Resolvi dar essa dica agora devido a um fenômeno que ocorrerá esse mês com a Lua, a Superlua.
A Superlua ocorre todo ano e esse ano já tivemos duas Superlua e agora em Setembro esse fenômeno vai ocorrer pela terceira vez.
Esse fenômeno acontece devido a maior aproximação do satélite a Terra dando a impressão de uma lua bem maior e mais brilhante e é uma ótima oportunidade de fotografá-la.
Fotografar a Lua não é muito complicado mas existem alguns detalhes que devemos levar em consideração ao fotografar esse satélite natural que NÃO tem luz própria.
A primeira dica é esquecer um pouco dos modos automáticos da câmera. Geralmente quando esses modos são usados você conseguirá a imagem de uma bola branca no céu sem nenhum detalhe e não é isso que queremos, certo?
Isso acontece devido o fotômetro da câmera ser "enganado" pelo preto do céu. Teoricamente o fotômetro está tentando compensar a escuridão do céu e ele não sabe que o ponto brilhante no céu tem detalhes que pretendíamos preservar.
Para isso não ocorrer devemos mudar a câmera para o modo manual e seguir uma "tabela" de fotometria para a lua. Claro que deve ocorrer variações devido ao céu estar mais nublado ou com poluição mas vale como uma referência.
Na lua cheia sem nuvens no céu atrapalhando seu brilho, por incrível que pareça fotografamos ela em ISO 100, 1/250s de velocidade e f 5,6 de abertura. Parece a fotometria que fazemos na luz do dia não? Isso garante uma fotografia muito bem exposta preservando detalhes como as crateras e manchas existentes na superfície lunar como na foto de abertura dessa postagem.
Na luas 4º minguante e 4º crescente onde ela não aparece por completa temos que compensar na velocidade. Geralmente a velocidade fica entre 1 e 1 1/2 pontos mais lenta para que a lua não se torne excessivamente acinzentada.
Na foto abaixo eu mostro como deve ficar, ela está quase cheia mas dá para ter uma noção.
A segunda dica é sempre usar a maior distância focal de sua objetiva para que ela não pareça um minúsculo pontinho no céu. Geralmente acima de 300mm é o ideal. Também devemos usar um tripé ou apoiar a câmera em alguma superfície pois é muito difícil segurar a câmera nessas condições.
Uma regrinha muito usada para quem fotografa com teleobjetivas longas é que você consegue segurar o mesmo tempo de sua distância focal. Não entendeu? Vou tentar explicar.
Se você tem uma teleobjetiva de 300mm você teoricamente vai conseguir fazer uma foto sem tremer na velocidade de 1/300s. Se tiver uma objetiva de 500mm vai conseguir fotografar sem problemas em 1/500s de velocidade do obturador e assim por diante.
Fotos simples da Lua a internet já está saturada, que tal tentar algo diferente fazendo uma composição diferente com ela?
Para fazer isso devemos ir a um lugar alto logo no fim da tarde, um pouco longe da cidade e principalmente dos prédios e da poluição das luzes da cidade, pegue a teleobjetiva com a maior distância focal que tiver a disposição e aguarde a lua começar a aparecer no horizonte. Nesse ponto é onde ela estará mais próxima da Terra dando impressão de grandeza.
Como a teleobjetiva achata os planos como já expliquei em postagens anteriores ela vai parecer mais próxima e maior ainda. Um efeito muito interessante de reproduzir.
Na foto abaixo fiz uma simulação de uma foto com esse efeito.
Nas próximas Superluas que vão ocorrer nos dias 8 e 28 de Setembro vocês já vão estar preparados para fazerem lindas fotos desse fenômeno.
Até mais!
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sábado, 30 de agosto de 2014
Fotografando a Lua
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Aberração cromática
Você já ouviu falar no termo aberração cromática?
A aberração cromática (CA) ou Chromatic Aberration em inglês é como uma distorção nas cores da imagem.
Quando fotografamos um objeto com muito contraste como uma árvore em um dia de Sol ou alguma coisa muito brilhante como a grade de alumínio das janelas de alguns prédios podemos perceber que o contorno dos objetos em cena sempre tem algumas "cores intrusas" que não deviam estar lá. Para esse efeito damos o nome de aberração cromática.
Ela acontece principalmente quando fotografamos coisas com alto contraste. Elas geralmente possuem as cores magenta de um lado e verde do outro mas também o azul e amarelo. Esse fenômeno acontece devido a diferente resposta da objetiva para os diferentes comprimento de ondas luminosas que formam as cores.
Existem dois tipos de aberração cromática. A aberração cromática lateral e aberração cromática longitudinal.
A Aberração cromática lateral acontece na periferia da imagem e seu aspecto é parecido quando olhamos através de um prisma e ela não acontece no centro da imagem mas ela é cada vez mais perceptível em direção as bordas.
Observe a foto abaixo:
Já a aberração cromática longitudinal aparece nas bordas do objeto como na frente ou atrás do ponto de focagem principalmente em objetos brilhantes.
Também quando fotografamos objetos de alto contraste como folhas das árvores contra um céu azul ou o pássaro embaixo do sol forte como na foto abaixo podem aparecer franjas de cor roxa ou azul que também é conhecido como purple fringe.
Veja suas fotos com 100% de zoom e repare principalmente nos cantos dela, você vai se surpreender.
Não se desespere, há programas que tentam retirar o máximo desse fenômeno incluindo o mais famoso editor de imagens.
Nas fotos abaixo vamos ver o comparativo entre antes e depois de arrumar esse efeito.
Até mais!
A aberração cromática (CA) ou Chromatic Aberration em inglês é como uma distorção nas cores da imagem.
Quando fotografamos um objeto com muito contraste como uma árvore em um dia de Sol ou alguma coisa muito brilhante como a grade de alumínio das janelas de alguns prédios podemos perceber que o contorno dos objetos em cena sempre tem algumas "cores intrusas" que não deviam estar lá. Para esse efeito damos o nome de aberração cromática.
Ela acontece principalmente quando fotografamos coisas com alto contraste. Elas geralmente possuem as cores magenta de um lado e verde do outro mas também o azul e amarelo. Esse fenômeno acontece devido a diferente resposta da objetiva para os diferentes comprimento de ondas luminosas que formam as cores.
Existem dois tipos de aberração cromática. A aberração cromática lateral e aberração cromática longitudinal.
A Aberração cromática lateral acontece na periferia da imagem e seu aspecto é parecido quando olhamos através de um prisma e ela não acontece no centro da imagem mas ela é cada vez mais perceptível em direção as bordas.
Observe a foto abaixo:
Você percebeu a aberração cromática nessa foto? Vou ampliar os cantos onde é mais perceptível o efeito:
DETALHE 1
DETALHE 2
Já a aberração cromática longitudinal aparece nas bordas do objeto como na frente ou atrás do ponto de focagem principalmente em objetos brilhantes.
Também quando fotografamos objetos de alto contraste como folhas das árvores contra um céu azul ou o pássaro embaixo do sol forte como na foto abaixo podem aparecer franjas de cor roxa ou azul que também é conhecido como purple fringe.
Perceba como a região do bico do pássaro, na plumagem das asas e a borda do telhado existe uma cor roxa ou azul. Esse que é o purple fringe.
Objetivas mais baratas geralmente tem um problema muito maior de lidar com aberrações cromáticas.Veja suas fotos com 100% de zoom e repare principalmente nos cantos dela, você vai se surpreender.
Não se desespere, há programas que tentam retirar o máximo desse fenômeno incluindo o mais famoso editor de imagens.
Nas fotos abaixo vamos ver o comparativo entre antes e depois de arrumar esse efeito.
FOTO 01
DETALHES
COLOR FRINGE

Até mais!
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domingo, 15 de setembro de 2013
Zoom ou Fixa, qual usar?
Olá.
Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.
Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.
Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.
Outra dica que saiu de perguntas que me fazem é porque de vez em quando eu uso objetivas fixas em vez de objetivas zoom em meu trabalho.
Eu quase sempre respondo que cada uma tem suas vantagens e desvantagens.
Vou mostrar.
Objetivas Fixas
Objetivas fixas são menores e mais leves do que objetivas zoom, também são mais baratas.Por terem menos elementos em seu interior a luz que passa por ela não sofre grandes degradações e com isso mesmo objetivas mesmo as mais baratas produzem imagens com mais definição que objetivas zoom. Além disso possui grandes aberturas de diafragma e o foco também geralmente é mais rápido que as zoom.
A maior desvantagem de usar uma objetiva fixa é que em muitas situações ela não é prática. Como ela não possui zoom obriga ao fotógrafo se mexer bastante. Mas essa desvantagem pode se tornar em vantagem pois obriga ao fotógrafo buscar novos ângulos para a composição da fotografia melhorando assim seu trabalho em geral.
Objetivas Zoom
Objetivas zoom são mais voltadas a serem praticas.
Como ela possui zoom o fotógrafo pode fazer mais fotos com menos movimentos facilitando em muito o trabalho do fotógrafo. Dependendo da objetiva que ele estiver usando ele pode passar de um grande salão a um quartinho sem se preocupar em trocar de objetiva além de poderem produzir efeitos como o panning zoom como expliquei em postagem anterior. Mas tudo tem suas desvantagens. Objetivas zoom baratas além de escuras também possuem aberturas variáveis. Na objetiva da foto acima a abertura máxima vai de f/4 na posição grande angular para f/5.6 em tele (135mm na objetiva da foto).
Existem sim objetivas zoom com abertura constante mas são muito mais caras e essa é sua maior desvantagem além de serem bem mais pesadas. Mas em compensação a qualidade da imagem produzida é relativamente melhor.
Também por trabalharem com distâncias focais variáveis possuem mais distorções principalmente no começo e no fim do zoom e também por terem mais elementos em seu interior além de serem mais pesadas por isso, muitas vezes objetivas mais baratas não produzem imagens de qualidade que superem objetivas fixas.
Então qual tipo de objetiva você escolheria, zoom ou fixa?
Até mais!
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Como conservar seu equipamento.
Olá.
Algumas pessoas me perguntam como guardo meus equipamentos fotográficos para ter eles sempre funcionando perfeitamente.
Isso é um tabu para muitas pessoas que fotografam pois cada um sempre têm sua "receita" ou falam coisas completamente diferentes, até você mesmo que está lendo essa postagem pode não concordar com alguma ou outra coisa. Vou colocar aqui por tópicos para deixar mais fácil de entender mas não por importância pois todos os cuidados são importantes que podem proteger seus equipamentos de milhares de reais.
1- Cuidado com a poeira.
A poeira é uma das maiores inimigas de qualquer equipamento. Ela pode danificar seriamente seu equipamento porque pode grudar onde existe graxa, isso mesmo, sua câmera tem lubrificantes no interior tanto no mecanismo de obturação como no autofoco das objetivas. O ideal é que guarde os equipamentos em lugares limpos e também que sempre de uma passada de pano SECO por todo o equipamento sempre que notar que ele está empoeirado mesmo que não pretenda usá-lo de imediato.
2 - Evite lugares úmidos.
A umidade é umas das piores inimigas principalmente de suas objetivas. A umidade junto com o calor e poeira pode produzir fungos em suas lentes podendo até destruí-la por completo. Já imaginou você ter que simplesmente jogar fora aquela objetiva f/1.2 caríssima? Pois bem proteger o equipamento da umidade é essencial!
Podemos guardar nossos equipamentos dentro de uma caixa organizadora de plástico, aquelas que muitas pessoas utilizam para guardar miudezas e encontradas em casas de decoração ou em hipermercados. Evite usar caixas de madeira ou papelão pois elas retêm umidade. Dentro delas podemos colocar nossos equipamentos e junto deles um desumidificador de ambientes pode ser eletrônico ou sílica-gel que até podem ser achadas em lojas de fotografia. O ideal é que a umidade esteja entre 25 e 50% porque mesmo a baixa umidade pode prejudicar seu equipamento principalmente as borrachas e lubrificantes. Sei de pessoas que compram até um aparelhinho de mede a umidade relativa do ar mas acho que não é para tanto.
3 - Praia e fotografia combinam?
Bom essa pergunta praticamente foi respondida nos tópicos anteriores. Tento cuidado com o equipamento combinam sim mas alguns cuidados a mais são importantes.
Na praia existe bastante umidade então os cuidados nesse caso devem ser redobrados mas nada que impeça de guardar ou usar a câmera em tais lugares.
Também temos o problema da areia que na cidade não temos com tanta evidência. Evite a qualquer custo expor sua câmera a areia pois assim como a poeira e com muito mais facilidade ela pode fazer com que o equipamento trave e depois disso só mesmo levando em uma assistência técnica para resolver o problema e custará caro. Recentemente fui com um grupo de fotógrafos até a baixada santista e vi que várias pessoas tentaram fazer fotos de uma "mini tempestade de areia", grande erro se aquela areia entrar no equipamento pode fazer com que o perca devido ao que expliquei anteriormente.
Também temos o problema terrível da maresia. Ela é a pior situação que pode afetar a câmera. A maresia pode penetrar fundo no equipamento e enferrujar seus componentes dando perda total.
Na praia é a mesma recomendação de guardar o equipamento em uma caixa plástica com desumidificador mas antes fazer uma limpeza completa dele para evitar qualquer resíduo de poeira e areia e sempre que for caminhar na praia com o equipamento que evite de levá-lo exposto, sempre leve no case e apenas quando for fazer as fotos o pegue.
4 - Evite mudanças de repentinas de temperatura
Mudanças bruscas de temperatura podem ser prejudiciais ao seu equipamento fotográfico. Elas podem fazer com que a umidade se condense internamente no equipamento prejudicando como um todo. Não sei se já aconteceu com alguém de quando passa de um lugar quente e repentinamente vai para um lugar frio a objetiva ou a ocular ficou toda embaçada. É isso mesmo que acontece, imagina toda essa umidade dentro do equipamento, nada bom.
Quando ocorrer o fenômeno pare de utilizar a câmera imediatamente, retire a bateria o cartão de memória e a objetiva por alguns minutos aguardando até que a umidade evapore só então volte a utilizar a câmera.
Uma dica para evitar que ocorra a condensação é quando for passar de um lugar frio para um local quente é colocá-la dentro de um saco plástico por alguns minutos para que ela se adapte a nova temperatura antes de utilizá-la novamente.
5 - Não guarde seu equipamento no case.
Da mesma forma que falei no tópico anterior evite guardar seu equipamento no case de transporte. Como o nome já diz ele é apenas para o transporte do equipamento. Tudo bem que ele pode proteger da poeira ou que ele pode ser impermeável mas não é um lugar ideal para guardar seu equipamento. Um caso que aconteceu comigo que uma câmera compacta de filme perdida há anos foi achada em uma gaveta de um armário da dispensa e contrariando todas as expectativas sobreviveu em seu case de borracha sem nada ter acontecido com ela e com o negativo dentro dela mas mesmo assim esse caso de não sofrer danos é raríssimo. É bom evitar.
6 - Retire a bateria!
Esse é outro tabu que é muito comentado não apenas quem tem equipamentos fotográficos mas qualquer pessoa que possua equipamentos com bateria.
O ideal quando não for usar o equipamento por longos períodos, segundo o manual da Canon é guardar a bateria fora da câmera com seu protetor de contatos e descarregada. Mesmo assim o ideal é não deixar ela muito tempo descarregada porque simplesmente ela pode "morrer". Tente usá-la carregando completamente e usando ela até o fim pelo menos uma vez a cada três meses para que não perca sua capacidade de carga. Mesmo os fabricantes dizendo que não existe mais o temido efeito memória que era muito perceptível em telefones sem fio e celulares antigos sempre utilizo a bateria até o fim antes de carregá-la.
Também não esqueça de retirar as pilhas do flash sempre que terminar de usá-lo mesmo de um dia para o outro pois além de consumi-las mesmo sem estar o utilizando elas podem vazar inutilizando o flash e o conserto pode custar bem caro.
7 - Limpe a objetiva.
Mais um tabu. Acho que esse é um dos mais difíceis de ser resolvido também porque já vi várias pessoas falando o inverso da outra mas vamos lá.
Primeiro temos que ter a disposição os seguintes objetos.
Um ambiente bem iluminado ou um ponto de luz para que possamos enxergar a sujeira,
Uma bombinha de ar que muito carinhosamente é chamada de fuc-fuc. É uma pera parecendo com aquele negócio antigão que era usado para colocar óleo em peças mecânicas e máquinas de costura.
Um pincel ultra limpo bem macio
E um papel ou pano de microfibra especial para a limpeza de lentes que podem ser achados tanto em óticas quanto em lojas de equipamentos fotográficos.
Vamos ao procedimento de limpeza.
1 - Primeiro devemos analisar a sujeira embaixo do ponto de luz.
2 - Depois pegamos o fuc-fuc e sopramos as grandes partículas de pó e fuligem do centro para os cantos da objetiva podendo fazer com ela invertida para que o pó caia.
3 - Com o pincel macio tomando muito cuidado passamos da mesma forma que estávamos passando com ar para que sujeiras mais resistentes saiam.
4 - Finalizamos dando o "polimento" com o papel ou o pano de microfibra especial com movimentos circulares do dentro para o canto da objetiva.
5 - Analisamos novamente a objetiva cuidadosamente para ver se não sobrou pó algum que possa interferir em nossas fotografias.
Não use qualquer líquido de limpeza nas objetivas pois podem comprometer o coating (camada protetora) da mesma.
Se a sujeira for resistente demais uma dica que pode parecer estranha no começo mas que a assistência técnica e meu antigo professor de fotografia deram. Depois de jogar o ar com a bombinha fuc-fuc de uma baforada na objetiva e depois do nosso bafo condensado na lente passe o papel de limpeza. Até faz sentido essa dica e usei-a por muito tempo pois em nossos pulmões existe a forma do mais puro H2O, água, claro desde que a pessoa não esteja embriagada ai a fórmula de H2O já passaria para CH3CH2OH... Brincadeira! Mas pode usá-la que funciona. Até é uma maneira de limpar a objetiva quando não se tem nada a mão a não ser um paninho.
8 - Use sua câmera.
Uma das melhores formas de conservar sua câmera por incrível que pareça é usando ela.
Quando se usa a câmera todas as suas engrenagens e não são poucas são limpas e lubrificadas.
Quando não for usá-la por longos períodos tente fazer algumas fotos para que tudo esteja em ordem. Uma dica para isso é quando for carregar a bateria como falei no 6º tópico use a câmera e objetivas nessa ocasião. Uma bateria de uma câmera DSLR de hoje em dia geralmente dão possibilidades de tirar em torno de 1000 fotos. Aproveite também para recordar o que aprendeu exercitando seu conhecimento. Em câmeras de filme podem ser usadas com o sem filme mas recomendo queimar pelo menos um filme. Ah queimar não é botar fogo é fazer fotos mesmo.
Abraço é até a próxima dica!
Algumas pessoas me perguntam como guardo meus equipamentos fotográficos para ter eles sempre funcionando perfeitamente.
Isso é um tabu para muitas pessoas que fotografam pois cada um sempre têm sua "receita" ou falam coisas completamente diferentes, até você mesmo que está lendo essa postagem pode não concordar com alguma ou outra coisa. Vou colocar aqui por tópicos para deixar mais fácil de entender mas não por importância pois todos os cuidados são importantes que podem proteger seus equipamentos de milhares de reais.
1- Cuidado com a poeira.
A poeira é uma das maiores inimigas de qualquer equipamento. Ela pode danificar seriamente seu equipamento porque pode grudar onde existe graxa, isso mesmo, sua câmera tem lubrificantes no interior tanto no mecanismo de obturação como no autofoco das objetivas. O ideal é que guarde os equipamentos em lugares limpos e também que sempre de uma passada de pano SECO por todo o equipamento sempre que notar que ele está empoeirado mesmo que não pretenda usá-lo de imediato.
2 - Evite lugares úmidos.
A umidade é umas das piores inimigas principalmente de suas objetivas. A umidade junto com o calor e poeira pode produzir fungos em suas lentes podendo até destruí-la por completo. Já imaginou você ter que simplesmente jogar fora aquela objetiva f/1.2 caríssima? Pois bem proteger o equipamento da umidade é essencial!
Podemos guardar nossos equipamentos dentro de uma caixa organizadora de plástico, aquelas que muitas pessoas utilizam para guardar miudezas e encontradas em casas de decoração ou em hipermercados. Evite usar caixas de madeira ou papelão pois elas retêm umidade. Dentro delas podemos colocar nossos equipamentos e junto deles um desumidificador de ambientes pode ser eletrônico ou sílica-gel que até podem ser achadas em lojas de fotografia. O ideal é que a umidade esteja entre 25 e 50% porque mesmo a baixa umidade pode prejudicar seu equipamento principalmente as borrachas e lubrificantes. Sei de pessoas que compram até um aparelhinho de mede a umidade relativa do ar mas acho que não é para tanto.
3 - Praia e fotografia combinam?
Bom essa pergunta praticamente foi respondida nos tópicos anteriores. Tento cuidado com o equipamento combinam sim mas alguns cuidados a mais são importantes.
Na praia existe bastante umidade então os cuidados nesse caso devem ser redobrados mas nada que impeça de guardar ou usar a câmera em tais lugares.
Também temos o problema da areia que na cidade não temos com tanta evidência. Evite a qualquer custo expor sua câmera a areia pois assim como a poeira e com muito mais facilidade ela pode fazer com que o equipamento trave e depois disso só mesmo levando em uma assistência técnica para resolver o problema e custará caro. Recentemente fui com um grupo de fotógrafos até a baixada santista e vi que várias pessoas tentaram fazer fotos de uma "mini tempestade de areia", grande erro se aquela areia entrar no equipamento pode fazer com que o perca devido ao que expliquei anteriormente.
Também temos o problema terrível da maresia. Ela é a pior situação que pode afetar a câmera. A maresia pode penetrar fundo no equipamento e enferrujar seus componentes dando perda total.
Na praia é a mesma recomendação de guardar o equipamento em uma caixa plástica com desumidificador mas antes fazer uma limpeza completa dele para evitar qualquer resíduo de poeira e areia e sempre que for caminhar na praia com o equipamento que evite de levá-lo exposto, sempre leve no case e apenas quando for fazer as fotos o pegue.
4 - Evite mudanças de repentinas de temperatura
Mudanças bruscas de temperatura podem ser prejudiciais ao seu equipamento fotográfico. Elas podem fazer com que a umidade se condense internamente no equipamento prejudicando como um todo. Não sei se já aconteceu com alguém de quando passa de um lugar quente e repentinamente vai para um lugar frio a objetiva ou a ocular ficou toda embaçada. É isso mesmo que acontece, imagina toda essa umidade dentro do equipamento, nada bom.
Quando ocorrer o fenômeno pare de utilizar a câmera imediatamente, retire a bateria o cartão de memória e a objetiva por alguns minutos aguardando até que a umidade evapore só então volte a utilizar a câmera.
Uma dica para evitar que ocorra a condensação é quando for passar de um lugar frio para um local quente é colocá-la dentro de um saco plástico por alguns minutos para que ela se adapte a nova temperatura antes de utilizá-la novamente.
5 - Não guarde seu equipamento no case.
Da mesma forma que falei no tópico anterior evite guardar seu equipamento no case de transporte. Como o nome já diz ele é apenas para o transporte do equipamento. Tudo bem que ele pode proteger da poeira ou que ele pode ser impermeável mas não é um lugar ideal para guardar seu equipamento. Um caso que aconteceu comigo que uma câmera compacta de filme perdida há anos foi achada em uma gaveta de um armário da dispensa e contrariando todas as expectativas sobreviveu em seu case de borracha sem nada ter acontecido com ela e com o negativo dentro dela mas mesmo assim esse caso de não sofrer danos é raríssimo. É bom evitar.
6 - Retire a bateria!
Esse é outro tabu que é muito comentado não apenas quem tem equipamentos fotográficos mas qualquer pessoa que possua equipamentos com bateria.
O ideal quando não for usar o equipamento por longos períodos, segundo o manual da Canon é guardar a bateria fora da câmera com seu protetor de contatos e descarregada. Mesmo assim o ideal é não deixar ela muito tempo descarregada porque simplesmente ela pode "morrer". Tente usá-la carregando completamente e usando ela até o fim pelo menos uma vez a cada três meses para que não perca sua capacidade de carga. Mesmo os fabricantes dizendo que não existe mais o temido efeito memória que era muito perceptível em telefones sem fio e celulares antigos sempre utilizo a bateria até o fim antes de carregá-la.
Também não esqueça de retirar as pilhas do flash sempre que terminar de usá-lo mesmo de um dia para o outro pois além de consumi-las mesmo sem estar o utilizando elas podem vazar inutilizando o flash e o conserto pode custar bem caro.
7 - Limpe a objetiva.
Mais um tabu. Acho que esse é um dos mais difíceis de ser resolvido também porque já vi várias pessoas falando o inverso da outra mas vamos lá.
Primeiro temos que ter a disposição os seguintes objetos.
Um ambiente bem iluminado ou um ponto de luz para que possamos enxergar a sujeira,
Uma bombinha de ar que muito carinhosamente é chamada de fuc-fuc. É uma pera parecendo com aquele negócio antigão que era usado para colocar óleo em peças mecânicas e máquinas de costura.
Um pincel ultra limpo bem macio
E um papel ou pano de microfibra especial para a limpeza de lentes que podem ser achados tanto em óticas quanto em lojas de equipamentos fotográficos.
Vamos ao procedimento de limpeza.
1 - Primeiro devemos analisar a sujeira embaixo do ponto de luz.
2 - Depois pegamos o fuc-fuc e sopramos as grandes partículas de pó e fuligem do centro para os cantos da objetiva podendo fazer com ela invertida para que o pó caia.
3 - Com o pincel macio tomando muito cuidado passamos da mesma forma que estávamos passando com ar para que sujeiras mais resistentes saiam.
4 - Finalizamos dando o "polimento" com o papel ou o pano de microfibra especial com movimentos circulares do dentro para o canto da objetiva.
5 - Analisamos novamente a objetiva cuidadosamente para ver se não sobrou pó algum que possa interferir em nossas fotografias.
Não use qualquer líquido de limpeza nas objetivas pois podem comprometer o coating (camada protetora) da mesma.
Se a sujeira for resistente demais uma dica que pode parecer estranha no começo mas que a assistência técnica e meu antigo professor de fotografia deram. Depois de jogar o ar com a bombinha fuc-fuc de uma baforada na objetiva e depois do nosso bafo condensado na lente passe o papel de limpeza. Até faz sentido essa dica e usei-a por muito tempo pois em nossos pulmões existe a forma do mais puro H2O, água, claro desde que a pessoa não esteja embriagada ai a fórmula de H2O já passaria para CH3CH2OH... Brincadeira! Mas pode usá-la que funciona. Até é uma maneira de limpar a objetiva quando não se tem nada a mão a não ser um paninho.
8 - Use sua câmera.
Uma das melhores formas de conservar sua câmera por incrível que pareça é usando ela.
Quando se usa a câmera todas as suas engrenagens e não são poucas são limpas e lubrificadas.
Quando não for usá-la por longos períodos tente fazer algumas fotos para que tudo esteja em ordem. Uma dica para isso é quando for carregar a bateria como falei no 6º tópico use a câmera e objetivas nessa ocasião. Uma bateria de uma câmera DSLR de hoje em dia geralmente dão possibilidades de tirar em torno de 1000 fotos. Aproveite também para recordar o que aprendeu exercitando seu conhecimento. Em câmeras de filme podem ser usadas com o sem filme mas recomendo queimar pelo menos um filme. Ah queimar não é botar fogo é fazer fotos mesmo.
Abraço é até a próxima dica!
domingo, 30 de junho de 2013
Filtro Close-up
Olá.
Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.
Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:
A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.
Agora observem essa segunda foto:
Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.
Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.
As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.
As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.
Até a próxima!
Hoje vou falar sobre filtros close-ups também conhecidos por filtros macro.
Filtros close-ups são basicamente lentes de aumento em que encaixadas a frente da objetiva utilizada diminui sua distância mínima de foco e ampliando o objeto a ser fotografado. Ele é interessante para quem busca uma alternativa para fotografia macro principalmente de natureza. Reparem nas fotos abaixo:
A foto acima foi tirada com uma objetiva comum sem a função macro. Reparem que mal dá para ver a mariposa pousada na flor.
Agora observem essa segunda foto:
Essa segunda foto não é a ampliação da primeira e sim uma segunda foto que tirei com um filtro close-up que tinha disponível acoplado na mesma objetiva.
Os filtros close-ups são vendidos com graduação assim como os filtros ND mas a graduação dele é equivalente sua dioptria (+1, +2, +4, +8). Quanto maior o número maior é sua ampliação assim como as lentes de aumento e a profundidade de campo é bem reduzida. Nas duas fotos usei abertura f/7.1. Repare que na segunda foto que a nitidez do foco está entre a cabeça e a asa esquerda dela. Isso porque essa mariposa tinha apenas um ou dois centímetros de comprimento e o resto da imagem em desfoque diferentemente da primeira foto onde todo o galho em que ela está pousada está no foco. É interessante usar objetivas fixas e claras juntamente com esse tipo de filtro para que possa obter nitidez aceitável fechando o diafragma.
As desvantagens são que diferentemente das objetivas macro quando usados a objetiva perde a capacidade de focar o infinito e também a qualidade de imagem cai drasticamente. Reparem que na segunda foto na folha verde como aparece um contorno colorido chamado de aberração cromática. Em uma objetiva verdadeiramente macro essa aberração seria praticamente inexistente e a nitidez seria muito superior dando para ver absolutamente todos os detalhes.
As duas únicas principais vantagens é que são fáceis de transportar tendo eles sempre a mão e muito mais baratos que objetivas macro que podem custar milhares de reais.
Até a próxima!
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sábado, 15 de junho de 2013
Filtro ND (Densidade Neutra)
Agora vou falar de mais um filtro muito útil na fotografia, o filtro ND.
Esse filtro não tem efeito algum sobre a fotografia em si mas ele deixa passar MENOS luz para dentro da câmera e isso parece meio controverso na fotografia então porque usá-lo se a luz é o principal elemento para fotografar? Vou explicar alguns casos do uso do filtro ND.
Algumas vezes você já deve ter visto fotos de cachoeiras todas branquinhas onde a água parece uma espuma? Para fazer esse efeito você precisa de uma velocidade baixa do obturador mas como fazer isso em um dia muito claro e sua objetiva não lhe permite uma abertura menor para que você use uma velocidade baixa do obturador como por exemplo 1/5s? Isso é conseguido usando o filtro ND.
Outra situação mais ou menos parecida é quando estamos fotografando pessoas e queremos o fundo mais desfocado possível. Primeiro precisamos de uma objetiva clara digamos com abertura f/1.4 mas ai a velocidade do obturador passa do limite da câmera pois o local está muito claro não lhe permitindo fotografar com abertura máxima da objetiva mesmo com o ISO mais baixo possível. Ai tem duas soluções: Ou fechar o diafragma perdendo o efeito de desfoque pretendido que é muito bacana para retratos ou usando o filtro ND para barrar a luminosidade e usar a máxima abertura que a objetiva lhe permite e conseguir o efeito desejado sem ter que apelar para a pós-produção lhe poupando umas horinhas na frente do computador.
Entenderam? Existem mais alguns usos mas esses dois acho que são os principais.
Agora vou falar um pouco das características dele.
O filtro ND é produzido com um vidro cinza para que não altere as cores da fotografia. Fisicamente parece com o polarizador que vimos na postagem anterior.
Ele também possui graduações. Quando maior o número mais escuro e esse número representa quantas vezes menos luz ele deixa passar.
As graduações são:
ND 2x - deixa passar 50% da luz - 1 ponto menos luz
ND 4x - deixa passar 25% da luz - 2 pontos menos luz
ND 8x - deixa passar 12,5% da luz - 3 pontos menos luz
ND 16x - deixa passar 6.25% da luz - 4 pontos menos luz
Como vimos em fotometria cada ponto de luz representa a metade de luz do anterior.
Eles podem ser usados sozinhos ou em conjunto por exemplo se usar um filtro ND 4x em cima de um ND 2x dará o mesmo efeito se tivesse usado um filtro ND 8x sozinho. A desvantagem de usar esse sistema de empilhamento de filtros é que pode criar vinhetas na fotografia (partes escuras nas bordas da fotografia) principalmente em objetivas grande angulares.
Existem também filtros ND com graduação. O funcionamento é idêntico ao polarizador. Quanto mais você roda a parte da frente do filtro mais ele fica escuro.
Então gostaram da dica do uso do filtro ND?
Até a próxima!
Esse filtro não tem efeito algum sobre a fotografia em si mas ele deixa passar MENOS luz para dentro da câmera e isso parece meio controverso na fotografia então porque usá-lo se a luz é o principal elemento para fotografar? Vou explicar alguns casos do uso do filtro ND.
Algumas vezes você já deve ter visto fotos de cachoeiras todas branquinhas onde a água parece uma espuma? Para fazer esse efeito você precisa de uma velocidade baixa do obturador mas como fazer isso em um dia muito claro e sua objetiva não lhe permite uma abertura menor para que você use uma velocidade baixa do obturador como por exemplo 1/5s? Isso é conseguido usando o filtro ND.
Outra situação mais ou menos parecida é quando estamos fotografando pessoas e queremos o fundo mais desfocado possível. Primeiro precisamos de uma objetiva clara digamos com abertura f/1.4 mas ai a velocidade do obturador passa do limite da câmera pois o local está muito claro não lhe permitindo fotografar com abertura máxima da objetiva mesmo com o ISO mais baixo possível. Ai tem duas soluções: Ou fechar o diafragma perdendo o efeito de desfoque pretendido que é muito bacana para retratos ou usando o filtro ND para barrar a luminosidade e usar a máxima abertura que a objetiva lhe permite e conseguir o efeito desejado sem ter que apelar para a pós-produção lhe poupando umas horinhas na frente do computador.
Entenderam? Existem mais alguns usos mas esses dois acho que são os principais.
Agora vou falar um pouco das características dele.
O filtro ND é produzido com um vidro cinza para que não altere as cores da fotografia. Fisicamente parece com o polarizador que vimos na postagem anterior.
Ele também possui graduações. Quando maior o número mais escuro e esse número representa quantas vezes menos luz ele deixa passar.
As graduações são:
ND 2x - deixa passar 50% da luz - 1 ponto menos luz
ND 4x - deixa passar 25% da luz - 2 pontos menos luz
ND 8x - deixa passar 12,5% da luz - 3 pontos menos luz
ND 16x - deixa passar 6.25% da luz - 4 pontos menos luz
Como vimos em fotometria cada ponto de luz representa a metade de luz do anterior.
Eles podem ser usados sozinhos ou em conjunto por exemplo se usar um filtro ND 4x em cima de um ND 2x dará o mesmo efeito se tivesse usado um filtro ND 8x sozinho. A desvantagem de usar esse sistema de empilhamento de filtros é que pode criar vinhetas na fotografia (partes escuras nas bordas da fotografia) principalmente em objetivas grande angulares.
Existem também filtros ND com graduação. O funcionamento é idêntico ao polarizador. Quanto mais você roda a parte da frente do filtro mais ele fica escuro.
Então gostaram da dica do uso do filtro ND?
Até a próxima!
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