domingo, 15 de janeiro de 2012

A Luz

Oba! Primeiro post desse ano!!! E vocês, como passaram de ano?
Bom, chega de papo furado e vamos ao assunto.

Como disse no minha primeira postagem no blog, fotografia é a arte de se escrever com a luz. A luz na fotografia é como se fosse a tinta de uma caneta. Sem luz é como se a caneta não tivesse tinta para se escrever. Para "desenhar" perfeitamente com a luz precisamos antes conhecer seus vários tipos. De uma forma rápida vou explicar isso basicamente.
Vamos começar com os tipos de luz que todos conhecem:

A Luz do Sol.
A luz do Sol é uma luz completamente branca. Quando está a pino num céu sem nuvens provoca uma luz dura, em que as sombras aparecem bem pronunciadas. Ela é ideal para fazer fotos com bastante contraste entre a parte de luz e sombra na foto.

Dia nublado.
Um dia com muitas nuvens no céu cobrindo o Sol permite que a luz fique mais homogênea na foto ideais para retratos. As nuvens agem como se fosse um difusor para a luz dura do Sol e também a luz fica com um tom levemente azulado.

Tungstênio (Luz incandesceste).
Tungstênio é como chama as antigas lâmpadas incandescestes. Ela produz uma luz dura também como o Sol mas seu tom é muito mais amarelado devido ao aquecimento do filamento em seu interior.

Lâmpada Florescente.
A lâmpada florescente não produz uma luz tão dura quanto a lâmpada incandesceste mas é a luz que mais engana principalmente em seu tom de cor que é verde! Isso mesmo. Nos enganamos com a "cor" da luz porque assim como a câmera no automático, nosso cérebro corrige as cores com muita precisão. Ela é uma lâmpada esverdeada devido ao gás usado em seu interior para que ela funcione.

Luz do flash.
A luz do Flash é a que mais se aproxima da luz do Sol. É uma luz bastante dura e completamente branca. A luz do flash dura apenas 1/1000 de segundo por isso não importa a velocidade que você usa na câmera. Apenas a câmera terá um limite de velocidade que chamamos de velocidade de sincronismo. Sobre isso vou falar apenas quando estiver falando sobre flashes para não embaralhar o assunto.

Para regulara a câmera perfeitamente para que as cores apareçam naturais usamos o White Balance (WB). Existe também como medir a temperatura através de aparelhos que fazem essa medição. A temperatura da cor é medida me Kelvin (K).
Mas também temos como saber através do tipo de luz e uma tabelinha básica em formato de régua que vou mostrar a seguir.

Clique para ampliar

A maioria das câmeras usam WB pré-definidos com os ícones para os tipos de luz existente mas também algumas câmeras podemos regular o WB através dos Kelvins dando um resultado muito mais preciso.

Por enquanto é isso.
Até o próximo post!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Compensação de exposição

Na postagem anterior eu falei sobre fotometria mas também disse que o fotômetro pode errar a medição da luz.

Para fazer a medição correta da cena é preciso enxergar como o fotômetro enxerga e onde ele está medindo a cena. Precisamos nos abster das cores para enxergar mais precisamente a luz e fazer o julgamento do que é e o quanto e mais claro ou mais escuro que o cinza neutro.

Se eu estou medindo a cana num ponto escuro eu uso a escala negativa, e se for uma coisa clara uso a escala positiva. No caso da cena que descrevi na postagem anterior e for fotografar alguém com a camiseta branca e o fotômetro mediu a cena nessa camisa, provavelmente a foto sairá escura. Para que eu possa corrigir isso vou provavelmente precisar usar um ponto a mais de luz para que a cena fique corretamente exposta. Mas como farei isso? Através dos controles de abertura, obturador e o ISO.

Primeira foto: fotometria correta
No exemplo da foto acima usei uma foto em preto e branco para demonstrar como funciona. Montei a cena usando três camisas pendurada no varal. Uma preta, uma cinza no meio e uma branca. Na primeira foto fiz a fotometria na camisa cinza deixando o fotômetro no zero e obtive a exposição correta com abertura f-4.5 e 1/500 de velocidade.

segunda foto: subsposta
Agora nessa segunda foto eu fiz a fotometria na camisa branca mas não compensei a exposição deixando o fotômetro no zero e com isso a camisa branca ficou num tom de cinza e a cinza parecendo preta e a preta quase sumiu da cena ou seja, a imagem ficou subposta porque o fotômetro me indicou que a foto ficaria bem exposta com abertura f-4.5 e 1/3000 de velocidade.

terceira foto: superexposta
 Na terceira foto é a pior situação principalmente nas câmeras digitais. Fiz a fotometria na camisa preta e deixei o fotômetro no zero. Perceba que quase não dá para ver a camisa branca e parte do varal onde pendurei as roupas perdendo a informação da parte mais clara da foto. Mesmo escurecendo essa foto no computador depois, a área mais clara ficará perdida pois não existe mais informação daquele local a ser recuperada. Essa foto é um exemplo de uma foto superexposta e fotômetro me indicando que a exposição ideal seria se eu mantendo os mesmos f-4.5 de abertura mas com a velocidade de 1/90.

Para compensar o erro do fotômetro nas duas ultimas situações eu devia manter o indicador na escala positiva na hora de fazer a fotometria na camisa branca e na escala negativa quando usar a preta para fotometrar. Por exemplo quando eu estivesse fotometrando na branca camisa branca o fotômetro estaria me indicando na escala +2 pontos e meio. Já na camisa preta estaria me indicando –2 pontos e meio a menos do que o zero. Isso me daria a mesma configuração de quando fiz a fotometria na camisa cinza, os f-4.5 de abertura e 1/500 de velocidade.

Fotometria correta
 Assim como usei apenas a velocidade para fazer a compensação de exposição desses dois pontos e meio para não alterar a "configuração” da cena já que é uma cena estática, posso também compensar a fotometria alterando a abertura e deixando a velocidade inalterada mas isso implicaria em alteração da profundidade de campo como falei nas postagens anteriores ou também posso alterar o ISO da câmera já que estou trabalhando numa digital que me proporciona essa facilidade. Também posso compensar usando uma combinação dos três elementos, velocidade, abertura e ISO. Posso por exemplo compensar meio ponto na abertura, um ponto na velocidade e mais um ponto no ISO me dando um total de 2 pontos e meio de compensação que é o que precisaria nesse caso se estivesse fotometrando tanto na camiseta branca ou preta.

 Esse foi o último post desse ano mas continuem acompanhando o blog fotodica.

Então um ótimo ano novo com muitas fotografias e aprendizado, claro que saúde e felicidade também!

Próximo post, dia 15 de janeiro de 2012, vou falar sobre tipos e caracteristicas de luz.

Aguardem!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fotometria

Para conseguirmos imagens realmente boas precisamos cuidar da fotometria correta da cena.

Fotometria significa medição da luz (foto=luz metria=medição). Podemos conseguir isso regulando o obturador, diafragma e o ISO da câmera.

Para auxiliar nessa tarefa existem os fotômetros que são aparelhos que medem a luz.
Fotômetro de mão
As câmeras, principalmente em quase todas as reflex possuem um fotômetro embutido. Podem ser de vários tipos como pontos de luz no visor, um símbolo de positivo e negativo com um zero no meio ou o mais comum hoje em dia é uma escala com números parecendo uma régua.

Fotômetro da câmera
No caso vou falar aqui do fotômetro da câmera.
Quando se usa a câmera no modo automático o fotômetro sempre estará foto metrando o objeto fotografado como se fosse o cinza neutro.
No fotômetro existe a escala negativa e positiva do medidor. Como falei o meio do fotômetro existe o zero. Abaixo do zero é a escala negativa. (–2, –1) e após o zero a escala positiva (+1, +2)

Esses números são chamados de pontos. Cada ponto mede o dobro de luz do seu anterior. Entre eles existe os terços de pontos ou o meio ponto dependo como a câmera está configurada.

Tanto no controle de abertura do diafragma quanto no controle de tempo de exposição existe os pontos e todos se equivalem de forma inversa. Se uso um ponto a mais de um, tenho que compensar tirando o ponto do outro. Por exemplo se fecho um ponto da objetiva, preciso expor por mais tempo o filme ou o sensor à luz para que consiga a mesma exposição da cena.

Quais são considerados pontos comuns?

Da Objetiva – 1.8, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 45…

Do Obturador – 1000, 500, 250, 125, 60, 30, 15, 8, 4…

Para esclarecer mesmo o que quis dizer acima vou dar um exemplo.

Se eu estiver fotografando uma cena em abertura f-5.6 e com velocidade 1/250 e quiser a mesma exposição mas quiser ter uma profundidade de campo maior e com isso tive que fechar o diafragma para f-22. De f-5.6 para f-22 são quatro pontos de luz a menos que vão atingir o sensor. Se o fotômetro estivesse no zero ele ia cair para a escala negativa de –4 pontos dizendo que a foto ia ficar bem escura que também chamamos de subposta. Para a foto voltar a ficar bem exposta preciso mexer no obturador deixando 4 pontos mais tempo aberto. Contando na tabelinha acima seria a velocidade de 1/15 assim o fotômetro voltando para o zero e expondo a cena corretamente. Mas nem sempre o fotômetro estando no zero quer dizer que a cena está corretamente exposta.

Qualquer fotômetro “enxerga” o mundo em escala de cinzas. No meio dessa régua é onde está localizado o cinza neutro também conhecido como cinza 18%. Nos fotômetros isso é representado por algum símbolo diferenciado na escala ou mesmo o número zero mas geralmente encontrado no meio da escala. O fotômetro além de não conseguir distinguir cores ele também não distingue o branco do preto para ele tudo que ele está medindo é como se fosse o cinza neutro é ai que acontece algumas “falhas humanas” na hora de interpretar a cena.



Na foto acima o fotômetro mediu a luz na camisa preta a conseqüência disso que a foto ficou clara demais. Nesse ponto que entra a compensação de exposição que vou falar no próximo post.
Aguardem!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Obturador


O Obturador é um sistema que controla o tempo em que a luz ficará exposta no filme fotográfico ou sensor de imagem.

O obturador usado nas câmeras digitais 35mm é chamado de obturador de plano focal. É um sistema de cortinas que abrem e fecham vertical o horizontalmente em determinadas velocidades para passagem da luz. Ele é assim chamado pois fica logo a frente do filme que é o plano focal.

A velocidade do obturador para a passagem de luz é feita através de vários segundos até mínimas frações de segundo. Esse tempo chamamos de tempo de exposição.como no exemplo abaixo.
30s , 15s, 8s, 4s, 2s, 1s, 0.5s, 1/4s, 1/8s, 1/15s, 1/30s, 1/60s, 1/125s, 1/250s, 1/500s, 1/1000s

Cada um desses números expõe o sensor ou filme ao dobro de luz do seu anterior. Por exemplo a velocidade de 1/60 deixa passar o dobro de luz da velocidade 1/125 que por sua vez expõe o filme ao dobro de luz da velocidade 1/250. Para facilitar, assim como nas abertura, não precisamos falar a fração inteira, apenas o número após a barra. Em vez de falar que usei um centro e vinte e cinco avos de segundo de velocidade, apenas falo que usei velocidade cento e vinte e cinco. Quando for segundos a mesma coisa. Usei quinze segundos por exemplo.

Velocidade de 1 segundo

Velocidade de 1/125s

Hoje em dia é comum encontrar câmeras com velocidades de obturador que chegam a 1/8000 e algumas chegam além dos 1/16000! Isso porque ocorre uma sequencia de fatos quando o botão do obturador é pressionado. Nas câmeras reflex depois que o botão é pressionado o diafragma se fecha até a  abertura regulada, depois disso o espelho sobe e só então é que o obturador se abre. Depois a sequencia é invertida, o obturador se fecha, o espelho é liberado e volta a posição original e em seguida o diafragma se abre. tudo isso em milésimos de segundo.

 O Obturador também é responsável por alguns efeitos nas fotos.

Com a variação de velocidade ou podemos congelar a cena com velocidades rápidas ou dar impressão de movimento com velocidades do obturador mais lentas, usando velocidades muito lentas é que acaba acontecendo as fotos tremidas e borradas. Uma pessoa consegue normalmente segurar a câmera tranquilamente em velocidades de 1/125s ou até mesmo 1/60s abaixo de 1/30s que começa a ser considerado velocidade lenta, mas sobre esses efeitos vou falar nas próximas postagens.


O Obturador também deve ser usado em conjunto com a abertura da objetiva e o ISO da câmera para uma exposição correta do filme. Isso se dá através de uma fotometria correta que será alvo do meu próximo post.

Até lá!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Distância Hiperfocal

Vale do Anhangabaú - SP

Como falei no post anterior sobre profundidade de campo, hoje vou falar sobre distância hiperfocal. E também é agora que vocês vão ver como fotografia não é apenas apertar o botão do disparador.

Distância hiperfocal a grosso modo significa aproveitar toda a profundidade de campo no foco infinito e é muito usada para fotografar paisagens. Sabe aquelas fotos em que aparecem tudo em foco desde o primeiro plano até o infinito como na foto da introdução deste post? Então, isso é a distância hiperfocal.

Por questões físicas, uma objetiva não consegue capturar nada além do infinito. Lembra no post anterior que disse que a profundidade de campo se estende do ponto de foco entre a câmera e o fundo? Se eu for por exemplo fotografar uma paisagem provavelmente o foco automático “vai falar” para focar o infinito que tem como símbolo o “oito deitado” ( ). Como a profundidade também se estende também atrás do ponto de foco essa estaria praticamente perdida. Para que eu consiga aproveitar completamente a profundidade de campo, terei que enganar o foco automático.



Mas atenção, essa dica só vale se usar o foco manual das objetivas, se tentar focar manualmente com o foco automático ativado você poderá estragar o motor de foco ok!

Em objetivas fixas antigas existe além das marcações da distância focal e abertura, existe também entre eles ou umas linhas como na foto do exemplo com numerações repetidas dos dois lados ou somente os números como se fosse da abertura. Essa marcação é a escala de profundidade de campo.




 Infelizmente hoje em dia é muito difícil objetivas que tenham esse recurso.
No exemplo da foto nessa objetiva de 55mm, se eu focar no infinito em f-16 reparem que as linhas passaram do marcador do infinito, ou seja, toda essa faixa não seria aproveitada no primeiro plano.



Mas se eu fazer com que as linhas terminem no infinito terei completamente a profundidade de campo que começaria dos três metros indo até o infinito.
Distância hiperfocal
 
Como estou usando uma abertura bem fechada o desfoque seria bem sutil dando a impressão que tudo está em foco. Se a objetiva não tiver essas linhas, o outro modo de achar a distância hiperfocal e colocar o anel de foco no infinito e ver na escala de profundidade de campo o número no anel de foco em cima da abertura desejada, feito isso, regule o foco para esse número então é não mexer mais na objetiva e tirar a foto. No caso do exemplo abaixo, Escolhi fotografar em f-16. O número que estava logo acima do 16 na escala de profundidade de campo foi o número 4. Então só tive que regular o foco como se eu estivesse tirando uma foto com o assunto a 4 metros de distância e tudo que está entre dois metros e meio até o infinito vai estar nítido.




Esse efeito é muito interessante usando objetivas grande angulares pois a profundidade de campo é muito maior com isso o ponto de onde foi dado o foco fica muito menos pronunciado nesse tipo de objetiva.

Atenção novamente: Essa dica funciona perfeitamente em câmeras de filme ou fullframe, em câmeras cropadas devido ao tamanho do sensor há uma alteração no calculo de profundidade de campo.

 Nas objetivas mais novas onde não existe essa marcação podemos contornar o problema. Existe na internet algumas calculadoras de profundidade de campo e distância hiperfocal, infelizmente a grande maioria, se não forem todas são em inglês, mas acho que dá para quebrar o galho.

Existe também infelizmente objetivas que não contem marcação alguma, nem de foco, ai fica praticamente impossível usar essa técnica. Para essas objetivas podemos focar em alguma coisa no meio do caminho, entre o primeiro plano e o fundo. Nem sempre dará certo mas é um jeito.

Abraço e até a próxima dica!

domingo, 30 de outubro de 2011

Abertura


A abertura de uma objetiva é controlado pelo diafragma. O diafragma é um sistema que consiste em várias laminas de metal existente no interior da objetiva e ele é responsável por regular a quantidade de luz que passará por ela e também pela profundidade de campo.

A regulagem da quantidade de luz da objetiva chamamos de abertura. A Abertura é expressa através de uma relação numérica por exemplo: f-1:1.8. Através dessa relação sabemos se uma objetiva é clara ou escura. Quanto menor for o número mais clara a objetiva será. Por exemplo uma objetiva f-1:1.8 é mais clara do que uma objetiva f-1:5.6, da mesma forma que uma objetiva f-1:4 é mais escura que uma f-1:2. Na hora que queremos nos expressar não precisamos falar da relação inteira, simplesmente dizemos o numeral depois dos dois pontos. em vez de falar abertura 1:1.8 podemos dizer apenas abertura 1-8 (um oito). Na foto abaixo podemos ver como ela é descrita na objetiva:

Objetiva 50mm com abertura f-1:1.8

Também como falei no início podemos regular a profundidade de campo através do diafragma, vou explicar.

Em qualquer tipo de câmera podemos focar apenas em um ponto da imagem, por isso existe a expressão ponto de foco. O ponto onde foi dado o foco sempre será a parte mais nítido da fotografia, o restante da fotografia apenas terá a impressão de foco.
 
Nas objetivas mais antigas podemos ver na parte superior dela que existem números como 1.8, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, por ai vai, nas câmeras digitais esses números aparecem no display LCD conforme vamos regulando. Quanto maior o número mais profundidade de campo a foto terá. No exemplo abaixo você pode ver duas fotos com aberturas diferentes.


F 1.8


F 22
Eu dei o foco sempre no cachorro, agora reparem que na primeira foto mal conseguimos distinguir que atrás do cãozinho existe um relógio, já na segunda foto em que usei uma abertura bem menor para obter maior profundidade de campo podemos até ler as horas.
A profundidade de campo começa do centro onde o foco foi feito, no caso o cachorrinho, se estendendo horizontalmente entre a câmera até o fundo. Na simulação da foto acima podemos ver o que quis dizer.

Profundidade de campo com abertura f1.8



Profundidade de campo com abertura f22

 A parte mais clara da imagem é onde terei uma nitidez aceitável.
 Para compensar a menor abertura da objetiva precisei usar um tempo de exposição maior e isso é feito através da regulagem do obturador que vou falar nas próximas postagens.

Até lá!

sábado, 15 de outubro de 2011

Fator de corte


Qualquer câmera digital com exceção das câmeras fullframe tem sensores de imagem de menor área do que um quadro do negativo.
O negativo comum de 35mm mede 36mm X 24mm dando uma diagonal de 43mm, aliás é por isso que a objetiva 50mm é considerada normal. Já o sensor usado no exemplo abaixo mede 22,2mm X  14,8mm que dá uma diagonal de 27mm, e é nessa área que será capturada a imagem, isso implica no fator de corte (crop). A parte periférica da imagem que a objetiva “enxerga” não é capturada pelo sensor de imagem e nisso ela não é registrada. Isso não altera a distância focal da objetiva, mas altera seu ângulo de visão. Por exemplo, uma Objetiva 50mm sempre vai se comportar como uma 50mm só que se o sensor for 1.6x menor que o negativo ela terá o ângulo de visão de uma objetiva de 80mm (50mm X 1.6 = 80mm). No visor da câmera você verá o que o sensor está enxergando e o que será capturado.

Abaixo a diferença entre um quadro do negativo e o sensor representado pelo retângulo azul.
 
Negativo 35mm X Sensor DSLR APS-C
Essa diferença é comum nas câmeras DSLR, nas compactas o sensor é bem menor dando um efeito mais apurado.

Aqui também vemos a mesma foto produzida pelo negativo (ou câmera digital fullframe) e abaixo  em um sensor "cropado"
FOTO COM NEGATIVO (ou digital fullframe)


FOTO COM DIGITAL "cropada"

Mesmo estando na mesma distância do objeto e com a mesma distância focal perceba como perdi as bordas da imagem, inclusive a flor no canto inferior direito. A sensação que dá é que eu usei o zoom da câmera.

Abaixo está a visualização o que foi cortado na imagem. A parte mais escura é o que saiu da imagem. Só a parte mais clara é o que o sensor capturou.


esquema

 Se quisermos ter o ângulo de visão de uma objetiva de 50mm é só dividir a distância focal de 50mm pelo fator de corte do sensor. No caso do exemplo acima será 50mm ÷ 1.6 = 31.25. A objetiva que mais apropriada já que não existe objetiva de 31mm seria a 35mm.


Espero que tenham entendido pois é muito importante saber isso antes de comprar sua próxima câmera e objetiva.

Até mais!