Mostrando postagens com marcador dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dicas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Luz de Recorte - Rim Light

Olá.

Hoje vou falar de mais uma técnica de contraluz muito usada principalmente em estúdio seja em retratos de produtos ou pessoas é a técnica de luz de recorte também conhecida como Rim Light.



A luz de recorte como o próprio nome já diz é usada principalmente em estúdio para recortar o objeto do fundo e também para dar tridimensionalidade ao que estamos fotografando.

A técnica de luz de recorte é mais facilmente obtida com luz de flash mas também pode-se conseguir bons resultados com luz contínua mas o ideal é ter uma luz mais controlada para facilitar a obtenção do efeito.

O conceito da luz de recorte é uma técnica de contraluz em que temos uma fina camada de luz contornando o objeto de modo que ele se destaque do fundo dando sensação de profundidade principalmente quando usamos um fundo praticamente da mesma cor do objeto como o da foto de exemplo que é um objeto preto com fundo também preto produzindo uma imagem visualmente interessante.

Apenas Flash direto
Flash direto +  Luz de recorte
Apenas Luz de recorte
 No exemplo acima usei o flash embutido da câmera e um flash remoto levemente angulado atrás do objeto virado para a câmera. Usei também um rebatedor prata para suavizar as sobras produzidas pelo contraluz e preencher o lado esquerdo do objeto.  Perceba como a parte de cima e as laterais da câmera ganharam mais destaque. A variação mais usada é a da terceira foto onde desligo o flash frontal e apenas o contorno do objeto aparece e esse efeito é muito bacana.

Abaixo está o esquema das fotos acima, apenas variei entre flash remoto, direto e os dois juntos.

Como falei essa técnica é muito usada com pessoas para dar ênfase na anatomia e também fica muito bonita como luz de cabelo principalmente em modelos de cabelos cacheados. Essa luz também facilita na hora da edição da fotografia quando é preciso trocar o fundo digitalmente por exemplo pois também destaca o modelo do fundo original. Uma pena que não tinha nenhuma modelo disponível para demonstrar o efeito devido ao Natal e fim de ano.

Até a próxima dica!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Resumo 2014

Olá.

Como todo fim de ano vou falar sobre o que aconteceu nesse ano no Blog Fotodica.

Bom, a maior diferença dos anos anteriores foi que o blog deixou de ser quinzenal e passou a ser mensal. Isso para ter maior qualidade nas dicas passadas aqui.

Por mês o Blog Fotodica tem em média mais de 500 visitas sendo que a dica mais visitada foi a em que falo sobre velocidade de sincronismo do flash com mais de 1600 visitas. Aliás as quatro dicas mais visitadas são relacionadas com o uso do flash. Se ainda tiver dúvidas sobre eles que tal me deixar nos comentários?

Até o momento o Blog recebeu mais de 15.000 visitas desde quando começou em Agosto de 2011, um número ainda baixo mas com ajuda e divulgação de vocês espero que esse número cresça muito, aliás foi esse ano que o blog atingiu a marca de 10.000 visitantes.

Esse ano foi falado vários assuntos que sempre geram discussões como caso do uso de celular ao invés de câmeras digitais ou mesmo a diferença entre o sistema digital ou de filme. Falei também sobre o Histograma, aquele gráfico que muitos fotógrafos não entendem para que serve, que no começo parece um verdadeiro bicho de sete cabeças mas que depois de estudado é muito fácil dominá-lo. Também fiz postagens de acordo com o que me perguntavam nas saídas fotográficas como por exemplo de como fazer para tirar foto da lua sem ela parecer uma simples bola branca no céu e também de como produzir fotos legais dos animais de estimação, tudo tentando ser o mais didático possível com imagens de exemplo e com uma linguagem como se eu estivesse conversando cara a cara com vocês.

Também foi feito posts sobre fotografia noturna e fotografia em PB que sempre dão muita repercussão entre os fotógrafos pois são estilos de fotografia difíceis mas muito apreciados.

No próximo ano espero ajuda de vocês para melhorar me enviando suas dúvidas para elaboração das dicas através dos comentários.

O Blog Fotodica continuará a ser mensal e todo dia 30 haverá uma nova dica para vocês. Aliás, que dica gostariam de ver para começar o ano? Deixe nos comentários!

Um grande abraço a todos os leitores, boas festas e feliz ano novo!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Fotografando fogos de artifício.

Fim de ano chegando e agora é uma época propícia para fotografar fogos de artifício.

SP 24H

Para fotografar fogos de artifício basicamente você terá que fazer ao contrário de fotografar paisagem como falei na postagem anterior.

Pra uma foto de fogos ficar bonita o interessante é pegar toda a trajetória dos fogos até a explosão e isso é conseguido abaixando a velocidade do obturador para no mínimo dois segundos.
Dito isso você com certeza precisará de um tripé ou ter um lugar para apoiar a câmera extremamente firme para que saía uma ótima foto.
Raramente você conseguirá uma boa foto de fogos com a câmera na mão como a que fiz nas duas fotos dessa fotodica.

SP 24H

Também o ideal nessa época do ano onde vários pontos da cidade soltam fogos ao mesmo tempo é estar em um lugar alto e com uma objetiva grande angular para que não pegue apenas um mas vários fogos numa mesma cena. O resultado é lindíssimo.

Também o interessante é que a paisagem esteja mais escura possível porque câmera registra luz e sem luz os fogos ganham mais vivacidade.

Para focar podemos usar a técnica da distância hiperfocal para que toda a cena esteja em foco ou usar o foco manual calculando a partir da primeira sequencia de fogos para que você saiba onde focar na segunda série  de fogos e até abusar um pouquinho e dar um close-up em alguma sequencia.

E você, gostou da dica?
Até a próxima!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Aberração cromática

Você já ouviu falar no termo aberração cromática?

A aberração cromática (CA) ou Chromatic Aberration em inglês é como uma distorção nas cores da imagem.

Quando fotografamos um objeto com muito contraste como uma árvore em um dia de Sol ou alguma coisa muito brilhante como a grade de alumínio das janelas de alguns prédios podemos perceber que o contorno dos objetos em cena sempre tem algumas "cores intrusas" que não deviam estar lá. Para esse efeito damos o nome de aberração cromática.

Ela acontece principalmente quando fotografamos coisas com alto contraste. Elas geralmente possuem as cores magenta de um lado e verde do outro mas também o azul e amarelo. Esse fenômeno acontece devido a diferente resposta da objetiva para os diferentes comprimento de ondas luminosas que formam as cores.

Existem dois tipos de aberração cromática. A aberração cromática lateral e aberração cromática longitudinal.

A Aberração cromática lateral acontece na periferia da imagem e seu aspecto é parecido quando olhamos através de um prisma e ela não acontece no centro da imagem mas ela é cada vez mais perceptível em direção as bordas.

Observe a foto abaixo:

 
 
Você percebeu a aberração cromática nessa foto? Vou ampliar os cantos onde é mais perceptível o efeito:
 
DETALHE 1
 
 
DETALHE 2

Já a aberração cromática longitudinal aparece nas bordas do objeto como na frente ou atrás do ponto de focagem principalmente em objetos brilhantes.

Também quando fotografamos objetos de alto contraste como folhas das árvores contra um céu azul ou o pássaro embaixo do sol forte como na foto abaixo podem aparecer franjas de cor roxa ou azul que também é conhecido como purple fringe.

 
Perceba como a região do bico do pássaro, na plumagem das asas e a borda do telhado existe uma cor roxa ou azul. Esse que é o purple fringe.
Objetivas mais baratas geralmente tem um problema muito maior de lidar com aberrações cromáticas.

Veja suas fotos com 100% de zoom e repare principalmente nos cantos dela, você vai se surpreender.
Não se desespere, há programas que tentam retirar o máximo desse fenômeno incluindo o mais famoso editor de imagens.

Nas fotos abaixo vamos ver o comparativo entre antes e depois de arrumar esse efeito.

FOTO 01
 
DETALHES

 
 
COLOR FRINGE
 
 

Até mais!

domingo, 15 de setembro de 2013

Zoom ou Fixa, qual usar?

Olá.

Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.


Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.

Objetivas Fixas


Objetivas fixas são menores e mais leves do que objetivas zoom, também são mais baratas.
Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.

Objetivas Zoom

 
 
Objetivas zoom são mais voltadas a serem praticas.
Como ela possui zoom o fotógrafo pode fazer mais fotos com menos movimentos facilitando em muito o trabalho do fotógrafo. Dependendo da objetiva que ele estiver usando ele pode passar de um grande salão a um quartinho sem se preocupar em trocar de objetiva além de poderem produzir efeitos como o panning zoom como expliquei em postagem anterior. Mas tudo tem suas desvantagens. Objetivas zoom baratas além de escuras também possuem aberturas variáveis. Na objetiva da foto acima a abertura máxima vai de f/4 na posição grande angular para f/5.6 em tele (135mm na objetiva da foto).
Existem sim objetivas zoom com abertura constante mas são muito mais caras e essa é sua maior desvantagem além de serem bem mais pesadas. Mas em compensação a qualidade da imagem produzida é relativamente melhor.
Também por trabalharem com distâncias focais variáveis possuem mais distorções principalmente no começo e no fim do zoom e também por terem mais elementos em seu interior além de serem mais pesadas por isso, muitas vezes objetivas mais baratas não produzem imagens de qualidade que superem objetivas fixas.
 
Então qual tipo de objetiva você escolheria, zoom ou fixa?
 
Até mais!

 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Blog Fotodica: 2º Aniversário.

Olá pessoal!

É com muito orgulho que anuncio o segundo ano de atividades do blog Fotodica, um blog para quem gosta da arte de fotografar.

A Primeira postagem foi as 0:00 do dia 3 de agosto de 2011 intitulada a apresentação quando falei de como funcionaria esse blog e que a cada 15 dias haveria uma nova postagem sobre dicas e que essas dicas ajudariam tanto os iniciantes nessa maravilhosa arte de fotografar ou quem fotografa já há algum tempo mas ainda tem dúvidas ou quer algo para se inspirar.

Novo ainda o blog fotodica recebe mensalmente cerca de 500 visitas, ainda pouco mas aumentando a cada dia. No primeiro mês o número de visitas foi bem baixo, foram cerca de 30 visitas, um grande crescimento a partir daí e espero que cada vez haja mais pessoas se beneficiando desse blog que é feito com carinho.

Já foram várias dicas de qual comprar e como usar a câmera, a objetiva a ser usada, como funciona e manuseia o flash que foi a dica mais procurada até agora, tudo com uma linguagem simples e direta e a maioria das postagens com fotos de minha autoria demonstrando o esquema ou como funciona na prática aquela dica.

O blog vai continuar assim, com uma linguagem simples e com dicas que vão ao ar a cada quinze dias pois conhecimento nunca é demais e transmitir esse conhecimento é gratificante.

Por fim mas não menos importante quero agradecer a todos os leitores por sempre estar apoiando o blog fotodica e o compartilhando por ai e por isso o blog vai continuar a ajudar todas as pessoas que adoram essa arte. MUITO OBRIGADO! 


E você, já se beneficiou de algumas dicas aqui dadas? Tem sugestões? Deixe seu comentário e não deixe de dar uma passadinha para ver novas dicas!

Até mais!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Filtro Cross-screen

Agora vou falar de um filtro bem interessante, o filtro cross-screen ou simplesmente cross.
Ele aparentemente parece um filtro UV comum mas olhando atentamente ele possui uma certa textura no cristal, essa textura em pontos de luz incidente como lampadas, faróis de carros etc. dá um efeito na luz como se fosse estrelas como essa da foto abaixo*.


Reparem que todos os pontos de luz em vez de ficarem redondinhos como realmente são seu contorno ganha umas pontinhas para se parecerem com estrelas no céu muito interessante não é? Esse efeito também é conseguido com programas de edição mas tendo o filtro poupa-se todo esse trabalho.

Existem algumas especificações nesse filtro como o cross-4 que cada ponto de luz teria quatro pontas e cross-8 os pontos de luz ficariam com 8 pontas e assim por diante.

Esse filtro é muito usado na época de natal para dar um efeito bem especial as luzinhas coloridas que enfeitam as casas.

Legal não é?
Até a próxima!

*efeito simulado

domingo, 30 de junho de 2013

Filtro Close-up

Olá.

Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.

Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:

 A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.

Agora observem essa segunda foto:


Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.

Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.

As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.

As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.

Até a próxima!

sábado, 15 de junho de 2013

Filtro ND (Densidade Neutra)

Agora vou falar de mais um filtro muito útil na fotografia, o filtro ND.

Esse filtro não tem efeito algum sobre a fotografia em si mas ele deixa passar MENOS luz para dentro da câmera e isso parece meio controverso na fotografia então porque usá-lo se a luz é o principal elemento para fotografar? Vou explicar alguns casos do uso do filtro ND.

Algumas vezes você já deve ter visto fotos de cachoeiras todas branquinhas onde a água parece uma espuma? Para fazer esse efeito você precisa de uma velocidade baixa do obturador mas como fazer isso em um dia muito claro e sua objetiva não lhe permite uma abertura menor para que você use uma velocidade baixa do obturador como por exemplo 1/5s? Isso é conseguido usando o filtro ND.

Outra situação mais ou menos parecida é quando estamos fotografando pessoas e queremos o fundo mais desfocado possível. Primeiro precisamos de uma objetiva clara digamos com abertura f/1.4 mas ai a velocidade do obturador passa do limite da câmera pois o local está muito claro não lhe permitindo fotografar com abertura máxima da objetiva mesmo com o ISO mais baixo possível. Ai tem duas soluções: Ou fechar o diafragma perdendo o efeito de desfoque pretendido que é muito bacana para retratos ou usando o filtro ND para barrar a luminosidade e usar a máxima abertura que a objetiva lhe permite e conseguir o efeito desejado sem ter que apelar para a pós-produção lhe poupando umas horinhas na frente do computador.

Entenderam? Existem mais alguns usos mas esses dois acho que são os principais.

Agora vou falar um pouco das características dele.

O filtro ND é produzido com um vidro cinza para que não altere as cores da fotografia. Fisicamente parece com o polarizador que vimos na postagem anterior.
Ele também possui graduações. Quando maior o número mais escuro e esse número representa quantas vezes menos luz ele deixa passar.
As graduações são:

ND 2x     -    deixa passar 50% da luz      -     1 ponto menos luz
ND 4x     -    deixa passar 25% da luz      -     2 pontos menos luz
ND 8x     -    deixa passar 12,5% da luz   -     3 pontos menos luz
ND 16x   -    deixa passar 6.25% da luz   -     4 pontos menos luz

Como vimos em fotometria cada ponto de luz representa a metade de luz do anterior.

Eles podem ser usados sozinhos ou em conjunto por exemplo se usar um filtro ND 4x em cima de um ND 2x dará o mesmo efeito se tivesse usado um filtro ND 8x sozinho. A desvantagem de usar esse sistema de empilhamento de filtros é que pode criar vinhetas na fotografia (partes escuras nas bordas da fotografia) principalmente em objetivas grande angulares.

Existem também filtros ND com graduação. O funcionamento é idêntico ao polarizador. Quanto mais você roda a parte da frente do filtro mais ele fica escuro.

Então gostaram da dica do uso do filtro ND?

Até a próxima!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Filtro Polarizador

Filtros Polarizadores são usados para retirar os reflexos de superfícies não metálicas e para dar contraste em fotos de paisagens. Quem já não viu aquela foto em que o céu é de um azul escuro e as folhagens de um verde mais intenso ou daquele laguinho com agua transparente? Esse é o efeito do filtro polarizador e dificilmente conseguido em programas de edição de imagem. Vamos ver como ele consegue fazer isso.
A luz é um tipo de onda ELETROMAGNÉTICA que viaja de forma retilínea ou seja ela sempre viaja em linha reta como vimos no tópico dos flashes. Quando ela reflete em um objeto a luz tende a se dispersar em várias direções . Basicamente o que o polarizador faz é "filtrar" apenas a luz que venha de uma certa direção e eliminar as que vem em outra assim eliminando os reflexos.
Para conseguir esse efeito ele é construido por dois anéis, um deles móvel e dois cristais composto de minúsculos prismas como se fosse uma micro tela que refletem a luz apenas em uma direção. Rotacionando a parte frontal o filtro é conseguido o efeito desejado. Existem dois tipos de filtros polarizadores, os lineares e os circulares (PL-Cir). Filtros lineares são filtros mais antigos e devido ao tipo de construção não permitem o foco automático. Já polarizadores circulares não tem qualquer interferência no foco. Eles não são feitos para ficar o tempo inteiro na objetiva principalmente que filtros de ótima qualidade "roubam"  de 1.5 à 2 pontos de luz. uma foto em que a velocidade estava a 1/125s sem o filtro com o filtro a velocidade cairia para 1/30. Abaixo suas fotos, uma sem polarizador e outra com o filtro.

Sem polarizador

Com polarizador

Perceba que na foto de cima aparecem todos os reflexos das árvores na água e na foto de baixo os reflexos foram quase que totalmente eliminados dando até para perceber mais claramente que até há peixes no laguinho. Esse efeito dificilmente pode ser reproduzido em softwares de edição de imagens.

Uma experiência legal é pegar o filtro polarizador olhar pela parte de trás dele e rotacionar a parte frontal diante de uma TV LCD. Você verá a tela ficando preta conforme rotaciona a parte frontal do filtro. Bacana não é?

Até a próxima!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Filtro Protetor e Filtro UV

Normalmente quando compramos uma câmera ou objetiva sempre queremos cuidar dela com o máximo de cuidado principalmente que são instrumentos de alta precisão que trabalham com milímetros ou frações de segundo ou seja tudo muito delicado.

Normalmente quando saímos pelas ruas para fotografar queremos que nada aconteça com nosso caro equipamento. Então pensamos em protegê-lo. Compramos bolsas, capas etc... Mas como proteger o elemento frontal da objetiva?

Nas ruas ou lugares menos controlados tempos muita incidência de partículas estranhas que podem acabar com a objetiva em relativamente pouco tempo como poeira, poluição, pedras atiradas por carros e várias impurezas.
Uma boa ideia seria comprar filtros apenas para proteger o elemento frontal da objetiva já que um filtro desse tipo custa dezenas de Reais em contrapartida de ter que comprar uma objetiva de milhares de Reais ou consertá-las.

Filtros protetores não têm efeito algum sobre a fotografia e tem a função exclusiva de protege-las contra esses elementos estranhos que podem acabar riscando a objetiva. Eles são menos comuns de se usar. Normalmente no lugar deles usamos o filtro ultravioleta (UV).

Filtro UV   

  
O Filtro UV tem a função principal de filtrar a luz ultravioleta que existe na atmosfera.

A luz ultravioleta é invisível para nós mas as câmeras digitais são muito sensíveis a ela.
Ela faz com que a fotografia fique com um tom levemente azulado e o filtro tenta corrigir esse efeito deixando as cores e contraste um levemente melhores. Por ele ser transparente a fotometria praticamente não é alterada.

Prós e Contras do uso de filtro

Como tudo, o uso de filtros tem seus prós e contras e não estou falando só dos filtros de proteção e UV mas sim de tudo que se coloca a frente da objetiva.

Filtros são ótimos para limpeza e proteção das objetivas que são caríssimas em relação a os filtros mas tem um porém eles podem arruinar a fotografia principalmente usando filtros de baixa qualidade.

Objetivas são projetadas para ter a melhor imagem possível e já possuem camadas protetoras e anti-reflexivas. Filtros, mesmo o de melhor qualidade, pode limitar a nitidez e a definição da fotografia e criar halos e reflexos de luz principalmente quando há um ponto de luz mais concentrado como na foto abaixo.



Repare na foto de cima como os reflexos da luz do poste se formaram logo ao redor dela, ruim não é?

Minha recomendação é a seguinte: Só use mesmo filtros se for extremamente necessário como na rua. Em lugares mais controlados como em casa ou no estúdio retire-o para conseguir sempre o melhor resultado.

Até a próxima!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Filtros: Características

Continuando a última postagem vou falar um pouco mais das características dos filtros.

A maioria dos filtros de cameras 35mm tem um tamanho específico dependendo da objetiva em que ele vai ser usado. Esse tamanho é o diâmetro da rosca da objetiva em que ele será usado. Essa medida está escrita tanto na objetiva quanto no filtro. Ela pode estar como milímetros (mm) ou o próprio símbolo que o representa:  Ø . Por exemplo um filtro de rosca de 58 milímetros pode estar escrito como 58mm ou  Ø58mm.

Objetiva com rosca 58mm
Filtro 58mm
Objetiva com filtro colocado

Existem também adaptadores que podem aumentar ou diminuir o tamanho da rosca caso possua um filtro de medida diferente e queira usá-lo.

Outra característica muito importante é saber de que material o filtro é feito. Como ele é colocado a frente da objetiva um filtro de menor qualidade pode comprometer a qualidade da fotografia. Existem filtros de mesmo tamanho e uso de R$30 ou R$300. Não estou dizendo que o mais caro é melhor mas fuja das marcas mais baratas que são produzidos com materiais inferiores e assim comprometendo a fotografia que principalmente nos sensores digitais são mais sensíveis a materiais de baixa qualidade.

Mais uma característica são filtros que possuem um tratamento para evitar reflexos conhecidos como multi-coated. Eles após a fabricação são tratados com produtos que servem para evitar reflexos dos filtros principalmente em sensores digitais e assim se tornando um produto melhor que os que não tem esse tratamento e por isso são um pouco mais caros mas o investimento vale a pena.

Também existem filtros de algumas marcas que possuem uma borda do filtro mais fina que é ideal para usar com objetivas grande-angulares evitando que a borda invada a fotografia eles podem ser reconhecidos pela nomenclatura low profile ou LP.

Por enquanto é isso.
Até a próxima postagem!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Filtros

Com o advento da fotografia digital e sua popularização algumas coisas ficaram esquecidas como o caso dos filtros de objetiva pois com exceção de alguns, seus efeitos podem ser reproduzidos em software de edição de imagens.

Existem vários tipos de filtros:

-Filtros de proteção

-Filtro UV

-Filtro Polarizador

-Filtro Close-up

-Filtro Star

-Filtro Infravermelho

-Filtros Coloridos

Nas próximas postagens vou explicar como funcionam e seus efeitos na fotografia.

Até lá!

sábado, 30 de março de 2013

Panning Zoom (Puxada de Zoom)

Na última postagem terminei de falar sobre panning então agora vou falar de outro efeito de panning, o panning zoom.

O principio do efeito o panning zoom é o mesmo do panning comum mas é feito de uma forma quase que totalmente diferente.

Da mesma forma que queremos destacar o objeto fazendo o efeito de panning  movendo a câmera conforme o assunto, dessa vez temos que alterar o zoom da objetiva enquanto capturamos a fotografia.

Fazer isso é um pouco mais complicado do que fazer um panning comum pois o movimento é mais suscetível a tremidas e só dá para fazer esse efeito com objetivas de zoom manual como as objetivas de câmeras reflex.


Com o objeto que queremos dar destaque no centro da fotografia, no caso o porta-guardanapos de uma lanchonete, fazemos o foco e a medição de exposição normalmente nele mas deixando uma velocidade relativamente baixa do obturador.

Então apertamos o disparador e enquanto o obturador estiver aberto alteramos o zoom da objetiva mas tomando cuidado para não mexer a câmera durante esse movimento. Para objetos estáticos o ideal é usar um tripé ou apoiar a câmera em algum lugar. Por questões físicas apenas o centro da foto ficará nítido e o resto aparecerá borrado como na foto acima. Quando puxamos o zoom para mais o efeito é de aproximação como na foto, se tiramos o zoom o efeito é inverso. Quanto mais lenta a velocidade do obturador maior o efeito mas também muito mais fácil de errar o movimento. Também não precisa puxar o zoom até o final ou muito rápido. E uma coisa muito importante CUIDADO PARA NÃO DANIFICAR SUA OBJETIVA .

Então, curtiram a dica?

Até a próxima!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Flare

Olá!

Depois de falar do contraluz agora vou falar de um efeito que muitos de vocês devem ter percebido quando tentavam usar a dica. O flare.





Ele parece um defeito mas pode se tornar um efeito interessante se bem usado.
Ele pode servir para dar destaque a um objeto na fotografia pois na parte da fotografia onde existe o flare é o local onde vai chamar mais atenção ou apenas para tornar a fotografia mais interessante. Na fotografia abaixo eu usei o flare propositalmente na composição da fotografia, repare como o flare está direcionado para a estátua.


Para podemos controlar o flare na nossa fotografia precisamos saber como ele ocorre.

O flare é um efeito onde a luz seja do sol que é mais comum ou de qualquer outra fonte luminosa reflete sem controle nos componentes internos da objetiva formando aquelas manchas de luz brilhantes e coloridas. Para evitar o aparecimento do flare existe um acessório chamado para-sol que é encaixado ou rosqueado na frente da objetiva. No caso que queremos o flare não o usaremos.

Para-sol
Também podemos controlar a nitidez do flare! Isso se faz fechando ou abrindo o diafragma. Assim como na fotografia quanto mais fechado o diafragma mais nítido e menor o flare vai ficar, claro que sempre existe uma limitação, mas como é um efeito muito efêmero não dá para falar quanto conseguirá deixá-lo nítido.

Um efeito ruim de usar o flare na fotografia é que ela perderá contraste deixando com as cores lavadas e também será difícil focar o objeto pretendido.

Com treino as fotos sairão do jeito pretendido.

Até a próxima dica!


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Contraluz

Olá pessoal,

Depois de ter feito todo aquele resumo do que tinha falado aqui vou continuar as dicas.

Dessa vez vou falar de uma dica muito interessante, o uso do contraluz na fotografia.



Lembra na última postagem sobre flash onde eu estava controlando a sombra do meu objeto fotografado? Agora vou fazer o contrário, vou escurecer completamente o objeto em primeiro plano e deixar o fundo bem exposto.

O contraluz simples baseia-se nisso, em deixar o objeto principal mais escuro com sua silhueta bem nítida e o fundo da fotografia com a exposição correta ou de vez em quando até acima. Não existe uma regra.

Alias, na fotografia não precisamos mostrar de primeira o que queremos e sim deixar o espectador imaginar o que tem por trás nesse caso por trás das sombras. Desse jeito a fotografia fica muito mais interessante e instigante.

Uma situação muito comum é quando tiramos fotos na praia onde temos toda a iluminação do sol, da areia e ainda as águas do mar servindo como rebatedor da luz do sol. Ou como na foto abaixo de um pássaro pousado no fio de alta tensão onde temos toda a claridade do Sol e do céu azul por trás dele.



Nessa foto onde quis que só aparecesse o contorno do pássaro coloquei a câmera em modo manual, aliás só uso esse modo e apontei para o céu para obter a fotometria e deixei o pássaro com uma exposição de -3 pontos. Então fiz o foco no pássaro para que sua sombra ficasse bem nítida e disparei e o resultado foi esse da foto acima.

Para fazer essa cena em câmeras compactas onde não tem a opção de controles manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Você precisa saber se seu flash está desativado, apontar a câmera para o céu para obter a fotometria e travar a exposição (leia no manual de sua câmera para saber como se faz) e depois você precisa apontar para o pássaro para obter o foco correto depois disso é só disparar sem o auxílio do flash.

Então, gostaram da dica?

Até a próxima!



domingo, 30 de dezembro de 2012

Resuminho de fim de ano

Olá pessoal.

Resolvi para esse fim de ano fazer um resumo de tudo o que já falei até agora no blog. Vamos então dar uma olhada como ficou.

35mm (35 milímetros): É quando falamos de câmeras de pequeno formato. Não confundir com câmeras compactas.

Abertura: Controlada pelo diafragma é ele quem controla a quantidade de luz que passará da objetiva para o interior da câmera caracterizada pela letra f. Quanto maior o número menor é a abertura e quanto menor abertura maior será a profundidade de campo.

Autofoco: É um recurso usado para que as câmeras foquem automaticamente. Existem alguns tipos de autofoco. Modo simples onde o foco é travado para aposição do assunto, o contínuo que acompanha o movimento do assunto e o inteligente que é uma mistura entre o simples e o contínuo.
Geralmente o símbolo que acompanha é o AF. O modo contínuo pode ser o AF-C.

Alta luz: É a parte clara da fotografia ao contrário da baixa luz.

ASA / ISO: É uma unidade de grandeza que quanto o filme ou sensor no caso das digitais é sensível a luz, Quanto maior o número mais sensível será. Nas digitais quanto maior o ISO mais ruido aparecera na fotografia. Nos filmes será observado uma quantidade de grãos maiores.

Baixa luz: É a área de sombra na foto. A parte mais escura.

Balanço de branco: Um recurso para usar quando se fotografa conforme a iluminação ambiente para que as cores saiam mais realistas possíveis. Em inglês o termo é White Balance ou WB.

Bateria: Fonte de energia das câmeras.

Brust Mode: É quando a câmera é configurada para disparos contínuos.

Cabo de sincronismo: É um cabo que é utilizado para ligar a câmera ao flash dedicado ou quando a sapata do flash não possua contatos para o mesmo.

Câmeras analógicas: São câmeras que utilizam filme ou emulsões para capturar a fotografia.

Câmeras digitais: São câmeras que usam sensores e processos eletrônicos para capturar as fotografias.

Cartão cinza: É um cartão especial que reflete a cor cinza neutro ou cinza 18%. Ele serve para aferir o fotômetro e fazer o balanço de branco para luz do ambiente.

Cartão de armazenamento: Nas câmeras digitais é onde ficam arquivadas as fotografias.

CCD: Abreviação de Charging Coupled Device. Ele é um tipo de sensor das câmeras digital muito utilizado nas câmeras compactas. Ele é responsável pela captura da fotografia. Sua função é equivalente dos filmes nas câmeras analógicas.

Cinza médio: Ou cinza neutro. É o cinza oferecido pelo cartão cinza. O Cinza 18%.

CMOS: Outro tipo de sensor usado nas câmeras digitais. Ele tem a vantagem de consumir menos energia poupando as baterias das câmeras. Sua função é a mesma do filme fotográfico.

Contraste: Contraste é a diferença entre a parte clara e escura da fotografia

Corpo: É a parte onde ficam alojados os dispositivos da câmera e onde encaixam-se as objetivas.

Composição: É o arranjo dos objetos na fotografia para deixá-la agradável ao olhar do espectador.

Diafragma: É um conjunto de lâminas na objetiva responsável pela quantidade de luz que passará através dela para o interior da câmera e também é responsável pela profundidade de campo. Seu valor é expresso pela letra f. Na anatomia equivaleria a íris do nosso olho.

Difusor: É responsável por espalhar a luz do flash, difundi-la pelo ambiente.

Disparador: Dispositivo responsável pelo disparo da fotografia acionando o obturador.

Distância focal: É a distância entre o meio da objetiva até o plano focal (filme ou sensor). Quanto maior o número menor o angulo de visão da objetiva e maior aproximação.

Distância Hiperfocal: É a distância entre o objeto focado mais próximo com a objetiva focalizada no infinito.

Estabilizador de Imagem:  IS. É um mecanismo geralmente encontrados na objetiva para compensar o movimento das mãos do fotógrafo para ajudar a produzir imagens mais nítidas.

Exposição: É o tempo que a luz incidirá sobre o filme ou sensor. Controlado pelo obturador e geralmente expressos em frações de segundo ex. 1/60, 1/500, 1/2.

Exposição automática: É quando a câmera determina automaticamente a exposição sem interferência do fotógrafo.

Exposição manual: Ao contrário da exposição automática, aqui é o fotógrafo que determina a configuração de exposição.

Fator de corte: Nas câmeras digitais o fator de corte determina quanto a área do sensor de imagem é menor que a do filme 35mm.

Flash: É uma luz auxiliar branca e rápida, tem 1 milésimo de segundo de duração que dispara junto com a câmera para ajudar na iluminação da cena.

Flash dedicado: É o flash que não vem com a câmera. Exclusivo para esse fim.

Flash embutido: É o flash que é integrado ao corpo da câmera.

Flash E-TTL: É um flash completamente automático que usa informações da câmera para disparar com potência correta.

Filme fotográfico: Emulsão sensível a luz com base em gelatina animal e cristais de prata responsável pela captura da luz na formação da fotografia.

Filtro: Pode ser de vidro ou cristal que encaixa na frente da objetiva responsável por alguns efeitos ou correções na fotografia.

Foto subexposta: Aquela foto escura. Que na hora da exposição foi usado um tempo muito curto de exposição a luz.

Foto superposta: Ao contrário da foto sub exposta, é uma foto muito clara onde o tempo de exposição foi demasiadamente longo.

Fotômetro: É um aparelho que mede a quantidade de luz no ambiente para dar um parâmetro para uma exposição correta da fotografia. Pode também estar embutido na câmera fotográfica.

Grande Angular: São objetivas com distância focal menor que 50mm.

Gel de correção de cor: Filtro de material especial de tonalidades distintas encaixado a frente do flash altera a temperatura de cor da luz do flash

ISO: É a sensibilidade do filme ou sensor. Vide ASA

Kelvin: vide Temperatura de cor.

Latitude: É o intervalo que a câmera fotográfica consegue registrar entre o claro e o escuro. Quanto maior a latitude melhor.

Lente: É o Objetiva.

Máquina fotográfica: É a câmera fotográfica em si. Ela pode ser de pequeno, médio ou grande formato.

Macrofotografia: É uma técnica usada para obter fotos de pequenos objetos parecerem maiores.

Negativo: É o filme fotográfico.

Numero "f/": É um número que expressa quanto o diafragma está fechado. Quanto maior o número mais fechado está o diafragma e consequentemente a abertura.

Numero Guia: Ou NG. É o número que todo o flash tem e ele usado para fazer cálculos de potência e distância da luz do flash. (NG / abertura = distância) ou (NG / distância = abertura).

Objetiva: É o nome correto do conjunto de lentes que é usado para focar o objeto. Por isso seu nome.

Objetiva Grande angular: São objetivas cuja distância focal é menor que 50mm

Objetiva Normal: São objetivas com distância focal de 50mm

Objetivas Teleobjetivas: São objetivas com distância focal maior que 50mm

Objetivas Zoom: São aquelas que podem mudar sua distância focal. Ex. 75-300mm

Obturador: O obturador é o dispositivo responsável pelo tempo que o sensor ou o filme é exposto a luz.

Para-sol: Tem a função de bloquear a luz indesejada vindo pelas laterais da objetiva.

Pentaprisma: Conjunto de espelhos que tem a função de fornecer ao fotógrafo a mesma "visão" da objetiva.

Pixel: A menor unidade de formação da imagem.

Plano focal: É onde a imagem é formada dentro da câmera fotográfica. É lá que está o filme ou o sensor de imagem.

Profundidade de campo: É o intervalo onde o foco é aceitavelmente nítido e varia em função da abertura do diafragma.

Sensibilidade: Vide ISO

Temperatura de cor. É a tonalidade da luz do ambiente expressa em Kelvim ou K. Quanto menor o numero K mais quente a luz será.

Velocidade de sincronismo: É a velocidade máxima em que há sincronismo com o disparo do flash.

Bom pessoal, por enquanto é isso.

Uma ótima passagem de ano para vocês e continuem praticando bastante e quero ver o resultado que estão conseguindo lendo as fotodicas. E você quer ter suas fotos de fim de ano publicadas aqui no blog? É só me mandar as fotos do seu fim de ano pelo e-mail blogfotodica@gmail.com com seu nome completo e cidade que publicarei aqui no blog.

Até mais!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Flash Remoto: Parte 4 - Dois flashes

Olá!

Na postagem anterior eu falei como fiz a foto da flor usando apenas um flash remotamente.
Hoje vou falar como usar dois flashes na cena.

Na primeira foto você vai ver a foto sem uso do flash, fotometria ok e o disparo. Resultou nessa cena.




Muito bem, uma cena boa, com iluminação na "carinha" do boneco mas o que me incomodou um pouco foi a sombra no restante do boneco e também queria algo a mais. Então decidi escurecer o findo da foto

Então parti para uma segunda foto, agora usando o flash embutido. Lembra que falei que quanto menos o flash aparecer na cena melhor? Eu não segui a risca essa recomendação até porque todas as regras, recomendações e leis podem ser quebradas e também quis escurecer um pouco o fundo. Então eu fotometrei o ambiente e fechei quase dois pontos de luz para que o céu se tornasse azul-escuro. Como a velocidade de sincronismo da câmera que estava usando era de 1/250 tive que fechar bem o diafragma. E com o valor que obtive da abertura e da distância do objeto coloquei o flash em modo manual e configurei a potência para apenas o suficiente para o boneco ficar bem exposto.



Mesmo assim não gostei muito do resultado mas estava chegando perto do pretendido. O que não gostei nessa segunda foto foi o brilho que deu na parte onde estava escrito "fotógrafo". Simplesmente a palavra sumiu. Foi ai que pensei numa terceira alternativa, usar o flash fora da câmera para que o brilho do mesmo não atrapalhasse a cena.

Como o flash remoto não podia ficar de frente para o boneco devido ao tamanho e proximidade me dando uma sombra muito dura que não queria naquele momento. Então a alternativa foi de usar o flash remoto com potência suficiente para expor corretamente o boneco mas deixando o resto da cena sub exposta e o flash da câmera que dispararia com menor potência para amenizar a sombra causada pelo flash remoto. E o resultado foi esse aqui.


Como usei o flash remoto um pouco mais alto do que o boneco a luz veio um pouco de cima para baixo e usando o flash embutido com bem menos potência, não chegou a brilhar a parte metálica onde está escrito "fotógrafo".

Então gostaram da dica?
Até mais!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Flash Remoto: Parte 2.

Olá!
Continuando a postagem, agora vou mostrar a diferença de quando se trabalha com luz direta, do flash na câmera e da luz do flash remoto.
Repare nas fotos dessa flor:
Flash direto

Flash pela lateral
Na primeira foto usei o flash da câmera mesmo, embutido. Não tinha muito o que fazer no caso. O flash disparou bem no meio da flor apenas para iluminá-la.

Já na segunda foto repare que a iluminação mudou quase que por completo. Dessa vez eu não usei o flash da câmera e sim um flash dedicado com potência baixa na lateral da flor segurando com a mão mesmo, parecendo que tinha uma luz natural entrando pela lateral da flor. Ou seja manipulei a luz como eu bem entendi.

Essa é uma das maneiras que é interessante usar o flash fora da câmera.
Na próxima postagem vou explicar como fiz essa foto.

Até lá!



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Flash Remoto (introdução)



Olá.

Já falei como usar alguns modos o flash dedicado, agora vou falar de como usar o flash remotamente.




Quando você está desenhando normalmente você escolhe como quer fazer o desenho e que tinta usar.

A tinta na fotografia é a luz e é interessante manipulá-la como quisermos. Utilizando o flash fora da câmera te dará uma melhor liberdade para trabalhar com mais criatividade.



O flash remoto é muito utilizado para mudar a luz ambiente mas da mesma forma que o flash comum é interessante mante-lo invisível ao olho do espectador. Ele é muito usado em fotografia still e retratos para dar ênfase ao que queremos mostrar na foto ou dar profundidade ao objeto fotografado.

Existem várias maneiras de utilizá-lo. Podemos também usar várias configurações de luz utilizando um flash, dois, três... Grupos de flash disparando de jeitos diferentes, enfim, existe uma infinidade de possibilidades. Mas aqui vou falar do básico.

Para poder utilizar o flash fora da câmera podemos usar cabos através de sapatas, fotocélula ou rádio.

Todos têm suas vantagens e desvantagens.

Quando é utilizado o cabo, chamado de cabo de sincronismo PC, você mantém a medição TTL (dependendo da função da câmera ou da sapata) mas perde em mobilidade. Ele é muito utilizado em estúdio por exemplo pois é um ambiente de espaço limitado mas também pode-se usar ele para fazer fotos em locações externas. Nem todas as câmeras e flashes possuem a entrada PC para conectar o cabo.

A fotocélula transmite o comando para o flash disparar através da luz, por isso o nome fotocelula já que foto quer dizer luz. Ele tem o mesmo princípio do controle remoto da TV que comanda a mesma. Experimente filmar o controle remoto com ele apontado para a câmera. Você verá a tal luz. Algumas câmeras já possuem a função sem fios através de infravermelho já incorporada o que facilita muito o uso inclusive com medição TTL do flash remoto o que facilita ainda mais pois dificilmente precisamos fazer cálculos para obter a exposição correta do flash auxiliar. Mas mesmo assim o mais correto é usar o flash em modo manual e fazer os cálculos como expliquei em postagens anteriores para uma correta utilização e aproveitamento da luz.

O terceiro e último equipamento para utilizar o flash remotamente seria o RÁDIO. 


O controle do flash remoto através de rádio seria o mais recomendado em fotos na rua por exemplo. Ele é composto de dois itens, um transmissor que vai na sapata do flash na câmera e um receptor que encaixa no flash ou através do cabo PC. Ele mantém a medição TTL, claro dependendo das funções do transmissor, receptor ou da câmera. Possui a mobilidade suficiente por não utilizar fio algum mas com um porem que dependendo do ambiente o rádio não chega muito longe, em média de 5 a 7 metros sem barreira entre o transmissor e o receptor.

Afinal fotografia não é só apertar o disparador. Boas fotos são feitas em vários minutos ou até em horas de trabalho para conseguir uma única foto excepcional.

 Nas próximas postagens vou dar algumas dicas básicas de como utilizá-lo.

Até lá!