Mostrando postagens com marcador dica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Fotografia Noturna

Hoje vou falar de uma vertente da fotografia de que gosto muito, a fotografia noturna.
A fotografia noturna nos leva a uma atmosfera completamente diferente dos outros tipos de fotografia porque a nossa matéria prima é muito escassa mas também nos dá uma beleza diferente daquela que achamos na fotografia diurna a começar pelo realce e tom das cores.

Caminhada Noturna

Como não temos um astro no céu iluminando tudo a nossa volta precisamos procurar em outros lugares uma iluminação diferente do que estamos acostumados. Geralmente o que se sobressai nessas horas são os postes de iluminação das ruas ou a fachadas de prédios e é aí que está todo encanto da fotografia noturna.

Caminhada Noturna

Essas luzes artificiais não tem um balanço de branco exato geralmente tendendo a esquentar a foto deixando boa parte da fotografia amarelada devido a esses pontos de luz usarem lâmpadas de vapor de sódio, muito parecido com a tonalidade de lâmpadas de tungstênio. Também temos a iluminação   das fachadas de prédios as luzes das janelas dos apartamentos que ficam mais azuladas devido ao uso de lâmpadas frias já que as incandescentes estão caindo cada vez mais em desuso. Também devido a falta de luz as cores se destacam muito mais a noite. Devido a isso a fotografia terá um outro clima, mais quente, mais "aconchegante" e dramática do que aquela feita a luz do dia.


Theatro Municipal de São Paulo Caminhada Noturna Caminhada Noturna

Além de brincar com as cores é nessa hora que adoro buscar os detalhes dos objetos porque eles estarão mais evidenciados nessa hora devido justamente a iluminação como nas fotos abaixo.

Caminhada Noturna Galeria do Rock Caminhada Noturna Repetição 

Também gosto de brincar com a profundidade de campo com objetivas claras para fazer lindos bokeh com os pontos de luzes atrás do assunto.

Caminhada Noturna Centro de SP

Gosto muito também de fazer fotos em PB a noite pois o clima nesse tipo de foto fica todo especial e dependendo do assunto dá uma dramaticidade a cena.

Rua Fantasma Rua Fantasma Rua Fantasma 

Enfim, fotografia noturna é um estilo muito especial e abaixo vou dar umas dicas para ajudar você a fotografar a noite.

1 - Pense onde você vai fotografar.
Antes de sair a noite com seu equipamento é muito interessante que você conheça e estude o lugar onde você vai fotografar. Passe no local de manhã ainda com a luz do Sol para conhecer os pontos de interesse e estude bem onde você pretende fazer as fotos. Também volte a noite ainda sem o equipamento para estudar a iluminação do local. Não levando o equipamento você não se preocupará em fazer as fotos antes disso.

2 - Pense no que vai fotografar.
Quando você estiver estudando o local pense se você vai fotografar pessoas ou a arquitetura do local e imagine como ficará a cena com aquela iluminação.

3 - A câmera.
Ter uma câmera boa e com estabilizador de imagem e controles manuais de exposição já é de grande ajuda nessas horas.
Você terá mais dificuldades usando uma compacta completamente automática pois ela não está "preparada" para interpretar esse tipo de iluminação deixando sua foto com um aspecto horrível.
Com câmeras com controles manuais a sua vida será bem mais fácil desde que saiba como configurá-la.

4 - Não use flash.
O uso do flash na fotografia noturna é completamente desaconselhável pois acaba com o clima da foto. A bela iluminação noturna será destruída pela luz branca do flash.
Além disso por incrível que pareça sua foto ficará escura porque o flash não terá "amplitude" para iluminar toda a cena deixando o fundo da fotografia completamente negro ou na melhor das hipóteses um pontinhos fracos de luz.
Se não tiver jeito de não usar flash o aconselhável é diminuir a potência do flash apenas para iluminar levemente a cena em primeiro plano e usar uma velocidade baixa do obturador sempre fotometrando a cena por completo. Nas compactas o mesmo efeito é obtido pela opção de sincronia lenta do flash ( O raiozinho do flash seguido por SL) mas cuidado, nessa configuração sua foto pode sair tremida mesmo com o uso do flash.

5 - Objetivas claras.
Para facilitar o ideal é usar objetivas claras para poder elevar a velocidade do obturador e evitar fotos tremidas devido ao seu movimento ou o movimento dos objetos.
Também usando objetivas claras podemos fazer lindos bokeh devido a menor profundidade de campo conseguido por esse tipo de objetiva dando ênfase ao assunto principal.
Também podemos fechar o diafragma para obter lindas paisagens e fazer com que as luzes da cidade pareçam estrelas.

6 - Busque o movimento.
Assim como podemos congelar o movimento podemos capturá-lo.
O interessante nesse tipo de fotografia é buscar o movimento, criar borrões de luzes com os carros em movimento ou mesmo a sombra das pessoas passando pelo local. Dependendo da velocidade do obturador podemos até fazer com que as pessoas "sumam". Além disso na longa exposição você pode brincar com as luzes! Muito interessante.
Também podemos usar a técnica de panning para congelar o objeto em movimento e o fundo da fotografia sair completamente borrado.

7 - Não confie no fotômetro.
O fotômetro nesse tipo de fotografia não será 100% confiável como na fotografia diurna. Geralmente ele nunca ficará no meio, no zero, mas sim por volta de um ponto negativo porque ele é enganado pela iluminação. Mesmo o fotômetro mais preciso é enganado nesse tipo de fotografia. Uma hora você pode estar apontando para a luz e noutra hora para a sombra sem perceber. O jeito é ir testando a melhor configuração.

8 - Use um tripé.
Para fotos noturnas o ideal é usar um tripé mas se você não tiver um você pode improvisar apoiando a câmera em uma mureta ou mesmo no chão buscando novos ângulos. Um disparador remoto também ajuda para evitar que a câmera se mexa na hora do click.

9 - Busque novos ângulos.
O interessante da fotografia noturna é que um ângulo que você não achou interessante de manhã pode se tornar muito interessante a noite com a iluminação diferenciada. Tente!

10 - Busque os detalhes.
Como disse anteriormente os detalhes na luz noturna ficam mais evidenciados e saltará aos olhos do espectador. Assim como você buscou novos ângulos busque um detalhe que pode ter passado desapercebido de manhã.

11 - Faça composições e brinque com as cores.
As cores a noite ficam muito mais evidenciadas.
Postes de luz dão um tom amarelado e as luzes dos apartamentos dão o tom oposto. Além disso objetos e monumentos podem estar com outro tipo de iluminação. Os carros fazem traços de luz em ruas e avenidas. Brinque com a composição!

12 -  Foto em PB.
Fotografia noturna da um clima todo especial a fotografia PB.
Elas ficam muito mais dramáticas além disso você pode usar um ISO alto para simular o grão dos antigos filmes. Muito legal!

A fotografia é um estilo que exige o máximo do fotógrafo mas é bastante recompensador e excitante quando o resultado buscado é alcançado.

Até mais!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Ajuste de Dioptria


Olá.

Dessa vez vou falar de uma regulagem da câmera bem interessante principalmente para quem não usa o foco automático.
Você já pegou a câmera de um amigo e não conseguiu fazer foco de jeito algum? Ou já repararam que quase nenhum fotógrafo usa óculos quando está trabalhando?
É porque na própria câmera existe uma regulagem chamada de regulagem de dioptria.
Ela é como se fosse a lente de contato de alguém que tenha problemas de visão como miopia ou hipermetropia e que precisa usar óculos tanto para ver de perto quanto de longe.
Na própria câmera ao lado do visor ótico conhecido também como viewfinder, não o LCD, existe uma pequena rodinha para conseguir executar essa regulagem



Nela existe a marcação de + e -, olhando pelo visor e rodando essa rodinha para baixo e para cima você verá a imagem focando e desfocando no visor. Essa regulagem mexe nos elementos internos do visor como se fosse o sistema de focagem da objetiva.

Sem a ocular

Essa regulagem existe pois cada pessoa tem um grau diferente nos óculos e vou ensinar fazer a regulagem a seguir.
 
Para conseguir uma regulagem perfeita você deve olhar para o visor como se fosse fotografar e apertar o botão do obturador até a metade apenas para que as informações nesse visor como abertura, velocidade, ISO e fotômetro apareçam.
Com essas informações visíveis você terá que girar essa rodinha até que essas informações estejam bem nítidas. Quando conseguir deixá-las bem nítidas a regulagem estará terminada.
Essa regulagem não interfere em nada o sistema de foco da câmera, ela serve apenas para que o fotógrafo que precisa usar óculos não precise deles na hora de fotografar.


Muitas pessoas que fotografam esquecem que existe essa regulagem e quando fotografam usando foco manual percebem que suas fotos saem desfocadas mesmo estando nítidas para elas no visor. Chegam ao ponto de até levar a câmera para o conserto quando apenas é uma simples regulagem no visor.

Então, já fez a regulagem na sua?

Até mais!


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Resumo de fim de ano.

Olá pessoal.

Mais um ano acabando e resolvi fazer um pequeno resumo do blog.

Esse ano foi interessante para o blog fotodica.


Esse ano além das dicas básicas de fotografia falamos um pouco sobre técnica de como por exemplo fotografar contraluz, a técnica de panning e também como usar o flare de um jeito criativo na fotografia. Falamos também dos filtros fotográficos e seus efeitos e também dos diferentes tipos de objetivas e terminamos o ano falando sobre fotografia de paisagem e fogos de artifício que acho que vai ser uma dica muito usada no fim de ano.

Agora falando um pouco das estatísticas a dica mais lida foi a em que falo sobre a velocidade de sincronismo do flash seguido em segundo lugar pela dica sobre rebatedores de flash e em terceiro a dica em que falei sobre a distância hiperfocal.

A dica que o pessoal mais comentou mais foi a que falei sobre a tabela para flash em que mostro uma tabela de distância e potência para facilitar o uso do flash em modo manual. Essa dica também foi a quarta mais lida.

Durante um pouco mais de dois anos de existência do blog foram mais de 10.000 visitas mas sempre esperando que esse número cresça cada vez mais e que também conquiste muitos seguidores.

Para tentar conquistar os leitores o blog continuará usando uma linguagem bem simples com dicas fáceis de serem entendidas e também usando exemplos práticos e a partir de agora ele será atualizado uma vez por mês. Todo dia 30 uma nova dica será disponibilizada aos leitores.

Falando em leitores eles também têm vez no blog fotodica seja comentando nas postagens ou até sugerindo novas dicas

Por fim o Blog fotodica deseja a todos os leitores e amantes da arte fotográfica um feliz 2014 com ótimas fotos e muito conhecimento.

Até 2014!




sábado, 30 de novembro de 2013

Fotos de Paisagem.

Normalmente a primeira coisa que fotografamos, seja por testar uma câmera nova ou por ser de fácil acesso é alguma paisagem por ai.

Luz do Sol

Muitas câmeras, principalmente as compactas possui o modo de cena Paisagem facilitando o trabalho.

Esse modo automático altera a profundidade de campo fechando o diafragma o máximo possível e alterando a resposta das cores para que o azul do céu e o verde das folhagens apareçam mais e em algumas câmeras um pouquinho mais avançadas elas alteram a resposta dinâmica para que o céu não estoure tanto deixando completamente branco. Nesse modo muitas câmeras deixam as cores foto muito "artificiais".

Para ter mais controle sobre a fotografia é muito interessante fazer a foto em modo manual disponível em pouquíssimas compactas e em todas as DSLR.

26ª fotocultura: São Vicente

Para fotografar manualmente é um pouquinho mais complicado para se obter um resultado excepcional mas compensa.

Primeiro temos que ver como está o clima e o que quero passar para o espectador naquela fotografia.

O ideal seria usar um tripé mas podemos fazer segurando a câmera na mão pois normalmente a velocidade do obturador é alta.

Como no modo automático podemos usar o obturador bem fechado para conseguir uma maior profundidade de campo mas ai vai uma dica. As objetivas têm um ponto em que elas começam a perder definição por causa da refração dando o efeito inverso que queremos.

Podemos então usar a técnica de distância hiperfocal que falei em umas das postagens anteriores para temos o máximo de nitidez na distância que queremos. Use sempre ISO baixo para preservar os detalhes da imagem.

Para as cores ficarem bem legais é interessante usar o filtro polarizador para ressaltar as cores do céu e as cores das folhagens.
Ponte Pêncil

Para fazer a fotometria que é um pouco difícil acertar é interessante medir o céu primeiro e depois o chão para que o céu não saia estourado na fotografia acabando com ela. Para que o céu não estoure ele ter que ficar no máximo dois pontos do fotômetro zerado. No chão é a mesma coisa só que com a fotometria negativa, se a medição der abaixo de -2 como -3 ou -4 por exemplo o chão ficará muito escuro. A vantagem de não estourar o céu é que podemos salvar mais facilmente a parte escura da foto mas dificilmente podemos salvar a área estourada caso precisemos além do céu ficar mais bonito.
Para ficar ideal temos que escolher onde vai ficar o horizonte na composição. Nunca deixe o horizonte bem no meio da foto. Também temos que observar se o horizonte realmente está na bem na horizontal. Um horizonte torto detona a foto inteira. Geralmente câmeras DSLR mais recentes contam com uma ferramenta de nivelamento digital para facilitar o processo.
Use elementos de composição para guiar o olhar do espectador não ficar perdido dentro da fotografia.
Evite fotografar com sol a pino pois as sombras vão ficar muito duras. O ideal para fotografar paisagens é logo no inicio da manhã e no entardecer que é a chamada hora mágica, é nessa hora que a luz mais bonita e confere uma profundidade a mais na fotografia.

Pescadores

O interessante é também usar objetiva grande-angular para esse tipo de fotografia ou para os mais ousados até usar objetivas olho de peixe que confere um aspecto realmente interessante. Mas é preciso prestar mais atenção pois haverá muito mais elementos para serem compostos na foto.


São Paulo Nas Alturas

Então é isso.
Divirtam-se!




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Diferenças das objetivas MACRO.

Outro dia uma pessoa me perguntou se podia usar uma objetiva MACRO para fazer fotos comuns porque ele viu uma outra pessoa fazendo retratos com essa objetiva.

Minha resposta é que pode sim usar uma objetiva macro como se fosse uma objetiva comum.
Pouquíssimas objetivas macro são dedicadas exclusivamente para fazer apenas macrofotografia.

O que muda principalmente em uma objetiva macro para uma objetiva comum é sua qualidade ótica para obter uma distância mínima de foco mais próxima do objeto fotografado proporcionando maior ampliação deste.

Uma objetiva normal produz normalmente uma ampliação entre mais ou menos 0,17x à 0,22x do objeto fotografado no negativo ou sensor. Vamos pegar um exemplo de fotografar um objeto de 5cm por exemplo. No sensor esse mesmo objeto terá um pouco mais de 8mm em uma objetiva de ampliação 0,17x.

Já em uma objetiva MACRO a ampliação normalmente é de 1x, ou seja, o tamanho real do objeto no sensor. Esse mesmo objeto de 5cm terá o mesmo 5cm no sensor o que chamamos normalmente de ampliação real life. Mas ai também que vem o truque das fotos macro. Nenhum sensor ou filme de 35mm tem 5cm em qualquer um dos lados, ou seja o objeto preencherá mais que toda a área da fotografia. Existem também objetivas que ampliam o objeto até 5x o tamanho real mas essas sim dificilmente serviriam para fotos comuns pois elas não conseguem focar o infinito e muitas delas possuem apenas foco manual.

Também com isso temos a questão da profundidade de campo. Quanto mais perto o objeto da objetiva mais crítica se torna a profundidade de campo, qualquer mexidinha pra frente ou para trás resultará em perda de foco.

Uma coisa que devemos notar é que objetivas macro geralmente são mais escuras que objetivas comuns. Um exemplo é uma objetiva 100mm f/2 e sua distância mínima de foco é próximo de 85cm do objeto. Em sua "versão macro" além de ela ser fisicamente maior e bem mais pesada sua abertura será por exemplo de f/2.8 mas podemos chegar à 31cm desse mesmo objeto. Dificilmente é usado a abertura máxima para fotografias macro. Geralmente usa-se f/11, f/16 para esse tipo de fotografia. Enfim elas não são objetivas voltadas para ter grandes aberturas mas sim prezam pela qualidade ótica.

Mesmo ela sendo mais escura sua ótica é geralmente bem superior as objetivas comuns produzindo imagens muito definidas, com poucas aberrações e também o efeito de bokeh é muito mais bonito. Mas tudo isso tem seu preço.

Uma objetiva comum de 100mm com abertura f/2 custaria em média uns R$2000,00. Já a versão macro sendo um ponto mais escura f/2.8 custaria em média uns R$2800,00.  

Essa qualidade ótica superior aliada a menor distância de foco pode ser uma arma de dois gumes já que em retratos de moda qualquer imperfeição na pele da modelo aparecerá acarretando um trabalho de pós processamento para retirá-lo.

Então qual você usaria para fotos "comuns"?

Até mais.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Como conservar seu equipamento.

Olá.

Algumas pessoas me perguntam como guardo meus equipamentos fotográficos para ter eles sempre funcionando perfeitamente.
Isso é um tabu para muitas pessoas que fotografam pois cada um sempre têm sua "receita" ou falam coisas completamente diferentes, até você mesmo que está lendo essa postagem pode não concordar com alguma ou outra coisa. Vou colocar aqui por tópicos para deixar mais fácil de entender mas não por importância pois todos os cuidados são importantes que podem proteger seus equipamentos de milhares de reais.

1- Cuidado com a poeira.

A poeira é uma das maiores inimigas de qualquer equipamento. Ela pode danificar seriamente seu equipamento porque pode grudar onde existe graxa, isso mesmo, sua câmera tem lubrificantes no interior tanto no mecanismo de obturação como no autofoco das objetivas. O ideal é que guarde os equipamentos em lugares limpos e também que sempre de uma passada de pano SECO por todo o equipamento sempre que notar que ele está empoeirado mesmo que não pretenda usá-lo de imediato.

2 - Evite lugares úmidos.

A umidade é umas das piores inimigas principalmente de suas objetivas. A umidade junto com o calor e poeira pode produzir fungos em suas lentes podendo até destruí-la por completo. Já imaginou você ter que simplesmente jogar fora aquela objetiva f/1.2 caríssima? Pois bem proteger o equipamento da umidade é essencial!
Podemos guardar nossos equipamentos dentro de uma caixa organizadora de plástico, aquelas que muitas pessoas utilizam para guardar miudezas e encontradas em casas de decoração ou em hipermercados. Evite usar caixas de madeira ou papelão pois elas retêm umidade. Dentro delas podemos colocar nossos equipamentos e junto deles um desumidificador de ambientes pode ser eletrônico ou sílica-gel que até podem ser achadas em lojas de fotografia. O ideal é que a umidade esteja entre 25 e 50% porque mesmo a baixa umidade pode prejudicar seu equipamento principalmente as borrachas e lubrificantes. Sei de pessoas que compram até um aparelhinho de mede a umidade relativa do ar mas acho que não é para tanto.


3 - Praia e fotografia combinam?

Bom essa pergunta praticamente foi respondida nos tópicos anteriores. Tento cuidado com o equipamento combinam sim mas alguns cuidados a mais são importantes.
Na praia existe bastante umidade então os cuidados nesse caso devem ser redobrados mas nada que impeça de guardar ou usar a câmera em tais lugares.
Também temos o problema da areia que na cidade não temos com tanta evidência. Evite a qualquer custo expor sua câmera a areia pois assim como a poeira e com muito mais facilidade ela pode fazer com que o equipamento trave e depois disso só mesmo levando em uma assistência técnica para resolver o problema e custará caro. Recentemente fui com um grupo de fotógrafos até a baixada santista e vi que várias pessoas tentaram fazer fotos de uma "mini tempestade de areia", grande erro se aquela areia entrar no equipamento pode fazer com que o perca devido ao que expliquei anteriormente.
Também temos o problema terrível da maresia. Ela é a pior situação que pode afetar a câmera. A maresia pode penetrar fundo no equipamento e enferrujar seus componentes dando perda total.
Na praia é a mesma recomendação de guardar o equipamento em uma caixa plástica com desumidificador mas antes fazer uma limpeza completa dele para evitar qualquer resíduo de poeira e areia e sempre que for caminhar na praia com o equipamento que evite de levá-lo exposto, sempre leve no case e apenas quando for fazer as fotos o pegue.

4 - Evite mudanças de repentinas de temperatura

Mudanças bruscas de temperatura podem ser prejudiciais ao seu equipamento fotográfico. Elas podem fazer com que a umidade se condense internamente no equipamento prejudicando como um todo. Não sei se já aconteceu com alguém de quando passa de um lugar quente e repentinamente vai para um lugar frio a objetiva ou a ocular ficou toda embaçada. É isso mesmo que acontece, imagina toda essa umidade dentro do equipamento, nada bom.
Quando ocorrer o fenômeno pare de utilizar a câmera imediatamente, retire a bateria o cartão de memória e a objetiva por alguns minutos aguardando até que a umidade evapore só então volte a utilizar a câmera.
Uma dica para evitar que ocorra a condensação é quando for passar de um lugar frio para um local quente é colocá-la dentro de um saco plástico por alguns minutos para que ela se adapte a nova temperatura antes de utilizá-la novamente.

5 - Não guarde seu equipamento no case.

Da mesma forma que falei no tópico anterior evite guardar seu equipamento no case de transporte. Como o nome já diz ele é apenas para o transporte do equipamento. Tudo bem que ele pode proteger da poeira ou que ele pode ser impermeável mas não é um lugar ideal para guardar seu equipamento. Um caso que aconteceu comigo que uma câmera compacta de filme perdida há anos foi achada em uma gaveta de um armário da dispensa e contrariando todas as expectativas sobreviveu em seu case de borracha sem nada ter acontecido com ela e com o negativo dentro dela mas mesmo assim esse caso de não sofrer danos é raríssimo. É bom evitar.

6 - Retire a bateria!

Esse é outro tabu que é muito comentado não apenas quem tem equipamentos fotográficos mas qualquer pessoa que possua equipamentos com bateria.
O ideal quando não for usar o equipamento por longos períodos, segundo o manual da Canon é guardar a bateria fora da câmera com seu protetor de contatos e descarregada. Mesmo assim o ideal é não deixar ela muito tempo descarregada porque simplesmente ela pode "morrer". Tente usá-la carregando completamente e usando ela até o fim pelo menos uma vez a cada três meses para que não perca sua capacidade de carga. Mesmo os fabricantes dizendo que não existe mais o temido efeito memória que era muito perceptível em telefones sem fio e celulares antigos sempre utilizo a bateria até o fim antes de carregá-la.
Também não esqueça de retirar as pilhas do flash sempre que terminar de usá-lo mesmo de um dia para o outro pois além de consumi-las mesmo sem estar o utilizando elas podem vazar inutilizando o flash e o conserto pode custar bem caro.

7 - Limpe a objetiva.

Mais um tabu. Acho que esse é um dos mais difíceis de ser resolvido também porque já vi várias pessoas falando o inverso da outra mas vamos lá.
Primeiro temos que ter a disposição os seguintes objetos.
Um ambiente bem iluminado ou um ponto de luz para que possamos enxergar a sujeira,
Uma bombinha de ar que muito carinhosamente é chamada de fuc-fuc. É uma pera parecendo com aquele negócio antigão que era usado para colocar óleo em peças mecânicas e máquinas de costura.
Um pincel ultra limpo bem macio
E um papel ou pano de microfibra especial para a limpeza de lentes que podem ser achados tanto em óticas quanto em lojas de equipamentos fotográficos.

Vamos ao procedimento de limpeza.
1 - Primeiro devemos analisar a sujeira embaixo do ponto de luz.
2 - Depois pegamos o fuc-fuc e sopramos as grandes partículas de pó e fuligem do centro para os cantos da objetiva podendo fazer com ela invertida para que o pó caia.
3 - Com o pincel macio tomando muito cuidado passamos da mesma forma que estávamos passando com ar para que sujeiras mais resistentes saiam.
4 - Finalizamos dando o "polimento" com o papel ou o pano de microfibra especial com movimentos circulares do dentro para o canto da objetiva.
5 - Analisamos novamente a objetiva cuidadosamente para ver se não sobrou pó algum que possa interferir em nossas fotografias.


Não use qualquer líquido de limpeza nas objetivas pois podem comprometer o coating (camada protetora) da mesma.
Se a sujeira for resistente demais uma dica que pode parecer estranha no começo mas que a assistência técnica e meu antigo professor de fotografia deram. Depois de jogar o ar com a bombinha fuc-fuc de uma baforada na objetiva e depois do nosso bafo condensado na lente passe o papel de limpeza. Até faz sentido essa dica e usei-a por muito tempo pois em nossos pulmões existe a forma do mais puro H2O, água, claro desde que a pessoa não esteja embriagada ai a fórmula de H2O já passaria para CH3CH2OH... Brincadeira! Mas pode usá-la que funciona. Até é uma maneira de limpar a objetiva quando não se tem nada a mão a não ser um paninho.


8 - Use sua câmera.

Uma das melhores formas de conservar sua câmera por incrível que pareça é usando ela.
Quando se usa a câmera todas as suas engrenagens e não são poucas são limpas e lubrificadas.
Quando não for usá-la por longos períodos tente fazer algumas fotos para que tudo esteja em ordem. Uma dica para isso é quando for carregar a bateria como falei no 6º tópico use a câmera e objetivas nessa ocasião. Uma bateria de uma câmera DSLR de hoje em dia geralmente dão possibilidades de tirar em torno de 1000 fotos. Aproveite também para recordar o que aprendeu exercitando seu conhecimento. Em câmeras de filme podem ser usadas com o sem filme mas recomendo queimar pelo menos um filme. Ah queimar não é botar fogo é fazer fotos mesmo.

Abraço é até a próxima dica!

domingo, 30 de junho de 2013

Filtro Close-up

Olá.

Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.

Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:

 A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.

Agora observem essa segunda foto:


Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.

Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.

As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.

As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.

Até a próxima!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Filtro Polarizador

Filtros Polarizadores são usados para retirar os reflexos de superfícies não metálicas e para dar contraste em fotos de paisagens. Quem já não viu aquela foto em que o céu é de um azul escuro e as folhagens de um verde mais intenso ou daquele laguinho com agua transparente? Esse é o efeito do filtro polarizador e dificilmente conseguido em programas de edição de imagem. Vamos ver como ele consegue fazer isso.
A luz é um tipo de onda ELETROMAGNÉTICA que viaja de forma retilínea ou seja ela sempre viaja em linha reta como vimos no tópico dos flashes. Quando ela reflete em um objeto a luz tende a se dispersar em várias direções . Basicamente o que o polarizador faz é "filtrar" apenas a luz que venha de uma certa direção e eliminar as que vem em outra assim eliminando os reflexos.
Para conseguir esse efeito ele é construido por dois anéis, um deles móvel e dois cristais composto de minúsculos prismas como se fosse uma micro tela que refletem a luz apenas em uma direção. Rotacionando a parte frontal o filtro é conseguido o efeito desejado. Existem dois tipos de filtros polarizadores, os lineares e os circulares (PL-Cir). Filtros lineares são filtros mais antigos e devido ao tipo de construção não permitem o foco automático. Já polarizadores circulares não tem qualquer interferência no foco. Eles não são feitos para ficar o tempo inteiro na objetiva principalmente que filtros de ótima qualidade "roubam"  de 1.5 à 2 pontos de luz. uma foto em que a velocidade estava a 1/125s sem o filtro com o filtro a velocidade cairia para 1/30. Abaixo suas fotos, uma sem polarizador e outra com o filtro.

Sem polarizador

Com polarizador

Perceba que na foto de cima aparecem todos os reflexos das árvores na água e na foto de baixo os reflexos foram quase que totalmente eliminados dando até para perceber mais claramente que até há peixes no laguinho. Esse efeito dificilmente pode ser reproduzido em softwares de edição de imagens.

Uma experiência legal é pegar o filtro polarizador olhar pela parte de trás dele e rotacionar a parte frontal diante de uma TV LCD. Você verá a tela ficando preta conforme rotaciona a parte frontal do filtro. Bacana não é?

Até a próxima!

sábado, 30 de março de 2013

Panning Zoom (Puxada de Zoom)

Na última postagem terminei de falar sobre panning então agora vou falar de outro efeito de panning, o panning zoom.

O principio do efeito o panning zoom é o mesmo do panning comum mas é feito de uma forma quase que totalmente diferente.

Da mesma forma que queremos destacar o objeto fazendo o efeito de panning  movendo a câmera conforme o assunto, dessa vez temos que alterar o zoom da objetiva enquanto capturamos a fotografia.

Fazer isso é um pouco mais complicado do que fazer um panning comum pois o movimento é mais suscetível a tremidas e só dá para fazer esse efeito com objetivas de zoom manual como as objetivas de câmeras reflex.


Com o objeto que queremos dar destaque no centro da fotografia, no caso o porta-guardanapos de uma lanchonete, fazemos o foco e a medição de exposição normalmente nele mas deixando uma velocidade relativamente baixa do obturador.

Então apertamos o disparador e enquanto o obturador estiver aberto alteramos o zoom da objetiva mas tomando cuidado para não mexer a câmera durante esse movimento. Para objetos estáticos o ideal é usar um tripé ou apoiar a câmera em algum lugar. Por questões físicas apenas o centro da foto ficará nítido e o resto aparecerá borrado como na foto acima. Quando puxamos o zoom para mais o efeito é de aproximação como na foto, se tiramos o zoom o efeito é inverso. Quanto mais lenta a velocidade do obturador maior o efeito mas também muito mais fácil de errar o movimento. Também não precisa puxar o zoom até o final ou muito rápido. E uma coisa muito importante CUIDADO PARA NÃO DANIFICAR SUA OBJETIVA .

Então, curtiram a dica?

Até a próxima!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Panning

Olá!

Vou passar mais uma dica que acho muito interessante o efeito que dá na fotografia. O Panning

Quem já viu aquelas fotos onde o objeto central está nítido e o fundo está completamente borrado?

Esse efeito é obtido através do panning.


O panning consiste em seguir com a câmera o objeto em movimento com a velocidade do obturador relativamente baixa.

Geralmente o assunto são carros, motos, bicicletas enfim, tudo que tiver movimento perpendicular a câmera. Pessoas já são um pouco mais complicadas pois como terá que usar uma velocidade lenta do obturador geralmente devido ao movimento dos passos da pessoa ele aparecerá também borrada, ou perna ou cabeça.

Vejo muitas pessoas tentando fazer panning com câmeras digitais fazendo com que ela dispare no modo continuo (modo brust). Com a prática não é necessário usar esse modo e um disparo simples já dará um resultado incrível.

O segredo do panning também é usar um pouco a imaginação meio que prevendo o futuro.


Vamos dizer que quero fotografar um carro que no momento está parado no farol. Enquanto ele está parado nesse farol tenho um tempo para imaginar onde ele vai passar que é o principal segredo, fazer o foco naquele ponto que ele passará, claro que como ele ainda não está lá o melhor é usar o foco manual para focar naquele ponto exato onde você vai disparar e também não esquecer de fazer a fotometria para conseguir uma exposição correta da cena, mas lembre-se, não adianta nada fazer panning com uma velocidade de 1/250 ou mais alta. O ideal é imaginar também a velocidade que o objeto passará no momento do clique e assim configurar de maneira correta a câmera.

Objetos mais lentos exigem que seja utilizado velocidades mais lentas e objetos mais rápidos velocidades de obturação mais rápidas. Quanto menor a velocidade do obturador mais o efeito ficará pronunciado em contrapartida mais difícil será a estabilização da câmera no momento do panning. Lembre-se que como está usando uma velocidade baixa, todo o movimento que a câmera fizer vai ficar registrado na fotografia. Mas tem um segundo segredo que pode amenizar isso que vou falar em seguida.

Para evitar tremidas na câmera você deverá se posicionar de frente para onde você pretende disparar como se fosse uma foto comum e na hora de seguir o carro por exemplo apenas fazer a rotação do tronco para acompanhá-lo visualizando o objeto pelo visor ótico deixando as pernas voltadas para a posição do clique que geralmente é feita quando o objeto fica bem na sua frente.
Abaixo tentei fazer uma animação para tentar ilustrar o que falei até agora.



Uma outra dica também é se sua câmera permitir, desligar o estabilizador de imagem pois as vezes devido ao movimento ele não conseguirá corrigi-lo dando um pior resultado.

Uma última dica é que você pode fazer composições com as cores e também é muito interessante usar a regra dos terços não deixando o objeto no meio da foto e sim no lado do movimento do carro.
Se ele estiver indo para a direita, deixe ele na parte esquerda da foto e vice-versa.

Até a próxima dica!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Resuminho de fim de ano

Olá pessoal.

Resolvi para esse fim de ano fazer um resumo de tudo o que já falei até agora no blog. Vamos então dar uma olhada como ficou.

35mm (35 milímetros): É quando falamos de câmeras de pequeno formato. Não confundir com câmeras compactas.

Abertura: Controlada pelo diafragma é ele quem controla a quantidade de luz que passará da objetiva para o interior da câmera caracterizada pela letra f. Quanto maior o número menor é a abertura e quanto menor abertura maior será a profundidade de campo.

Autofoco: É um recurso usado para que as câmeras foquem automaticamente. Existem alguns tipos de autofoco. Modo simples onde o foco é travado para aposição do assunto, o contínuo que acompanha o movimento do assunto e o inteligente que é uma mistura entre o simples e o contínuo.
Geralmente o símbolo que acompanha é o AF. O modo contínuo pode ser o AF-C.

Alta luz: É a parte clara da fotografia ao contrário da baixa luz.

ASA / ISO: É uma unidade de grandeza que quanto o filme ou sensor no caso das digitais é sensível a luz, Quanto maior o número mais sensível será. Nas digitais quanto maior o ISO mais ruido aparecera na fotografia. Nos filmes será observado uma quantidade de grãos maiores.

Baixa luz: É a área de sombra na foto. A parte mais escura.

Balanço de branco: Um recurso para usar quando se fotografa conforme a iluminação ambiente para que as cores saiam mais realistas possíveis. Em inglês o termo é White Balance ou WB.

Bateria: Fonte de energia das câmeras.

Brust Mode: É quando a câmera é configurada para disparos contínuos.

Cabo de sincronismo: É um cabo que é utilizado para ligar a câmera ao flash dedicado ou quando a sapata do flash não possua contatos para o mesmo.

Câmeras analógicas: São câmeras que utilizam filme ou emulsões para capturar a fotografia.

Câmeras digitais: São câmeras que usam sensores e processos eletrônicos para capturar as fotografias.

Cartão cinza: É um cartão especial que reflete a cor cinza neutro ou cinza 18%. Ele serve para aferir o fotômetro e fazer o balanço de branco para luz do ambiente.

Cartão de armazenamento: Nas câmeras digitais é onde ficam arquivadas as fotografias.

CCD: Abreviação de Charging Coupled Device. Ele é um tipo de sensor das câmeras digital muito utilizado nas câmeras compactas. Ele é responsável pela captura da fotografia. Sua função é equivalente dos filmes nas câmeras analógicas.

Cinza médio: Ou cinza neutro. É o cinza oferecido pelo cartão cinza. O Cinza 18%.

CMOS: Outro tipo de sensor usado nas câmeras digitais. Ele tem a vantagem de consumir menos energia poupando as baterias das câmeras. Sua função é a mesma do filme fotográfico.

Contraste: Contraste é a diferença entre a parte clara e escura da fotografia

Corpo: É a parte onde ficam alojados os dispositivos da câmera e onde encaixam-se as objetivas.

Composição: É o arranjo dos objetos na fotografia para deixá-la agradável ao olhar do espectador.

Diafragma: É um conjunto de lâminas na objetiva responsável pela quantidade de luz que passará através dela para o interior da câmera e também é responsável pela profundidade de campo. Seu valor é expresso pela letra f. Na anatomia equivaleria a íris do nosso olho.

Difusor: É responsável por espalhar a luz do flash, difundi-la pelo ambiente.

Disparador: Dispositivo responsável pelo disparo da fotografia acionando o obturador.

Distância focal: É a distância entre o meio da objetiva até o plano focal (filme ou sensor). Quanto maior o número menor o angulo de visão da objetiva e maior aproximação.

Distância Hiperfocal: É a distância entre o objeto focado mais próximo com a objetiva focalizada no infinito.

Estabilizador de Imagem:  IS. É um mecanismo geralmente encontrados na objetiva para compensar o movimento das mãos do fotógrafo para ajudar a produzir imagens mais nítidas.

Exposição: É o tempo que a luz incidirá sobre o filme ou sensor. Controlado pelo obturador e geralmente expressos em frações de segundo ex. 1/60, 1/500, 1/2.

Exposição automática: É quando a câmera determina automaticamente a exposição sem interferência do fotógrafo.

Exposição manual: Ao contrário da exposição automática, aqui é o fotógrafo que determina a configuração de exposição.

Fator de corte: Nas câmeras digitais o fator de corte determina quanto a área do sensor de imagem é menor que a do filme 35mm.

Flash: É uma luz auxiliar branca e rápida, tem 1 milésimo de segundo de duração que dispara junto com a câmera para ajudar na iluminação da cena.

Flash dedicado: É o flash que não vem com a câmera. Exclusivo para esse fim.

Flash embutido: É o flash que é integrado ao corpo da câmera.

Flash E-TTL: É um flash completamente automático que usa informações da câmera para disparar com potência correta.

Filme fotográfico: Emulsão sensível a luz com base em gelatina animal e cristais de prata responsável pela captura da luz na formação da fotografia.

Filtro: Pode ser de vidro ou cristal que encaixa na frente da objetiva responsável por alguns efeitos ou correções na fotografia.

Foto subexposta: Aquela foto escura. Que na hora da exposição foi usado um tempo muito curto de exposição a luz.

Foto superposta: Ao contrário da foto sub exposta, é uma foto muito clara onde o tempo de exposição foi demasiadamente longo.

Fotômetro: É um aparelho que mede a quantidade de luz no ambiente para dar um parâmetro para uma exposição correta da fotografia. Pode também estar embutido na câmera fotográfica.

Grande Angular: São objetivas com distância focal menor que 50mm.

Gel de correção de cor: Filtro de material especial de tonalidades distintas encaixado a frente do flash altera a temperatura de cor da luz do flash

ISO: É a sensibilidade do filme ou sensor. Vide ASA

Kelvin: vide Temperatura de cor.

Latitude: É o intervalo que a câmera fotográfica consegue registrar entre o claro e o escuro. Quanto maior a latitude melhor.

Lente: É o Objetiva.

Máquina fotográfica: É a câmera fotográfica em si. Ela pode ser de pequeno, médio ou grande formato.

Macrofotografia: É uma técnica usada para obter fotos de pequenos objetos parecerem maiores.

Negativo: É o filme fotográfico.

Numero "f/": É um número que expressa quanto o diafragma está fechado. Quanto maior o número mais fechado está o diafragma e consequentemente a abertura.

Numero Guia: Ou NG. É o número que todo o flash tem e ele usado para fazer cálculos de potência e distância da luz do flash. (NG / abertura = distância) ou (NG / distância = abertura).

Objetiva: É o nome correto do conjunto de lentes que é usado para focar o objeto. Por isso seu nome.

Objetiva Grande angular: São objetivas cuja distância focal é menor que 50mm

Objetiva Normal: São objetivas com distância focal de 50mm

Objetivas Teleobjetivas: São objetivas com distância focal maior que 50mm

Objetivas Zoom: São aquelas que podem mudar sua distância focal. Ex. 75-300mm

Obturador: O obturador é o dispositivo responsável pelo tempo que o sensor ou o filme é exposto a luz.

Para-sol: Tem a função de bloquear a luz indesejada vindo pelas laterais da objetiva.

Pentaprisma: Conjunto de espelhos que tem a função de fornecer ao fotógrafo a mesma "visão" da objetiva.

Pixel: A menor unidade de formação da imagem.

Plano focal: É onde a imagem é formada dentro da câmera fotográfica. É lá que está o filme ou o sensor de imagem.

Profundidade de campo: É o intervalo onde o foco é aceitavelmente nítido e varia em função da abertura do diafragma.

Sensibilidade: Vide ISO

Temperatura de cor. É a tonalidade da luz do ambiente expressa em Kelvim ou K. Quanto menor o numero K mais quente a luz será.

Velocidade de sincronismo: É a velocidade máxima em que há sincronismo com o disparo do flash.

Bom pessoal, por enquanto é isso.

Uma ótima passagem de ano para vocês e continuem praticando bastante e quero ver o resultado que estão conseguindo lendo as fotodicas. E você quer ter suas fotos de fim de ano publicadas aqui no blog? É só me mandar as fotos do seu fim de ano pelo e-mail blogfotodica@gmail.com com seu nome completo e cidade que publicarei aqui no blog.

Até mais!