terça-feira, 30 de outubro de 2012

Flash Remoto: Parte 2.

Olá!
Continuando a postagem, agora vou mostrar a diferença de quando se trabalha com luz direta, do flash na câmera e da luz do flash remoto.
Repare nas fotos dessa flor:
Flash direto

Flash pela lateral
Na primeira foto usei o flash da câmera mesmo, embutido. Não tinha muito o que fazer no caso. O flash disparou bem no meio da flor apenas para iluminá-la.

Já na segunda foto repare que a iluminação mudou quase que por completo. Dessa vez eu não usei o flash da câmera e sim um flash dedicado com potência baixa na lateral da flor segurando com a mão mesmo, parecendo que tinha uma luz natural entrando pela lateral da flor. Ou seja manipulei a luz como eu bem entendi.

Essa é uma das maneiras que é interessante usar o flash fora da câmera.
Na próxima postagem vou explicar como fiz essa foto.

Até lá!



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Flash Remoto (introdução)



Olá.

Já falei como usar alguns modos o flash dedicado, agora vou falar de como usar o flash remotamente.




Quando você está desenhando normalmente você escolhe como quer fazer o desenho e que tinta usar.

A tinta na fotografia é a luz e é interessante manipulá-la como quisermos. Utilizando o flash fora da câmera te dará uma melhor liberdade para trabalhar com mais criatividade.



O flash remoto é muito utilizado para mudar a luz ambiente mas da mesma forma que o flash comum é interessante mante-lo invisível ao olho do espectador. Ele é muito usado em fotografia still e retratos para dar ênfase ao que queremos mostrar na foto ou dar profundidade ao objeto fotografado.

Existem várias maneiras de utilizá-lo. Podemos também usar várias configurações de luz utilizando um flash, dois, três... Grupos de flash disparando de jeitos diferentes, enfim, existe uma infinidade de possibilidades. Mas aqui vou falar do básico.

Para poder utilizar o flash fora da câmera podemos usar cabos através de sapatas, fotocélula ou rádio.

Todos têm suas vantagens e desvantagens.

Quando é utilizado o cabo, chamado de cabo de sincronismo PC, você mantém a medição TTL (dependendo da função da câmera ou da sapata) mas perde em mobilidade. Ele é muito utilizado em estúdio por exemplo pois é um ambiente de espaço limitado mas também pode-se usar ele para fazer fotos em locações externas. Nem todas as câmeras e flashes possuem a entrada PC para conectar o cabo.

A fotocélula transmite o comando para o flash disparar através da luz, por isso o nome fotocelula já que foto quer dizer luz. Ele tem o mesmo princípio do controle remoto da TV que comanda a mesma. Experimente filmar o controle remoto com ele apontado para a câmera. Você verá a tal luz. Algumas câmeras já possuem a função sem fios através de infravermelho já incorporada o que facilita muito o uso inclusive com medição TTL do flash remoto o que facilita ainda mais pois dificilmente precisamos fazer cálculos para obter a exposição correta do flash auxiliar. Mas mesmo assim o mais correto é usar o flash em modo manual e fazer os cálculos como expliquei em postagens anteriores para uma correta utilização e aproveitamento da luz.

O terceiro e último equipamento para utilizar o flash remotamente seria o RÁDIO. 


O controle do flash remoto através de rádio seria o mais recomendado em fotos na rua por exemplo. Ele é composto de dois itens, um transmissor que vai na sapata do flash na câmera e um receptor que encaixa no flash ou através do cabo PC. Ele mantém a medição TTL, claro dependendo das funções do transmissor, receptor ou da câmera. Possui a mobilidade suficiente por não utilizar fio algum mas com um porem que dependendo do ambiente o rádio não chega muito longe, em média de 5 a 7 metros sem barreira entre o transmissor e o receptor.

Afinal fotografia não é só apertar o disparador. Boas fotos são feitas em vários minutos ou até em horas de trabalho para conseguir uma única foto excepcional.

 Nas próximas postagens vou dar algumas dicas básicas de como utilizá-lo.

Até lá!

domingo, 30 de setembro de 2012

Gel de correção de cor

Olá,

Como na dica anterior eu falei de flash de preenchimento, hoje vou falar sobre gel de correção de cor.

O gel de correção de cor na verdade não é um gel, é um tipo de plástico colorido especial que encaixado na frente do flash muda a temperatura de cor do mesmo.



Não tente colocar qualquer plástico na frente do flash pois ele pode derreter devido a alta temperatura estragando permanentemente seu precioso flash.

Ele é muito usado em fotografias mais artísticas ou quando a cena tem uma iluminação "feia".

O gel de correção é tipo aqueles filtros coloridos que é colocado na frente das objetivas para alterar a tonalidade da fotografia, mas diferente deles o gel de correção só funciona onde a luz do flash chega.


Quando fotografamos a noite por exemplo a luz da rua deixa nossas fotos com tom amarelado, se dispararmos o flash nessa situação como expliquei na postagem anterior, onde a luz do flash "bate" fica com um tom feio e azulado? Esse é um dos casos que se tivesse com o gel de correção âmbar esse efeito não aconteceria pois o flash também através do gel emitiria uma luz alaranjada.

Existem por ai várias cores de gel de correção mas os mais usados são o CTO, gel de correção laranja para esses tipos de fotos a noite onde a temperatura da luz ambiente chega a 2800k e o FL-D, Gel de correção para luz fluorescente.

Como expliquei em balanço de branco a luz fluorescente emite uma luz esverdeada que é um pouco mais chata de corrigir principalmente se tiver uma segunda fonte de luz na foto como a luz do flash.

Para tirar essa tonalidade verde e o flash não se tornar tão perceptível. O ideal é regular o WB da câmera para fotos com luz fluorescente e disparar com o gel de correção acoplado no flah tendo o resultado uma cena com tons mais corretos. Claro que isso depende de quanto a sua câmera consegue corrigir esse tipo de luz, muitas até precisando usar um balanço de branco personalizado para o ambiente.

Como falei, o gel de correção só faz efeito onde o flash chega e da mesma forma com filtros de qualidade, quanto maior a potência do flash mais o filtro fará efeito. O ideal é equilibrá-lo com a cena e com o efeito pretendido. Também como tudo que é colocado em frente da luz rouba uns pontinhos de luz o uso de gel de correção em frente à luz do flash fará também ele "perder" potência. Ai depende da qualidade e características dos acessórios que são usados.

O Gel de correção também é usado para mudar a temperatura de cor esfriando ou aquecendo a fotografia dando um "ar" diferente na fotografia alterando só a parte onde a luz do flash chega. Também usado em um segundo flash longe da câmera, num flash remoto.

E sobre uso do flash remoto que vou começar a falar nas próximas postagens.

Até lá!

sábado, 15 de setembro de 2012

Flash de preenchimento (Fill flash)

Olá pessoal.

Muitas pessoas pensam que o flash serve só para tirar fotos com pouca ou nenhuma luz o que é uma inverdade.

O flash também pode ser usado em dias com muito sol quando existe aquela luz dura. Ele é usado justamente para preencher as sombras (sem que apareça o disparo, que seria o ideal). O nome dessa técnica é flash de preenchimento ou fill flash em inglês.

Imagine a cena:
Você está fotografando uma pessoa ao meio dia com sol a pino. Como falei a algumas postagens atrás, a luz do sol é umas das luzes que mais produzem sombras, uma luz muito dura. Justamente nas pessoas a pior sombra produzida fica na região dos olhos.

Se tentar tirar uma fotografia de pessoa com esse tipo de luz você matará o retrato devido que a região dos olhos é a alma do retrato. Claro que como já falei, sempre existem exceções.

A única alternativa é usar uma luz artificial para cobrir a região. Geralmente temos o flash da câmera, aliás pode ser qualquer tipo de flash, inclusive o embutido. Então como fazer? Vamos ver.

-Primeiro é preciso medir a luz gral da cena, incluindo as áreas de altas e baixas luzes (A parte mais clara e mais escura da cena) obtendo a correta exposição da cena. Em cima dessa correta exposição devemos seguir os passos a seguir.

-Precisamos ter certeza que a velocidade do obturador não ultrapasse a velocidade de sincronismo do flash. Geralmente quando o flash da câmera é ligado ela própria limita a velocidade do obturador até a máxima de sincronismo.

-Agora com flash TTL (lembre-se, quando falo aqui TTL também quero dizer os flashes E-TTL, i-TTL e afins) temos que compensar a exposição do flash para menos para que dispare com menos força que o necessário para preencher toda a cena. Quanto menos colocamos de exposição menos efeito vai se obter preencher as sobras em contrapartida menos dará para perceber que foi disparado o flash na cena. Aqui precisamos buscar um equilíbrio.

-Nos flashes automáticos sem a medição TTL, suponhamos que obtive a fotometria correta usando f:11 1/125. Vou dar uma "enganada" no flash e dizer que estou fotografando com abertura f:8 na objetiva, mas a objetiva vai continuar em f:11 e então ele vai disparar com 1 ponto a menos de luz.

-Nos flashes manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Além de medir a cena, precisamos calcular quantidade de luz do flash na cena, como expliquei nas primeiras postagens sobre flash e compensar negativamente para que o flash dispare com menos força doque o necessário para quando queremos preencher completamente a cena que como expliquei anteriormente precisamos buscar um equilíbrio para que possamos preencher as sombras sem que de para o espectador perceba o disparo do flash.

Se caso a velocidade do obturador ultrapasse a velocidade de sincronismo, que geralmente acontece em ambientes muito claros, normalmente temos três opções:

-Usar uma abertura menor na objetiva. Mas lembrando que o flash tem uma potência de disparo limitada. Não adianta fotografar uma pessoa a três metros de distância em f:32 com o flash embutido que não funcionará. Precisamos calcular até onde a luz do flash chegará como expliquei anteriormente.

-Usar um ISO mais baixo, mas assim como a dica anterior quanto menor o ISO menos distância a luz do flash alcançará.

-Ou nos flashes mais modernos usar a opção de sincronia rápida (High Speed Synch). Nessa opção a câmera libera para que sejam usadas todas as velocidades do obturador. O inconveniente aqui é que essa opção come as pilhas utilizadas no flash e também não pode ser usada muitas vezes pois o flash quase sempre disparará na potência máxima aquecendo e podendo até resultar na queima do flash.

Até a próxima dica.
Até lá, treinem bastante pois só com a prática e que chegamos perto da perfeição!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Flash: Difusor.

Olá.

Na última postagem do blog falei dos rebatedores para conseguir uma luz menos dura nas fotos, mas também existe outro dispositivo, o difusor.

O difusor como o nome já diz, difunde a luz no ambiente, com isso conseguimos uma luz mais homogênea.

A ideal utilização mesmo dele é quando está se usando uma objetiva de distância focal de 17mm ou menor para que os cantos da fotografia não saiam escuros.

Ele é parecido com uma lente que fica logo na frente da cabeça do flash.

Em muitos flashes dedicados ele fica "escondido" sobre a lente do flash. Ele é uma lâmina plástica toda com ranhuras, bastando apenas puxá-lo para fora para utilizá-lo. Também em muitos modelos de flash ele assume a posição de que você está fotografando com uma objetiva grande-angular mesmo que você não esteja a utilizando pois o flash subentende que você quer maior difusão da luz no momento do disparo.

Existem também a venda difusores que se encaixam na frente do flash parecido com copinhos que tem a mesma função dos embutidos nos flashes mas em alguns casos sendo mais eficazes porque em alguns modelos de flash quando se usa o difusor do flash ele limita a potência para preservar a lente frontal do flash de possíveis queimas devido ao calor gerado na hora do disparo como pode ver na foto abaixo.

Também já ví que existe difusores para flash embutido que é uma lente difusora que encacha-se no corpo da câmera mas desconheço sua eficácia.

E isso ai pessoal. Até a próxima postagem.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Flash Rebatido: rebatedores

Olá pessoal.

Decidi fazer mais uma postagem sobre flash rebatido pois algumas pessoas têm perguntado para mim de como rebater o flash.

O flash rebatido como expliquei anteriormente é o flash que não fica na posição frontal do assunto paralelo a objetiva. Ele é usado em ângulos diferentes. Como expliquei também a luz é uma forma de onda que segue sempre em linha reta por isso é preciso calcular onde ela vai terminar sua trajetória.

Na foto abaixo eu coloquei o flash na posição direta, ou seja paralelo a lente:


Essa posição é que produz a luz mais dura com sobras pronunciadas além de colaborar com efeito de olhos vermelhos.

Abaixo a posição de flash rebatido para o teto.
Repare na foto que apenas rotacionei a cabeça do flash para cima. Muitos flahes tem essa opção. Como a luz dele não está diretamente no assunto as sobras serão menos intensas pois até a luz chegar ao assunto ela já se espalhou no ambiente. Nessa posição é necessário tomar cuidado com sombras indesejadas no assunto pois a luz irá chegar de cima e pouco irá diretamente ao assunto.

Agora muitas pessoas me perguntam e quando não há onde rebater o flash ou está longe da parede ou teto sendo que não querem usar flash direto?

No mercado existem rebatedores para serem encaixados atrás do flash dedicado para que o flash possa ser usado rebatido. Um exemplo é esse da foto abaixo.

Ele vem com um encaixe com uma fita dupla-face para grudar atrás do flash.

Repare na foto da direita de como encaixei ele no meu flash. Quando não quiser usá-lo é só puxar que ele sai.

Com esse rebatedor posso fazer fotos sem me preocupar muito onde rebater o flash para conseguir uma luz mais suave. Repare também de como ele é dobrado nas suas extremidades para que a luz não se perca muito no ambiente. Da até para perceber de como ele não clareou a parte de cima do fundo branco da foto.

Bom por enquanto é isso e continuem mandando suas dúvidas para que possa responder nas próximas postagens.

Até lá!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Flash Rebatido

Olá pessoal!

Além de usar o flash direto que causa no assunto uma luz dura com sombras bem pronunciadas, podemos usa-lo em outra posição, rebatido.

O rebatimento do flash nada mais é que jogar a luz dele em uma superfície antes de chegar no assunto, com isso ganhamos uma luz mais suave. Podemos jogar a luz dele numa parede ou mesmo no teto.

Também podemos usar o flash rebatido para fotografarmos um grupo de pessoas evitando que só o primeiro plano esteja iluminado pela luz do flash.

Como a luz sempre segue uma linha reta fica relativamente fácil posicionar a cabeça do flash para que a luz chegue corretamente ao assunto mas precisamos tomar cuidado com algumas características.

Como estamos trabalhando com uma luz indireta, as sombras podem parecer meio estranhas por isso é bom saber onde a luz vai refletir e os possíveis obstáculos até que ela "termine" sua trajetória

Também temos que tomar cuidado com a textura da superfície pois porque pode ser que a textura por exemplo da parede apareça no assunto. O ideal é sempre usar alguma superfície lisa.

Mais uma coisa que precisamos nos preocupar antes da foto é com a cor da superfície que vai refletir a luz do flash porque também é bem provável que a luz que atingirá o assunto tomará a tonalidade da superfície. O ideal é que ela sege branca.

Espelhos ao contrário que muitos pensam não são bons rebatedores pois não dará o efeito desejado além de absorver muita luz.

Em lojas especializadas existem rebatedores para acoplar no flash dedicado para quando não houver possibilidade de rebatem em outra superfície ou não quiser mesmo usar ele direto.

Para calcular a potência do flash devemos pegar a distância total que a luz percorrerá. Temos que adicionara distância do flash até o teto por exemplo se eu rebatê-lo no teto e mais a distância do teto até o assunto. Dependendo da superfície utilizada podemos ter uma perda de luz. Normalmente calculo que perde-se uns 20% a 25% de luz. Ou seja a potência do flash -25% da superfície.
Sei que dá um trabalho a mais mas a meu ver o resultado é muito melhor.
Até a próxima!