segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Fotografando na chuva

Olá pessoal.

No última postagem tivemos a oportunidade de falar um pouco de fotografia contemplativa com Yuri Bittar e dessa vez vamos fazer uma coisa um pouco parecida, vamos contemplar a chuva.

Aproveitando  entrando no mês de Março e estamos no final da temporada de chuvas assim como diz a famosa música de Tom Jobim, vou dar essa dica.  Já pensou em fotografar na chuva?


 Não é porque o dia está "ruim" que devemos deixar de fotografar, muito pelo contrário.

Na chuva podemos pegar os reflexos nas poças d´água, os pingos caindo dos telhados e criar texturas com eles nos vidros das janelas, calhas de chuva que mais parecem cachoeiras e também os reflexos das luzes no asfalto além das pessoas se protegendo com seus coloridos guarda-chuvas. Além disso as cores, principalmente das plantas, ficam mais intensas.



É um mundo novo em um lugar conhecido, você irá se surpreender assim como a foto de um raio no início de uma tempestade atingindo um prédio.

Raio


Os únicos cuidados que devemos ter é com o chão molhado, principalmente cerâmicos e terra que podem se tornar muito escorregadios e de não molhar nosso equipamento de forma alguma. Existem "capas de chuva" para câmeras mas o ideal é sempre estar em um lugar coberto e levar um paninho caso respingue alguma coisa no seu equipamento.

E você, topa explorar esse interessante novo e molhado mundo?

Deixe aqui o resultado das suas fotos nos comentários, vamos adorar ver!

Até mais!

sábado, 30 de janeiro de 2016

1ª Fotoentrevista - Fotografia contemplativa com Yuri Bittar

Olá pessoal.
Mais um ano começando e como disse na postagem de fim de ano esse ano vamos ter muitas novidades aqui no blog.
Para o primeira postagem do ano vamos estrear mais um quadro, a "Fotoentrevista".
Para estrear em grande estilo vamos falar sobre uma vertente bem interessante mas pouco conhecida da fotografia, a Fotografia Contemplativa. Para isso vamos conversar com o Historiador, Designer, Fotógrafo e organizador do Grupo Fotocultura, Yuri Bittar.



Fotodica: Olá Yuri, Como começou seu interesse por fotografia?

Yuri: Aos 18 anos, quando entrei na faculdade de design.


Fotodica: O que te atraiu na fotografia?

Yuri: Acho que no começo foi a “coisa” toda, o equipamento, a técnica, a arte, a aura. Mas depois o que me manteve na fotografia, o que se tornou minha paixão, foi a capacidade de mostrar o oculto dentro da realidade, mostrar o que está lá mas a maioria das pessoas não percebe, enfim, a capacidade da fotografia de expandir a nossa percepção do mundo.


Fotodica: Quais os temas que você mais gosta em retratar nas suas fotografias?

Yuri: Na fotografia de rua gosto do comum, pessoas normais em situações cotidianas, que em alguns momentos se tornam uma imagem especial, sou um discípulo de Cartier-Bresson. Gosto de buscar relação entre as pessoas e a geometria da cidade.
Já a fotografia contemplativa me leva à surpresas pois não prevê o que será fotografado.

_
Fotodica: O que é fotografia contemplativa?

Yuri: A fotografia contemplativa é, acima de tudo, um fazer, e não o resultado. Podemos definir como fotografar usando apenas a percepção, sem conceitos, numa atitude aberta, curiosa, sem julgamento e sem ansiedade. É como uma meditação com fotografia, tem origem no budismo, mas não é uma prática religiosa. 


Foto: Yuri Bittar

 Fotodica: Quando você começou e o que te levou a praticar fotografia contemplativa?

Yuri: Soube dessa prática por acaso, quando uma amiga chamada Bel Barbiellini perguntou se uma foto minha era Miksang, que é outro nome dado à Fotografia Contemplativa. Fiquei curioso com a palavra e fui procurar, e de cara gostei muito. Achei à princípio uma boa forma de me desestressar, e foi mesmo. Depois uma série de coincidências foram me “empurrando” para a prática da Fotografia Contemplativa, acho que era algo que eu tinha de fazer mesmo. 


Foto: Yuri Bittar


Fotodica: Você que trouxe a fotografia contemplativa aqui para o Brasil? Conte um pouco da história da fotografia contemplativa aqui no Brasil.

Yuri: Não fui eu que trouxe e não sei dizer quem começou. Mas em 2012 o Carlos Inada, da Dharma Art, trouxe o Andy Karr, um dos fundadores da Fotografia Contemplativa, para realizar uma oficina em São Paulo. Participei dessa oficina e foi um marco para mim, e acho que pode ser considerada uma data fundadora da Fotografia Contemplativa no Brasil. 



Foto: Yuri Bittar


Fotodica: Você dá cursos de fotografia contemplativa?

Yuri: Sim, chamo de oficinas pois tem curta duração e um caráter muito prático. Já realizei aproximadamente 20 edições, em diferentes contextos e até fora de São Paulo. Temos agenda e outras informações no site http://www.fotografiacontemplativa.com.br .


Fotodica: Além do curso de fotografia contemplativa você dá outros tipos de cursos?

Yuri: Faço desde 2008 cursos básicos de fotografia e de fotografia de rua.


Fotodica: Você também promove encontros fotográficos, como funcionam esses encontros?

Yuri: As Saídas FOTOCULTURA, que acontecem desde 2008, tem por objetivo trazer todos os interessados em fotografia para a prática, para as ruas da cidade, explorando o espaço urbano, sempre com uma proposta cultural. Assim procuramos unir fotografia, cultura e cidadania.


Fotodica:  O que é preciso para participar desses encontros?

Yuri: É um evento TOTALMENTE livre e gratuito, onde todo tipo de fotógrafo é bem vindo.


Fotodica: Tem algum tema pré-definido ou o pessoal fotografa o que quiser?

Yuri: A cada saída temos um tema diferente, e patrocinadores que oferecem prêmios.


Fotodica: Como o pessoal que gosta de fotografia pode saber onde esses encontros acontecem, tem algum site?

Yuri:


Fotodica: - Além dos cursos e encontros fotográficos você gostaria de falar de algum outro projeto?

Yuri: Temos um projeto social, são aulas de fotografia, voluntárias e gratuitas, para crianças e jovens dentro de um hospital de câncer infantil. Se chama Fotocultura para Todos. Sempre precisamos de ajuda, especialmente de doação de câmeras para nossas aulas. Mais detalhes em 
_
Fotodica: Como aqui é um blog sobre dicas de fotografia, deixe uma dica para quem está ou quer começar nesse mundo da fotografia.

Yuri: A grande dica na fotografai é pensar, estudar e praticar muito. É preciso adquirir cultura visual, técnica e experiência, para que tudo isso se conjugue na hora do clique, de forma natural. Um bom fotógrafo é aquele tem, a cada foto, uma história a contar.


Fotodica: Para finalizar deixe um recado para o pessoal.

Yuri: Percebam que a fotografia é uma arte poderosa, pode transformar sua vida e mudar algo no mundo, use-a com capricho e ética, e vamos fotografar!


Abaixo estão os sites do nosso entrevistado Yuri Bittar, da primeira Fotoentrevista do blog Fotodica.


Site Fotocultura: www.fotocultura.net
Fotografia Contemplativa: www.fotografiacontemplativa.com.br/

Muito obrigado Yuri por conceder essa valiosa entrevista!

Então pessoal, gostaram da Fotoentrevista com Yuri Bittar? Deixe aqui nos comentários e compartilhe com os amigos!

Grande abraço e até a próxima!
 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Resumo 2015

Olá pessoal!

Mais um ano chegando ao fim e agora vou falar um pouco do que aconteceu nesse ano com o "Blog Fotodica"



O Blog Fotodica começou em 03 de Agosto de 2011 com menos de 20 visitas mensais.Hoje não para de crescer, das 500 visitas mensais em média que tivemos em 2014 passamos para mais de 700 ao longo desse ano. Só nesse último mês de Dezembro estamos caminhando para quase mil visitas e agora conto com vocês para bater essa meta e dobrar a meta ( :-P ) compartilhando com os amigos!

Com publicações mensais desde 2014, ano que deixou de ser quinzenal, o BLOG FOTODICA sempre leva conhecimento para qualquer pessoa sempre com uma linguagem simples e direta.

Em 2015 falamos sobre fotografia HDR, também falamos um pouco mais das diferenças entre fotografar em RAW ou JPEG, e quais são as diferenças fotografando com câmeras cropadas ou Full Frame. Tiramos também algumas dúvidas sobre fotografia com flash dedicado que é uma dúvida muito recorrente, tanto que as cinco postagens mais vistas são sobre flash dedicado e a postagem mais vista desde o começo do blog é a dica sobre velocidade de sincronismo do flash. Se você ainda tem dúvidas sobre o tema, deixe aqui nos comentários.

Como novidade estreamos o "Canal Fotodica" no Youtube que é para dar dicas interessantes e em vídeo. Até o momento o canal possui apenas um vídeo sobre como montar um soft box caseiro que rendeu até um vídeo com erros de gravação muito engraçado, teve até luta contra fita adesiva!

Esse ano vão continuar as dicas mensais todo dia 30 e quem sabe a primeira entrevista do "Blog Fotodica". Também vamos continuar com as "videodicas" no "Canal Fotodica" no Youtube. Vai ser um ano de experiências e bem interessante. Também vamos ter dúvidas do pessoal respondidas aqui no blog com o tema "Fotodica Responde". Então deixe suas dúvidas aqui nos comentários que logo farei o "Fotodica Responde nº1"! Estamos também abertos a sugestões para melhorar cada vez mais o BLOG FOTODICA.

Também não deixe de nos seguir e compartilhar com os amigos hein!

Por fim desejo a todos um 2016 com muita PAZ, SAÚDE, SUCESSO, e porque não ótimas FOTOGRAFIAS junto com o Blog FOTODICA!

Grande Abraço e 2016 tem mais!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pricipais diferenças entre cameras Full Frame e Cropadas

Olá.

No começo do "Blog Fotodica" falei da diferença das câmeras digitais Full Frame que são aquelas com o sensor do tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm (24mm X 36mm) e das câmeras cropadas que possuem um sensor menor. Se quiser ver a postagem anterior Clique Aqui.


Muitas pessoas, principalmente que estão começando agora na fotografia não entenderam bem o conceito por trás disso e agora, depois de mais de sete anos de fotografia, tive a oportunidade de trabalhar realmente com câmeras full frame e por isso vou explicar novamente as duas principais diferenças entre os dois tipos de câmeras com um pouco mais de detalhes mas nada muito profundo.

A principal diferença entre os dois tipos de câmeras é o tamanho do sensor. Nas câmeras full frame eles têm o tamanho de um quadro de filme fotográfico 35mm que mede 24mm de "altura" por 36mm de "largura", enquanto as câmeras chamadas cropadas tem o sensor menor que isso sendo o mais comum tem o sensor 1,6 ou 1,5 vezes menor do que os da full frame e isso chama-se fator de corte.

Mas o que isso influência na captura da foto?
A mais perceptível influência é no ângulo de visão (reparem que falei ângulo e não distância focal) da objetiva.

As objetivas nas câmeras cropadas por tem um sensor menor vão ter um menor ângulo de visão equivalente a uma objetiva de distância focal mais longa em uma câmera Full Frame. Reparem nas imagens abaixo:

Objetiva 50mm "Camera Cropada"
Objetiva 85mm "Camera Full Frame"

As duas fotos foram feitas com a abertura de f/1.8 a 90cm de distância do objeto mas na câmera full frame foi usada uma objetiva 85mm já câmera cropada foi usada uma objetiva 50mm mas porque ambas parecem ter sido feitas com a mesma distância focal? Vou explicar.

Veja a ilustração abaixo:


As objetivas são pensadas para serem usadas em câmeras full frame, quando o sensor é menor parte das bordas da fotografia são perdidas pois não consegue captá-las e isso é representado pela parte cinza da ilustração e isso chama-se fator de corte.

Existem também objetivas que são especiais para câmeras cropadas mas sua distância focal é pensada como se fossem usadas em câmeras full frame, e isso tem um motivo.

Para calcular a equivalência do ângulo de visão da objetiva em uma câmera cropada devemos multiplicar a distância focal original pelo fator de corte que é quantas vezes o sensor da câmera cropada é menor.

Em todos os exemplos foi usada uma câmera que tem um sensor de tamanho APS-C que é 1.6X menor que o sensor da camera full frame combinada com uma objetiva 50mm para obter uma equivalência a distância focal próxima da objetiva 85mm usada na câmera full frame. Então vamos fazer a conta.

Objetiva 50mm X 1.6 do fator de corte = Equivale ao ângulo de visão de uma objetiva 80mm montada em uma câmera full frame. Simplificando essa conta fica assim:

50mm X 1.6 = 80mm

Objetivas por exemplo 50mm sempre vão ser 50mm mesmo quando usadas em câmeras croparadas quando em câmeras full frame pois sempre vão entregar a mesma imagem para o sensor seja ele qual for. Observe novamente as fotos abaixo:

recorte 100% 50mm em "câmera cropada"

recorte 100% 85mm em "câmera Full Frame"

Nesse exemplo eu quis mostrar que mesmo a primeira vista as fotos que pareciam quase iguais possuem grandes diferenças influenciadas pelas características da objetiva que foi usada como profundidade de campo, distorção e achatamento de planos.

No exemplo as duas fotos foram feitas com abertura f/1.8, limite da objetiva 85mm que foi usada na câmera full frame. Perceba como a palavra MACRO está nítida nas duas fotografias mas que na foto tirada com a 85mm a profundidade de campo é muito mais rasa já começando a desfocar a chavinha do auto foco enquanto a feita com a 50mm na cropada ela ainda está bem nítida.

Já a distorção é menos perceptível pois grande parte ocorre nas bordas da fotografia e como na cropada as bordas são perdidas fica menos evidenciado mas não quer dizer que essa característica também foi perdida pois no restante da fotografia ela se mantém.

Agora volte nas duas primeiras fotos de exemplo. Perceba como o fundo da fotografia que foi feita com a 85mm está bem mais próximo mesmo parecendo que o assunto está na mesma distância. Isso deve-se ao achatamento de planos. Quanto maior a distância focal da objetiva maior é o achatamento de planos. Por isso também que não devemos fazer retratos de alguém com grande angular pois corre o risco da pessoa fotografada parecer que tem nariz de Pinóquio.

Outra característica muito bem-vinda é que por conta do sensor maior a câmera Full Frame trabalha muito melhor com a questão de ruído na fotografia.

Nas duas fotos em 100% que mostrei acima perceba que na foto feita com a câmera cropada tem muito mais ruído que na que fiz com a câmera full frame. Isso se deve principalmente porque as "células" que compõem o sensor (fotodiodos) serem bem maiores facilitando a captura da luz.

Essas são as duas principais diferenças entre câmeras Full Frame e Cropadas.

E você, tem algo a acrescentar ou quer comentar sobre o tópico? Deixe sua mensagem abaixo e não deixe de seguir o "BLOG FOTODICA"!

Até a próxima!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

1ª Videodica do Canal Fotodica - Softbox para flash dedicado

Olá pessoal,

Para comemorar os quatro anos do "Blog Fotodica" completados em Agosto desse ano, resolvi criar um Canal de vídeos no Youtube, o "Canal Fotodica" onde darei dicas de fotografia variadas e não só as dicas que são publicadas aqui.

Para inaugurar o canal e como muitos de vocês me pedem dicas para flash vou mostrar como fazer uma softbox para flash dedicado só que de material reciclado.

Muito usado em ensaios a softbox serve para deixar a luz do flash mais suave diminuindo as sombras mas ao mesmo tempo concentrada no ponto desejado, diferente do difusor onde a luz se espalha pelo ambiente.

Para fazer a softbox de material reciclado você vai precisar do seguinte material:

1 caixa de papelão pequena.
1 folha de papel alumínio.
2 folhas de papel toalha ou manteiga
1 rolo de fita adesiva
1 tesoura ou estilete
1 régua
1 caneta permanente, usada para escrita em CD

Quer saber como fazer a montagem do softbox? Então clique no link abaixo para ver o vídeo!

MONTAGEM DO SOFTBOX.

Ah, não deixe de se inscrever no canal e compartilhar com os amigos, ok!

Se você gostou da ideia e quiser mais dicas em vídeo deixe nos comentários!

Só um aviso, as dicas no "BLOG FOTODICA" continuarão a ser publicadas todo dia 30 de cada mês e por isso não deixe de dar sempre uma passadinha por aqui!

Abraço e até a próxima dica!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Linha do Horizonte na Fotografia

Olá pessoal,

Hoje vou falar de uma coisa básica que cheguei a mencionar quando falei sobre composição mas que muitas vezes é ignorada por alguns e difícil acertar para quem está começando, a linha do horizonte na fotografia.



A linha do horizonte é muito importante na fotografia, ela é quem inicialmente guia a altura da visão do espectador na fotografia.

Um horizonte reto nos dá a sensação de paz e tranquilidade.

Mas vezes por descuido ou por negligência muitas fotografias ficam "tortas" e isso acaba com uma boa fotografia. Veja o exemplo abaixo:

Horizonte torto

Reparem no museu do Ipiranga em São Paulo. Parece que ele está pendendo para a direita, certo que ele estava quase desmoronando mas não chegava a tanto. Hehehhe. Aposto também que você inclinou um pouco a cabeça para o mesmo lado da inclinação da fotografia. Acertei?
 
Mesmo tendo inclinado apenas 2 graus em sentido horário a diferença foi enorme não é mesmo? Não sei para vocês mas para mim é até incomodo olhar para ela. Isso é inadmissível em fotografia de paisagem ou arquitetura por exemplo.

Mas em algumas situações podemos quebrar essa regra.

Quando não temos uma linha do horizonte bem definida, uma coisa que podemos fazer é inclinar realmente a linha do horizonte para dar mais dinamismo a fotografia como no exemplo abaixo que fiz durante a corrida do Moto GP em que aconteceu em Interlagos. Para dar uma sensação de maior velocidade e mais fluidez para a fotografia eu inclinei propositadamente a linha do horizonte.

Reparem que eu a inclinei bastante e não apenas a "entortei".


Agora olhem como ela ficaria originalmente se eu não tivesse inclinado o horizonte:


A fotografia de baixo parece bem mais monótona não é? Além disso na primeira foto que inclinei propositadamente os dois corredores do meio que disputavam para valer a posição ganharam uma ênfase muito maior e parece que o bicho está pegando por lá.

Também outra coisa também muito comum é o pessoal colocar o horizonte bem no meio da foto e isso acaba matando de vez a fotografia. O horizonte tem que estar sempre no terço de baixo ou de cima da fotografia dependendo no que você quer dar mais destaque, se é mais para o céu ou mais para a terra.

Claro que ele não precisa estar exatamente alinhado com o terço escolhido, só não pode estar exatamente no meio da fotografia.

Na fotografia abaixo onde quis que os prédios do fundo coloridos pelo pôr do sol contrastando do acinzentado do céu.

 

Basicamente o horizonte é o que dá o equilíbrio da foto e por isso precisamos nos preocupar se ele está verdadeiramente na horizontal e em qual proporção da imagem ele estará.

Uma ótima dica para isso é usar as linhas do visor da câmera para ajudar nessa composição.

Se você ainda tem dúvidas de como compor melhor o horizonte suas fotografias deixe nos comentários!

Abraço e até mais!

domingo, 30 de agosto de 2015

RAW X JPEG - Diferenças de tipo de arquivos

Olá.

Hoje em dia muitas câmeras compactas avançadas e praticamente todas as câmeras DSLR permitem assim como selecionar o espaço de cor que comentei na postagem anterior também o tipo de arquivo a ser gerado, RAW ou JPEG e vou explicar as diferenças básicas dos dois, vamos lá?

RAW em inglês quer dizer cru, são arquivos de imagem gerados pela câmera fotográfica diretamente do sensor sem nenhum processamento ou compressão, são equivalentes a negativos digitais. Ele é a melhor opção se quiser fazer um pós-processamento na fotografia pois ele contém o máximo de informações que o sensor de sua câmera pode proporcionar a você consequentemente uma fotografia de melhor qualidade final. Também quando se fotografa em RAW ele permite uma correção muito maior pois todas as informações estão lá podendo ser recuperadas de uma forma mais fácil do que quando se fotografa em JPEG.

O arquivo RAW é excelente mais como tudo também existem desvantagens em usá-lo.
O arquivo como disse anteriormente é um arquivo cru, ou seja, cada pixel do seu sensor vai ser gravado no cartão de memória gerando um arquivo enorme, uma câmera de 20 Megapixel por exemplo tem um tamanho de arquivo de aproximadamente 28MB, digo aproximadamente pois varia de foto para a foto e por ser tão pesado a câmera vai demorar mais tempo para gravar no cartão de memória e por conta disso ela pode limitar a quantidade de disparos consecutivos antes da memória encher e não deixar você disparar mais até que a memória seja liberada.

Também no arquivo RAW é necessário um pós-processamento ou no máximo uma conversão de arquivo pois enquanto RAW apenas quem tem programas específicos poderá abrir a fotografia precisando converter em um tipo de arquivo de o computador consiga ler "naturalmente" como o JPEG.

Também é necessário um pós-processamento pois como arquivo RAW é um arquivo cru ele não contém nenhuma informação de ajuste. O máximo que o programa da câmera faz é informar o ajuste que você utilizou e aplicá-lo na fotografia mas sem que altere em definitivo a imagem.
Ou seja a fotografia quando feita em RAW demanda mais tempo do fotógrafo e isso para por exemplo um fotojornalista que precisa enviar as imagens quase que instantaneamente não serve.

Agora que já expliquei o básico de uma arquivo RAW agora vou explicar o básico do JPEG.

O JPEG é um tipo de arquivo que basicamente qualquer câmera usa para gerar suas fotografias ideal para quem quer usar rapidamente a fotografia sem precisar de pós-processamento ou qualquer tipo de conversão.
Ele usa um algoritmo de compressão de dados gerando arquivos relativamente pequenos e fáceis de trabalhar. A mesma câmera de 20 Megapixels cria arquivos JPEG de aproximadamente 5MB, ou seja, menos de um quinto do tamanho do arquivo fotografado em RAW. Ele consegue fazer isso subtraindo "informações repetidas" do arquivo, por exemplo a palavra abacateiro, nessa palavra existem três letras "a", no lugar de tantas letras "a" repetidas ele simplesmente apagaria as demais resultando na palavra "abcteiro". Viu como a palavra ficou menor mais você conseguiu ler? GROSSEIRAMENTE é isso que o JPEG faz, mas o que isso influência na imagem? Para usuários comuns NADA. Para fotógrafos que querem fazer um pós-processamento significa que ele terá "menos possibilidades de ajuste" pois as informações já não estão lá apesar de o JPEG já ser gravado com os pré-ajustes feito na câmera, ou seja se você errar no ajuste da câmera você dificilmente conseguirá corrigir tão facilmente quando fotografado em RAW.

As vantagens do JPEG é que ele é um arquivo muito mais leve e que qualquer computador pode ler sem precisar de programas de terceiros, ou seja ele pode ir da câmera direto para qualquer computador sem problemas.

Também ele "é alterado" pelos ajustes feitos previamente na câmera não precisando de um pós-processamento.

As desvantagens ficam por conta de ele ser um arquivo compactado e com isso ele perde informações que poderiam ser usadas em um pós-processamento e que ele também é gera um arquivo de "menor qualidade" que o RAW mas aqui vale um ressalto que usuários comuns não saberão a diferença entre os dois.

Espero ter sanado qualquer dúvida entre RAW e JPEG. Se tiver mais dúvidas, deixe nos comentários que responderei na hora ou em uma próxima postagem!

Abraço a todos e não esqueçam de curtir e compartilhar com os amigos.

Até a próxima dica!