Agora vou falar de mais um filtro muito útil na fotografia, o filtro ND.
Esse filtro não tem efeito algum sobre a fotografia em si mas ele deixa passar MENOS luz para dentro da câmera e isso parece meio controverso na fotografia então porque usá-lo se a luz é o principal elemento para fotografar? Vou explicar alguns casos do uso do filtro ND.
Algumas vezes você já deve ter visto fotos de cachoeiras todas branquinhas onde a água parece uma espuma? Para fazer esse efeito você precisa de uma velocidade baixa do obturador mas como fazer isso em um dia muito claro e sua objetiva não lhe permite uma abertura menor para que você use uma velocidade baixa do obturador como por exemplo 1/5s? Isso é conseguido usando o filtro ND.
Outra situação mais ou menos parecida é quando estamos fotografando pessoas e queremos o fundo mais desfocado possível. Primeiro precisamos de uma objetiva clara digamos com abertura f/1.4 mas ai a velocidade do obturador passa do limite da câmera pois o local está muito claro não lhe permitindo fotografar com abertura máxima da objetiva mesmo com o ISO mais baixo possível. Ai tem duas soluções: Ou fechar o diafragma perdendo o efeito de desfoque pretendido que é muito bacana para retratos ou usando o filtro ND para barrar a luminosidade e usar a máxima abertura que a objetiva lhe permite e conseguir o efeito desejado sem ter que apelar para a pós-produção lhe poupando umas horinhas na frente do computador.
Entenderam? Existem mais alguns usos mas esses dois acho que são os principais.
Agora vou falar um pouco das características dele.
O filtro ND é produzido com um vidro cinza para que não altere as cores da fotografia. Fisicamente parece com o polarizador que vimos na postagem anterior.
Ele também possui graduações. Quando maior o número mais escuro e esse número representa quantas vezes menos luz ele deixa passar.
As graduações são:
ND 2x - deixa passar 50% da luz - 1 ponto menos luz
ND 4x - deixa passar 25% da luz - 2 pontos menos luz
ND 8x - deixa passar 12,5% da luz - 3 pontos menos luz
ND 16x - deixa passar 6.25% da luz - 4 pontos menos luz
Como vimos em fotometria cada ponto de luz representa a metade de luz do anterior.
Eles podem ser usados sozinhos ou em conjunto por exemplo se usar um filtro ND 4x em cima de um ND 2x dará o mesmo efeito se tivesse usado um filtro ND 8x sozinho. A desvantagem de usar esse sistema de empilhamento de filtros é que pode criar vinhetas na fotografia (partes escuras nas bordas da fotografia) principalmente em objetivas grande angulares.
Existem também filtros ND com graduação. O funcionamento é idêntico ao polarizador. Quanto mais você roda a parte da frente do filtro mais ele fica escuro.
Então gostaram da dica do uso do filtro ND?
Até a próxima!
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sábado, 15 de junho de 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
Flash Remoto: Parte 4 - Dois flashes
Olá!
Na postagem anterior eu falei como fiz a foto da flor usando apenas um flash remotamente.
Hoje vou falar como usar dois flashes na cena.
Na primeira foto você vai ver a foto sem uso do flash, fotometria ok e o disparo. Resultou nessa cena.
Muito bem, uma cena boa, com iluminação na "carinha" do boneco mas o que me incomodou um pouco foi a sombra no restante do boneco e também queria algo a mais. Então decidi escurecer o findo da foto
Então parti para uma segunda foto, agora usando o flash embutido. Lembra que falei que quanto menos o flash aparecer na cena melhor? Eu não segui a risca essa recomendação até porque todas as regras, recomendações e leis podem ser quebradas e também quis escurecer um pouco o fundo. Então eu fotometrei o ambiente e fechei quase dois pontos de luz para que o céu se tornasse azul-escuro. Como a velocidade de sincronismo da câmera que estava usando era de 1/250 tive que fechar bem o diafragma. E com o valor que obtive da abertura e da distância do objeto coloquei o flash em modo manual e configurei a potência para apenas o suficiente para o boneco ficar bem exposto.
Mesmo assim não gostei muito do resultado mas estava chegando perto do pretendido. O que não gostei nessa segunda foto foi o brilho que deu na parte onde estava escrito "fotógrafo". Simplesmente a palavra sumiu. Foi ai que pensei numa terceira alternativa, usar o flash fora da câmera para que o brilho do mesmo não atrapalhasse a cena.
Como o flash remoto não podia ficar de frente para o boneco devido ao tamanho e proximidade me dando uma sombra muito dura que não queria naquele momento. Então a alternativa foi de usar o flash remoto com potência suficiente para expor corretamente o boneco mas deixando o resto da cena sub exposta e o flash da câmera que dispararia com menor potência para amenizar a sombra causada pelo flash remoto. E o resultado foi esse aqui.
Como usei o flash remoto um pouco mais alto do que o boneco a luz veio um pouco de cima para baixo e usando o flash embutido com bem menos potência, não chegou a brilhar a parte metálica onde está escrito "fotógrafo".
Então gostaram da dica?
Até mais!
Na postagem anterior eu falei como fiz a foto da flor usando apenas um flash remotamente.
Hoje vou falar como usar dois flashes na cena.
Na primeira foto você vai ver a foto sem uso do flash, fotometria ok e o disparo. Resultou nessa cena.
Muito bem, uma cena boa, com iluminação na "carinha" do boneco mas o que me incomodou um pouco foi a sombra no restante do boneco e também queria algo a mais. Então decidi escurecer o findo da foto
Então parti para uma segunda foto, agora usando o flash embutido. Lembra que falei que quanto menos o flash aparecer na cena melhor? Eu não segui a risca essa recomendação até porque todas as regras, recomendações e leis podem ser quebradas e também quis escurecer um pouco o fundo. Então eu fotometrei o ambiente e fechei quase dois pontos de luz para que o céu se tornasse azul-escuro. Como a velocidade de sincronismo da câmera que estava usando era de 1/250 tive que fechar bem o diafragma. E com o valor que obtive da abertura e da distância do objeto coloquei o flash em modo manual e configurei a potência para apenas o suficiente para o boneco ficar bem exposto.
Mesmo assim não gostei muito do resultado mas estava chegando perto do pretendido. O que não gostei nessa segunda foto foi o brilho que deu na parte onde estava escrito "fotógrafo". Simplesmente a palavra sumiu. Foi ai que pensei numa terceira alternativa, usar o flash fora da câmera para que o brilho do mesmo não atrapalhasse a cena.
Como o flash remoto não podia ficar de frente para o boneco devido ao tamanho e proximidade me dando uma sombra muito dura que não queria naquele momento. Então a alternativa foi de usar o flash remoto com potência suficiente para expor corretamente o boneco mas deixando o resto da cena sub exposta e o flash da câmera que dispararia com menor potência para amenizar a sombra causada pelo flash remoto. E o resultado foi esse aqui.
Como usei o flash remoto um pouco mais alto do que o boneco a luz veio um pouco de cima para baixo e usando o flash embutido com bem menos potência, não chegou a brilhar a parte metálica onde está escrito "fotógrafo".
Então gostaram da dica?
Até mais!
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Flash Remoto: Parte 3
Olá pessoal, peço desculpas a vocês, mas devido a um problema com a programação do blog essa postagem não entrou no dia que seria dia 15 deste mês, mas não se preocupe, agora tudo voltou ao normal. Todo dia 15 e 30 do mês averá uma nova dica pra vocês.
Vamos lá então.
Como disse na postagem anterior, vou explicar como fiz a foto da flor com o flash remoto.
Com o flash preparado em modo Slave (escravo em inglês) eu medi luz através do fotômetro da câmera normalmente como fosse tirar a foto sem o uso do flash. Vi onde a sombra predominava na cena e a parte que queria ressaltar na imagem, no caso a parte do caule que apareceria completamente preto na foto.
Como a câmera que estava usando permitia usar o flash remoto sem nenhum outro acessório, na própria câmera configurei para usar apenas flash sem fio. O flash embutido não interferiria na foto.
Então para não aparecer muito a luz do flash o coloquei em modo manual e desci a potência dele para 1/32. Isso significa que a luz do flash iria alcançar 6 metros mais ou menos. Como estava em abertura f:8 a luz chegaria apenas a 75cm e a flor como era branca e já estava iluminada pela luz do Sol pouco se notaria o flash e sim a ausência da sombra naquela parte da flor.
Com o flash na mão esquerda virado um pouco para a parte de trás da flor e já com a câmera configurada previamente na mão direita fiz o disparo e o resultado já conhecem da postagem anterior.
Até a próxima postagem.
Vamos lá então.
Como disse na postagem anterior, vou explicar como fiz a foto da flor com o flash remoto.
Com o flash preparado em modo Slave (escravo em inglês) eu medi luz através do fotômetro da câmera normalmente como fosse tirar a foto sem o uso do flash. Vi onde a sombra predominava na cena e a parte que queria ressaltar na imagem, no caso a parte do caule que apareceria completamente preto na foto.
Como a câmera que estava usando permitia usar o flash remoto sem nenhum outro acessório, na própria câmera configurei para usar apenas flash sem fio. O flash embutido não interferiria na foto.
Então para não aparecer muito a luz do flash o coloquei em modo manual e desci a potência dele para 1/32. Isso significa que a luz do flash iria alcançar 6 metros mais ou menos. Como estava em abertura f:8 a luz chegaria apenas a 75cm e a flor como era branca e já estava iluminada pela luz do Sol pouco se notaria o flash e sim a ausência da sombra naquela parte da flor.
Até a próxima postagem.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Tabela para flash
Olá pessoal,
Muitas pessoas tem pedido uma forma mais fácil de fotografar com flash manual, então antes de continuar a falar do uso do flash resolvi colocar uma tabelinha para facilitar na hora dos cálculos. Nessa tabela usei o flash que tenho porque ele tem um número guia comum de encontrar com o pessoal que é um NG43. Vale destacar que a distância correta é medindo da fonte luz (no caso o flash) até o assunto e não da câmera até o assunto. Atenção, os valores da tabela estão aproximados.
Para quem não compreendeu a tabela ou dar um exemplo igual na postagem anterior só que usando o exemplo da tabela e também tem dois jeitos de usá-la.
1º Jeito: Vou fotografar alguma coisa a quatro metros de distância com um filme de ISO 100 (lembrando que também vale para as digitais) com o flash no modo manual em potência máxima. Então na tabela procuro onde está o 4m, em seguida desço na linha onde está localizado o ISO 100 e vi que está lá um número 11. Com esse resultado configuro minha câmera na abertura 11 e ai é só disparar que a foto saíra bem exposta.
2º Jeito. Pegando o exemplo acima vou fotografar alguma coisa a 11 metros de distância com o flash em potência máxima e a câmera configurada em ISO 100. Então eu faço o inverso, Vou até onde está o ISO 100 e encaminho o olhar até o número 11 e vejo o número que está escrito na primeira linha da coluna que seria 4. Essa é a abertura que preciso usar para ter uma boa exposição do flash.
Entenderam como se usa essa tabela? Ótimo!
Mas vocês perceberam que falei só na potência máxima? Pois bem, vamos dizer que não está dando certo fotografar na potência máxima, e agora?
Muitos flashes tem um controle manual de potência que funciona como um redutor, ele é representado muitas vezes por frações como 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 1/64 e por ai vai, essas frações é quanto da potência do flash é reduzida. Na tabela abaixo vou mostrar o que acontece com o número guia quando a potência é reduzida, lembrando que o número guia é a distância que o flash consegue cobrir em ISO 100 e como já expliquei na outra postagem ele é a nossa referência para os cálculos de distância e abertura. Lembrando também que usei um flash com o número guia 43, que é sua potência máxima de 1/1.
Muitas pessoas tem pedido uma forma mais fácil de fotografar com flash manual, então antes de continuar a falar do uso do flash resolvi colocar uma tabelinha para facilitar na hora dos cálculos. Nessa tabela usei o flash que tenho porque ele tem um número guia comum de encontrar com o pessoal que é um NG43. Vale destacar que a distância correta é medindo da fonte luz (no caso o flash) até o assunto e não da câmera até o assunto. Atenção, os valores da tabela estão aproximados.
Para quem não compreendeu a tabela ou dar um exemplo igual na postagem anterior só que usando o exemplo da tabela e também tem dois jeitos de usá-la.
1º Jeito: Vou fotografar alguma coisa a quatro metros de distância com um filme de ISO 100 (lembrando que também vale para as digitais) com o flash no modo manual em potência máxima. Então na tabela procuro onde está o 4m, em seguida desço na linha onde está localizado o ISO 100 e vi que está lá um número 11. Com esse resultado configuro minha câmera na abertura 11 e ai é só disparar que a foto saíra bem exposta.
2º Jeito. Pegando o exemplo acima vou fotografar alguma coisa a 11 metros de distância com o flash em potência máxima e a câmera configurada em ISO 100. Então eu faço o inverso, Vou até onde está o ISO 100 e encaminho o olhar até o número 11 e vejo o número que está escrito na primeira linha da coluna que seria 4. Essa é a abertura que preciso usar para ter uma boa exposição do flash.
Entenderam como se usa essa tabela? Ótimo!
Mas vocês perceberam que falei só na potência máxima? Pois bem, vamos dizer que não está dando certo fotografar na potência máxima, e agora?
Muitos flashes tem um controle manual de potência que funciona como um redutor, ele é representado muitas vezes por frações como 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 1/64 e por ai vai, essas frações é quanto da potência do flash é reduzida. Na tabela abaixo vou mostrar o que acontece com o número guia quando a potência é reduzida, lembrando que o número guia é a distância que o flash consegue cobrir em ISO 100 e como já expliquei na outra postagem ele é a nossa referência para os cálculos de distância e abertura. Lembrando também que usei um flash com o número guia 43, que é sua potência máxima de 1/1.
Tabela de potência.
*cobertura é quantos metros a luz do flash consegue chegar. O novo NG.
Agora pegando o número que apare em cobertura é só substituir o NG por ele e refazer os cálculos para achar a abertura.
A redução de potência é muito usada para quando queremos fazer alguns "efeitos" na fotografia ou quando excedemos a velocidade de sincronismo que vou falar na próxima postagem.
Até lá!
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Usando o Flash
Olá, como falei na postagem anterior vou falar de como usar o flash manual e isso também vale para os outros tipos de flashes para que possamos entender o que acontece com a luz emitida por eles.
Para tentarmos dominar o flash primeiro de tudo é relembrar as propriedades da luz.
A luz é uma forma de onda eletromagnética que se dispersa pelo ar sempre em linha reta a uma velocidade de 300.000 Km/s (isso no vácuo), no caso do flash conseguimos uma luz dura e completamente branca como disse em minha postagem anterior. Como já devem ter aprendido nos tempos de colégio quando vemos alguma coisa nossos olhos captam parte da onda de luz refletida nele e outra parte é absorvida pelo mesmo gerando as partes claras e escuras. Um objeto preto absorve todo o espectro de luz e ao contrário de um objeto branco nos reflete tudo.
Bom, agora que já relembramos rapidamente as propriedades da luz vamos falar de como controlarmos ela nos disparos dos flashes e agora que vocês vão entender porque primeiro é preciso saber o funcionamento da câmera e sobre fotometria.
Todos os flashes, incluindo os embutidos nas câmeras possuem um número guia representado pelas letras NG ou GN(do inglês Guide Number). É muito importante saber esse número pois como o próprio nome diz ele é o nosso guia, a nossa referência. Esse número representa a distância que a luz do flash consegue chegar normalmente em ISO 100 que é o mais comum. Porque falei em ISO agora? Porque como disse anteriormente quanto maior o ISO mais sensível é a película ou o sensor da câmera. Lembra de quando eu falei sobre ISO e disse que se eu aumentasse um ponto o ISO, por exemplo ISO 100 para o 200 o sensor captaria o dobro de luz? No flash acontece a mesma coisa, eu praticamente dobro a distância em que minha câmera consegue capturar a luz emitida pelo flash. Reparem que falei que é a câmera que consegue captar e não que o flash fica mais potente e reparem que falei que consigo quase o dobro da distância pois como sabemos a luz, mesmo sendo bem direcionada como a do flash ela acaba se espelhando pelo ambiente assim como quando jogamos uma pedra no lago e vendo as ondas se formarem e por isso não conseguindo exatamente o resultado dessa multiplicação.
Além do ISO podemos controlar a exposição do flash abrindo ou fechando o diafragma de nossas objetivas. Novamente como falei quanto mais fechado o diafragma menos luz passa por nossa objetiva para sensibilizar o sensor ou filme. Novamente quando fechamos um ponto o diafragma metade da luz entra.
Mas como saber a regulagem ideal para cada situação para que a foto saia perfeita, nem estourada ou muito escura? Quem é bom de matemática vai se dar bem pois é só fazer uma continha.
No texto acima falei de algumas grandezas como o Número Guia que é o principal e a distância e a abertura e é com elas que vou trabalhar agora.
A formula é a seguinte:
Onde M é a distância do objeto em metros.
Vou pegar meu flash como referência no exemplo. O flash que uso normalmente tem um Numero Guia 43 (GN43). Vou usar no exemplo que estou fotografando em ISO 100 e sempre com flash direto.
Vou querer fotografar uma pessoa que está a 4 metros de mim. E agora vamos as contas:
NG43 / 4m = 10.75
Esse 10.75 é a abertura que eu tenho usar no diafragma para obter uma exposição correta do flash. Como não existe essa abertura posso por exemplo usar um f11 que é o que mais se aproxima.
Da mesma forma que usei a distância do objeto para saber a exposição, posso saber até onde a luz do meu flash vai chegar caso eu esteja fotografando uma paisagem ou uma rua por exemplo.
É só dividir o Número Guia pela abertura.
Por exemplo: Tenho uma objetiva que relativamente escura, que só abre até f5.6, que são as mais comuns e as pilhas do meu flash dedicado acabaram (Putz, que mal profissional!) e estou usando o flash popup da câmera que tem NG13. Então refaçamos as contas...
NG13 / f5.6 = 2,13m
Ou seja só vou poder fotografar usando flash a no máximo a 2 metros e pouco de distância do assunto. Ruim não? Mas se meu assunto estiver a mais distância doque isso? Fácil, aumento o ISO.
Como já sabem quanto maior o valor do ISO maior a sensibilidade. Aumentando um ponto o ISO o sensor ou filme capta o dobro de luz e consigo capturar a luz emitida do flash a quase o dobro de distância do anterior pois a luz do flash vai se espalhando no meio do caminho e quanto mais distância do assunto mais a luz vai se dissipando.
Na mesma condição da cena exemplificada anteriormente se eu tivesse usado ISO 200 poderia fotografar meu assunto a 4m de distância. Melhorou um pouco não é mesmo?
Também é por isso que não adianta usar flashes embutidos para fotografar longas distâncias.
Mas para não ficar muito longo vou continuar o assunto na próxima postagem.
Até lá!
Para tentarmos dominar o flash primeiro de tudo é relembrar as propriedades da luz.
A luz é uma forma de onda eletromagnética que se dispersa pelo ar sempre em linha reta a uma velocidade de 300.000 Km/s (isso no vácuo), no caso do flash conseguimos uma luz dura e completamente branca como disse em minha postagem anterior. Como já devem ter aprendido nos tempos de colégio quando vemos alguma coisa nossos olhos captam parte da onda de luz refletida nele e outra parte é absorvida pelo mesmo gerando as partes claras e escuras. Um objeto preto absorve todo o espectro de luz e ao contrário de um objeto branco nos reflete tudo.
Bom, agora que já relembramos rapidamente as propriedades da luz vamos falar de como controlarmos ela nos disparos dos flashes e agora que vocês vão entender porque primeiro é preciso saber o funcionamento da câmera e sobre fotometria.
Todos os flashes, incluindo os embutidos nas câmeras possuem um número guia representado pelas letras NG ou GN(do inglês Guide Number). É muito importante saber esse número pois como o próprio nome diz ele é o nosso guia, a nossa referência. Esse número representa a distância que a luz do flash consegue chegar normalmente em ISO 100 que é o mais comum. Porque falei em ISO agora? Porque como disse anteriormente quanto maior o ISO mais sensível é a película ou o sensor da câmera. Lembra de quando eu falei sobre ISO e disse que se eu aumentasse um ponto o ISO, por exemplo ISO 100 para o 200 o sensor captaria o dobro de luz? No flash acontece a mesma coisa, eu praticamente dobro a distância em que minha câmera consegue capturar a luz emitida pelo flash. Reparem que falei que é a câmera que consegue captar e não que o flash fica mais potente e reparem que falei que consigo quase o dobro da distância pois como sabemos a luz, mesmo sendo bem direcionada como a do flash ela acaba se espelhando pelo ambiente assim como quando jogamos uma pedra no lago e vendo as ondas se formarem e por isso não conseguindo exatamente o resultado dessa multiplicação.
Além do ISO podemos controlar a exposição do flash abrindo ou fechando o diafragma de nossas objetivas. Novamente como falei quanto mais fechado o diafragma menos luz passa por nossa objetiva para sensibilizar o sensor ou filme. Novamente quando fechamos um ponto o diafragma metade da luz entra.
Mas como saber a regulagem ideal para cada situação para que a foto saia perfeita, nem estourada ou muito escura? Quem é bom de matemática vai se dar bem pois é só fazer uma continha.
No texto acima falei de algumas grandezas como o Número Guia que é o principal e a distância e a abertura e é com elas que vou trabalhar agora.
A formula é a seguinte:
Onde M é a distância do objeto em metros.Vou pegar meu flash como referência no exemplo. O flash que uso normalmente tem um Numero Guia 43 (GN43). Vou usar no exemplo que estou fotografando em ISO 100 e sempre com flash direto.
Vou querer fotografar uma pessoa que está a 4 metros de mim. E agora vamos as contas:
NG43 / 4m = 10.75
Esse 10.75 é a abertura que eu tenho usar no diafragma para obter uma exposição correta do flash. Como não existe essa abertura posso por exemplo usar um f11 que é o que mais se aproxima.
Da mesma forma que usei a distância do objeto para saber a exposição, posso saber até onde a luz do meu flash vai chegar caso eu esteja fotografando uma paisagem ou uma rua por exemplo.
É só dividir o Número Guia pela abertura.
Por exemplo: Tenho uma objetiva que relativamente escura, que só abre até f5.6, que são as mais comuns e as pilhas do meu flash dedicado acabaram (Putz, que mal profissional!) e estou usando o flash popup da câmera que tem NG13. Então refaçamos as contas...
NG13 / f5.6 = 2,13m
Ou seja só vou poder fotografar usando flash a no máximo a 2 metros e pouco de distância do assunto. Ruim não? Mas se meu assunto estiver a mais distância doque isso? Fácil, aumento o ISO.
Como já sabem quanto maior o valor do ISO maior a sensibilidade. Aumentando um ponto o ISO o sensor ou filme capta o dobro de luz e consigo capturar a luz emitida do flash a quase o dobro de distância do anterior pois a luz do flash vai se espalhando no meio do caminho e quanto mais distância do assunto mais a luz vai se dissipando.
Na mesma condição da cena exemplificada anteriormente se eu tivesse usado ISO 200 poderia fotografar meu assunto a 4m de distância. Melhorou um pouco não é mesmo?
Também é por isso que não adianta usar flashes embutidos para fotografar longas distâncias.
Mas para não ficar muito longo vou continuar o assunto na próxima postagem.
Até lá!
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São Paulo, Brasil
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Distância Hiperfocal
| Vale do Anhangabaú - SP |
Como falei no post anterior sobre profundidade de campo, hoje vou falar sobre distância hiperfocal. E também é agora que vocês vão ver como fotografia não é apenas apertar o botão do disparador.
Distância hiperfocal a grosso modo significa aproveitar toda a profundidade de campo no foco infinito e é muito usada para fotografar paisagens. Sabe aquelas fotos em que aparecem tudo em foco desde o primeiro plano até o infinito como na foto da introdução deste post? Então, isso é a distância hiperfocal.
Por questões físicas, uma objetiva não consegue capturar nada além do infinito. Lembra no post anterior que disse que a profundidade de campo se estende do ponto de foco entre a câmera e o fundo? Se eu for por exemplo fotografar uma paisagem provavelmente o foco automático “vai falar” para focar o infinito que tem como símbolo o “oito deitado” ( ∞ ). Como a profundidade também se estende também atrás do ponto de foco essa estaria praticamente perdida. Para que eu consiga aproveitar completamente a profundidade de campo, terei que enganar o foco automático.
Mas atenção, essa dica só vale se usar o foco manual das
objetivas, se tentar focar manualmente com o foco automático ativado você poderá
estragar o motor de foco ok!
Em objetivas fixas antigas existe além das marcações da distância focal e abertura, existe também entre eles ou umas linhas como na foto do exemplo com numerações repetidas dos dois lados ou somente os números como se fosse da abertura. Essa marcação é a escala de profundidade de campo.
![]() |
Infelizmente hoje em dia é muito difícil objetivas que tenham esse recurso.
No exemplo da foto nessa objetiva de 55mm, se eu focar no infinito em f-16 reparem que as linhas passaram do marcador do infinito, ou seja, toda essa faixa não seria aproveitada no primeiro plano.
Mas se eu fazer com que as linhas terminem no infinito terei completamente a profundidade de campo que começaria dos três metros indo até o infinito.
| Distância hiperfocal |
Como estou usando uma abertura bem fechada o desfoque seria bem sutil dando a impressão que tudo está em foco. Se a objetiva não tiver essas linhas, o outro modo de achar a distância hiperfocal e colocar o anel de foco no infinito e ver na escala de profundidade de campo o número no anel de foco em cima da abertura desejada, feito isso, regule o foco para esse número então é não mexer mais na objetiva e tirar a foto. No caso do exemplo abaixo, Escolhi fotografar em f-16. O número que estava logo acima do 16 na escala de profundidade de campo foi o número 4. Então só tive que regular o foco como se eu estivesse tirando uma foto com o assunto a 4 metros de distância e tudo que está entre dois metros e meio até o infinito vai estar nítido.
Esse efeito é muito interessante usando objetivas grande angulares pois a profundidade de campo é muito maior com isso o ponto de onde foi dado o foco fica muito menos pronunciado nesse tipo de objetiva.
Atenção novamente: Essa dica funciona perfeitamente em câmeras de filme ou fullframe, em câmeras cropadas devido ao tamanho do sensor há uma alteração no calculo de profundidade de campo.
Nas objetivas mais novas onde não existe essa marcação podemos contornar o problema. Existe na internet algumas calculadoras de profundidade de campo e distância hiperfocal, infelizmente a grande maioria, se não forem todas são em inglês, mas acho que dá para quebrar o galho.
Existe também infelizmente objetivas que não contem marcação alguma, nem de foco, ai fica praticamente impossível usar essa técnica. Para essas objetivas podemos focar em alguma coisa no meio do caminho, entre o primeiro plano e o fundo. Nem sempre dará certo mas é um jeito.
Abraço e até a próxima dica!
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domingo, 30 de outubro de 2011
Abertura
A abertura de uma objetiva é controlado pelo diafragma. O diafragma é um sistema que consiste em várias laminas de metal existente no interior da objetiva e ele é responsável por regular a quantidade de luz que passará por ela e também pela profundidade de campo.
A regulagem da quantidade de luz da objetiva chamamos de abertura. A Abertura é expressa através de uma relação numérica por exemplo: f-1:1.8. Através dessa relação sabemos se uma objetiva é clara ou escura. Quanto menor for o número mais clara a objetiva será. Por exemplo uma objetiva f-1:1.8 é mais clara do que uma objetiva f-1:5.6, da mesma forma que uma objetiva f-1:4 é mais escura que uma f-1:2. Na hora que queremos nos expressar não precisamos falar da relação inteira, simplesmente dizemos o numeral depois dos dois pontos. em vez de falar abertura 1:1.8 podemos dizer apenas abertura 1-8 (um oito). Na foto abaixo podemos ver como ela é descrita na objetiva:
| Objetiva 50mm com abertura f-1:1.8 |
Também como falei no início podemos regular a profundidade de campo através do diafragma, vou explicar.
Em qualquer tipo de câmera podemos focar apenas em um ponto da imagem, por isso existe a expressão ponto de foco. O ponto onde foi dado o foco sempre será a parte mais nítido da fotografia, o restante da fotografia apenas terá a impressão de foco.
Nas objetivas mais antigas podemos ver na parte superior dela que existem números como 1.8, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, por ai vai, nas câmeras digitais esses números aparecem no display LCD conforme vamos regulando. Quanto maior o número mais profundidade de campo a foto terá. No exemplo abaixo você pode ver duas fotos com aberturas diferentes.
| F 1.8 |
| F 22 |
A profundidade de campo começa do centro onde o foco foi feito, no caso o cachorrinho, se estendendo horizontalmente entre a câmera até o fundo. Na simulação da foto acima podemos ver o que quis dizer.
| Profundidade de campo com abertura f1.8 |
| Profundidade de campo com abertura f22 |
A parte mais clara da imagem é onde terei uma nitidez aceitável.
Para compensar a menor abertura da objetiva precisei usar um tempo de exposição maior e isso é feito através da regulagem do obturador que vou falar nas próximas postagens.
Até lá!
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