quarta-feira, 30 de julho de 2014

Fotografia de animais de estimação.

Uma coisa que gostamos muito de fotografar são nossos bichinhos de estimação, tarefa nem sempre muito fácil.
Fotografar animais de estimação requer muita paciência e carinho.


Dos animais de estimação mais comuns os cães geralmente são mais fáceis de fotografar pois a maioria é bem curioso para saber o que os donos estão fazendo mas requer prática do dono em comandar o animal ou saber qual vai ser a reação dele na hora que ele visualizar a lente da câmera. Muitos podem correr de medo ou reagir de maneira completamente oposta e ir para dar uma boa lambida nela.


Gatos por serem mais ariscos e reservados não gostam muito de serem fotografados mas nada impede de conseguir uma ótima foto dele em momentos que ele estiver mais distraídos afiando as unhas no carpete da sala, caçando um passarinho ou mesmo se alongando.


Vou dar algumas dicas que podem facilitar a capturar belos momentos com seu animalzinho.
Para conseguir um bom registro do nosso querido animal de estimação devemos esperar um momento ideal quando ele está distraído com alguma coisa ou quando ele está sonolento ajudam demais na hora do registro e são essas horas que rendem grandes fotos.
Para fotografar os animais de estimação o ideal é sempre estar na altura dos olhos dele, abaixe-se, brinque sem deixá-lo muito agitado, deite-se no chão, afague-o, converse com ele pois você pode não acreditar mais ele adora ouvir o som da sua voz e também não tenha receio ou vergonha que outra pessoa o veja. 


Para facilitar ainda mais uma dica muito legal quando o animal está mais agitado é oferecer um petisco para fazer com que ele faça o que você pretende e olhe para câmera.
Gaste algumas horas observando e estudando o comportamento dele e como ele reage com o ambiente principalmente no cantinho dele.



Para conseguir excelentes resultados não force o animal, deixe ele agir no tempo dele. Nem sempre nos primeiros dias você conseguirá realizar as fotografias pretendidas. 
Nunca use flash pois além de assustar o animal pode prejudicar sua sensível visão.
Deixe ele se acostumar com a lente e o som do click da câmera e em alguma hora, mais cedo ou mais tarde ele até vai posar para você como um verdadeiro modelo profissional.


Tente, garanto que vocês dois vão se divertir demais!

Compartilhe esses momentos conosco, deixe nos comentários o link com as fotos que você conseguiu!

Até mais!
 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Ajuste de Dioptria


Olá.

Dessa vez vou falar de uma regulagem da câmera bem interessante principalmente para quem não usa o foco automático.
Você já pegou a câmera de um amigo e não conseguiu fazer foco de jeito algum? Ou já repararam que quase nenhum fotógrafo usa óculos quando está trabalhando?
É porque na própria câmera existe uma regulagem chamada de regulagem de dioptria.
Ela é como se fosse a lente de contato de alguém que tenha problemas de visão como miopia ou hipermetropia e que precisa usar óculos tanto para ver de perto quanto de longe.
Na própria câmera ao lado do visor ótico conhecido também como viewfinder, não o LCD, existe uma pequena rodinha para conseguir executar essa regulagem



Nela existe a marcação de + e -, olhando pelo visor e rodando essa rodinha para baixo e para cima você verá a imagem focando e desfocando no visor. Essa regulagem mexe nos elementos internos do visor como se fosse o sistema de focagem da objetiva.

Sem a ocular

Essa regulagem existe pois cada pessoa tem um grau diferente nos óculos e vou ensinar fazer a regulagem a seguir.
 
Para conseguir uma regulagem perfeita você deve olhar para o visor como se fosse fotografar e apertar o botão do obturador até a metade apenas para que as informações nesse visor como abertura, velocidade, ISO e fotômetro apareçam.
Com essas informações visíveis você terá que girar essa rodinha até que essas informações estejam bem nítidas. Quando conseguir deixá-las bem nítidas a regulagem estará terminada.
Essa regulagem não interfere em nada o sistema de foco da câmera, ela serve apenas para que o fotógrafo que precisa usar óculos não precise deles na hora de fotografar.


Muitas pessoas que fotografam esquecem que existe essa regulagem e quando fotografam usando foco manual percebem que suas fotos saem desfocadas mesmo estando nítidas para elas no visor. Chegam ao ponto de até levar a câmera para o conserto quando apenas é uma simples regulagem no visor.

Então, já fez a regulagem na sua?

Até mais!


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Histograma RGB

Continuando a explicação do histograma temos um outro tipo o histograma RGB.
Assim como o histograma de luminância serve para analisarmos a luz da fotografia o histograma RGB serve para analisar o nível de brilho das cores primárias na imagem.

Todas as imagens, do monitor a câmera digital trabalham com três cores primárias e a mistura delas  formam as outras cores. Essas três cores são chamadas de cores aditivas pois misturadas formam o branco. Essas cores são o Red (Vermelho) Green (Verde) e Blue (Azul) ou RGB.

Da mesma forma do histograma de luminância visto na postagem anterior quanto mais para direita os pixels estão do gráfico mais escuras estará aquele canal de cor e quanto mais para a direita mais clara ele será e também igualmente  como acontece no histograma de luminância o gráfico não pode ultrapassar os limites pois também haverá perda de informação naquele canal de cor.


Não é muito difícil ler e com um pouco de prática ficará mais fácil ler os gráficos.

Até mais!

 






 





quarta-feira, 30 de abril de 2014

Histograma, que bicho é esse?

Olá.
Muitas pessoas tem perguntado para mim o que é aquele gráfico que aparece no canto da imagem e como interpretá-lo.
Esse gráfico é chamado de Histograma e ele mostra a quantidade de pixels em cada área da imagem.
Normalmente a área esquerda do gráfico mostra a região de sombra ou baixa-luzes da imagem, a central ou meio-tons e a área da esquerda a região clara da imagem que são as alta-luzes.
Isso serve para saber se a fotografia vai ficar com a exposição correta no final já que não devemos confiar completamente no LCD.
Por exemplo se eu estiver fotografando uma cena com predomínio branco o gráfico deve ficar com os picos mais para a direita, já para fotos com predomínio de preto os picos devem estar mais para esquerda pois existem mais pixels cobrindo a área escura da foto.



Perceba que nas fotos acima eu mantive a fotometria na câmera e apenas mudei o fundo e com isso os gráficos do histograma também mudaram. Na fotografia com fundo claro o maior pico do gráfico ficou a direita me informando que maior quantidade de pixels na região de alta-luz. Já na foto com fundo escuro o gráfico me mostrou que grande parte dos pixels estavam na região de baixa-luz devido a utilização do fundo preto.


Vamos pegar o Histograma da primeira foto. O Histograma na fotografia basicamente é a representação matemática da luz. Digitalmente a luz é dividida em valores de 0 a 255 onde o zero é o preto e o 255 é o branco puro. Entre eles existe o cinza que seria a casa 127, lembrando que a câmera não enxerga cores, tudo são tons de cinza para ela. Foi por isso que quando usei o fundo branco para fazer a fotografia o gráfico ficou com um pico grande na direita do histograma. O pico a esquerda nesse gráfico que representa os pixels na parte escura que nessa foto são a tampa da objetiva, o acabamento do visor e da alça da câmera.

Também não devemos com que o pico do histograma chegue a "encostar" nas laterais do gráfico pois significa que aquela região está perdendo informações seja na área clara ou escura da fotografia. Também não pode faltar pedaços do gráfico como é muito comum na sub-exposição onde a região direita do gráfico fica uma linha como na primeira foto abaixo.



A primeira foto está sub-exposta onde o fundo branco ficou praticamente cinza e o histograma me mostra que o pico que devia estar na região de alta-luz, a direita do gráfico está na área dos meio-tons, os cinzas. Já a segunda foto está super-exposta onde o fundo preto também ficou acinzentado e novamente o gráfico me mostrou isso quando o pico saiu da região de baixa-luz e também me informou que estou perdendo detalhes nas partes claras da imagem com o pico a direita saindo do gráfico.

O Histograma é útil também para ver se o seu monitor está ajustado. Um exemplo é você vê uma foto bonita e com uma correta exposição no LCD da câmera e quando vai olhar no monitor a foto está escura. Para tirar a prova de qual monitor está mais correto, seja da câmera ou do computador é só dando uma conferida no histograma já que o gráfico é bem preciso para saber se a foto foi realmente bem exposta.

Parece difícil mas com o tempo apenas de "bater o olho" você saberá se a foto está bem exposta.


Até lá!

domingo, 30 de março de 2014

Câmera Digital ou de filme?

No último mês participei de uma saída fotográfica com câmeras analógicas e foi a inspiração para a postagem de hoje, mas o que é melhor, câmera de filme ou digital? Depende do trabalho.
Vou explicar pois cada sistema tem suas vantagens.


Nas câmeras de filme você teria uma quantidade relativamente pequena de fotografias que podiam ser feitas comparando com os enormes cartões de memória. Um rolo de filme 35mm você podia fazer 12, 24 ou 36 fotos apenas e não tinha a grande vantagem das digitais que o usuário pode alterar a sensibilidade ISO, ou seja você tinha que fazer todas as fotos daquele rolo antes de trocar por um mais ou menos sensível. O fotógrafo de antigamente tinha que se planejar antecipadamente sabendo que tipo de filme que iria usar se ia fazer fotos diurnas usava-se um filme de ISO baixo e em fotografias noturnas ou internas ele escolheria um filme de maior ASA.

Outra coisa também é que em câmeras de filme não dá para mudar o balanço de branco no meio do caminho e existia apenas dois tipos de filme, o Daylight que era usado em áreas externas aproveitando a luz do dia e o tungstênio que era usado com iluminação de lâmpadas incandescentes. Desvios nas cores tinham que ser corrigidos no laboratório durante a revelação do negativo.
Também existiam filmes exclusivamente para fotos em preto e branco.

Você também não podia conferir a foto no visor para ver se ficou boa pois não existia. Você tinha que confiar em si mesmo e no fotômetro da câmera ou de mão para saber a exposição correta.
Claro que existia o modo automático ou de prioridade e a própria câmera se encarregava do resto mas se quisesse fotografar em modo manual para ter controle absoluto da fotografia também era possível mas você tinha que dominar toda a técnica fotográfica ou perderia muito dinheiro com rolos e mais rolos de filmes imprestáveis que iriam direto para o lixo.

E são essas as principais vantagens do sistema digital.

Com as digitais hoje você faz uma foto e se não ficou boa você apaga diretamente nela e também pode fazer centenas e até milhares de fotos com apenas um cartão de memória que hoje oferece vários Gigabytes de armazenamento.
Isso deixou muitos fotógrafos preguiçosos ou aqueles fotógrafos que se acham profissionais mas não sabem nada de fotografia nem de sua história ou da técnica fotográfica e apenas apertam um ou dois botões em um equipamento que nem entendem direito como funciona e isso foi o grande mal das câmeras digitais.

Mas se engana que as câmeras digitais sempre foram assim.
As primeiras câmeras digitais tinham resoluções baixíssimas comparadas com as de hoje. Algumas usavam disquetes como forma de armazenamento e tempos depois surgiram câmeras que usavam CDs para tal função e também eram caríssimas. Só depois de algum tempo veio as câmeras que utilizam cartões de memórias como as de hoje mas continuavam caríssimas.

O que poucos entendem é que a câmera digital deve ser usada como qualquer câmera de filme, estudando a cena, a luz, sentindo o ambiente, compondo a fotografia, esperando o momento certo para fazer a foto do dia. O que mudou mesmo com a vinda dos sistemas digitais foi o jeito de como a fotografia é armazenada. Como meu professor de fotografia Ricardo Ferreira dizia, se de cem fotos feitas naquele dia você gostou de apenas uma seu trabalho já foi feito. Claro que se você chegar com uma foto daquele evento de 12 horas que você foi contratado seu contratante vai querer te esganar no fim do dia. Mas também não é para sair disparando a torto e a direito para conseguir mais fotos pois tudo tem um custo e na digital não parece mas é bem alto. Certo que nas analógicas você precisa comprar os filmes e embutir o preço da revelação mas nas digitais você tem que se preocupar com a limpeza do sensor, coisa que não existia nas câmeras de filme e custa relativamente barato mas seria parte do lucro daquele evento. Qualquer câmera, sendo digital ou analógica tem uma vida útil.
A única coisa que realmente muda é a forma de como cada sistema armazena a fotografia, nas analógicas é em uma película fotossensível e na digital é o sensor que faz a captura da imagem e o cartão de memória a guarda.

Geralmente uma câmera digital (DSLR) de entrada tem uma vida útil aproximada de 30.000 cliques, você faz 30 eventos com mil fotos cada e terá que ou mandar para conserto que não é nada barato ou trocar de câmera e nos dois casos ou empata ou custa bem mais caro que uma câmera de filme nova e também antigamente elas duravam muito mais. Hoje em dia você encontra câmeras de 1950, 1960 funcionando perfeitamente, talvez porque não fossem tão exigidas como as digitais de hoje e não são feitas de plástico.

As digitais são boas para quem faz muitas fotos e as analógicas são para quem faz poucas fotos e busca qualidade de impressão. Aliás pouquíssimos "fotógrafos digitais" imprimem suas fotos para ter o prazer de tê-las fisicamente na mão sendo apenas um frio conjunto de bits no computador.

Uma outra vantagem das câmeras de filme é que não é preciso ficar atualizando o equipamento a cada ano como acontece nas digitais pois tudo que você precisa já está lá. E o que seria? Uma excelente objetiva e um ótimo filme, as duas coisas principais da fotografia, de resto seria apenas "perfumaria". O corpo da câmera então serve basicamente para que? Para segurar tudo junto e não deixar passar a luz para o negativo fora de hora, basicamente ela é uma câmara escura e ponto.
Nas digitais não. Os fabricantes ainda não chegaram na qualidade de uma fotografia de filme e atualizam seus equipamentos a cada ano para melhorar e chegar cada vez mais perto de um sistema analógico.

Todas as câmeras DSLR possibilitam gravar arquivos RAW que são arquivos "puros" não compactados equivalentes a "negativos digitais" mas nenhuma ainda chegou a ter a qualidade do negativo com sua riqueza de detalhes, grãos e alcance dinâmico superior. Isso sem contar a imensa qualidade de sistemas de médio o grande formato.
Por melhor que seja, principalmente para os mais experientes, da para distinguir se uma foto feita a partir de sistema analógico ou digital. 

Os engenheiros precisam trabalhar com tamanho de arquivo, reprodução das cores, redução de ruídos digitais, velocidade de processamento para que a câmera não fique lenta, um montão de coisas. Nas analógicas você escolhe a objetiva que vai usar, muitas compartilhadas com o sistema digital e o filme (nas digitais são divididas em sensor e cartão de memória) que lhe dará o melhor grão e pronto! Você pode ter um corpo analógico barato mas fará fotos de extrema qualidade se souber fotografar, equivalentes a fotos feitas com câmeras digitais de dezenas de milhares de reais.

Mas nunca se esqueça: Quem faz a foto é você e não a câmera. A câmera é apenas um mero acessório que possibilita o registro daquele momento.

Fotografia não é para ser feita as pressas, fotografia é um momento, um sentimento.

Até mais!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Celular ou câmera digital?

Olá pessoal.
Na última postagem eu falei que nenhum celular se compara em qualidade de imagem com câmera digital e algumas pessoas me procuraram criticando essa afirmação e agora vou explicar alguns motivos.

Lentes:
Os Smartphones e afins com exceção de alguns pouquíssimos possuem lentes com elementos de plástico o que resulta em imagens embaçadas e distorcidas. A qualidade das lentes de cristal está longe de ser alcançada pelos smartphones. Nas câmeras digitais a sempre estudos para que aquela objetiva funcione na sua melhor performance, já nos smartphones sendo uma lente simples estão sujeitas a distorções e flares o que detona a fotografia.

Sensor de imagem:
Os sensores de imagens de câmeras digitais compactas já são muito pequenos e nos celulares chegam a ser menores oque degrada a qualidade da imagem.
Sensores pequenos e muitos Megapixels causam ruído principalmente quando é usado ISOs elevados.
Nos smartphones é praticamente impossível usar ISO acima de 200. Nas câmeras digitais compactas de hoje podemos usar até ISO 800 sem muita perda de qualidade.
Além disso como o sensor do smartphone é minúsculo tudo na foto vai parecer que está em foco pois dificilmente dará para controlar a profundidade de campo.

Zoom:
Geralmente smartphones não possuem zoom ótico mas sim zoom digital que nada mais é que a ampliação da imagem gerada pelo sensor. Esse tipo de zoom degrada demais a imagem deixando até mesmo inutilizável para outros fins como ampliação ou mesmo exibi-la em uma tela maior.
Qualquer câmera digital por piorzinha que seja possui no mínimo 3X de zoom ótico as melhores já estão na casa dos 20X de zoom ótico.

Flash:
Os smartphones mais simples não possuem nem mesmo flash e quando possuem são aquelas aberrações de flash "xenon" em que a foto fica toda azulada e com as bordas escuras pois o flash não possui cobertura suficiente para aquele ângulo de visão.

Processamento de imagem:

Depois que a imagem é capturada antes de ser gravada na memória é feito o processamento da imagem. É nessa etapa em que a câmera interpreta a luz que o sensor capturou e a transforma na imagem propriamente dita.
Nessa fase é que tudo ocorre inclusive a redução de ruído e compactação da imagem e justo ai que mora o problema.
Para compensar o tamanho do sensor e o ruído por ele causado é feita uma redução de ruído muito pesada que ocasiona perda de detalhes da foto além disso é feita a compactação da imagem para que ocupe um espaço menor na memória do aparelho gerando mais perda de qualidade na fotografia.
Compare duas fotos do mesmo tamanho de MP, uma da sua câmera digital e outra de seu smartphone. Aposto que a do smartphone ocupa bem menos espaço em seu disco rígido, acertei?
Isso é feito também para que o processamento da imagem fique mais rápido para compensar o fraco processamento dos smartphones já que o processador do celular está trabalhando paralelamente com outras tarefas como manter seu celular funcionando, verificando sinal, mensagens, chamadas, outros apps abertos etc...

Recursos:
Os celulares mais simples não possuem qualquer recurso fotográfico, não dá para configurar praticamente nada, apenas a resolução da foto e onde ela vai ser salva. Os smartphones mais modernos os recursos até se equivalem a câmeras digitais mas como disse no tópico anterior os smartphones são bem mais lentos demorando para aplicar as configurações pretendidas que na câmera digital é instantaneamente aplicado.

Bateria:
Smartphones já são por si só devoradores de bateria pois eles usam muitos dados e por terem grandes telas de LCD que é a principal fonte de consumo, usando-os como câmera digital a bateria vai embora rapidinho.
Você prefere ficar sem bateria na câmera digital ou no seu smartphone?

Praticidade:
Aqui é o único quesito em que o smartphone ganha temporariamente.
Por ser celular e contar com recursos de câmera digital você não vai precisar levar dois aparelhos no bolso facilitando um pouco a vida. Além disso você pode enviar as fotos que acabou de tirar para e-mail, mensagens, blogs e afins.
Mas espere. Essa vantagem está ficando para trás pois já existem câmeras que fazem a mesma coisa, hoje já existem câmeras que possuem conexão com a internet seja por meio de wi-fi ou 3G apenas não fazem ligações. Também existem samrtcameras que além de possuírem conexão com a internet possuem também o mesmo sistema operacional dos celulares permitindo a instalação de vários aplicativos inclusive de trocas de mensagens de texto.

É como aquela velha frase dizia. Você não pode ser bom em tudo, apenas uma coisa de cada vez.
Imagina um médico que se acha mecânico e aparece com as mãos sujas de graxa para lhe atender no pronto-socorro em uma emergência. Não dá certo né.
Nos smartphones é a mesma coisa, ele pode ser bom para mantê-lo conectado e enviar as fotos para e-mail ou mensagem mas não fará boas fotos para impressão por exemplo.

E você, se convenceu?

Até mais!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Diferenças entre sistemas de câmeras digitais

Olá pessoal!
Outro dia enquanto um amigo e eu estávamos fazendo fotos para o aniversário de São Paulo fomos abordados por uma moça perguntando sobre nossas câmeras digitais já que usávamos câmeras DSLR e qual seria melhor para ela comprar. Não ficou claro o uso que ela queria uma câmera apenas por hobby ou se queria começar a estudar fotografia.


Explicamos a ela justamente o que comentei na primeira postagem desse blog em que disse que cada câmera tem seu uso. Não adianta nada ter uma super câmera se o uso é apenas por hobby ou para usar casualmente em festinhas de família, para isso uma câmera compacta já proporcionará ótimos resultados e investir numa DSLR seria perda de dinheiro mas tudo tem sua vantagem e desvantagens.
No sistema DSLR além do corpo da câmera também é preciso investir em objetivas e acessórios e é isso que deixa a fotografia como hobby muito caro. Imagina que a cada objetiva que você compra podia ter comprado uma ou duas câmeras compactas novinhas. Dificilmente quem usa o sistema DSLR tem apenas um corpo com uma objetiva. 
Além de ser um sistema caro posso citar mais duas desvantagens principalmente para as mulheres: O peso e o tamanho. Levar uma DSLR simples seria o mesmo que levar no mínimo umas 10 câmeras compactas na bolsa se contar que ficará por horas a fio com ela na mão ou no pescoço no fim do dia o peso desse sistema cobra seu preço. Enquanto uma câmera compacta avançada pesa cerca de 180g apenas o corpo de uma DSLR de entrada pesa por vota de 600g mas uma objetiva que normalmente vem junto com o corpo pesa normalmente outros 500g.
As vantagens de ter um sistema DSLR são que proporcionam uma qualidade de imagem superior principalmente em baixa luz devido ao sensor de maior tamanho, processamento praticamente instantâneo da imagem, velocidade de disparo, controles manuais e os diversos acessórios que podemos usar que geralmente são vendidos separadamente como flashes e filtros.
Já nas câmeras compactas as vantagens ficam por conta preço do equipamento, seu tamanho reduzido e sua praticidade pois além de poder levar ela em qualquer cantinho da bolsa e não precisam trocar de objetiva a cada assunto diferente.


Recentemente foi introduzido um novo sistema no mercado, o micro 4/3 (micro four thirds) com o objetivo de diminuir a diferença entre uma câmera compacta para uma DSLR.
O sistema micro 4/3 tem praticamente o tamanho de uma câmera compacta avançada e possui uma melhor qualidade de imagem devido ao sensor maior e também possui o sistema de troca de objetiva assim como nas DSLR. Elas também são muito rápidas no disparo sendo até mais rápidas que muitas DSLR mas muitas são mais lentas na questão de focagem demorando muito mais para focar o objeto. Para ficar próximo ao tamanho de uma câmera compacta o sistema micro 4/3 aboliu o sistema de espelho por isso não é considerada uma DSLR. Para compensar a falta do sistema de espelho as micro 4/3 usam o mesmo sistema das câmeras compactas. Elas mostram a imagem a ser capturada no visor LCD.
Tamanho, peso e velocidade resolvidos faltou resolver a questão preço. O sistema micro 4/3 é tão ou mais caro de manter que o sistema DSLR. O kit do sistema micro 4/3 com corpo e objetiva custa mais caro que um kit DSLR de entrada também composto de corpo e objetiva. Os acessórios além de mais difíceis de encontrar mesmo em lojas especializadas custam bem mais caros do que acessórios do sistema DSLR.
Eu não ia falar de celulares aqui mas vejo que muitas pessoas estão trocando suas câmeras compactas por celulares ou tablets no dia-a-dia.
Celulares por melhores que sejam não são câmeras digitais e custam bem mais que câmeras compactas. Seu sensor minúsculo e sua objetiva geralmente de plástico não proporcionam fotos com qualidade. No visor o aparelho a foto parece que está linda, até se jogar no computador a foto parece bonita mas se for ver a foto em tamanho real (zoom 100%) verá que a foto perdeu muito de seus detalhes mal dando para ver os rostos das pessoas ou detalhes dos objetos. Também por ter um sensor minúsculo as fotos noturnas ficam péssimas.
A única vantagem de fotografar com o celular é que pode-se compartilhar instantaneamente a fotografia com amigos ou colocá-la na internet em qualquer lugar que exista conexão. Vantagens essa que está sumindo pois muitas câmeras já permitem o uso de wi-fi ou até 3G para o mesmo propósito.

Resumindo:

Câmeras compactas: Fotos casuais.
Sistema DSRL: Hobby sério, estudantes de fotografia, trabalhos.
Sistema Micro 4/3: Hobby sério mas muito caro.
Celulares, Smartphones e Tablets: Quando nenhuma das opções acima estiverem disponíveis.

Na verdade mesmo o que vale é o olhar e a sensibilidade do fotógrafo e não da câmera que ele está usando. Um bom fotógrafo de verdade pode fazer uma foto muito melhor com uma câmera compacta em comparação com um outro que se acha fotografo por ter uma super câmera profissional de dezenas de milhares de reias.
 Pense nisso.


Até a próxima!