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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Como conservar seu equipamento.

Olá.

Algumas pessoas me perguntam como guardo meus equipamentos fotográficos para ter eles sempre funcionando perfeitamente.
Isso é um tabu para muitas pessoas que fotografam pois cada um sempre têm sua "receita" ou falam coisas completamente diferentes, até você mesmo que está lendo essa postagem pode não concordar com alguma ou outra coisa. Vou colocar aqui por tópicos para deixar mais fácil de entender mas não por importância pois todos os cuidados são importantes que podem proteger seus equipamentos de milhares de reais.

1- Cuidado com a poeira.

A poeira é uma das maiores inimigas de qualquer equipamento. Ela pode danificar seriamente seu equipamento porque pode grudar onde existe graxa, isso mesmo, sua câmera tem lubrificantes no interior tanto no mecanismo de obturação como no autofoco das objetivas. O ideal é que guarde os equipamentos em lugares limpos e também que sempre de uma passada de pano SECO por todo o equipamento sempre que notar que ele está empoeirado mesmo que não pretenda usá-lo de imediato.

2 - Evite lugares úmidos.

A umidade é umas das piores inimigas principalmente de suas objetivas. A umidade junto com o calor e poeira pode produzir fungos em suas lentes podendo até destruí-la por completo. Já imaginou você ter que simplesmente jogar fora aquela objetiva f/1.2 caríssima? Pois bem proteger o equipamento da umidade é essencial!
Podemos guardar nossos equipamentos dentro de uma caixa organizadora de plástico, aquelas que muitas pessoas utilizam para guardar miudezas e encontradas em casas de decoração ou em hipermercados. Evite usar caixas de madeira ou papelão pois elas retêm umidade. Dentro delas podemos colocar nossos equipamentos e junto deles um desumidificador de ambientes pode ser eletrônico ou sílica-gel que até podem ser achadas em lojas de fotografia. O ideal é que a umidade esteja entre 25 e 50% porque mesmo a baixa umidade pode prejudicar seu equipamento principalmente as borrachas e lubrificantes. Sei de pessoas que compram até um aparelhinho de mede a umidade relativa do ar mas acho que não é para tanto.


3 - Praia e fotografia combinam?

Bom essa pergunta praticamente foi respondida nos tópicos anteriores. Tento cuidado com o equipamento combinam sim mas alguns cuidados a mais são importantes.
Na praia existe bastante umidade então os cuidados nesse caso devem ser redobrados mas nada que impeça de guardar ou usar a câmera em tais lugares.
Também temos o problema da areia que na cidade não temos com tanta evidência. Evite a qualquer custo expor sua câmera a areia pois assim como a poeira e com muito mais facilidade ela pode fazer com que o equipamento trave e depois disso só mesmo levando em uma assistência técnica para resolver o problema e custará caro. Recentemente fui com um grupo de fotógrafos até a baixada santista e vi que várias pessoas tentaram fazer fotos de uma "mini tempestade de areia", grande erro se aquela areia entrar no equipamento pode fazer com que o perca devido ao que expliquei anteriormente.
Também temos o problema terrível da maresia. Ela é a pior situação que pode afetar a câmera. A maresia pode penetrar fundo no equipamento e enferrujar seus componentes dando perda total.
Na praia é a mesma recomendação de guardar o equipamento em uma caixa plástica com desumidificador mas antes fazer uma limpeza completa dele para evitar qualquer resíduo de poeira e areia e sempre que for caminhar na praia com o equipamento que evite de levá-lo exposto, sempre leve no case e apenas quando for fazer as fotos o pegue.

4 - Evite mudanças de repentinas de temperatura

Mudanças bruscas de temperatura podem ser prejudiciais ao seu equipamento fotográfico. Elas podem fazer com que a umidade se condense internamente no equipamento prejudicando como um todo. Não sei se já aconteceu com alguém de quando passa de um lugar quente e repentinamente vai para um lugar frio a objetiva ou a ocular ficou toda embaçada. É isso mesmo que acontece, imagina toda essa umidade dentro do equipamento, nada bom.
Quando ocorrer o fenômeno pare de utilizar a câmera imediatamente, retire a bateria o cartão de memória e a objetiva por alguns minutos aguardando até que a umidade evapore só então volte a utilizar a câmera.
Uma dica para evitar que ocorra a condensação é quando for passar de um lugar frio para um local quente é colocá-la dentro de um saco plástico por alguns minutos para que ela se adapte a nova temperatura antes de utilizá-la novamente.

5 - Não guarde seu equipamento no case.

Da mesma forma que falei no tópico anterior evite guardar seu equipamento no case de transporte. Como o nome já diz ele é apenas para o transporte do equipamento. Tudo bem que ele pode proteger da poeira ou que ele pode ser impermeável mas não é um lugar ideal para guardar seu equipamento. Um caso que aconteceu comigo que uma câmera compacta de filme perdida há anos foi achada em uma gaveta de um armário da dispensa e contrariando todas as expectativas sobreviveu em seu case de borracha sem nada ter acontecido com ela e com o negativo dentro dela mas mesmo assim esse caso de não sofrer danos é raríssimo. É bom evitar.

6 - Retire a bateria!

Esse é outro tabu que é muito comentado não apenas quem tem equipamentos fotográficos mas qualquer pessoa que possua equipamentos com bateria.
O ideal quando não for usar o equipamento por longos períodos, segundo o manual da Canon é guardar a bateria fora da câmera com seu protetor de contatos e descarregada. Mesmo assim o ideal é não deixar ela muito tempo descarregada porque simplesmente ela pode "morrer". Tente usá-la carregando completamente e usando ela até o fim pelo menos uma vez a cada três meses para que não perca sua capacidade de carga. Mesmo os fabricantes dizendo que não existe mais o temido efeito memória que era muito perceptível em telefones sem fio e celulares antigos sempre utilizo a bateria até o fim antes de carregá-la.
Também não esqueça de retirar as pilhas do flash sempre que terminar de usá-lo mesmo de um dia para o outro pois além de consumi-las mesmo sem estar o utilizando elas podem vazar inutilizando o flash e o conserto pode custar bem caro.

7 - Limpe a objetiva.

Mais um tabu. Acho que esse é um dos mais difíceis de ser resolvido também porque já vi várias pessoas falando o inverso da outra mas vamos lá.
Primeiro temos que ter a disposição os seguintes objetos.
Um ambiente bem iluminado ou um ponto de luz para que possamos enxergar a sujeira,
Uma bombinha de ar que muito carinhosamente é chamada de fuc-fuc. É uma pera parecendo com aquele negócio antigão que era usado para colocar óleo em peças mecânicas e máquinas de costura.
Um pincel ultra limpo bem macio
E um papel ou pano de microfibra especial para a limpeza de lentes que podem ser achados tanto em óticas quanto em lojas de equipamentos fotográficos.

Vamos ao procedimento de limpeza.
1 - Primeiro devemos analisar a sujeira embaixo do ponto de luz.
2 - Depois pegamos o fuc-fuc e sopramos as grandes partículas de pó e fuligem do centro para os cantos da objetiva podendo fazer com ela invertida para que o pó caia.
3 - Com o pincel macio tomando muito cuidado passamos da mesma forma que estávamos passando com ar para que sujeiras mais resistentes saiam.
4 - Finalizamos dando o "polimento" com o papel ou o pano de microfibra especial com movimentos circulares do dentro para o canto da objetiva.
5 - Analisamos novamente a objetiva cuidadosamente para ver se não sobrou pó algum que possa interferir em nossas fotografias.


Não use qualquer líquido de limpeza nas objetivas pois podem comprometer o coating (camada protetora) da mesma.
Se a sujeira for resistente demais uma dica que pode parecer estranha no começo mas que a assistência técnica e meu antigo professor de fotografia deram. Depois de jogar o ar com a bombinha fuc-fuc de uma baforada na objetiva e depois do nosso bafo condensado na lente passe o papel de limpeza. Até faz sentido essa dica e usei-a por muito tempo pois em nossos pulmões existe a forma do mais puro H2O, água, claro desde que a pessoa não esteja embriagada ai a fórmula de H2O já passaria para CH3CH2OH... Brincadeira! Mas pode usá-la que funciona. Até é uma maneira de limpar a objetiva quando não se tem nada a mão a não ser um paninho.


8 - Use sua câmera.

Uma das melhores formas de conservar sua câmera por incrível que pareça é usando ela.
Quando se usa a câmera todas as suas engrenagens e não são poucas são limpas e lubrificadas.
Quando não for usá-la por longos períodos tente fazer algumas fotos para que tudo esteja em ordem. Uma dica para isso é quando for carregar a bateria como falei no 6º tópico use a câmera e objetivas nessa ocasião. Uma bateria de uma câmera DSLR de hoje em dia geralmente dão possibilidades de tirar em torno de 1000 fotos. Aproveite também para recordar o que aprendeu exercitando seu conhecimento. Em câmeras de filme podem ser usadas com o sem filme mas recomendo queimar pelo menos um filme. Ah queimar não é botar fogo é fazer fotos mesmo.

Abraço é até a próxima dica!

sábado, 15 de junho de 2013

Filtro ND (Densidade Neutra)

Agora vou falar de mais um filtro muito útil na fotografia, o filtro ND.

Esse filtro não tem efeito algum sobre a fotografia em si mas ele deixa passar MENOS luz para dentro da câmera e isso parece meio controverso na fotografia então porque usá-lo se a luz é o principal elemento para fotografar? Vou explicar alguns casos do uso do filtro ND.

Algumas vezes você já deve ter visto fotos de cachoeiras todas branquinhas onde a água parece uma espuma? Para fazer esse efeito você precisa de uma velocidade baixa do obturador mas como fazer isso em um dia muito claro e sua objetiva não lhe permite uma abertura menor para que você use uma velocidade baixa do obturador como por exemplo 1/5s? Isso é conseguido usando o filtro ND.

Outra situação mais ou menos parecida é quando estamos fotografando pessoas e queremos o fundo mais desfocado possível. Primeiro precisamos de uma objetiva clara digamos com abertura f/1.4 mas ai a velocidade do obturador passa do limite da câmera pois o local está muito claro não lhe permitindo fotografar com abertura máxima da objetiva mesmo com o ISO mais baixo possível. Ai tem duas soluções: Ou fechar o diafragma perdendo o efeito de desfoque pretendido que é muito bacana para retratos ou usando o filtro ND para barrar a luminosidade e usar a máxima abertura que a objetiva lhe permite e conseguir o efeito desejado sem ter que apelar para a pós-produção lhe poupando umas horinhas na frente do computador.

Entenderam? Existem mais alguns usos mas esses dois acho que são os principais.

Agora vou falar um pouco das características dele.

O filtro ND é produzido com um vidro cinza para que não altere as cores da fotografia. Fisicamente parece com o polarizador que vimos na postagem anterior.
Ele também possui graduações. Quando maior o número mais escuro e esse número representa quantas vezes menos luz ele deixa passar.
As graduações são:

ND 2x     -    deixa passar 50% da luz      -     1 ponto menos luz
ND 4x     -    deixa passar 25% da luz      -     2 pontos menos luz
ND 8x     -    deixa passar 12,5% da luz   -     3 pontos menos luz
ND 16x   -    deixa passar 6.25% da luz   -     4 pontos menos luz

Como vimos em fotometria cada ponto de luz representa a metade de luz do anterior.

Eles podem ser usados sozinhos ou em conjunto por exemplo se usar um filtro ND 4x em cima de um ND 2x dará o mesmo efeito se tivesse usado um filtro ND 8x sozinho. A desvantagem de usar esse sistema de empilhamento de filtros é que pode criar vinhetas na fotografia (partes escuras nas bordas da fotografia) principalmente em objetivas grande angulares.

Existem também filtros ND com graduação. O funcionamento é idêntico ao polarizador. Quanto mais você roda a parte da frente do filtro mais ele fica escuro.

Então gostaram da dica do uso do filtro ND?

Até a próxima!


sábado, 30 de junho de 2012

Sincronismo de cortinas

Olá pessoal! Na postagem anterior falei de velocidade de sincronismo, para continuar mais ou menos no assunto resolvi falar primeiro do sincronismo de cortinas. Fiquem calmos que não tem nada a ver com as cortinas da casa e sim de como o flash sincroniza com as cortinas do obturador da câmera.

Em câmeras mais avançadas, mesmo em algumas compactas podemos escolher o sincronismo de 1ª ou 2ª cortina. Isso é para a configuração de quando o flash disparará. Quando escolhemos que ele disparará na primeira cortina significa que quando o obturador acabou de abrir a câmera disparará o flash. Em segunda cortina e logo quando o obturador começa a fechar. Na postagem que falei sobre obturador tem uma animação do obturador funcionando para que entendam melhor.

Geralmente para saber se está fotografando em segunda cortina no flash aparecem um triângulo sobreposto por um outro com preenchimento preto.

O efeito obtido mesmo em frações de segundo é distinto pois a luz do flash congela a cena.  O efeito fica muito mais evidenciado em disparos de baixa velocidade que vou falar de como fazer nas próximas postagens.

Vamos imaginar uma cena básica:

Um carro passando na avenida com os faróis acesos a noite.

Se colocar a configuração do flash em primeira cortina, a luz do flash vai congelar o carro e o farol do carro irá aparecer na frente o carro dando a impressão que ele está no sentido contrário, andando de ré.

Se colocar o sincronismo para a segunda cortina, primeiro vai ser captado os faróis do carro e logo em seguida o flash irá congelar o movimento do carro. ou seja as luzes do carro vão aparecer logo atrás do carro então dando a impressão que ele está andando corretamente para frente.

Próxima postagem vou falar de compensação de exposição com flash.

Até lá!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Flash: Velocidade de sincronismo

Hoje vou falar de uma coisa também muito importante de configuração do flash, a velocidade de sincronismo.

Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.

A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.

Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.

 A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.


Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000  de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.

Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo. 

As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.

Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.


A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.

Até lá! 
 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Usando o Flash

Olá, como falei na postagem anterior vou falar de como usar o flash manual e isso também vale para os outros tipos de flashes para que possamos entender o que acontece com a luz emitida por eles.
Para tentarmos dominar o flash primeiro de tudo é relembrar as propriedades da luz.

A luz é uma forma de onda eletromagnética que se dispersa pelo ar sempre em linha reta a uma velocidade de 300.000 Km/s (isso no vácuo), no caso do flash conseguimos uma luz dura e completamente branca como disse em minha postagem anterior. Como já devem ter aprendido nos tempos de colégio quando vemos alguma coisa nossos olhos captam parte da onda de luz refletida nele e outra parte é absorvida pelo mesmo gerando as partes claras e escuras. Um objeto preto absorve todo o espectro de luz e ao contrário de um objeto branco nos reflete tudo.

Bom, agora que já relembramos rapidamente as propriedades da luz vamos falar de como controlarmos ela nos disparos dos flashes e agora que vocês vão entender porque primeiro é preciso saber o funcionamento da câmera e sobre fotometria.

Todos os flashes, incluindo os embutidos nas câmeras possuem um número guia representado pelas letras NG ou GN(do inglês Guide Number). É muito importante saber esse número pois como o próprio nome diz ele é o nosso guia, a nossa referência. Esse número representa a distância que a luz do flash consegue chegar normalmente em ISO 100 que é o mais comum. Porque falei em ISO agora? Porque como disse anteriormente quanto maior o ISO mais sensível é a película ou o sensor da câmera. Lembra de quando eu falei sobre ISO e disse que se eu aumentasse um ponto o ISO, por exemplo ISO 100 para o 200 o sensor captaria o dobro de luz? No flash acontece a mesma coisa, eu praticamente dobro a distância em que minha câmera consegue capturar a luz emitida pelo flash. Reparem que falei que é a câmera que consegue captar e não que o flash fica mais potente e reparem que falei que consigo quase o dobro da distância pois como sabemos a luz, mesmo sendo bem direcionada como a do flash ela acaba se espelhando pelo ambiente assim como quando jogamos uma pedra no lago e vendo as ondas se formarem e por isso não conseguindo exatamente o resultado dessa multiplicação.

Além do ISO podemos controlar a exposição do flash abrindo ou fechando o diafragma de nossas objetivas. Novamente como falei quanto mais fechado o diafragma menos luz passa por nossa objetiva para sensibilizar o sensor ou filme. Novamente quando fechamos um ponto o diafragma metade da luz entra.

Mas como saber a regulagem ideal para cada situação para que a foto saia perfeita, nem estourada ou muito escura? Quem é bom de matemática vai se dar bem pois é só fazer uma continha.

No texto acima falei de algumas grandezas como o Número Guia que é o principal e a distância e a abertura e é com elas que vou trabalhar agora.
A formula é a seguinte:

 Onde M é a distância do objeto em metros.


Vou pegar meu flash como referência no exemplo. O flash que uso normalmente tem um Numero Guia 43 (GN43). Vou usar no exemplo que estou fotografando em ISO 100 e sempre com flash direto.

Vou querer fotografar uma pessoa que está a 4 metros de mim. E agora vamos as contas:

NG43 / 4m = 10.75

Esse 10.75 é a abertura que eu tenho usar no diafragma para obter uma exposição correta do flash. Como não existe essa abertura posso por exemplo usar um f11 que é o que mais se aproxima.

Da mesma forma que usei a distância do objeto para saber a exposição, posso saber até onde a luz do meu flash vai chegar caso eu esteja fotografando uma paisagem ou uma rua por exemplo.
É só dividir o Número Guia pela abertura.
Por exemplo: Tenho uma objetiva que relativamente escura, que só abre até f5.6, que são as mais comuns e as pilhas do meu flash dedicado acabaram (Putz, que mal profissional!) e estou usando o flash popup da câmera que tem NG13. Então refaçamos as contas...

NG13 / f5.6 = 2,13m

Ou seja só vou poder fotografar usando flash a no máximo a 2 metros e pouco de distância do assunto. Ruim não? Mas se meu assunto estiver a mais distância doque isso? Fácil, aumento o ISO.

Como já sabem quanto maior o valor do ISO maior a sensibilidade. Aumentando um ponto o ISO o sensor ou filme capta o dobro de luz e consigo capturar a luz emitida do flash a quase o dobro de distância do anterior pois a luz do flash vai se espalhando no meio do caminho e quanto mais distância do assunto mais a luz vai se dissipando.

Na mesma condição da cena exemplificada anteriormente se eu tivesse usado ISO 200 poderia fotografar meu assunto a 4m de distância. Melhorou um pouco não é mesmo?

Também é por isso que não adianta usar flashes embutidos para fotografar longas distâncias.

Mas para não ficar muito longo vou continuar o assunto na próxima postagem.
Até lá!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Composição (primeira parte)


Alguém se lembra daquele velho ditado onde diz "uma imagem vale mais do que mil palavras"?
Com a fotografia é exatamente isso. Uma foto tem que contar uma história mas imagina ler uma história escrita com linhas todas tortas e difícil se ler. Fica chato e você acaba desistindo não? Assim como uma história boa de ler, precisamos fazer da fotografia uma coisa gostosa de ser observada, que desperte interesse,temos que fazer com que o olhar da pessoa que admira a fotografia passeie por ela, que ela saiba onde a foto foi tirada, que ela sinta o que estava acontecendo no momento daquela captura, do pavor de uma tragédia ou o perfume de uma flor ou mesmo o gosto daquele bolo de chocolate que está em cima da mesa de festa naquela fotografia do aniversário do seu primo completando cinco aninhos. Uma foto com uma composição bem feita dá para fazer tudo isso. Enfim, uma única foto tem que contar uma história inteira como disse em minha primeira postagem aqui nesse blog, também disse que fotografia não é apenas apertar um botão. Lá está o olhar do fotógrafo e sua sensibilidade, tudo tem que transparecer naquela fotografia. De nada adianta uma excelente câmera, dominar a técnica e não deixar a emoção fluir daquele momento para a foto.
Sei que falei que técnica não é tudo, mas alguma podem ajudar a fazer uma ótima fotografia.
Nas próximas postagem vou falar sobre elas.
Aguardem!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Obturador


O Obturador é um sistema que controla o tempo em que a luz ficará exposta no filme fotográfico ou sensor de imagem.

O obturador usado nas câmeras digitais 35mm é chamado de obturador de plano focal. É um sistema de cortinas que abrem e fecham vertical o horizontalmente em determinadas velocidades para passagem da luz. Ele é assim chamado pois fica logo a frente do filme que é o plano focal.

A velocidade do obturador para a passagem de luz é feita através de vários segundos até mínimas frações de segundo. Esse tempo chamamos de tempo de exposição.como no exemplo abaixo.
30s , 15s, 8s, 4s, 2s, 1s, 0.5s, 1/4s, 1/8s, 1/15s, 1/30s, 1/60s, 1/125s, 1/250s, 1/500s, 1/1000s

Cada um desses números expõe o sensor ou filme ao dobro de luz do seu anterior. Por exemplo a velocidade de 1/60 deixa passar o dobro de luz da velocidade 1/125 que por sua vez expõe o filme ao dobro de luz da velocidade 1/250. Para facilitar, assim como nas abertura, não precisamos falar a fração inteira, apenas o número após a barra. Em vez de falar que usei um centro e vinte e cinco avos de segundo de velocidade, apenas falo que usei velocidade cento e vinte e cinco. Quando for segundos a mesma coisa. Usei quinze segundos por exemplo.

Velocidade de 1 segundo

Velocidade de 1/125s

Hoje em dia é comum encontrar câmeras com velocidades de obturador que chegam a 1/8000 e algumas chegam além dos 1/16000! Isso porque ocorre uma sequencia de fatos quando o botão do obturador é pressionado. Nas câmeras reflex depois que o botão é pressionado o diafragma se fecha até a  abertura regulada, depois disso o espelho sobe e só então é que o obturador se abre. Depois a sequencia é invertida, o obturador se fecha, o espelho é liberado e volta a posição original e em seguida o diafragma se abre. tudo isso em milésimos de segundo.

 O Obturador também é responsável por alguns efeitos nas fotos.

Com a variação de velocidade ou podemos congelar a cena com velocidades rápidas ou dar impressão de movimento com velocidades do obturador mais lentas, usando velocidades muito lentas é que acaba acontecendo as fotos tremidas e borradas. Uma pessoa consegue normalmente segurar a câmera tranquilamente em velocidades de 1/125s ou até mesmo 1/60s abaixo de 1/30s que começa a ser considerado velocidade lenta, mas sobre esses efeitos vou falar nas próximas postagens.


O Obturador também deve ser usado em conjunto com a abertura da objetiva e o ISO da câmera para uma exposição correta do filme. Isso se dá através de uma fotometria correta que será alvo do meu próximo post.

Até lá!

domingo, 30 de outubro de 2011

Abertura


A abertura de uma objetiva é controlado pelo diafragma. O diafragma é um sistema que consiste em várias laminas de metal existente no interior da objetiva e ele é responsável por regular a quantidade de luz que passará por ela e também pela profundidade de campo.

A regulagem da quantidade de luz da objetiva chamamos de abertura. A Abertura é expressa através de uma relação numérica por exemplo: f-1:1.8. Através dessa relação sabemos se uma objetiva é clara ou escura. Quanto menor for o número mais clara a objetiva será. Por exemplo uma objetiva f-1:1.8 é mais clara do que uma objetiva f-1:5.6, da mesma forma que uma objetiva f-1:4 é mais escura que uma f-1:2. Na hora que queremos nos expressar não precisamos falar da relação inteira, simplesmente dizemos o numeral depois dos dois pontos. em vez de falar abertura 1:1.8 podemos dizer apenas abertura 1-8 (um oito). Na foto abaixo podemos ver como ela é descrita na objetiva:

Objetiva 50mm com abertura f-1:1.8

Também como falei no início podemos regular a profundidade de campo através do diafragma, vou explicar.

Em qualquer tipo de câmera podemos focar apenas em um ponto da imagem, por isso existe a expressão ponto de foco. O ponto onde foi dado o foco sempre será a parte mais nítido da fotografia, o restante da fotografia apenas terá a impressão de foco.
 
Nas objetivas mais antigas podemos ver na parte superior dela que existem números como 1.8, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, por ai vai, nas câmeras digitais esses números aparecem no display LCD conforme vamos regulando. Quanto maior o número mais profundidade de campo a foto terá. No exemplo abaixo você pode ver duas fotos com aberturas diferentes.


F 1.8


F 22
Eu dei o foco sempre no cachorro, agora reparem que na primeira foto mal conseguimos distinguir que atrás do cãozinho existe um relógio, já na segunda foto em que usei uma abertura bem menor para obter maior profundidade de campo podemos até ler as horas.
A profundidade de campo começa do centro onde o foco foi feito, no caso o cachorrinho, se estendendo horizontalmente entre a câmera até o fundo. Na simulação da foto acima podemos ver o que quis dizer.

Profundidade de campo com abertura f1.8



Profundidade de campo com abertura f22

 A parte mais clara da imagem é onde terei uma nitidez aceitável.
 Para compensar a menor abertura da objetiva precisei usar um tempo de exposição maior e isso é feito através da regulagem do obturador que vou falar nas próximas postagens.

Até lá!

domingo, 14 de agosto de 2011

A Câmera fotográfica

 A câmera foi inventada por…. Espera ai, acho que ninguém quer ouvir a história de como foi inventada a câmera fotográfica e nem é o objetivo desse blog que é ser prático, de uma linguagem simples onde todos podem compreender.
Vamos começar novamente.
A câmera fotográfica ou máquina fotográfica é um dispositivo que é usado para capturar imagens através de filmes fotográficos ou sensores de imagem. Ela é dividida em duas partes principais, o corpo que é a parte onde ficam alojados o filme ou o sensor de imagem e é totalmente vedado a luz e a objetiva que são conjuntos de lentes por onde a imagem é capturada. Muitas pessoas chamam a objetiva de lente, o que está errado pois ela é um CONJUNTO de lentes.
Hoje em dia as câmeras são divididas em três grupos principais:
Câmeras de pequeno formato ou 35mm que falarei exclusivamente nesse blog , pois são as mais simples, mas existem também as de médio e grande formato que são mais comumente usadas em estúdio e em grandes impressões por oferecerem melhor qualidade na imagem final.
Nesse blog, darei bastante ênfase nas câmeras digitais. Dentre elas são destacados hoje três subtipos.

As compactas:










As câmeras compactas são as câmeras mais simples e fáceis de usar, também conhecidas por point and shot, aponte e dispare no bom português, não tem muitas regulagens a se fazer para a tomada da foto, as digitais além de ter pouco zoom, geralmente por volta de 3X à 5X, tem uma boa qualidade fotográfica em ISOs mais baixos mas devido ao seu minúsculo sensor em ISOs mais altos gera muito ruído (pontinhos indesejáveis) na imagem comprometendo bastante a qualidade da fotografia. Pequenas, dá para levar no bolso sendo útil para ter ela sempre a mão. Hoje em dia a maioria delas tem algum tipo de estabilização de imagem para facilitar ainda mais tirar a foto em condições adversas como um local escuro onde não se pode utilizar o flash. Também conhecido com a sigla IS, os melhores são a estabilização direta na objetiva e também o conhecido sensor shift em que o sensor de imagem compensa o tremular das mãos. Existem também “falsos” estabilizadores de imagem onde a câmera aumenta o ISO para compensar a baixa velocidade e como disse anteriormente isso prejudica a qualidade da foto, mas falarei dele mais adiante.

As Super Zoom

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Muito versáteis, como o próprio nome já diz, essas câmeras possuem um zoom poderoso variando na faixa de 18x à 36x. Com uma e qualidade ótica melhor do que as compactas para “aguentar” o nível de zoom, além de fotos a distância, são ótimas também para fazer fotos macro pois elas geralmente tem a capacidade de praticamente encostar no objeto a ser fotografado limitado apenas pela luz do assunto, que fotografia quer dizer escrever com a luz, onde a luz é a tinta e sem tinta não se escreve nada. Também geralmente fazem filmes de ótima qualidade e em HD e algumas tem a sapata de flash podendo ser utilizado flashes dedicados aumentando consideravelmente o poder de iluminação já que seu flash embutido não passa muito de 5 metros. Fora essas importantes diferenças são praticamente iguais as compactas com apenas alguns recursos a mais. Também são um pouco maiores não dando para levar no bolso ou dificilmente numa bolsa de mulher.

As Reflex (SLR / DSLR)










São consideradas semi-profissionais e profissionais. Com vastos recursos e configurações, sua grande vantagem é poder trocar a objetiva para uma mais adequada ao assunto. Outra coisa importante é que o enquadramento é feito pela própria objetiva através de um jogo de espelhos, ou seja, o que você vê no visor ótico é o que realmente vai sair na fotografia. Nas digitais uma vantagem também é ter um sensor relativamente grande, algumas chegando a ter o tamanho real do negativo chamada de full frame. Isso dá a elas uma qualidade de imagem muito superior as câmeras compactas, chegando próximo a qualidade das fotos tiradas com câmeras SRL de filme. Por causa do tamanho do sensor ela trabalha muito bem em ISOs altos. Hoje uma câmera de entrada chega a ter ISO 12800, inimaginável em uma compacta. Outra vantagem também que é pouco vista em câmeras compactas e nas super zoom é o modo totalmente manual onde o usuário que faz absolutamente todas as configurações antes de bater a foto como balanço de banco, abertura do diafragma e tempo de exposição. Também grava fotos em formato RAW, que é um arquivo proprietário de cada marca (no caso da Canon são arquivos com extensão .CR2) e sem nenhuma compactação, seria equivalente ao negativo digital. A qualidade ótica das objetivas das SLR é muito superior das compactas e geralmente são elas que tem o estabilizador de imagem. Geralmente câmeras semi-profissionais tem flash embutido mas são apenas um pouco mais potentes que nas super zoom, numa emergência dá para serem usados com tranquilidade desde que respeitado sua potência. Nas profissionais já não existe flash embutido, apenas a sapata para colocar um flash dedicado. Ha algum tempo as DSLR tem usado alguns recursos das câmeras compactas como o LiveView onde ao invés de ver a foto no viewfinder, o monitor LCD é que mostra o que vai ser fotografado ou filmado, isso mesmo, essas câmeras agora gravam vídeos inclusive em HD!
Suas desvantagens são o grande peso, tamanho e preço dos acessórios. Também ela não é tão prática de usar como uma compacta e nem  tão versátil como uma super zoom. Imagina o seguinte: Você está fotografando uma pessoa a noite com uma objetiva 35mm ai aparece entre as nuvens aquela lua linda. Se tentar fotografar com a 35mm a lua vai parecer um pontinho de nada na foto então você precisará ter que trocar para uma objetiva de 400mm para ter aquela lua bonita em sua foto, isso se você tiver a tal objetiva que quando vem junto com as SRL são as 18-55mm ou as 28-135mm.
Bom, agora que já falei por cima dos tipos de câmeras de pequeno formato, no próximo post pretendo falar do corpo da câmera SRL, lembrando que nesse blog vou falar mais exclusivamente das digitais DSLR e oque vou falando pode ir sendo adaptado para os outros tipos de câmeras.
Até mais!