Olá pessoal.
Muitas pessoas pensam que o flash serve só para tirar fotos com pouca ou nenhuma luz o que é uma inverdade.
O flash também pode ser usado em dias com muito sol quando existe aquela luz dura. Ele é usado justamente para preencher as sombras (sem que apareça o disparo, que seria o ideal). O nome dessa técnica é flash de preenchimento ou fill flash em inglês.
Imagine a cena:
Você está fotografando uma pessoa ao meio dia com sol a pino. Como falei a algumas postagens atrás, a luz do sol é umas das luzes que mais produzem sombras, uma luz muito dura. Justamente nas pessoas a pior sombra produzida fica na região dos olhos.
Se tentar tirar uma fotografia de pessoa com esse tipo de luz você matará o retrato devido que a região dos olhos é a alma do retrato. Claro que como já falei, sempre existem exceções.
A única alternativa é usar uma luz artificial para cobrir a região. Geralmente temos o flash da câmera, aliás pode ser qualquer tipo de flash, inclusive o embutido. Então como fazer? Vamos ver.
-Primeiro é preciso medir a luz gral da cena, incluindo as áreas de altas e baixas luzes (A parte mais clara e mais escura da cena) obtendo a correta exposição da cena. Em cima dessa correta exposição devemos seguir os passos a seguir.
-Precisamos ter certeza que a velocidade do obturador não ultrapasse a velocidade de sincronismo do flash. Geralmente quando o flash da câmera é ligado ela própria limita a velocidade do obturador até a máxima de sincronismo.
-Agora com flash TTL (lembre-se, quando falo aqui TTL também quero dizer os flashes E-TTL, i-TTL e afins) temos que compensar a exposição do flash para menos para que dispare com menos força que o necessário para preencher toda a cena. Quanto menos colocamos de exposição menos efeito vai se obter preencher as sobras em contrapartida menos dará para perceber que foi disparado o flash na cena. Aqui precisamos buscar um equilíbrio.
-Nos flashes automáticos sem a medição TTL, suponhamos que obtive a fotometria correta usando f:11 1/125. Vou dar uma "enganada" no flash e dizer que estou fotografando com abertura f:8 na objetiva, mas a objetiva vai continuar em f:11 e então ele vai disparar com 1 ponto a menos de luz.
-Nos flashes manuais dá um pouquinho mais de trabalho. Além de medir a cena, precisamos calcular quantidade de luz do flash na cena, como expliquei nas primeiras postagens sobre flash e compensar negativamente para que o flash dispare com menos força doque o necessário para quando queremos preencher completamente a cena que como expliquei anteriormente precisamos buscar um equilíbrio para que possamos preencher as sombras sem que de para o espectador perceba o disparo do flash.
Se caso a velocidade do obturador ultrapasse a velocidade de sincronismo, que geralmente acontece em ambientes muito claros, normalmente temos três opções:
-Usar uma abertura menor na objetiva. Mas lembrando que o flash tem uma potência de disparo limitada. Não adianta fotografar uma pessoa a três metros de distância em f:32 com o flash embutido que não funcionará. Precisamos calcular até onde a luz do flash chegará como expliquei anteriormente.
-Usar um ISO mais baixo, mas assim como a dica anterior quanto menor o ISO menos distância a luz do flash alcançará.
-Ou nos flashes mais modernos usar a opção de sincronia rápida (High Speed Synch). Nessa opção a câmera libera para que sejam usadas todas as velocidades do obturador. O inconveniente aqui é que essa opção come as pilhas utilizadas no flash e também não pode ser usada muitas vezes pois o flash quase sempre disparará na potência máxima aquecendo e podendo até resultar na queima do flash.
Até a próxima dica.
Até lá, treinem bastante pois só com a prática e que chegamos perto da perfeição!
sábado, 15 de setembro de 2012
Flash de preenchimento (Fill flash)
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Flash: Difusor.
Olá.
Na última postagem do blog falei dos rebatedores para conseguir uma luz menos dura nas fotos, mas também existe outro dispositivo, o difusor.
O difusor como o nome já diz, difunde a luz no ambiente, com isso conseguimos uma luz mais homogênea.
A ideal utilização mesmo dele é quando está se usando uma objetiva de distância focal de 17mm ou menor para que os cantos da fotografia não saiam escuros.
Ele é parecido com uma lente que fica logo na frente da cabeça do flash.
Em muitos flashes dedicados ele fica "escondido" sobre a lente do flash. Ele é uma lâmina plástica toda com ranhuras, bastando apenas puxá-lo para fora para utilizá-lo. Também em muitos modelos de flash ele assume a posição de que você está fotografando com uma objetiva grande-angular mesmo que você não esteja a utilizando pois o flash subentende que você quer maior difusão da luz no momento do disparo.
Existem também a venda difusores que se encaixam na frente do flash parecido com copinhos que tem a mesma função dos embutidos nos flashes mas em alguns casos sendo mais eficazes porque em alguns modelos de flash quando se usa o difusor do flash ele limita a potência para preservar a lente frontal do flash de possíveis queimas devido ao calor gerado na hora do disparo como pode ver na foto abaixo.
Também já ví que existe difusores para flash embutido que é uma lente difusora que encacha-se no corpo da câmera mas desconheço sua eficácia.
E isso ai pessoal. Até a próxima postagem.
Na última postagem do blog falei dos rebatedores para conseguir uma luz menos dura nas fotos, mas também existe outro dispositivo, o difusor.
O difusor como o nome já diz, difunde a luz no ambiente, com isso conseguimos uma luz mais homogênea.
A ideal utilização mesmo dele é quando está se usando uma objetiva de distância focal de 17mm ou menor para que os cantos da fotografia não saiam escuros.
Ele é parecido com uma lente que fica logo na frente da cabeça do flash.
Em muitos flashes dedicados ele fica "escondido" sobre a lente do flash. Ele é uma lâmina plástica toda com ranhuras, bastando apenas puxá-lo para fora para utilizá-lo. Também em muitos modelos de flash ele assume a posição de que você está fotografando com uma objetiva grande-angular mesmo que você não esteja a utilizando pois o flash subentende que você quer maior difusão da luz no momento do disparo.
Existem também a venda difusores que se encaixam na frente do flash parecido com copinhos que tem a mesma função dos embutidos nos flashes mas em alguns casos sendo mais eficazes porque em alguns modelos de flash quando se usa o difusor do flash ele limita a potência para preservar a lente frontal do flash de possíveis queimas devido ao calor gerado na hora do disparo como pode ver na foto abaixo.
Também já ví que existe difusores para flash embutido que é uma lente difusora que encacha-se no corpo da câmera mas desconheço sua eficácia.
E isso ai pessoal. Até a próxima postagem.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Flash Rebatido: rebatedores
Olá pessoal.
Decidi fazer mais uma postagem sobre flash rebatido pois algumas pessoas têm perguntado para mim de como rebater o flash.
O flash rebatido como expliquei anteriormente é o flash que não fica na posição frontal do assunto paralelo a objetiva. Ele é usado em ângulos diferentes. Como expliquei também a luz é uma forma de onda que segue sempre em linha reta por isso é preciso calcular onde ela vai terminar sua trajetória.
Na foto abaixo eu coloquei o flash na posição direta, ou seja paralelo a lente:
Essa posição é que produz a luz mais dura com sobras pronunciadas além de colaborar com efeito de olhos vermelhos.
Abaixo a posição de flash rebatido para o teto.
Repare na foto que apenas rotacionei a cabeça do flash para cima. Muitos flahes tem essa opção. Como a luz dele não está diretamente no assunto as sobras serão menos intensas pois até a luz chegar ao assunto ela já se espalhou no ambiente. Nessa posição é necessário tomar cuidado com sombras indesejadas no assunto pois a luz irá chegar de cima e pouco irá diretamente ao assunto.
Agora muitas pessoas me perguntam e quando não há onde rebater o flash ou está longe da parede ou teto sendo que não querem usar flash direto?
No mercado existem rebatedores para serem encaixados atrás do flash dedicado para que o flash possa ser usado rebatido. Um exemplo é esse da foto abaixo.
Ele vem com um encaixe com uma fita dupla-face para grudar atrás do flash.
Repare na foto da direita de como encaixei ele no meu flash. Quando não quiser usá-lo é só puxar que ele sai.
Com esse rebatedor posso fazer fotos sem me preocupar muito onde rebater o flash para conseguir uma luz mais suave. Repare também de como ele é dobrado nas suas extremidades para que a luz não se perca muito no ambiente. Da até para perceber de como ele não clareou a parte de cima do fundo branco da foto.
Bom por enquanto é isso e continuem mandando suas dúvidas para que possa responder nas próximas postagens.
Até lá!
Decidi fazer mais uma postagem sobre flash rebatido pois algumas pessoas têm perguntado para mim de como rebater o flash.
O flash rebatido como expliquei anteriormente é o flash que não fica na posição frontal do assunto paralelo a objetiva. Ele é usado em ângulos diferentes. Como expliquei também a luz é uma forma de onda que segue sempre em linha reta por isso é preciso calcular onde ela vai terminar sua trajetória.
Na foto abaixo eu coloquei o flash na posição direta, ou seja paralelo a lente:
Essa posição é que produz a luz mais dura com sobras pronunciadas além de colaborar com efeito de olhos vermelhos.
Abaixo a posição de flash rebatido para o teto.
Repare na foto que apenas rotacionei a cabeça do flash para cima. Muitos flahes tem essa opção. Como a luz dele não está diretamente no assunto as sobras serão menos intensas pois até a luz chegar ao assunto ela já se espalhou no ambiente. Nessa posição é necessário tomar cuidado com sombras indesejadas no assunto pois a luz irá chegar de cima e pouco irá diretamente ao assunto.
Agora muitas pessoas me perguntam e quando não há onde rebater o flash ou está longe da parede ou teto sendo que não querem usar flash direto?
No mercado existem rebatedores para serem encaixados atrás do flash dedicado para que o flash possa ser usado rebatido. Um exemplo é esse da foto abaixo.
Ele vem com um encaixe com uma fita dupla-face para grudar atrás do flash.
Repare na foto da direita de como encaixei ele no meu flash. Quando não quiser usá-lo é só puxar que ele sai.
Com esse rebatedor posso fazer fotos sem me preocupar muito onde rebater o flash para conseguir uma luz mais suave. Repare também de como ele é dobrado nas suas extremidades para que a luz não se perca muito no ambiente. Da até para perceber de como ele não clareou a parte de cima do fundo branco da foto.
Bom por enquanto é isso e continuem mandando suas dúvidas para que possa responder nas próximas postagens.
Até lá!
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Flash Rebatido
Olá pessoal!
Além de usar o flash direto que causa no assunto uma luz dura com sombras bem pronunciadas, podemos usa-lo em outra posição, rebatido.
O rebatimento do flash nada mais é que jogar a luz dele em uma superfície antes de chegar no assunto, com isso ganhamos uma luz mais suave. Podemos jogar a luz dele numa parede ou mesmo no teto.
Também podemos usar o flash rebatido para fotografarmos um grupo de pessoas evitando que só o primeiro plano esteja iluminado pela luz do flash.
Como a luz sempre segue uma linha reta fica relativamente fácil posicionar a cabeça do flash para que a luz chegue corretamente ao assunto mas precisamos tomar cuidado com algumas características.
Como estamos trabalhando com uma luz indireta, as sombras podem parecer meio estranhas por isso é bom saber onde a luz vai refletir e os possíveis obstáculos até que ela "termine" sua trajetória
Também temos que tomar cuidado com a textura da superfície pois porque pode ser que a textura por exemplo da parede apareça no assunto. O ideal é sempre usar alguma superfície lisa.
Mais uma coisa que precisamos nos preocupar antes da foto é com a cor da superfície que vai refletir a luz do flash porque também é bem provável que a luz que atingirá o assunto tomará a tonalidade da superfície. O ideal é que ela sege branca.
Espelhos ao contrário que muitos pensam não são bons rebatedores pois não dará o efeito desejado além de absorver muita luz.
Em lojas especializadas existem rebatedores para acoplar no flash dedicado para quando não houver possibilidade de rebatem em outra superfície ou não quiser mesmo usar ele direto.
Para calcular a potência do flash devemos pegar a distância total que a luz percorrerá. Temos que adicionara distância do flash até o teto por exemplo se eu rebatê-lo no teto e mais a distância do teto até o assunto. Dependendo da superfície utilizada podemos ter uma perda de luz. Normalmente calculo que perde-se uns 20% a 25% de luz. Ou seja a potência do flash -25% da superfície.
Sei que dá um trabalho a mais mas a meu ver o resultado é muito melhor.
Até a próxima!
Além de usar o flash direto que causa no assunto uma luz dura com sombras bem pronunciadas, podemos usa-lo em outra posição, rebatido.
O rebatimento do flash nada mais é que jogar a luz dele em uma superfície antes de chegar no assunto, com isso ganhamos uma luz mais suave. Podemos jogar a luz dele numa parede ou mesmo no teto.
Também podemos usar o flash rebatido para fotografarmos um grupo de pessoas evitando que só o primeiro plano esteja iluminado pela luz do flash.
Como a luz sempre segue uma linha reta fica relativamente fácil posicionar a cabeça do flash para que a luz chegue corretamente ao assunto mas precisamos tomar cuidado com algumas características.
Como estamos trabalhando com uma luz indireta, as sombras podem parecer meio estranhas por isso é bom saber onde a luz vai refletir e os possíveis obstáculos até que ela "termine" sua trajetória
Também temos que tomar cuidado com a textura da superfície pois porque pode ser que a textura por exemplo da parede apareça no assunto. O ideal é sempre usar alguma superfície lisa.
Mais uma coisa que precisamos nos preocupar antes da foto é com a cor da superfície que vai refletir a luz do flash porque também é bem provável que a luz que atingirá o assunto tomará a tonalidade da superfície. O ideal é que ela sege branca.
Espelhos ao contrário que muitos pensam não são bons rebatedores pois não dará o efeito desejado além de absorver muita luz.
Em lojas especializadas existem rebatedores para acoplar no flash dedicado para quando não houver possibilidade de rebatem em outra superfície ou não quiser mesmo usar ele direto.
Para calcular a potência do flash devemos pegar a distância total que a luz percorrerá. Temos que adicionara distância do flash até o teto por exemplo se eu rebatê-lo no teto e mais a distância do teto até o assunto. Dependendo da superfície utilizada podemos ter uma perda de luz. Normalmente calculo que perde-se uns 20% a 25% de luz. Ou seja a potência do flash -25% da superfície.
Sei que dá um trabalho a mais mas a meu ver o resultado é muito melhor.
Até a próxima!
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domingo, 15 de julho de 2012
Compesação de exposição do flash
Olá pessoal, como falei na postagem anterior vou falar um pouco de compensação de exposição do flash.
Basicamente compensação de exposição do flash. é a mesma de quando não se utiliza o flash ou seja você pode tomar como base aquilo que expliquei na postagem anterior sobre fotometria.
Quando se fotografa ultilizando um flash E-TTL (também com i-TTL e afins) uma coisa branca, precisamos compensar o flash para que ele dispare mais forte. Nas configurações do flash aparece como um sinal de positivo seguido de alguma fração porque assim como expliquei é a câmera é que vai interpretar a cena e supor que o objeto branco como sendo cinza e não disparando o flash com a potência correta.
Da mesma forma quando estamos fotografando um objeto preto a câmera fará ao contrário, ela disparará o flash com maior potência "estourando" a cena para deixar o objeto preto, cinza. Para que isso não aconteça será necessário compensar negativamente o disparo do flash para que o objeto preto realmente apareça preto na foto.
Mas agora temos uma diferença, é quando fotografamos objetos refletivos.
Quando tentamos fotografar algo muito refletivo, como espelho, ou algo parecido a câmera pode ser enganada pois o brilho do flash que é usado para fazer a medição do E-TTL volta praticamente todo para a câmera deixando a fotometria uma bagunça. O ideal mesmo nessa situação é desligar o flash. Se não tiver jeito de não utilizar o flash ou é usá-lo em modo manual para compensar esse brilho extra ou também nos flashes dedicados no modo de rebatimento.
Espero que tenham entendido nessa pequena noção que passei.
Mas ai você pensa, poxa mas essa dica não deu certo, o fundo da minha foto saiu escurão! A ique entra algumas técnicas de uso do flash como flash de compensação, flash de preenchimento e flash de luz mista. Mas conforme vou dando as dicas vou falando dessas técnicas também.
Até a próxima postagem!
Basicamente compensação de exposição do flash. é a mesma de quando não se utiliza o flash ou seja você pode tomar como base aquilo que expliquei na postagem anterior sobre fotometria.
Quando se fotografa ultilizando um flash E-TTL (também com i-TTL e afins) uma coisa branca, precisamos compensar o flash para que ele dispare mais forte. Nas configurações do flash aparece como um sinal de positivo seguido de alguma fração porque assim como expliquei é a câmera é que vai interpretar a cena e supor que o objeto branco como sendo cinza e não disparando o flash com a potência correta.
Da mesma forma quando estamos fotografando um objeto preto a câmera fará ao contrário, ela disparará o flash com maior potência "estourando" a cena para deixar o objeto preto, cinza. Para que isso não aconteça será necessário compensar negativamente o disparo do flash para que o objeto preto realmente apareça preto na foto.
Mas agora temos uma diferença, é quando fotografamos objetos refletivos.
Quando tentamos fotografar algo muito refletivo, como espelho, ou algo parecido a câmera pode ser enganada pois o brilho do flash que é usado para fazer a medição do E-TTL volta praticamente todo para a câmera deixando a fotometria uma bagunça. O ideal mesmo nessa situação é desligar o flash. Se não tiver jeito de não utilizar o flash ou é usá-lo em modo manual para compensar esse brilho extra ou também nos flashes dedicados no modo de rebatimento.
Espero que tenham entendido nessa pequena noção que passei.
Mas ai você pensa, poxa mas essa dica não deu certo, o fundo da minha foto saiu escurão! A ique entra algumas técnicas de uso do flash como flash de compensação, flash de preenchimento e flash de luz mista. Mas conforme vou dando as dicas vou falando dessas técnicas também.
Até a próxima postagem!
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sábado, 30 de junho de 2012
Sincronismo de cortinas
Olá pessoal! Na postagem anterior falei de velocidade de sincronismo, para continuar mais ou menos no assunto resolvi falar primeiro do sincronismo de cortinas. Fiquem calmos que não tem nada a ver com as cortinas da casa e sim de como o flash sincroniza com as cortinas do obturador da câmera.
Em câmeras mais avançadas, mesmo em algumas compactas podemos escolher o sincronismo de 1ª ou 2ª cortina. Isso é para a configuração de quando o flash disparará. Quando escolhemos que ele disparará na primeira cortina significa que quando o obturador acabou de abrir a câmera disparará o flash. Em segunda cortina e logo quando o obturador começa a fechar. Na postagem que falei sobre obturador tem uma animação do obturador funcionando para que entendam melhor.
Geralmente para saber se está fotografando em segunda cortina no flash aparecem um triângulo sobreposto por um outro com preenchimento preto.
O efeito obtido mesmo em frações de segundo é distinto pois a luz do flash congela a cena. O efeito fica muito mais evidenciado em disparos de baixa velocidade que vou falar de como fazer nas próximas postagens.
Vamos imaginar uma cena básica:
Um carro passando na avenida com os faróis acesos a noite.
Se colocar a configuração do flash em primeira cortina, a luz do flash vai congelar o carro e o farol do carro irá aparecer na frente o carro dando a impressão que ele está no sentido contrário, andando de ré.
Se colocar o sincronismo para a segunda cortina, primeiro vai ser captado os faróis do carro e logo em seguida o flash irá congelar o movimento do carro. ou seja as luzes do carro vão aparecer logo atrás do carro então dando a impressão que ele está andando corretamente para frente.
Próxima postagem vou falar de compensação de exposição com flash.
Até lá!
Em câmeras mais avançadas, mesmo em algumas compactas podemos escolher o sincronismo de 1ª ou 2ª cortina. Isso é para a configuração de quando o flash disparará. Quando escolhemos que ele disparará na primeira cortina significa que quando o obturador acabou de abrir a câmera disparará o flash. Em segunda cortina e logo quando o obturador começa a fechar. Na postagem que falei sobre obturador tem uma animação do obturador funcionando para que entendam melhor.
Geralmente para saber se está fotografando em segunda cortina no flash aparecem um triângulo sobreposto por um outro com preenchimento preto.
O efeito obtido mesmo em frações de segundo é distinto pois a luz do flash congela a cena. O efeito fica muito mais evidenciado em disparos de baixa velocidade que vou falar de como fazer nas próximas postagens.
Vamos imaginar uma cena básica:
Um carro passando na avenida com os faróis acesos a noite.
Se colocar a configuração do flash em primeira cortina, a luz do flash vai congelar o carro e o farol do carro irá aparecer na frente o carro dando a impressão que ele está no sentido contrário, andando de ré.
Se colocar o sincronismo para a segunda cortina, primeiro vai ser captado os faróis do carro e logo em seguida o flash irá congelar o movimento do carro. ou seja as luzes do carro vão aparecer logo atrás do carro então dando a impressão que ele está andando corretamente para frente.
Próxima postagem vou falar de compensação de exposição com flash.
Até lá!
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Flash: Velocidade de sincronismo
Hoje vou falar de uma coisa também muito importante de configuração do flash, a velocidade de sincronismo.
Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.
A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.
Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.
A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.
Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000 de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.
Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo.
As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.
Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.
A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.
Até lá!
Principalmente nas câmeras compactas e reflex 35mm, digitais também obviamente, precisamos ficar de olho na velocidade de sincronismo.
A velocidade de sincronismo é um limite da câmera e não do flash como muitos pensam e é a velocidade máxima do obturador para tirarmos fotos com flash.
Nas câmeras compactas atuais é comum que a velocidade de sincronismo seje de 1/60s. Já nas reflex digitais, dependendo do modelo da câmera, a velocidade varia de 1/200s à 1/500s. Normalmente em modelos de filme um pouco mais antigas a velocidade seria de 1/60s à 1/125s. No dial de modo a velocidade de sincronismo pode ser um X ou mesmo estar escrito X-Sync.
A velocidade de sincronismo é chamada assim porque é a velocidade de disparo máxima que a câmera consegue sincronizar o disparo do flash com a cortina do obturador totalmente aberta. Além dessa velocidade o obturador já atrapalharia a foto deixando uma parte dela escura. Como falei a velocidade de sincronismo é a máxima mas também não existe uma velocidade mínima sendo apenas o limite da fotometria do lugar porque a luz do flash dura apenas 1/1000 (um milésimo) de segundo.
Para fazer a fotometria com o flash, de nada adianta controlar a luz do flash pela velocidade do obturador como já disse pois dura apenas 1/1000 de segundo. Apenas podemos usar a abertura ou a sensibilidade do filme (ISO) como já vimos na postagem anterior.
Pode ser que em alguma situação de estar fotografando com flash em um ambiente claro (sim isso existe!) a velocidade de sincronismo não seja suficiente para fazer a correta fotometria da cena deixando ela estourada ai pode-se fechar a abertura ou abaixar o ISO para que a cena fique corretamente fotometrada. Mas se tudo não funcionar existe a velocidade alta de sincronismo.
As câmeras de hoje não permitem que se use mais velocidade do que é permitido quando se liga o flash mas hoje em dia praticamente todos os flashes dedicados possuem a função High Sync (Sincronização alta em tradução livre) em que o flash dispara várias vezes na potência escolhida e um desses disparos vai atingir o sensor com o obturador totalmente aberto mas em contrapartida consome muita bateria. Normalmente quando essa opção é ativada no flash é mostrado no visor um raio com um H, mas que vou falar mais quando estiver falando de flash de preenchimento.
Também o flash das câmeras compactas mais sofisticadas e as reflex podem ser configuradas para que o flash dispare na primeira cortina ou na segunda dando efeitos diferentes, mas vou continuar a falar sobre isso nas próximas postagens.
A próxima postagem mesmo devo falar de fotometria com flash.
Até lá!
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