terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Parasol (lens hood).

Um dos acessórios mais imprescindíveis na fotografia e que o pessoal da pouca ou nenhuma importância por ser apenas uma peça de plástico pintado é o parasol.


O Parasol basicamente serve para bloquear reflexos do sol ou de luzes indesejados na parte interna da objetiva. Eles são encaixados na frente da objetiva. Dependendo da objetiva eles podem ser rosqueados ou encaixados através do sistema de baioneta e podem ser do tipo tulipa que são mais comuns em objetivas "zoom" e grande angulares ou parasol cilíndrico que são comuns em teleobjetivas como na 75-300 abaixo. Cada objetiva possui seu parasol específico por isso o ideal é sempre comprar o original.

Parasol Tulipa


Parasol Cilíndrico
O parasol protege as fotografias de incidência de luzes indesejadas. Essas luzes geram reflexos na parte interna da objetiva que são percebidos através de círculos de cores chamados flare como na foto abaixo e já explicado em postagem anterior.

Flare
Esses reflexos causam a perda de contraste na fotografia e dificultam a focagem automática da câmera tornando-a impossível.

Também evitam um outro problema muito parecido com o Flare que é o Glare que é quando toda a foto perde contraste e nitidez principalmente nas bordas devido a incidência de luz no elemento frontal da objetiva mas não causando os círculos de luz. Abaixo vou dar um exemplo comparativo simulando uma foto com e sem o problema.

Foto sem defeito

Foto com defeito
Como parasol protege das luzes indesejadas o balanço de branco é conseguido mais corretamente.

Bons parasois também possuem um acabamento interno aveludado bloqueando qualquer reflexo dele próprio na objetiva.


Além do parasol ajudar na qualidade da imagem ele também ajuda a proteger fisicamente a objetiva de pancadas leves no elemento frontal porque ele é o "primeiro a chegar" no obstáculo absorvendo parte do impacto evitando danos ou mesmo a quebra do elemento frontal por isso o ideal é sempre deixá-lo na objetiva mesmo que não haja sol, devemos apenas ter cuidado quando fotografarmos com flash embutido pois o parasol pode interferir no disparo do flash criando uma imensa sombra na fotografia. Como falei no início muitos "fotógrafos" desprezam sua importante função e apenas usam ele apenas por estética para que a câmera pareça maior e mais profissional mas viu como é importante o uso do Parasol?

Até a próxima dica!

sábado, 30 de agosto de 2014

Fotografando a Lua

Resolvi dar essa dica agora devido a um fenômeno que ocorrerá esse mês com a Lua, a Superlua.


A Superlua ocorre todo ano e esse ano já tivemos duas Superlua e agora em Setembro esse fenômeno vai ocorrer pela terceira vez.

Esse fenômeno acontece devido a maior aproximação do satélite a Terra dando a impressão de uma lua bem maior e mais brilhante e é uma ótima oportunidade de fotografá-la.

Fotografar a Lua não é muito complicado mas existem alguns detalhes que devemos levar em consideração ao fotografar esse satélite natural que NÃO tem luz própria.

A primeira dica é esquecer um pouco dos modos automáticos da câmera. Geralmente quando esses modos são usados você conseguirá a imagem de uma bola branca no céu sem nenhum detalhe e não é isso que queremos, certo?


Isso acontece devido o fotômetro da câmera ser "enganado" pelo preto do céu. Teoricamente o fotômetro está tentando compensar a escuridão do céu e ele não sabe que o ponto brilhante no céu tem detalhes que pretendíamos preservar.

Para isso não ocorrer devemos mudar a câmera para o modo manual e seguir uma "tabela" de fotometria para a lua. Claro que deve ocorrer variações devido ao céu estar mais nublado ou com poluição mas vale como uma referência.

Na lua cheia sem nuvens no céu atrapalhando seu brilho, por incrível que pareça fotografamos ela em ISO 100, 1/250s de velocidade e f 5,6 de abertura. Parece a fotometria que fazemos na luz do dia não? Isso garante uma fotografia muito bem exposta preservando detalhes como as crateras e manchas existentes na superfície lunar como na foto de abertura dessa postagem.
Na luas 4º minguante e 4º crescente onde ela não aparece por completa temos que compensar na velocidade. Geralmente a velocidade fica entre 1 e 1 1/2 pontos mais lenta para que a lua não se torne excessivamente acinzentada.
Na foto abaixo eu mostro como deve ficar, ela está quase cheia mas dá para ter uma noção.


A segunda dica é sempre usar a maior distância focal de sua objetiva para que ela não pareça um minúsculo pontinho no céu. Geralmente acima de 300mm é o ideal. Também devemos usar um tripé ou apoiar a câmera em alguma superfície pois é muito difícil segurar a câmera nessas condições.

Uma regrinha muito usada para quem fotografa com teleobjetivas longas é que você consegue segurar o mesmo tempo de sua distância focal. Não entendeu? Vou tentar explicar.
Se você tem uma teleobjetiva de 300mm você teoricamente vai conseguir fazer uma foto sem tremer na velocidade de 1/300s. Se tiver uma objetiva de 500mm vai conseguir fotografar sem problemas em 1/500s de velocidade do obturador e assim por diante.

Fotos simples da Lua a internet já está saturada, que tal tentar algo diferente fazendo uma composição diferente com ela?

Para fazer isso devemos ir a um lugar alto logo no fim da tarde, um pouco longe da cidade e principalmente dos prédios e da poluição das luzes da cidade, pegue a teleobjetiva com a maior distância focal que tiver a disposição e aguarde a lua começar a aparecer no horizonte. Nesse ponto é onde ela estará mais próxima da Terra dando impressão de grandeza.
Como a teleobjetiva achata os planos como já expliquei em postagens anteriores ela vai parecer mais próxima e maior ainda. Um efeito muito interessante de reproduzir.
Na foto abaixo fiz uma simulação de uma foto com esse efeito.


Nas próximas Superluas que vão ocorrer nos dias 8 e 28 de Setembro vocês já vão estar preparados para fazerem lindas fotos desse fenômeno.

Até mais!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Fotografia de animais de estimação.

Uma coisa que gostamos muito de fotografar são nossos bichinhos de estimação, tarefa nem sempre muito fácil.
Fotografar animais de estimação requer muita paciência e carinho.


Dos animais de estimação mais comuns os cães geralmente são mais fáceis de fotografar pois a maioria é bem curioso para saber o que os donos estão fazendo mas requer prática do dono em comandar o animal ou saber qual vai ser a reação dele na hora que ele visualizar a lente da câmera. Muitos podem correr de medo ou reagir de maneira completamente oposta e ir para dar uma boa lambida nela.


Gatos por serem mais ariscos e reservados não gostam muito de serem fotografados mas nada impede de conseguir uma ótima foto dele em momentos que ele estiver mais distraídos afiando as unhas no carpete da sala, caçando um passarinho ou mesmo se alongando.


Vou dar algumas dicas que podem facilitar a capturar belos momentos com seu animalzinho.
Para conseguir um bom registro do nosso querido animal de estimação devemos esperar um momento ideal quando ele está distraído com alguma coisa ou quando ele está sonolento ajudam demais na hora do registro e são essas horas que rendem grandes fotos.
Para fotografar os animais de estimação o ideal é sempre estar na altura dos olhos dele, abaixe-se, brinque sem deixá-lo muito agitado, deite-se no chão, afague-o, converse com ele pois você pode não acreditar mais ele adora ouvir o som da sua voz e também não tenha receio ou vergonha que outra pessoa o veja. 


Para facilitar ainda mais uma dica muito legal quando o animal está mais agitado é oferecer um petisco para fazer com que ele faça o que você pretende e olhe para câmera.
Gaste algumas horas observando e estudando o comportamento dele e como ele reage com o ambiente principalmente no cantinho dele.



Para conseguir excelentes resultados não force o animal, deixe ele agir no tempo dele. Nem sempre nos primeiros dias você conseguirá realizar as fotografias pretendidas. 
Nunca use flash pois além de assustar o animal pode prejudicar sua sensível visão.
Deixe ele se acostumar com a lente e o som do click da câmera e em alguma hora, mais cedo ou mais tarde ele até vai posar para você como um verdadeiro modelo profissional.


Tente, garanto que vocês dois vão se divertir demais!

Compartilhe esses momentos conosco, deixe nos comentários o link com as fotos que você conseguiu!

Até mais!
 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Ajuste de Dioptria


Olá.

Dessa vez vou falar de uma regulagem da câmera bem interessante principalmente para quem não usa o foco automático.
Você já pegou a câmera de um amigo e não conseguiu fazer foco de jeito algum? Ou já repararam que quase nenhum fotógrafo usa óculos quando está trabalhando?
É porque na própria câmera existe uma regulagem chamada de regulagem de dioptria.
Ela é como se fosse a lente de contato de alguém que tenha problemas de visão como miopia ou hipermetropia e que precisa usar óculos tanto para ver de perto quanto de longe.
Na própria câmera ao lado do visor ótico conhecido também como viewfinder, não o LCD, existe uma pequena rodinha para conseguir executar essa regulagem



Nela existe a marcação de + e -, olhando pelo visor e rodando essa rodinha para baixo e para cima você verá a imagem focando e desfocando no visor. Essa regulagem mexe nos elementos internos do visor como se fosse o sistema de focagem da objetiva.

Sem a ocular

Essa regulagem existe pois cada pessoa tem um grau diferente nos óculos e vou ensinar fazer a regulagem a seguir.
 
Para conseguir uma regulagem perfeita você deve olhar para o visor como se fosse fotografar e apertar o botão do obturador até a metade apenas para que as informações nesse visor como abertura, velocidade, ISO e fotômetro apareçam.
Com essas informações visíveis você terá que girar essa rodinha até que essas informações estejam bem nítidas. Quando conseguir deixá-las bem nítidas a regulagem estará terminada.
Essa regulagem não interfere em nada o sistema de foco da câmera, ela serve apenas para que o fotógrafo que precisa usar óculos não precise deles na hora de fotografar.


Muitas pessoas que fotografam esquecem que existe essa regulagem e quando fotografam usando foco manual percebem que suas fotos saem desfocadas mesmo estando nítidas para elas no visor. Chegam ao ponto de até levar a câmera para o conserto quando apenas é uma simples regulagem no visor.

Então, já fez a regulagem na sua?

Até mais!


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Histograma RGB

Continuando a explicação do histograma temos um outro tipo o histograma RGB.
Assim como o histograma de luminância serve para analisarmos a luz da fotografia o histograma RGB serve para analisar o nível de brilho das cores primárias na imagem.

Todas as imagens, do monitor a câmera digital trabalham com três cores primárias e a mistura delas  formam as outras cores. Essas três cores são chamadas de cores aditivas pois misturadas formam o branco. Essas cores são o Red (Vermelho) Green (Verde) e Blue (Azul) ou RGB.

Da mesma forma do histograma de luminância visto na postagem anterior quanto mais para direita os pixels estão do gráfico mais escuras estará aquele canal de cor e quanto mais para a direita mais clara ele será e também igualmente  como acontece no histograma de luminância o gráfico não pode ultrapassar os limites pois também haverá perda de informação naquele canal de cor.


Não é muito difícil ler e com um pouco de prática ficará mais fácil ler os gráficos.

Até mais!

 






 





quarta-feira, 30 de abril de 2014

Histograma, que bicho é esse?

Olá.
Muitas pessoas tem perguntado para mim o que é aquele gráfico que aparece no canto da imagem e como interpretá-lo.
Esse gráfico é chamado de Histograma e ele mostra a quantidade de pixels em cada área da imagem.
Normalmente a área esquerda do gráfico mostra a região de sombra ou baixa-luzes da imagem, a central ou meio-tons e a área da esquerda a região clara da imagem que são as alta-luzes.
Isso serve para saber se a fotografia vai ficar com a exposição correta no final já que não devemos confiar completamente no LCD.
Por exemplo se eu estiver fotografando uma cena com predomínio branco o gráfico deve ficar com os picos mais para a direita, já para fotos com predomínio de preto os picos devem estar mais para esquerda pois existem mais pixels cobrindo a área escura da foto.



Perceba que nas fotos acima eu mantive a fotometria na câmera e apenas mudei o fundo e com isso os gráficos do histograma também mudaram. Na fotografia com fundo claro o maior pico do gráfico ficou a direita me informando que maior quantidade de pixels na região de alta-luz. Já na foto com fundo escuro o gráfico me mostrou que grande parte dos pixels estavam na região de baixa-luz devido a utilização do fundo preto.


Vamos pegar o Histograma da primeira foto. O Histograma na fotografia basicamente é a representação matemática da luz. Digitalmente a luz é dividida em valores de 0 a 255 onde o zero é o preto e o 255 é o branco puro. Entre eles existe o cinza que seria a casa 127, lembrando que a câmera não enxerga cores, tudo são tons de cinza para ela. Foi por isso que quando usei o fundo branco para fazer a fotografia o gráfico ficou com um pico grande na direita do histograma. O pico a esquerda nesse gráfico que representa os pixels na parte escura que nessa foto são a tampa da objetiva, o acabamento do visor e da alça da câmera.

Também não devemos com que o pico do histograma chegue a "encostar" nas laterais do gráfico pois significa que aquela região está perdendo informações seja na área clara ou escura da fotografia. Também não pode faltar pedaços do gráfico como é muito comum na sub-exposição onde a região direita do gráfico fica uma linha como na primeira foto abaixo.



A primeira foto está sub-exposta onde o fundo branco ficou praticamente cinza e o histograma me mostra que o pico que devia estar na região de alta-luz, a direita do gráfico está na área dos meio-tons, os cinzas. Já a segunda foto está super-exposta onde o fundo preto também ficou acinzentado e novamente o gráfico me mostrou isso quando o pico saiu da região de baixa-luz e também me informou que estou perdendo detalhes nas partes claras da imagem com o pico a direita saindo do gráfico.

O Histograma é útil também para ver se o seu monitor está ajustado. Um exemplo é você vê uma foto bonita e com uma correta exposição no LCD da câmera e quando vai olhar no monitor a foto está escura. Para tirar a prova de qual monitor está mais correto, seja da câmera ou do computador é só dando uma conferida no histograma já que o gráfico é bem preciso para saber se a foto foi realmente bem exposta.

Parece difícil mas com o tempo apenas de "bater o olho" você saberá se a foto está bem exposta.


Até lá!

domingo, 30 de março de 2014

Câmera Digital ou de filme?

No último mês participei de uma saída fotográfica com câmeras analógicas e foi a inspiração para a postagem de hoje, mas o que é melhor, câmera de filme ou digital? Depende do trabalho.
Vou explicar pois cada sistema tem suas vantagens.


Nas câmeras de filme você teria uma quantidade relativamente pequena de fotografias que podiam ser feitas comparando com os enormes cartões de memória. Um rolo de filme 35mm você podia fazer 12, 24 ou 36 fotos apenas e não tinha a grande vantagem das digitais que o usuário pode alterar a sensibilidade ISO, ou seja você tinha que fazer todas as fotos daquele rolo antes de trocar por um mais ou menos sensível. O fotógrafo de antigamente tinha que se planejar antecipadamente sabendo que tipo de filme que iria usar se ia fazer fotos diurnas usava-se um filme de ISO baixo e em fotografias noturnas ou internas ele escolheria um filme de maior ASA.

Outra coisa também é que em câmeras de filme não dá para mudar o balanço de branco no meio do caminho e existia apenas dois tipos de filme, o Daylight que era usado em áreas externas aproveitando a luz do dia e o tungstênio que era usado com iluminação de lâmpadas incandescentes. Desvios nas cores tinham que ser corrigidos no laboratório durante a revelação do negativo.
Também existiam filmes exclusivamente para fotos em preto e branco.

Você também não podia conferir a foto no visor para ver se ficou boa pois não existia. Você tinha que confiar em si mesmo e no fotômetro da câmera ou de mão para saber a exposição correta.
Claro que existia o modo automático ou de prioridade e a própria câmera se encarregava do resto mas se quisesse fotografar em modo manual para ter controle absoluto da fotografia também era possível mas você tinha que dominar toda a técnica fotográfica ou perderia muito dinheiro com rolos e mais rolos de filmes imprestáveis que iriam direto para o lixo.

E são essas as principais vantagens do sistema digital.

Com as digitais hoje você faz uma foto e se não ficou boa você apaga diretamente nela e também pode fazer centenas e até milhares de fotos com apenas um cartão de memória que hoje oferece vários Gigabytes de armazenamento.
Isso deixou muitos fotógrafos preguiçosos ou aqueles fotógrafos que se acham profissionais mas não sabem nada de fotografia nem de sua história ou da técnica fotográfica e apenas apertam um ou dois botões em um equipamento que nem entendem direito como funciona e isso foi o grande mal das câmeras digitais.

Mas se engana que as câmeras digitais sempre foram assim.
As primeiras câmeras digitais tinham resoluções baixíssimas comparadas com as de hoje. Algumas usavam disquetes como forma de armazenamento e tempos depois surgiram câmeras que usavam CDs para tal função e também eram caríssimas. Só depois de algum tempo veio as câmeras que utilizam cartões de memórias como as de hoje mas continuavam caríssimas.

O que poucos entendem é que a câmera digital deve ser usada como qualquer câmera de filme, estudando a cena, a luz, sentindo o ambiente, compondo a fotografia, esperando o momento certo para fazer a foto do dia. O que mudou mesmo com a vinda dos sistemas digitais foi o jeito de como a fotografia é armazenada. Como meu professor de fotografia Ricardo Ferreira dizia, se de cem fotos feitas naquele dia você gostou de apenas uma seu trabalho já foi feito. Claro que se você chegar com uma foto daquele evento de 12 horas que você foi contratado seu contratante vai querer te esganar no fim do dia. Mas também não é para sair disparando a torto e a direito para conseguir mais fotos pois tudo tem um custo e na digital não parece mas é bem alto. Certo que nas analógicas você precisa comprar os filmes e embutir o preço da revelação mas nas digitais você tem que se preocupar com a limpeza do sensor, coisa que não existia nas câmeras de filme e custa relativamente barato mas seria parte do lucro daquele evento. Qualquer câmera, sendo digital ou analógica tem uma vida útil.
A única coisa que realmente muda é a forma de como cada sistema armazena a fotografia, nas analógicas é em uma película fotossensível e na digital é o sensor que faz a captura da imagem e o cartão de memória a guarda.

Geralmente uma câmera digital (DSLR) de entrada tem uma vida útil aproximada de 30.000 cliques, você faz 30 eventos com mil fotos cada e terá que ou mandar para conserto que não é nada barato ou trocar de câmera e nos dois casos ou empata ou custa bem mais caro que uma câmera de filme nova e também antigamente elas duravam muito mais. Hoje em dia você encontra câmeras de 1950, 1960 funcionando perfeitamente, talvez porque não fossem tão exigidas como as digitais de hoje e não são feitas de plástico.

As digitais são boas para quem faz muitas fotos e as analógicas são para quem faz poucas fotos e busca qualidade de impressão. Aliás pouquíssimos "fotógrafos digitais" imprimem suas fotos para ter o prazer de tê-las fisicamente na mão sendo apenas um frio conjunto de bits no computador.

Uma outra vantagem das câmeras de filme é que não é preciso ficar atualizando o equipamento a cada ano como acontece nas digitais pois tudo que você precisa já está lá. E o que seria? Uma excelente objetiva e um ótimo filme, as duas coisas principais da fotografia, de resto seria apenas "perfumaria". O corpo da câmera então serve basicamente para que? Para segurar tudo junto e não deixar passar a luz para o negativo fora de hora, basicamente ela é uma câmara escura e ponto.
Nas digitais não. Os fabricantes ainda não chegaram na qualidade de uma fotografia de filme e atualizam seus equipamentos a cada ano para melhorar e chegar cada vez mais perto de um sistema analógico.

Todas as câmeras DSLR possibilitam gravar arquivos RAW que são arquivos "puros" não compactados equivalentes a "negativos digitais" mas nenhuma ainda chegou a ter a qualidade do negativo com sua riqueza de detalhes, grãos e alcance dinâmico superior. Isso sem contar a imensa qualidade de sistemas de médio o grande formato.
Por melhor que seja, principalmente para os mais experientes, da para distinguir se uma foto feita a partir de sistema analógico ou digital. 

Os engenheiros precisam trabalhar com tamanho de arquivo, reprodução das cores, redução de ruídos digitais, velocidade de processamento para que a câmera não fique lenta, um montão de coisas. Nas analógicas você escolhe a objetiva que vai usar, muitas compartilhadas com o sistema digital e o filme (nas digitais são divididas em sensor e cartão de memória) que lhe dará o melhor grão e pronto! Você pode ter um corpo analógico barato mas fará fotos de extrema qualidade se souber fotografar, equivalentes a fotos feitas com câmeras digitais de dezenas de milhares de reais.

Mas nunca se esqueça: Quem faz a foto é você e não a câmera. A câmera é apenas um mero acessório que possibilita o registro daquele momento.

Fotografia não é para ser feita as pressas, fotografia é um momento, um sentimento.

Até mais!