano esteja iluminado pela luz do flash.
Como a luz sempre segue uma linha reta fica relativamente fácil posicionar a cabeça do flash para que a luz chegue corretamente ao assunto mas precisamos tomar cuidado com algumas características.
Como estamos trabalhando com uma luz indireta, as sombras podem parecer meio estranhas por isso é bom saber onde a luz vai refletir e os possíveis obstáculos até que ela "termine" sua trajetória
Também temos que tomar cuidado com a textura da superfície pois porque pode ser que a textura por exemplo da parede apareça no assunto. O ideal é sempre usar alguma superfície lisa.
Mais uma coisa que precisamos nos preocupar antes da foto é com a cor da superfície que vai refletir a luz do flash porque também é bem provável que a luz que atingirá o assunto tomará a tonalidade da superfície. O ideal é que ela sege branca.
Espelhos ao contrário que muitos pensam não são bons rebatedores pois não dará o efeito desejado além de absorver muita luz.
Em lojas especializadas existem rebatedores para acoplar no flash dedicado para quando não houver possibilidade de rebatem em outra superfície ou não quiser mesmo usar ele direto.
Para calcular a potência do flash devemos pegar a distância total que a luz percorrerá. Temos que adicionara distância do flash até o teto por exemplo se eu rebatê-lo no teto e mais a distância do teto até o assunto. Dependendo da superfície utilizada podemos ter uma perda de luz. Normalmente calculo que perde-se uns 20% a 25% de luz. Ou seja a potência do flash -25% da superfície.
Sei que dá um trabalho a mais mas a meu ver o resultado é muito melhor.
Até a próxima!
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
dica de fotografia,
dicas,
digital,
dslr,
E-TTL,
ETTL,
flash,
Flavio Cabral,
foto,
fotodica,
fotografia,
i-ttl,
iTTL,
TTL
Local:
São Paulo, Brasil
sábado, 30 de junho de 2012
Sincronismo de cortinas
Olá pessoal! Na postagem anterior falei de velocidade de sincronismo, para continuar mais ou menos no assunto resolvi falar primeiro do sincronismo de cortinas. Fiquem calmos que não tem nada a ver com as cortinas da casa e sim de como o flash sincroniza com as cortinas do obturador da câmera.
Em câmeras mais avançadas, mesmo em algumas compactas podemos escolher o sincronismo de 1ª ou 2ª cortina. Isso é para a configuração de quando o flash disparará. Quando escolhemos que ele disparará na primeira cortina significa que quando o obturador acabou de abrir a câmera disparará o flash. Em segunda cortina e logo quando o obturador começa a fechar. Na postagem que falei sobre obturador tem uma animação do obturador funcionando para que entendam melhor.
Geralmente para saber se está fotografando em segunda cortina no flash aparecem um triângulo sobreposto por um outro com preenchimento preto.
O efeito obtido mesmo em frações de segundo é distinto pois a luz do flash congela a cena. O efeito fica muito mais evidenciado em disparos de baixa velocidade que vou falar de como fazer nas próximas postagens.
Vamos imaginar uma cena básica:
Um carro passando na avenida com os faróis acesos a noite.
Se colocar a configuração do flash em primeira cortina, a luz do flash vai congelar o carro e o farol do carro irá aparecer na frente o carro dando a impressão que ele está no sentido contrário, andando de ré.
Se colocar o sincronismo para a segunda cortina, primeiro vai ser captado os faróis do carro e logo em seguida o flash irá congelar o movimento do carro. ou seja as luzes do carro vão aparecer logo atrás do carro então dando a impressão que ele está andando corretamente para frente.
Próxima postagem vou falar de compensação de exposição com flash.
Até lá!
Em câmeras mais avançadas, mesmo em algumas compactas podemos escolher o sincronismo de 1ª ou 2ª cortina. Isso é para a configuração de quando o flash disparará. Quando escolhemos que ele disparará na primeira cortina significa que quando o obturador acabou de abrir a câmera disparará o flash. Em segunda cortina e logo quando o obturador começa a fechar. Na postagem que falei sobre obturador tem uma animação do obturador funcionando para que entendam melhor.
Geralmente para saber se está fotografando em segunda cortina no flash aparecem um triângulo sobreposto por um outro com preenchimento preto.
O efeito obtido mesmo em frações de segundo é distinto pois a luz do flash congela a cena. O efeito fica muito mais evidenciado em disparos de baixa velocidade que vou falar de como fazer nas próximas postagens.
Vamos imaginar uma cena básica:
Um carro passando na avenida com os faróis acesos a noite.
Se colocar a configuração do flash em primeira cortina, a luz do flash vai congelar o carro e o farol do carro irá aparecer na frente o carro dando a impressão que ele está no sentido contrário, andando de ré.
Se colocar o sincronismo para a segunda cortina, primeiro vai ser captado os faróis do carro e logo em seguida o flash irá congelar o movimento do carro. ou seja as luzes do carro vão aparecer logo atrás do carro então dando a impressão que ele está andando corretamente para frente.
Próxima postagem vou falar de compensação de exposição com flash.
Até lá!
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
dica de fotografia,
dicas,
dicas compactas,
digital,
dslr,
E-TTL,
ETTL,
flash,
flash incorporado,
Flavio Cabral,
foto,
fotodica,
fotografia,
i-ttl,
iTTL,
TTL
Local:
São Paulo, Brasil
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Flash: Velocidade de sincronismo
Hoje vou falar de uma coisa também muito importante de configuração do flash, a velocidade de sincronismo.
Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.
A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.
Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.
A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.
Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000 de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.
Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo.
As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.
Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.
A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.
Até lá!
Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.
A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.
Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.
A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.
Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000 de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.
Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo.
As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.
Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.
A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.
Até lá!
Marcadores:
Camera fotográfica,
Canon,
dica de fotografia,
dicas,
dicas compactas,
digital,
dslr,
E-TTL,
ETTL,
flash,
flash incorporado,
Flavio Cabral,
foto,
fotodica,
fotografia,
fotometia,
i-ttl,
iTTL,
velocidade de sincronismo
Local:
São Paulo, Brasil
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Tabela para flash
Olá pessoal,
Muitas pessoas tem pedido uma forma mais fácil de fotografar com flash manual, então antes de continuar a falar do uso do flash resolvi colocar uma tabelinha para facilitar na hora dos cálculos. Nessa tabela usei o flash que tenho porque ele tem um número guia comum de encontrar com o pessoal que é um NG43. Vale destacar que a distância correta é medindo da fonte luz (no caso o flash) até o assunto e não da câmera até o assunto. Atenção, os valores da tabela estão aproximados.
Para quem não compreendeu a tabela ou dar um exemplo igual na postagem anterior só que usando o exemplo da tabela e também tem dois jeitos de usá-la.
1º Jeito: Vou fotografar alguma coisa a quatro metros de distância com um filme de ISO 100 (lembrando que também vale para as digitais) com o flash no modo manual em potência máxima. Então na tabela procuro onde está o 4m, em seguida desço na linha onde está localizado o ISO 100 e vi que está lá um número 11. Com esse resultado configuro minha câmera na abertura 11 e ai é só disparar que a foto saíra bem exposta.
2º Jeito. Pegando o exemplo acima vou fotografar alguma coisa a 11 metros de distância com o flash em potência máxima e a câmera configurada em ISO 100. Então eu faço o inverso, Vou até onde está o ISO 100 e encaminho o olhar até o número 11 e vejo o número que está escrito na primeira linha da coluna que seria 4. Essa é a abertura que preciso usar para ter uma boa exposição do flash.
Entenderam como se usa essa tabela? Ótimo!
Mas vocês perceberam que falei só na potência máxima? Pois bem, vamos dizer que não está dando certo fotografar na potência máxima, e agora?
Muitos flashes tem um controle manual de potência que funciona como um redutor, ele é representado muitas vezes por frações como 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 1/64 e por ai vai, essas frações é quanto da potência do flash é reduzida. Na tabela abaixo vou mostrar o que acontece com o número guia quando a potência é reduzida, lembrando que o número guia é a distância que o flash consegue cobrir em ISO 100 e como já expliquei na outra postagem ele é a nossa referência para os cálculos de distância e abertura. Lembrando também que usei um flash com o número guia 43, que é sua potência máxima de 1/1.
Muitas pessoas tem pedido uma forma mais fácil de fotografar com flash manual, então antes de continuar a falar do uso do flash resolvi colocar uma tabelinha para facilitar na hora dos cálculos. Nessa tabela usei o flash que tenho porque ele tem um número guia comum de encontrar com o pessoal que é um NG43. Vale destacar que a distância correta é medindo da fonte luz (no caso o flash) até o assunto e não da câmera até o assunto. Atenção, os valores da tabela estão aproximados.
Para quem não compreendeu a tabela ou dar um exemplo igual na postagem anterior só que usando o exemplo da tabela e também tem dois jeitos de usá-la.
1º Jeito: Vou fotografar alguma coisa a quatro metros de distância com um filme de ISO 100 (lembrando que também vale para as digitais) com o flash no modo manual em potência máxima. Então na tabela procuro onde está o 4m, em seguida desço na linha onde está localizado o ISO 100 e vi que está lá um número 11. Com esse resultado configuro minha câmera na abertura 11 e ai é só disparar que a foto saíra bem exposta.
2º Jeito. Pegando o exemplo acima vou fotografar alguma coisa a 11 metros de distância com o flash em potência máxima e a câmera configurada em ISO 100. Então eu faço o inverso, Vou até onde está o ISO 100 e encaminho o olhar até o número 11 e vejo o número que está escrito na primeira linha da coluna que seria 4. Essa é a abertura que preciso usar para ter uma boa exposição do flash.
Entenderam como se usa essa tabela? Ótimo!
Mas vocês perceberam que falei só na potência máxima? Pois bem, vamos dizer que não está dando certo fotografar na potência máxima, e agora?
Muitos flashes tem um controle manual de potência que funciona como um redutor, ele é representado muitas vezes por frações como 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 1/64 e por ai vai, essas frações é quanto da potência do flash é reduzida. Na tabela abaixo vou mostrar o que acontece com o número guia quando a potência é reduzida, lembrando que o número guia é a distância que o flash consegue cobrir em ISO 100 e como já expliquei na outra postagem ele é a nossa referência para os cálculos de distância e abertura. Lembrando também que usei um flash com o número guia 43, que é sua potência máxima de 1/1.
Tabela de potência.
*cobertura é quantos metros a luz do flash consegue chegar. O novo NG.
Agora pegando o número que apare em cobertura é só substituir o NG por ele e refazer os cálculos para achar a abertura.
A redução de potência é muito usada para quando queremos fazer alguns "efeitos" na fotografia ou quando excedemos a velocidade de sincronismo que vou falar na próxima postagem.
Até lá!
Marcadores:
abertura,
Canon,
diafragma,
dica de fotografia,
dicas,
digital,
dslr,
E-TTL,
flash,
Flavio Cabral,
foto,
fotodica,
fotografia,
i-ttl,
iTTL,
TTL
Local:
São Paulo, Brasil
terça-feira, 15 de maio de 2012
Usando o Flash
Olá, como falei na postagem anterior vou falar de como usar o flash manual e isso também vale para os outros tipos de flashes para que possamos entender o que acontece com a luz emitida por eles.
Para tentarmos dominar o flash primeiro de tudo é relembrar as propriedades da luz.
A luz é uma forma de onda eletromagnética que se dispersa pelo ar sempre em linha reta a uma velocidade de 300.000 Km/s (isso no vácuo), no caso do flash conseguimos uma luz dura e completamente branca como disse em minha postagem anterior. Como já devem ter aprendido nos tempos de colégio quando vemos alguma coisa nossos olhos captam parte da onda de luz refletida nele e outra parte é absorvida pelo mesmo gerando as partes claras e escuras. Um objeto preto absorve todo o espectro de luz e ao contrário de um objeto branco nos reflete tudo.
Bom, agora que já relembramos rapidamente as propriedades da luz vamos falar de como controlarmos ela nos disparos dos flashes e agora que vocês vão entender porque primeiro é preciso saber o funcionamento da câmera e sobre fotometria.
Todos os flashes, incluindo os embutidos nas câmeras possuem um número guia representado pelas letras NG ou GN(do inglês Guide Number). É muito importante saber esse número pois como o próprio nome diz ele é o nosso guia, a nossa referência. Esse número representa a distância que a luz do flash consegue chegar normalmente em ISO 100 que é o mais comum. Porque falei em ISO agora? Porque como disse anteriormente quanto maior o ISO mais sensível é a película ou o sensor da câmera. Lembra de quando eu falei sobre ISO e disse que se eu aumentasse um ponto o ISO, por exemplo ISO 100 para o 200 o sensor captaria o dobro de luz? No flash acontece a mesma coisa, eu praticamente dobro a distância em que minha câmera consegue capturar a luz emitida pelo flash. Reparem que falei que é a câmera que consegue captar e não que o flash fica mais potente e reparem que falei que consigo quase o dobro da distância pois como sabemos a luz, mesmo sendo bem direcionada como a do flash ela acaba se espelhando pelo ambiente assim como quando jogamos uma pedra no lago e vendo as ondas se formarem e por isso não conseguindo exatamente o resultado dessa multiplicação.
Além do ISO podemos controlar a exposição do flash abrindo ou fechando o diafragma de nossas objetivas. Novamente como falei quanto mais fechado o diafragma menos luz passa por nossa objetiva para sensibilizar o sensor ou filme. Novamente quando fechamos um ponto o diafragma metade da luz entra.
Mas como saber a regulagem ideal para cada situação para que a foto saia perfeita, nem estourada ou muito escura? Quem é bom de matemática vai se dar bem pois é só fazer uma continha.
No texto acima falei de algumas grandezas como o Número Guia que é o principal e a distância e a abertura e é com elas que vou trabalhar agora.
A formula é a seguinte:
Onde M é a distância do objeto em metros.
Vou pegar meu flash como referência no exemplo. O flash que uso normalmente tem um Numero Guia 43 (GN43). Vou usar no exemplo que estou fotografando em ISO 100 e sempre com flash direto.
Vou querer fotografar uma pessoa que está a 4 metros de mim. E agora vamos as contas:
NG43 / 4m = 10.75
Esse 10.75 é a abertura que eu tenho usar no diafragma para obter uma exposição correta do flash. Como não existe essa abertura posso por exemplo usar um f11 que é o que mais se aproxima.
Da mesma forma que usei a distância do objeto para saber a exposição, posso saber até onde a luz do meu flash vai chegar caso eu esteja fotografando uma paisagem ou uma rua por exemplo.
É só dividir o Número Guia pela abertura.
Por exemplo: Tenho uma objetiva que relativamente escura, que só abre até f5.6, que são as mais comuns e as pilhas do meu flash dedicado acabaram (Putz, que mal profissional!) e estou usando o flash popup da câmera que tem NG13. Então refaçamos as contas...
NG13 / f5.6 = 2,13m
Ou seja só vou poder fotografar usando flash a no máximo a 2 metros e pouco de distância do assunto. Ruim não? Mas se meu assunto estiver a mais distância doque isso? Fácil, aumento o ISO.
Como já sabem quanto maior o valor do ISO maior a sensibilidade. Aumentando um ponto o ISO o sensor ou filme capta o dobro de luz e consigo capturar a luz emitida do flash a quase o dobro de distância do anterior pois a luz do flash vai se espalhando no meio do caminho e quanto mais distância do assunto mais a luz vai se dissipando.
Na mesma condição da cena exemplificada anteriormente se eu tivesse usado ISO 200 poderia fotografar meu assunto a 4m de distância. Melhorou um pouco não é mesmo?
Também é por isso que não adianta usar flashes embutidos para fotografar longas distâncias.
Mas para não ficar muito longo vou continuar o assunto na próxima postagem.
Até lá!
Para tentarmos dominar o flash primeiro de tudo é relembrar as propriedades da luz.
A luz é uma forma de onda eletromagnética que se dispersa pelo ar sempre em linha reta a uma velocidade de 300.000 Km/s (isso no vácuo), no caso do flash conseguimos uma luz dura e completamente branca como disse em minha postagem anterior. Como já devem ter aprendido nos tempos de colégio quando vemos alguma coisa nossos olhos captam parte da onda de luz refletida nele e outra parte é absorvida pelo mesmo gerando as partes claras e escuras. Um objeto preto absorve todo o espectro de luz e ao contrário de um objeto branco nos reflete tudo.
Bom, agora que já relembramos rapidamente as propriedades da luz vamos falar de como controlarmos ela nos disparos dos flashes e agora que vocês vão entender porque primeiro é preciso saber o funcionamento da câmera e sobre fotometria.
Todos os flashes, incluindo os embutidos nas câmeras possuem um número guia representado pelas letras NG ou GN(do inglês Guide Number). É muito importante saber esse número pois como o próprio nome diz ele é o nosso guia, a nossa referência. Esse número representa a distância que a luz do flash consegue chegar normalmente em ISO 100 que é o mais comum. Porque falei em ISO agora? Porque como disse anteriormente quanto maior o ISO mais sensível é a película ou o sensor da câmera. Lembra de quando eu falei sobre ISO e disse que se eu aumentasse um ponto o ISO, por exemplo ISO 100 para o 200 o sensor captaria o dobro de luz? No flash acontece a mesma coisa, eu praticamente dobro a distância em que minha câmera consegue capturar a luz emitida pelo flash. Reparem que falei que é a câmera que consegue captar e não que o flash fica mais potente e reparem que falei que consigo quase o dobro da distância pois como sabemos a luz, mesmo sendo bem direcionada como a do flash ela acaba se espelhando pelo ambiente assim como quando jogamos uma pedra no lago e vendo as ondas se formarem e por isso não conseguindo exatamente o resultado dessa multiplicação.
Além do ISO podemos controlar a exposição do flash abrindo ou fechando o diafragma de nossas objetivas. Novamente como falei quanto mais fechado o diafragma menos luz passa por nossa objetiva para sensibilizar o sensor ou filme. Novamente quando fechamos um ponto o diafragma metade da luz entra.
Mas como saber a regulagem ideal para cada situação para que a foto saia perfeita, nem estourada ou muito escura? Quem é bom de matemática vai se dar bem pois é só fazer uma continha.
No texto acima falei de algumas grandezas como o Número Guia que é o principal e a distância e a abertura e é com elas que vou trabalhar agora.
A formula é a seguinte:
Onde M é a distância do objeto em metros.Vou pegar meu flash como referência no exemplo. O flash que uso normalmente tem um Numero Guia 43 (GN43). Vou usar no exemplo que estou fotografando em ISO 100 e sempre com flash direto.
Vou querer fotografar uma pessoa que está a 4 metros de mim. E agora vamos as contas:
NG43 / 4m = 10.75
Esse 10.75 é a abertura que eu tenho usar no diafragma para obter uma exposição correta do flash. Como não existe essa abertura posso por exemplo usar um f11 que é o que mais se aproxima.
Da mesma forma que usei a distância do objeto para saber a exposição, posso saber até onde a luz do meu flash vai chegar caso eu esteja fotografando uma paisagem ou uma rua por exemplo.
É só dividir o Número Guia pela abertura.
Por exemplo: Tenho uma objetiva que relativamente escura, que só abre até f5.6, que são as mais comuns e as pilhas do meu flash dedicado acabaram (Putz, que mal profissional!) e estou usando o flash popup da câmera que tem NG13. Então refaçamos as contas...
NG13 / f5.6 = 2,13m
Ou seja só vou poder fotografar usando flash a no máximo a 2 metros e pouco de distância do assunto. Ruim não? Mas se meu assunto estiver a mais distância doque isso? Fácil, aumento o ISO.
Como já sabem quanto maior o valor do ISO maior a sensibilidade. Aumentando um ponto o ISO o sensor ou filme capta o dobro de luz e consigo capturar a luz emitida do flash a quase o dobro de distância do anterior pois a luz do flash vai se espalhando no meio do caminho e quanto mais distância do assunto mais a luz vai se dissipando.
Na mesma condição da cena exemplificada anteriormente se eu tivesse usado ISO 200 poderia fotografar meu assunto a 4m de distância. Melhorou um pouco não é mesmo?
Também é por isso que não adianta usar flashes embutidos para fotografar longas distâncias.
Mas para não ficar muito longo vou continuar o assunto na próxima postagem.
Até lá!
Marcadores:
abertura,
Camera fotográfica,
Canon,
conversão,
diafragma,
dica de fotografia,
dicas compactas,
digital,
dslr,
E-TTL,
flash,
flash incorporado,
Flavio Cabral,
i-ttl,
iTTL,
TTL
Local:
São Paulo, Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)






















