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domingo, 15 de dezembro de 2013

Fotografando fogos de artifício.

Fim de ano chegando e agora é uma época propícia para fotografar fogos de artifício.

SP 24H

Para fotografar fogos de artifício basicamente você terá que fazer ao contrário de fotografar paisagem como falei na postagem anterior.

Pra uma foto de fogos ficar bonita o interessante é pegar toda a trajetória dos fogos até a explosão e isso é conseguido abaixando a velocidade do obturador para no mínimo dois segundos.
Dito isso você com certeza precisará de um tripé ou ter um lugar para apoiar a câmera extremamente firme para que saía uma ótima foto.
Raramente você conseguirá uma boa foto de fogos com a câmera na mão como a que fiz nas duas fotos dessa fotodica.

SP 24H

Também o ideal nessa época do ano onde vários pontos da cidade soltam fogos ao mesmo tempo é estar em um lugar alto e com uma objetiva grande angular para que não pegue apenas um mas vários fogos numa mesma cena. O resultado é lindíssimo.

Também o interessante é que a paisagem esteja mais escura possível porque câmera registra luz e sem luz os fogos ganham mais vivacidade.

Para focar podemos usar a técnica da distância hiperfocal para que toda a cena esteja em foco ou usar o foco manual calculando a partir da primeira sequencia de fogos para que você saiba onde focar na segunda série  de fogos e até abusar um pouquinho e dar um close-up em alguma sequencia.

E você, gostou da dica?
Até a próxima!

sábado, 30 de novembro de 2013

Fotos de Paisagem.

Normalmente a primeira coisa que fotografamos, seja por testar uma câmera nova ou por ser de fácil acesso é alguma paisagem por ai.

Luz do Sol

Muitas câmeras, principalmente as compactas possui o modo de cena Paisagem facilitando o trabalho.

Esse modo automático altera a profundidade de campo fechando o diafragma o máximo possível e alterando a resposta das cores para que o azul do céu e o verde das folhagens apareçam mais e em algumas câmeras um pouquinho mais avançadas elas alteram a resposta dinâmica para que o céu não estoure tanto deixando completamente branco. Nesse modo muitas câmeras deixam as cores foto muito "artificiais".

Para ter mais controle sobre a fotografia é muito interessante fazer a foto em modo manual disponível em pouquíssimas compactas e em todas as DSLR.

26ª fotocultura: São Vicente

Para fotografar manualmente é um pouquinho mais complicado para se obter um resultado excepcional mas compensa.

Primeiro temos que ver como está o clima e o que quero passar para o espectador naquela fotografia.

O ideal seria usar um tripé mas podemos fazer segurando a câmera na mão pois normalmente a velocidade do obturador é alta.

Como no modo automático podemos usar o obturador bem fechado para conseguir uma maior profundidade de campo mas ai vai uma dica. As objetivas têm um ponto em que elas começam a perder definição por causa da refração dando o efeito inverso que queremos.

Podemos então usar a técnica de distância hiperfocal que falei em umas das postagens anteriores para temos o máximo de nitidez na distância que queremos. Use sempre ISO baixo para preservar os detalhes da imagem.

Para as cores ficarem bem legais é interessante usar o filtro polarizador para ressaltar as cores do céu e as cores das folhagens.
Ponte Pêncil

Para fazer a fotometria que é um pouco difícil acertar é interessante medir o céu primeiro e depois o chão para que o céu não saia estourado na fotografia acabando com ela. Para que o céu não estoure ele ter que ficar no máximo dois pontos do fotômetro zerado. No chão é a mesma coisa só que com a fotometria negativa, se a medição der abaixo de -2 como -3 ou -4 por exemplo o chão ficará muito escuro. A vantagem de não estourar o céu é que podemos salvar mais facilmente a parte escura da foto mas dificilmente podemos salvar a área estourada caso precisemos além do céu ficar mais bonito.
Para ficar ideal temos que escolher onde vai ficar o horizonte na composição. Nunca deixe o horizonte bem no meio da foto. Também temos que observar se o horizonte realmente está na bem na horizontal. Um horizonte torto detona a foto inteira. Geralmente câmeras DSLR mais recentes contam com uma ferramenta de nivelamento digital para facilitar o processo.
Use elementos de composição para guiar o olhar do espectador não ficar perdido dentro da fotografia.
Evite fotografar com sol a pino pois as sombras vão ficar muito duras. O ideal para fotografar paisagens é logo no inicio da manhã e no entardecer que é a chamada hora mágica, é nessa hora que a luz mais bonita e confere uma profundidade a mais na fotografia.

Pescadores

O interessante é também usar objetiva grande-angular para esse tipo de fotografia ou para os mais ousados até usar objetivas olho de peixe que confere um aspecto realmente interessante. Mas é preciso prestar mais atenção pois haverá muito mais elementos para serem compostos na foto.


São Paulo Nas Alturas

Então é isso.
Divirtam-se!




terça-feira, 15 de novembro de 2011

Distância Hiperfocal

Vale do Anhangabaú - SP

Como falei no post anterior sobre profundidade de campo, hoje vou falar sobre distância hiperfocal. E também é agora que vocês vão ver como fotografia não é apenas apertar o botão do disparador.

Distância hiperfocal a grosso modo significa aproveitar toda a profundidade de campo no foco infinito e é muito usada para fotografar paisagens. Sabe aquelas fotos em que aparecem tudo em foco desde o primeiro plano até o infinito como na foto da introdução deste post? Então, isso é a distância hiperfocal.

Por questões físicas, uma objetiva não consegue capturar nada além do infinito. Lembra no post anterior que disse que a profundidade de campo se estende do ponto de foco entre a câmera e o fundo? Se eu for por exemplo fotografar uma paisagem provavelmente o foco automático “vai falar” para focar o infinito que tem como símbolo o “oito deitado” ( ). Como a profundidade também se estende também atrás do ponto de foco essa estaria praticamente perdida. Para que eu consiga aproveitar completamente a profundidade de campo, terei que enganar o foco automático.



Mas atenção, essa dica só vale se usar o foco manual das objetivas, se tentar focar manualmente com o foco automático ativado você poderá estragar o motor de foco ok!

Em objetivas fixas antigas existe além das marcações da distância focal e abertura, existe também entre eles ou umas linhas como na foto do exemplo com numerações repetidas dos dois lados ou somente os números como se fosse da abertura. Essa marcação é a escala de profundidade de campo.




 Infelizmente hoje em dia é muito difícil objetivas que tenham esse recurso.
No exemplo da foto nessa objetiva de 55mm, se eu focar no infinito em f-16 reparem que as linhas passaram do marcador do infinito, ou seja, toda essa faixa não seria aproveitada no primeiro plano.



Mas se eu fazer com que as linhas terminem no infinito terei completamente a profundidade de campo que começaria dos três metros indo até o infinito.
Distância hiperfocal
 
Como estou usando uma abertura bem fechada o desfoque seria bem sutil dando a impressão que tudo está em foco. Se a objetiva não tiver essas linhas, o outro modo de achar a distância hiperfocal e colocar o anel de foco no infinito e ver na escala de profundidade de campo o número no anel de foco em cima da abertura desejada, feito isso, regule o foco para esse número então é não mexer mais na objetiva e tirar a foto. No caso do exemplo abaixo, Escolhi fotografar em f-16. O número que estava logo acima do 16 na escala de profundidade de campo foi o número 4. Então só tive que regular o foco como se eu estivesse tirando uma foto com o assunto a 4 metros de distância e tudo que está entre dois metros e meio até o infinito vai estar nítido.




Esse efeito é muito interessante usando objetivas grande angulares pois a profundidade de campo é muito maior com isso o ponto de onde foi dado o foco fica muito menos pronunciado nesse tipo de objetiva.

Atenção novamente: Essa dica funciona perfeitamente em câmeras de filme ou fullframe, em câmeras cropadas devido ao tamanho do sensor há uma alteração no calculo de profundidade de campo.

 Nas objetivas mais novas onde não existe essa marcação podemos contornar o problema. Existe na internet algumas calculadoras de profundidade de campo e distância hiperfocal, infelizmente a grande maioria, se não forem todas são em inglês, mas acho que dá para quebrar o galho.

Existe também infelizmente objetivas que não contem marcação alguma, nem de foco, ai fica praticamente impossível usar essa técnica. Para essas objetivas podemos focar em alguma coisa no meio do caminho, entre o primeiro plano e o fundo. Nem sempre dará certo mas é um jeito.

Abraço e até a próxima dica!