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domingo, 30 de setembro de 2012

Gel de correção de cor

Olá,

Como na dica anterior eu falei de flash de preenchimento, hoje vou falar sobre gel de correção de cor.

O gel de correção de cor na verdade não é um gel, é um tipo de plástico colorido especial que encaixado na frente do flash muda a temperatura de cor do mesmo.



Não tente colocar qualquer plástico na frente do flash pois ele pode derreter devido a alta temperatura estragando permanentemente seu precioso flash.

Ele é muito usado em fotografias mais artísticas ou quando a cena tem uma iluminação "feia".

O gel de correção é tipo aqueles filtros coloridos que é colocado na frente das objetivas para alterar a tonalidade da fotografia, mas diferente deles o gel de correção só funciona onde a luz do flash chega.


Quando fotografamos a noite por exemplo a luz da rua deixa nossas fotos com tom amarelado, se dispararmos o flash nessa situação como expliquei na postagem anterior, onde a luz do flash "bate" fica com um tom feio e azulado? Esse é um dos casos que se tivesse com o gel de correção âmbar esse efeito não aconteceria pois o flash também através do gel emitiria uma luz alaranjada.

Existem por ai várias cores de gel de correção mas os mais usados são o CTO, gel de correção laranja para esses tipos de fotos a noite onde a temperatura da luz ambiente chega a 2800k e o FL-D, Gel de correção para luz fluorescente.

Como expliquei em balanço de branco a luz fluorescente emite uma luz esverdeada que é um pouco mais chata de corrigir principalmente se tiver uma segunda fonte de luz na foto como a luz do flash.

Para tirar essa tonalidade verde e o flash não se tornar tão perceptível. O ideal é regular o WB da câmera para fotos com luz fluorescente e disparar com o gel de correção acoplado no flah tendo o resultado uma cena com tons mais corretos. Claro que isso depende de quanto a sua câmera consegue corrigir esse tipo de luz, muitas até precisando usar um balanço de branco personalizado para o ambiente.

Como falei, o gel de correção só faz efeito onde o flash chega e da mesma forma com filtros de qualidade, quanto maior a potência do flash mais o filtro fará efeito. O ideal é equilibrá-lo com a cena e com o efeito pretendido. Também como tudo que é colocado em frente da luz rouba uns pontinhos de luz o uso de gel de correção em frente à luz do flash fará também ele "perder" potência. Ai depende da qualidade e características dos acessórios que são usados.

O Gel de correção também é usado para mudar a temperatura de cor esfriando ou aquecendo a fotografia dando um "ar" diferente na fotografia alterando só a parte onde a luz do flash chega. Também usado em um segundo flash longe da câmera, num flash remoto.

E sobre uso do flash remoto que vou começar a falar nas próximas postagens.

Até lá!

domingo, 15 de julho de 2012

Compesação de exposição do flash

Olá pessoal, como falei na postagem anterior vou falar um pouco de compensação de exposição do flash.

Basicamente compensação de exposição do flash. é a mesma de quando não se utiliza o flash ou seja você pode tomar como base aquilo que expliquei na postagem anterior sobre fotometria.

Quando se fotografa ultilizando um flash E-TTL (também com i-TTL e afins) uma coisa branca, precisamos compensar o flash para que ele dispare mais forte. Nas configurações do flash aparece como um sinal de positivo seguido de alguma fração porque assim como expliquei é a câmera é que vai interpretar a cena e supor que o objeto branco como sendo cinza e não disparando o flash com a potência correta.

Da mesma forma quando estamos fotografando um objeto preto a câmera fará ao contrário, ela disparará o flash com maior potência "estourando" a cena para deixar o objeto preto, cinza. Para que isso não aconteça será necessário compensar negativamente o disparo do flash para que o objeto preto realmente apareça preto na foto.

Mas agora temos uma diferença, é quando fotografamos objetos refletivos.
Quando tentamos fotografar algo muito refletivo, como espelho, ou algo parecido a câmera pode ser enganada pois o brilho do flash que é usado para fazer a medição do E-TTL volta praticamente todo para a câmera deixando a fotometria uma bagunça. O ideal mesmo nessa situação é desligar o flash. Se não tiver jeito de não utilizar o flash ou é usá-lo em modo manual para compensar esse brilho extra ou também nos flashes dedicados no modo de rebatimento.

Espero que tenham entendido nessa pequena noção que passei.

Mas ai você pensa, poxa mas essa dica não deu certo, o fundo da minha foto saiu escurão! A ique entra algumas técnicas de uso do flash como flash de compensação, flash de preenchimento e flash de luz mista. Mas conforme vou dando as dicas vou falando dessas técnicas também.

Até a próxima postagem!

sábado, 30 de junho de 2012

Sincronismo de cortinas

Olá pessoal! Na postagem anterior falei de velocidade de sincronismo, para continuar mais ou menos no assunto resolvi falar primeiro do sincronismo de cortinas. Fiquem calmos que não tem nada a ver com as cortinas da casa e sim de como o flash sincroniza com as cortinas do obturador da câmera.

Em câmeras mais avançadas, mesmo em algumas compactas podemos escolher o sincronismo de 1ª ou 2ª cortina. Isso é para a configuração de quando o flash disparará. Quando escolhemos que ele disparará na primeira cortina significa que quando o obturador acabou de abrir a câmera disparará o flash. Em segunda cortina e logo quando o obturador começa a fechar. Na postagem que falei sobre obturador tem uma animação do obturador funcionando para que entendam melhor.

Geralmente para saber se está fotografando em segunda cortina no flash aparecem um triângulo sobreposto por um outro com preenchimento preto.

O efeito obtido mesmo em frações de segundo é distinto pois a luz do flash congela a cena.  O efeito fica muito mais evidenciado em disparos de baixa velocidade que vou falar de como fazer nas próximas postagens.

Vamos imaginar uma cena básica:

Um carro passando na avenida com os faróis acesos a noite.

Se colocar a configuração do flash em primeira cortina, a luz do flash vai congelar o carro e o farol do carro irá aparecer na frente o carro dando a impressão que ele está no sentido contrário, andando de ré.

Se colocar o sincronismo para a segunda cortina, primeiro vai ser captado os faróis do carro e logo em seguida o flash irá congelar o movimento do carro. ou seja as luzes do carro vão aparecer logo atrás do carro então dando a impressão que ele está andando corretamente para frente.

Próxima postagem vou falar de compensação de exposição com flash.

Até lá!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Flash: Velocidade de sincronismo

Hoje vou falar de uma coisa também muito importante de configuração do flash, a velocidade de sincronismo.

Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.

A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.

Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.

 A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.


Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000  de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.

Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo. 

As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.

Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.


A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.

Até lá! 
 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Usando o Flash

Olá, como falei na postagem anterior vou falar de como usar o flash manual e isso também vale para os outros tipos de flashes para que possamos entender o que acontece com a luz emitida por eles.
Para tentarmos dominar o flash primeiro de tudo é relembrar as propriedades da luz.

A luz é uma forma de onda eletromagnética que se dispersa pelo ar sempre em linha reta a uma velocidade de 300.000 Km/s (isso no vácuo), no caso do flash conseguimos uma luz dura e completamente branca como disse em minha postagem anterior. Como já devem ter aprendido nos tempos de colégio quando vemos alguma coisa nossos olhos captam parte da onda de luz refletida nele e outra parte é absorvida pelo mesmo gerando as partes claras e escuras. Um objeto preto absorve todo o espectro de luz e ao contrário de um objeto branco nos reflete tudo.

Bom, agora que já relembramos rapidamente as propriedades da luz vamos falar de como controlarmos ela nos disparos dos flashes e agora que vocês vão entender porque primeiro é preciso saber o funcionamento da câmera e sobre fotometria.

Todos os flashes, incluindo os embutidos nas câmeras possuem um número guia representado pelas letras NG ou GN(do inglês Guide Number). É muito importante saber esse número pois como o próprio nome diz ele é o nosso guia, a nossa referência. Esse número representa a distância que a luz do flash consegue chegar normalmente em ISO 100 que é o mais comum. Porque falei em ISO agora? Porque como disse anteriormente quanto maior o ISO mais sensível é a película ou o sensor da câmera. Lembra de quando eu falei sobre ISO e disse que se eu aumentasse um ponto o ISO, por exemplo ISO 100 para o 200 o sensor captaria o dobro de luz? No flash acontece a mesma coisa, eu praticamente dobro a distância em que minha câmera consegue capturar a luz emitida pelo flash. Reparem que falei que é a câmera que consegue captar e não que o flash fica mais potente e reparem que falei que consigo quase o dobro da distância pois como sabemos a luz, mesmo sendo bem direcionada como a do flash ela acaba se espelhando pelo ambiente assim como quando jogamos uma pedra no lago e vendo as ondas se formarem e por isso não conseguindo exatamente o resultado dessa multiplicação.

Além do ISO podemos controlar a exposição do flash abrindo ou fechando o diafragma de nossas objetivas. Novamente como falei quanto mais fechado o diafragma menos luz passa por nossa objetiva para sensibilizar o sensor ou filme. Novamente quando fechamos um ponto o diafragma metade da luz entra.

Mas como saber a regulagem ideal para cada situação para que a foto saia perfeita, nem estourada ou muito escura? Quem é bom de matemática vai se dar bem pois é só fazer uma continha.

No texto acima falei de algumas grandezas como o Número Guia que é o principal e a distância e a abertura e é com elas que vou trabalhar agora.
A formula é a seguinte:

 Onde M é a distância do objeto em metros.


Vou pegar meu flash como referência no exemplo. O flash que uso normalmente tem um Numero Guia 43 (GN43). Vou usar no exemplo que estou fotografando em ISO 100 e sempre com flash direto.

Vou querer fotografar uma pessoa que está a 4 metros de mim. E agora vamos as contas:

NG43 / 4m = 10.75

Esse 10.75 é a abertura que eu tenho usar no diafragma para obter uma exposição correta do flash. Como não existe essa abertura posso por exemplo usar um f11 que é o que mais se aproxima.

Da mesma forma que usei a distância do objeto para saber a exposição, posso saber até onde a luz do meu flash vai chegar caso eu esteja fotografando uma paisagem ou uma rua por exemplo.
É só dividir o Número Guia pela abertura.
Por exemplo: Tenho uma objetiva que relativamente escura, que só abre até f5.6, que são as mais comuns e as pilhas do meu flash dedicado acabaram (Putz, que mal profissional!) e estou usando o flash popup da câmera que tem NG13. Então refaçamos as contas...

NG13 / f5.6 = 2,13m

Ou seja só vou poder fotografar usando flash a no máximo a 2 metros e pouco de distância do assunto. Ruim não? Mas se meu assunto estiver a mais distância doque isso? Fácil, aumento o ISO.

Como já sabem quanto maior o valor do ISO maior a sensibilidade. Aumentando um ponto o ISO o sensor ou filme capta o dobro de luz e consigo capturar a luz emitida do flash a quase o dobro de distância do anterior pois a luz do flash vai se espalhando no meio do caminho e quanto mais distância do assunto mais a luz vai se dissipando.

Na mesma condição da cena exemplificada anteriormente se eu tivesse usado ISO 200 poderia fotografar meu assunto a 4m de distância. Melhorou um pouco não é mesmo?

Também é por isso que não adianta usar flashes embutidos para fotografar longas distâncias.

Mas para não ficar muito longo vou continuar o assunto na próxima postagem.
Até lá!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Flash


Olá pessoal, estou começando a postagem que segundo amigos meus é a mais aguardada desse blog.
Vou falar sobre o flash e de como usá-lo em diferentes situações.
Resolvi começar agora pois antes de lidar com o flash precisamos saber o funcionamento da câmera fotográfica, principalmente a parte de fotometria para também ser usado no caso dos flashes.
O Flash é uma luz auxiliar rápida, dura apenas um milésimo de segundo e é também uma luz dura e totalmente branca próxima dos 5500k.

Existem basicamente dois tipos de flash:

Embutido
Como o próprio nome já diz ele está incorporado ao corpo da câmera, isso inclui os flashes pop-up que ficam escondidos e surgem quando precisamos usa-lo. Para a alimentação usam a bateria da câmera.
FLASH EMBUTIDO

FLASH POPUP


Flashs dedicados
São aqueles que por meio de uma sapata ou cabo de sincronismo conectam-se a câmera para disparar. Esses possuem muito mais configurações além de poder disparar não diretamente para o assunto pois possuem a cabeça giratória. Eles recarregam mais rapidamente e geralmente usam pilhas ou baterias próprias poupando a energia da câmera.


Dependendo do tipo de conexão com a câmera eles podem ser:

Manuais:
Nos flashes chamados de manuais o usuário controla regulagem da câmera para a potência da luz do flash através de alguns cálculos determinando assim a correta exposição da fotografia. Eles não tem contato na sapata e precisam ultilizar  cabo de sincronismo.

Automático:
Muito parecido com o uso dos flashes manuais, o usuário determina tanto no flash quanto na objetiva a mesma abertura em uma determinada velocidade obtendo assim a exposição correta. Um exemplo da sapata que esses flashes ultilizam é essa.


Reparem que tem um círculo central que é por onde o flash recebe a ordem para disparar no momento exato da fotografia dispensando o cabo de sincronismo.

Automático TTL:
Hoje em dia com a ascensão das câmeras digitais são os mais utilizados. Os flashs que possuem a tecnologia TTL (Through The Lens) utiliza-se da medição do fotômetro da câmera para disparar a potência ideal para iluminar a cena isentando o fotógrafo de fazer os cálculos necessários e assim conseguindo fotos mais rapidamente. É fácil distinguir um flash TTL pois ele sempre dispara mais de uma vez por foto, a primeira rajada é usada para medir a luz e a potência do flash e nas digitais é nessa hora que que também é obtido o correto balanço de branco (White Balance) e a partir dessa rajada é que efetivamente a fotografia e tomada. Dependendo do fabricante da câmera existem as variações de nomes como E-TTL, E-TTL II, i-TTL, por assim vai. A sapata utilizada nesse tipo de flash contem além do círculo maior mais outros círculos que são os contatos por onde ele se comunica com a câmera para receber todas as informações que descrevi acima.



Todos os flahses contém um Número Guia que é para fazer os cálculos que falei acima e também cada câmera possui uma velocidade de sincronismo com o flash que é a velocidade máxima para que o obturador da câmera não atrapalhe a luz do flash pois ele tem que estar completamente aberto para capturar toda a luz emitida.

Sobre isso vou falar na próxima postagem.
Aguardem!