quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tabela para flash

Olá pessoal,
Muitas pessoas tem pedido uma forma mais fácil de fotografar com flash manual, então antes de continuar a falar do uso do flash resolvi colocar uma tabelinha para facilitar na hora dos cálculos. Nessa tabela usei o flash que tenho porque ele tem um número guia comum de encontrar com o pessoal que é um NG43. Vale destacar que a distância correta é medindo da fonte luz (no caso o flash) até o assunto e não da câmera até o assunto. Atenção, os valores da tabela estão aproximados.


Para quem não compreendeu a tabela ou dar um exemplo igual na postagem anterior só que usando o exemplo da tabela e também tem dois jeitos de usá-la.

1º Jeito: Vou fotografar alguma coisa a quatro metros de distância com um filme de ISO 100 (lembrando que também vale para as digitais) com o flash no modo manual em potência máxima. Então na tabela procuro onde está o 4m, em seguida desço na linha onde está localizado o ISO 100 e vi que está lá um número 11. Com esse resultado configuro minha câmera na abertura 11 e ai é só disparar que a foto saíra bem exposta.

2º Jeito. Pegando o exemplo acima vou fotografar alguma coisa a 11 metros de distância com o flash em potência máxima e a câmera configurada em ISO 100. Então eu faço o inverso, Vou até onde está o ISO 100 e encaminho o olhar até o número 11 e vejo o número que está escrito na primeira linha da coluna que seria 4. Essa é a abertura que preciso usar para ter uma boa exposição do flash.

Entenderam como se usa essa tabela? Ótimo!

Mas vocês perceberam que falei só na potência máxima? Pois bem, vamos dizer que não está dando certo fotografar na potência máxima, e agora?
Muitos flashes tem um controle manual de potência que funciona como um redutor, ele é representado muitas vezes por frações como 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 1/64 e por ai vai, essas frações é quanto da potência do flash é reduzida.  Na tabela abaixo vou mostrar o que acontece com o número guia quando a potência é reduzida, lembrando que o número guia é a distância que o flash consegue cobrir em ISO 100 e como já expliquei na outra postagem ele é a nossa referência para os cálculos de distância e abertura. Lembrando também que usei um flash com o número guia 43, que é sua potência máxima de 1/1.


Tabela de potência.
*cobertura é quantos metros a luz do flash consegue chegar. O novo NG.

Agora pegando o número que apare em cobertura é só substituir o NG por ele e refazer os cálculos para achar a abertura.
A redução de potência é muito usada para quando queremos fazer alguns "efeitos" na fotografia ou quando excedemos a velocidade de sincronismo que vou falar na próxima postagem.
Até lá!






terça-feira, 15 de maio de 2012

Usando o Flash

Olá, como falei na postagem anterior vou falar de como usar o flash manual e isso também vale para os outros tipos de flashes para que possamos entender o que acontece com a luz emitida por eles.
Para tentarmos dominar o flash primeiro de tudo é relembrar as propriedades da luz.

A luz é uma forma de onda eletromagnética que se dispersa pelo ar sempre em linha reta a uma velocidade de 300.000 Km/s (isso no vácuo), no caso do flash conseguimos uma luz dura e completamente branca como disse em minha postagem anterior. Como já devem ter aprendido nos tempos de colégio quando vemos alguma coisa nossos olhos captam parte da onda de luz refletida nele e outra parte é absorvida pelo mesmo gerando as partes claras e escuras. Um objeto preto absorve todo o espectro de luz e ao contrário de um objeto branco nos reflete tudo.

Bom, agora que já relembramos rapidamente as propriedades da luz vamos falar de como controlarmos ela nos disparos dos flashes e agora que vocês vão entender porque primeiro é preciso saber o funcionamento da câmera e sobre fotometria.

Todos os flashes, incluindo os embutidos nas câmeras possuem um número guia representado pelas letras NG ou GN(do inglês Guide Number). É muito importante saber esse número pois como o próprio nome diz ele é o nosso guia, a nossa referência. Esse número representa a distância que a luz do flash consegue chegar normalmente em ISO 100 que é o mais comum. Porque falei em ISO agora? Porque como disse anteriormente quanto maior o ISO mais sensível é a película ou o sensor da câmera. Lembra de quando eu falei sobre ISO e disse que se eu aumentasse um ponto o ISO, por exemplo ISO 100 para o 200 o sensor captaria o dobro de luz? No flash acontece a mesma coisa, eu praticamente dobro a distância em que minha câmera consegue capturar a luz emitida pelo flash. Reparem que falei que é a câmera que consegue captar e não que o flash fica mais potente e reparem que falei que consigo quase o dobro da distância pois como sabemos a luz, mesmo sendo bem direcionada como a do flash ela acaba se espelhando pelo ambiente assim como quando jogamos uma pedra no lago e vendo as ondas se formarem e por isso não conseguindo exatamente o resultado dessa multiplicação.

Além do ISO podemos controlar a exposição do flash abrindo ou fechando o diafragma de nossas objetivas. Novamente como falei quanto mais fechado o diafragma menos luz passa por nossa objetiva para sensibilizar o sensor ou filme. Novamente quando fechamos um ponto o diafragma metade da luz entra.

Mas como saber a regulagem ideal para cada situação para que a foto saia perfeita, nem estourada ou muito escura? Quem é bom de matemática vai se dar bem pois é só fazer uma continha.

No texto acima falei de algumas grandezas como o Número Guia que é o principal e a distância e a abertura e é com elas que vou trabalhar agora.
A formula é a seguinte:

 Onde M é a distância do objeto em metros.


Vou pegar meu flash como referência no exemplo. O flash que uso normalmente tem um Numero Guia 43 (GN43). Vou usar no exemplo que estou fotografando em ISO 100 e sempre com flash direto.

Vou querer fotografar uma pessoa que está a 4 metros de mim. E agora vamos as contas:

NG43 / 4m = 10.75

Esse 10.75 é a abertura que eu tenho usar no diafragma para obter uma exposição correta do flash. Como não existe essa abertura posso por exemplo usar um f11 que é o que mais se aproxima.

Da mesma forma que usei a distância do objeto para saber a exposição, posso saber até onde a luz do meu flash vai chegar caso eu esteja fotografando uma paisagem ou uma rua por exemplo.
É só dividir o Número Guia pela abertura.
Por exemplo: Tenho uma objetiva que relativamente escura, que só abre até f5.6, que são as mais comuns e as pilhas do meu flash dedicado acabaram (Putz, que mal profissional!) e estou usando o flash popup da câmera que tem NG13. Então refaçamos as contas...

NG13 / f5.6 = 2,13m

Ou seja só vou poder fotografar usando flash a no máximo a 2 metros e pouco de distância do assunto. Ruim não? Mas se meu assunto estiver a mais distância doque isso? Fácil, aumento o ISO.

Como já sabem quanto maior o valor do ISO maior a sensibilidade. Aumentando um ponto o ISO o sensor ou filme capta o dobro de luz e consigo capturar a luz emitida do flash a quase o dobro de distância do anterior pois a luz do flash vai se espalhando no meio do caminho e quanto mais distância do assunto mais a luz vai se dissipando.

Na mesma condição da cena exemplificada anteriormente se eu tivesse usado ISO 200 poderia fotografar meu assunto a 4m de distância. Melhorou um pouco não é mesmo?

Também é por isso que não adianta usar flashes embutidos para fotografar longas distâncias.

Mas para não ficar muito longo vou continuar o assunto na próxima postagem.
Até lá!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Flash


Olá pessoal, estou começando a postagem que segundo amigos meus é a mais aguardada desse blog.
Vou falar sobre o flash e de como usá-lo em diferentes situações.
Resolvi começar agora pois antes de lidar com o flash precisamos saber o funcionamento da câmera fotográfica, principalmente a parte de fotometria para também ser usado no caso dos flashes.
O Flash é uma luz auxiliar rápida, dura apenas um milésimo de segundo e é também uma luz dura e totalmente branca próxima dos 5500k.

Existem basicamente dois tipos de flash:

Embutido
Como o próprio nome já diz ele está incorporado ao corpo da câmera, isso inclui os flashes pop-up que ficam escondidos e surgem quando precisamos usa-lo. Para a alimentação usam a bateria da câmera.
FLASH EMBUTIDO

FLASH POPUP


Flashs dedicados
São aqueles que por meio de uma sapata ou cabo de sincronismo conectam-se a câmera para disparar. Esses possuem muito mais configurações além de poder disparar não diretamente para o assunto pois possuem a cabeça giratória. Eles recarregam mais rapidamente e geralmente usam pilhas ou baterias próprias poupando a energia da câmera.


Dependendo do tipo de conexão com a câmera eles podem ser:

Manuais:
Nos flashes chamados de manuais o usuário controla regulagem da câmera para a potência da luz do flash através de alguns cálculos determinando assim a correta exposição da fotografia. Eles não tem contato na sapata e precisam ultilizar  cabo de sincronismo.

Automático:
Muito parecido com o uso dos flashes manuais, o usuário determina tanto no flash quanto na objetiva a mesma abertura em uma determinada velocidade obtendo assim a exposição correta. Um exemplo da sapata que esses flashes ultilizam é essa.


Reparem que tem um círculo central que é por onde o flash recebe a ordem para disparar no momento exato da fotografia dispensando o cabo de sincronismo.

Automático TTL:
Hoje em dia com a ascensão das câmeras digitais são os mais utilizados. Os flashs que possuem a tecnologia TTL (Through The Lens) utiliza-se da medição do fotômetro da câmera para disparar a potência ideal para iluminar a cena isentando o fotógrafo de fazer os cálculos necessários e assim conseguindo fotos mais rapidamente. É fácil distinguir um flash TTL pois ele sempre dispara mais de uma vez por foto, a primeira rajada é usada para medir a luz e a potência do flash e nas digitais é nessa hora que que também é obtido o correto balanço de branco (White Balance) e a partir dessa rajada é que efetivamente a fotografia e tomada. Dependendo do fabricante da câmera existem as variações de nomes como E-TTL, E-TTL II, i-TTL, por assim vai. A sapata utilizada nesse tipo de flash contem além do círculo maior mais outros círculos que são os contatos por onde ele se comunica com a câmera para receber todas as informações que descrevi acima.



Todos os flahses contém um Número Guia que é para fazer os cálculos que falei acima e também cada câmera possui uma velocidade de sincronismo com o flash que é a velocidade máxima para que o obturador da câmera não atrapalhe a luz do flash pois ele tem que estar completamente aberto para capturar toda a luz emitida.

Sobre isso vou falar na próxima postagem.
Aguardem!




domingo, 15 de abril de 2012

Uso da perspectiva na fotografia

Novamente vou falar mais um pouco sobre linhas e composição que é umas das partes mais importantes da fotografia. Vou falar sobre perspectiva.

Muito usada em pinturas, desenhos, arquitetura e porque não, na fotografia. A perspectiva é usada para dar uma impressão de tridimensionalidade a foto. Aqui vou falar das mais usadas na fotografia.

A foto por si só tem duas dimensões, altura e largura. Com o uso da perspectiva eu consigo dar a impressão de uma 3ª dimensão a foto, a profundidade. Que na realidade nada mais é que uma ilusão de ótica.
Veja a foto abaixo.


Nessa foto você tem ter uma noção da extensão do rio que vai terminar nos prédios lá longe. Longe? Espera ai, a fotografia não é 2D, como pode existir o longe? Bom vou responder.

Nessa foto usei as linhas convergentes formadas pelas margens do rio para dar a noção de profundidade. Você não entendeu ainda? Vou mostrar então:


Reparem que as linhas vão se aproximando umas das outras convergindo para um único ponto no horizonte. O ponto de fuga.

O ponto de fuga é o ponto onde as linhas, chamadas linhas de fuga convergem para o horizonte, é para onde os objetos se estendem e para onde o espectador encaminha o olhar.
Na imagem abaixo, veja que mesmo sendo do mesmo tamanho, as estátuas vão diminuindo conforme vão se afastando dando novamente a sensação de profundidade da cena.


Não viu as linhas? Fácil, olha só.


 Mas pode não existir apenas um ponto de fuga. Veja nessa foto abaixo que existem dois pontos de fuga, uma de cada lado do prédio.



 A fotografia mesmo sendo um objeto de duas dimensões nos fornece informações para que possamos ver as 3 dimensões do objeto fotografado como na foto acima reparamos no tamanho das pessoas em relação as dimensões do edifício.

Claro que existem outras variantes de perspectiva, essas apenas são as mais comumente utilizadas.

Mas também posso brincar com a perspectiva usando que chamamos de perspectiva forçada.
Na foto abaixo eu estava arrumando a antena do prédio porque a TV tava ruim.


Reparem no tamanho do meu dedo em relação ao prédio. Não é photoshop como muitos pensaram na primeira vez que viram essa imagem, é pura técnica em manipular a perspectiva. Legal não é? Mas isso é só nas próximas postagens.

Até a próxima!

*futuras correções nesse post poderão ser feitas.










sexta-feira, 30 de março de 2012

Uso das linhas na fotografia.

Na composição fotográfica o um dos elementos de mais peso são as linhas pois elas juntam a cena e lhe conferem uma atmosfera mais harmônica e guiam o olhar do espectador através da fotografia.

Reparem que na foto abaixo como seu olhar é guiado.


Você primeiro reparou no terço inferior da foto onde estão os pontos de ônibus do terminal, eles guiaram seu olhar até a passarela que está no meio da foto e foi guiado por ela até a parte direita do terço superior você reparou nas janelas dos prédios terminando assim por passear por toda a foto.

Linhas horizontais como a do horizonte ou nos dão a sensação de calma e equilíbrio.




Já linhas verticais são a sensação de força e crescimento.


Linhas em diagonal faz com que haja um direcionamento e também pode nos dar a sensação de profundidade.



 Sobre essa sensação de profundidade vou falar na próxima postagem.


Até lá!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Centralização do assunto.



Olá, lembra que na postagem anterior falei da regra dos terços e que regras podem ser quebradas? Pois bem agora vou dar algumas dicas super básicas de quando é legal quebrar a regra dos terços.

1ª Dica: Assuntos circundados

Clique na foto para abrir
Quando você se depara com uma cena onde o assunto é envolvido por algo você não precisa seguir a regra dos terços. Além de ficar estranho, se colocasse o círculo formado em um dos cantos da foto para seguir a regra dos terços, a foto perderia a força e o sentido. Na foto o detalhe do parapeito do prédio está circundando meu assunto principal que são os prédios da cidade.

2ª Dica: Fotos de Close-ups



Na fotografia em close-ups onde o assunto preenche quase toda a fotografia, principalmente de pessoas ou animais, como por exemplo do gatinho acima que está olhando bem de frente, encarando mesmo, o ideal é que nossos olhos logo encontrem os olhos da personagem fotografada porque instintivamente nós sempre procuramos um meio de comunicação no caso de seres vivos vamos colocar assim, o nosso primeiro meio de comunicação são os olhos (vou falar mais sobre isso quando falar de retratos). Se eu colocasse a cabeça do gatinho em um dos terços a foto ficaria  confusa e o observador demoraria a achar os olhos dele, perdendo-se completamente pois são os olhos que guiam no caminho.

3ª Dica: Fotos Macro



Uma variação das fotos em close-ups são de como tirar fotos macro, como o objeto também preenche praticamente toda a fotografia e o fundo geralmente quando existe é bem desfocado, nesse caso não faz sentido usar a regra dos terços.



4ª Dica: Objetos simétricos.



Quando existe simetria nos objetos da composição o interessante é colocar o assunto no centro da fotografia equilibrando a mesma. No exemplo acima as duas margens do rio são iguais além do céu está refletindo nele como se fosse um espelho. Deixando o rio no meio também consegui dar uma sensação de profundidade na fotografia.

5ª Dica: Linhas convergentes 

Quando temos linhas que convergem em algum ponto na fotografia, é ideal que o pondo de convergência fique no meio da fotografia que nesse caso sempre instintivamente procuramos onde as linhas vão parar. No caso da aranha suas perninhas convergem para o corpo que se encontra no meio da fotografia. Agora se caso o olhar for direto para o corpo as pernas das aranha nos guiarão ao restante da foto.

Por enquanto é isso, até o próxima postagem! 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Regra dos terços

Continuando a falar de composição, existe mais uma dica que ajuda bastante na hora da composição. Na verdade não é uma dica e sim uma regra,  a regra dos terços.



A regra dos terços consiste basicamente em dividir a imagem em nove quadradinhos, como um jogo da velha e colocar as coisas em certo lugares na imagem para que a fique com uma composição mais correta, mais confortável de se observar e também para que o olhar do seu observador passeie pela foto sem tirar a atenção do assunto principal.
Assim como na foto abaixo, eu coloquei as varas de pescar no terço inferior e o mar em outro terço dando um dinamismo na foto em que o observador é instigado a "passear" por toda a foto.


Para ver exatamente que estou falando vou mostrar essa mesma fotografia mas com as linhas imaginárias da regra.




Reparem que além de colocar as varas de pesca no terço inferior elas estão próximas a junção das linhas. Essa junção damos o nome de pontos de ouro. E nesses quatro pontos que o objeto fica em destaque. Claro que não precisa ser exatamente em cima desse ponto, mas quanto mais perto deles melhor.
Agora reparem na mesma cena abaixo só que sem seguir muito a regra dos terços. Reparem que olhar fica travado entre as varas de pescar.  Como no dia em que tirei essa foto nem imaginava em fazer esse blog fiz apenas um recorte na foto anterior para dar esse exemplo.



Ficou um pouco mais incomodo de apreciá-la não é mesmo?

Para quem é iniciante vou dar uma dica para facilitar. Essa regra é uma das mais importantes na fotografia que a maioria das câmeras compactas e as DSLR que possuem o recurso LiveView já fazem as linhas para dividir os terços no próprio display. Se na sua não está ativado leia o manual da câmera ou aperte o botão DISP. que em alguma variação aparecerão as linhas. Que moleza não? Mas como falei o melhor mesmo é o próprio fotógrafo imaginar as linhas e ir acostumando que uma hora vai se tornar instintivo e colocar tudo no seu devido lugar.
Mas lembre-se, regras podem ser quebradas tudo depende da imaginação de quem está tirando a fotografia.

Próxima postagem com mais algumas dicas bem interessantes.

Até mais!