Resolvi dar essa dica agora devido a um fenômeno que ocorrerá esse mês com a Lua, a Superlua.
A Superlua ocorre todo ano e esse ano já tivemos duas Superlua e agora em Setembro esse fenômeno vai ocorrer pela terceira vez.
Esse fenômeno acontece devido a maior aproximação do satélite a Terra dando a impressão de uma lua bem maior e mais brilhante e é uma ótima oportunidade de fotografá-la.
Fotografar a Lua não é muito complicado mas existem alguns detalhes que devemos levar em consideração ao fotografar esse satélite natural que NÃO tem luz própria.
A primeira dica é esquecer um pouco dos modos automáticos da câmera. Geralmente quando esses modos são usados você conseguirá a imagem de uma bola branca no céu sem nenhum detalhe e não é isso que queremos, certo?
Isso acontece devido o fotômetro da câmera ser "enganado" pelo preto do céu. Teoricamente o fotômetro está tentando compensar a escuridão do céu e ele não sabe que o ponto brilhante no céu tem detalhes que pretendíamos preservar.
Para isso não ocorrer devemos mudar a câmera para o modo manual e seguir uma "tabela" de fotometria para a lua. Claro que deve ocorrer variações devido ao céu estar mais nublado ou com poluição mas vale como uma referência.
Na lua cheia sem nuvens no céu atrapalhando seu brilho, por incrível que pareça fotografamos ela em ISO 100, 1/250s de velocidade e f 5,6 de abertura. Parece a fotometria que fazemos na luz do dia não? Isso garante uma fotografia muito bem exposta preservando detalhes como as crateras e manchas existentes na superfície lunar como na foto de abertura dessa postagem.
Na luas 4º minguante e 4º crescente onde ela não aparece por completa temos que compensar na velocidade. Geralmente a velocidade fica entre 1 e 1 1/2 pontos mais lenta para que a lua não se torne excessivamente acinzentada.
Na foto abaixo eu mostro como deve ficar, ela está quase cheia mas dá para ter uma noção.
A segunda dica é sempre usar a maior distância focal de sua objetiva para que ela não pareça um minúsculo pontinho no céu. Geralmente acima de 300mm é o ideal. Também devemos usar um tripé ou apoiar a câmera em alguma superfície pois é muito difícil segurar a câmera nessas condições.
Uma regrinha muito usada para quem fotografa com teleobjetivas longas é que você consegue segurar o mesmo tempo de sua distância focal. Não entendeu? Vou tentar explicar.
Se você tem uma teleobjetiva de 300mm você teoricamente vai conseguir fazer uma foto sem tremer na velocidade de 1/300s. Se tiver uma objetiva de 500mm vai conseguir fotografar sem problemas em 1/500s de velocidade do obturador e assim por diante.
Fotos simples da Lua a internet já está saturada, que tal tentar algo diferente fazendo uma composição diferente com ela?
Para fazer isso devemos ir a um lugar alto logo no fim da tarde, um pouco longe da cidade e principalmente dos prédios e da poluição das luzes da cidade, pegue a teleobjetiva com a maior distância focal que tiver a disposição e aguarde a lua começar a aparecer no horizonte. Nesse ponto é onde ela estará mais próxima da Terra dando impressão de grandeza.
Como a teleobjetiva achata os planos como já expliquei em postagens anteriores ela vai parecer mais próxima e maior ainda. Um efeito muito interessante de reproduzir.
Na foto abaixo fiz uma simulação de uma foto com esse efeito.
Nas próximas Superluas que vão ocorrer nos dias 8 e 28 de Setembro vocês já vão estar preparados para fazerem lindas fotos desse fenômeno.
Até mais!
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sábado, 30 de agosto de 2014
Fotografando a Lua
sábado, 30 de novembro de 2013
Fotos de Paisagem.
Normalmente a primeira coisa que fotografamos, seja por testar uma câmera nova ou por ser de fácil acesso é alguma paisagem por ai.
Muitas câmeras, principalmente as compactas possui o modo de cena Paisagem facilitando o trabalho.
Esse modo automático altera a profundidade de campo fechando o diafragma o máximo possível e alterando a resposta das cores para que o azul do céu e o verde das folhagens apareçam mais e em algumas câmeras um pouquinho mais avançadas elas alteram a resposta dinâmica para que o céu não estoure tanto deixando completamente branco. Nesse modo muitas câmeras deixam as cores foto muito "artificiais".
Para ter mais controle sobre a fotografia é muito interessante fazer a foto em modo manual disponível em pouquíssimas compactas e em todas as DSLR.
Para fotografar manualmente é um pouquinho mais complicado para se obter um resultado excepcional mas compensa.
Primeiro temos que ver como está o clima e o que quero passar para o espectador naquela fotografia.
O ideal seria usar um tripé mas podemos fazer segurando a câmera na mão pois normalmente a velocidade do obturador é alta.
Como no modo automático podemos usar o obturador bem fechado para conseguir uma maior profundidade de campo mas ai vai uma dica. As objetivas têm um ponto em que elas começam a perder definição por causa da refração dando o efeito inverso que queremos.
Podemos então usar a técnica de distância hiperfocal que falei em umas das postagens anteriores para temos o máximo de nitidez na distância que queremos. Use sempre ISO baixo para preservar os detalhes da imagem.
Para as cores ficarem bem legais é interessante usar o filtro polarizador para ressaltar as cores do céu e as cores das folhagens.
Para fazer a fotometria que é um pouco difícil acertar é interessante medir o céu primeiro e depois o chão para que o céu não saia estourado na fotografia acabando com ela. Para que o céu não estoure ele ter que ficar no máximo dois pontos do fotômetro zerado. No chão é a mesma coisa só que com a fotometria negativa, se a medição der abaixo de -2 como -3 ou -4 por exemplo o chão ficará muito escuro. A vantagem de não estourar o céu é que podemos salvar mais facilmente a parte escura da foto mas dificilmente podemos salvar a área estourada caso precisemos além do céu ficar mais bonito.
Para ficar ideal temos que escolher onde vai ficar o horizonte na composição. Nunca deixe o horizonte bem no meio da foto. Também temos que observar se o horizonte realmente está na bem na horizontal. Um horizonte torto detona a foto inteira. Geralmente câmeras DSLR mais recentes contam com uma ferramenta de nivelamento digital para facilitar o processo.
Use elementos de composição para guiar o olhar do espectador não ficar perdido dentro da fotografia.
Evite fotografar com sol a pino pois as sombras vão ficar muito duras. O ideal para fotografar paisagens é logo no inicio da manhã e no entardecer que é a chamada hora mágica, é nessa hora que a luz mais bonita e confere uma profundidade a mais na fotografia.
O interessante é também usar objetiva grande-angular para esse tipo de fotografia ou para os mais ousados até usar objetivas olho de peixe que confere um aspecto realmente interessante. Mas é preciso prestar mais atenção pois haverá muito mais elementos para serem compostos na foto.
Então é isso.
Divirtam-se!
Muitas câmeras, principalmente as compactas possui o modo de cena Paisagem facilitando o trabalho.
Esse modo automático altera a profundidade de campo fechando o diafragma o máximo possível e alterando a resposta das cores para que o azul do céu e o verde das folhagens apareçam mais e em algumas câmeras um pouquinho mais avançadas elas alteram a resposta dinâmica para que o céu não estoure tanto deixando completamente branco. Nesse modo muitas câmeras deixam as cores foto muito "artificiais".
Para ter mais controle sobre a fotografia é muito interessante fazer a foto em modo manual disponível em pouquíssimas compactas e em todas as DSLR.
Para fotografar manualmente é um pouquinho mais complicado para se obter um resultado excepcional mas compensa.
Primeiro temos que ver como está o clima e o que quero passar para o espectador naquela fotografia.
O ideal seria usar um tripé mas podemos fazer segurando a câmera na mão pois normalmente a velocidade do obturador é alta.
Como no modo automático podemos usar o obturador bem fechado para conseguir uma maior profundidade de campo mas ai vai uma dica. As objetivas têm um ponto em que elas começam a perder definição por causa da refração dando o efeito inverso que queremos.
Podemos então usar a técnica de distância hiperfocal que falei em umas das postagens anteriores para temos o máximo de nitidez na distância que queremos. Use sempre ISO baixo para preservar os detalhes da imagem.
Para as cores ficarem bem legais é interessante usar o filtro polarizador para ressaltar as cores do céu e as cores das folhagens.
Para fazer a fotometria que é um pouco difícil acertar é interessante medir o céu primeiro e depois o chão para que o céu não saia estourado na fotografia acabando com ela. Para que o céu não estoure ele ter que ficar no máximo dois pontos do fotômetro zerado. No chão é a mesma coisa só que com a fotometria negativa, se a medição der abaixo de -2 como -3 ou -4 por exemplo o chão ficará muito escuro. A vantagem de não estourar o céu é que podemos salvar mais facilmente a parte escura da foto mas dificilmente podemos salvar a área estourada caso precisemos além do céu ficar mais bonito.
Para ficar ideal temos que escolher onde vai ficar o horizonte na composição. Nunca deixe o horizonte bem no meio da foto. Também temos que observar se o horizonte realmente está na bem na horizontal. Um horizonte torto detona a foto inteira. Geralmente câmeras DSLR mais recentes contam com uma ferramenta de nivelamento digital para facilitar o processo.
Use elementos de composição para guiar o olhar do espectador não ficar perdido dentro da fotografia.
Evite fotografar com sol a pino pois as sombras vão ficar muito duras. O ideal para fotografar paisagens é logo no inicio da manhã e no entardecer que é a chamada hora mágica, é nessa hora que a luz mais bonita e confere uma profundidade a mais na fotografia.
O interessante é também usar objetiva grande-angular para esse tipo de fotografia ou para os mais ousados até usar objetivas olho de peixe que confere um aspecto realmente interessante. Mas é preciso prestar mais atenção pois haverá muito mais elementos para serem compostos na foto.
Então é isso.
Divirtam-se!
domingo, 15 de julho de 2012
Compesação de exposição do flash
Olá pessoal, como falei na postagem anterior vou falar um pouco de compensação de exposição do flash.
Basicamente compensação de exposição do flash. é a mesma de quando não se utiliza o flash ou seja você pode tomar como base aquilo que expliquei na postagem anterior sobre fotometria.
Quando se fotografa ultilizando um flash E-TTL (também com i-TTL e afins) uma coisa branca, precisamos compensar o flash para que ele dispare mais forte. Nas configurações do flash aparece como um sinal de positivo seguido de alguma fração porque assim como expliquei é a câmera é que vai interpretar a cena e supor que o objeto branco como sendo cinza e não disparando o flash com a potência correta.
Da mesma forma quando estamos fotografando um objeto preto a câmera fará ao contrário, ela disparará o flash com maior potência "estourando" a cena para deixar o objeto preto, cinza. Para que isso não aconteça será necessário compensar negativamente o disparo do flash para que o objeto preto realmente apareça preto na foto.
Mas agora temos uma diferença, é quando fotografamos objetos refletivos.
Quando tentamos fotografar algo muito refletivo, como espelho, ou algo parecido a câmera pode ser enganada pois o brilho do flash que é usado para fazer a medição do E-TTL volta praticamente todo para a câmera deixando a fotometria uma bagunça. O ideal mesmo nessa situação é desligar o flash. Se não tiver jeito de não utilizar o flash ou é usá-lo em modo manual para compensar esse brilho extra ou também nos flashes dedicados no modo de rebatimento.
Espero que tenham entendido nessa pequena noção que passei.
Mas ai você pensa, poxa mas essa dica não deu certo, o fundo da minha foto saiu escurão! A ique entra algumas técnicas de uso do flash como flash de compensação, flash de preenchimento e flash de luz mista. Mas conforme vou dando as dicas vou falando dessas técnicas também.
Até a próxima postagem!
Basicamente compensação de exposição do flash. é a mesma de quando não se utiliza o flash ou seja você pode tomar como base aquilo que expliquei na postagem anterior sobre fotometria.
Quando se fotografa ultilizando um flash E-TTL (também com i-TTL e afins) uma coisa branca, precisamos compensar o flash para que ele dispare mais forte. Nas configurações do flash aparece como um sinal de positivo seguido de alguma fração porque assim como expliquei é a câmera é que vai interpretar a cena e supor que o objeto branco como sendo cinza e não disparando o flash com a potência correta.
Da mesma forma quando estamos fotografando um objeto preto a câmera fará ao contrário, ela disparará o flash com maior potência "estourando" a cena para deixar o objeto preto, cinza. Para que isso não aconteça será necessário compensar negativamente o disparo do flash para que o objeto preto realmente apareça preto na foto.
Mas agora temos uma diferença, é quando fotografamos objetos refletivos.
Quando tentamos fotografar algo muito refletivo, como espelho, ou algo parecido a câmera pode ser enganada pois o brilho do flash que é usado para fazer a medição do E-TTL volta praticamente todo para a câmera deixando a fotometria uma bagunça. O ideal mesmo nessa situação é desligar o flash. Se não tiver jeito de não utilizar o flash ou é usá-lo em modo manual para compensar esse brilho extra ou também nos flashes dedicados no modo de rebatimento.
Espero que tenham entendido nessa pequena noção que passei.
Mas ai você pensa, poxa mas essa dica não deu certo, o fundo da minha foto saiu escurão! A ique entra algumas técnicas de uso do flash como flash de compensação, flash de preenchimento e flash de luz mista. Mas conforme vou dando as dicas vou falando dessas técnicas também.
Até a próxima postagem!
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Flash: Velocidade de sincronismo
Hoje vou falar de uma coisa também muito importante de configuração do flash, a velocidade de sincronismo.
Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.
A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.
Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.
A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.
Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000 de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.
Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo.
As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.
Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.
A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.
Até lá!
Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.
A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.
Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.
A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.
Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000 de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.
Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo.
As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.
Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.
A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.
Até lá!
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Compensação de exposição
Na postagem anterior eu falei sobre fotometria mas também disse que o fotômetro pode errar a medição da luz.
Para fazer a medição correta da cena é preciso enxergar como o fotômetro enxerga e onde ele está medindo a cena. Precisamos nos abster das cores para enxergar mais precisamente a luz e fazer o julgamento do que é e o quanto e mais claro ou mais escuro que o cinza neutro.
Se eu estou medindo a cana num ponto escuro eu uso a escala negativa, e se for uma coisa clara uso a escala positiva. No caso da cena que descrevi na postagem anterior e for fotografar alguém com a camiseta branca e o fotômetro mediu a cena nessa camisa, provavelmente a foto sairá escura. Para que eu possa corrigir isso vou provavelmente precisar usar um ponto a mais de luz para que a cena fique corretamente exposta. Mas como farei isso? Através dos controles de abertura, obturador e o ISO.
No exemplo da foto acima usei uma foto em preto e branco para demonstrar
como funciona. Montei a cena usando três camisas pendurada no varal. Uma preta,
uma cinza no meio e uma branca. Na primeira foto fiz a fotometria na camisa cinza
deixando o fotômetro no zero e obtive a exposição correta com abertura f-4.5 e
1/500 de velocidade.
Agora nessa segunda foto eu fiz a fotometria na camisa branca mas não
compensei a exposição deixando o fotômetro no zero e com isso a camisa branca
ficou num tom de cinza e a cinza parecendo preta e a preta quase sumiu da cena
ou seja, a imagem ficou subposta porque o fotômetro me indicou que a foto
ficaria bem exposta com abertura f-4.5 e 1/3000 de velocidade.
Na terceira foto é a pior situação principalmente nas câmeras digitais. Fiz a
fotometria na camisa preta e deixei o fotômetro no zero. Perceba que quase não
dá para ver a camisa branca e parte do varal onde pendurei as roupas perdendo a
informação da parte mais clara da foto. Mesmo escurecendo essa foto no
computador depois, a área mais clara ficará perdida pois não existe mais
informação daquele local a ser recuperada. Essa foto é um exemplo de uma foto
superexposta e fotômetro me indicando que a exposição ideal seria se eu mantendo
os mesmos f-4.5 de abertura mas com a velocidade de 1/90.
Para compensar o erro do fotômetro nas duas ultimas situações eu devia manter o indicador na escala positiva na hora de fazer a fotometria na camisa branca e na escala negativa quando usar a preta para fotometrar. Por exemplo quando eu estivesse fotometrando na branca camisa branca o fotômetro estaria me indicando na escala +2 pontos e meio. Já na camisa preta estaria me indicando –2 pontos e meio a menos do que o zero. Isso me daria a mesma configuração de quando fiz a fotometria na camisa cinza, os f-4.5 de abertura e 1/500 de velocidade.
Assim como usei apenas a velocidade para fazer a compensação de exposição
desses dois pontos e meio para não alterar a "configuração” da cena já que é uma
cena estática, posso também compensar a fotometria alterando a abertura e
deixando a velocidade inalterada mas isso implicaria em alteração da
profundidade de campo como falei nas postagens anteriores ou também posso
alterar o ISO da câmera já que estou trabalhando numa digital que me proporciona
essa facilidade. Também posso compensar usando uma combinação dos três
elementos, velocidade, abertura e ISO. Posso por exemplo compensar meio ponto na
abertura, um ponto na velocidade e mais um ponto no ISO me dando um total de 2
pontos e meio de compensação que é o que precisaria nesse caso se estivesse fotometrando tanto na
camiseta branca ou preta.
Esse foi o último post desse ano mas continuem acompanhando o blog fotodica.
Então um ótimo ano novo com muitas fotografias e aprendizado, claro que saúde e felicidade também!
Próximo post, dia 15 de janeiro de 2012, vou falar sobre tipos e caracteristicas de luz.
Aguardem!
Para fazer a medição correta da cena é preciso enxergar como o fotômetro enxerga e onde ele está medindo a cena. Precisamos nos abster das cores para enxergar mais precisamente a luz e fazer o julgamento do que é e o quanto e mais claro ou mais escuro que o cinza neutro.
Se eu estou medindo a cana num ponto escuro eu uso a escala negativa, e se for uma coisa clara uso a escala positiva. No caso da cena que descrevi na postagem anterior e for fotografar alguém com a camiseta branca e o fotômetro mediu a cena nessa camisa, provavelmente a foto sairá escura. Para que eu possa corrigir isso vou provavelmente precisar usar um ponto a mais de luz para que a cena fique corretamente exposta. Mas como farei isso? Através dos controles de abertura, obturador e o ISO.
| Primeira foto: fotometria correta |
| segunda foto: subsposta |
| terceira foto: superexposta |
Para compensar o erro do fotômetro nas duas ultimas situações eu devia manter o indicador na escala positiva na hora de fazer a fotometria na camisa branca e na escala negativa quando usar a preta para fotometrar. Por exemplo quando eu estivesse fotometrando na branca camisa branca o fotômetro estaria me indicando na escala +2 pontos e meio. Já na camisa preta estaria me indicando –2 pontos e meio a menos do que o zero. Isso me daria a mesma configuração de quando fiz a fotometria na camisa cinza, os f-4.5 de abertura e 1/500 de velocidade.
| Fotometria correta |
Esse foi o último post desse ano mas continuem acompanhando o blog fotodica.
Então um ótimo ano novo com muitas fotografias e aprendizado, claro que saúde e felicidade também!
Próximo post, dia 15 de janeiro de 2012, vou falar sobre tipos e caracteristicas de luz.
Aguardem!
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