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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Como usar um fotômetro analógico / manual

Olá pessoal, hoje vou apresentar para vocês um fotômetro um pouco diferente daqueles que estão acostumados a ver normalmente que são os fotômetros digitais. Vou mostrar um fotômetro analógico e vou explicar como ele funciona.

Fotômetro analógico
Nessa primeira foto o fotômetro parece coisa de outro planeta para muita gente que está iniciando hoje na fotografia. Esse equipamento era muito usado por profissionais na era do filme já que as câmeras não tinham tecnologia suficiente para ter um fotômetro embutido.
No caso do fotômetro acima ele mede apenas luz refletida através de placas fotossensíveis em seu interior parecidas com aquelas plaquinhas de calculadoras solares. Na verdade o princípio de funcionamento é o mesmo, tanto que não precisamos nem de pilhas para fazer as medições, olha que coisa boa!

Elemento fotossensível
Nesse fotômetro existe dois anéis, um prateado e um externo na cor do equipamento, eles são necessários para fazer os ajustes para ter uma medição correta da luz.

Anéis de ajuste
Como na época do filme não podíamos trocar a todo instante o ISO do filme, normalmente ele era a primeira coisa a ser configurado antes mesmo de realizar a medição.
Logo em seguida, no caso desse fotômetro, abríamos uma pequena "portinha" para que o elemento fotossensível ficasse exposto a luz e apontaríamos para o assunto a ser fotografado na mesma posição da câmera e instantaneamente um ponteiro subiria no visor.

Ponteiro de medição
Com o ISO configurado equivalente o ISO do filme, ou nas configurações no caso das câmeras digitais. A partir daí era só rodar o anel externo do fotômetro para que o ponteiro vermelho se sobreponha ao ponteiro de medição te dando as combinações de abertura e velocidade equivalentes.

Fotômetro ajustado
Você podia escolher qual achasse melhor para seu assunto, para um retrato por exemplo, o ideal seria ter um fundo desfocado, então com o resultado da medição acima você podia escolher por exemplo uma abertura F:2 que lhe daria uma profundidade de campo bem rasa e usando a velocidade 1/50 como indicado pelos anéis, isso em ISO 100 como foi configurado previamente e então é só ajustar a câmera com essa configuração que lhe dará uma exposição correta da cena.

Caso for uma paisagem, onde a profundidade de campo é necessária, é só configurar na câmera por exemplo em F:16 com velocidade de obturador de 1,3 segundos (Os números em vermelho são que representam a exposição em segundos) que também lhe dará exatamente a mesma exposição mas com uma profundidade de campo bem maior para que capture toda a paisagem.

Fácil de usá-lo não? O único cuidado é que se você for fotometrar um assunto muito claro ou escuro você deve compensar a exposição para mais ou para menos já que qualquer fotômetro lhe dará a exposição para chegar no cinza médio. Por exemplo, se o fotômetro me deu essa mesma leitura e eu estiver fotografando um assunto branco eu compensaria ou abrindo um ponto de diafragma ou com uma velocidade de obturador um ponto mais lenta. Ou seja para o caso do retrato e medisse na camiseta branca da modelo me vez de usar F2 1/50, eu alteraria a abertura do diafragma para F1,4 e continuaria com a velocidade de 1/50 no obturador. Se você não entendeu essa parte, leia meus artigos sobre fotometria e compensação de exposição onde dou mais detalhes clicando nos links abaixo:  



Gostaram dessa matéria? Comente abaixo!
Até a próxima!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Objetiva com estabilizador ou de grande abertura?


Vou agora falar de um tema que muitas pessoas se confundem ou acham que uma coisa substitui a outra mas são duas coisas completamente distintas.

Muitas objetivas hoje em dia possuem um sistema que "estabiliza" a imagem na hora do click em velocidades baixas de obturação e ajuda e muito em teleobjetivas.

Existem vários sistemas de estabilização.

Os mais comuns em câmeras reflex são o estabilizador na objetiva e o estabilizador no filtro que fica a frente do sensor de imagem no corpo da câmera.
O estabilizador que fica localizado na objetiva que é o mais comum, usa uma lente (elemento) flutuante e através de giroscópios compensa o tremor das mãos do fotógrafo e por causa desse elemento a mais é que praticamente não existe objetivas claras com estabilizador de imagem. Já o que fica no corpo da câmera usa o mesmo princípio mas ele usa um filtro na frente do sensor para compensar esse movimento mas poucas marcas utilizam esse sistema.

Nenhum desses degrada a qualidade final da imagem.

Existe também o chamado estabilizador digital que existe principalmente nas câmeras compactas mais baratas que nada mais faz do que compensar a velocidade baixa do obturador aumentando o ISO e a abertura sem que o fotógrafo saiba. Como falei logo no começo desse blog todos nós sabemos que aumentando o ISO perdemos qualidade na imagem pois aumenta demasiadamente o ruído principalmente em câmeras compactas que têm um sensor minúsculo comparado com as DSLR. O estabilizador de imagem digital é um engodo! Os fabricantes de câmeras fazem isso por marketing pois o consumidor sempre vai preferir uma câmera que possui um estabilizador do que uma que não tem esse recurso.

Como você pode ver o estabilizador de imagem compensa apenas o tremor das mãos do fotógrafo mas muitas pessoas acham que bloqueiam o movimento o objeto fotografado mas o que não é verdade pois um objeto em movimento aliado com uma velocidade baixa do obturador continuará parecendo um borrão. Para que possa parar o movimento do objeto é preciso aumentar a velocidade do obturador e isso é conseguido ou aumentando o ISO que aumenta o ruído da fotografia ou a Abertura do diafragma e é ai que entram as objetivas de grande abertura.

Vou meio que resumir o que falei na postagem sobre fotometria lá no começo do blog.

Uma objetiva de grande abertura permite que a velocidade do obturador aumente conforme se vai aumentando a abertura do diafragma sem que a exposição mude.

É por essa pequena frase acima que quanto mais clara a objetiva, menos preciso me preocupar com a velocidade de obturação e com isso menos me importar com o estabilizador de imagem.

Claro se eu usar uma grande abertura vai diminuir a profundidade de campo, mas isso será realmente um problema?

Com uma objetiva clara, digamos de abertura 1:1.8 ou maior, você conseguirá velocidades altas de obturação e com isso conseguir que objetos em movimento mais rápidos consigam ficar estáticos na foto.

Também com a velocidade mais alta do obturador o tremor das mãos do fotógrafo é menos sentido. O estabilizador vai continuar funcionando mas não influenciará em nada na imagem final aliás pode até atrapalhar devido ao movimento do elemento interno que compensa o movimento. Alguns fabricantes até sugerem que se desligue o estabilizador de imagem quando a câmera for usada com um tripé.

De nada adianta ter uma objetiva com estabilizador se a foto for feita a 1/500s de obturação pois é praticamente impossível perceber qualquer tremor do fotógrafo com essa velocidade.

O estabilizador de imagem apenas funciona quando se tem uma velocidade de obturador muito limitada, aliás é preferível até desligá-lo para poupar bateria quando se tem uma velocidade rápida de obturação.

Existe até uma fórmula que é a seguinte:
Para evitar o tremor o fotógrafo tem que usar a velocidade de obturação equivalente a distância focal da objetiva.

Por exemplo, se o fotógrafo tiver usando uma teleobjetiva de 250mm ele deve tentar usar uma velocidade do obturador de 1/250s para que você consiga fotografar sem tremer sem usar o estabilizador de imagem.
Alguns estabilizadores prometem compensar esse tremor em até três pontos de velocidade, ou seja, essa mesma fotografia pode ser tirada com 1/30s de velocidade mas ai o movimento do objeto fotografado começa a aparecer.

O ideal e que é raramente encontrado são objetivas de grande abertura com estabilização de imagem mas enquanto isso é raro você o que prefere, objetivas de grande abertura ou estabilizador de imagem?

Até mais!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Bokeh

Na postagem passada quando falei das diferenças das objetivas Macro para as comuns falei também de Bokeh e muitas pessoas se confundem com esse termo.

Bokeh (pronuncia-se boquê) vem da palavra japonesa que traduzido livremente para o português significa borrão.

O Bokeh é referido como as áreas fora de foco e distorcidas da imagem.

É muito dificil qualificar o que é bokeh pois não existe uma regra certa para ele mas muitas pessoas utilizam o exame dos círculos de confusão causados pela iluminação fora da área de foco, tanto na frente quanto no fundo da imagem. São pontos de luz que se transformam em círculos na imagem.

Veja na imagem abaixo.

Fonte

O Bokeh é uma forma mais artística de dar destaque para o assunto e por isso é muito usado em retratos.

O Bokeh também é conseguido mais facilmente utilizando objetivas claras ou em teleobjetivas, o ideal é juntar as duas coisas ou seja uma teleobjetiva clara pois enquanto conseguimos o achatamento dos planos numa teleobjetiva ela sendo clara facilita muito obter um belo bokeh.

Existem até objetivas com diafragma circular para que os círculos de confusão continuem redondos. Objetivas mais baratas tem abertura pentagonal e por isso os círculos por exemplo que você vê na imagem acima transformariam-se em pequenos pentágonos.

Também não podemos confundir o bokeh com um simples desfoque como na imagem abaixo.

Sem bokeh

Também não podemos confundir com flare como na foto abaixo.

Flare

Essa foto já não tem o que é considerado como bokeh sendo um simples desfocado por causa da mínima profundidade de campo.

Novamente nas imagens abaixo podemos ver o que é considerado bokeh.



Reparem que a maioria dos pontos de luz se transformaram em circulos e isso é considerado bokeh.

Existem também um jeito de alterar esses círculos de dando a eles formato de coração, estrelas etc.. Mas isso vou falar mais pra frente.

Até mais!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Diferenças das objetivas MACRO.

Outro dia uma pessoa me perguntou se podia usar uma objetiva MACRO para fazer fotos comuns porque ele viu uma outra pessoa fazendo retratos com essa objetiva.

Minha resposta é que pode sim usar uma objetiva macro como se fosse uma objetiva comum.
Pouquíssimas objetivas macro são dedicadas exclusivamente para fazer apenas macrofotografia.

O que muda principalmente em uma objetiva macro para uma objetiva comum é sua qualidade ótica para obter uma distância mínima de foco mais próxima do objeto fotografado proporcionando maior ampliação deste.

Uma objetiva normal produz normalmente uma ampliação entre mais ou menos 0,17x à 0,22x do objeto fotografado no negativo ou sensor. Vamos pegar um exemplo de fotografar um objeto de 5cm por exemplo. No sensor esse mesmo objeto terá um pouco mais de 8mm em uma objetiva de ampliação 0,17x.

Já em uma objetiva MACRO a ampliação normalmente é de 1x, ou seja, o tamanho real do objeto no sensor. Esse mesmo objeto de 5cm terá o mesmo 5cm no sensor o que chamamos normalmente de ampliação real life. Mas ai também que vem o truque das fotos macro. Nenhum sensor ou filme de 35mm tem 5cm em qualquer um dos lados, ou seja o objeto preencherá mais que toda a área da fotografia. Existem também objetivas que ampliam o objeto até 5x o tamanho real mas essas sim dificilmente serviriam para fotos comuns pois elas não conseguem focar o infinito e muitas delas possuem apenas foco manual.

Também com isso temos a questão da profundidade de campo. Quanto mais perto o objeto da objetiva mais crítica se torna a profundidade de campo, qualquer mexidinha pra frente ou para trás resultará em perda de foco.

Uma coisa que devemos notar é que objetivas macro geralmente são mais escuras que objetivas comuns. Um exemplo é uma objetiva 100mm f/2 e sua distância mínima de foco é próximo de 85cm do objeto. Em sua "versão macro" além de ela ser fisicamente maior e bem mais pesada sua abertura será por exemplo de f/2.8 mas podemos chegar à 31cm desse mesmo objeto. Dificilmente é usado a abertura máxima para fotografias macro. Geralmente usa-se f/11, f/16 para esse tipo de fotografia. Enfim elas não são objetivas voltadas para ter grandes aberturas mas sim prezam pela qualidade ótica.

Mesmo ela sendo mais escura sua ótica é geralmente bem superior as objetivas comuns produzindo imagens muito definidas, com poucas aberrações e também o efeito de bokeh é muito mais bonito. Mas tudo isso tem seu preço.

Uma objetiva comum de 100mm com abertura f/2 custaria em média uns R$2000,00. Já a versão macro sendo um ponto mais escura f/2.8 custaria em média uns R$2800,00.  

Essa qualidade ótica superior aliada a menor distância de foco pode ser uma arma de dois gumes já que em retratos de moda qualquer imperfeição na pele da modelo aparecerá acarretando um trabalho de pós processamento para retirá-lo.

Então qual você usaria para fotos "comuns"?

Até mais.

domingo, 15 de setembro de 2013

Zoom ou Fixa, qual usar?

Olá.

Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.


Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.

Objetivas Fixas


Objetivas fixas são menores e mais leves do que objetivas zoom, também são mais baratas.
Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.

Objetivas Zoom

 
 
Objetivas zoom são mais voltadas a serem praticas.
Como ela possui zoom o fotógrafo pode fazer mais fotos com menos movimentos facilitando em muito o trabalho do fotógrafo. Dependendo da objetiva que ele estiver usando ele pode passar de um grande salão a um quartinho sem se preocupar em trocar de objetiva além de poderem produzir efeitos como o panning zoom como expliquei em postagem anterior. Mas tudo tem suas desvantagens. Objetivas zoom baratas além de escuras também possuem aberturas variáveis. Na objetiva da foto acima a abertura máxima vai de f/4 na posição grande angular para f/5.6 em tele (135mm na objetiva da foto).
Existem sim objetivas zoom com abertura constante mas são muito mais caras e essa é sua maior desvantagem além de serem bem mais pesadas. Mas em compensação a qualidade da imagem produzida é relativamente melhor.
Também por trabalharem com distâncias focais variáveis possuem mais distorções principalmente no começo e no fim do zoom e também por terem mais elementos em seu interior além de serem mais pesadas por isso, muitas vezes objetivas mais baratas não produzem imagens de qualidade que superem objetivas fixas.
 
Então qual tipo de objetiva você escolheria, zoom ou fixa?
 
Até mais!

 

sábado, 15 de junho de 2013

Filtro ND (Densidade Neutra)

Agora vou falar de mais um filtro muito útil na fotografia, o filtro ND.

Esse filtro não tem efeito algum sobre a fotografia em si mas ele deixa passar MENOS luz para dentro da câmera e isso parece meio controverso na fotografia então porque usá-lo se a luz é o principal elemento para fotografar? Vou explicar alguns casos do uso do filtro ND.

Algumas vezes você já deve ter visto fotos de cachoeiras todas branquinhas onde a água parece uma espuma? Para fazer esse efeito você precisa de uma velocidade baixa do obturador mas como fazer isso em um dia muito claro e sua objetiva não lhe permite uma abertura menor para que você use uma velocidade baixa do obturador como por exemplo 1/5s? Isso é conseguido usando o filtro ND.

Outra situação mais ou menos parecida é quando estamos fotografando pessoas e queremos o fundo mais desfocado possível. Primeiro precisamos de uma objetiva clara digamos com abertura f/1.4 mas ai a velocidade do obturador passa do limite da câmera pois o local está muito claro não lhe permitindo fotografar com abertura máxima da objetiva mesmo com o ISO mais baixo possível. Ai tem duas soluções: Ou fechar o diafragma perdendo o efeito de desfoque pretendido que é muito bacana para retratos ou usando o filtro ND para barrar a luminosidade e usar a máxima abertura que a objetiva lhe permite e conseguir o efeito desejado sem ter que apelar para a pós-produção lhe poupando umas horinhas na frente do computador.

Entenderam? Existem mais alguns usos mas esses dois acho que são os principais.

Agora vou falar um pouco das características dele.

O filtro ND é produzido com um vidro cinza para que não altere as cores da fotografia. Fisicamente parece com o polarizador que vimos na postagem anterior.
Ele também possui graduações. Quando maior o número mais escuro e esse número representa quantas vezes menos luz ele deixa passar.
As graduações são:

ND 2x     -    deixa passar 50% da luz      -     1 ponto menos luz
ND 4x     -    deixa passar 25% da luz      -     2 pontos menos luz
ND 8x     -    deixa passar 12,5% da luz   -     3 pontos menos luz
ND 16x   -    deixa passar 6.25% da luz   -     4 pontos menos luz

Como vimos em fotometria cada ponto de luz representa a metade de luz do anterior.

Eles podem ser usados sozinhos ou em conjunto por exemplo se usar um filtro ND 4x em cima de um ND 2x dará o mesmo efeito se tivesse usado um filtro ND 8x sozinho. A desvantagem de usar esse sistema de empilhamento de filtros é que pode criar vinhetas na fotografia (partes escuras nas bordas da fotografia) principalmente em objetivas grande angulares.

Existem também filtros ND com graduação. O funcionamento é idêntico ao polarizador. Quanto mais você roda a parte da frente do filtro mais ele fica escuro.

Então gostaram da dica do uso do filtro ND?

Até a próxima!


sábado, 15 de dezembro de 2012

Flash Remoto: Parte 4 - Dois flashes

Olá!

Na postagem anterior eu falei como fiz a foto da flor usando apenas um flash remotamente.
Hoje vou falar como usar dois flashes na cena.

Na primeira foto você vai ver a foto sem uso do flash, fotometria ok e o disparo. Resultou nessa cena.




Muito bem, uma cena boa, com iluminação na "carinha" do boneco mas o que me incomodou um pouco foi a sombra no restante do boneco e também queria algo a mais. Então decidi escurecer o findo da foto

Então parti para uma segunda foto, agora usando o flash embutido. Lembra que falei que quanto menos o flash aparecer na cena melhor? Eu não segui a risca essa recomendação até porque todas as regras, recomendações e leis podem ser quebradas e também quis escurecer um pouco o fundo. Então eu fotometrei o ambiente e fechei quase dois pontos de luz para que o céu se tornasse azul-escuro. Como a velocidade de sincronismo da câmera que estava usando era de 1/250 tive que fechar bem o diafragma. E com o valor que obtive da abertura e da distância do objeto coloquei o flash em modo manual e configurei a potência para apenas o suficiente para o boneco ficar bem exposto.



Mesmo assim não gostei muito do resultado mas estava chegando perto do pretendido. O que não gostei nessa segunda foto foi o brilho que deu na parte onde estava escrito "fotógrafo". Simplesmente a palavra sumiu. Foi ai que pensei numa terceira alternativa, usar o flash fora da câmera para que o brilho do mesmo não atrapalhasse a cena.

Como o flash remoto não podia ficar de frente para o boneco devido ao tamanho e proximidade me dando uma sombra muito dura que não queria naquele momento. Então a alternativa foi de usar o flash remoto com potência suficiente para expor corretamente o boneco mas deixando o resto da cena sub exposta e o flash da câmera que dispararia com menor potência para amenizar a sombra causada pelo flash remoto. E o resultado foi esse aqui.


Como usei o flash remoto um pouco mais alto do que o boneco a luz veio um pouco de cima para baixo e usando o flash embutido com bem menos potência, não chegou a brilhar a parte metálica onde está escrito "fotógrafo".

Então gostaram da dica?
Até mais!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tabela para flash

Olá pessoal,
Muitas pessoas tem pedido uma forma mais fácil de fotografar com flash manual, então antes de continuar a falar do uso do flash resolvi colocar uma tabelinha para facilitar na hora dos cálculos. Nessa tabela usei o flash que tenho porque ele tem um número guia comum de encontrar com o pessoal que é um NG43. Vale destacar que a distância correta é medindo da fonte luz (no caso o flash) até o assunto e não da câmera até o assunto. Atenção, os valores da tabela estão aproximados.


Para quem não compreendeu a tabela ou dar um exemplo igual na postagem anterior só que usando o exemplo da tabela e também tem dois jeitos de usá-la.

1º Jeito: Vou fotografar alguma coisa a quatro metros de distância com um filme de ISO 100 (lembrando que também vale para as digitais) com o flash no modo manual em potência máxima. Então na tabela procuro onde está o 4m, em seguida desço na linha onde está localizado o ISO 100 e vi que está lá um número 11. Com esse resultado configuro minha câmera na abertura 11 e ai é só disparar que a foto saíra bem exposta.

2º Jeito. Pegando o exemplo acima vou fotografar alguma coisa a 11 metros de distância com o flash em potência máxima e a câmera configurada em ISO 100. Então eu faço o inverso, Vou até onde está o ISO 100 e encaminho o olhar até o número 11 e vejo o número que está escrito na primeira linha da coluna que seria 4. Essa é a abertura que preciso usar para ter uma boa exposição do flash.

Entenderam como se usa essa tabela? Ótimo!

Mas vocês perceberam que falei só na potência máxima? Pois bem, vamos dizer que não está dando certo fotografar na potência máxima, e agora?
Muitos flashes tem um controle manual de potência que funciona como um redutor, ele é representado muitas vezes por frações como 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 1/64 e por ai vai, essas frações é quanto da potência do flash é reduzida.  Na tabela abaixo vou mostrar o que acontece com o número guia quando a potência é reduzida, lembrando que o número guia é a distância que o flash consegue cobrir em ISO 100 e como já expliquei na outra postagem ele é a nossa referência para os cálculos de distância e abertura. Lembrando também que usei um flash com o número guia 43, que é sua potência máxima de 1/1.


Tabela de potência.
*cobertura é quantos metros a luz do flash consegue chegar. O novo NG.

Agora pegando o número que apare em cobertura é só substituir o NG por ele e refazer os cálculos para achar a abertura.
A redução de potência é muito usada para quando queremos fazer alguns "efeitos" na fotografia ou quando excedemos a velocidade de sincronismo que vou falar na próxima postagem.
Até lá!






terça-feira, 15 de maio de 2012

Usando o Flash

Olá, como falei na postagem anterior vou falar de como usar o flash manual e isso também vale para os outros tipos de flashes para que possamos entender o que acontece com a luz emitida por eles.
Para tentarmos dominar o flash primeiro de tudo é relembrar as propriedades da luz.

A luz é uma forma de onda eletromagnética que se dispersa pelo ar sempre em linha reta a uma velocidade de 300.000 Km/s (isso no vácuo), no caso do flash conseguimos uma luz dura e completamente branca como disse em minha postagem anterior. Como já devem ter aprendido nos tempos de colégio quando vemos alguma coisa nossos olhos captam parte da onda de luz refletida nele e outra parte é absorvida pelo mesmo gerando as partes claras e escuras. Um objeto preto absorve todo o espectro de luz e ao contrário de um objeto branco nos reflete tudo.

Bom, agora que já relembramos rapidamente as propriedades da luz vamos falar de como controlarmos ela nos disparos dos flashes e agora que vocês vão entender porque primeiro é preciso saber o funcionamento da câmera e sobre fotometria.

Todos os flashes, incluindo os embutidos nas câmeras possuem um número guia representado pelas letras NG ou GN(do inglês Guide Number). É muito importante saber esse número pois como o próprio nome diz ele é o nosso guia, a nossa referência. Esse número representa a distância que a luz do flash consegue chegar normalmente em ISO 100 que é o mais comum. Porque falei em ISO agora? Porque como disse anteriormente quanto maior o ISO mais sensível é a película ou o sensor da câmera. Lembra de quando eu falei sobre ISO e disse que se eu aumentasse um ponto o ISO, por exemplo ISO 100 para o 200 o sensor captaria o dobro de luz? No flash acontece a mesma coisa, eu praticamente dobro a distância em que minha câmera consegue capturar a luz emitida pelo flash. Reparem que falei que é a câmera que consegue captar e não que o flash fica mais potente e reparem que falei que consigo quase o dobro da distância pois como sabemos a luz, mesmo sendo bem direcionada como a do flash ela acaba se espelhando pelo ambiente assim como quando jogamos uma pedra no lago e vendo as ondas se formarem e por isso não conseguindo exatamente o resultado dessa multiplicação.

Além do ISO podemos controlar a exposição do flash abrindo ou fechando o diafragma de nossas objetivas. Novamente como falei quanto mais fechado o diafragma menos luz passa por nossa objetiva para sensibilizar o sensor ou filme. Novamente quando fechamos um ponto o diafragma metade da luz entra.

Mas como saber a regulagem ideal para cada situação para que a foto saia perfeita, nem estourada ou muito escura? Quem é bom de matemática vai se dar bem pois é só fazer uma continha.

No texto acima falei de algumas grandezas como o Número Guia que é o principal e a distância e a abertura e é com elas que vou trabalhar agora.
A formula é a seguinte:

 Onde M é a distância do objeto em metros.


Vou pegar meu flash como referência no exemplo. O flash que uso normalmente tem um Numero Guia 43 (GN43). Vou usar no exemplo que estou fotografando em ISO 100 e sempre com flash direto.

Vou querer fotografar uma pessoa que está a 4 metros de mim. E agora vamos as contas:

NG43 / 4m = 10.75

Esse 10.75 é a abertura que eu tenho usar no diafragma para obter uma exposição correta do flash. Como não existe essa abertura posso por exemplo usar um f11 que é o que mais se aproxima.

Da mesma forma que usei a distância do objeto para saber a exposição, posso saber até onde a luz do meu flash vai chegar caso eu esteja fotografando uma paisagem ou uma rua por exemplo.
É só dividir o Número Guia pela abertura.
Por exemplo: Tenho uma objetiva que relativamente escura, que só abre até f5.6, que são as mais comuns e as pilhas do meu flash dedicado acabaram (Putz, que mal profissional!) e estou usando o flash popup da câmera que tem NG13. Então refaçamos as contas...

NG13 / f5.6 = 2,13m

Ou seja só vou poder fotografar usando flash a no máximo a 2 metros e pouco de distância do assunto. Ruim não? Mas se meu assunto estiver a mais distância doque isso? Fácil, aumento o ISO.

Como já sabem quanto maior o valor do ISO maior a sensibilidade. Aumentando um ponto o ISO o sensor ou filme capta o dobro de luz e consigo capturar a luz emitida do flash a quase o dobro de distância do anterior pois a luz do flash vai se espalhando no meio do caminho e quanto mais distância do assunto mais a luz vai se dissipando.

Na mesma condição da cena exemplificada anteriormente se eu tivesse usado ISO 200 poderia fotografar meu assunto a 4m de distância. Melhorou um pouco não é mesmo?

Também é por isso que não adianta usar flashes embutidos para fotografar longas distâncias.

Mas para não ficar muito longo vou continuar o assunto na próxima postagem.
Até lá!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Distância Hiperfocal

Vale do Anhangabaú - SP

Como falei no post anterior sobre profundidade de campo, hoje vou falar sobre distância hiperfocal. E também é agora que vocês vão ver como fotografia não é apenas apertar o botão do disparador.

Distância hiperfocal a grosso modo significa aproveitar toda a profundidade de campo no foco infinito e é muito usada para fotografar paisagens. Sabe aquelas fotos em que aparecem tudo em foco desde o primeiro plano até o infinito como na foto da introdução deste post? Então, isso é a distância hiperfocal.

Por questões físicas, uma objetiva não consegue capturar nada além do infinito. Lembra no post anterior que disse que a profundidade de campo se estende do ponto de foco entre a câmera e o fundo? Se eu for por exemplo fotografar uma paisagem provavelmente o foco automático “vai falar” para focar o infinito que tem como símbolo o “oito deitado” ( ). Como a profundidade também se estende também atrás do ponto de foco essa estaria praticamente perdida. Para que eu consiga aproveitar completamente a profundidade de campo, terei que enganar o foco automático.



Mas atenção, essa dica só vale se usar o foco manual das objetivas, se tentar focar manualmente com o foco automático ativado você poderá estragar o motor de foco ok!

Em objetivas fixas antigas existe além das marcações da distância focal e abertura, existe também entre eles ou umas linhas como na foto do exemplo com numerações repetidas dos dois lados ou somente os números como se fosse da abertura. Essa marcação é a escala de profundidade de campo.




 Infelizmente hoje em dia é muito difícil objetivas que tenham esse recurso.
No exemplo da foto nessa objetiva de 55mm, se eu focar no infinito em f-16 reparem que as linhas passaram do marcador do infinito, ou seja, toda essa faixa não seria aproveitada no primeiro plano.



Mas se eu fazer com que as linhas terminem no infinito terei completamente a profundidade de campo que começaria dos três metros indo até o infinito.
Distância hiperfocal
 
Como estou usando uma abertura bem fechada o desfoque seria bem sutil dando a impressão que tudo está em foco. Se a objetiva não tiver essas linhas, o outro modo de achar a distância hiperfocal e colocar o anel de foco no infinito e ver na escala de profundidade de campo o número no anel de foco em cima da abertura desejada, feito isso, regule o foco para esse número então é não mexer mais na objetiva e tirar a foto. No caso do exemplo abaixo, Escolhi fotografar em f-16. O número que estava logo acima do 16 na escala de profundidade de campo foi o número 4. Então só tive que regular o foco como se eu estivesse tirando uma foto com o assunto a 4 metros de distância e tudo que está entre dois metros e meio até o infinito vai estar nítido.




Esse efeito é muito interessante usando objetivas grande angulares pois a profundidade de campo é muito maior com isso o ponto de onde foi dado o foco fica muito menos pronunciado nesse tipo de objetiva.

Atenção novamente: Essa dica funciona perfeitamente em câmeras de filme ou fullframe, em câmeras cropadas devido ao tamanho do sensor há uma alteração no calculo de profundidade de campo.

 Nas objetivas mais novas onde não existe essa marcação podemos contornar o problema. Existe na internet algumas calculadoras de profundidade de campo e distância hiperfocal, infelizmente a grande maioria, se não forem todas são em inglês, mas acho que dá para quebrar o galho.

Existe também infelizmente objetivas que não contem marcação alguma, nem de foco, ai fica praticamente impossível usar essa técnica. Para essas objetivas podemos focar em alguma coisa no meio do caminho, entre o primeiro plano e o fundo. Nem sempre dará certo mas é um jeito.

Abraço e até a próxima dica!

domingo, 30 de outubro de 2011

Abertura


A abertura de uma objetiva é controlado pelo diafragma. O diafragma é um sistema que consiste em várias laminas de metal existente no interior da objetiva e ele é responsável por regular a quantidade de luz que passará por ela e também pela profundidade de campo.

A regulagem da quantidade de luz da objetiva chamamos de abertura. A Abertura é expressa através de uma relação numérica por exemplo: f-1:1.8. Através dessa relação sabemos se uma objetiva é clara ou escura. Quanto menor for o número mais clara a objetiva será. Por exemplo uma objetiva f-1:1.8 é mais clara do que uma objetiva f-1:5.6, da mesma forma que uma objetiva f-1:4 é mais escura que uma f-1:2. Na hora que queremos nos expressar não precisamos falar da relação inteira, simplesmente dizemos o numeral depois dos dois pontos. em vez de falar abertura 1:1.8 podemos dizer apenas abertura 1-8 (um oito). Na foto abaixo podemos ver como ela é descrita na objetiva:

Objetiva 50mm com abertura f-1:1.8

Também como falei no início podemos regular a profundidade de campo através do diafragma, vou explicar.

Em qualquer tipo de câmera podemos focar apenas em um ponto da imagem, por isso existe a expressão ponto de foco. O ponto onde foi dado o foco sempre será a parte mais nítido da fotografia, o restante da fotografia apenas terá a impressão de foco.
 
Nas objetivas mais antigas podemos ver na parte superior dela que existem números como 1.8, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, por ai vai, nas câmeras digitais esses números aparecem no display LCD conforme vamos regulando. Quanto maior o número mais profundidade de campo a foto terá. No exemplo abaixo você pode ver duas fotos com aberturas diferentes.


F 1.8


F 22
Eu dei o foco sempre no cachorro, agora reparem que na primeira foto mal conseguimos distinguir que atrás do cãozinho existe um relógio, já na segunda foto em que usei uma abertura bem menor para obter maior profundidade de campo podemos até ler as horas.
A profundidade de campo começa do centro onde o foco foi feito, no caso o cachorrinho, se estendendo horizontalmente entre a câmera até o fundo. Na simulação da foto acima podemos ver o que quis dizer.

Profundidade de campo com abertura f1.8



Profundidade de campo com abertura f22

 A parte mais clara da imagem é onde terei uma nitidez aceitável.
 Para compensar a menor abertura da objetiva precisei usar um tempo de exposição maior e isso é feito através da regulagem do obturador que vou falar nas próximas postagens.

Até lá!