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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Como usar um fotômetro analógico / manual

Olá pessoal, hoje vou apresentar para vocês um fotômetro um pouco diferente daqueles que estão acostumados a ver normalmente que são os fotômetros digitais. Vou mostrar um fotômetro analógico e vou explicar como ele funciona.

Fotômetro analógico
Nessa primeira foto o fotômetro parece coisa de outro planeta para muita gente que está iniciando hoje na fotografia. Esse equipamento era muito usado por profissionais na era do filme já que as câmeras não tinham tecnologia suficiente para ter um fotômetro embutido.
No caso do fotômetro acima ele mede apenas luz refletida através de placas fotossensíveis em seu interior parecidas com aquelas plaquinhas de calculadoras solares. Na verdade o princípio de funcionamento é o mesmo, tanto que não precisamos nem de pilhas para fazer as medições, olha que coisa boa!

Elemento fotossensível
Nesse fotômetro existe dois anéis, um prateado e um externo na cor do equipamento, eles são necessários para fazer os ajustes para ter uma medição correta da luz.

Anéis de ajuste
Como na época do filme não podíamos trocar a todo instante o ISO do filme, normalmente ele era a primeira coisa a ser configurado antes mesmo de realizar a medição.
Logo em seguida, no caso desse fotômetro, abríamos uma pequena "portinha" para que o elemento fotossensível ficasse exposto a luz e apontaríamos para o assunto a ser fotografado na mesma posição da câmera e instantaneamente um ponteiro subiria no visor.

Ponteiro de medição
Com o ISO configurado equivalente o ISO do filme, ou nas configurações no caso das câmeras digitais. A partir daí era só rodar o anel externo do fotômetro para que o ponteiro vermelho se sobreponha ao ponteiro de medição te dando as combinações de abertura e velocidade equivalentes.

Fotômetro ajustado
Você podia escolher qual achasse melhor para seu assunto, para um retrato por exemplo, o ideal seria ter um fundo desfocado, então com o resultado da medição acima você podia escolher por exemplo uma abertura F:2 que lhe daria uma profundidade de campo bem rasa e usando a velocidade 1/50 como indicado pelos anéis, isso em ISO 100 como foi configurado previamente e então é só ajustar a câmera com essa configuração que lhe dará uma exposição correta da cena.

Caso for uma paisagem, onde a profundidade de campo é necessária, é só configurar na câmera por exemplo em F:16 com velocidade de obturador de 1,3 segundos (Os números em vermelho são que representam a exposição em segundos) que também lhe dará exatamente a mesma exposição mas com uma profundidade de campo bem maior para que capture toda a paisagem.

Fácil de usá-lo não? O único cuidado é que se você for fotometrar um assunto muito claro ou escuro você deve compensar a exposição para mais ou para menos já que qualquer fotômetro lhe dará a exposição para chegar no cinza médio. Por exemplo, se o fotômetro me deu essa mesma leitura e eu estiver fotografando um assunto branco eu compensaria ou abrindo um ponto de diafragma ou com uma velocidade de obturador um ponto mais lenta. Ou seja para o caso do retrato e medisse na camiseta branca da modelo me vez de usar F2 1/50, eu alteraria a abertura do diafragma para F1,4 e continuaria com a velocidade de 1/50 no obturador. Se você não entendeu essa parte, leia meus artigos sobre fotometria e compensação de exposição onde dou mais detalhes clicando nos links abaixo:  



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Até a próxima!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Objetiva com estabilizador ou de grande abertura?


Vou agora falar de um tema que muitas pessoas se confundem ou acham que uma coisa substitui a outra mas são duas coisas completamente distintas.

Muitas objetivas hoje em dia possuem um sistema que "estabiliza" a imagem na hora do click em velocidades baixas de obturação e ajuda e muito em teleobjetivas.

Existem vários sistemas de estabilização.

Os mais comuns em câmeras reflex são o estabilizador na objetiva e o estabilizador no filtro que fica a frente do sensor de imagem no corpo da câmera.
O estabilizador que fica localizado na objetiva que é o mais comum, usa uma lente (elemento) flutuante e através de giroscópios compensa o tremor das mãos do fotógrafo e por causa desse elemento a mais é que praticamente não existe objetivas claras com estabilizador de imagem. Já o que fica no corpo da câmera usa o mesmo princípio mas ele usa um filtro na frente do sensor para compensar esse movimento mas poucas marcas utilizam esse sistema.

Nenhum desses degrada a qualidade final da imagem.

Existe também o chamado estabilizador digital que existe principalmente nas câmeras compactas mais baratas que nada mais faz do que compensar a velocidade baixa do obturador aumentando o ISO e a abertura sem que o fotógrafo saiba. Como falei logo no começo desse blog todos nós sabemos que aumentando o ISO perdemos qualidade na imagem pois aumenta demasiadamente o ruído principalmente em câmeras compactas que têm um sensor minúsculo comparado com as DSLR. O estabilizador de imagem digital é um engodo! Os fabricantes de câmeras fazem isso por marketing pois o consumidor sempre vai preferir uma câmera que possui um estabilizador do que uma que não tem esse recurso.

Como você pode ver o estabilizador de imagem compensa apenas o tremor das mãos do fotógrafo mas muitas pessoas acham que bloqueiam o movimento o objeto fotografado mas o que não é verdade pois um objeto em movimento aliado com uma velocidade baixa do obturador continuará parecendo um borrão. Para que possa parar o movimento do objeto é preciso aumentar a velocidade do obturador e isso é conseguido ou aumentando o ISO que aumenta o ruído da fotografia ou a Abertura do diafragma e é ai que entram as objetivas de grande abertura.

Vou meio que resumir o que falei na postagem sobre fotometria lá no começo do blog.

Uma objetiva de grande abertura permite que a velocidade do obturador aumente conforme se vai aumentando a abertura do diafragma sem que a exposição mude.

É por essa pequena frase acima que quanto mais clara a objetiva, menos preciso me preocupar com a velocidade de obturação e com isso menos me importar com o estabilizador de imagem.

Claro se eu usar uma grande abertura vai diminuir a profundidade de campo, mas isso será realmente um problema?

Com uma objetiva clara, digamos de abertura 1:1.8 ou maior, você conseguirá velocidades altas de obturação e com isso conseguir que objetos em movimento mais rápidos consigam ficar estáticos na foto.

Também com a velocidade mais alta do obturador o tremor das mãos do fotógrafo é menos sentido. O estabilizador vai continuar funcionando mas não influenciará em nada na imagem final aliás pode até atrapalhar devido ao movimento do elemento interno que compensa o movimento. Alguns fabricantes até sugerem que se desligue o estabilizador de imagem quando a câmera for usada com um tripé.

De nada adianta ter uma objetiva com estabilizador se a foto for feita a 1/500s de obturação pois é praticamente impossível perceber qualquer tremor do fotógrafo com essa velocidade.

O estabilizador de imagem apenas funciona quando se tem uma velocidade de obturador muito limitada, aliás é preferível até desligá-lo para poupar bateria quando se tem uma velocidade rápida de obturação.

Existe até uma fórmula que é a seguinte:
Para evitar o tremor o fotógrafo tem que usar a velocidade de obturação equivalente a distância focal da objetiva.

Por exemplo, se o fotógrafo tiver usando uma teleobjetiva de 250mm ele deve tentar usar uma velocidade do obturador de 1/250s para que você consiga fotografar sem tremer sem usar o estabilizador de imagem.
Alguns estabilizadores prometem compensar esse tremor em até três pontos de velocidade, ou seja, essa mesma fotografia pode ser tirada com 1/30s de velocidade mas ai o movimento do objeto fotografado começa a aparecer.

O ideal e que é raramente encontrado são objetivas de grande abertura com estabilização de imagem mas enquanto isso é raro você o que prefere, objetivas de grande abertura ou estabilizador de imagem?

Até mais!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Obturador


O Obturador é um sistema que controla o tempo em que a luz ficará exposta no filme fotográfico ou sensor de imagem.

O obturador usado nas câmeras digitais 35mm é chamado de obturador de plano focal. É um sistema de cortinas que abrem e fecham vertical o horizontalmente em determinadas velocidades para passagem da luz. Ele é assim chamado pois fica logo a frente do filme que é o plano focal.

A velocidade do obturador para a passagem de luz é feita através de vários segundos até mínimas frações de segundo. Esse tempo chamamos de tempo de exposição.como no exemplo abaixo.
30s , 15s, 8s, 4s, 2s, 1s, 0.5s, 1/4s, 1/8s, 1/15s, 1/30s, 1/60s, 1/125s, 1/250s, 1/500s, 1/1000s

Cada um desses números expõe o sensor ou filme ao dobro de luz do seu anterior. Por exemplo a velocidade de 1/60 deixa passar o dobro de luz da velocidade 1/125 que por sua vez expõe o filme ao dobro de luz da velocidade 1/250. Para facilitar, assim como nas abertura, não precisamos falar a fração inteira, apenas o número após a barra. Em vez de falar que usei um centro e vinte e cinco avos de segundo de velocidade, apenas falo que usei velocidade cento e vinte e cinco. Quando for segundos a mesma coisa. Usei quinze segundos por exemplo.

Velocidade de 1 segundo

Velocidade de 1/125s

Hoje em dia é comum encontrar câmeras com velocidades de obturador que chegam a 1/8000 e algumas chegam além dos 1/16000! Isso porque ocorre uma sequencia de fatos quando o botão do obturador é pressionado. Nas câmeras reflex depois que o botão é pressionado o diafragma se fecha até a  abertura regulada, depois disso o espelho sobe e só então é que o obturador se abre. Depois a sequencia é invertida, o obturador se fecha, o espelho é liberado e volta a posição original e em seguida o diafragma se abre. tudo isso em milésimos de segundo.

 O Obturador também é responsável por alguns efeitos nas fotos.

Com a variação de velocidade ou podemos congelar a cena com velocidades rápidas ou dar impressão de movimento com velocidades do obturador mais lentas, usando velocidades muito lentas é que acaba acontecendo as fotos tremidas e borradas. Uma pessoa consegue normalmente segurar a câmera tranquilamente em velocidades de 1/125s ou até mesmo 1/60s abaixo de 1/30s que começa a ser considerado velocidade lenta, mas sobre esses efeitos vou falar nas próximas postagens.


O Obturador também deve ser usado em conjunto com a abertura da objetiva e o ISO da câmera para uma exposição correta do filme. Isso se dá através de uma fotometria correta que será alvo do meu próximo post.

Até lá!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Corpo

Não, não estou falando de um crime ou de uma pessoa morta, mas sim do corpo da câmera fotográfica.
Construído geralmente com chassis de metal e hermeticamente vedado a luz para funcionar como uma câmara escura, comumente revestido de plástico ou magnésio é nele que fica o negativo no caso das câmeras de filme ou o sensor de imagem no caso das digitais. Nele também ficam a maioria dos componentes eletrônicos, o visor, obturador e o pentaprisma que é o jogo de espelhos para se ter a visão da objetiva no visor no caso das reflex 35mm. Nele também é que o usuário controla a maioria das funções da câmera através dos botões como ajuste de ISO, abertura do diafragma e tempo de exposição.